Sinpro alerta para o prazo de interposição de recurso da pós-gradução
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro-DF informa que quem não teve a inscrição no curso de pós-graduação “Educação Básica e Direitos Humanos na Perspectiva Internacional” homologada têm dois dias para interpor recurso. O prazo para interposição de recursos começa nesta sexta-feira (24/6) e termina no sábado (25/6). A divulgação dos resultados finais será terça-feira (28/6).
Os resultados preliminares foram publicados e estão disponíveis neste link .
O sindicato pede aos(às) candidatos(as) para lerem atentamente o Manual do Candidato e alerta para a importância de prestarem atenção em toda a documentação exigida pelo Edital, uma vez que, geralmente, a não homologação ocorre por não cumprimento de critérios exigidos.
Além das informações declaradas no curriculum lattes ou no currículo normal, é necessário colocar todos os certificados comprobatórios dos dados da formação escolar e profissional do(a) candidato(a) e toda a documentação exigida em um único arquivo de PDF e enviar para o e-mail definido no Edital.
Se a pessoa que se inscreveu fez algum tipo de declaração, como, por exemplo, a de que usufrui do direito a Cotas Afirmativas, ou seja, se ela declarou que entra na cota de aposentados(as), ou de professor(a) do contrato temporário, ou de negros(as), ou de indígena, ela tem de apresentar o comprovante dessa declaração.
O(a) candidato(a) tem de estar com todos os critérios exigidos pelo Edital rigorosamente certos e cumprir todos itens estabelecidos e só então enviar tudo por e-mail. Importante preencher o formulário do Anexo 4 do Edital, que é o formulário de interposição de recurso. O Edital também disponibiliza formulários próprios para Cotas Afirmativas, como Declaração de Pertencimento a Comunidades Indígenas, Declaração de Pertencimento a Comunidades Quilombolas etc.
É importante ler o Edital e cumprir todos os critérios exigidos. O item 4.6, por exemplo, informa que “a inscrição não assegura a homologação, que ocorrerá apenas nos casos em que a documentação entregue estiver de acordo com as regras do presente edital”. No item 4.7, o Edital também determina que “o candidato que desejar interpor recurso em razão da não homologação da inscrição deverá encaminhá-lo à Comissão Examinadora pelo e-mail sec.ebdhi@unb.br conforme modelo (Anexo IV) e o cronograma indicado no item 8.1”. Assim, o Sinpro reforça que os recursos deverão ser encaminhados à Comissão Examinadora pelo e-mailsec.ebdhi@unb.br. Confira o anexo 4 do Edital (veja AQUI)um modelo.
O curso de pós-graduação “Educação Básica e Direitos Humanos na Perspectiva Internacional” é voltado para profissionais sindicalizados(as), portadores(as) de diploma de graduação relacionado ao tema da educação básica. É ofertado em parceria com o Grupo de Cooperação Internacional de Universidades Brasileiras (GCUB) e o Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da Universidade de Brasília (Ceam/UnB).
O Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da UnB (CEAM) e a Comissão de Seleção do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu em Educação Básica e Direitos Humanos na Perspectiva Internacional (EBDHI) publicaram o resultado preliminar da lista de inscrições homologadas, conforme o edital nº 01/2022. Clique AQUIpara ver o resultado preliminar.
Clique aqui e confira mais informações sobre o curso.
Governo privatiza os pilares da energia nacional e sacrifica soberania e cidadania brasileiras
Jornalista: Maria Carla
“Um país que abre mão do controle estatal de sua energia, abre mão de promover a cidadania de sua população”
Pedro Augusto Pinho, presidente da Aepet
O Brasil começou a abrir mão da sua soberania em 2016. Perdeu o pré-sal, uma riqueza mineral imensa, para empresas estrangeiras. Hoje, em vez de assegurar o desenvolvimento do Brasil, o pré-sal, um petróleo riquíssimo situado abaixo da camada do pré-sal em mares brasileiros, é usado para desenvolver os EUA, a Inglaterra e outros países que dominam o mundo por meio da energia.
Desmoralizaram a Petrobrás, maior empresa nacional e uma das maiores e mais eficientes do mundo na extração de petróleo, pilar da soberania brasileira, para entregar o pré-sal à Exxon Mobil, dos EUA, à Shell e British Petroleum, ambas inglesas, dentre outras estrangeiras. De lá para cá, a empresa sofre grandes desmontes diários para enriquecer banqueiros, rentistas debenturistas. O mesmo aconteceu com a Eletrobrás: outro pilar da soberania nacional. Imagine um imenso prédio sendo implodido. É isso que está acontecendo com a soberania e a cidadania brasileiras.
