Secretaria de Saúde do Sinpro debate violência e adoecimento psíquico
Jornalista: Alessandra Terribili
Na última sexta-feira, 25 de novembro, a Secretaria de Saúde do Sinpro realizou o seminário Curto-circuito no ensino: que nossos afetos não nos matem, nem morram. Ao longo de toda a tarde, professores(as) e orientadores(as) educacionais debateram temas como violência juvenil e imaginário; serviços públicos na atualidade; o fenômeno da psicologia das massas; o psicopedagógico nos tempos atuais; e um olhar bioético sobre a violência.
“O Seminário buscou alertar para um sintoma presente da atualidade que é o adoecimento afetivo e uma resistência a um trabalho morto”, observa Luciane Kozicz, psicóloga do Sinpro, que participou da construção do evento. “Como uma importante força social, o Sinpro propôs uma espaço de reflexão sobre as múltiplas violências que estamos encontrando no cotidiano laboral”, completa ela.
Para Élbia Pires, coordenadora da Secretaria de Saúde do Sinpro, o tema é muito atual e necessário: “Neste momento em que registramos crescimento do adoecimento psicológico e mental na nossa categoria, precisamos pensar caminhos para superar o sofrimento, elaborar propostas para contribuir com o bem-estar dos profissionais do Magistério e da sociedade como um todo, e combater a violência”, aponta ela.
O seminário foi realizado em parceria com o Instituto Olhos da Alma Sã, organização não-governamental que atua na área da saúde mental.
Sinpro homenageia o Sindicato dos Bancários do Distrito Federal pelos seus 61 anos
Jornalista: Maria Carla
O Sindicato dos Bancários comemora 61 anos. Em nota divulgada em seu site, a entidade afirma que “o mês de novembro marca um momento importante na história da categoria bancária da capital federal”. O Sinpro parabeniza a categoria e o Sindicato dos Bancários por mais de seis décadas de luta e resistência e por ser exemplo da luta da classe trabalhadora no Distrito Federal.
Registrada em livro e, agora, em filme, a trajetória do Sindicato dos Bancários faz parte e se confunde com a história recente da capital do País e com a do próprio Brasil. “Essa trajetória do sindicato se confunde com a história da capital do país. Há muita semelhança, muitos processos, cuja contribuição se dá com a organização dos bancários”, afirmou Kleytton Morais, presidente da entidade. Essa luta inspirou o filme “Palco de Luta”, dirigido pelo premiado cineasta brasiliense Iberê Carvalho. https://youtu.be/Lq2FrZb6LPQ
Disponibilizado pelo Sindicato dos Bancários no seu canal do YouTube desde o dia 23 de novembro, o filme celebra esses 61 anos de luta como período de luta legítima representante dos bancários do DF e propõe uma reflexão sobre o futuro do trabalho a partir do mergulho na história de um dos mais atuantes sindicatos do Brasil. Carvalho faz uma viagem de volta ao passado com depoimentos de grandes personagens da história do sindicato.
O filme estreou no Festival de Cinema do Rio e ficou em cartaz no Cine Cultura do Liberty Mall. A obra cinematográfica “reforça a importância da luta coletiva e revela as inúmeras contribuições dos bancários e bancárias para as pautas da classe trabalhadora local e nacional”, registra a matéria no site dos Bancários. Confira o link no final deste texto.
Em 1961, um ano depois da inauguração da nova capital do Brasil, o Sindicato dos Bancários iniciou a organização da categoria no Distrito Federal. Na época, segundo informações do seu site, “teve seu requerimento atendido pelo então ministro do Trabalho, André Franco Montoro, conferindo à associação profissional o título de Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Brasília”.
Essa denominação, segundo a entidade, viabilizou uma maior organização dos trabalhadores. “A partir da mudança, confirmada pela carta sindical emitida em 22 de novembro de 1961, bancários e bancárias ampliaram sua atuação por direitos da categoria no âmbito nacional, avançando também para as discussões políticas no Brasil pré-ditadura militar”, informa.
A história da entidade também está disponível no livro “Sindicato dos Bancários de Brasília, uma história”, publicado em 2015. Na obra, os autores contam que o cenário à época era de muita dificuldade de organização e logística por falta de uma sede própria e pela estrutura de uma cidade recém-inaugurada. A Assembleia da categoria que aprovou a transformação da associação em sindicato, por exemplo, foi realizada na Escola Parque, na W3 Sul, em 28 de abril.
