Nota de pesar | Eloína Marques

É com grande tristeza e pesar que o Sinpro informa o falecimento precoce da professora de atividades Eloína Marques. Ela faleceu no sábado (19/11) , e deixa uma filha, além de familiares, amigos(as) e companheiros(as) de magistério saudosos(as).

A querida professora Elô era uma grande alfabetizadora da Escola classe 06 da Ceilândia. Durante sua trajetória no magistério público Elô usou a educação como um importante instrumento de generosidade. Nutria o desejo de ensinar, de repassar o conhecimento na esperança de que o conteúdo ajudasse seus estudantes a chegarem longe na vida. Nunca se furtou a mostrar a luta por uma educação pública de qualidade e acessível a todos(as), deixando como legado uma história de muita força, amor e conquistas.

O velório será realizado daqui a pouco, às 15:30 de domingo, no Campo da Esperança (Asa Sul), no templo ecumênico 02, artrás da capela 10. O sepultamento está marcado para 17h.

O sindicato presta toda solidariedade aos familiares e amigos neste momento de dor.

Eloína,PRESENTE!

Pintura japonesa e educação como tema de evento no Riacho Fundo

Acontece na próxima sexta-feira (25/11) no CED Agrourbano Ipê, no Riacho Fundo, o evento “Sumi-ê: arte japonesa para a educação”, com exposição de trabalhos dos alunos. Trata-se de técnica de pintura baseada na tinta nanquim que tem origem na China e foi introduzida no Japão por monges budistas.

O trabalho com sumi-ê faz parte do projeto Equilíbrio, uma iniciativa do professor Leonardo Hatano, coordenador pedagógico do CED Agrourbano Ipê do Riacho Fundo II, em parceria com a orientadora educacional da escola, Hellen Rejane. Surgiu para contribuir para a saúde física e psíquica dos(as) adolescentes, com o emprego de técnicas como aromaterapia, heiki, auriculoterapia. Como parte do projeto, o professor Leonardo promoveu oficinas de sumi-ê.

Os dois educadores ressaltam que, após a quarentena imposta pela pandemia da covid-19, era notável que muitos estudantes apresentavam quadros de ansiedade e depressão. O projeto contou com todo apoio da diretora da escola, professora Sheila Pereira Mello.

As aulas de sumi-ê foram ministradas também pela professora Hiromi Takano para os alunos selecionados no projeto, em parceria com o sumi-ê Brasil. O Embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi, também praticante da arte sumi-ê, estará presente no evento do CED Agrourbano Ipê.

O Sr. Hayashi esteve na escola no início do projeto, a convite da professora Hiromi Takano. Na ocasião, realizou uma oficina de sumi-ê para os estudantes. Ele ficou encantado em saber que alunos brasileiros praticam sumi-ê.

Para o professor Leonardo, o evento da próxima sexta-feira contribuirá para a divulgação da cultura japonesa no Brasil. “O objetivo do evento é valorizar nossos estudantes. Eles se dedicaram durante este ano, aprenderam técnicas de sumi-ê e, principalmente, tiveram uma mudança na forma de se perceber, de se expressar, fazer a gestão de suas emoções, conviver em sociedade”, explica.

Foram selecionados 20 estudantes para participar da oficina de sumi-ê (10 de cada turno). O evento “Sumi-ê: arte japonesa para a educação” marcará o encerramento do projeto, com a exposição das obras e a presença do Embaixador Teiji Hayashi.

Professor Leonardo conta que o projeto não faz parte do calendário da escola, pois depende de patrocínio para tanto: “O evento não faz parte do calendário da escola, porque foi uma parceria que começou este ano. Esperamos conseguir algum tipo de apoio financeiro para conseguirmos realizar o projeto no próximo ano. Os custos para a professora [Hiromi Takano] não são baixos. Os pinceis e as tintas são importados. Até o papel é importado (papel de arroz).”

O evento não será aberto ao público, mas a partir da última semana de novembro haverá exposição com visitas agendadas.

