III Narrativas interculturais, decoloniais e antirracistas em educação convoca para submissão de trabalhos
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Grupo de pesquisa Educação, Saberes e decolonialidades da Universidade de Brasília convoca para a submissão de trabalhos para o III Narrativas Interculturais, decoloniais e antirracistas em educação. O encontro ocorre de 5 a 7 de dezembro, de forma presencial, na Universidade de Brasília (UnB). Reúne professoras/es do ensino superior, da educação básica e em processo de formação, educadoras/es populares, mestras e mestres do conhecimento tradicional, artistas, pesquisadoras/es e intelectuais de dentro e de fora da academia, para o intercâmbio de saberes e práticas educativas em chave intercultural, decolonial e antirracista.
O evento é um espaço de valorização de conhecimentos contra-hegemônicos – especialmente os provenientes da tradição oral e das zonas periféricas do mundo –, bem como de reconhecimento e visibilização positiva dos sujeitos que os produzem, dentre os quais destacam-se intelectualidades negras, quilombolas, LGBTQIA+, indígenas, crianças e pessoas com deficiência. Em sentido amplo, o evento busca promover justiça epistêmica e cognitiva e difundir práticas e saberes para o enfrentamento do racismo/eurocentrismo nos campos da educação, do ensino, das artes, da pesquisa e da produção do conhecimento.
A programação está dividida em três tipos de atividade:
Sessões Narrativas em Diálogo: Palestrantes vão debater sobre temáticas que entrecruzam ancestralidade, antirracismo, decolonialidade e interculturalidade.
Sessões Taller: Conhecimento na prática que consistem em oficinas, ministradas por intelectuais que vão proporcionar vivências práticas das relações entre educação, saberes de África, afro-brasileiros, indígenas e artísticos, em perspectiva intercultural, decolonial e antirracista.
Sessões Conversatórias: Espaços de diálogo nos quais docentes, estudantes de pós-graduação (Especialização, Mestrado e Doutorado), de graduação (Iniciação Científica e TCC) e egressos do ensino superior de qualquer área de conhecimento que reflitam sobre as temáticas de interesse do III Narrativas podem se inscrever para apresentar resultados de pesquisas, reflexões teóricas e narrativas autobiográficas a respeito de suas pesquisas finalizadas ou em curso.
Conversatório 1 – Narrativas de interculturalidade: sentidos e práxis para a transformação
Conversatório 2 – Os intercâmbios epistolares como ferramenta de interculturalidades e decolonialidades
Conversatório 3 – Vivenciando a Educação na Matriz Africana
Conversatório 4 – Etnocenologia, educação e o século XXI: novos léxicos, locais de fala e suas relações decoloniais
Conversatório 5 – Pluralismo epistêmico, justiça cognitiva e decolonização do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: territórios educativos em disputa
Conversatório 6 – Decolonizar a escola: arte, crianças e infâncias
Conversatório 7 – Educar para as Relações Étnico-Raciais
Conversatório 8 – Narrativas Autobiográficas de estudantes indígenas
Conversatório 9 – Educação quilombola: território de (re)existência
Conversatório 10 – Autoria criativa, educação e consciência linguística: estudos críticos do discurso
Conversatório 11 – Trânsitos e trajetórias de pessoas LGBTQIAPN+ da escola à universidade: opressões e violências nos transcursos formativos
Golpistas continuam tentando tirar dinheiro de quem tem processos na Justiça
Jornalista: Maria Carla
Vamos começar esta publicação com a afirmação: nem o Sinpro, nem nenhum preposto do sindicato solicita que sejam feitos depósitos para liberação de valores. Isso é golpe!
O mais novo golpe contra aposentados e aposentadas da categoria com processos na justiça envolve a falsificação de supostos documentos, que recebem até logomarcas de bancos, e informam de depósitos falsos prestes a serem feitos nas contas dos golpeados(as) – contanto que sejam feitos depósitos-pix em contas de pessoas físicas, ou depósitos para pagamento para supostos despachantes ou certidões de cartórios, a título de honorários ou adiantamentos, pagamentos de supostos despachantes ou supostas certidões de cartórios.
