Nota de Pesar – Mayara da Silva Souza

É com grande tristeza e pesar que o Sinpro informa o falecimento de Mayara da Silva Souza, professora de Atividades da Escola Classe 100 de Santa Maria. A professora atuava na Sala de Recursos Generalistas e faleceu aos 34 anos, na terça-feira (5/7), em casa. O velório foi realizado no Templo Ecumênico do Cemitério do Gama na manhã de quinta-feira (7/7).

 

Nas redes sociais da EC 100 de Santa Maria, a direção da escola, colegas e amigos(as) lamentaram a morte de Mayara com mensagens de carinho e solidariedade à família. Querida por todos e todas, a diretoria informou que o falecimento da professora. “Com imenso pesar comunicamos o falecimento da professora da Sala de Recursos, Mayara, sua partida precoce deixou um vazio enorme. Agradecemos pelo trabalho prestado com dedicação, nos solidarizamos com a família nesse momento de dor!”

 

O Sinpro-DF lamenta a perda da professora Mayara e presta toda solidariedade aos familiares e amigos neste momento de dor.

Nova diretoria do Sinpro toma posse no segundo dia do 12º CTE

Na noite de sexta-feira, 8 de julho, final do segundo dia do 12º CTE, a nova diretoria do Sinpro tomou posse para o triênio 2022-2025.

Diversas entidades do movimento sindical e social estiveram presentes: Antônio Lisboa, representando a CUT nacional; Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT-DF; Roberto Leão, presidente da CNTE; Olgamir Amância Ferreira, representando o Fórum Nacional Popular de Educação; Flauzino Antunes, representando a CTB; Denivaldo Alves representando o SAE; e Marcilon Duarte, representando a Intersindical. Além das entidades, também compôs a mesa o deputado distrital Chico Vigilante, representando a Câmara Legislativa do Distrito Federal; e o ex-presidente da CUT-DF, um dos fundadores da central, atualmente presidindo o PT-DF, Jacy Afonso.

Completaram a mesa Rosilene Corrêa, que falou em nome da gestão que se encerra, e Luciana Custódio, pela nova diretoria. “Sejam ousados, enfrentem a realidade que se impõe a cada dia!”, saudou Antônio Lisboa em nome da CUT nacional, e sintetizando as esperanças de todas e todos os presentes.

Rosilene Corrêa, que deixa a diretoria do Sinpro, foi presenteada com uma placa em sua homenagem. Ao despedir-se, ela falou dos demais colegas que deixam a diretoria, de sua experiência na entidade e da esperança no que virá. “Sinto muita gratidão à minha categoria por essa responsabilidade enorme que me confiou e por esse orgulho imenso que sinto por tê-la representado todos esses anos”, disse ela, emocionada. “Continuarei firme na defesa da educação pública!”, garantiu.

O presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, que presidiu a comissão eleitoral que conduziu as eleições do Sinpro, deu posse à nova diretoria. “Muita luta e muita solidariedade para derrotar o ódio organizado”, desejou Rodrigo.

Em nome da nova diretoria, Luciana Custódio agradeceu a professores(as) e orientadores(as) educacionais pela confiança na chapa 1. “Desejo que a gente tenha muita saúde, muita força, muita fé, que a gente se cuide e que sejamos acolhedores uns com os outros”, disse ela para seus companheiros de gestão. “Tomamos posse em um ano emblemático. Temos grandes tarefas, combater a fome, o fundamentalismo, o autoritarismo. Defender a educação!”, finalizou Luciana.

Assista abaixo o vídeo-homenagem aos diretores e diretoras da gestão que se encerra que agora deixam o Sinpro.

12º CTE

O 12º Congresso de Trabalhadores(as) em Educação continua nesta sexta (8) e sábado (9). Nesta edição, o lema do Congresso é “Um outro Brasil é possível”, e os eixos de debate serão fundamentados nos seguintes temas: conjunturas internacional, nacional e local; defesa da educação pública, gratuita, de qualidade, laica e socialmente referenciada; organização e estrutura sindical; e Plano de Lutas para o próximo período.

Saiba mais sobre o 12º CTE clicando AQUI.