Escolas da rede pública participam do Ciclo de Debates Consciência Negra do Sinpro

Professor Andrei Lemos (em pé) é o palestrante da oficina “Negras e negros: história, cultura e identidade”, idealizada pelo professor de física Cleber Tavares (sentado em primeiro plano), do CED Myriam Ervilha

 

Nesta sexta-feira (18), a dois dias da celebração do 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, muitas escolas da rede pública do Distrito Federal finalizam Projetos Político-Pedagógicos (PPPs) sobre o tema. Várias unidades escolares aderiram ao Ciclo de Debates Consciência Negra, um projeto da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF, para promoverem suas oficinas, debates e, sobretudo, a culminância dos seus PPPs com um debate sobre educação antirracista.

O ciclo de palestras do Sinpro ocorre durante todo o ano letivo e, em novembro, é intensificado por causa da sua participação nas finalizações dos PPPs. Este ano, várias escolas recorreram à parceria no mês da consciência negra. Dentre as escolas que solicitaram o projeto, destacam-se o CEM 10 e o CED 7 de Ceilândia; o CED Myriam Ervilha; Centro de Ensino Setor Oeste de Brasília; CED 04 de Brazlândia.

Estudantes do Ensino Médio do CED Myriam Leitão durante oficina realizada na Semana da Consciência Negra

 

O CED Myriam Ervilha foi uma das escolas que fizeram a parceria com o Sinpro e levou o Ciclo de Debates para a sua tradicional Semana da Consciência Negra, realizada entre os dias 16 e 18/11. O professor regente de física, Cleber Tavares Machado, pediu e o sindicato indicou o palestrante Andrei Lemos, historiador de formação, com especialização em ensino de história, mestrado em políticas públicas e doutorado em saúde coletiva. Pesquisador da saúde da população negra e LGBTQIA+, bem como de história e cultura afro-brasileira, Lemos é colaborador do projeto Abraço, que o Sinpro-DF desenvolve há alguns anos.

“Fico muito feliz de vir participar, embora eu tenha a convicção de que falar sobre a história e cultura afro-brasileira, sobre a identidade negra, pertencimento a essa memória, é um conteúdo para todo o ano letivo. Trata-se de um conteúdo transversal que precisa dialogar com os diferentes conhecimentos e com as diferentes disciplinas. Mas acho muito importante que no mês de novembro as escolas realizem algumas atividades para trazer esse debate porque, nesses últimos anos, vimos um desnudamento do racismo, do fascismo, da misoginia na sociedade brasileira”, declara Andrei Lemos.

Todas as escolas podem solicitar o Ciclo de Debates Consciência Negra do Sinpro no início do ano ou a qualquer tempo durante o ano letivo. Para isso, basta entrar em contato com as diretoras da Secretaria de Raça e Sexualidade ou pelo telefone geral do sindicato, pedindo para falar com a Secretaria de Raça e Sexualidade. Acesse os contatos pelo link a seguir: https://sinpro25.sinprodf.org.br/fale-conosco/ ou pelos contatos da secretaria, confira: https://sinpro25.sinprodf.org.br/diretoria/

 

Ciclo de Debates sobre consciência negra

No CED Myriam Ervilha, estudantes participam da oficina “Encrespei: meu cabelo, minhas origens e os traços negroides!” sobre empoderamento. Flávia Rodrigues de Souza, professora de língua portuguesa, usou a beleza dos cabelos encaracolados para falar da educação antirracista

 

 

Com o Ciclo de Debates, o sindicato oferece materiais e palestrantes altamente capacitados(as) para participarem das atividades pedagógicas relacionadas ao tema racial. Os(as) palestrantes oferecidos pelo projeto do Sinpro levam às escolas o debate sobre uma educação antirracista e diversos temas da pauta racial. A ideia é ajudar a escola a construir uma sociedade com novos marcadores sociais e mais equidade. Na avaliação da diretoria colegiada do sindicato, a educação é um dos principais instrumentos de transformação da sociedade.

“A gente atua também com essa perspectiva. Durante o ano, várias escolas utilizaram o Ciclo de Debates da Secretaria de Raça e Sexualidade e, agora, em novembro, algumas estão nos convidando para participar também deste momento de culminância da proposta de educação antirracista nas escolas e tem sido muito bom”, afirma Márcia Gilda Moreira, coordenadora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro.

