A Educação não está na lista de prioridade do governo federal para o povo brasileiro. Em mais uma rasteira, o atual presidente anunciou ontem novos cortes no Orçamento da União destinado ao MEC. O corte de recursos afetará as universidades, institutos federais e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Diante dessa decisão e do constante sucateamento da educação, o movimento estudantil do IFB, campus Brasília – L2 Norte, realiza hoje (06/10), às 13h30, o ato contra os cortes no orçamento e o atual governo. Estudantes relatam que a instituição vem enfrentando uma série de sucateamentos, dentre eles a falta de água nos bebedores.
Esse corte é muito prejudicial, atrapalha o seguimento de aulas e os recursos para bolsas de pesquisas. Apoie a luta a favor dos Institutos Federais! Participe e ajude a divulgar o ato a favor da Educação!
Professor Jaílson Sousa é ouro no Meeting Paralímpico 2022
Jornalista: Danielle Freire
O professor Jailson Kalludo, filiado ao Sinpro há mais de 30 anos, ganhou duas medalhas de ouro no Meeting Paralímpico Loterias da Caixa 2022, que aconteceu no último fim de semana, no Distrito Federal. Ele conquistou o ouro no lançamento de peso, com a marca de 2.77 metros e, não satisfeito, levou também o ouro nos 400m categoria T45.
Jailson, delegado sindical por oito mandatos, é professor na EJA do CED 06 de Taguatinga. O professor atleta, de 54 anos, tem agenesia congênita nos dois braços e é treinado pelo professor aposentado, Gastão. Para ele, toda a rotina de treinos e competições são frutos de muita dedicação e superação. Sua próxima competição será a Paracapoeira, que acontecerá de 16 a 20 de novembro, em Salvador, pela Associação Brasileira de Professores de Capoeira (ABPC), onde irá representar Brasília e a capoeira do Mestre Paulão.
O Sinpro se enche de orgulho e felicidade, ao ver em seus quadros, mais um professor que supera limites e adversidades em busca daquilo que sonha e acredita.
Parabéns, professor Jaílson, por mais essa conquista!
Foto interna: Ale Cabral/ Comitê Paralímpico Brasileiro
Preços elevados, CPI, troca de presidentes, difamação: tudo cena para privatizar a Petrobrás
Jornalista: Maria Carla
Nessa terça-feira (4/10), o Sinpro iniciou a republicação da série“Em defesa da Petrobrás” – uma sucessão de cinco matérias sobre o que é e a importância da Petrobrás para a soberania do Brasil. Alvo de ataques privatistas, a empresa chegou, nessa segunda-feira (3) aos 69 anos com resistência aos governos neoliberais, neocolonialistas que dominaram o Brasil nos últimos 6 anos.
Um levantamento da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet) a atual gestão da Petrobrás colocou à venda as refinarias, destruindo o parque de refino do Brasil. A primeira a ser vendida foi a RLAM, na Bahia, ao fundo dos Emirados Árabes Mubadala pela metade do preço, US$ 1,6 bilhão. Também foram vendidas a refinaria Lubnor (Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste), no Ceará; Reman (Refinaria Isaac Sabbá), no Amazonas; a SIX (Unidade de Industrialização de Xisto), no Paraná.
A associação mostra que outras refinarias estão em processo de venda, como a Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais; Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco; Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul. Também já foram vendidas as maiores empresas do país, como a BR Distribuidora, a Liquigás, a Gaspetro, NTS, TAG, bem como outros ativos valiosos: campos de petróleo e gás, termelétricas, unidades de processamento de gás e Fábricas de Fertilizantes. Até agora, o governo arrecadou quase 40 bilhões de reais com a venda dos ativos da empresa.
Segundo os engenheiros da Petrobrás, é a primeira vez na história, que a empresa é transformada, pelo governo federal, na maior pagadora de dividendos aos acionistas, grande parte, investidores estrangeiros. No segundo trimestre deste ano, distribuiu R$ 87,8 bilhões aos acionistas. No mesmo período, registrou lucro líquido de R$ 54,3 bilhões.A política de preços implantada desde o governo Michel Temer, mas seguida à risca por Bolsonaro faz com que os brasileiros paguem a gasolina, o diesel e o gás de cozinha mais caros da história do País. Isso quer dizer que a Petrobrás, criada em 3/10/1953, com os objetivos estratégicos de garantir abastecimento nacional a preços acessíveis e fomentar o desenvolvimento econômico do país, virou uma empresa financeirizada.
O fundo do pré-sal que seria destinado para a educação, saúde e segurança pública também foi desviado de sua finalidade. A partir de agora, confira a série sobre a Petrobrás. Confira a segunda matéria da série a seguir.
Preços elevados, CPI, troca de presidentes, difamação: tudo cena para privatizar a Petrobrás
“A ameaça de CPI da Petrobrás é mais uma pauta bomba de Bolsonaro/Lira, direcionada à empresa, com objetivo definido: criar narrativa mentirosa de que a Petrobrás é o problema. Trocas sucessivas de presidente e diretoria da estatal fazem parte da mesma estratégia em busca de destruição da imagem da empresa”, disse Deyvid Bacelar, coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP) em entrevista ao site da própria federação.
Nas duas últimas semanas, o Brasil assiste às novas tentativas de privatização da sua maior empresa de energia: a Petrobrás. O presidente da República Jair Bolsonaro (PL) propôs a realização de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás para saber os motivos de tanta elevação de preços. Mas ele sabe que a culpa é dele que não muda a política de preços. “Tudo não passa de encenações e novos ataques para privatizar a Petrobrás, não é nada mais do que mais uma artimanha de Bolsonaro e do ministro da Economia Paulo Guedes para privatizar a empresa”, afirmam os petroleiros.
Nesta segunda matéria da série “Em defesa da Petrobrás”, o Sinpro-DF entrevistou Roni Barbosa, petroleiro, secretário de Comunicação do Sindicato dos Petroleiros Paraná e Santa Catarina (Sindipetro-PR/SC) e secretário de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores Brasil (CUT Brasil) (foto). Ele afirma que, para entender por que os preços sobem toda semana e que é uma grande mentira a privatização da maior empresa de energia do Brasil, é preciso recapitular o golpe de Estado de 2016.
