Atendimento pedagógico domiciliar é temática de livro digital

O livro Atendimento Pedagógico Domiciliar e Classe Hospitalar: Práticas, Possibilidades e Desafios, organizado pelos pesquisadores Ana Karyne Loureiro Furley, José Raimundo Rodrigues e Hiran Pinel, traz registros do enfrentamento de professoras e professores, durante a pandemia, para levar educação aos hospitais e leitos domiciliares.

Com todas as dificuldades enfrentadas no período pandêmico, professores(as) se questionaram sobre como continuar os vínculos com os(as) alunos(as) em situação de adoecimento. Contudo, carregados de experiências e estratégias diferenciadas acumuladas ao longo do tempo, eles(as) não desistiram. Suas metodologias foram inclusive utilizadas pelos educadores e educadoras das classes regulares.

 

Escola Inclusiva

Imbuídos nessa realidade, Helma Salla e Geraldo Eustáquio Moreira, também colaboraram com a obra. Ambos são autores do capítulo sete, Formação continuada sobre atendimento pedagógico domiciliar no contexto da escola inclusiva: fatores que influenciam a escolha do curso.

Helma é professora da SEEDF, doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da UnB e mestre em Ensino de Ciências, pelo Programa de pós-graduação Stricto Sensu, na Universidade Estadual de Goiás. Geraldo é doutor em Educação Matemática pela PUCSP, com estágio doutoral na Universidade do Minho (Portugal) e mestre em Educação pela UCB.

Atendimento Pedagógico Domiciliar e Classe Hospitalar: Práticas, Possibilidades e Desafios é uma obra independente, lançada em julho de 2022 pela editora Schreiben, distribuído gratuitamente. Acesse https://bit.ly/3RuYRyP e faça seu download.

 

Confira a participação da professora Helma Salla na TV Sinpro:

Segundo encontro de ciclo de debates sobre Educação Física acontece dia 29, no Sinpro

O 2º Ciclo de Debates sobre Educação Física Escolar do Distrito Federal realiza na próxima segunda-feira (29), às 19h, na sede do Sinpro – SIG, o segundo encontro da edição. Os debates têm o intuito de agregar professores-pesquisadores que estão ou têm interesse em ingressar nos quadros da SEEDF, para organização e estudos sobre Educação Física na rede pública de ensino.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até a próxima segunda-feira (29), pelo link  https://forms.gle/rEm4tMngs6ZHYEhv9. Os encontros acontecem de forma presencial, com transmissão simultânea pela plataforma ZOOM (acesse o link https://bit.ly/3wxGH7r, digite o ID da reunião: 890 6072 9956 e a senha de acesso: 114863). O ciclo de debates tem certificação garantida, desde que o(a) inscrito(a) tenha participação mínima de 75% nos encontros.

 

Fique por dentro

O segundo encontro conta a presença do Prof. Dr. Lino Castellani e mediação do Prof. Me. Victor Bernardes e tem como tema: Aspectos históricos da Educação Física na Educação Básica: os desafios do presente nos motivando a olhar para o passado, na perspectiva do futuro.

SERVIÇO

Inscrições até 29/0: https://forms.gle/rEm4tMngs6ZHYEhv9

Acesso virtual pela plataforma Zoom: https://bit.ly/3wxGH7r, digite o ID da reunião: 890 6072 9956 e a senha de acesso: 114863

 

Datas e locais

Auditório do SINPRO-DF

29 de agosto | 05, 12, 19 e 26 de setembro | 03 de outubro

Faculdade de Educação Física – UnB

31 de agosto | 14, 21 e 28 de setembro | 05 de outubro

*As datas acima serão confirmadas de acordo com a disponibilidades dos professores(as) colaboradores(as) da formação.

Portinari é tema de livro digital da Escola Classe 413 Sul

Cores, movimentos, sabores e sensações permeiam de vida e aprendizado o livro digital No Mundo de Portinari: Sensações, Cores e Brincadeiras, uma obra de construção coletiva feita por estudantes dos quartos e quintos anos da Escola Classe 413 Sul. Lançado no dia 20 de agosto, no aniversário de 59 anos da escola, o livro digital é fruto de trabalhos pedagógicos, do primeiro semestre de 2022, de atividades que se inspiraram no pintor modernista brasileiro, Cândido Portinari.