A necessidade de se revogarem as políticas de destruição da educação

A segunda mesa desta sexta-feira, 08, segundo dia do 12º CTE, debateu os desafios da educação pública. Os palestrantes, professor Carlos Abicalil, ex-presidente da CNTE e ex-deputado federal, e Edileuza Fernandes, doutora em Educação pela UnB e professora aposentada da Secretaria de Educação, falaram sobre a importância de resistir e de reverter o projeto de destruição em curso no Brasil e no DF.

Primeiro a falar, Abicalil lembrou que a ex-presidenta Dilma Rousseff, ao sofrer o impeachment que a tirou do governo, afirmou que aquele era apenas o início de um processo que se aprofundaria. Passados seis anos do golpe, e ao quarto ano do governo diretamente produzido por ele, é possível confirmar que a crise econômica, a crise democrática e a crise civilizatória que enfrentamos hoje é consequência daquele movimento concebido e encaminhado pela elite brasileira para interromper uma caminhada de ampliação de direitos sociais e parâmetros democráticos.

O ex-deputado destacou que a realidade hoje é a da fome, da miséria e uma brutal concentração de renda. Sustentando a crise econômica, há um cenário de perseguição política, guerra cultural, apropriação privada do Estado e, em especial, a mentira como estratégia de comunicação, de disputa ideológica e de propaganda.

Para Abicalil, o governo da família Bolsonaro anunciou e promoveu uma verdadeira faxina ideológica. Na Educação, essa orientação é nítida: a direção de estruturas importantes no MEC, Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e outros órgãos está sob comando de militares ou líderes evangélicos neopentecostais alinhados com a família do presidente.

A tal faxina ideológica foi encaminhada também através da interdição do Plano Nacional de Educação e da censura ao ENEM – o governo alardeia que o exame deve ser técnico, e por técnico entende-se não abordar a ditadura militar ou questões relativas a gênero e diversidade, por exemplo.

Abicalil considera que Bolsonaro, e antes dele, também Michel Temer, assumiram a missão de desconstruir. A destruição deflagrada pelo golpe de 2016 resultou na emenda constitucional 95 (a “PEC do fim do mundo”); que segue se desenvolvendo em outras iniciativas, como a emenda 109, que congela as carreiras.

“Agora temos oportunidade de semear esperança, qualificar o diálogo, mobilizar forças sociais”, destacou o palestrante, apontando que colocar um fim nesse projeto de destruição é uma tarefa central.

Revogar as políticas de destruição

A professora Edileuza Fernandes iniciou sua fala ressaltando o alinhamento político, ideológico e de concepção de educação entre Bolsonaro e Ibaneis. Ambos os governos, de forma articulada, propõem, encampam e encaminham projetos e reformas que reforçam o ataque à educação pública e aos direitos de crianças e jovens.

São fartas as ações de desmonte: enfraquecimento da gestão democrática, militarização, ensino domiciliar, reforma do ensino médio, além das iniciativas de mordaça, que sempre estão rondando a atividade dos professores e professoras em salas de aula. “Não é por acaso, é um projeto”, enfatizou Edileuza. “Na Educação, a boiada está sendo passada”, completou, em referência à revoltante fala do ex-ministro Ricardo Salles no início da pandemia da Covid-19 no Brasil.

A professora observou que o discurso de desqualificação da escola pública e de seus profissionais vem recrudescendo desde o golpe. Assim, os setores ultraconservadores buscam abrir espaço para interferir na organização e nos conteúdos da escola.

Edileuza dedicou sua explanação a aprofundar temas caros à categoria no Distrito Federal, entre eles, a defesa da gestão democrática, da qual a eleição dos diretores – ela destacou – é apenas um dos itens. A militarização de escolas públicas, que fortalece a lógica do vigiar e punir para a educação, e que precisa ser combatida com prioridade.

Sobre a contrarreforma do ensino médio, como ela nomeou, a professora destacou que, entre outros graves problemas, são propostos itinerários formativos que as escolas não têm como operacionalizar, menos ainda num cenário em que não receberam nenhum incremento em estrutura. “Não tem como remendar, tem que revogar”, disse ela.