O Sinpro inicia nesta quarta-feira (22/6) a série “Em defesa da Petrobrás” e traz, como primeiro conteúdo, o tema da relação entre energia, soberania e cidadania. Para isso, entrevistou Pedro Augusto Pinho, administrador e petroleiro da Petrobrás aposentado, atualmente é presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet). A entidade luta, diuturnamente, contra o desmonte da nação brasileira e contra a privatização dos pilares energéticos do Brasil: a Petrobrás e a Eletrobrás.
Nesta entrevista, Pedro Pinho responde às provocações do Sinpro-DF e, para além da relação íntima entre energia, soberania e cidadania, mostra o estrago que as privatizações estão fazendo no País. Compara com o que os EUA fazem lá dentro do seu próprio território com as suas empresas estatais que controlam a energia e suas águas. Confira.
Entrevista | Pedro Augusto Pinho – Aepet
Sinpro-DF – Qual é a relação entre energia, soberania e cidadania?
Pedro Pinho – É a própria civilização, sociedade humana. O ser humano usou, inicialmente, a própria energia. A energia dos braços, das pernas. Escravizou o próprio homem para aumentar a possibilidade energética. Depois domesticou animais até que ele descobriu o fogo, o que foi um grande avanço na energia. E desde então o ser humano veio buscando fontes de energia até que descobriu, no século XIX, o petróleo.
Sinpro-DF – O que tem o petróleo de tão importante em relação às fontes energéticas?
Pedro Pinho – É porque tem uma densidade de energia incrível. Uma gota de petróleo equivale a quilômetros quadrados de painéis de energia solar. Com isso é possível imaginar o que significar ter o petróleo. É por isso que o petróleo, em todo o mundo, é uma questão estratégica, que é cuidada pelos governos mesmo em países onde não existe petróleo e mesmo em países que adotam a iniciativa privada para promover o seu desenvolvimento industrial e da sociedade.
É nesses países que os Estados Unidos da América (EUA) colocam a Quarta Frota para garantir o seu petróleo. A Arábia Saudita já foi chamada de “porta-avião” dos EUA porque é o lugar que mais fornecia petróleo para os EUA na época. Hoje as coisas estão mudando muito, mas o petróleo ainda é o bem mais precioso e durante os próximos 100 anos vai ser o principal insumo energético.
Para se ter uma ideia, o consumo de energia mundial, em 2020, é o último dado que se tem do mundo, dizia que o petróleo e o gás – porque, na verdade, petróleo é a forma líquida, é o óleo e o gás que formam o petróleo – representavam 56% do consumo de energia do mundo. Mais da metade do consumo de energia do mundo vinha do petróleo.
No Brasil é um pouco menos. No Brasil é 48% o consumo de energia que vem do petróleo porque o Brasil tem uma riqueza hídrica muito grande, que é outra fonte de energia. A hidroeletricidade no Brasil corresponde a quase 30% do consumo energético, enquanto o mundo não chega a 7%. Essa é a distinção entre o Brasil e o mundo na fonte primária de energia. Outra fonte importante é a energia nuclear. O mundo já usa mais de 4% de energia nuclear. O Brasil mal tem 1%. Isso significa desenvolvimento tecnológico.
Sinpro-DF – Por que a energia é fonte de todo o processo civilizatório?
Pedro Pinho – As energias do petróleo e a nuclear são energia que indicam e determinam o nível de tecnologia de país porque, com o petróleo, o país faz, praticamente, tudo por meio da petroquímica. A petroquímica está na frente de todo mundo. Qualquer coisa que a pessoa esteja usando tem petroquímica, tem petróleo.
Por exemplo, está presente no caderno, no livro, na capa do livro, no talher, nos pratos e copos, na própria comida porque o que a gente come, no geral, veio de plantações nutridas por fertilizantes em que o gás foi fundamental para o fertilizante. O seu lado está carregado de petróleo.
Esse processamento, essa transformação do óleo e do gás do petróleo nessa série de produtos é desenvolvimento tecnológico para o país. Também a energia nuclear. Hoje em dia, o setor de saúde está associado a essa energia. Quantos equipamentos, hoje em dia, salvam vidas e prolongam vidas pelo uso da energia nuclear.
Tudo mostra que a relação da energia com a sociedade é a cidadania. Esse é o ponto fundamental e está interligado com a vida num país que ousa a ser uma nação desenvolvida para seu próprio povo. O que significa isso em termos de cidadania e de soberania? Isso significa que um país que abre mão do controle estatal de sua energia, abre mão de promover a cidadania de sua população.
Sinpro-DF – O que é cidadania?
Pedro Pinho – É saúde, educação, mobilidade urbana, habitação, emprego, renda, cultura, laser, alimentação, vestuário: tudo. Quem pode fazer isso? Os governos. Não estou dizendo que o governo vai agir como o operador de tudo isso. Mas ele tem estabelecer projetos, planejamentos, incentivos, controle para que isso ocorra. A cidadania está vinculada à soberania e é a energia que garante tudo isso.