Pelos traços e cores do pintor brasileiro, temas atuais foram traçados pelas caligrafias infantis e o risco do lápis de cor. Questões atuais, nem sempre alegres, como a fome e a violência, encontraram na espontaneidade e nos pincéis dos(as) pequenos(as) Portinaris, um traço de esperança e liberdade.

Nesse aprendizado lúdico e interdisciplinar, os(as) estudantes viveram e produziram sua própria arte. O livro digital conta com relatos, pesquisas e desenhos das crianças e com fotografias de Hebert Cavalcante que, misturando arte e vida, reproduziu imagens das pinturas de Portinari, tendo os(as) estudantes da EC 413 Sul como modelos. Os(as) pequenos(as) artistas atualizaram, reviveram e reinventaram cenas das obras com as quais mais se identificavam.

No Mundo de Portinari: Sensações, Cores e Brincadeiras é uma edição digital não comercial, disponível gratuitamente, para compartilhamento e uso pedagógico. Para acessar, clique em https://bit.ly/3PLuNxj e faça seu download.

Oficina de Horta e Plantas Medicinais para Aposentados foi um sucesso

 

A Oficina de Horta e Plantas Medicinais para Aposentadas(os), realizada na tarde dessa quarta-feira (24), na Chácara do Sinpro-DF, foi um sucesso. O curso é uma realização da Secretaria de Assuntos dos Aposentados. Nesta edição, foram ministradas uma oficina de hortas em pequenos espaços e, outra, de plantas medicinais com explicações sobre o agregamento desses cultivos na alimentação saudável, em terapias etc.

Nas oficinas de plantas medicinais, por exemplo, foi mostrado como cultivar plantas medicinais e seus usos em chás calmantes, contra ansiedade etc. Nas oficinas, as(os) participantes aprendem cultivos focados em locais pequenos, como os espaços das residências dos participantes, e direcionados para beneficiar a saúde da pessoa. Especialmente a saúde da pessoa aposentada.

Esta edição contou com a participação de mais de 70 professoras(es) e orientadoras(es) educacionais aposentadas(os). A atividade foi realizada na tarde dessa quarta-feira (24), na Chácara do Sinpro-DF. Parte das(os) participantes foi de ônibus, disponibilizados pelo sindicato. Um saiu da sede da entidade no Setor de Indústrias Gráficas (SIG) e, o outro, do Taguaparque. Muitos(as) participantes foram em suas próprias conduções.

“A gente vê pelo semblante das pessoas que elas estão satisfeitas e felizes por estarem lá na Chácara do Sinpro-DF aprendendo um pouco nessas oficinas que tanto ajudam no seu dia a dia. Ajuda na rotina. Pela avaliação que eles fazem, é muito positivo. E pedem outras oficinas lá no espaço da chácara”, afirma Elineide Rodrigues, coordenadora da secretaria.

Ela informa que a intenção da nova gestão do Sinpro é utilizar mais o espaço da chácara com atividades para aposentadas e aposentados. Nesta edição, parte das(os) inscritas(os) fez a oficina de hortas, com o gestor ambiental Felipe Mendes Pereira. Ele ensinou a produção de hortas em pequenos espaços. A outra parte da turma ficou com Abadia, que fez a oficina de plantas medicinais.

Após a parte teórica e a prática, os dois grupos se unem para um lanche feito com tudo que foi utilizado no curso, como pasta de cenoura e de inhame para colocar no pão integral, pão de queijo com alecrim, que é feito ali mesmo no ambiente do curso. O fato é que quem faz o curso sai de lá feliz. “Isso é o que mais importa”, diz Elineide.

“Ontem o Sinpro deu mais uma prova de que como arte, cultura, cuidados consigo e com outros são importantes tanto para os ativos e, sobretudo, para os aposentados. Fizemos essa oficina de hortas e ervas na Chácara do Sinpro, num ambiente agradável e de sustentabilidade de foi muito bacana porque além da interação entre nossos pares, entre mulheres e homens presentes, a gente teve um momento de conhecimento fitoterápico e de autocuidado muito importante de saúde física, mental, social, política integradas. Quem venham outras oficinas e outros momentos de interação e de cuidado consigo e com os outros”, disse Edna Barroso, professora aposentada, moradora do Guará.