Vamos repetir a afirmação do primeiro parágrafo: isso é golpe!Nem o Sinpro, nem nenhum preposto do sindicato solicita que sejam feitos depósitos para liberação de valores.
Golpistas de Internet continuam tentando tirar dinheiro de pessoas com processos na Justiça. A quadrilha muda de formato constantemente para aperfeiçoar e manter o golpe! O Sinpro alerta mais uma vez: fiquem atentos e atentas!
Na mais recente abordagem, estão usando mensagens com uso do nome de Lucas Mori, advogado do Sinpro-DF, com um número falso de telefone. Toda semana, criminosos usam celulares e mensagens via Internet para aplicar novos métodos de lesar financeiramente os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. Outro golpe recorrente é o de se apresentarem como funcionários da Câmara de Conciliação de Precatórios, utilizando os números de telefone (61) 2626-2740 e (61) 9825-6570 e informando o resultado do julgamento das propostas de acordo com o último lote, nos termos do edital.
O Sinpro muitas denúncias de professores(as/es) e orientadores(as/es) educacionais acusando o recebimento de mensagens que usam o nome do dr. Lucas e do seu escritório. Nessa modalidade de golpe, uma pessoa diz, na mensagem, que foi autorizada a ordem de pagamento do processo e, em seguida, solicita que o(a) professor(a) ou orientador(a) educacional entre em contato com uma advogada pelos telefones 2626-5741 e 99859-9031. Tudo isso não passa de manobra criminosa para lesar pessoas com processos judiciais e financeiros movidos pelo sindicato.
Preste atenção às mensagens! Não caia no golpe! Denuncie! Nem o Sinpro, nem nenhum preposto do sindicato solicita que sejam feitos depósitos para liberação de valores.
Confira um dos modelos de mensagens enviadas aos celulares:
Ouça também o áudio do golpe:
Modus operandi
São vários os “modus operandi” das quadrilhas cibernéticas. Um deles, segundo relatos de vítimas, é que após o primeiro contato, os(as) estelionatários(as) dizem que as propostas indeferidas poderão ser objeto de recurso administrativo em um prazo de 5 dias úteis em petição física direcionada à câmara, com protocolo no posto de atendimento da Procuradoria Geral do Município. Em seguida dizem que é preciso o depósito de um valor para as custas advocatícias e taxas de cartório.
Tudo isso é mentira! Tudo é golpe! Não deposite nenhuma quantia em dinheiro. É golpe! O Sinpro alerta para o fato de que nem o sindicato e nem os escritórios de advocacia que integram o Jurídico da entidade pedem dinheiro para recebimento de valores referentes a ações judiciais. Antes de fazer qualquer depósito ou repassar qualquer informação, ligue para o Sinpro.
Fiquem atentos(as/es) às novas “modalidades” de extorsão de dinheiro. A cada nova abordagem, os(as/es) bandidos(as/es) se aperfeiçoam e procuram facilitar e aligeirar o furto de dinheiro de quem tem processos a receber. É preciso ter cuidado e boa observação para não cair no golpe.
Para facilitar a compreensão de todos(as) sobre as estratégias utilizadas pelos(as) golpistas, seguem todas as versões usadas e denunciadas ao Sinpro:
Golpe 1
Criminosos ligam para a casa de educadores(as) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento, pois a conversa é feita em aplicativo com perfil que leva a foto da logo do Sinpro-DF.
Golpe 2
Para o furto via telefone, usam vários nomes. O nome “Cláudia Maria Rodrigues”, que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e o celular/WhatsApp, 96519820, é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao Sinpro-DF que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 3181-0285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo”, com o número de telefone 99849-7364.
Golpe 3
Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao Sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.