Ela informa que o sindicato tem tido muitas devolutivas positivas e superinteressantes da comunidade escolar sobre o modo como a entidade desenvolve o pertencimento racial quando entra nas escolas e conta a história do povo negro sob uma ótica diferente. “Uma ótica contada pelo povo negro. É essa a nossa proposta: recontar a nossa história sob uma nova perspectiva e, assim, construir uma nova sociedade”, explica Márcia Gilda.

 

Sinpro na vanguarda e a educação antirracista

 

Ana Cristina Machado, diretora do Sinpro-DF, participa do Ciclo de Debates no CED Myriam Ervilha

 

A diretoria colegiada tem o entendimento de que, para consolidar a democracia é necessário superar as ideologias hierarquizadoras e reducionistas que estão enraizadas nas sociedades. É preciso superar não só as ideologias racistas, mas também outras igualmente desumanizadoras.  “O Sinpro é vanguarda em vários temas. Um deles é a implantação de uma Secretaria de Raça e Sexualidade, que está perto de completar 20 anos de existência e isso vem ao encontro do anseio do movimento negro, da luta do povo negro que teve muitos avanços nos governos democrático e popular (Lula e Dilma Rousseff). O Sinpro também vem nessa linha de fazer esse debate”, lembra a diretora.

Segundo ela, a Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF) tem em seu quadro de funcionários muitos(as) servidores(as) negros e negras nas escolas e é a rede de educação que abarca o maior número de estudantes negros e negras. “O Sinpro tem de participar da luta pela construção dessa sociedade livre de racismo. Nesse sentido, a gente vem, a cada ano, reformulando estratégias, atualizando reflexões para que a gente alcance o maior número de escolas e não só quantidade, mas também em termos de qualidade. Que seja uma política pública que faça o debate qualitativo, reflexivo e propositivo”.

A Secretaria de Raça e Sexualidade atua com essa proposta nas escolas por meio do Ciclo de Debates, mas também por meio dos seminários, bem como mediante todos os demais projetos, como o Vozes da Democracia, entre outros que a tente sempre está implementando e debates que fazemos nas escolas. É um trabalho árduo e lento, mas a gente percebe que a cada ano, mais escolas e mais profissionais da educação se propõem a pensar esse projeto conosco. Essa é uma pauta muito cara para nós e a gente quer que ela seja cara para a nossa sociedade também”, afirma Márcia Gilda.

Para o próximo ano, a Secretaria de Raça e Sexualidade pretende executar esse projeto nas escolas de forma muito mais intensa. “Queremos que as escolas nos procurem e façam de fato essa parceria com a gente desde o início do ano porque a gente quer sair da pedagogia de projetos e do calendário festivo e a gente quer ingressar de uma vez por todas na proposta de uma educação antirracista, multidisplinar e que perpasse todas as áreas do nosso currículo”.

Ana Cristina Machado, diretor do Sinpro, participou da palestra do professor Andrei no CED Myriam Ervilha e, na avaliação dela, esse tipo de atividade é fundamental para a construção de uma educação antirracista. “Quero reafirmar a necessidade de realizar o enfrentamento do racismo na escola. Ninguém nasce racista. Como dizia Nelson Mandela, ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem, por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e se elas aprenderam a odiar, podem aprender a amar”.

Ela também destaca que o Ciclo de Debates promove o enfrentamento e o combate do racismo na escola, com discussões sobre a Lei 10639/03, que, em 9 de janeiro de 2023, completa 20 anos. Essa lei versa sobre o ensino e a cultura brasileira e africana, como também para discutir assuntos, como políticas públicas, problemas sociais, fazer com que os estudantes conheçam e reflitam sobre a cultura deles, a religião, história da população negra no Brasil e na África.

“É importante reafirmar que as desigualdades continuam, que as cotas raciais são necessárias e que o Distrito Federal hoje é a unidade da Federação considerada a capital da desigualdade e que os trabalhadores negros ganham 40% a menos do que os brancos por hora trabalhada. A diferença salarial é gritante. A diversidade e os desafios são imensos em todos os setores. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, a PNAD, mostram que a maiorida dos servidores públicos são brancos: 48,5%, são brancos; 4,2% são negros; 24%, são pardos; e o restante são amarelos”, finaliza.