Sinpro-DF – Como o senhor mesmo diz, sem energia não há conservação, processamento, cozimento alimentar, não há proteção das variações de temperatura, transformação de matérias primes em objetos de uso individual e social etc. O que isso significa na prática?)
Pedro Pinho – O que significa na prática é a indispensabilidade da energia. Hoje existe uma falácia que o ex-presidente e o atual vice-presidente da Aepet dizem que são as energias potencialmente renováveis. Para se ter uma ideia do que significa isso: apesar de toda a campanha que se faz no mundo inteiro, essas energias renováveis não representam nem 6% da energia mundial. É menos que 6%. Ou seja, se, de repente, aparecessem as energias renováveis muito pouco seriam sentidas.
O Brasil até está mais à frente nisso. O Brasil até tem energias renováveis, como a biomassa, a energia solar, eólica, que representa 17% da energia consumida no País. Além disso, tem a energia hídrica, que representa quase 30% da energia brasileira. Isso mostra que o Brasil, do ponto de vista de energia, é um paraíso porque ele tem a energia do petróleo – óleo e gás abundantes que podem suprir perfeitamente a metade da necessidade energética do País. Tem mais 30% de energia hídrica. Com isso, o Brasil tem 80% das energias fornecidas pelo próprio País: não precisa importar energia alguma.
Isso é a prática. O que significa que o Brasil poderia ser um país desenvolvido, bem melhor do que ele é se houvesse política nacional. Se houvesse elite dirigente, política, que tivesse, acima de tudo, o interesse nacional e que considerasse o Brasil e seu povo uma pátria e uma nação. A energia e seu uso transformador capacitam o povo para a sua defesa, para a sua existência. É claro que a energia está em tudo.
Sinpro-DF – Como surgiu a Petrobrás?
Pedro Pinho – A Petrobrás surgiu a partir de uma constatação de um ministro chamado Góis Monteiro, em 1930, que ele mandou perguntar quanto tempo teria de combustível para deslocar as tropas brasileiras num determinado sentido. Ele teve como resposta que todo o combustível disponível no Brasil, naquele momento, mal dava para uma semana. Aí ele disse: “Isso tem de mudar.” A partir daí foi criado o Conselho Nacional do Petróleo e, posteriormente, foi criada a Petrobrás, a Eletrobrás e, desde então, o Brasil passou a ter interesse na questão da energia. Isso só aconteceu após a Revolução de 1930.
Sinpro-DF – O que está acontecendo hoje?
Pedro Pinho – O que está acontecendo hoje é que estamos deixando de ter um Estado brasileiro para ter um Estado de mercado. Ou seja, um Estado privatista que só se interessa para o lucro de alguns, que são os acionistas das empresas, os donos das empresas. Por isso, que o governo Jair Bolsonaro, do PL, está privatizando todas as empresas e riquezas do Estado brasileiro. Com isso, o Brasil não está capacitando seu povo e está abdicando (renunciando) de sua própria soberania.
Países que não têm energia, eles têm dinheiro, como é o caso da Suíça, que é um país onde o dinheiro é livre. O Estado suíço não pergunta qual é a origem do dinheiro que qualquer pessoa física ou jurídica deposita em seus bancos. Um traficante de drogas, por exemplo, chega lá, despeja uma quantidade de dinheiro e esse dinheiro fica lá, rendendo, aplicado. Com isso, a Suíça, que não tem fontes de energia, tem dinheiro para poder compensar a falta dessa energia.
No entanto, a grande parte dos países que não têm fontes de energia é simplesmente colônia de países ricos e do mercado. São países que se submetem aos ditames dos Estados Unidos da América (EUA) porque não têm energia para se manter. Que energia tem a Bélgica, a França? Que energia tem quase todos os países da Europa? Nenhuma. Então, esses países têm de se submeterem aos EUA, que são detentores de energia. Os EUA têm energia deles mesmos. E a energia que ele tem, a energia hídrica, é controlada pelo Exército. Não é privatizada não.
Lá nos EUA, a energia hidroelétrica não só é do Estado nacional e controlada pelo governo federal como é administrada pelas Forças Armadas para garantir que seja estatal e porque o controle dessa energia é uma questão de segurança nacional. No resto do mundo, os EUA colocam frotas das suas Forças Armadas para tomar e gerir as minas de petróleo pertencentes a outros países, como é o caso da Arábia Saudita, Kuait, Oriente Médio onde estão as grandes reservas de petróleo do mundo ainda hoje.