O elevado preço dos combustíveis e o resgate histórico
“Não há como entender essa situação de elevação quase diária de preços se não houver uma resgate da história recente do Brasil, um país que possui uma das maiores empresas estatais petrolíferas do mundo e imensas reservas de petróleo em solo nacional, foram o principal motivo do golpe de Estado de 2016. É essa empresa e suas riquezas minerais que os banqueiros, rentistas, debenturistas, donos de empresas de exploração de petróleo estrangeiras, países imperialistas, como os Estados Unidos da América (EUA), Reino Unido e outros, querem tomar dos brasileiros. Para isso, criaram o golpe de Estado de 2016 e contaram com a desonestidade de centenas de políticos traidores do Brasil”, destaca o sindicalista.
Barbosa explica que os sucessivos aumentos de preços de combustíveis no Brasil começaram em 2016, após o golpe de Estado que derrubou a presidente Dilma Rousseff (PT) da Presidência da República. A política de preços mudou na gestão do presidente Michel Temer (MDB), quando presidente da Petrobrás era Pedro Parente, que adotou na empresa essa política absurda de o Brasil seguir os preços de paridade de importação. Essa política coloca como se o Brasil não tivesse nem petróleo nem refinarias.
“De lá para cá essa política vem se acentuando. No governo Jair Bolsonaro isso aprofundou bastante. O preço dos combustíveis, gasolina, diesel, gás, se elevou a tal ponto que muitas famílias deixaram de comprar gás e usar lenha para cozinhar. Os combustíveis estão puxando boa parte da inflação no Brasil. Essa política vai contra os interesses, inclusive, da própria Petrobrás. Com essa política, o governo Bolsonaro está inviabilizando tudo dentro do Brasil e todo esse processo é para culpabilizar a própria Petrobrás. É bom deixar explícito aqui que a culpa é da gestão Bolsonaro que está lá dentro”, denuncia.
Ele lembra que Bolsonaro já trocou quatro vezes o presidente da Petrobrás, mas não mexe na política de preços dos combustíveis, que é o que afeta fortemente a população brasileira. “Mas nós temos pesquisas que indicam que a maioria da população é contra a privatização da Petrobrás e sabe que essa “crise” está sendo criada dentro da empresa e faz parte de uma criminosa operação de desmonte, de fatiamento do Sistema Petrobrás, para vender aos estrangeiros, tudo isso para desmoralizar e privatizar a maior empresa de energia do Brasil”.
Todo o processo de política de preços, tentando culpabilizar a Petrobrás é justamente uma estratégia do ministro da Economia, Paulo Guedes, para privatizar a empresa. O governo Bolsonaro fatiou boa parte do Sistema Petrobrás, já venderam poços de petróleo altamente rentáveis para o Brasil a preços ridículos, venderam várias refinarias pela metade do preço que elas valiam no mercado internacional.
BR Distribuidora, RLAM, fertilizantes e os custos para os brasileiros
“A Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, uma das mais produtivas do mundo, foi vendida pela metade do preço que ela valia e, hoje, ela cobra 10% acima do preço da Petrobrás. Ou seja, uma refinaria privatizada cobra 10% a mais dos baianos e do Brasil todo com sua política de preços. O governo Bolsonaro/Paulo Guedes vende para a população a ideia de que a privatização fosse melhorar os preços do combustível. Pelo contrário. A privatização vai piorar porque os lucros estarão acima de qualquer outro interesse. As empresas privadas têm o interesse em investimentos para obter lucros onde eles [Bolsonaro/Guedes/Arthur Lira] estão vendendo os ativos da Petrobrás”, explica.
Em fevereiro de 2021, uma análise do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), divulgada na mídia, mostrava que a gestão bolsonarista da Petrobrás negociou a venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, pela metade do valor que poderia receber. Segundo os cálculos do Ineep, a Rlam estava avaliada, na época, por um valor entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. Uma semana antes da divulgação do estudo, a gestão bolsonarista da Petrobrás anunciou que o grupo Mubadala Capital, dos Emirados Árabes, comprou a refinaria por US$ 1,65 bilhão.
Ligado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), o Ineep representa os trabalhadores da petroleira. A RLAM foi a primeira refinaria nacional de petróleo. Sua criação, em setembro de 1950, foi impulsionada pela descoberta do petróleo na Bahia e pelo sonho de uma nação independente em energia. Em janeiro deste ano, em um editorial intitulado “O impacto da venda da BR Distribuidora na Petrobrás e nos consumidores”, a Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET) divulgou uma matéria afirmando que essa venda foi um golpe na coluna vertebral da Petrobrás e nos preços dos combustíveis para os consumidores.
“A BR Distribuidora tinha um papel fundamental na função estatal da Petrobrás, prover o Brasil de combustíveis e energia ao menor preço alcançável. Esta política é o cerne de se ter uma estatal na área de petróleo. Uma estatal para impulsionar o desenvolvimento econômico, industrial e humano do Brasil proporcionando energia barata”, diz a matéria, até hoje em destaque no site da entidade. Segundo a AEPET, “a Petrobrás criou a BR como subsidiária para garantia da isonomia de fornecimento e preço a todas as distribuidoras de combustíveis no Brasil. Esta isonomia é que garante a competição em todo território nacional. Assim, a BR Distribuidora, integrada à Petrobrás, era, e pode voltar a ser, a garantia para o abastecimento de combustíveis aos menores preços possíveis e com menor volatilidade em todos os rincões Brasil. Os resultados financeiros da estatal e da sua subsidiária são garantidos como o resultado da operação integrada vertical e nacionalmente”.
E completa explicando que “a BR Distribuidora alcançava o menor preço e volatilidade porque tinha, na época da sua privatização, uma rede de 7.703 postos de gasolina, 95 unidades operacionais, e estava presente em 99 aeroportos. Todos estes ativos e sua eficiência logística proporcionavam o menor custo operacional entre todas as distribuidoras nacionais. Com isto, a BR conquistou 30% do mercado de combustíveis e lubrificantes, o controle de 27% do mercado de diesel e 25% do mercado de gasolina, e, portanto, permitiu a apropriação da margem de distribuição em seus resultados financeiros com o menor preço alcançável. Para a Petrobrás, a BR Distribuidora era um ativo gerador de receita expressiva, e fundamental na consolidação de resultados e no reforço na liquidez do seu fluxo de caixa”.