 

Fotos: Deva Garcia

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Trabalhadoras da educação organizam os 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulheres

Trabalhadoras da educação de todo país se reuniram nesta quinta-feira (17) para organizar os 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulheres, que começa no próximo dia 20 de novembro. O Coletivo de mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) também debateu a conjuntura política e os desafios da categoria para o próximo período.

Socióloga, mestre e doutora em Sociologia, Professora universitária e diretora da Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM), Nágyla Drumond, trouxe para o debate os últimos acontecimentos no país, como as eleições, a destruição que Bolsonaro fez no país, nos direitos e nas conquistas da classe trabalhadora, a participação do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, na COP 27, e, claro, sobre os 21 dias de ativismo e os desafios das mulheres para o próximo período.

As dirigentes sindicais de todo país, que participaram do coletivo, falaram sobre as ações regionais e coletivas que vão acontecer para o combate a violência contra mulher.

Em São Paulo, mais especificamente em Campinas, as mulheres ainda estão se organizando para preparar as ações dos 21 dias de ativismo junto com a CUT organizadas em quatro grupos de professoras. No Piauí a campanha começa no Palácio do Governo e várias atividades unificadas acontecerão por diversas regiões do estado. No Rio Grande do Sul, a luta acontece em parceria com o Conselho Municipal de Mulheres com oficinas e encontros em diversos bairros.

Em Alagoas está previsto o lançamento da cartilha lilás, na qual informa como e onde se pode denunciar a violência contra mulher, entre outras atividades, que vão desde mobilizações e um encontro estadual de mulheres. Em Rondônia, as 11 regionais do Conselho Estadual da Mulher vão promover atividades e debates sobre o tema. Ainda estão acontecendo reuniões de organização para as atividades dos 21 dias de ativismo pelo Fim da Violência Contra Mulher em diversos estados. [em breve mais informações]

A Secretária de Relações de Gênero da CNTE, Berenice D’Arc Jacinto, que comandou o coletivo, ouviu atentamente as demandas e reforçou a importância da construção coletiva das mulheres nos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulheres e também em todo os quatro anos de governo Lula.

“Fizemos nossa maior tarefa de resistir e lutar no governo Bolsonaro nos últimos anos e agora teremos a missão de permanecer na luta no governo Lula, porque não será fácil e teremos que ficar atentas. E que juntas, cada um em seu estado ou município, a gente consiga fazer uma grande campanha dos 21 dias de ativismo dialogando com a população e que seja a nossa cara”, destacou.

Sobre os 21 dias de ativismo

A edição 2022 da campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” começa no próximo dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra no Brasil.
Internacionalmente, a campanha é chamada de “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher” – começa em 25 de novembro (Dia Internacional da Não Violência contra as Mulheres) e termina em 10 de dezembro, data da proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Realizada anualmente em cerca de 150 países, a campanha tem por objetivo conscientizar a população sobre os diferentes tipos de agressão contra mulheres e propor medidas de prevenção e combate à violência, além de ampliar os espaços de debate com a sociedade.

A mobilização é empreendida por diversos atores da sociedade civil e do poder público e contempla as seguintes datas principais:

20 de novembro – Dia da Consciência Negra (início da campanha no Brasil);
25 de novembro – Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres;
29 de novembro – Dia Internacional dos Defensores dos Direitos da Mulher;
1º de dezembro – Dia Mundial de Combate à Aids;
3 de dezembro – Dia Internacional das Pessoas com Deficiência;
6 de dezembro – Dia dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres (campanha do Laço Branco);
10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos e encerramento oficial da campanha.

Livro sobre militarização escolar será lançado dia 21

No livro A Escola do Medo – Vigilância, repressão e humilhação nas escolas militarizadas, o jornalista Dioclécio Luz trata da invasão das escolas públicas por militares. Demonstra todos os aspectos problemáticos da militarização das escolas – fenômeno que ocorre em praticamente todas as Unidades da Federação.