 

Abordagens e plantações 

 

Na oficina de hortas, por exemplo, Felipe faz uma abordagem bem rápida sobre a bioconstrução e o Espaço Educador Chico Mendes na chácara. “A gente explica como ele foi construído e mostra os porquês dessa técnica de construção e, aí, a gente já começa a entrar na parte da hora. Faz uma pequena abordagem da história da agricultura no Brasil e no mundo e depois já começa a falar sobre as possibilidades de plantar em pequenos jarros, palets, usando a varanda ou uma janela do apartamento”, explica o oficineiro.

No curso, as(os) participantes aprendem a cultivar, nesses pequenos espaços, ervas e até hortaliças. “E aí para implantar a sua horta a gente aborda algumas técnicas, como a do minhocário e a composteira que vão dar uma incrementada na horta do participante. Também abordamos sobre a instalação de um meliponário, que é a criação de abelhas sem ferrão, com abelhas nativas do Brasil, com as quais é possível cultivá-las, em casa, pelo fato de não serem agressivas, não terem ferrão, e até em apartamento”, afirma.

A finalização do curso é com a prática. “Os participantes colocam a mão na massa. Fazem pequenos plantios reutilizando garrafas pets como local de plantação”. A Oficina de Horta e Plantas Medicinais para Aposentadas(os) começou em abril de 2016. Depois disso, foi realizada em agosto de 2017, setembro de 2018, agosto de 2019 e, por causa da pandemia da covid-19, foi suspensa por 2 anos.

Em março deste ano, a Secretaria de Assuntos dos Aposentados retomou a oficina e realizou a quinta edição do curso. Nessa quarta, foi realizada a sexta edição com muito sucesso e participação de 36 professoras(es) na oficina de hortas e, 33, na de ervas. Geralmente, são disponibilizadas 44 vagas. Essa quantidade de vaga é por causa do número de poltronas do ônibus. Normalmente, o Sinpro envia dois ônibus.

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Respeito e inclusão são temas de obra literária infantil

 

Amizade, respeito e gratidão são a base de toda grande amizade. Em O Meguinho Sapeca, obra da professora e artista visual, Alerne Minuz, não seria diferente. O livro conta a história do gato Meguinho e seu tutor, Juca, que tem um amigo, com quem conversa em língua de sinais. Ao se relacionar com o amiguinho surdo de Juca, Meguinho possibilita às crianças, pais e professores ouvintes a entrarem e interagirem com universo dos surdos e da Língua Brasileira de Sinais.

Segundo a autora, o objetivo central da obra é a comunicação e interação entre crianças surdas e ouvintes. Para Arlene, a obra trabalha o respeito às diferenças, o desenvolvimento da linguagem oral e a capacidade de concentração e escuta. “Em determinado momento, o personagem principal se relaciona com uma criança surda. Isso insere na obra a Língua Brasileira de Sinais e a leva ao contato com crianças, pais, professores e demais envolvidos”, destaca.

Arlene Muniz é aposentada da SEEDF, onde atuou como pedagoga e coordenadora dos professores de alunos surdos do Gama. É artista plástica, artesã e membro do Movimento de Afrodescendentes de Brasília.

 

Onde encontrar

O Meguinho Sapeca está à venda no site da editora Apena. No link disponível no perfil da professora Arlene Muniz, você terá acesso aos links disponíveis para a venda e uma série de atividades pedagógicas elaboradas por ela. Além disso, a autora também faz contação de história da obra nas escolas do DF. Os(as) interessados(as) podem entrar em contato pelo WhatsApp (61) 98598-5578.

MATÉRIA EM LIBRAS

Capoeira e combate às drogas é tema de livro

Seja um craque sem a pedra – A capoeira que dá rasteira nas drogas é uma das obras do professor, jornalista e mestre em Educação, Mano Lima, lançado na Bienal de Salvador e no 12º CTE, que aconteceu em julho de 2022.

