Morre D Claudio Hummes aos 87 anos

O Sinpro lamenta a morte do arcebispo emérito da arquidiocese de São Paulo, cardeal D Claudio Hummes. Ele morreu nesta 2ª feira (4/7) aos 87 anos, vítima de complicações de câncer no pulmão.

O site da CUT informou que a direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC divulgou nota lamentando a morte de Dom Cláudio Hummes, ressaltando sua dedicação também aos trabalhadores e povos indígenas. “Seu longo ministério foi dedicado, em particular, ao acompanhamento dos trabalhadores, povos indígenas e dos mais pobres”, diz trecho da nota, que segue contando um pouco da história do Cardeal.

Aury Afonso Hummes decidiu entregar sua vida ao sacerdócio aos 17 anos, quando ingressou, em 1952, na Ordem dos Frades Menores – franciscanos. Nomeado Bispo pelo então papa Paulo VI, em março de 1975, Dom Cláudio assumiu a Diocese de Santo André (SP) em dezembro daquele ano, e lá ficou por 21 anos, até 1996.

Ainda segundo o site da CUT, Dom Cláudio acompanhou de perto a luta do movimento operário no Brasil, incluindo as greves dos Metalúrgicos do ABC no fim da década de 1970. O Bispo, muitas vezes, abriu as portas da Catedral de Santo André para as assembleias, presidiu missa com a participação da categoria e posicionou-se corajosamente contra as demissões dos trabalhadores.

Dedicou sua vida inteira à luta do povo brasileiro. Deixa um legado inestimável de misericórdia, resistência e luta contra as injustiças sociais.

Dom Claudio, presente!

Ampla maioria da população confia mais em professores(as) que em militares nas escolas

Pesquisa realizada pelo instituto Datafolha e pelo Centro de Estudos em Opinião Pública (Cesop/Unicamp), por encomenda Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária) e da Ação Educativa, aponta que a ampla maioria da população – mais de 70% – confia mais em professores do que em militares para atuar em uma escola.

A pesquisa “Educação, Valores e Direitos”, que ouviu 2.090 pessoas com 16 anos ou mais de 130 municípios em todas as regiões do país. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais dentro do nível de confiança de 95%.

Outro dado revelado pela pesquisa é que quase metade da população brasileira nem ouviu falar do assunto (45,2%) ou se considera mal informado (11,1%).

Para a maioria, o principal problema da escola pública é a falta de investimento dos governos (28%), seguida pelos baixos salários e desvalorização dos professores (17%) e pela falta de infraestrutura (12%). A segurança vem em quarto lugar (12%), e a falta de disciplina, somente em sexto (10%). Confira nos gráficos abaixo:

 

Segundo os números oficiais, o Brasil tem hoje 216 escolas cívico-militares distribuídas em 26 estados e no Distrito Federal. Isso representa 0,1% de 178.370 instituições de ensino básico em 2021. Entretanto, as escolas militarizadas recebem proporcionalmente muito mais recursos, e tiveram esse repasse triplicado pelo governo federal, de cerca de R$ 16 milhões em 2020 para R$ 45,1 milhões em 2021.

 

Militarização no DF

Reportagem da Folha de S. Paulo que divulga os resultados da pesquisa entrevistou a mãe de um estudante do CED 01 da Estrutural, escola militarizada onde diversos casos de abuso de autoridade e desrespeito à gestão democrática já foram relatados. A mãe, que havia sido favorável à implantação da gestão compartilhada, agora vê o avanço da militarização do ensino com preocupação. Ela transferiu seu filho para outra escola e disse à Folha: “A polícia tem que proteger o cidadão e não oprimir e fazer da escola um quartel”.

Em maio, o Ministério Público do Distrito Federal revogou a legalidade do processo de militarização de escolas públicas do DF. Entre as razões para isso, estão a ausência de dados que comprovem o sucesso da proposta e a necessidade de garantir os direitos constitucionais ao princípio da dignidade da pessoa humana e ao pluralismo político.

