Ato político de abertura da Conape com marcha da educação

Dando início aos eventos do dia da II Conferência Nacional Popular de Educação (Conape), uma grande marcha pela educação tomou conta das ruas do bairro Tirol, em Natal (RN), na tarde desta sexta-feira (15/7).

Às 14:30, os(as) participantes da Conape se reuniram em frente ao Campus Natal-Central do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), no cruzamento das avenidas Salgado Filho e Nevaldo Rocha. Houve participação de orquestra de frevo e de grupo de Maracatu.

A delegação de Brasília esteve presente na marcha, que contou também com a participação do presidente licenciado da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, e do presidente em exercício da entidade, Roberto Leão.

Também participaram da marcha a governadora Fátima Bezerra e a ex-senadora pelo PT de Rondônia Fátima Cleide.

A caminhada seguiu até a Praça da Árvore, em Mirassol, onde ocorreu o ato político com apresentações culturais.

A II Conferência Nacional Popular de Educação – CONAPE 2022 acontece entre os dias 15 e 17 de julho, no Centro de Convenções de Natal. O evento tem objetivo a defesa do Plano Nacional de Educação (PNE), da agenda de instituição do Sistema Nacional de Educação (SNE), do Estado democrático de direito e dos direitos sociais.

O tema dessa edição é “Reconstruir o país: a retomada do Estado democrático de direito e a defesa da educação pública e popular, com gestão pública, gratuita, democrática, laica, inclusiva e de qualidade social para todos/as/es”, e como lema “Educação pública e popular se constrói com Democracia e Participação Social: nenhum direito a menos e em defesa do legado de Paulo Freire”.

Concurso público para professor em Goiás: 5.050 vagas

Começam dia 14 de agosto e vão até 12 de setembro as inscrições para o concurso público para professor do governo de Goiás. Os salários variam de R$ 1.971,69 a R$ 3.943,37, fora benefícios. O certame prevê o preenchimento de 5.050 vagas de professor nível III do quadro permanente do magistério da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

O processo seletivo ocorre em três etapas: prova de títulos classificatória e provas objetivas e provas discursivas, de caráter eliminatório e classificatório. A primeira fase do concurso será no dia 25 de setembro. Os aprovados já começam a trabalhar em 2023.

O concurso terá 10 vagas para professores(as) de línguas Indígenas (4 para Tapuia, 4 para Karajá e 2 para Xavante), 26 vagas para professores Quilombolas, 8 para instrutor de libras, 2 para instrutor de braile e 30 vagas para intérpretes de libras. Este será o maior concurso realizado na Educação nos últimos 12 anos em Goiás.

Embora a rede pública estadual de Goiás tenha 60% do quadro do magistério composto por profissionais efetivos e 40% por contratos temporários, os salários praticamente se equivalem, pois o último reajuste dos temporários foi de 119,34%.

A taxa de inscrição para o concurso é de R$ 100.

Todas as informações sobre o concurso estão disponíveis no site do Instituto Americano de Desenvolvimento – Iades, instituição responsável pela organização do certame.

 

 

 

MATÉRIA EM LIBRAS

Começou, nesta sexta (15), a ambientação virtual da pós-graduação do Sinpro

Começou nesta sexta-feira (15) a ambientação virtual do curso de pós-graduação “Educação Básica e Direitos Humanos na Perspectiva Internacional (EBDHI)”. Todos(as/es) os(as/es) cursistas, incluindo aí os(as/es) da segunda chamada, receberam por e-mail o aviso de que já começou a ambientação no espaço virtual SIGAA.

 

O Módulo 1 (“Trabalho, sociedade e educação básica na experiência internacional”) começa no dia 18 de julho. Ou seja, no dia 18 de julho estará disponível, no espaço virtual SIGAA, a liberação para leitura e atividade do Módulo 1. No dia 26 de julho, às 19h, será realizada a primeira aula virtual. O link de acesso para a primeira aula será enviado por e-mail e também estará disponível no SIGAA.

 

O Sinpro informa que no e-mail que o(a/e) cursista recebe tem as instruções de como que acessa o SIGAA. Confira a seguir o exemplo de mensagem que irá chegar por e-mail para os(as/es) inscritos(as/es) para acessar o SIGAA:

 

Mensagem:

 

Oi Ludmylla Anitta,

 

Uma nova conta foi criada para você em ‘Aprender 2’.