Fatiamento e venda da Petrobrás: desastre completo para o Brasil
“A privatização completa da Petrobrás será o desastre por completo para o Brasil, que já está vivendo uma forte crise econômica criada pela política neoliberal, crise de oferta de empregos, de retrocessos profundos e históricos, a retomada disso tudo só poderá ser feita com uma política nacionalista da Petrobrás. Nós da FUP, da CUT, dos Sindipetros e demais centrais sindicais lutamos, fortemente e bravamente, contra todos esses retrocessos que estão acontecendo no governo Bolsonaro para resistirmos até o ano que vem, quando, esperamos, que o novo governo garanta uma nova missão à Petrobrás para que ela cumpra sua missão pública de atender aos interesses da população e abastecer os estados brasileiros com combustíveis a preços justos. Isso é o que esperamos que aconteça”, afirma Roni Barbosa.
Mas ele alerta para o fato de que até lá haverá grandes embates nas esferas de poder. “Até lá teremos grandes embates com o governo federal, com o Congresso Nacional, local em que há uma bancada bolsonarista, neoliberal, colonialista e privatista, sob o comando de Arthur Lira, do PP de Alagoas, ansiosa para vender a nossa maior empresa de energia: a Petrobrás. Teremos fortes embates para que a gente possa segurar a nossa Petrobrás, o nosso pré-sal e fazer com essa riqueza do povo brasileiro possa servir ao nosso País, ao nosso povo efetivamente. Isso é o que nós queremos e esperamos’’, declara.
Reestatização e a recuperação da soberania do Brasil: o desafio da sociedade brasileira
Barbosa explica que nem tudo está perdido, mas alerta que depende de cada um dos brasileiros resgatar a soberania nacional no campo das energias. “Todos os processos que foram feitos têm condições de serem revertidos. Tanto a venda da BR Distribuidora, que era o braço da Petrobrás na distribuição, vendida, quanto o a venda das empresas de fertilizantes, que todas foram vendidas pelo governo Bolsonaro e um delas foi, simplesmente, fechada sem nenhuma justificativa plausível. O Brasil tem carência de fertilizantes e importa derivados do mundo inteiro. As três fábricas de fertilizantes brasileiras não dão conta da demanda do mercado e Bolsonaro vendeu as que tinham e fechou uma delas. Tudo isso pode ser revertido”.
Ele também informa que a venda dos poços de petróleo feita a preços irrisórios, muito baixos, tudo isso tem condições de ser revertido e reestatizado. “Tudo isso é possível reverter. Mas, para isso, nós precisamos ter um Congresso Nacional nacionalista, ativo, que defenda os interesses do povo a partir do ano que vem. Precisamos de um governo federal que também tenha esse projeto nacionalista e que tenha o compromisso de resgatar e reestatizar a Petrobrás e precisaremos também que a sociedade, os sindicatos, os movimentos sociais e toda a sociedade se mobilizem em torno do tema para que isso aconteça. Por isso, temos o desafio imenso e precisamos construir.
69 anos da Petrobrás | Sinpro republica matérias da série “Em defesa da Petrobrás”
Divulgue: ela faz parte da ação do Sinpro em defesa da energia, da cidadania e da soberania do Brasil! Confira a primeira matéria:
Inscrições abertas para o programa Futuras Cientistas
Jornalista: Danielle Freire
Estão abertas as inscrições para o Futuras Cientistas, um programa que incentiva a participação de meninas da rede pública de ensino nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, estimulando a equidade de gênero. O programa promove o acesso e permanência das estudantes do ensino médio público nos espaços científicos por meio de quatro frentes de ação:
Imersão Científica – alunas do 2° ano do ensino médio da rede pública de ensino; Banca de Estudos – alunas do 3° ano do ensino médio da rede pública de ensino; Mentoria e Estágios – todas as meninas que participaram do Futuras Cientistas.
São 470 vagas espalhadas do Oiapoque ao Chuí. Experiências em laboratórios de pesquisa, desenvolvimento de projetos científicos, workshops interativos, modalidades remotas e híbridas e muito mais. As inscrições vão até 10 de outubro e podem ser realizadas acessando o link https://bit.ly/3EgQTpn.
Cia de Teatro Elefante Branco faz apresentações em outubro
Jornalista: Danielle Freire
A Cia de Teatro Elefante Branco retorna às suas atividades a todo vapor. A companhia realiza, de 10 a 14 de outubro, o 5º Festival de Teatro. O projeto, que foi finalista nacional no Prêmio Arte na Escola Cidadã (2021) e que subiu ao pódio do Prêmio Web de Teatro do DF (2020), retorna após os dois anos da pandemia e se concretiza em sua quinta edição.
Serão apresentados quatro espetáculos, um a cada dia, nos turnos matutino e vespertino, no auditório do CEMEB, com sessões às 9h40, 11h30, 14h e 15h05. Organizados por turmas, os estudantes de Ensino Médio perpassaram por processos criativos de construção de personagens, criação de movimentação cênica e elaboração de expressão corporal, para levar ao palco peças de teatro autorais e também textos teatrais consagrados.
OS ESPETÁCULOS
10/10 – As preciosas ridículas – De Jean-Baptiste Molière (Comédia)
A peça critica a sociedade das aparências e a ostentação de um padrão de vida que desprivilegia algumas pessoas em detrimento do luxo de outras. A peça, encenada ao estilo comédia dell’arte, faz rir do humor escrachado, ao mesmo tempo em que traz uma reflexão sobre o pedantismo e o preciosismo.
11/10 – Bang-Bang: você morreu – De William Mastrosimoni (Drama)
“Esta peça deve ser feita pelos adolescentes, para os adolescentes”. Valendo-se do lema do dramaturgo norte americano, Bang-Bang é uma peça-campanha antiarmas, anti-bullying, antiviolência e anti-suicidio. A partir do naturalismo, o espetáculo aborda a importância do combate à violência nos ambientes familiar e escolar.
13/10 – A aurora da minha vida – De Naum Alves de Souza. (Tragicomédia)
Um dos clássicos da dramaturgia nacional, a peça retrata os ambientes escolares do Brasil no período pós-ditadura militar nos anos 70. Diversas situações mostradas são um retrato de uma educação muitas vezes opressora e antidemocrática.