A palestrante também abordou a centralidade de se assegurar o acesso à educação e permanência com qualidade. “A evasão tem crescido”, ela apontou, destacando que a realidade das famílias mais pobres tem levado muitos jovens a deixarem a escola para assumir postos de trabalho precários.

Por fim, Edileuza também falou das propostas de educação domiciliar. “Que tipo de cidadão o homeschooling vai formar?”, questionou ela, destacando que quem defende tal proposta é a elite, e que os sérios impactos que ela teria sobre a educação das crianças e sobre a carreira do Magistério.

Edileuza finalizou sua com a importância da unidade para derrotar o conservadorismo e o autoritarismo que hoje prevalecem no Congresso Nacional, para que seja possível revogar todas essas políticas nocivas para a educação e para os direitos da população.

Assista o debate na íntegra:

12º CTE

O 12º Congresso de Trabalhadores(as) em Educação continua nesta sexta (8) e sábado (9). Nesta edição, o lema do Congresso é “Um outro Brasil é possível”, e os eixos de debate serão fundamentados nos seguintes temas: conjunturas internacional, nacional e local; defesa da educação pública, gratuita, de qualidade, laica e socialmente referenciada; organização e estrutura sindical; e Plano de Lutas para o próximo período.

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“As eleições de 2022 serão as eleições de nossas vidas”, dizem palestrantes

O título da matéria resume a análise de conjuntura realizada no segundo dia do 12º Congresso de Trabalhadoras/es em Educação (CTE). A primeira mesa, coordenada pelos diretores do Sinpro-DF, Berenice Darc e Fernando Reis, começou com uma profunda análise de conjuntura local, nacional e internacional, apontando soluções para resgatar o Brasil sequestrado pelo fascismo.

A Mesa de Análise de Conjuntura Internacional, Nacional e Local contou com a participação dos palestrantes Antônio de Lisboa Amâncio Vale, secretário de Relações Internacionais da Central Única dos Trabalhadores Brasil (CUT Brasil) e conselheiro representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Organização Internacional do Trabalho (OIT); Ana Prestes, socióloga, cientista política e analista internacional; e Gabriel Magno, professor de física da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF), ex-dirigente do Sinpro-DF e dirigente licenciado da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Os três palestrantes apontaram a solução para o Brasil: eleger Luiz Inácio Lula da Silva a presidente da República no primeiro turno; exigir o respeito ao processo eleitoral; e garantir a posse de Lula em janeiro de 2023. Ou seja, evitar a materialização do novo golpe de Estado em curso, que visa a impedir a eleição de Lula e a retomada do desenvolvimento e do crescimento do Brasil. 

Além de destacarem a importância de se eleger Lula presidente no primeiro turno, os três expositores disseram que, mais do que isso, a população terá de ajudá-lo a governar. Observaram que não vai ser fácil governar sem o apoio popular e alertaram para fato de que também não será fácil retirar o Brasil de onde ele foi jogado pelos governos do golpe de Estado de 2016: no fundo do poço, numa situação em que o País está com sua soberania gravemente ferida, numa situação em que o Brasil perdeu credenciais externas, como credibilidade e até confiança para que outras nações o ajudem a crescer e a sair deste lugar de pária do mundo.

Conjuntura internacional

Lisboa, Prestes e Magno foram unânimes em afirmar sobre o andamento deste golpe de Estado, que visa a sequestrar as eleições de 2022 e alertam para o fato de que o golpe só será concretizado se não houver uma força maior, representada pelo povo, capaz de impedir essa escalada de assaltos contra o Brasil e à população.

Antônio de Lisboa foi o primeiro a falar e, segundo sua análise da situação conjuntural do mundo, é importante a todos e todas estarem atentos e atentas para o fato de que o avanço do fascismo é real e está presente no mundo inteiro. Ele avalia também que esse avanço do fascismo tem um pouco de responsabilidade de todos e todas. Segundo ele, começa a viver uma segunda fase da crise com a guerra da Otan e Ucrância contra a Rússia. “É preciso observar que essa crise não começou hoje. Ela vem desde 2013”, afirmou.