 

Os seus dados atuais para o login são:

usuário: SEQUÊNCIA DE 11 NÚMEROS

senha: SEQUÊNCIA DE 10 CARACTERES FORMADA POR LETRAS E NÚMEROS

(a primeira vez que você fizer o login será necessário alterar a senha)

 

Para começar a utilizar o ‘Aprender 2’, faça o login em https://aprender2.unb.br/login/?lang=pt_br

 

Na maior parte dos programas de e-mail a frase anterior aparece como um link azul que você pode clicar. Se este não é o seu caso, copie o endereço para a barra de endereços do seu navegador.

 

Saudações do administrador do ‘Aprender 2’,

 

Apoio CEAD

apoioaprender@ead.unb.br

 

 

Não recebeu o e-mail?

 

O Sinpro pede aos(às/es) inscritos(as/es) que não receberam nenhum e-mail para verificar na caixa de Spam. Se ainda assim não detectar nenhuma comunicação virtual do curso, enviar um email para apoioaprender@ead.unb.br solicitando suporte e apoio para que o fluxo de informações se normalize.

 

O curso

 

O curso de pós-graduação Educação Básica e Direitos Humanos na Perspectiva Internacional é uma parceria do Sinpro-DF com a Universidade de Brasília (UnB) e é composto por 6 módulos (disciplinas):

 

Módulo 1: Trabalho, sociedade e educação básica na experiência internacional

Módulo 2: Educação básica: boas práticas no mundo

Módulo 3: Metodologia de pesquisa: ação-reflexão-ação

Módulo 4: Organização sindical na educação básica: diferentes perspectivas

Módulo 5: Organismos internacionais, direitos humanos e educação básica do Brasil

Módulo 6: A relação educação básica e universidade em diferentes países

 

As disciplinas serão ministradas em 60 dias – dos quais, 45 para trabalhar os conteúdos, e os últimos 15 dias para a realização das atividades de avaliação da disciplina (prova e/ou trabalho final). A metodologia tem por base o conceito fundamentado na tríade: ação-reflexão-ação.

 

No fim do curso, os(as/es) cursistas deverão defender um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) perante uma banca. O TCC deverá ser orientado por um orientador com titulação mínima de mestrado, além de doutorandos(as) selecionados(as) em cursos com temáticas afins com a proposta.

 

Para mais informações sobre o curso e o cronograma, clique AQUI (https://ceam.unb.br/pos-graduacao/cursos-de-especializacao?layout=edit&id=127)

MATÉRIA EM LIBRAS

TV Sinpro apresenta estudo inédito sobre Atendimento Pedagógico Domiciliar

O TV Sinpro desta quarta-feira (20/7), às 19h, vai entrevistar a professora Helma Salla, autora de um estudo sobre Atendimento Pedagógico Domiciliar (APD) no Distrito Federal. Berenice Darc e Cláudio Antunes, diretora e diretor do Sinpro, vão entrevistá-la sobre as informações inéditas que ela descobriu durante sua pesquisa acadêmica para doutoramento. Os resultados desse levantamento estão sistematizados em sua tese, defendida no dia 12 de julho, na Universidade de Brasília (UnB).

Com o título “Os estudantes em situação de Atendimento Pedagógico Domiciliar: características individuais e os contextos familiares e escolares”, a tese apresenta um mapeamento recente e um diagnóstico novo da situação do Atendimento Pedagógico Domiciliar na rede pública de ensino do DF. Uma das conclusões dão conta de que o APD precisa de um diálogo social coletivo para que aconteça efetivamente. Helma verificou que é necessário construir uma rede de diálogo entre o Sinpro, as associações – como, por exemplo, a Associação dos Doentes Raros –, a Saúde, o Ministério Público ou o Poder Judiciário.

“Um diálogo que precisa ser edificado dentro e fora da escola para que se construa realmente uma rede que oferte a escolarização que o estudante em situação de Atendimento Pedagógico Domiciliar precisa. Esse sujeito precisa dessa escolarização. Mas, para que ela aconteça de forma efetiva, é necessário um diálogo entre todos esses entes”, afirma.