O livro, a ser lançado dia 21/11 às 18h, no Beirute da Asa Norte (CLN 107, no Plano Piloto), é um contundente trabalho, resultado de quatro anos de pesquisa. O autor consultou todas as teses e dissertações sobre o tema, bem como publicações oficiais, visitou escolas militarizadas, entrevistou estudiosos e pesquisadores e ainda acompanhou uma assembleia escolar que transformou uma escola pública em militarizada, entrevistando os personagens envolvidos (professores, alunos, diretores e militares).

Como resultado, obteve um trabalho jornalístico com 400 páginas, que pode ser adquirida online neste link.

Segundo o autor, ao assumirem a gestão, militares impõem um regime disciplinar rígido que prevê punições e estabelece regras “que não fazem qualquer sentido”. Essas imposições são ilegais e sem amparo de qualquer Lei Federal. “Forçar crianças à submissão e a esse regime humilhante fere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Esse modelo também afronta o Art. 5º da Constituição, ao invadir a seara da privacidade e intimidade do outro, e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (nº 9.394/1996). As afrontas legais criadas pela militarização escolar, apontadas por Dioclécio, também foram apontadas em nota técnica do MPDFT

No livro, Dioclécio explica a diferença entre colégios militares e escolar militarizadas, e ainda traz uma série de ponderações sobre por que a disciplina da escola militarizada é um conflito com a construção da pedagógica da noção de disciplina que crianças e adolescentes precisam entender para conviver em sociedade.

O autor não encontrou um só artigo científico ou dissertação de mestrado ou tese de doutorado, que qualificasse o modelo. Isto é, nenhuma Faculdade de Educação do Brasil o aceita. Todos os estudos pesquisados, sem exceção, fazem duras críticas.

“Se nenhuma Faculdade de Educação do país aprova, por que, apesar disso, há centenas dessas escolas funcionando no Brasil?”, questiona Dioclécio.

Sinpro-DF continua campanha em defesa da gestão democrática

Desde quarta-feira (16), outdoors e front-lights destacando a defesa da gestão democrática podem ser vistos por todo o Distrito Federal. Trata-se da campanha Gestão Democrática: Eu Apoio, organizada pelo Sinpro-DF para reafirmar a importância de a comunidade participar do processo da gestão democrática. A participação de profissionais do magistério e assistência escolar, de estudantes, mães, pais e responsáveis é fundamental para a manutenção da gestão democrática e consequente melhoria da qualidade da educação.

A lei 4751/12, que estabelece a gestão democrática para as escolas públicas do DF, é resultado de muitas lutas e debates dos diversos segmentos que compõem as comunidades escolares. Conforme o que prevê a lei, após alteração recente, o governo deveria realizar neste mês de novembro o processo de escolha de novos gestores e gestoras e conselhos escolares, mas, por falta de organização do GDF, o processo deve ser protelado para o próximo ano.

O objetivo da campanha é envolver a categoria e toda a comunidade escolar na defesa da gestão democrática. Isso passa pela participação ativa nas eleições para equipes gestoras e conselhos escolares – votando, candidatando-se e impulsionando os debates sobre qual escola queremos, e como utilizar o espaço e os recursos escolares.

 

Santa Maria

 

Samambaia

 

Ceilândia

 

Taguatinga

 

Brazlândia

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Sindicato e MP barram, na Justiça, ensino domiciliar em Porto Alegre

Recentemente, ao ser perguntado sobre o tema do homeschooling, o vice-presidente da República eleito, Geraldo Alckmin (PSB), declarou ser contra e afirmou que a prática de alfabetizar os filhos em casa em vez de na escola “é coisa do século 18. Como é antivacina, é antiescola. Ensinar em casa. Sem alimentação, sem professor, sem pedagogia, retrocesso”.

 

Desde que o presidente da República eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) despontou como a preferência nacional e internacional para administrar o Brasil a partir de 2023, os(as) defensores(as) desse projeto antieducação intensificaram a mobilização para levar adiante uma profusão de projetos de lei sobre o tema, apresentados em todas as Casas Legislativas das três esferas da União (estaduais, municipais e federal).