Golpe 4
Outra modalidade é o golpe com transferência por PIX. Assim como os outros métodos, o golpista solicita um valor para liberar uma quantia à vítima. No caso de transferência por PIX, não há um sistema de retorno ou cancelamento do envio.
Golpe 5
Nesta modalidade, o golpista envia à vítima, via WhatsApp ou e-mail, documento simulando papel timbrado do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento ainda leva o nome de dirigentes do Sinpro-DF. No último relatado ao Sinpro-DF, constava o nome da dirigente Silvia Canabrava. O envio é feito posteriormente a uma ligação, em que o criminoso confirma vários dados da vítima, como nome completo, CPF e nome do pai e da mãe.
Golpe 6
O golpe mais recente consiste no envio de carta nominal, com logomarca de escritório de advocacia fantasma. O documento falso é enviado pelos Correios e traz uma série de argumentos jurídicos bem fundamentados, além de endereço de e-mail, telefones e assinatura com registro da OAB.
Golpe 7
O primeiro golpe de 2022 chega por WhatsApp e vem supostamente do “Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, DF”. É nominal, informa que o pagamento do precatório referente ao processo da pessoa está liberado para a data de hoje, “primeira ou segunda parcela”. O titular deverá entrar em contato com uma “Dra. CHRYSTIANE MAIA GUERCO FARIA LUCAS MORI (OAB: 38015/DF)” para solicitação do recolhimento dos alvarás de liberação do precatório, nos telefones (061) 99687-2994 ou (061) 99667-9219 (outros números também são usados nesse golpe), e se a pessoa não entrar em contato até às 15h, deverá esperar “uma segunda chamada com carência de tempo de 5 a 10 anos”. Mas é golpe.
Golpe 8
Na nova modalidade criminosa, os bandidos ligam pelo telefone 3322-1515 – contato oficial do Banco de Brasília (BRB), mas clonado – informando que o banco fez um PIX por engano para a conta do(a) professor(a) ou orientador(a) educacional, solicitando a devolução do valor. Além deste procedimento, os estelionatários também ligam dizendo ser de uma empresa jurídica ligada ao BRB, fazendo a cobrança de tarifas não pagas. Na maioria das vezes, os falsários enviam um link ou pedem dados para “corrigir o problema” e até mesmo solicitando dinheiro. Não abra o link, não forneça dados ou transfira qualquer quantia em dinheiro. Trata-se de um golpe!
Golpe 9
Em mais uma versão utilizada pelos estelionatários, um professor foi contatado e informado que havia sido autorizado o pagamento de R$ 108 mil referente ao precatório do Ticket Alimentação, ação movida por um suposto escritório jurídico do Sinpro. Porém, para receber o dinheiro, o educador deveria pagar as taxas, valor totalmente indevido, uma vez que o sindicato nunca solicita nenhum tipo de transação bancária para que professores(as) e orientadores(as) educacionais recebam vantagens financeiras. Para identificar se a ligação é um golpe, basta ficar atento ao pedido de qualquer tipo de taxa/valor/dinheiro para recebimento de precatório. Caso a pessoa peça dinheiro, tenha a certeza que se trata de um golpe!
Confira nas matérias, a seguir, as modalidades e o modus operandi:
Avaliação em Educação Física é tema do 2º Ciclo de Debates
Jornalista: Vanessa Galassi
Nesta segunda-feira (5/9), o 2º Ciclo de Debates sobre Educação Física Escolar do Distrito Federal terá como tema “Avaliação em Educação Física”. A atividade será realizada na sede do Sinpro-DF, às 19h, com transmissão pelo Zoom.
Este será o terceiro encontro do Ciclo de Debates, e terá como convidado o professor José Montanha. Participantes receberão certificação se tiverem ao menos 75% de presença ao final dos encontros. O primeiro tema abordado na atividade foi “Aspectos históricos da Educação Física na Educação Básica: os desafios do presente nos motivando a olhar para o passado, na perspectiva do futuro”. (https://sinpro25.sinprodf.org.br/sinpro-recebe-2o-encontro-de-ciclo-de-debates-sobre-educacao-fisica/)
O 2º Ciclo de Debates sobre Educação Física Escolar do Distrito Federal vem sendo realizado desde o dia 24 de agosto, e se estende até 5 de outubro. O objetivo é agregar professores-pesquisadores interessados em ingressar na Secretaria de Educação do DF para organização e estudos sobre educação física na rede pública de ensino.