“O Fórum de Davos criou o movimento chamado “A grande retomada”. Trata-se do aprofundamento da retirada de mais direitos da classe trabalhadora, mais concentração de renda e mais financeirização das economias. Nesse cenário, a eleição brasileira é a mais importante do mundo. A eleição brasileira é a eleição do ano para o mundo. Todo o campo popular e democrático do planeta está preocupado com as eleições do Brasil”, informou o secretário da CUT Brasil.

Ele ressaltou que mais de 80% dos Produtos Internos Brutos (PIB) dos países estão, atualmente, destinados à especulação financeira e à especulação imobiliária, ou seja, à concentração de renda e de terras, de territórios, em mãos de poucos; e 18% está destinado à produção e à população mundial. “Esse quadro não começou com a pandemia da covid-19. Esse mundo desigual em que os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres começou antes da pandemia. Em 2018, já era bem visível a polarização também das regiões do mundo: os países do norte mais ricos e os países do sul mais pobres e desindustrializados”, disse.

Também lembrou que, antes de 2019, 10% dos países ricos do norte concentram as riquezas do planeta, têm maior uso das tecnologias, vivem a quarta revolução industrial e o mundo assiste, juntamente com isso, a uma escalada do aumento da extrema direita. “Antes de 2019, a riqueza global já estava sendo concentrada no hemisfério norte. Com a pandemia da covid-19, os setores das tecnologias e farmacêuticos foram os que mais concentraram renda, os Estados aceleraram a financeirização da produção de remédios e das vacinas. Ou seja, as vacinas e os remédios que são uma conquista da humanidade foram sequestrados e transformados em commodities”.

Segundo Lisboa, “o Brasil é o grande centro da disputa geopolítica mundial e as eleições deste ano serão as mais importantes do mundo”.

Conjuntura nacional e América Latina

Ana Prestes fez uma análise da situação da América Latina, mas, antes, observou que a nazificação da Ucrânia foi construída pelos EUA e pelos países ricos da Europa, que criaram todas as condições para a atual guerra acontecer. “EUA e Europa não respeitaram nem cumpriram o acordo de Minsk (ou protocolo de Minsk), assinado pela Ucrânia, Rússia, LPR e pela DPR (Donetsk People’s Republic)”, disse. Ela fala situação política e econômica da América Latina e da retomada das gestões democráticas, com eleição de presidentes de esquerda em quase todos os países da América do Sul e Central. Até a Colômbia, que nunca teve presidente da esquerda e é considerada colônia e preposto dos EUA na América do Sul, pela primeira vez na história, elegeu, este ano, um presidente de esquerda, que não assassinado.

“Considero que a Colômbia e o Brasil são as grandes eleições deste ano na América Latina em que a gente vai retomando as condições para reequilibrar essa balança de forças na nossa América Latina e o Brasil está completamente envolvido nessa conjuntura. A América Latina e do Sul dependem muito desta eleição brasileira. 2022 é o ano das eleições das nossas vidas porque enquanto o mundo mudava e a gente enfrentava a maior pandemia do século, o Brasil sucumbiu às forças das trevas, protofascistas, reacionárias, do atraso que estão deixando um legado de um país desindustrializado, na fome”, avalia Prestes.

A socióloga alertou para o fato de que não será fácil ganhar esta eleição. “Eles não vão entregar o governo fácil. Não é menor. A pressão que está sendo feita para a militarização do nosso processo eleitoral. Eles querem colocar os militares dentro do Tribunal Superior Eleitoral e apurem os votos, eles querem que os militares declarem o resultado. Não vamos subestimar. Isso foi feito na Bolívia em 2019. A força da participação popular da Bolívia salvou o país do golpe porque ali foi dado um golpe neste estilo. Não existia esse tipo de milícia e apareceu no golpe de 2019 na Bolívia. O Brasil hoje é um país de milícias. Não vamos subestimar essas operações que têm o apoio e protagonismo da OEA. A nossa luta é dupla: garantir a eleição no primeiro turno e a posse de Lula”, alertou.

Conjuntura local

Na conjuntura local, o professor e liderança sindical licenciada da CNTE, Gabriel Magno, fez uma análise local, mostrando o quanto o Distrito Federal e a categoria docente da capital do País têm levado prejuízos com a gestão do político Ibaneis Rocha (MDB) pelo fato de ele ser aliado ao governo neoliberal e fascista de Jair Bolsonaro (PL).