Energia, consequentemente, é um elemento básico da cidadania que significa, saúde, educação, moradia, mobilidade urbana, alimentação, desenvolvimento tecnológico, inclusão social.
Sinpro-DF – O que está acontecendo no Brasil?
Pedro Pinho – A Petrobrás e a Eletrobrás são os pilares da energia brasileira. São empresas nacionais que detêm elevadas tecnologias, que vêm se construindo ao longo dos anos sempre no sentido de aprofundar o conhecimento. Hoje a Petrobrás, sem nenhum sentimento patriótico, simplesmente apenas verificando o que está acontecendo no mundo, pelos prêmios que ela recebe pela capacitação tecnológica na área de petróleo, que a Petrobrás vem acumulando prêmios ao longo de todo este século, ela, a Petrobrás, é a única empresa no mundo capaz de perfurar as águas ultraprofundas atravessando a camada do pré-salsem causar nenhum acidente ou desastre ambiental.
Essa produção só é feita pela Petrobrás. As empresas de fora que foram colocadas pelo golpe de Estado de 2016 aqui para explorar o pré-sal estão trabalhando em parceria com a Petrobrás, cumprindo as orientações técnicas da Petrobrás porque a Petrobrás é quem detém esse conhecimento e ela detém esse conhecimento porque ela estuda. A Petrobrás, desde 1981 em diante, sobretudo a partir de 1990, ou seja, de 30 anos para cá, a Petrobrás aprofundou os estudos sobre materiais, pressão, corrosão, etc. para poder atravessar a camada de sal e poder produzir petróleo sem que aja um desastre ecológico monumental.
Não há. Quem tem provocado desastres ecológicos monumentais é a Exxon, a Shell, British Petroleum, empresas impostas ao Brasil pelo golpe de Estado de 2016. Após o golpe, o senador José Serra, do PSDB de São Paulo, encontrou um jeito de aprovar o Projeto de Lei 3178/2019, de sua autoria, que modificou a Lei nº 12.351, de 22 de dezembro de 2010, que dispunha sobre a exploração e a produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos. Um conluio imenso, com muitos brasileiros envolvidos, contra o Brasil.
As empresas que têm causado grandes desastres ambientais monumentais no mundo, principalmente no Golfo do México e no Alaska, são a Exxon Mobil Corporation – multinacional de petróleo e gás dos EUA; a Shell PLC – multinacional petrolífera britânica; a British Petroleum (BP), originalmente Anglo-Persian Oil Company e, depois, British Petroleum, multinacional do Reino Unido. Empresas para as quais, o governo do golpe de Estado de 2016 (Michel Temer) entregaram o pré-sal brasileiro com ajuda do senador Serra. A Petrobrás não produz desastres monumentais e, quando há algum vazamento e a própria imprensa neoliberal brasileira faz um escândalo em cima, esse vazamento não é nem visto no exterior diante das tragédias que acontecem provocadas pelas estrangeiras. O Mar do Norte é a prova disso.
Essas empresas no mar do Brasil é uma armadilha porque elas não têm os mesmos interesses nem o mesmo compromisso com as águas brasileiras que a Petrobrás tem. Os interesses da Petrobrás são diferentes. Ela quer lucrar, claro. Mas ela quer lucrar para continuar investindo, mas ela é, acima de tudo, a produção, atender ao mercado brasileiro de petróleo. Assim, ao privatizarem a Eletrobrás, como foi feito pelo governo Bolsonaro, deu-se um tiro na soberania brasileira e, consequentemente, um tiro, na cidadania.
Mais cedo ou mais tarde, e mais cedo do que mais tarde, todo e qualquer brasileiro, incluindo aí os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do DF, vão sentir o que significa a perda da Eletrobrás para o Brasil. E agora, está a caminho a privatização da Petrobrás, com o projeto inconstitucional do presidente do Congresso Nacional, Arthur Lira, do PP de Alagoas. Com a venda dos dois pilares da energia brasileira, a vida vai ficar muito mais difícil. Não é só a gasolina, o gás e o diesel que vão ficar muito mais caros não. Vai ficar cara qualquer coisa que seja de plástico, qualquer coisa de origem petroquímica e os alimentos que têm necessidade de fertilizantes porque, no governo Bolsonaro, a Petrobrás alienou todas as empresas de fertilizantes nacionais que existiam como subsidiárias da Petrobrás, do grupo chamado Petrofértil.
Meus caros e minhas caras, professores e professoras, orientadoras e orientadores educacionais, patriotas brasileiros(as), não é uma questão de economia apenas. É uma questão de soberania e de cidadania a defesa do controle da energia pelos(as) brasileiros(as).