O evento é uma promoção do Sinpro-DF, Avante (Mesclar-FEF/UnB), Observatório da Educação (FE-UnB), Sinproep-DF, Anfope-DF, Centro Acadêmico de Educação Física (CAEDF-UnB) e a Secretaria Distrital do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte.
Serviço
Segundo encontro do 2º Ciclo de Debates sobre Educação Física Escolar do Distrito Federal – Avaliação em Educação Física
Data: segunda-feira, 5 de setembro Horário: 19h Local: Sinpro-DF Endereço: SIG Quadra 6 Lote 2260 – Setor Gráfico, Brasília/DF Transmissão ao vivo: plataforma Zoom | ID da reunião: 827 6255 2265 | Senha de acesso: 468868 | link de acesso https://us02web.zoom.us/j/82762552265?pwd=U2lqK1hQdHY0L3dKc3FlYVpzSmVLUT09
Sinpro repudia tentativa de homicídio contra Cristina Kirchner e reafirma a defesa da democracia
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro-DF se solidariza com o governo argentino e se une às lideranças sindicais, populares e públicas do Brasil e da América do Sul em repúdio à tentativa de assassinato da vice-presidente, Cristina Kirchner.
O atentado ocorreu na noite dessa quinta-feira (1º/9), quando a vice-presidente chegava, com sua comitiva, em sua casa no bairro da Recoleta, em Buenos Aires. Um homem identificado como o brasileiro Fernando Sabag Montiel, 35, aparentemente tentou disparar contra ela. Imagens publicadas nas redes sociais mostram o momento de diversos ângulos.
Entendemos que Cristina Kirchner é mais uma vítima da perseguição nazifascista e terrorista que tem ocorrido de forma atípica no Brasil e excepcional nos países sul-americanos e no mundo inteiro. Há algum tempo, temos assistido, com preocupação e repúdio, um crescimento exorbitante de ações terroristas e autoritárias de grupos oportunistas que não querem respeitar as divergências e a diversidade, e, agem como se fossem donos do mundo, não aceitam e se recusam a conviver nas sociedades democráticas.
Essas pessoas, grupos e organizações criminosas se proliferam assustadoramente, como nunca antes, na América do Sul, e têm ameaçado, cotidianamente, o Estado democrático de direito no Brasil e no mundo. Isso, no entanto, não nos intimida. Acreditamos e confiamos nos poderes institucionais capazes de identificar e reprimir o terrorismo e de punir mentores, executores e culpados.
O Sinpro se une a todo o movimento sindical, social e popular, bem como às lideranças sul-americanas e brasileiras, e exige que o autor dessa tentativa de assassinato sofra todas as consequências legais. A violência e o ódio político que têm acontecido diariamente no Brasil e nos países sul-americanos são estimulados por esses grupos nazifascistas neoliberais e têm feito, quase que diariamente, muitas vítimas.
Recentemente, em Foz do Iguaçu, no Paraná, um desses fanáticos nazifascistas e fora da lei invadiram uma festa de aniversário privada e assassinou Marcelo Arruda, militante do Partido dos Trabalhadores (PT), que, antes de tudo, era um trabalhador e pai de família que tinha o direito constitucional de optar politicamente por qualquer partido e pensamento político. Isso mostra que é importante lembrar que o Brasil também tem vivido sobressaltos terroristas e ameaças à sua democracia, sobretudo, agora, nas vésperas das eleições democráticas de 2022.