>>> Saiba mais: MINISTÉRIO PÚBLICO DERRUBA LEGALIDADE DE ESCOLAS MILITARIZADAS

No último dia 22 de junho, a Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc) recomendou a suspensão da votação da militarização do CEF 427 de Samambaia. A reunião foi cancelada, e a recomendação da Proeduc é para que, enquanto as respostas solicitadas pelo órgão não forem fornecidas pela Secretaria de Educação, a votação permaneça suspensa.

 

A pesquisa

Os dados e gráficos utilizados nesta matéria foram divulgados pelo Cenpec, um dos propositores da pesquisa. Leia mais no site do Cenpec.

Inscrições para o 12º CTE prorrogadas até terça-feira (5/7)

As inscrições dos delegados(as) para o 12º Congresso dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação (12 CTE) foram prorrogadas até terça-feira (5/7).  Para participar como delegado(a) é preciso preencher a Ata de Eleição e enviar o documento para o e-mail joelma@sinprodf.org.br ou entregar, em mãos, na sede ou subsedes do sindicato até o dia 5 de julho (terça). Mais informações pelo telefone 3343-4209.

Inscreva-se aqui: ATA

Ou aqui: https://sinpro25.sinprodf.org.br/wp-content/uploads/2022/06/Congresso-Sinpro-1.pdf 

Não se esqueça de pedir o seu AFAST para participar do Congresso. Clique aqui e veja o passo-a-passo do processo

 

Clique aqui e baixe a Folha do Professor especial sobre o 12º CTE

Concurso para o magistério divulgado nesta sexta tem vagas insuficientes para o DF

Depois de tantos adiamentos, o edital para concurso para a carreira do Magistério Público do Distrito Federal foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta sexta-feira (1º/7). Apesar de ter alertado e pautado na comissão de negociação com o governo diversas vezes a necessidade de se aumentar essa quantidade, o número de vagas oferecidas está muito aquém do imprescindível para cobrir a demanda da rede pública de ensino. Uma das lutas recentes e vitoriosas do sindicato foi na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), na quarta-feira (29/6), a fim de aportar recursos financeiros na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2023 para a realização de concurso com o número de vagas suficientes no magistério.

Contudo, o Governo do Distrito Federal (GDF) fez ouvidos moucos para o problema. Neste edital, oferece apenas 776 vagas para provimento imediato e somente 3.104 para o cadastro reserva do cargo de professor(a) da Educação Básica. No caso do pedagogo-orientador educacional, são apenas 20 vagas imediatas e 80 para o cadastro reserva. Para o cargo de gestor em políticas públicas (carreira assistência), são 16 vagas imediatas e 258 para cadastro. 

Clique aqui para baixar o edital, disponível a partir da página 100 do DODF

O edital para as carreiras de professor, analista e pedagogo-orientador educacional oferta um total de 4.254 vagas para os cargos efetivos. Se considerarmos que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano de 2023, aprovada esta semana na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), prevê o aumento do número de cargos previstos para nomeação e realização de concursos de professor da educação básica (6.200), orientador educacional (1.000) e monitor de gestão educacional (2.766), não há por que o GDF ofertar apenas 4.254 vagas. Na LDO já há um orçamento destinado a 7.200 vagas só para professor e orientador.

Um exemplo é o caso dos(as) professores(as) de educação física, cujas vagas oferecidas são insuficientes: 90 vagas imediatas e 220 para cadastro reserva. O Sinpro lembra que o GDF não chamou todos(as) os(as) aprovados(as) do último concurso para professor de educação física, realizado em 2013. Aliás, vale ressaltar que o projeto de educação do governo Agnelo (PT), denominado Currículo em Movimento da Educação Básica, previa contratação substancial de professores de educação física para atuar nas séries iniciais da educação básica. Contudo, com a eleição dos governos Rollemberg (PSB) e Ibaneis (MDB), esse projeto foi bruscamente interrompido. Por causa dessa descontinuidade, o concurso perdeu a validade e muitos aprovados não foram convocados.