Professora da Secretaria de Estado da Educação do DF (SEE-DF) há 25 anos, Helma conta que, para viabilizar o estudo, definiu seis objetivos que viabilizaram a análise das características individuais, familiares e escolares dos(as) estudantes em situação de APD. A ideia era fazer um mapeamento. Para isso, ela conversou com as Coordenações Regionais de Ensino (CRE), pais, mães, professores, gestores, familiares, SEE-DF etc.

Nesse levantamento, ela descobriu que várias CRE colocaram em estado de Atendimento Pedagógico Domiciliar muitos estudantes que não o eram. Ao todo, foram listados 21 estudantes. Mas esse número caiu para nove. Uma das CRE confundiu Atendimento Pedagógico Domiciliar com homeschooling (educação domiciliar). “O meu estudo não tem nada que ver com homeschooling”, avisa.

O TV Sinpro vai ao ar ao vivo nesta quarta-feira (6/7), excepcionalmente às 16h, na TV Comunitária e no Youtube e no Facebook do Sinpro-DF. Assista e participe! A nossa participação é a força da nossa luta!

Helma Salla

Helma Salla é professora da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF) há 25 anos. Ela é doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Educação – PPGE da Faculdade de Educação – Universidade de Brasília, inserida na linha de pesquisa Educação em Ciências e Matemática  ECMA, tendo como orientador o Prof. Dr. Geraldo Eustáquio Moreira. Desenvolveu o projeto/pesquisa “Os estudantes em situação de Atendimento Pedagógico Domiciliar: características individuais e os contextos familiares e escolares”. Mestre em Ensino de Ciências, pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu, nível Mestrado Profissional em Ensino de Ciências (PPGEC), na Universidade Estadual de Goiás (2017). Concluiu, em 2005, especialização em Química, pela Universidade Federal de Lavras. Graduada em Química (Licenciatura) pela Universidade Federal de Goiás (1997). Desde 1997 é professora da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF). Membro do grupo de pesquisa Dzeta Investigações em Educação Matemática; ajudando em pesquisas relacionadas ao ensino e aprendizagem de Matemática, assentados nos pressupostos teóricos e metodológicos da Educação Matemática Inclusiva. A pesquisadora tem como área de interesse: Educação Inclusiva, Ensino de Química e de Ciências com enfoque em Ciência-Tecnologia-Sociedade-Ambiente (CTSA), Alfabetização Científica, EJA, EJA Inclusiva, Atendimento Pedagógico Domiciliar (APD), Classe Hospitalar (CH), Educação Hospitalar (EH), Educação Matemática Inclusiva e formação de professores.

 

Concessão de aptidão: hoje é o último dia

Atenção! Os(as) servidores(as) matriculados(as) que pretendem se inscrever no processo de concessão da Declaração de Aptidão tem até as 23:59 de hoje, quinta-feira 14 de julho, para fazê-lo.

O servidor deverá acessar este link aqui, seguir as orientações para a realização do cadastro e, depois, efetivar a inscrição na(s) aptidão(ões) desejada(s). No ato da inscrição, o servidor deverá preencher corretamente seus dados e demais informações solicitadas, pelos quais é totalmente responsável.

De acordo com as informações da circular nº 65/2022 da SEE/SUBIN, será permitida uma única inscrição por matrícula do servidor, com a possibilidade de escolher até 3 (três) áreas para concessão da Declaração de Aptidão.

Para cada área pleiteada, no ato da inscrição, deverão ser anexadas as cópias legíveis, frente e verso, de toda a documentação exigida.

Quem atuou até o ano de 2020 e não possui a aptidão cadastrada no SIGEP deverá anexar, no ato da inscrição, a Declaração de Atuação, assinada por um membro da equipe gestora da Unidade Escolar, além dos demais certificados de cursos e documentos exigidos para cada área pleiteada, passar pela fase de análise documental, ficando dispensado da etapa de entrevista com banca examinadora. Excetuam-se os casos em que o servidor atuou na Escola Bilíngue Libras/Português Escrito, o qual deverá ser submetido, obrigatoriamente, ao procedimento de concessão da Declaração de Aptidão.