14/10 – No mundo da lua – De K7 (Infantil)
Cinco jovens recebem um chamado misterioso para um encontro em que se faz urgente solucionar um enigma. Esses personagens que aspiram, no futuro, trabalhar em áreas importantes como Astronomia, Física, Química, Medicina e Computação, se encontram e começam uma jornada em direção ao entendimento da importância de suas vocações.
As escolas que tiverem interesse em participar do projeto, assistindo aos espetáculos, basta entrar em contato com o professor Marcello D’ Lucas pelo e-mail marcellodlucas@gmail.com. Os espetáculos estarão disponíveis para agendamento até o mês de dezembro.
Comissão do MNPEF prorroga inscrições para mestrado em Ensino de Física
Jornalista: Danielle Freire
A Comissão de Pós-Graduação do Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (MNPEF), da Sociedade Brasileira de Física (SBF), prorrogou as inscrições para o processo seletivo de ingresso no curso de Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física. Os(as) interessados(as) têm até o dia 05 de outubro para fazer a inscrição pelo site sbfisica.org.br/mnpef.
O Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (MNPEF) é um curso de pós-graduação stricto sensu de Física (SBF), ofertado em polos de diferentes Instituições de Ensino Superior do país e é exclusivo para professores em efetivo exercício de docência em Física na educação básica ou em ciências no nível fundamental, com graduação em Física (Licenciatura ou Bacharelado) ou áreas afins, em cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação e para estudantes do último período desses cursos.
Em comemoração aos 69 anos da Petrobrás, Sinpro republica série de matérias
Jornalista: Maria Carla
Nessa segunda-feira (3), a Petrobrás completou 69 anos. Trata-se de uma data histórica para o povo brasileiro. A empresa foi criada em 1953, após uma luta imensa contra países e empresários estrangeiros e brasileiros que não queriam que o Estado brasileiro se apropriasse de suas próprias riquezas minerais. Na luta para assegurar o domínio do País sobre o seu petróleo, o presidente Getúlio Vargas teve de deflagrar a campanha “O petróleo é nosso”.
Por causa disso, ele foi levado ao suicídio. A trajetória histórica da Petróbras é marcada pela luta, resistência e avanços. Hoje, quase 69 anos depois, os trabalhadores petroleiros resistem bravamente contra os ataques da atual gestão bolsonarista na empresa. Para comemorar a data e, principalmente, alertar a todos e todas sobre o desmonte de uma das maiores empresas de petróleo e energia do mundo, lucrativa e construída com nosso dinheiro público e nossos profissionais, o Sinpro repete uma série de cinco matérias sobre a Petrobrás publicada em julho deste ano.
É importante observar que, nas comemorações desta semana, a Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet) alerta para o desmonte da empresa pelo governo Jair Bolsonaro, do PL, e pelos políticos dos partidos neopentecostais e do centrão. Eles chamam de demônio qualquer candidato que tenha no seu projeto político para o País a não privatização da Petrobrás. O discurso fundamentalista e neocolonizador usa as religiões cristãs para demonizar as pessoas que lutam contra a entrega das riquezas do Brasil a estrangeiros, a grileiros, a empresários que não têm compromissos com a soberania do Brasil.
A meta de Jair Bolsonaro e sua equipe é privatizar a empresa e, se isso acontecer, o Brasil vai perder uma empresa estratégica para o futuro do país. A atual gestão da Petrobrás colocou à venda as refinarias, destruindo o parque de refino do Brasil. A primeira a ser vendida foi a RLAM, na Bahia, ao fundo dos Emirados Árabes Mubadala pela metade do preço, US$ 1,6 bilhão. Também foram vendidas a refinaria Lubnor (Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste), no Ceará; Reman (Refinaria Isaac Sabbá), no Amazonas; a SIX (Unidade de Industrialização de Xisto), no Paraná.
A partir de agora, confira a série sobre a Petrobrás.
Governo privatiza os pilares da energia nacional e sacrifica soberania e cidadania brasileiras
“Um país que abre mão do controle estatal de sua energia, abre mão de promover a cidadania de sua população”
Pedro Augusto Pinho, presidente da Aepet
O Brasil começou a abrir mão da sua soberania em 2016. Perdeu o pré-sal, uma riqueza mineral imensa, para empresas estrangeiras. Hoje, em vez de assegurar o desenvolvimento do Brasil, o pré-sal, um petróleo riquíssimo situado abaixo da camada do pré-sal em mares brasileiros, é usado para desenvolver os EUA, a Inglaterra e outros países que dominam o mundo por meio da energia.
Desmoralizaram a Petrobrás, maior empresa nacional e uma das maiores e mais eficientes do mundo na extração de petróleo, pilar da soberania brasileira, para entregar o pré-sal à Exxon Mobil, dos EUA, à Shell e British Petroleum, ambas inglesas, dentre outras estrangeiras. De lá para cá, a empresa sofre grandes desmontes diários para enriquecer banqueiros, rentistas debenturistas. O mesmo aconteceu com a Eletrobrás: outro pilar da soberania nacional. Imagine um imenso prédio sendo implodido. É isso que está acontecendo com a soberania e a cidadania brasileiras.
O Sinpro inicia nesta quarta-feira (22/6) a série “Em defesa da Petrobrás” e traz, como primeiro conteúdo, o tema da relação entre energia, soberania e cidadania. Para isso, entrevistou Pedro Augusto Pinho, administrador e petroleiro da Petrobrás aposentado, atualmente é presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet). A entidade luta, diuturnamente, contra o desmonte da nação brasileira e contra a privatização dos pilares energéticos do Brasil: a Petrobrás e a Eletrobrás.
Nesta entrevista, Pedro Pinho responde às provocações do Sinpro-DF e, para além da relação íntima entre energia, soberania e cidadania, mostra o estrago que as privatizações estão fazendo no País. Compara com o que os EUA fazem lá dentro do seu próprio território com as suas empresas estatais que controlam a energia e suas águas. Confira.
Entrevista | Pedro Augusto Pinho – Aepet
Sinpro-DF – Qual é a relação entre energia, soberania e cidadania?
Pedro Pinho – É a própria civilização, sociedade humana. O ser humano usou, inicialmente, a própria energia. A energia dos braços, das pernas. Escravizou o próprio homem para aumentar a possibilidade energética. Depois domesticou animais até que ele descobriu o fogo, o que foi um grande avanço na energia. E desde então o ser humano veio buscando fontes de energia até que descobriu, no século XIX, o petróleo.