O Sinpro alerta para o fato de que esses grupos terroristas insistem em intimidar a todos e todas e em ameaçar a democracia na nossa região. Nós nos unimos aos democratas do mundo e não toleramos e nem toleraremos violência e intolerâncias nas divergências políticas. Exigimos e cobramos respeito.
Atenção, professoras, professores e estudantes de Pedagogia que trabalham ou pretendem trabalhar com crianças! O projeto EducArte oferece, gratuitamente, a oficina de teatro de bonecos, com o artista Chico Simões. Os encontros acontecerão de 8 de setembro a 27 de outubro, todas as terças e quintas, das 19h às 22h, no CEMEIT. Para participar, acesse https://bit.ly/3RunATL e garanta a sua vaga.
Jovem estudante do CEF Atos Bulcão tenta juntar recursos para representar o Brasil
Jornalista: Danielle Freire
Ana Júlia é estudante do 9º ano do Centro de Ensino Fundamental Atos Bulcão do Cruzeiro e ginasta acrobata. A atleta de 14 anos, que se dedica ao esporte desde os sete, começou os treinos em um projeto social no Centro Olímpico da Estrutural, cidade onde mora. Durante a pandemia, com toda determinação, treinou sozinha em casa. Apesar das dificuldades, com todo o seu talento, subiu de nível e ganhou uma bolsa. Atualmente, treina na Associação de Ginástica Acrobática do Distrito Federal (Akros), onde se revelou como uma promessa do esporte, sendo selecionada para participar do campeonato nacional em setembro. Se for bem colocada, tem chances de representar o Brasil na Copa Pan-Americana, que vai acontecer na Colômbia, em novembro.
Como ajudar?
Para representar o DF e o Brasil, Ana Júlia conta com a sua ajuda. Ela precisa de 15 mil para custear as despesas das duas competições. Para colaborar, clique aqui e participe da vaquinha virtual que a família está organizando.
Neste mês de setembro, em que se inicia a campanha do Setembro amarelo de prevenção ao suicídio, o Sinpro busca alertar a categoria para se cuidar contra as pressões cotidianas, típicas da vida contemporânea, em que o sistema neoliberal explora ao máximo, e no limite, a resistência psicológica do trabalhador.
A Cartilha Suicídio, elaborada pelo Sinpro (clique aqui para baixar), mostra os principais problemas que levam uma pessoa ao suicídio tanto na vida pessoal como na relação de trabalho. É uma das nove cartilhas que o Sinpro-DF disponibiliza à categoria, uma forma ágil de acesso e uso da legislação e outras informações sobre as questões trabalhistas que envolvem a relação do trabalhador da educação com o Governo do Distrito Federal (GDF).
As três principais causas de afastamento laboral registradas nos últimos 12 meses no Brasil são referentes a problemas relacionados ao suicídio: distúrbios relacionados à síndrome de burnout, lesões autoinfligidas e envenenamento e transtornos mentais.
Você pode ajudar. Na Cartilha suicídio, há uma série de sinais de que seu(sua) colega indica que pode tentar algo mais radical:
Comportamento retraído, dificuldade de relacionamento pessoal.
Doença psiquiátrica.
Alcoolismo.
Ansiedade ou pânico.
Mudança na personalidade, irritabilidade, pessimismo, depressão ou apatia.
Mudança no hábito alimentar e de sono.
Tentativa de suicídio anterior.
Odiar-se, sentimento de culpa, de sentir-se sem valor ou com vergonha.
Uma perda recente importante – morte, divórcio, separação, etc.
História familiar de suicídio.
“O suicídio é um ato mais evidente e mais radical para transtornos mentais que, ao fim e ao cabo, são resultado do modelo socioeconômico neoliberal, que causa profundo sofrimento a indivíduos que não têm espaço para sentir dor, tristeza ou sofrimento – sentimentos que fazem parte da vida, tanto quanto a alegria, o sucesso e o prazer”, lembra a psicóloga Luciane Kozicz.
O Centro-Oeste é a segunda região do país com mais casos registrados de suicídio, ficando atrás apenas da região sul.