É importante lembrar que hoje é o último dia em que apenas a apresentação da declaração de atuação será suficiente para cadastrar no Sigep a aptidão do servidor. A partir do ano que vem, todas as concessões de aptidão passarão por entrevista e inscrição para entrevista.

‘Os desafios da Educação Pública na América Latina’ é tema de debate na II Conape

2022 07 13 nota conape autogestionada

 

‘Os desafios da Educação na América Latina’ é tema da atividade autogestionada que a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) vai realizar no segundo dia da II Conape, no dia 16, a partir das 11h30, na SALA 1 PLENÁRIA NISIA FLORESTA 1.

A II Conferência Nacional Popular de Educação (Conape) vai acontecer nos próximos dias 15, 16 e 17 julho [veja a programação completa]. O evento acontece na capital do Rio Grande do Norte (RN), em Natal, no Centro de Convenções.

A secretária de Relações Internacionais na Federação Nacional dos Docentes Universitários (CONADU), Yamlle Socolovski, o coordenador Regional Principal da Internacional da Educação na América Latina, Combertty Rodriguez e o secretário de Relações Internacionais na Confederação de Trabalhadores da Educação na República Argentina (CTERA Argentina), Eduardo Pereyra, vão contribuir com o debate sobre a educação pública brasileira.

Mais 13 atividades autogestionadas acontecerão no dia 16. Temas como “Raízes se formam no campo – Educação Pública e do Campo é um direito nosso”, “Adequação de Planos de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para os Profissionais da Educação no âmbito do Novo Fundeb” e “a regulamentação da educação privada” também serão debatidos durante o dia 16 [veja todas as atividades autogestionadas].

Sobre a Conape
Organizada pelo Fórum Nacional Popular da Educação (FNPE), a II Conape tem como lema “Educação pública e popular se constrói com democracia e participação social: nenhum direito a menos e em defesa do legado de Paulo Freire” e registrou cerca de 70% das inscrições de mulheres.

Foram mais de 360 trabalhos inscritos, de todo o país, nas sessões de comunicação oral da conferência, sendo 260 aprovados para apresentação na Etapa Nacional. Cerca de 159 participantes deverão apresentar seus trabalhos presencialmente e, 101, de forma virtual [veja mais números da Conape].

FNPE decidiu convocar a Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE 2018) como forma de organizar e manter a mobilização em torno da defesa do Plano Nacional de Educação (PNE), da necessidade de monitoramento das metas e da análise crítica das medidas que tem inviabilizado a efetivação do Plano. O então presidente Michel Temer (MDB), junto com seu Ministro da Educação José Mendonça Filho, atacou a independência do setor educacional brasileiro e expulsou inúmeras entidades do campo da educação que mantinham assento no Fórum Nacional de Educação (FNE).

O Fórum Nacional Popular da Educação (FNPE), que agrega mais de 40 entidades do campo educacional – entre eles sindicados, confederações e movimentos sociais em defesa da educação – promove a segunda edição da CONAPE e tem como objetivo dialogar a fim de contribuir na melhoria da educação brasileira.

SERVIÇO
Atividade autogestionada organizada pela CNTE: ‘Os desafios da Educação na América Latina’
Local: SALA 1 PLENÁRIA NISIA FLORESTA 1
Horário: A partir das 11h30

PROGRAMAÇÃO
Programação Completa você acessa aqui.

TV Sinpro apresenta Ponto de Apoio ao Trabalhador e discute precarização

O TV Sinpro dessa quarta-feira (13/7) apresentou o Ponto de Apoio ao Trabalhador, inaugurado pela CUT DF, no Setor Hoteleiro Sul, centro de Brasília. Na ocasião, as diretoras do sindicato, Letícia Montandon e Carolina Moniz, entrevistaram o entregador de aplicativo Alessandro Sorriso Conceição e Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT-DF.

O Ponto de Apoio ao Trabalhador foi inaugurado pela CUT-DF na Galeria do Hotel Nacional (https://df.cut.org.br/noticias/solidariedade-na-pratica-cut-inaugura-ponto-de-apoio-ao-trabalhador-no-df-c6e4), na sexta-feira (8/7), para ser o abrigo dos(as) trabalhadores(as) que atuam, sobretudo, em aplicativos. Trata-se de um local com uma estrutura mínima para amenizar a precarização do trabalho a que esses profissionais estão submetidos.