Preocupado com os jovens estudantes em situação de vulnerabilidade, expostos ao uso de drogas, Mano viu na literatura e na capoeira a oportunidade em alertar as famílias sobre as características comuns aos usuários de entorpecentes. “Nós, educadores, lidamos com situações como essas, de jovens envolvidos com drogas, diariamente. Esse livro foi a maneira pela qual percebi que poderia envolver as famílias e alertá-las aos sinais e comportamentos típicos de jovens usuários de drogas, que muitas vezes, passam despercebidos”, afirma.

Professor da SEEDF há 36 anos, Mano Lima trabalha no CED São Bartolomeu, em São Sebastião. É também autor da coleção Eu, você e a capoeira que inclui as obras Dicionário de Capoeira, A ginga dos mais vividos, Capoterapia, minha história e Eu, você e a capoeira, obra que conta a história da capoeira e da escravidão no Brasil. Este último título, foi editado em português, inglês, francês e espanhol. Suas obras foram lançadas em vários países da Europa, América do Sul e África.

Para adquirir o livro, basta entrar em contato com Mano Lima, pelo número (61) 99367-5265 ou pelo e-mail mano.lima@yahoo.com.br. O autor também está disponível para palestras e lançamento da obra nas escolas.

 

Lançamento do livro Como Derrotar o Fascismo

Os escritores Sérgio Amadeu e Renato Rovai lançam, no dia 05 de setembro, às 19h, no restaurante Xique-Xique, o livro Como Derrotar o Fascismo (em eleições e sempre), uma coedição das editoras Veneta e Hedra. O livro é um guia-manifesto sobre o combate político que chegou para virar o jogo contra o racismo, machismo, homofobia, injustiça social e a repressão à liberdade de expressão. Na obra, os autores organizam conceitos e táticas para que o(a) leitor(a) possa tomar seu lugar nesse processo.

Em Como Derrotar o Fascismo, os autores analisam o cenário atual, com dados selecionados cuidadosamente, e estratégias de comunicação inspiradas nas lições atuais de mercado,  demonstram como a nova direita tem feito uso de táticas de desinformação para conquistar espaços importantes no Brasil e no mundo. Contudo, fica claro na obra o que a história sempre provou: o fascismo é uma doutrina fadada historicamente ao fracasso.

 

 

SERVIÇO

Como derrotar o fascismo, de Sérgio Amadeu e Renato Rovai

Data: 05 de setembro, às 19h, no Restaurante Xique-Xique

Endereço: CLS 107, Bloco E – Asa Sul

Quatro décadas com Lula: Clara Ant lança livro em 30 de agosto

A escritora Clara Levin Ant lança, no dia 30 de agosto, às 18h, na Livraria da Travessa, o livro Quatro décadas com Lula: O poder de andar junto, da Autêntica Editora. A obra conta a história de mais de 40 anos de luta pela democracia e justiça social, narrada sob a ótica de uma mulher que participou dos movimentos sociais, do sindicalismo, da fundação do Partido dos Trabalhadores, da CUT e de toda a trajetória de Luís Inácio Lula da Silva, da presidência à sua prisão arbitrária e liberdade.

 

Os caminhos de Clara e Lula se cruzaram em 1970, quando ambos faziam história no movimento sindical e se uniram ainda mais na década de 1990, quando a escritora passou a assessorar Lula e a atuar diretamente no PT. À época das primeiras campanhas eleitorais para a presidência, Clara participou da organização das Caravanas da Cidadania, que permitiram a Lula ver de perto o sofrimento do povo e o descaso das autoridades com as regiões pobres do Brasil. Quatro Décadas com Lula conta com textos de capa do escritor e jornalista Lira Neto e da professora Fátima Bezerra (PT), atual governadora do Rio Grande do Norte.

 

A autora

Filha de judeus poloneses refugiados na Bolívia, Clara chegou ao Brasil em 1958, aos 10 anos. Em 1964, no entanto, o golpe militar levou o país ao período de maior repressão política da história nacional. Alinhada, desde jovem, aos movimentos de resistência, Clara Ant fincou raízes no sindicalismo, lutando pelo resgate da democracia e pela necessidade vital de sobrevivência das trabalhadoras e trabalhadores do Brasil.