“O combate ao suicídio é um trabalho diário, mas o Setembro Amarelo começa a ser lembrado para conscientizar, combater e divulgar as causas, as consequências e como evitar o suicídio. A Cartilha Suicídio, produzida pelo Sinpro em 2021, é a contribuição do sindicato nesse esforço do setembro amarelo. É uma ferramenta importante para auxiliar a categoria a se prevenir, se proteger e, principalmente, saber como buscar ajuda”, explica a coordenadora da Secretaria de Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sinpro Élbia Pires.
Aposentados e pensionistas, a prova de vida de setembro começa nesta quinta-feira (1º)
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro informa que começou, nesta quinta-feira (1º/9), o período para fazer a prova de vida e o recadastramento de professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) e pensionistas que fazem aniversário em setembro começa nesta quinta-feira (1º).
O sindicato ressalta que a prova de vida e o recadastramento poderão ser realizados de forma presencial, ou seja, com o comparecimento do(a) aposentado(a) ou do pensionista a qualquer Agência do BRB mais próxima de sua residência, ou de forma on-line, por meio do aplicativo já disponível nas lojas da iOS e Android. Criado durante a fase mais grave da pandemia do novo coronavírus, o aplicativo Prova de Vida GDF está em uso e oferece agilidade no atendimento e comodidade nessa tarefa anual.
Para realizar a prova de vida por meio digital, os(as) aposentados(as) e pensionistas precisam baixar o aplicativo Prova de Vida GDF (veja os links no final da matéria), inserir o CPF e confirmar alguns dados. Após essa etapa, serão solicitadas a captura do documento do(a) beneficiário(a) e uma foto selfie, com boa qualidade, tirada em ambiente bem iluminado. Para finalizar, o(a) usuário(a) deve informar endereço, número do telefone celular e e-mail. Após preencher e enviar todas as informações, os(as) aposentados(as) receberão um e-mail com a confirmação do resultado da criação dessa conta (login) no aplicativo da prova de vida.
A prova de vida é a comprovação anual obrigatória e necessária para o pagamento regular de aposentadorias e pensões. Ela havia sido suspensa em março de 2020, como forma de evitar aglomeração e impedir o avanço da contaminação da Covid-19. Agora, com a melhora nos números sobre infecção e morte decorrentes da doença, o procedimento voltará a ser obrigatório, e deve ser realizado sempre no mês de aniversário do(a) servidor(a) aposentado(a) ou pensionista.
Outras formas de fazer a prova de vida
Aposentados(as) e pensionistas impedidos(as) de comparecer presencialmente em qualquer agência do BRB ou que não tenham acesso ao aplicativo, podem solicitar a visita domiciliar para fazer a prova de vida. Mas, atenção! Para isso, a pessoa tem de provar que está com problemas graves de locomoção.
Locomoção e maiores de 90 anos – Aposentados(as) e pensionistas impossibilitados(as) de locomoção e maiores de 90 anos podem pedir visita domiciliar para realizar a prova de vida pelo e-mail agendamento@iprev.df.gov.br: devem anexar atestado médico comprovando a impossibilidade.
Hospitalizados(as) – Aposentados(as) e pensionistas hospitalizados(as) também podem solicitar a visita domiciliar. Para isso, a pessoa responsável pelo(a) internado(a) em hospital deverá apresentar ao Iprev declaração/laudo do médico atestando a internação do paciente naquela data.
Reclusão – Aposentados(as) e/ou pensionistas em reclusão devem encaminhar ao Iprev documentação prevista na Portaria com atestado ou declaração de Permanência Carcerária em papel timbrado expedido pela instituição carcerária.