“Temos enormes desafios e 84 dias decisivos”, disse Magno em sua análise local de conjuntura. Ele observou que a primeira coisa que Ibaneis fez no campo da educação, quando assumiu o governo, foi militarizar 17 escolas públicas. “A primeira coisa que ele fez foi militarizar 17 escolas públicas, enfraquecimento da gestão democrática e perseguição à liberdade de cátedra e a professores e professora. Hoje ele atua na despolitização do processo eleitoral de 2022. O que Bolsonaro fez no Brasil, Ibaneis faz no Distrito Federal”, afirma.

O resultado disso, segundo ele, é a capital do País com mais de 300 mil pessoas vivendo na fome e 260 mil brasilienses nas filas dos CRAS (Centros de Referência de Assistência Social), uma das principais políticas públicas de distribuição de renda que foi, criminosamente, desmontada pelo governo Ibaneis. O desmonte do serviço social no Governo do Distrito Federal é uma vergonha.

Gabriel Magno também observou o desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS), às insistentes infrações à Lei 8080/1990, com a privatização inconstitucional da saúde pública por meio do IGES, que transformou a saúde no caos e na falta de assistência médica aos brasilienses. Também mencionou o caos na cultura e que iniciou o seu mandato na área cultural não garantindo o primeiro edital da FAC no seu governo. “Ele foi desfinanciando os setores e tudo isso foi passando na Câmara Legislativa do Distrito Federal e drenando dinheiro público para os seus próprios amigos”.

Confira no site vídeo com a Mesa Análise de Conjuntura Internacional, Nacional e Local do 12º Congresso de Trabalhadoras/es em Educação

COM MAIS DE 60 MILHÕES SEM ACESSO À COMIDA, BRASIL VOLTA AO MAPA DA FOME, DIZ FAO

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgou, nessa quarta-feira (6), um levantamento em que o Brasil aparece de volta ao Mapa da Fome com 61 milhões enfrentam dificuldades para conseguir comida.

Na avaliação de Daniel Balaban, diretor do Programa de Alimentos da ONU no Brasil, a situação começou a piorar muito antes da pandemia da covid-19. “A pandemia não é a maior culpada pelo Brasil estar de volta a esses números extremamente altos de pessoas com fome. O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Essa população precisa do apoio de políticas públicas para ser incluída na cidadania, incluída na sociedade. Fazer com que as pessoas possam produzir, possam participar, colocar pequenos negócios, possam ter hoje uma formação educacional diferenciada, uma formação profissional diferenciada”.

Em 2015, o Brasil tinha conseguido sair da classificação, que representa uma situação grave. Mas pelos números divulgados agora, desde 2018, o País está de volta ao Mapa da Fome. Segundo a classificação da entidade, um país entra no Mapa quando 2,5% da população enfrenta falta crônica de alimentos. O Brasil atingiu a fome crônica em 2022 com 4,1% da população sem acesso à comida.

Rafael Zavala, outro representante da FAO no Brasil, afirma que é preciso o governo federal investir nas políticas públicas que solucionavam e combatiam a fome na década passada, quando o Brasil saiu do Mapa da Fome. “A fome é uma tarefa de todos, mas também temos de gerar um esquema de diminuir riscos. Como? Se as políticas públicas estão dirigidas a fomentar a criação de empregos remunerados que gerem renda para as famílias, uma grande tarefa é investir para criar empregos e gerar estabilidade econômica na sociedade”.

O documento mostra que o número de pessoas que lidaram com algum tipo de insegurança alimentar foi de 61,3 milhões, número alarmante considerando que a população brasileira é estimada em 213,3 milhões.

 

Clique aqui e confira a matéria do Correio Braziliense

 

Diretoria eleita do Sinpro para o triênio 2022-2025 toma posse nesta sexta (8)

A nova diretoria colegiada do Sinpro-DF, eleita para o triênio (2022-2025), tomará posse nesta sexta-feira (8), no Auditório Planalto, do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, durante o 12º Congresso de Trabalhadoras/es em Educação. A cerimônia começará às 19h30. O convite é individual e a posse será transmitida pelo canal YouTube e pelas redes sociais do Sinpro-DF.