 

SERVIÇO

Data: 30 de agosto, às 18h

Local: Livraria da Travessa – Casa Park

SGCV Sul, Lote 22 – 4A

 

Inflação e neoliberalismo põem alimentos fake na mesa dos brasileiros

Não é só na política e na economia que os brasileiros enfrentam uma profusão de coisas falsas e degeneração acelerada da vida. Estamos na era das fake news, da fartura de mentiras, de um aumento sem precedentes da manipulação de informações e de produtos. A indústria alimentícia usa a desculpa da inflação para colocar nos mercados alimentos falsos, ou seja, produtos que parecem alimentos.

É o caso de algumas marcas de leite condensado, do queijo cheddar e do creme de leite que apareceram, recentemente, nas prateleiras a preços mais baratos. São produtos feitos de substratos e outros tipos de refugo que a indústria descarta porque não servem para o consumo. No entanto, esses resíduos passaram a ser usados para fabricar os alimentos fake e ajudarem as empresas a não perderem lucro.

Numa postagem no Instagram, o Mídia Ninja mostrou uma foto de uma caixinha de leite condensado da Nestlé, mostrando que o produto é fake e escreveu: “O preço do leite tem subido em disparada. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o preço do leite aumentou 25% em julho, em relação ao mês anterior, acumulando uma alta de 77% no ano. Produtos derivados do leite também sofreram um expressivo aumento nos preços. O custo do leite condensado, por exemplo, subiu 19%, enquanto que o da manteiga aumentou 17%, do queijo 16% e do requeijão 14%.”

Colocar alimentos fake nas prateleiras é uma estratégia da indústria de alimentos de trazer para o mercado produtos sem qualidade nutritiva, com preços mais baixos, aparentemente com o objetivo de manter as metas de vendas lá em cima, mas promovendo uma perda nutricional em cada um desses alimentos. As consequências disso são doenças sem cura, como os vários tipos de cânceres advindos de alimentos artificiais, encharcados de centenas de agrotóxicos e produzidos em laboratórios pelas poucas empresas que dominam a produção de alimentos no mundo.

Além do problema grave de fome que o Brasil está vivendo por causa da adoção da política econômica neoliberal a partir do golpe de Estado de 2016 e aprofundado com a eleição de Bolsonaro em 2018, agora se tem também uma oferta de produtos que promovem desnutrição ou que afetam a desnutrição das pessoas. Isso é a prova da irresponsabilidade que o governo Jair Bolsonaro (PL) e que a indústria alimentícia, bem como o setor produtivo têm com o próprio Brasil, com a população e com o consumidor.

Especialistas nesse tema têm ido à mídia, sistematicamente, criticar essa mudança de matriz alimentícia e afirmar que uma empresa de alimentação deveria ter maior compromisso e engajamento com a saúde da população porque, a partir do instante em que a saúde do povo é afetada e prejudicada, as pessoas que só têm dinheiro para comprar alimentos sem qualidade nutricional vão adoecer e parar de consumir, de comprar, porque vão sair do mercado de algum modo.

Seria mais interessante que a indústria se posicionasse melhor diante do governo no sentido de auxiliar o País no combate à inflação, que está muito alta, mas, principalmente colaborar nas políticas de distribuição de renda, ajudar o consumidor a ter produtos saudáveis, assessorar nas políticas públicas de combate à fome e à desnutrição no Brasil. Com essa atitude, as empresas teriam muito mais segurança do ponto de vista de negócio, criando um ambiente de comercialização muito mais interessante para elas próprias do que criar produtos falsos, que desencadeiam a desnutrição e que, comprovadamente, adoecem as pessoas.

As enfermidades advindas de alimentação fake acontece desde uma cárie até problemas de obesidade, doenças incuráveis, como os vários tipos de cânceres e distúrbios neurológicos e outras moléstias que afetam o sistema nervoso central e são irremediáveis. A fabricação e oferta de alimentos fake mostram a irresponsabilidade do setor produtivo no Brasil e de um sistema econômico, social e produtivo que precisa ser modificado porque não dá mais para conviver com um modelo que só promove concentração de renda e de riqueza para alguns e adoecimento para o resto do País.