Para quem mora no exterior – Para essas pessoas, a prova de vida pode ser encaminhada por meio de consulado ou da representação diplomática do Brasil no país em que reside. Para isso, deve encaminhar ao Iprev correspondência com declaração de comparecimento emitida pela representação do País com cópia dos documentos autenticados. Se o país onde reside não tiver representação, a pessoa deve acessar o Formulário Específico de Atestado de Vida disponível no site do Iprev: https://www.iprev.df.gov.br/prova-de-vida/
CEF 404 de Samambaia faz jornal sobre a Independência
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Projeto foi ideia dos alunos do 8º ano, conduzido pela professora Jeidma Marinho
Calhou de o conteúdo sobre o Brasil Império ser ministrado às turmas do 8º ano do CEF 404 de Samambaia no início do segundo semestre – junto com as comemorações do segundo centenário da Independência do Brasil. A professora de história, Jeidma Marinho, comentou a coincidência em sala de aula. Um estudante disse que viu as moedas comemorativas do Banco Central sobre o tema e sugeriu que a escola produzisse algo parecido.
Foi assim que surgiu a centelha que disparou um projeto muito bem sucedido na escola de Samambaia. Jeidma colheu com as turmas sugestões sobre o que fazer. Uma delas foi a de se editar um jornal. Proposta aceita.
“Daí eu abri 47 vagas para quem quisesse participar desse projeto. Dividi esses alunos em equipes com 4 pessoas, dei um tema para cada equipe, e juntei todo mundo num grupo no Whatsapp. Lá eu enviava textos, sugestões de leituras, sites para pesquisa e material para fomentar a curiosidade e a pesquisa desse pessoal”, conta, entre empolgada e orgulhosa, a professora.
O grupo do zap foi o lugar onde se decidiu, em votação, o nome do jornal. Venceu “A Voz do Império”.
Paralelamente a esse projeto, as turmas do oitavo ano visitaram o Museu da Imprensa Nacional, no Setor de Indústrias Gráficas, onde viram todas as etapas de confecção de um jornal desde a época de D João VI, em 1808, até os dias atuais. “Houve a mistura da História da Imprensa com a História do Brasil, justamente dentro do período em que eles estavam estudando (Brasil Império). O pessoal ficou encantado com todos os detalhes dessa visita, desde sair de Samambaia até as minúcias do projeto arquitetônico do prédio da Imprensa Nacional”, lembra Jeidma.
A professora conta que a construção do jornal foi 100% coletiva, e chegou a envolver outros professores. Os estudantes produziram os textos, a professora de português fez a revisão dos textos e Jeidma e mais dois estudantes fizeram a diagramação do conteúdo no aplicativo Canva. “E aí surgiu esse trabalho. Estamos todos apaixonados!”, derrete-se, já emendando a explicação: “Quando os estudantes viram o trabalho pronto ficaram com os olhos brilhando, estão maravilhados.”
A Voz do Império – Edição comemorativa e reflexiva
O site do Sinpro conseguiu com exclusividade a edição em PDF do jornal produzido pela turma do CEF 404 de Samambaia (com os devidos agradecimentos à professora Jeidma e seus alunos). Clique aqui para baixar o seu exemplar!
Em 12 páginas, a edição de A Voz do Império traz vários aspectos da Independência do Brasil. Reflexão é a ideia que permeia todas as páginas dessa publicação. Todos os textos fazem pensar e refletir. Logo na primeira página, ao lado das duas imagens icônicas dos imperadores brasileiros, a turma do 8ºG faz uma observação que flerta com conhecimentos de análise do discurso: “As imagens dos dois imperadores são retratadas de formas diferentes, o pai D. Pedro I está sempre referenciado como jovem, e o filho D. Pedro II é representado como um ancião, apesar de ter se tornado imperador aos 14 anos de idade”. O texto busca entender os motivos dessas representações.
A página 2, que traz o editorial, abre com uma frase de Conceição Evaristo: “O que os livros escondem, as palavras ditas libertam”. No editorial, a professora Jeidma conta como foi a elaboração do jornal e traz outra importante reflexão: “O nosso Brasil precisa resgatar a autonomia do povo, precisamos de mais Políticas Públicas que promovam a igualdade racial e a de gênero, precisamos exterminar o racismo, a homofobia, o machismo, e tantas outras discriminações estruturais. Precisamos urgentemente de alimento, bem como do resgate dos nossos símbolos nacionais covardemente usurpados pelo Fascismo.”