Sinpro-DF – O que tem o petróleo de tão importante em relação às fontes energéticas?
Pedro Pinho – É porque tem uma densidade de energia incrível. Uma gota de petróleo equivale a quilômetros quadrados de painéis de energia solar. Com isso é possível imaginar o que significar ter o petróleo. É por isso que o petróleo, em todo o mundo, é uma questão estratégica, que é cuidada pelos governos mesmo em países onde não existe petróleo e mesmo em países que adotam a iniciativa privada para promover o seu desenvolvimento industrial e da sociedade.
É nesses países que os Estados Unidos da América (EUA) colocam a Quarta Frota para garantir o seu petróleo. A Arábia Saudita já foi chamada de “porta-avião” dos EUA porque é o lugar que mais fornecia petróleo para os EUA na época. Hoje as coisas estão mudando muito, mas o petróleo ainda é o bem mais precioso e durante os próximos 100 anos vai ser o principal insumo energético.
Para se ter uma ideia, o consumo de energia mundial, em 2020, é o último dado que se tem do mundo, dizia que o petróleo e o gás – porque, na verdade, petróleo é a forma líquida, é o óleo e o gás que formam o petróleo – representavam 56% do consumo de energia do mundo. Mais da metade do consumo de energia do mundo vinha do petróleo.
No Brasil é um pouco menos. No Brasil é 48% o consumo de energia que vem do petróleo porque o Brasil tem uma riqueza hídrica muito grande, que é outra fonte de energia. A hidroeletricidade no Brasil corresponde a quase 30% do consumo energético, enquanto o mundo não chega a 7%. Essa é a distinção entre o Brasil e o mundo na fonte primária de energia. Outra fonte importante é a energia nuclear. O mundo já usa mais de 4% de energia nuclear. O Brasil mal tem 1%. Isso significa desenvolvimento tecnológico.
Sinpro-DF – Por que a energia é fonte de todo o processo civilizatório?
Pedro Pinho – As energias do petróleo e a nuclear são energia que indicam e determinam o nível de tecnologia de país porque, com o petróleo, o país faz, praticamente, tudo por meio da petroquímica. A petroquímica está na frente de todo mundo. Qualquer coisa que a pessoa esteja usando tem petroquímica, tem petróleo.
Por exemplo, está presente no caderno, no livro, na capa do livro, no talher, nos pratos e copos, na própria comida porque o que a gente come, no geral, veio de plantações nutridas por fertilizantes em que o gás foi fundamental para o fertilizante. O seu lado está carregado de petróleo.
Esse processamento, essa transformação do óleo e do gás do petróleo nessa série de produtos é desenvolvimento tecnológico para o país. Também a energia nuclear. Hoje em dia, o setor de saúde está associado a essa energia. Quantos equipamentos, hoje em dia, salvam vidas e prolongam vidas pelo uso da energia nuclear.
Tudo mostra que a relação da energia com a sociedade é a cidadania. Esse é o ponto fundamental e está interligado com a vida num país que ousa a ser uma nação desenvolvida para seu próprio povo. O que significa isso em termos de cidadania e de soberania? Isso significa que um país que abre mão do controle estatal de sua energia, abre mão de promover a cidadania de sua população.
Sinpro-DF – O que é cidadania?
Pedro Pinho – É saúde, educação, mobilidade urbana, habitação, emprego, renda, cultura, laser, alimentação, vestuário: tudo. Quem pode fazer isso? Os governos. Não estou dizendo que o governo vai agir como o operador de tudo isso. Mas ele tem estabelecer projetos, planejamentos, incentivos, controle para que isso ocorra. A cidadania está vinculada à soberania e é a energia que garante tudo isso.
Sinpro-DF – Como o senhor mesmo diz, sem energia não há conservação, processamento, cozimento alimentar, não há proteção das variações de temperatura, transformação de matérias primes em objetos de uso individual e social etc. O que isso significa na prática?)
Pedro Pinho – O que significa na prática é a indispensabilidade da energia. Hoje existe uma falácia que o ex-presidente e o atual vice-presidente da Aepet dizem que são as energias potencialmente renováveis. Para se ter uma ideia do que significa isso: apesar de toda a campanha que se faz no mundo inteiro, essas energias renováveis não representam nem 6% da energia mundial. É menos que 6%. Ou seja, se, de repente, aparecessem as energias renováveis muito pouco seriam sentidas.
O Brasil até está mais à frente nisso. O Brasil até tem energias renováveis, como a biomassa, a energia solar, eólica, que representa 17% da energia consumida no País. Além disso, tem a energia hídrica, que representa quase 30% da energia brasileira. Isso mostra que o Brasil, do ponto de vista de energia, é um paraíso porque ele tem a energia do petróleo – óleo e gás abundantes que podem suprir perfeitamente a metade da necessidade energética do País. Tem mais 30% de energia hídrica. Com isso, o Brasil tem 80% das energias fornecidas pelo próprio País: não precisa importar energia alguma.
Isso é a prática. O que significa que o Brasil poderia ser um país desenvolvido, bem melhor do que ele é se houvesse política nacional. Se houvesse elite dirigente, política, que tivesse, acima de tudo, o interesse nacional e que considerasse o Brasil e seu povo uma pátria e uma nação. A energia e seu uso transformador capacitam o povo para a sua defesa, para a sua existência. É claro que a energia está em tudo.
Sinpro-DF – Como surgiu a Petrobrás?
Pedro Pinho – A Petrobrás surgiu a partir de uma constatação de um ministro chamado Góis Monteiro, em 1930, que ele mandou perguntar quanto tempo teria de combustível para deslocar as tropas brasileiras num determinado sentido. Ele teve como resposta que todo o combustível disponível no Brasil, naquele momento, mal dava para uma semana. Aí ele disse: “Isso tem de mudar.” A partir daí foi criado o Conselho Nacional do Petróleo e, posteriormente, foi criada a Petrobrás, a Eletrobrás e, desde então, o Brasil passou a ter interesse na questão da energia. Isso só aconteceu após a Revolução de 1930.
Sinpro-DF – O que está acontecendo hoje?