O fato é que desde 2013 o GDF não faz concurso para professor de educação física e, agora, neste edital, apresenta um número irrisório de vagas imediatas e para o cadastro reserva. Ou seja, esse número do edital não irá suprir a carência de professores de educação física. Esse problema das vagas insuficientes para professores(as) de educação física, cujo número não irá atender à demanda da rede, ocorre também em todas as outras disciplinas. Isso também é provocado pelo Novo Ensino Médio: um esquema criado para enfraquecer a educação pública brasileira que causa distorção da contratação temporária porque a oferta das demais disciplinas não se materializa.

História de Pernambuco?

O edital ainda traz um erro crasso: no quesito “professor de educação básica de história” (foto abaixo), informa que serão cobrados conhecimentos sobre a “História de Pernambuco em diferentes períodos e sua relação com acontecimentos da história nacional e mundial”. Por que a história de Pernambuco (e apenas de Pernambuco) num edital para o magistrério do Distrito Federal?

No entendimento da diretoria colegiada do Sinpro, embora necessário, o edital é deficiente, insuficiente e desenha o retrato do projeto neoliberal de sucateamento da educação pública do governo Ibaneis. Um exemplo disso é que a soma dessa oferta de vagas do edital com o número exorbitante de professores do contrato temporário, que hoje chega aos 12 mil profissionais precarizados, demonstra ser esse o projeto político, privatista e da demolição da educação pública, do Distrito Federal.

Além disso, o edital não prevê vagas efetivas para monitores. Recentemente, numa matéria divulgada pelo site Metrópoles, a própria Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF) informou que o DF tem 15,9 mil alunos especiais e só 3,2 mil profissionais de apoio. Nessa matéria, a SEE-DF aponta uma carência de 3 mil monitores nas salas de aula. A LDO de 2023, por sua vez, prevê orçamento para contratação de mais 2.766 monitores. Além disso, há ainda um concurso vigente, válido somente até 2023, com 14 mil monitores aprovados que aguardam convocação.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a secretária de Educação Hélvia Paranaguá disse que “só na educação foram nomeados um total de 3.538 novos servidores”. O Sinpro lembra à secretária que dados de novembro de 2021 dão conta de que do total de 35.504 professores em sala de aula no Distrito Federal, 24.713 são efetivos(as) e 10.791 temporários(as). Isso mostra que 30% do contingente do magistério do DF recebe salário menor, tem direitos fragilizados e precarizados, não tem progressão salarial, não tem direito a afastamento remunerado para estudo, à licença prêmio, à licença servidor, e sequer tem direito de solicitar dispensa para acompanhar filho adoentado. Além de não terem nenhum desses direitos, os(as) professores(as) do contrato temporário são impedidos(as) de realizar trabalhos pedagógicos de longo prazo na escola. Com isso, os(as) estudantes são também prejudicados(as) pela contratação precarizada. Esse tipo de contratação prejudica a todo mundo de uma ponta a outra na educação – e, pelo que o edital publicado nesta sexta-feira anuncia, o GDF vai ampliar ainda mais o número de professores precarizados.

 

E os aposentados e falecidos?

Somem-se aos 10.791 contratos temporários, que anseiam por um cargo efetivo (e com razão), o total de 8.367 profissionais do magistério que se aposentaram de 2016 até o último dia 21 de junho de 2022, segundo as contas da coordenadora da Secretaria de Aposentados do Sinpro, Silvia Canabrava. Não entram nessa conta dos aposentados os óbitos. As pouco mais de 4.200 vagas ofertadas no edital desta sexta-feira não dão nem para a saída. Por lei, a vaga de um profissional efetivo aposentado deve ser preenchida por outro profissional efetivo. Infelizmente, não é o que vem acontecendo no Distrito Federal.

 

Quantas vagas para as matérias do Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio?

A diretoria colegiada manifesta ainda sua preocupação com as vagas do edital também quando se contabilizam as carências de professores de matérias específicas do Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio, como professores de matemática, física e artes, já denunciadas pelo Sinpro e também pelo DFTV2, da Rede Globo.

“O concurso público sempre esteve em pauta nas lutas do Sinpro. Nas Assembleias deste ano e dos anos anteriores também, a luta pelo concurso sempre foi uma das prioridades. Neste momento, é muito importante lembrar que só alcançaremos uma educação pública de qualidade com professores(as) e orientadores(as) educacionais estáveis e valorizados. Estáveis, para dar continuidade às relações didático-pedagógicas; e valorizados, para superar a precarização das relações de trabalho dos contratos temporários”, afirma Luciana Custódio, diretora do Sinpro-DF.