 

Aposentados(as) e pensionistas de julho já podem fazer a Prova de Vida de forma presencial ou online

Começa nesta sexta-feira, 1º de julho, o período para fazer o Recadastramento/Prova de vida dos(as) professores(as), orientadores(as) educacionais aposentados(as) e pensionistas que fazem aniversário no mês de julho. A partir de agora este grupo poderá realizar o procedimento de forma on-line, por meio de aplicativo que já está disponível nas lojas da iOS e Android. O aplicativo Prova de Vida GDF chega para trazer agilidade no atendimento e comodidade ao(à) beneficiário(a).

Para realizar a prova de vida por meio digital, os(as) aposentados(as) e pensionistas precisam baixar o aplicativo Prova de Vida GDF (veja os links no final da matéria), inserir o CPF e confirmar alguns dados. Após essa etapa, serão solicitadas a captura do documento do(a) beneficiário(a) e uma foto selfie, com boa qualidade, tirada em ambiente bem-iluminado. Para finalizar, o(a) usuário(a) deve informar endereço, telefone celular e e-mail. Após preencher e enviar todas as informações, os(as) aposentados(as) receberão um e-mail com a confirmação do resultado da prova de vida.

A prova de vida é a comprovação anual obrigatória e necessária para o pagamento regular de aposentadorias e pensões. Ela havia sido suspensa em março de 2020, como forma de evitar aglomeração e impedir o avanço da contaminação da Covid-19. Agora, com a melhora nos números sobre infecção e morte decorrentes da doença, o procedimento voltará a ser obrigatório, e deve ser realizado sempre no mês de aniversário do(a) servidor(a) aposentado(a) ou pensionista.

Para a coordenadora da Secretaria de Assuntos dos Aposentados, Silvia Canabrava, o aplicativo traz uma facilidade a mais. “Fico feliz com a disponibilização desse aplicativo digital, para que os aposentados e pensionistas possam realizar a Prova de Vida com maior tranquilidade. Com esse aplicativo, esses servidores terão a facilidade para fazê-la, pois não precisarão se deslocarem até uma agência do BRB e, principalmente, beneficiará aqueles que residem fora do DF”, comemora a diretora, aproveitando para lembrar da necessidade de todos fazerem a Prova de Vida no mês do aniversário, evitando assim a suspensão do seu pagamento.

Aplicativo Prova de Vida GDF para sistema Android: clique AQUI

Aplicativo Prova de Vida GDF para sistema iOS: clique AQUI

CUT-DF cria ponto de acolhida para entregadores de aplicativos

A partir das 15h desta sexta-feira (8/7), os motoboys e entregadores de aplicativos do DF terão um ponto de apoio onde serão acolhidos. Localizado na área central de Brasília, na Galeria do Hotel Nacional, lá será possível recarregar as baterias dos aparelhos, se alimentar, aguardar as próximas entregas ou turnos, utilizar sanitários e tomar água, por exemplo. É o Ponto de Apoio ao Trabalhador. A ideia é garantir melhores condições de vida e de trabalho para aquelas e aqueles que desempenham suas atividades na rua.

A iniciativa é da CUT-DF, em parceria com alguns sindicatos – o Sinpro-DF é um deles. “São necessidades básicas de todas as pessoas, mas que são negligenciadas pelas empresas prestadoras de serviço e pelo governo. O ponto de apoio ganhou maior visibilidade com os entregadores por aplicativo, que estão submetidos a esse modelo de trabalho de serviços conforme a demanda e sem que haja vínculo empregatício. Mas esse espaço é também pauta histórica de quem tem relação de trabalho considerada não eventual. Ou seja, a reflexão é de que, em pleno século XXI, há milhares de trabalhadores sem direitos básicos, que garantem dignidade à pessoa humana”, afirma o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.

O secretário de Relações Internacionais da CUT Brasil, Antonio Lisboa, lembra que a obrigação de criação desses espaços de apoio para trabalhadores que atuam nas ruas é de obrigação do poder público. “Já que o poder público não se mobiliza em prol desses trabalhadores, estamos fazendo a nossa parte. Esses segmentos não podem permanecer em condições extremamente precárias.”, diz.