Pedro Pinho – O que está acontecendo hoje é que estamos deixando de ter um Estado brasileiro para ter um Estado de mercado. Ou seja, um Estado privatista que só se interessa para o lucro de alguns, que são os acionistas das empresas, os donos das empresas. Por isso, que o governo Jair Bolsonaro, do PL, está privatizando todas as empresas e riquezas do Estado brasileiro. Com isso, o Brasil não está capacitando seu povo e está abdicando (renunciando) de sua própria soberania.
Países que não têm energia, eles têm dinheiro, como é o caso da Suíça, que é um país onde o dinheiro é livre. O Estado suíço não pergunta qual é a origem do dinheiro que qualquer pessoa física ou jurídica deposita em seus bancos. Um traficante de drogas, por exemplo, chega lá, despeja uma quantidade de dinheiro e esse dinheiro fica lá, rendendo, aplicado. Com isso, a Suíça, que não tem fontes de energia, tem dinheiro para poder compensar a falta dessa energia.
No entanto, a grande parte dos países que não têm fontes de energia é simplesmente colônia de países ricos e do mercado. São países que se submetem aos ditames dos Estados Unidos da América (EUA) porque não têm energia para se manter. Que energia tem a Bélgica, a França? Que energia tem quase todos os países da Europa? Nenhuma. Então, esses países têm de se submeterem aos EUA, que são detentores de energia. Os EUA têm energia deles mesmos. E a energia que ele tem, a energia hídrica, é controlada pelo Exército. Não é privatizada não.
Lá nos EUA, a energia hidroelétrica não só é do Estado nacional e controlada pelo governo federal como é administrada pelas Forças Armadas para garantir que seja estatal e porque o controle dessa energia é uma questão de segurança nacional. No resto do mundo, os EUA colocam frotas das suas Forças Armadas para tomar e gerir as minas de petróleo pertencentes a outros países, como é o caso da Arábia Saudita, Kuait, Oriente Médio onde estão as grandes reservas de petróleo do mundo ainda hoje.
Energia, consequentemente, é um elemento básico da cidadania que significa, saúde, educação, moradia, mobilidade urbana, alimentação, desenvolvimento tecnológico, inclusão social.
Sinpro-DF – O que está acontecendo no Brasil?
Pedro Pinho – A Petrobrás e a Eletrobrás são os pilares da energia brasileira. São empresas nacionais que detêm elevadas tecnologias, que vêm se construindo ao longo dos anos sempre no sentido de aprofundar o conhecimento. Hoje a Petrobrás, sem nenhum sentimento patriótico, simplesmente apenas verificando o que está acontecendo no mundo, pelos prêmios que ela recebe pela capacitação tecnológica na área de petróleo, que a Petrobrás vem acumulando prêmios ao longo de todo este século, ela, a Petrobrás, é a única empresa no mundo capaz de perfurar as águas ultraprofundas atravessando a camada do pré-salsem causar nenhum acidente ou desastre ambiental.
Essa produção só é feita pela Petrobrás. As empresas de fora que foram colocadas pelo golpe de Estado de 2016 aqui para explorar o pré-sal estão trabalhando em parceria com a Petrobrás, cumprindo as orientações técnicas da Petrobrás porque a Petrobrás é quem detém esse conhecimento e ela detém esse conhecimento porque ela estuda. A Petrobrás, desde 1981 em diante, sobretudo a partir de 1990, ou seja, de 30 anos para cá, a Petrobrás aprofundou os estudos sobre materiais, pressão, corrosão, etc. para poder atravessar a camada de sal e poder produzir petróleo sem que aja um desastre ecológico monumental.
Não há. Quem tem provocado desastres ecológicos monumentais é a Exxon, a Shell, British Petroleum, empresas impostas ao Brasil pelo golpe de Estado de 2016. Após o golpe, o senador José Serra, do PSDB de São Paulo, encontrou um jeito de aprovar o Projeto de Lei 3178/2019, de sua autoria, que modificou a Lei nº 12.351, de 22 de dezembro de 2010, que dispunha sobre a exploração e a produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos. Um conluio imenso, com muitos brasileiros envolvidos, contra o Brasil.
As empresas que têm causado grandes desastres ambientais monumentais no mundo, principalmente no Golfo do México e no Alaska, são a Exxon Mobil Corporation – multinacional de petróleo e gás dos EUA; a Shell PLC – multinacional petrolífera britânica; a British Petroleum (BP), originalmente Anglo-Persian Oil Company e, depois, British Petroleum, multinacional do Reino Unido. Empresas para as quais, o governo do golpe de Estado de 2016 (Michel Temer) entregaram o pré-sal brasileiro com ajuda do senador Serra. A Petrobrás não produz desastres monumentais e, quando há algum vazamento e a própria imprensa neoliberal brasileira faz um escândalo em cima, esse vazamento não é nem visto no exterior diante das tragédias que acontecem provocadas pelas estrangeiras. O Mar do Norte é a prova disso.
Essas empresas no mar do Brasil é uma armadilha porque elas não têm os mesmos interesses nem o mesmo compromisso com as águas brasileiras que a Petrobrás tem. Os interesses da Petrobrás são diferentes. Ela quer lucrar, claro. Mas ela quer lucrar para continuar investindo, mas ela é, acima de tudo, a produção, atender ao mercado brasileiro de petróleo. Assim, ao privatizarem a Eletrobrás, como foi feito pelo governo Bolsonaro, deu-se um tiro na soberania brasileira e, consequentemente, um tiro, na cidadania.
Mais cedo ou mais tarde, e mais cedo do que mais tarde, todo e qualquer brasileiro, incluindo aí os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do DF, vão sentir o que significa a perda da Eletrobrás para o Brasil. E agora, está a caminho a privatização da Petrobrás, com o projeto inconstitucional do presidente do Congresso Nacional, Arthur Lira, do PP de Alagoas. Com a venda dos dois pilares da energia brasileira, a vida vai ficar muito mais difícil. Não é só a gasolina, o gás e o diesel que vão ficar muito mais caros não. Vai ficar cara qualquer coisa que seja de plástico, qualquer coisa de origem petroquímica e os alimentos que têm necessidade de fertilizantes porque, no governo Bolsonaro, a Petrobrás alienou todas as empresas de fertilizantes nacionais que existiam como subsidiárias da Petrobrás, do grupo chamado Petrofértil.