O TV Sinpro dessa quarta teve como cenário o Ponto de Apoio e apresentou o tema da precarização, uma palavra importante no vocabulário atual porque é ela que descreve em todos os sentidos o que está acontecendo hoje no mundo e no mercado de trabalho. Precarização significa, dentre outras coisas, a perda de direitos trabalhistas.

Confira no link o programa que foi ao ar nessa quarta-feira (13/7).

 

https://youtu.be/Xso9h9X4Gmc

Professor Sergio Rubens Ribeiro lança Densidade Crescente na Casinha de Sapê nesta quinta-feira

O professor Sergio Rubens Ribeiro lança seu livro de estreia, Densidade Crescente na Casinha de Sapê, amanhã, no Feitiço das Artes (CLN 306) a partir das 18h.

Publicado pela editora Uiclap, o livro tem 112 páginas de mensagens poéticas, algumas curtas, outras longas, algumas com pequenas rimas, trocadilhos e outras apenas pesando o senso crítico, com algumas abstrações, valorizando palavras mais sonoras, tentando sair de atmosferas reais a fictícias, nesse caso mais plásticas, tocando a sensibilidade, não a lógica.

Na noite de autógrafos haverá ainda um show da banda Groove80+.

 

Serviço:

Noite de Autógrafos

Sérgio Rubens Ribeiro

Densidade Crescente na Casinha de Sapê

Feitiço das Artes: CLN 306

Data e hora: 14/7 às 18h

Webinários Gpdes/UnB abordam as possibilidades decolonizadoras e transgressivas das artes

O Grupo Educação Saberes e Decolonialidades (Gpdes/UnB) vai realizar dois webnários no dia 27 de julho, um às 10 horas e outro às 17 horas. Serão duas transmissões ao vivo e gratuita pelo YouTube, com emissão de certificado para ouvintes.

Os eventos reúnem artistas pesquisadores com diferentes trajetórias para conversar sobre como suas ações artísticas tem um potencial de decolonização de corpos, mentes e práticas.

Quando a arte decoloniza o mundo – 27/07 às 10:00

Andréa Nascimento é historiadora e pesquisadora há 21 anos da trajetória social do multiartista e pai de santo Joãozinho da Goméia.

Laurene Ataide é socióloga, paraense, guardiã do Cordão de Pássaro Colibri de Outeiro. Trabalha com projetos de criação, revitalização e resgate da manifestação da Cultura Popular dos Pássaros Juninos do Pará.

Meimei Bastos é autora do livro “Um verso e mei”, educadora, atriz, coordenadora do Campeonato de Poesia Falada do DF e Entorno e do Slam Q’brada. Atua em diversos movimentos sociais, promovendo eventos especialmente direcionados à população negra e periférica.

Mediador/debatedor:

Lurian Lima é professor de História da Música, doutor em História na Universidade Federal Fluminense (UFF), integrante dos grupos CULTNA/LABHOI (UFF), GTEP/ANPUH.

 

 

Corpos Transgressivos – 27/07 às 17:00

Auá Mendes é indígena do Povo Mura, Artista, Manauara do Amazonas, formada em Tecnologia em Design Gráfico pela FAMETRO. Atualmente é mestranda profissional em Design pela UFAM. Designer gráfica, ilustradora e grafiteira.

Estela Lapponi é performer e videoartista paulistana. Tem como foco de investigação artística o discurso do corpo com deficiência, a prática performativa e relacional e o trânsito entre as linguagens visuais e cênicas. Desde 2009 realiza práticas investigativas a partir do conceito que criou: Corpo Intruso e sua performatividade Zuleika Brit.

Jussara Belchior é bailarina gorda. Trabalha também como diretora, coreógrafa e pesquisadora de práticas e escritas em dança contemporânea. Doutoranda pelo PPGT – UDESC (bolsista CAPES).

Marcelo Ubuntu é ator e performer. Doutorando em Artes Cênicas na UNIRIO. Pesquisa as artes cênicas das/nas margens como o teatro na prisão, teatro na/de rua e comunidades, as interfaces do hiv-aids na cena, Performance e poéticas do cuidado.