 

Em Porto Alegre, por exemplo, no dia 31/10, a Prefeitura estabeleceu o ensino domiciliar (homeschooling) como prática educacional do município, desconsiderando que se trata de um retrocesso nos direitos das crianças e adolescentes e que infringe a Constituição Federal em vários artigos.

 

A educação na escola é um direito conquistado da criança previsto na Carta Constitucional. Instituir o ensino domiciliar é, indubitavelmente, muito prejudicial a milhões de estudantes, notadamente as crianças. Há provas desse prejuízo em vários países que adotaram essa prática. Nesses países há mostras do aumento, por exemplo, dos índices de violência, abuso e negligência.

 

A Constituição estabelece, no artigo 205, que a educação é direito de todos e dever do Estado e da família, que devem atuar em colaboração para o seu provimento. O artigo 208 prevê que o dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia da educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade.

 

O Sinpro sempre se posicionou contra esse modelo ultrapassado, superado e comprovadamente desumano de “educação” não só por causa das comprovações dos abusos, negligência e violência contra crianças e adolescentes, mas também porque o ensino domiciliar impede as crianças de ampliarem o repertório social e cultural e compromete o desenvolvimento infantil.

 

O sindicato tem mostrado, em várias reportagens, que a educação domiciliar é uma violação do direito das crianças à Educação. O governo Bolsonaro aproveitou a pandemia da covid-19 para deixar que mais de 5 milhões de crianças ficassem fora da escola e instituiu no País uma crise de aprendizagem.

 

O Sinpro divulgou uma nota, nessa quarta-feira (16), sobre a realização de uma audiência pública promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, que discutiu o PL 1.338/2022, que legaliza o homeschooling (educação domiciliar). Na nota, o sindicato convidou a categoria a acompanhar e a posicionar-se contra. Confira aqui a nota https://sinpro25.sinprodf.org.br/homeschooling-aud-publica/

 

“Esse projeto relativiza o trabalho do professor e desconsidera o papel que a escola cumpre na convivência e socialização da criança e do adolescente, bem como na construção de uma cultura de tolerância e de cooperação”, afirma Luciana Custódio, coordenadora da Secretaria de Finanças do Sinpro-DF.

 

Embora esses setores ultraconservadores da sociedade tenham centenas de projetos de lei em tramitação nas Casas Legislativas em todo o País e até prefeitos e governadores trabalhando a seu favor, o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), juntamente com o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP/RS), obtiveram uma vitória na Justiça contra o homeschooling.

 

Nesta semana, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul deu parecer favorável à Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pelo Simpa e  pelo o MP/RS para barrar o ensino domiciliar, que a Prefeitura de Porto Alegre regulamentou, no dia 31 de outubro, como prática educacional na capital gaúcha.

 

Em matéria divulgada no site, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) destaca a vitória e alerta para os prejuízos do homeschooling para a cidadania. “Nessa modalidade de ensino domiciliar, a família assume a responsabilidade pelo desenvolvimento pedagógico do estudante, sem a necessidade de matriculá-lo em uma escola de ensino regular, ficando a cargo do município o acompanhamento do seu desenvolvimento”, afirma.

 

Clique no link abaixo e confira a matéria “Sindicato em Porto Alegre consegue barrar decisão da prática do ensino domiciliar”

https://www.cnte.org.br/index.php/menu/comunicacao/posts/noticias/75506-sindicato-em-porto-alegre-consegue-barrar-decisao-da-pratica-do-ensino-domiciliar

 

Educação transformadora e antirracista com Feijoada no Gama

A Escola Classe 18 do Gama recebeu a comunidade escolar no último sábado (12/11) para a realização da Expo Família. Trata-se de uma ação pedagógica para integrar a comunidade e exibir os trabalhos realizados pelos alunos durante o ano letivo de 2022, dentro do movimento pedagógico Educação Transformadora e Antirracista que perpassou por todos os projetos da escola, principalmente o projeto Alfaletrar:

“O projeto traz elementos de literatura, letramento e alfabetização. Esses componentes são usados como auxílio na alfabetização dos alunos”, explica o professor Thiago Pereira Paz, diretor da EC18 do Gama. “No processo de educação transformadora e antirracista, o projeto Alfaletrar é usado para trabalhar literaturas com temáticas e representatividades de pessoas pretas e indígenas como protagonistas das histórias. Trazemos à escola autores dos livros com essas temáticas, e seus livros são usados em sequências didáticas”, explica o diretor

Foi uma manhã repleta de aprendizado, com diálogos, apresentações e exposições dos trabalhos dos alunos, ação, social, oficina, música e desfiles.