O edital prevê a realização das provas em duas etapas, nos dias 9 e 16 de outubro (entre o primeiro e o segundo turno das eleições gerais). O Sinpro, desde já, deseja que cada candidato(a) se prepare para realizar uma boa prova e reforçar as trincheiras de nossa luta. Mas não vá pensando que em 2023 o cenário da educação no DF vai ser maravilhoso, porque as carências de profissionais ainda serão gritantes.

A diretoria colegiada volta a reforçar: com esse edital com número de vagas insuficientes, a luta da categoria por mais concurso público precisa ser fortalecida. É preciso estarmos unidos e em luta para resolvermos essa defasagem e a precarização e outros ataques à educação. É na luta, na união e no fortalecimento do sindicato que conquistamos vitórias!

12º CTE | Prazo para publicação de teses é estendido até dia 4

O prazo para a publicação do caderno de teses que balizará o 12º Congresso de Trabalhadores(as) em Educação foi prorrogado para o próximo dia 4, segunda-feira. Pelo calendário, a publicação seria feita nesta sexta-feira (1º/7).

A ampliação do prazo de publicação do material se deve à necessidade de sistematização das diversas teses, resoluções, moções que foram enviadas por educadores e educadoras, e que serão debatidas nos próximos dias 7, 8 e 9 de julho, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Saiba mais sobre o 12º CTE em https://bit.ly/39ZjzXl

Duas crianças menores de 5 anos morrem de covid-19 por dia no Brasil

Levantamento feito pelo Observatório de Saúde na Infância – Observa Infância, que reúne pesquisadores da Fiocruz e do Centro Universitário Arthur de Sá Earp Neto (Unifase) – aponta que, em média, duas crianças menores de 5 anos de idade morreram por dia no Brasil desde o início da pandemia da covid-19. Ao todo, 1.439 crianças nessa faixa etária morreram em decorrência da doença entre 2020 e 2022 no país.

Os dados são do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. Em 2020, foram registradas 599 mortes de crianças com até cinco anos em consequência da doença. Em 2021, o número de vítimas infantis da covid-19 saltou para 840. Entre janeiro e 13 de junho de 2022, foram 291 óbitos nessa faixa etária.

Por isso, é urgente e fundamental que se inicie a vacinação de crianças de menos de 5 anos. Diversos países já vacinam crianças nessa faixa etária. Nos EUA, por exemplo, o processo de imunização começou na semana passada. “É preciso celeridade para levar a proteção das vacinas a bebês e crianças, especialmente de 6 meses a 3 anos. A cada dia que passamos sem vacina para menores de 5 anos, o Brasil perde 2 crianças”, aponta a professora e epidemiologista Patricia Boccolini, da Faculdade de Medicina de Petrópolis, da Unifase.

Vacinas salvam

Enquanto as mortes e os casos graves de pacientes de covid-19 caíram em todas as faixas etárias desde o início da vacinação, esse número se manteve estável entre crianças até 4 anos, que não foram incluídas na campanha de imunização.

Em dezembro de 2020, pessoas com mais de 80 anos representavam 28,6% das mortes por covid-19. Em abril de 2021, três meses após o início da vacinação, esse número já tinha caído para menos da metade.

No primeiro semestre de 2021, quando a vacinação ainda estava bem no início, a taxa de letalidade foi de 3,13% da população. A taxa de mortalidade chegou a 154,40 casos para cada 100 mil habitantes. Até 14 de fevereiro deste ano, dados do Ministério da Saúde registraram uma letalidade de 0,13% da população, 24 vezes menor, e uma taxa de mortalidade de 2,84 casos para cada 100 mil habitantes, 54 vezes menor.

No DF, a Secretaria de Saúde (SES-DF) também tem números que demonstram o risco que a população não vacinada está correndo. Dados da SES mostram que a chance de morrer de covid-19 no DF é 33 vezes maior entre as pessoas não-vacinadas ou com o ciclo vacinal incompleto que para aquelas que estão imunizadas pela vacina.