A diretoria colegiada homenageia o sindicato e ressalta a importância da luta dessa categoria na capital do País. A luta dos(as) bancários(as), assim como a dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais forma um longo e profundo capítulo da história recente da cidade e do País. O Sinpro deseja à entidade e aos(às) bancários(as) toda a força na luta e vida longa para uma entidade tão representativa para a população brasiliense.
Professora da rede pública do DF ganha prêmio Baobá
Jornalista: Alessandra Terribili
Uma professora da rede pública do Distrito Federal, ganhou o prêmio Baobá, considerado o Oscar dos Contadores de Histórias no Brasil! Ana Solino formou-se em Língua Portuguesa e atua na Biblioteca Escolar e Comunitária EQS 108/308 Professora Tatiana Eliza Nogueira.
Ana é professora, mediadora de leitura, contadora de histórias e faz trabalhos de locução. Apaixonada por livros desde cedo, ela começou a trabalhar na sala de leitura de uma escola classe, onde se dedicou a conquistar o amor das crianças pela leitura e por aquele espaço. Fez diversos cursos com essa finalidade e, em meados dos anos 90, encontrou a contação de histórias em um congresso de leitura na Unicamp (SP). Depois disso, dedicou-se à atividade e passou a integrar um grupo de contadores de histórias, o Imaginarius.
Para Ana, ganhar o prêmio foi a confirmação de que ela está no caminho certo: “Há muito tempo luto pela promoção da leitura e pelo resgate da cultura popular”, diz Ana. “Acredito no poder transformador das histórias! As histórias desde sempre me acompanharam. Quando criança, era para aprender alguma coisa. Depois, percebi que as histórias podiam divertir”, completa.
O prêmio foi concedido a Ana Solino em setembro último, como reconhecimento de sua bela trajetória. Desde 2015, ela integra o grupo de contadoras de histórias Vou Te Contar, ao lado das amigas e colegas Angela Barcellos (IA-UnB) e Queila Branco (SEE-DF), e segue encantando seus estudantes pela leitura.
A diretoria colegiada do Sinpro parabeniza a professora Ana com carinho, desejando que suas sementes se espalhem cada vez mais!
O Tema da Semana da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do CED 02 do Cruzeiro foi Copa do Mundo e Consciência Negra.
Nesta semana de estreia de Copa do Mundo, a escola do Cruzeiro realizou uma série de eventos com alunos e convidados especiais.
Na segunda-feira, a Semana começou com uma palestra sobre futebol e consciência negra, com as professoras Luana Euzébia e Regina Célia (que também é diretora da secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro).
Também na segunda-feira, o técnico Alessandro (Seco) conversou com os e as estudantes e professores do CED 02 sobre o projeto da escolinha AJAX, e a história do futebol na luta contra o racismo e Copa do Mundo.
Na quarta-feira, as turmas da EJA e do curso técnico apresentaram seus trabalhos de conclusão do ano letivo. Na sexta-feira, a semana da EJA se concluiu com um jantar de confraternização com bingo para as turmas de Jovens e Adultos.
“Uma semana de grande importância para essas modalidades. A pandemia não permitiu a realização desses eventos, então a semana da EJA deste ano foi aguardada com muita ansiedade pelos(aS) alunos(as), e ainda teve um toque especial de recomeço”, diz a professora Regina Célia.
Nota da diretoria | Massacre de Aracruz: a escola como alvo da política do ódio
Jornalista: Maria Carla
A diretoria colegiada do Sinpro-DF se solidariza com os(as) familiares e com toda a equipe de educadores(as) da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Primo Bitti e do Centro Educacional Praia de Coqueiral (CEPC), situadas em Aracruz, Espírito Santo, vítimas dos ataques a tiros de um ex-aluno da escola estadual, que tirou a vida de quatro pessoas – três professoras e uma estudante – e deixaram outras 12 feridas, algumas em estado grave.
Mais uma vez a escola é vítima do terrorismo neonazista. No mesmo dia do crime, a Secretaria de Segurança Púbica do Estado do Espírito Santo localizou o assassino e mostrou sua ligação com grupos terroristas neonazistas existentes no País. Segundo informações da SSP-ES, o atirador é filho de um policial militar, e entrou na escola estadual, abrindo fogo na sala de reuniões dos professores, na hora do recreio, atingindo, fatalmente, três professoras.