As famílias participaram de oficinas de samba e de turbantes abayomi, e assistiram às apresentações e exposições dos trabalhos dos alunos.

O evento se encerrou com uma feijoada para toda a comunidade.

 

Adolescentes pedem ajuda para participar de torneios em São Paulo

As atletas adolescentes atendidas pela Justiça da Infância e da Juventude do Distrito Federal precisam com urgência de ajuda financeira para participar de dois torneios de futebol feminino na cidade de São Paulo: o I Festival Centro Olímpico de Futebol Feminino e a Copa Integração no Centro de Treinamento Santa Cruz – SP, que acontecem entre os dias 19 e 21 de novembro.

Ao todo são 30 atletas do sexo feminino, entre 12 e 18 anos, residentes em comunidades com os menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do DF. Nesse grupo estão jovens em situação de vulnerabilidade social atendidas pela Vara da Infância e da Juventude do DF (VIJ-DF), vinculadas a entidades de acolhimento por serem vítimas de violação de direitos, e egressas do sistema socioeducativo em processo de reintegração social.

As jovens treinam na Rede Gol Transformando Vidas, que integra projetos desportivos, educacionais, de profissionalização e promoção das famílias da ONG Transforma Vidas Ações Sociais e Humanitárias. A Rede Gol é parceira da Rede Solidária Anjos do Amanhã, programa social da VIJ-DF, que direciona talentos e recursos da sociedade às necessidades de crianças e adolescentes atendidos pela Justiça Infantojuvenil do DF.

Os torneios estão próximos e ainda não há recursos financeiros suficientes para custear o deslocamento e a hospedagem das jovens.

Dados para doação financeira por PIX

As doações em dinheiro estão sendo centralizadas na conta da coordenadora de Políticas e Atenção à Saúde de Jovens e Adolescentes.

Chave CNPJ: 12648152000184 (Associação Transforma Vidas Ações Sociais e Humanitárias). Pede-se o envio do comprovante de depósito para o número 61 99658-0889, visando facilitar o controle financeiro.

Concurso do IESB premia docentes da educação básica do DF

O Instituto Eda Coutinho, do Iesb, lançou o Prêmio Professor Inovador, em parceria com a Cátedra Unesco – Educação, Meio Ambiente e Cidadania. O objetivo é premiar docentes da educação básica do Distrito Federal (DF) que apresentem para a sociedade os seus projetos, práticas, ações ou ideias inovadoras e de sucesso em suas trajetórias profissionais.

Para participar, o interessado deve ser professor da educação básica do DF, pública ou privada; professor efetivo ou temporário; comprovar seu vínculo com a escola; e apresentar projeto, prática, ação ou ideia inovadora de sucesso.

As inscrições serão realizadas até 25 de novembro de 2022, clicando aqui.

A seleção e a análise do material serão realizadas por uma comissão formada por gestores educacionais, professores e convidados especiais, com experiência em inovação. Serão considerados no processo de análise e seleção, a capacidade técnico-científica, pedagógica e acadêmica da proposta, sua viabilidade/aplicabilidade, apresentação e originalidade.

O Comitê avaliará os melhores cases. Os três primeiros colocados receberão prêmios de 5 mil, 3 mil e 2 mil reais, respectivamente.

A premiação ocorre no dia 5 de dezembro, no Centro Universitário IESB.

Dúvidas pelo e-mail professorinovador@iesb.br 

Mais informações no site do IESB

Lançado em 2013 pelo Centro Universitário IESB, o Instituto Eda Coutinho tem como finalidade desenvolver oportunidades de fomento à educação por meio de projetos e de parcerias que buscam a implementação de ações educacionais, ambientais, culturais, além da geração de novos empreendimentos, promovendo consultorias, criação de negócios, pesquisa e capacitação profissional.

 

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