Crianças de até 5 anos de idade são o segmento mais desprotegido da população. Enquanto o vírus estiver em circulação, elas estarão sob risco se não forem incluídas na campanha de vacinação.

E as escolas?

No DF, em meio a uma nova onda de contaminações que levou o índice de transmissibilidade do novo coronavírus a 1,80 – o maior desde janeiro -, o GDF desobrigou o uso de máscaras de proteção em locais fechados ou aglomerados, e relaxou a exigência do cumprimento das medidas de prevenção. Nas escolas, o resultado disso é dramático.

Em salas de aula superlotadas e mal ventiladas, onde os estudantes não estão obrigados(as) a utilizar as máscaras, o contágio cresce absurdamente, e as escolas registraram números exorbitantes de profissionais de Educação, crianças e adolescentes doentes.

Para interromper esse número assustador de duas mortes diárias de crianças de até 5 anos em decorrência da covid-19, é necessário proteger essas crianças com a vacina e com a manutenção das medidas que contribuem para a prevenção do contágio, como o uso de máscaras, a ventilação de ambientes, o distanciamento social e a correta higienização das mãos.

CUT Elabora cartilha LGBTQIA+ com orientações jurídicas

A CUT Brasil lançou, no dia do orgulho LGBTQIA+, a Cartilha Inclusão e direitos LGBTQIA+. O material, elaborado em parceria com o escritório LBS advogados, é composto de 63 páginas, divididas em 7 capítulos.

A cartilha traz a origem do dia do orgulho LGBTQIA+, o histórico de lutas da comunidade, o significado de cada letra da sigla, e traz também informações sobre os direitos (civis, trabalhistas, previdenciários e de saúde) dos integrantes da comunidade.

A ideia de escrever uma cartilha nasceu das reuniões do grupo de trabalho LGBTI+ do escritório LBS advogados, que elaborou a cartilha. “Sabemos que podemos nos casar, que temos direitos em nosso trabalho, que podemos doar sangue, mas nem sempre conhecemos o passo a passo para concretizar nossos direitos”, explica o advogado Antonio Megale.

“A cartilha foi dividida em capítulos escritos de forma bem simples sobre direitos: direito ao nome; direito ao casamento; direito à filiação e à adoção; direitos trabalhistas e previdenciários; direitos garantidos em negociação coletiva; e direitos relacionados à saúde, como atendimento clínico, doação de sangue e confirmação de gênero.”, conta o advogado.

“Para além de discutir as letrinhas e as necessidades, essa cartilha traz uma visão mais jurídica do cotidiano da população LGBTQIA+. Fomos procurados pelo escritório LBS para elaboração da cartilha, e foi no tempo certinho para lançarmos a tempo do dia do orgulho LGBTQIA+, diz Walmir Siqueira, o professor Wal, coordenador do Coletivo Nacional LGBTQIA+ da CUT.
Os dois últimos capítulos da cartilha trazem instruções sobre como proceder em casos de violência, e dicas de livros, filmes, documentários e séries com a temática LGBTQIA+, para entender e debater a diversidade e a inclusão.
“A cartilha provê para a comunidade LGBTQIA+ toda uma gama de orientações jurídicas de que precisamos para sobreviver nessa sociedade tão agressiva e perigosa, pois somos o país q mais assassina pessoas LGBT no mundo”, lembra o professor Wal.

Clique na capa para baixar a cartilha

Projeto “Tão Jovens” leva arte e cultura a estudantes do Gama

Os estudantes do Gama terão um espaço de acolhimento, pertencimento e discussão. O projeto “Tão Jovens – Arte e Educação” trabalha as identidades dos jovens, para se conectarem à comunidade e com outros jovens, e desenvolverem novas habilidades.

Para a idealizadora do “Tão Jovens”, a produtora cultural e orientadora educacional Sonia Tavares, “ao se conectar com sua melhor versão, o jovem pode transformar o ambiente escolar e o território num lugar mais democrático e humanizado, onde os saberes sejam valorizados, assim como a identidade e o pertencimento social.”