As páginas internas trazem textos sobre a participação das mulheres na independência, as consequências externas e internas da independência, uma entrevista com o patrono da Independência José Bonifácio (“As meninas pesquisaram sobre o pensamento de José Bonifácio, sua vida e participação na política do Império, e eu pedi que, baseadas no que leram, elas imaginassem as respostas de uma hipotética entrevista, caso elas viajassem para o além e pudessem entrevistá-lo”, conta Jeidma, que dessa forma trabalhou o gênero textual entrevista com quatro alunas do 8ºE), e um texto genial que compara o famoso quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo, à perfeição ostentada em posts de influencers do Instagram.
Nas outras páginas, temas do Segundo Reinado: Guerra do Paraguai, escravidão, preconceito e racismo, curiosidades sobre D Pedro II e uma pesquisa entre os estudantes do Fundamental II sobre monarquia ou república. “Muitos dos estudantes não sabiam a diferença entre monarquia e república”, conta Jeidma. A última reportagem conta sobre a visita das turmas de 8º ano do CEF 404 de Samambaia ao Museu da Imprensa Nacional. A contracapa do jornal ainda traz passatempos.
Evento de lançamento
Esta primeira edição terá lançamento na próxima semana (quando o país celebra o segundo centenário do sete de setembro de 1822) num evento com café da manhã com os estudantes, e posteriormente trabalhar esse conteúdo com todas as turmas do Ensino Fundamental II.
Didática
Com a edição do Voz do Império, Jeidma fomentou em seus estudantes o interesse pela pesquisa: “eles vão entendendo como a história é feita pesquisando documentos, outros textos e colocando a visão e a própria vivência de quem está escrevendo. Nesta edição, focamos bastante a questão da invisibilidade das mulheres na história e o papel delas na independência. Vários aspectos dessas questões foram questionados por eles, durante a pesquisa.”, explica a professora.
Segundo a docente de História, o projeto teve a participação de vários professores e da direção da escola: “o professor de geografia esteve conosco na visita à imprensa nacional, a professora de português fez a revisão, direção, coordenação, todos se envolveram bastante e receberam com muito carinho esse projeto.”
Os estudantes gostaram tanto de fazer o jornal que já estão planejando uma segunda edição para o 4º bimestre, cujo tema será Consciência Negra – para celebrar o nascimento de Zumbi dos Palmares.
Cátedra “Vivenciar Paulo Freire e demais práxis emancipatórias” realiza encontro no dia 1º de setembro
Jornalista: Danielle Freire
A Cátedra “Vivenciar Paulo Freire e demais práxis emancipatórias” realiza o encontro 101 anos de Paulo Freire, no dia 1º de setembro, às 14h, no auditório da Unidade de Ensino e Pesquisa, da Faculdade UnB Planaltina (UEP-FUP). A atividade faz parte da Semana Universitária UnB 2022, que acontece de 29 de agosto a 02 de setembro. As inscrições podem ser feitas pelo link https://bit.ly/3ebvDXe.
Confira a programação:
13h30 – Credenciamento
14h – Abertura
Apresentação dos movimentos participantes da Cátedra “Vivenciar Paulo Freire e demais práxis emancipatórias” – FUP/UnB
14h30 – Roda de conversa: Desafio de construção da Cátedra na conjuntura atual e na dinâmica das Cátedras Paulo Freire no Brasil e no mundo
16h – Grupos de trabalho (por área de atuação/núcleos da Cátedra). Identidade, planejamento interno e proposições para o próximo período
17h30 – Plenária final (identidade da Cátedra, apresentação das propostas de trabalho dos GTS e encaminhamentos gerais). Resultado do concurso de logotipo
19h- Lanche e confraternização
20h – Início das atividades e manifestações culturais freireanas/emancipatórias