Duas faleceram no local do crime e, Flávia Amboss Merçom, professora de sociologia, faleceu horas depois. O Sinpro informa que, além de professora, Flávia era militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Em seguida, o atirador seguiu para o Centro Educacional Praia de Coqueiral, uma escola privada, e atirou em outras pessoas. A ação do adolescente imita cenas quase que “cotidianas” em escolas estadunidenses, país em que a venda de armas de fogo é liberada e a maioria dos políticos é financiada pela indústria bélica. Nesses locais, a escola é alvo predileto da política do ódio. O Sinpro vê com preocupação esse tipo de cena ocorrer no Brasil e teme pela vida dos(as) educadores(as) e estudantes de todo o País.
O atual governo federal rasgou o Estatuto do Desarmamento para favorecer empresários e indústrias armamentista, que precisam de uma sociedade em permanente estado de tensão para vender suas armas. Além disso, todos(as) sabemos, principalmente nós, os(as) educadores(as), que o Brasil está adoecido pelo ódio apregoado por ideologias fundamentalistas, ligadas ao nazismo, ao fascismo e, principalmente, aos Estados terroristas e milicianos. Em Estados dominados por essas ideologias, nenhum lugar é seguro para garantir a nossa própria vida e a de nossos(as) filhos(as).
É sempre bom lembrar que a escola é alvo constante de todo tipo de ataque, incluindo aí este que ocorreu em Aracruz, na véspera do Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher. A data, que marca a luta das mulheres contra o feminicídio, o machismo e a misoginia, agora ficará na memória nacional como o dia da tragédia de Aracruz. Quantos ataques como esses serão necessários para que os(as) brasileiros(as) se deem conta de que ideologias que pregam o ódio e a liberação de armas é um projeto de dominação do qual todos(as) somos vítimas? Entendemos que, enquanto prevalecer o ódio apregoado por essas ideologias ninguém estará a salvo.
Diuturnamente, o Sinpro atua contra esse tipo de ideologia, denunciando todas as mazelas de grupos terroristas e revivendo a história do Brasil e do mundo para que todos(as) acessem as informações necessárias para combater esse tipo de doutrinação. O Sinpro avaliza a nota da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) e afirma que a escola é sim o lugar para se refletir, criticamente, sobre a disseminação de ideologias do ódio e, juntamente com isso, a venda de armas de fogo. Uma das ações é a desmilitarização das escolas públicas como iniciativa para a pacificação da sociedade contaminada pelo ódio.
Para além dos muros das escolas, entendemos ainda que o Brasil precisa discutir urgentemente uma política nacional de desarmamento da população civil, dificultando e coibindo a posse de armas de fogo pelo cidadão comum, bem como a repressão total até a extinção de ideologias terroristas, como o nazismo, o fascismo, o Estado miliciano e sua vertente econômica: o neoliberalismo.
Assim, solidária à população. aos(às) educadores(as) e às famílias dos(as) estudantes de Aracruz, vítimas do ódio neonazista, a diretoria colegiada reforça seu compromisso com a defesa de uma sociedade mais justa, democrática e humanitária e uma escola com investimento público, capaz de oferecer não só uma educação gratuita, pública, democrática, laica, libertadora, crítica, de qualidade socialmente referenciada, mas também a segurança física por meio dos Batalhões Escolares.
CED 07 da Ceilândia realiza ações alusivas ao Dia da Consciência Negra
Jornalista: sindicato
Com a temática “Brasil contra o racismo. A luta é de todas nós”, o CED 07 da Ceilândia realizou uma série de atividades na Semana da Consciência Negra, envolvendo professores(as), estudantes e militantes do movimento negro.
“Sabemos que este ainda é um projeto que enfrenta resistências sociais, porque convivemos e nos deparamos todos os dias com atitudes racistas e discriminatórias. No entanto, também percebemos que esse é um tema que a sociedade brasileira precisa se responsabilizar”, afirma a coordenadora do projeto, professora Joana Darc do Carmo Alves.
Ela conta que vive “365 dias na luta, combatendo o racismo e a discriminação, construindo essa agenda com estudantes, com a colaboração de professores de humanas dos turnos matutino e vespertino, estendendo aos auxílios de professores das outras áreas”.
Professora Joana Darc faz questão de ressaltar o apoio da diretora do CED 07, Adriana Barros, que participou da organização para viabilizar o projeto que fechou o último dia com a realização de 15 oficinas e o desfile anual do CED 07, que tem como objetivo reafirmar a autoestima e identidade das pessoas negras.
Entre os participantes das atividades, estão as diretoras do Sinpro-DF Mônica Caldeira e Márcia Gilda, o deputado distrital Max Maciel, a professora Neide Rafael, além de Joyce Marques, Juvenal Araújo, Zene Rainha, Simone Cristal, Adelina Benedita, Renata Parreira, Celeste, Potyra Terena, Sara Benedita, Esdras Aristides, Prethais e apresentações de estudantes do Ensino Regular e EJA interventiva.