Nova edição da revista Retratos da Escola debate o que esperar do Novo Ensino Médio
Jornalista: Alessandra Terribili
Na sua nova edição, a revista Retratos da Escola, uma publicação da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação), traz como tema: “O que esperar do Novo Ensino Médio?”. O dossiê é organizado pelas professoras Shirlei de Souza Corrêa (Univille), Cássia Ferri (Furb) e Sandra Regina de Oliveira Garcia (UEL).
Na nota da CNTE reproduzida abaixo, você saberá mais sobre a nova edição da revista, e acessará a edição completa. Boa leitura!
Nova edição da revista Retratos da Escola debate o que esperar do Novo Ensino Médio
“O ‘Novo Ensino Médio’ é uma forma prática de executar o que o governo Bolsonaro, na voz de seu quarto (ex) ministro da educação, proclama: que os pobres podem até sonhar com a universidade, mas não é desejável que todos tenham acesso a ela”. Essa frase de Gaudêncio Frigotto abre o editorial da nova edição da revista Retratos da Escola – número 34, volume 16 – que tem como tema: “O que esperar do Novo Ensino Médio?”.
O dossiê desta edição é organizado pelas professoras Shirlei de Souza Corrêa (Univille), Cássia Ferri (Furb) e Sandra Regina de Oliveira Garcia (UEL). A publicação tem como objetivo analisar e aprofundar os debates sobre o tema, particularmente preocupante em 2022, quando a reforma desta etapa de ensino está em plena implementação. O que esperar de uma reforma que, ao tomar como base a divisão dos currículos por itinerários formativos, nega aos estudantes o acesso a uma formação comum e qualificada, descaracterizando o ensino médio como etapa da educação básica, na qual importa a continuidade e o aprofundamento de uma formação integral?
O que esperar de uma imposição que desconsidera as críticas das entidades nacionais do campo educacional para atender às demandas do setor privado, em detrimento do interesse público? As organizadoras do dossiê oferecem um denso trabalho, exigindo que ampliemos as nossas reflexões – e ações! – frente à pretendida ‘inovação’ que nega a possibilidade de um ensino médio abrangente, condição para uma leitura independente da realidade social, política e cultural.
Este dossiê dá continuidade aos debates sobre a reforma do ensino médio que a Retratos da Escola vem realizando, como em 2017 (v. 11, n. 20), por exemplo, quando apresentamos o dossiê A Reforma do Ensino Médio em Questão, à época organizado pelas professoras Monica Ribeiro da Silva e Leda Scheibe. Aquele era um momento em que o país se via frente à reforma recém-decretada por medida provisória e logo instituída como lei pelo governo golpista.
Ao lado de potentes análises, a edição contou com o documento de autoria da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) sobre a reforma do ensino médio e a necessidade de revogação da Lei 13.415. Este documento sintetiza os ataques à educação pública, que acontecem desde o golpe de 2016 e encontraram solo ainda mais fértil no governo de Jair Bolsonaro, e os prejuízos que a reforma do ensino médio ocasiona à formação dos/as jovens brasileiros/as.
Atenção: edital que circulou nas redes sociais nessa segunda (20) é falso
Jornalista: Alessandra Terribili
Nesta segunda-feira (20), circulou pelas redes sociais um edital FALSO de concurso público. A Secretaria de Educação (SEDF) alertou que o único meio oficial de comunicação para esses fins é o Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) e que, quando for o momento, é lá que o edital será publicado.
Em nota, a SEDF afirmou que “O verdadeiro edital encontra-se ainda em construção, sendo documento restrito de tramitação exclusiva entre o Instituto Quadrix e a comissão responsável pela realização do certame”. O falso texto divulgado nas redes nada mais é que uma coleção de recortes com alguns trechos do Projeto Básico, documento público que norteia a escolha da banca e se encontra no site da SEDF.
Tão logo o edital seja publicado no DODF, o Sinpro o divulgará em seu site e redes sociais.
Pós-Graduação do Sinpro: confira lista de inscrições homologadas e prazo para recursos
Jornalista: Alessandra Terribili
O Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da UnB (CEAM) e a Comissão de Seleção do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu em Educação Básica e Direitos Humanos na Perspectiva Internacional (EBDHI) publicaram o resultado preliminar da lista de inscrições homologadas, conforme o edital nº 01/2022.
O Sinpro destaca que o período de interposição de recursos é 24 e 25/06, e a divulgação do resultado final será em 28/06. Os recursos deverão ser encaminhados à Comissão Examinadora através do e-mail sec.ebdhi@unb.br. No anexo 4 do edital (veja AQUI) há um modelo.