Alessandro da Conceição, o Sorriso, representante dos entregadores por aplicativo no DF, destaca que as empresas que contratam os serviços da categoria nunca tiveram a disposição de fornecer local de descanso para os trabalhadores. Por isso, ele comemora a iniciativa da CUT e convida para a inauguração do Ponto de Apoio ao Trabalhador. “Esse espaço é uma necessidade que a gente tem há muito tempo. É muito importante que os entregadores participem da inauguração para conhecer o lugar e prestigiar essa iniciativa”, afirma.

Atualmente, o Distrito Federal tem cerca de 50 mil entregadoras e entregadores por aplicativo, além de outras categorias que compartilham da mesma rotina do trabalho na rua, como vendedores ambulantes e trabalhadores da limpeza urbana.

Desumanidade

Iury Appolinário (28) foi entregador durante três anos e atendia às plataformas Ifood e Uber Eats. Ele relata que geralmente trabalhava do período do café da manhã até às 15h, e depois, das 17h às 23h. Como realizava as entregas de bicicleta, Iury chegava a rodar 80 km por dia, e faturava entre R$ 400 e R$ 600 semanais.

“Pouquíssimos estabelecimentos ajudavam os entregadores, dos que eu me recordo, havia um restaurante que fornecia água, banheiro e vendia marmitas com preço acessível para os  trabalhadores. Mas nos outros estabelecimentos éramos recebidos muito mal”, recordou.

“Felizmente eu tinha onde dormir no Plano Piloto, mas outros entregadores passavam a noite debaixo de alguns prédios. A maioria morava no entorno e acabava que não tinha como ir embora”, relatou Iury, que muitas vezes, do apartamento de parentes em que passava a noite, na área central de Brasília, fornecia água para os colegas e arrumava extensões para carregar os celulares dos trabalhadores durante a noite.  

O jovem afirma ainda que durante a pandemia, o máximo que as empresas faziam pelos trabalhadores era fornecer um kit mensal com álcool em gel e máscaras. Embora tenha sido instituído o “auxílio Covid” pelo Ifood, o sistema foi implementado de forma muito precária e aconteceram vários erros. “Tínhamos que fazer exames por conta própria, enviar para a empresa, esperar uma resposta deles, que sempre demorava muito, e quando aprovavam o auxílio, bloqueavam a conta de quem estava infectado pra não rodarem doentes, só que muitos acabaram ficando bloqueados para sempre”, afirmou Iury.

Segundo dados da pesquisa Condições de Direito e Diálogo Social de Trabalhadores e Trabalhadoras do Setor de Entrega por Aplicativo em Brasília e Recife, resultado de uma parceria entre a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Organização Internacional do Trabalho (OIT), 92% dos entregadores são homens, a maioria jovens até 30 anos; de cor preta ou parda, 68%. Com renda mensal de R$ 1.172,63, o que significa um ganho líquido de R$ 5,03 por hora trabalhada.

Sinpro chama categoria para ato contra PL 5594/20, que extingue o direito à greve

O Sinpro-DF chama toda a categoria para participar, presencialmente, nesta quarta-feira (6/7), às 9h, de ato público no Anexo II da Câmara dos Deputados contra o Projeto de Lei nº 5.594/2020. Esse PL visa a transformar a educação presencial em atividade essencial para impedir a categoria do magistério em todo o País de fazer greve.

Outro objetivo muito grave do PL 5594/20 é que ele também cria uma lei que obriga professores(as) e estudantes a frequentarem a educação presencial em situação de pandemias, expondo toda a comunidade escolar aos riscos de contaminação e morte em casos de crises sanitárias. Atualmente, o País está mergulhado na pandemia do novo coronavírus, cujos surtos têm se repetido por falta de política pública séria de combate à covid-19.