“Agradecemos toda a equipe do CED 07, a gestão, professores, estudantes, o time de funcionários da escola. Agradecemos ao Sinpro pelo apoio em comunicação e colaboração com materiais”, diz a professora Joana Darc.
Sinpro informa que não haverá expediente na sede e subsedes nesta quarta (30)
Jornalista: Alessandra Terribili
A diretoria colegiada do Sinpro informa que não haverá expediente na sede e nas subsedes do sindicato nesta quarta-feira, 30 de novembro de 2022, em virtude do feriado distrital do Dia do Evangélico.
Na quinta-feira, dia 1º de dezembro, o funcionamento da sede e das subsedes será normal.
Professora da rede pública convida para apresentação de dissertação de Mestrado
Jornalista: Luis Ricardo
A atuação do Pedagogo da Equipe Especializada de Apoio à Aprendizagem na “Modelagem do currículo” em uma escola pública do Distrito Federal, tema tão caro para o magistério público, foi ponto de pesquisa da professora da rede pública de ensino do DF, Mara Rúbia Rodrigues da Cruz. No dia 29 de novembro, às 14h30, a educadora faz a defesa de dissertação de mestrado na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília e convida a categoria para acompanhar. A defesa ocorrerá na Sala de Atos da Faculdade de Educação da UnB (FE/UnB).
Segundo a professora, a pesquisa foi realizada em uma escola pública de Samambaia e buscou compreender a atuação do(a) pedagogo(a) da Equipe Especializada de Apoio à Aprendizagem no currículo modelado pelo(a) educador(a). A pesquisa é relevante, pois a capital federal é o único estado da federação com o cargo de Pedagogo de Equipe Especializada. “É uma análise inédita ao buscar a relação do pedagogo com o currículo modelado pelo professor”, analisa Mara Rúbia.
Sinpro informa que expediente na sede e subsedes será reduzido nesta segunda (28)
Jornalista: Alessandra Terribili
Em virtude do jogo da seleção brasileira de futebol masculino na Copa do Mundo de 2022, a diretoria colegiada do Sinpro informa que o expediente na sede e nas subsedes do sindicato se encerrará às 12h nesta segunda-feira, 28 de novembro de 2022.
Voltamos às atividades regularmente na terça-feira, dia 29.
Sinpro lança caderno “É preciso ser antirracista” dia 29/11
Jornalista: Alessandra Terribili
No próximo dia 29 de novembro, terça-feira, às 19h, a Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF lança o caderno É preciso ser antirracista, em evento na sede do sindicato, no SIG (Plano Piloto). A publicação foi produzida como material de apoio a práticas pedagógicas de enfrentamento e combate ao racismo na escola; seguindo as diretrizes da lei 10.639/2003 – que inclui o ensino de história e cultura afro-brasileiras nos currículos oficiais.
O caderno foi elaborado pelo professor Adeir Ferreira Alves e pelas professoras Aldenora Conceição de Macedo e Elna Dias Cardoso, e realizado em parceria com o Sinpro. Ele traz informações importantes como dispositivos legais que respaldam, orientam e determinam o trabalho antirracista na escola; datas importantes para a luta antirracista; expressões racistas que devem ser extintas; e conceitos importantes dos estudos antirracistas.
Além disso, o caderno traz diversas sugestões para se trabalhar o combate ao racismo dentro das salas de aula, nas diversas disciplinas; e orientações para desenvolver práticas pedagógicas de reconhecimento e valorização das contribuições da população negra. “Os objetivos desse trabalho são: oferecer uma ferramenta didática; ser um suporte teórico-conceitual; atender à lei 10.639/2003 como instrumento de capacitação; e oferecer conteúdo qualificado com linguagem acessível”, explica o professor Adeir Ferreira Alves, um dos autores da publicação. “Quero agradecer, em nome da equipe técnica, pela parceria com a Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF, pela oportunidade de propor uma prática de educação antirracista e de combate ao racismo institucional”, ele destaca.
O lançamento do caderno acontece em meio às celebrações do Dia da Consciência Negra. O evento terá a participação dos três autores e da coordenadora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF, Márcia Gilda. “O caderno foi um grande presente que Adeir, Aldenora e Elna nos propiciaram, pois se traduz num importante instrumento de combate ao racismo”, comemora Márcia Gilda. “Seu conteúdo foi baseado em muitas pesquisas, e ele certamente vai instrumentalizar nossa categoria para implementar uma educação antirracista de forma multidisciplinar”, completa ela.