Prazo para inscrições ao XII Concurso de Redação e Desenho termina nesta segunda (20)
Jornalista: Maria Carla
Após 10 dias de prorrogação, o sindicato encerra, nesta segunda-feira (20), o prazo para inscrições no XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF. Aproveite os últimos minutos e faça a inscrição! Os(as) estudantes de escolas públicas do ensino regular, ensino especial, Altas Habilidades e EJA (Educação de Jovens e Adultos), incluindo estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional, podem participar do concurso, que, este ano, traz como tema a “Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós”. A atividade é gratuita e pode ser feita clicando aqui.
Para esta edição é feita a reflexão de que o movimento artístico que rompeu com a formalidade e deu um grito por liberdade centrado no “eu” agora é contextualizado com o “nós”. O 22 de hoje traz a arte-resistência que transpõe a estética e se enraíza no social; realizada na periferia, pelo povo pobre, preto, marginalizado. “A arte é uma das maneiras mais eficazes de denunciar a opressão, os interesses escusos de governos, as atrocidades feitas com um povo. Ao mesmo tempo, a arte também é uma das principais ferramentas de conscientização da população que, a partir do lúdico, pode compreender definitivamente a atuação das classes dominantes”, analisa a coordenadora de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF, Letícia Montandon.
A diretora ainda explica que o espaço da escola é determinante para que a arte-resistência seja valorizada e visibilizada. “A partir das redações e desenhos queremos despertar nos estudantes e nas estudantes da rede pública de ensino a importância da arte e da cultura na construção de uma sociedade justa, plural; democrática. No centenário da Semana de Arte Moderna, queremos ressaltar que o hoje quer a periferia em vez de elitismo, o protagonismo do povo preto em vez de racismo; as mulheres organizadas em vez de machismo, o povo indígena em vez de latifúndio, a comunidade LGBTQIA+ em vez de preconceito; a juventude afrontosa em vez de autoritarismo. E é a educação libertadora que traçará esse destino”, diz a sindicalista.
O Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF integra a campanha Quem bate na escola maltrata muita gente.
Embora as inscrições só possam ser feitas pela internet, a entrega do trabalho poderá ser feita digital ou presencialmente, na sede ou em uma das subsedes do Sinpro-DF. O trabalho deve ser entregue em folha específica disponível para download no site do Sindicato, junto com autorização para utilização do trabalho concorrente em qualquer peça de comunicação do Sinpro-DF. O modelo de autorização também está disponível no link da inscrição.
O regulamento do concurso divide a apresentação de trabalhos em sete categorias, nas modalidades redação/poesia e desenho. Para cada faixa etária/segmento há regras específicas, como, por exemplo, quantidade mínima e máxima de linhas para a redação.
Premiação
Nesta edição, serão premiados os três primeiros lugares de cada categoria. Em todas elas, o 1º lugar receberá um aparelho celular Samsung Galaxy A12 64GB; o 2º será premiado com um aparelho tablet Samsung Galaxy Tab A7 lite 32GB 4G; e o 3º lugar leva um aparelho celular Samsung Galaxy A02 32GB. Estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional poderão ter o prêmio convertido em dinheiro.
Também serão contemplados professores(as) ou orientadores(as) indicados(as) pelos(as) estudantes vencedores(as) de cada categoria, com premiações de R$ 1.200 para o 1º lugar, R$ 500,00 para o 2º lugar e R$ 300 para o 3º lugar.
Oficina de música para surdos e deficientes auditivos
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Neste fim de semana (sábado e domingo, dias 18 e 19/6) às 16h, o público com surdez ou deficiência auditiva terá a oportunidade de viver a experiência de performances musicais, técnicas, dinâmicas e jogos musicais especialmente adaptados.
“Através da vibração sonora e de guias visuais, apreciaremos músicas, faremos músicas e jogos e dinâmicas musicais adaptadas para a comunidade surda ou deficiente auditiva”, conta Danilo Cabral, estudante de licenciatura em música da UnB e um dos idealizadores do evento.
O evento, gratuito, é um projeto da Funarte. Ocorre Na Cia Lábios da Lua, no Gama (Quadra 4, Lote 16 Lojas 1/2 Setor Sul), no sábado e no domingo, às 16h, e é acessível em Libras.
A Escola Vai Ao Cinema – Uma Aula de Cinema está com inscrições abertas para sua primeira edição. Até o dia 15 de julho, os coordenadores e diretores das escolas públicas do Distrito Federal podem se inscrever através no link disponível aqui. São 5 mil vagas para estudantes do ensino infantil, fundamental, médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). As sessões acontecem nos três turnos, manhã, tarde e noite, no Cine Cultura Liberty Mall, a programação é dividida por faixa etária e inclui transporte, pipoca, suco, lanche e água para as turmas.
A ideia desse projeto é proporcionar aos estudantes de baixa renda o acesso à sétima arte. As escolas selecionadas devem formar grupos de 90 alunos da mesma faixa etária: de 4 a 6 anos, de 7 a 9 anos, de 10 a 12 anos e a partir de 13 anos. As sessões de cinema são para estudantes de todas a séries, incluindo as turmas da EJA.