Meus caros e minhas caras, professores e professoras, orientadoras e orientadores educacionais, patriotas brasileiros(as), não é uma questão de economia apenas. É uma questão de soberania e de cidadania a defesa do controle da energia pelos(as) brasileiros(as).
7ª mostra literária da EC 12 de Taguatinga recebe o título “Polinizando sonhos”
Jornalista: Maria Carla
Da esquerda para a direita: Professora Thaís da EC 12 de Taguatinga; ilustrador André Cerino; professora Hozana Costa, autora do livro “Dó, Ré, Mi, Dormir”, e supervisora da EC 12 de Taguatinga; autor e editor Álvaro Modernell; professora Maria Cecília; professora Adriana; e o autor Alexandre Lobão. Foto: Arquivo pessoal de Hozana Costa
Este ano a Escola Classe 12 de Taguatinga (EC 12) trouxe para a sétima edição da sua mostra literária o tema da polinização das abelhas e, de forma metafórica, como a “polinização” está relacionada com a palavra “disseminação”. Assim, inspirada na ação das abelhas de polinizar, a escola buscou mostrar aos(às) estudantes como funciona a disseminação de cultura, arte, literatura, enfim, do conhecimento.
O evento ocorreu no sábado, 24 de setembro, durante quase todo o dia. Além da tradicional visita de um escritor, este ano, a mostra teve o privilégio de receber, pela primeira vez, o ilustrador André Cerino. A Mostra Literária 2022 – Polinizando sonhos é a culminância de um projeto pedagógico interdisciplinar que, este ano, trabalhou nas turmas da Escola Classe , sete escritores e suas respectivas obras literárias: “Dó, Ré, Mi, Dormir” – 1º Ano – da autora Hozana Costa; “Tô fraca, tô fraca” – 2º Ano – de Rose Costa; “Venha conhecer o Brasil” – 3º Ano – de Álvaro Modernell; “Brasília e o sonho encantado” – 4º Ano – de Alexandre Parente; O terror no Minecraft – 5º Ano – de Alexandre Lobão e Cida Chagas; e “O pescador de histórias” – 5º Ano – de Eraldo Miranda.
“Foi um sucesso absoluto. Nesta edição da mostra literária, trabalhamos com o tema ‘polinizando sonhos’. E por que falar de abelhas? Porque a gente acredita que os escritores são como as abelhas, assim como os professores: disseminam o ‘pólen’ da ventura, do encantamento, da diversão, da fé, da esperança e do amor que alimenta os sonhos nos corações de nossas crianças. O escritor e o professor acreditam no poder transformador da nossa sociedade por meio da leitura, da educação e do encantamento. Por isso que tratamos essa questão de polinizar, disseminar a cultura, a literatura, sobretudo, a arte”, conta a professora e supervisora Hozana Costa.
Na abertura oficial, a mostra valorizou os talentos da própria escola com a abertura oficial da diretora da escola e uma apresentação do Hino Nacional feita pelas professoras Gileade e Rosilene Hertel (vice-diretora), juntamente com os estudantes Nicolas Cruciol, que tocou a flauta transversal, e Davi Araújo.
Hozana conta que desde 2015 a EC 12 de Taguatinga realiza a mostra literária no seguinte formato: os professores escolhem as obras de autores e, por intermédio de Hozana, que pega as obras por consignação com a Arco-Íris – Distribuidora de Livros na 509 Sul. Os professores escolhem os livros por ano e pela temática.
A execução do método e a realização da mostra
“Como temos cinco turmas de 5º Ano, e para o autor não ficar assim com uma turma muito cheia, foram escolhidos dois livros. Os professores trabalham desde a capa, instigando a curiosidade das crianças. Leem a história. Trabalham a temática e aprofundam, fazendo os estudantes mergulharem naquele livro que aquele autor escolhido escreveu: por que ele escreveu aquele livro, qual a sua temática. Os professores trabalham diversas disciplinas a partir de um livro”, explica.
Ela diz que a base é a Língua Portuguesa, mas, tudo acontece, incluindo aí o envolvimento das demais disciplinas, de acordo com o tema. “Este ano, por exemplo, tivemos a obra “Tô fraca, Tô fraca”, da autora Rose Costa. Fala da história da galinha d’Angola . Mas, por trás dessa história, as crianças puderam trabalhar a questão da escravidão. O porquê da escravidão. Na história da Rose Costa, a autora diz que o ‘tô fraca’ é um grito de liberdade. E assim ela mostra que a gente precisa de dar o grito de liberdade todas as vezes que a gente se sentir oprimido, subjugado, então, é um trabalho riquíssimo que envolve artes, língua portuguesa, ciências, história geografia”, conta.
Ela informou que este ano a escola adotou também o livro “Venha conhecer o Brasil”, de Álvaro Modernell, que fala de todas as regiões, culinária, vegetação, relevo etc. de uma forma lúdica, de uma forma leve e atraente para as crianças entenderem e se interessarem pelo assunto.
Hozana Costa também é autora de um dos livros adotados, o “Dó, Ré, Mi, Dormir”, indicado para crianças pequenas, até 1º Ano. “É uma temática bem gostosa, lúdica também, que traz as notas musicais para que o professor, a família apresentem para as crianças as notas musicais e brinquem com as crianças com as sonoridade, com as vozes dos animais. É uma obra que enseja o estreitamento dos laços de afetividade entre família e criança, entre professor e criança, ou parente. Para contação de história para crianças, ela é um aconchego, uma expressão de amor“.
A mostra literária é uma atividade pedagógica que envolve toda a escola, não só professores(as) e estudantes, mas também funcionários e pais, mães e responsáveis. “Desde o pessoa terceirizado da portaria, dos pais e mães e das equipes de apoio até os professores, estudantes, diretoria, todo mundo se envolve para que essa culminância da mostra literária se realize.
“É um trabalho fantástico. As famílias ajudam as crianças. A gente procura passar tarefas para casa, a partir do livro, que envolvam as famílias para que elas também mergulhem nesse mundo literário e passem a valorizar mais a questão da leitura, da literatura, e, o mais importante de tudo: estreitar os laços familiares. Quando um pai, quando uma pessoa se senta com uma criança para ler uma história, contar uma história, ela está estreitando laços. Ela está curando feridas, mágoas etc. através da literatura. Pela literatura a gente pode tratar de assuntos diversos sem que a criança perceba que ela está vivenciando aquilo, é o personagem que está vivendo aquilo. A literatura é mágica!”, conclui a professora.