O projeto se destina a estudantes de 11 a 17 anos regularmente matriculados no Centro de Ensino Fundamental 01 do Gama-DF ou da comunidade. São oferecidas 80 vagas gratuitas. As inscrições (que também são gratuitas) vão até o dia 5 de julho na sala de Orientação Educacional do CEF01.

As aulas acontecem de 2 de agosto a 20 de outubro no CEF 01 do Gama-DF. Ao final do curso, haverá uma apresentação de cada turma para a comunidade. O “Tão Jovens” é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do DF.

Os jovens poderão fazer quatro oficinas: dança urbana, teatro, desenho e escrita criativa. “A proposta é de oferecer oficinas, onde jovens possam conviver com outras pessoas, participar de atividade que escolheram de forma protagonista, desenvolver habilidades e se projetarem para o futuro a partir dessa experiência”, explica Sonia. E finaliza, “a arte tem o poder de acessar esferas da existência humana de forma sensível e profunda”.

 Na comunidade, essa ação reflete em vários comportamentos, gerando impactos positivos como a afirmação da identidade, do pertencimento e da representatividade; a sensibilização para importância do combate a todas as formas de violência; a criação de espaços onde os estudantes possam agir ativamente na escola; o combate a práticas racistas e sexistas no cotidiano escolar, entre outros. Essa relação da comunidade com a escola fica muito evidente neste projeto, em que a escola reforça sua vocação de ser, também, um espaço de escuta ativa, acolhimento emocional, de discussões e potencialização das identidades.

Oficinas

A oficina de danças urbanas enquanto expressão artística aborda positivamente o conceito de identidade e pertencimento da juventude periférica de forma positiva. Enfatiza a potência que emerge das comunidades. “Sentir tudo o que se toca, escutar tudo o que se ouve, ver tudo o se olha e reativar a memória dos sentidos para desmecanizar os corpos e mentes”, torna-los mais conscientes. Criar no ambiente escolar espaços de interação, vivência e convivência com a diversidade humana para desconstrução de preconceitos, valorizar os saberes e experiências individuais e coletivas. Aguçar a capacidade de linguagem e expressividade dos corpos, mediado pelos elementos da dança.

O curso de desenho envolve diversas atividades práticas e exercícios que irá fazer com que o cérebro desenvolva habilidades de desenhar. O aluno passará a ter mais firmeza e destreza para fazer suas criações em qualquer tipo de desenho, pois assim que começar a se familiarizar com as técnicas básicas de luz, sombra e composição,  será capaz de fazer os desenhos mais complexos. Com o desenho, ira aprender a ter foco, concentração e o mais importante, desenvolver sua identidade artística.

A base do curso de teatro será a possibilidade do encontro. O encontro consigo e principalmente com o outro. Além de atividades teóricas e práticas que pretendem iniciar nossos alunos ao universo teatral exercitando fala, foco, atenção, autonomia e tantas outras potências de cada um, queremos despertar a escuta, a cidadania e a sensibilidade coletiva de cada aluno presente em nosso curso.

A proposta “EU corpo, EU pele, EU tessitura: EU travestida (o) de PREDICATIVOS, quero dizer ao mundo que SOU” é uma oficina de escrita criativa para trabalhar a noção da construção identitária numa perspectiva contra hegemônica, ou seja, fora dos padrões de beleza e de sucesso impostos pela sociedade, que tanto afetam a juventude. A identidade, sobretudo na adolescência, é um processo contínuo, carregado de significativa mutabilidade e transitoriedade, por isso a oficina explorará bastante a noção predicativos, termo gramatical que expressa, justamente, qualidades e estados transitórios.

Escola Técnica de Ceilândia: inscrições abertas para o segundo semestre

As inscrições para o processo seletivo para os cursos de formação inicial e continuada da Escola Técnica de Ceilândia, segundo semestre de 2022, estão abertas na secretaria da escola até esta quinta-feira, 30 de junho, nos períodos: 8h às 11h, 14h às 17h e 19h às 21h. Os cursos, assim como as inscrições e matrículas, são gratuitos.