As inscrições estão disponíveis para escolas de Águas Claras, Brazlândia, Candangolândia, Ceilândia, Cruzeiro, Gama, Guará I, Guará II, Itapoã, Jardim Botânico, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Sobradinho I, Sobradinho II, Taguatinga, Varjão, Vicente Pires, Sol Nascente, SCIA – Estrutural e Plano Piloto. Cada escola poderá inscrever-se somente uma vez. Parte das vagas são reservadas para escolas da área rural e de ensino especial.
A programação prioriza filmes que podem ser trabalhados junto com o conteúdo ensinado em sala de aula. Todas as obras são brasileiras para, além de valorizar o cinema nacional, criar uma identificação entre o público e o que é visto na telona.
As crianças de 4 a 6 anos vão se divertir com “Peixonauta – O Filme”, e “Gemini 8”; para a garotada de 7 a 9 anos, vai ter o filme escolhido é “Tainá – A Origem”; os estudantes de 10 a 12 anos vão ver “Turma da Monica – Laços” e a animação “Tito e os Pássaros”. Finalmente, os adolescentes poderão conferir “Pureza”, “O Outro Lado do Paraíso” e “Cora Coralina – Todas as Vidas”.
O projeto A Escola Vai Ao Cinema é realizado pelo Cine Cultura com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal e o apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
Bandidos usam nova fraude para extorquir dinheiro da categoria
Jornalista: Maria Carla
Desde a semana passada, os criminosos usam um novo método para lesar financeiramente os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. Eles e elas se apresentam como funcionários da Câmara de Conciliação de Precatórios, utilizando os números de telefone (61) 2626-2740 e (61) 9825-6570 e informando o resultado do julgamento das propostas de acordo com o último lote, nos termos do edital.
Como forma de tentar enganar a categoria, uma criminosa, se identificando como Mônica Coimbra, se apresenta como secretária do Escritório de Advocacia: Resende, Mori e Fontes. Durante o diálogo, a falsária informa que o escritório, representado por Hélio Franco Borges e Rodrigo da Rocha Lima Borges, está com a ação processual do(a) professor(a)/orientador(a) educacional, informa o número de um processo (0003718-97.2004.8.07.0000) e diz que foi autorizada a ordem de pagamento do processo. Em seguida, solicita que entre em contato com uma advogada pelos telefones 2626-5741 e 99859-9031. Tudo isto é mais uma manobra criminosa para tentar lesar a categoria.
Após o primeiro contato, os(as) estelionatários dizem que as propostas indeferidas poderão ser objeto de recurso administrativo em um prazo de 5 dias úteis em petição física direcionada à câmara, com protocolo no posto de atendimento da Procuradoria Geral do Município. Em seguida dizem que é preciso o depósito de um valor para as custas advocatícias e taxas de cartório.
Tudo isso é mentira: é golpe! Não deposite nenhuma quantia em dinheiro. É golpe! O Sinpro alerta para o fato de que nem o sindicato e nem os escritórios de advocacia que integram o Jurídico da entidade pedem dinheiro para recebimento de valores referentes a ações judiciais. Antes de fazer qualquer depósito ou repassar qualquer informação, ligue para o Sinpro.
Fiquem atentos(as) às novas “modalidades” de extorsão de dinheiro. A cada nova abordagem, os(as) bandidos(as) se aperfeiçoam e procuram facilitar e aligeirar o furto de dinheiro de quem tem processos a receber. É preciso ter cuidado e boa observação para não cair no golpe.
Para facilitar a compreensão de todos(as) sobre as estratégias utilizadas pelos(as) golpistas, seguem todas as versões usadas e denunciadas ao Sinpro:
Golpe 1
Criminosos ligam para a casa de educadores(as) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento, pois a conversa é feita em aplicativo com perfil que leva a foto da logo do Sinpro-DF.
Golpe 2
Para o furto via telefone, usam vários nomes. O nome “Cláudia Maria Rodrigues”, que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e o celular/WhatsApp, 96519820, é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao Sinpro-DF que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 3181-0285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo”, com o número de telefone 99849-7364.
Golpe 3
Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao Sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.
Golpe 4
Outra modalidade é o golpe com transferência por PIX. Assim como os outros métodos, o golpista solicita um valor para liberar uma quantia à vítima. No caso de transferência por PIX, não há um sistema de retorno ou cancelamento do envio.
Golpe 5
Nesta modalidade, o golpista envia à vítima, via WhatsApp ou e-mail, documento simulando papel timbrado do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento ainda leva o nome de dirigentes do Sinpro-DF. No último relatado ao Sinpro-DF, constava o nome da dirigente Silvia Canabrava. O envio é feito posteriormente a uma ligação, em que o criminoso confirma vários dados da vítima, como nome completo, CPF e nome do pai e da mãe.