Mostra literária: 7 anos fazendo história na EC 12
Hozana Costa, professora e supervisora pedagógica da EC 12, conta que começou a trabalhar nessa escola no fim de 2014 e, em 2015, iniciou, com a equipe da unidade, o projeto da Mostra Literária porque tinha essa experiência adquirida em outro lugar. Só que era em outro formato.
“Como eu já conhecia alguns escritores, eu quis convidá-los a adotar os livros desses escritores na nossa escola e trazer o escritor pessoalmente para que os professores e os estudantes tivessem essa experiência de conhecer o escritor pessoalmente, saber sobre a sua produção, como funciona o seu processo de criação e, sobretudo, as pessoas poderem perceber que o escritor é uma pessoa comum, assim como qualquer um de nós. Acredito muito nisso e acho que isso traz empoderamento para as nossas crianças”, diz a professora.
“A gente, quando era criança, achava que um autor, um escritor, era alguém inatingível, uma pessoa que a gente jamais iria conhecer pessoalmente. Tem crianças que até pega na gente para saber se o escritor é de carne e osso, se ele é de verdade”, afirma.
O primeiro projeto aconteceu em 2015. Naquele ano o renomado escritor Jonas Ribeiro visitou a escola e, de lá para cá, todo ano, a escola começou a trazer escritores nas edições do projeto. “Daí eu acabei me tornando escritora e conheci os autores do Instituto Casa de Autores, de Brasília”, conta. Antigamente, o ICA tinha autores somente de Brasília, mas, hoje, já há autores de outros estados.
A trajetória da EJA no Distrito Federal em exposição no Sinpro
Jornalista: Letícia Sallorenzo
No próximo dia 7 de outubro, sexta-feira, a professora Leila Maria de Jesus Oliveira apresenta no auditório do Sinpro, às 19h, os resultados da pesquisa de sua tese de doutoramento intitulada “Pegadas” Históricas: educação de pessoas trabalhadoras no Distrito Federal (1957 a 1998). A orientadora da pesquisa, professora Dra. Maria Margarida Machado (PPGE/UFG) também irá participar.
A tese de Leila Maria foi defendida no início de setembro. Leila vai apresentar os resultados de sua pesquisa que buscou identificar historicamente as iniciativas de atendimento à demanda para educação de pessoas jovens e adultas trabalhadoras, no Distrito Federal, refletindo sobre a garantia do direito à educação para este público. Para isso, em uma pesquisa historiográfica, reconstruiu os passos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Distrito Federal no período de 1957 a 1998.
Além de doutora em educação pela UFG e mestra, também em Educação pela UnB, Leila é pesquisadora especializada em EJA. Professora da SEE-DF desde 1989, ela atua também na educação popular, é membro do Centro de Cultura e Desenvolvimento do Paranoá e Itapoã (CEDEP) e do Grupo de Trabalho Pró-Alfabetização, Fórum de Educação de Jovens e Adultos do Distrito Federal (GTPA-Fórum EJA). Leila é também integrante do Centro de Memória Viva, Programa de Extensão da UnB que é referência em educação popular e EJA, um espaço que se destina a reconstruir a memória da educação popular e da Educação de Jovens, Adultos e Idosos Trabalhadores no DF.
A pesquisa de doutoramento de Leila reconstrói a trajetória da EJA no DF no período que abrange desde a construção da Capital da República até o final do século XX. A tese buscou na memória documental a organização da oferta da EJA para atender à demanda que chega ao DF com os primeiros candangos, que tinham como uma das características a baixa ou nenhuma escolarização. O trabalho apresenta também os passos da legislação, a conjuntura político-administrativa do DF e as ações desenvolvidas ao longo do tempo, no que diz respeito à EJA.
A autora analisou documentos que, por vezes, não permitiram delinear uma construção histórica fidedigna da educação para pessoas jovens e adultas trabalhadoras no DF ao longo do século XX. O cuidado do poder público com seus registros históricos deixou muito a desejar: faltavam documentos, arquivos sumiram. Mesmo com as dificuldades documentais, foi possível à professora concluir que a EJA se constitui como uma disputa entre sociedade civil e sociedade política, e não atende à demanda da educação do público-alvo desde a sua concepção. A oferta é precária na rede pública, e a sociedade civil, na tentativa de suprir o que o estado não oferece, comete alguns equívocos. Ao longo do período estudado o acesso, a permanência e a continuidade de uma educação plena para as pessoas trabalhadoras não foram asseguradas.
Jorge Caldeira é o convidado do encontro de hoje do projeto Diálogos Contemporâneos
Jornalista: Danielle Freire
Acontece hoje (03), mais um encontro do projeto Diálogos Contemporâneos, com a presença do escritor Jorge Caldeira. O encontro acontecerá no Museu Nacional, às 19h, e tem como tema “A história da riqueza no Brasil”.
Não há necessidade de inscrição. Para quem vai assistir às conferências presencialmente, os ingressos serão distribuídos no Museu Nacional, a partir das 18h, do dia de cada conferência, por ordem de chegada e apenas um por pessoa. Para aqueles(as) que não puderem comparecer presencialmente, as conferências serão transmitidas ao vivo pelo canal da AACIC no YouTube.
Além da conferência gratuita no Museu da República, todos os convidados visitarão uma escola ou universidade para conversar sobre suas obras. A escola contemplada com a visita de Jorge Caldeira é o CEM 01 do Riacho Fundo I.
O convidado
Jorge Caldeira é doutor em Ciência Política, escritor, autor de “101 brasileiros que fizeram história” (Estação Brasil), “Noel Rosa: de costas para o mar” (Brasiliense), “Mauá: empresário do Império” e “Viagem pela história do Brasil” (Cia das Letras), “A nação mercantilista” e “Ronaldo: glória e drama no futebol globalizado” (Editora 34), “O banqueiro do sertão”, “A construção do samba”, “História do Brasil com empreendedores” e “Júlio Mesquita e seu tempo” (Mameluco). Ocupa a cadeira n.º 18 da Academia Paulista de Letras, eleito membro em 2022.