No entendimento da diretoria colegiada do Sinpro, não há como falar dos produtos fake sem contextualizar também o que o Brasil viveu nesse avanço da transgenia e da nanotecnologia, que vieram para ficar. Nessas duas tecnologias de criação de produtos alimentícios, observamos que a mesma base, ou seja, do mesmo produto que se faz um shampoo ou um detergente, faz-se também um macarrão. O leite “Ninho”, por exemplo, não é leite em pó. É um composto lácteo

Especulação com a falta de alimentos

Os alimentos fake estão intimamente ligados às proliferações de fake news das indústrias alimentícias. E não é de hoje. Desde o início do século XX se tem registros de propagandas enganosas sobre alimentos que não são alimentos. “Existem empresas que estão especulando e produzindo com essa sanha de ganhar dinheiro em cima de uma fragilidade do Brasil e do mundo que é a falta de alimentos. Primeiramente, a onda das tecnologias chegou à agricultura após a Segunda Guerra Mundial. Vimos, nos anos 2000, o avanço intenso da transgenia. E se foi aprovada a liberação de cultivo e comercialização no País por causa de um discurso de que era fato consumado. Existia uma grande produção, especialmente de soja e que não podia se perder essa produção”, explica Rosângela Piovizani, do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC).

Ela afirma que logo após as indústrias que visam não produzir alimentos saudáveis, mas sim lucros, desenvolvem também a transgenia e para além das transgenias, as nanotecnologias. “Esse é um processo seguinte à transgenia. Nós, do Movimento de Mulheres Camponesas, Via Campesina, rechaçamos essa forma laboratorial de produção de alimentos. A nanotecnologia pode, a partir de uma única substância produzir shampoos e biscoitos. Isso é uma forma desastrosa de lidar com a saúde e com a vida humana e com a responsabilidade ambiental”, critica.

Rosângela lembra que nos governos do PT os movimentos do campo – Movimento de Mulheres Camponeses, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Via Campesina e outras organizações do campo – construíram políticas públicas de fomento e custeio para produção de alimentos. “Por causa disso a gente teve uma grande produção de alimentos e também uma ascensão de compras governamentais da nossa produção. É impossível se pensar um país na dimensão do Brasil, com um campo fértil de Norte a Sul, com uma riqueza de variedades sem igual no mundo, se vê nas mãos das multinacionais europeias, japonesas, estadunidenses e diante de produtos altamente processados e transformados nas prateleiras dos supermercados”, critica.

No último período pós-golpe, do governo da presidenta Dilma Rousseff (PT), todo o esfacelamento das políticas de fortalecimento da agricultura camponesa, de fortalecimento da produção saudável. “O que vimos foi o desmonte das políticas de crédito, microcrédito, compras para aposta num mercado de produção do mau agronegócio, que só visa a exportação e deixa a população brasileira à mercê de empresas que querem ter lucro. Isso está intimamente relacionado com o aumento escandaloso da fome, da miséria, da subnutrição, do adoecimento e da morte, especialmente num país que tem uma biodiversidade imensa. Rechaço isso com muita veemência porque é inadmissível que a gente busque produtos que não são alimentos, sem propriedades nutritivas, para vender ao povo”, finaliza Piovizani.

MATÉRIA EM LIBRAS

VII Dia do Campo Gama

A Coordenação Regional de Ensino do Gama realizará no dia 31 de agosto, das 8h às 17h, no CED Casa Grande, o VII Dia do Campo – Aprendizagens interdisciplinares na Educação do Campo. Para participar, basta se inscrever no link https://forms.gle/3qjDVA5G8hD18qm37 .

 

Confira a programação

8h – Acolhimento

8h30 – Cerimônia de abertura

9h – Oficinas nas salas

12h – Almoço e apresentação de mamulengos com Bagagem Cia de Bonecos

14h – Oficinas nas salas

 

SERVIÇO

Inscrições pelo link  https://forms.gle/3qjDVA5G8hD18qm37

Data: 31 de agosto

Horário: 8h às 17h

Local: CED Casa Grande

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