Nessa segunda-feira (4/7), a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou boletim informando que os casos de covid-19 subiram 18% em todo o mundo na última semana. “Na última semana o mundo registrou 4,1 milhões de casos novos de covid-19 – um aumento de 18%”, alerta a OMS. Os maiores aumentos foram registrados em 110 países, principalmente os localizados no Oriente Médio (47%), seguido pela Europa e no Sudeste Asiático, ambas regiões com 32%, e cerca de 14% nas Américas. Clique aqui e confira matéria sobre a situação da covid

Ou seja, enquanto o mundo está preparado para retomar o ensino remoto caso seja necessário, os parlamentares aliados do governo Jair Bolsonaro atuam para incentivar a morte de mais brasileiros em decorrência de crise sanitária. Afinal, ao aprovarem uma lei que obriga educação presencial, estão, propositadamente, dando continuidade ao genocídio que aconteceu no Brasil desde 2020 com a pandemia da covid-19.

 

O que são o PL 5594 e 5595/2020

A assessoria parlamentar do Sinpro-DF informa que o PL 5594/20 foi apresentado juntamente com o PL 5595/20. O PL 5595/20 foi aprovado na Câmara e se encontra com tramitação parada no Senado Federal. Ele é o PL que reconhece a educação básica e a educação superior, em formato presencial, como serviços e atividades essenciais e estabelece diretrizes para o retorno seguro às aulas presenciais, ressalvadas a possibilidade de outras formas de acompanhamento educacional para os educandos cujos responsáveis assim optarem e a liberação de profissionais de educação que integrem grupos de risco enquanto perdurar o estado de pandemia.

Já o PL 5594/20, que parece ser quase igual ao PL 5595/20, altera a Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, que dispõe sobre as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus responsável pelo surto de 2019, para considerar as atividades educacionais como essenciais.

O objetivo desses dois PL é transformar a educação pública em atividade essencial e impedir a categoria do magistério público de fazer greve. Um dia após o outro o governo Jair Bolsonaro (PL) e sua bancada de apoio na Câmara dos Deputados e no Senado Federal atuam, sistematicamente, para agredir servidores(as) públicos(as), extinguir direitos trabalhistas até direitos humanos fundamentais para a vida. Agem como se fossem os proprietários do Estado nacional, da União, das riquezas nacionais e do Orçamento público. É preciso enfrentar esse tipo de gente e impedir mais autoritarismos sobre nossos direitos e nosso País. A nossa união é a nossa força!

12º CTE é o tema do TV Sinpro desta quarta (6/7)

O TV Sinpro desta quarta-feira (6/7), vai ao ar às 16h, na TV Comunitária. Nesta edição, o tema é o 12º Congresso dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação (12º CTE). Participam do programa as diretoras do Sinpro-DF Luciana Custódio, coordenadora da Secretaria de Formação Sindical, e Berenice Darc, coordenadora da Secretaria de Política Educacional.

 

Com o lema “Um outro Brasil é possível”, o congresso será realizado nos dias 7, 8 e 9 de julho, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. No atual cenário de ataque à democracia e ao Estado democrático de direito por ideologias religiosas fundamentalistas, neoliberalismo, negacionismo e outras formas de usurpação do Estado nacional e dos direitos coletivos, o 12º CTE irá debater a situação internacional, nacional e local; a educação pública, gratuita, de qualidade, laica, inclusiva, libertária e socialmente referenciada; e a organização sindical. É dessa discussão que a categoria irá produzir o seu plano de lutas para o próximo período.

 

O TV Sinpro vai ao ar ao vivo nesta quarta-feira (6/7), excepcionalmente às 16h, na TV Comunitária e no Youtube e no Facebook do Sinpro-DF. Assista e participe! A nossa participação é a força da nossa luta!

 

12º CTE

Acesse as informações do 12º CTE nos links a seguir

Se você ainda não se inscreveu, clique aqui e acesse a Ata para inscrição.

Feita a inscrição, não se esqueça de solicitar o AFAST. Para isso, clique aqui  e siga o passo a passo para pedir o AFAST.

Para participar como delegado(a) é preciso preencher a Ata de Eleição e enviar o documento para o e-mail joelma@sinprodf.org.br ou entregar, em mãos, na sede ou subsedes do sindicato até o dia 5 de julho (terça). Mais informações pelo telefone 3343-4209.

Acesse também:

Folha do Professor Edição Especial do 12º CTE 

Textos que irão embasar o 12º CTE 

Acessar o conteúdo