Mediadora/debatedora: Juliana Liconti é doutoranda em artes cênicas na UNIRIO e investiga pedagogias performativas, que são práticas que conjugam teoria e prática, forma e conteúdo, arte e vida, estética e política a fim de desestabilizar normatividades sociais.

Para mais informções, acompanhe as redes sociais do Gpdes/UnB

Unidade na luta: trabalhadores e trabalhadoras defendem a Petrobras para o povo brasileiro

Nesta terça (12), trabalhadoras e trabalhadores promoveram o “Ato Nacional em Defesa do Pré-Sal para a Educação” no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados em Brasília (DF). Ao longo do protesto, dirigentes e parlamentares alertaram sobre os problemas do Projeto de Lei 1.583/2022 do presidente Jair Bolsonaro (PL), que privatiza áreas do pré-sal e tira dinheiro da educação e saúde. A mobilização foi promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), com a Fedaração Única dos Petroleiros (FUP) e outras entidades, dentre os quais o Sinpro-DF.

Estamos aqui para dizer ao Congresso Nacional que não vote esse PL, [1.583/2022] que foi enviado pelo governo Bolsonaro, que trata da questão do pré-sal. É um assalto, é um roubo a nossa soberania, é a entrega de bandeja o que resta de exploração de pré-sal às petroleiras internacionais e ainda nega a participação das empresas brasileiras no processo de venda”, avalia o presidente interino da CNTE, Roberto Leão.

O professor Leão acrescenta que o governo quer vender áreas de exploração por um preço muito abaixo dos interesses da Petrobras, o que prejudica a população: “Ele propõe o fim do Fundo Social e e deste fundo sai uma parcela significativa do investimento para a educação pública brasileira e para a saúde. É bom que fique claro, não é so a educação, mas a saúde também será afetada. Duas políticas públicas tremendamente necessárias para a vida com diginidade do povo brasileiro”.

A secretária de combate ao racismo da CNTE, Ieda Leal, esteve presente no evento e reforçou: “Nós queremos que nosso país de fato seja resgatado das mãos dessas pessoas que tanto querem destruir o país. CNTE, CUT, FUP, movimento negro, nós nos organizamos para defender a Petrobras porque ela é nossa e vamos continuar lutando para que o pré-sal seja de fato um investimento na nossa educação e na nossa saúde”.

A secretária de organização da CNTE, Marilda de Abreu, também participou do ato: “Estamos hoje aqui em Brasília para defender a soberania nacional da Petrobras porque isso vai impactar diretamente na vida dos profissionais da educação. É de suma importância a não venda da Petrobras para a nossa situação nacional dos trabalhadores em educação. A luta não acaba e nós continuamos a luta porque o projeto caminha na Câmara Federal e nós precisamos barrar. É a nossa cidadania e a nossa dignidade que estão em jogo”.

Saiba mais sobre o PL 1.583/2022

Caso seja aprovado, o projeto de lei de Bolsonaro (PL 1.583/2022) vai acabar com o Fundo Social, criado em 2010 pelo governo da presidenta Dilma Rousseff (PT), que é um fundo soberano destinado a receber a parcela dos recursos do pré-sal que cabem ao governo federal, como royalties e participações especiais.

Pelo projeto, o governo pretende antecipar a venda de toda a sua participação em áreas ainda não licitadas no Pré-sal ao valor de R$ 398 bilhões, e sem a participação das empresas públicas nacionais, exatamente num momento de alta nos preços dos combustíveis que não será devidamente contabilizada nesta operação de lesa-pátria.

Mas a proposta do governo não para por aí. O projeto também prevê acabar com a vinculação do Fundo Social do Pré-sal para as áreas sociais de educação, saúde, ciência e tecnologia, cultura, esporte, meio ambiente, retirando, nesta única operação, quase R$ 200 bilhões apenas da educação.

“Nós queremos que o Congresso Nacional preste muita atenção no que vai votar. É contra os interesses do país e contra os interesses do povo brasileiro votar o projeto de Bolsonaro. Essa luta não se encerra aqui, ela continua e vamos lutar com todas as energias para que esse projeto não ande. Parlamentares que votam contra os interesses do povo não merecem o voto da população. Vamos cobrar nas urnas!”, finalizou o presidente interino da CNTE, Roberto Leão.

(Com informações do site da CNTE)
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