As vagas oferecidas são nos seguintes cursos de qualificação profissional na modalidade presencial: Assistente de Recursos Humanos, Barbeiro, Costureiro Industrial do Vestuário, Manicure e Pedicure, Marceneiro, Montador de Equipamentos Eletroeletrônicos (Robótica), Operador de Computador, Programador Web e Programador de Sistemas Iniciante (Lógica). Cada candidato ou candidata só pode se inscrever em um curso e um turno.

Os requisitos básicos variam entre anos iniciais e anos finais do ensino fundamental, a depender do curso. Da mesma forma, a idade mínima pode ser de 14, 16 ou 18 anos. Para saber mais, acesse o edital clicando AQUI.

Ensino técnico

As inscrições para os cursos técnicos da ETC podem ser feitas pelo site da Secretaria da Educação (SEEDF) até as 23h59 desta quarta, 29 de junho. A inscrição e todas as etapas do processo seletivo também serão gratuitas. Cada candidato ou candidata poderá inscrever-se em apenas um curso e um turno.

Os cursos de nível médio técnico oferecidos são Administração, Informática e Logística. Para os dois primeiros, o candidato ou candidata precisa ter o ensino médio concluído ou cursando. Para Logística, é necessário ensino médio completo.

Também são oferecidos cursos técnicos de nível médio integrado à Educação de Jovens e Adultos de Técnico em Administração e em Informática. Para esses, é necessário ter 18 anos completos ou a completar até a matrícula, ensino fundamental completo ou ensino médio incompleto.

Se o número de inscritos ultrapassar o número de vagas será realizado sorteio eletrônico no dia 8 de julho de 2022. O resultado será publicado no mesmo dia, a partir das 18h, no site da SEEDF, e no dia seguinte será afixado em lugar visível na portaria do CEP-ETC.

Para saber mais, acesse o edital clicando AQUI.

Informações

Mais informações podem ser obtidas na secretaria da ETC, presencialmente ou pelos telefones 3901 7545 e 3901 6927. A ETC fica na EQNN 14 Área Especial s/nº, Ceilândia Sul.

 

Pós-graduação do Sinpro: confira o resultado final do processo seletivo

O Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da UnB (CEAM) e a Comissão de Seleção do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu em Educação Básica e Direitos Humanos na Perspectiva Internacional (EBDHI) publicaram o resultado final do processo seletivo, conforme o edital nº 01/2022. Clique AQUI para ver a lista. 

O  curso de pós-graduação Educação Básica e Direitos Humanos na Perspectiva Internacional é voltado para profissionais sindicalizados(as), portadores(as) de diploma de graduação relacionado ao tema da educação básica. É oferecido pelo Sinpro em parceria com o Grupo de Cooperação Internacional de Universidades Brasileiras (GCUB) e o CEAM/UnB. Serão 360 horas na modalidade à distância, ao longo de 12 meses, através da plataforma Aprender 2, da UnB.

A diretoria colegiada do Sinpro parabeniza os aprovados e aprovadas para o curso, e deseja um excelente semestre letivo!

O curso

O curso de pós-graduação Educação Básica e Direitos Humanos na Perspectiva Internacional é composto por 6 módulos (disciplinas):

Módulo 1: Trabalho, sociedade e educação básica na experiência internacional
Módulo 2: Educação básica: boas práticas no mundo
Módulo 3: Metodologia de pesquisa: ação-reflexão-ação
Módulo 4: Organização sindical na educação básica: diferentes perspectivas
Módulo 5: Organismos internacionais, direitos humanos e educação básica do Brasil
Módulo 6: A relação educação básica e universidade em diferentes países

As disciplinas serão ministradas em 60 dias – dos quais, 45 para trabalhar os conteúdos, e os últimos 15 dias para a realização das atividades de avaliação da disciplina (prova e/ou trabalho final). A metodologia tem por base o conceito fundamentado na tríade: ação-reflexão-ação.

Ao final do curso, os(as) cursistas deverão defender um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) perante uma banca. O TCC deverá ser orientado por um orientador com titulação mínima de mestrado, além de doutorandos(as) selecionados(as) em cursos com temáticas afins com a proposta.

Para mais informações sobre o curso e o cronograma, clique AQUI.

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