Golpe 6
O golpe mais recente consiste no envio de carta nominal, com logomarca de escritório de advocacia fantasma. O documento falso é enviado pelos Correios e traz uma série de argumentos jurídicos bem fundamentados, além de endereço de e-mail, telefones e assinatura com registro da OAB.
Golpe 7
O primeiro golpe de 2022 chega por WhatsApp e vem supostamente do “Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, DF”. É nominal, informa que o pagamento do precatório referente ao processo da pessoa está liberado para a data de hoje, “primeira ou segunda parcela”. O titular deverá entrar em contato com uma “Dra. CHRYSTIANE MAIA GUERCO FARIA LUCAS MORI (OAB: 38015/DF)” para solicitação do recolhimento dos alvarás de liberação do precatório, nos telefones (061) 99687-2994 ou (061) 99667-9219 (outros números também são usados nesse golpe), e se a pessoa não entrar em contato até às 15h, deverá esperar “uma segunda chamada com carência de tempo de 5 a 10 anos”. Mas é golpe.
Golpe 8
Na nova modalidade criminosa, os bandidos ligam pelo telefone 3322-1515 – contato oficial do Banco de Brasília (BRB), mas clonado – informando que o banco fez um PIX por engano para a conta do(a) professor(a) ou orientador(a) educacional, solicitando a devolução do valor. Além deste procedimento, os estelionatários também ligam dizendo ser de uma empresa jurídica ligada ao BRB, fazendo a cobrança de tarifas não pagas. Na maioria das vezes, os falsários enviam um link ou pedem dados para “corrigir o problema” e até mesmo solicitando dinheiro. Não abra o link, não forneça dados ou transfira qualquer quantia em dinheiro. Trata-se de um golpe!
Golpe 9
Em mais uma versão utilizada pelos estelionatários, um professor foi contatado e informado que havia sido autorizado o pagamento de R$ 108 mil referente ao precatório do Ticket Alimentação, ação movida por um suposto escritório jurídico do Sinpro. Porém, para receber o dinheiro, o educador deveria pagar as taxas, valor totalmente indevido, uma vez que o sindicato nunca solicita nenhum tipo de transação bancária para que professores(as) e orientadores(as) educacionais recebam vantagens financeiras. Para identificar se a ligação é um golpe, basta ficar atento ao pedido de qualquer tipo de taxa/valor/dinheiro para recebimento de precatório. Caso a pessoa peça dinheiro, tenha a certeza que se trata de um golpe!
Confira nas matérias, a seguir, as modalidades e o modus operandi:
CEF 20 de Ceilândia realiza Mostra Cultural e Científica 2022
Jornalista: Maria Carla
Nesta quarta-feira (15), o Centro de Ensino Fundamental nº 20 de Ceilândia (CEF 20) realiza a Mostra Cultural e Científica CEF 20 2022. A abertura será às 10h30 e o encerramento, às 16h30. No intervalo entre início e fim, haverá exposições, apresentações e oficinas sobre vários temas ligados às disciplinas.
Outro ponto culminante do evento é a inauguração do Laboratório de Ciências. A escola fez uma espécie de concurso entre os(as) estudantes para a escolha do nome do laboratório. Os nomes escolhidos serão premiados com uma camiseta.
A mostra é a culminância da atividade pedagógica realizada no bimestre. “Todos os(as) professores(as) participam, cada um com seu projeto, quer seja da área de ciências, matemática, português, história, geografia, etc. Como é escola integral, a mostra envolve professores do matutino e do vespertino”, informa Dayse dos Santos Batista, supervisora pedagógica.
Ela conta que “foi feito um concurso de desenho com estudantes internos e externos para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Eles e elas confeccionaram desenhos e a gente enviou para garantir a participação deles e delas nessa seleção. Aí aproveitamos para fazer uma pré-seleção desses desenhos aqui na escola para serem a logo da nossa camiseta da mostra e também usaremos nosso laboratório”.
Com 39 professores(as) e 540 estudantes, o CEF 20 é uma Escola Integral de Ensino Fundamental (EIEE) e a mostra visa a trabalhar os temas transversais com os(as) estudantes, trazendo um aprendizado mais significativo, culminando em apresentações artísticas e culturais e despertar o espírito científico e investigativo por meio de experimentos de ciências. Tem também o objetivo de trabalhar o raciocínio lógico de forma criativa e dinâmica por meio de jogos.
“A geometria do corpo”: o casamento da matemática com a educação física
Dentre as várias apresentações previstas para esta quarta, um dos destaques é o casamento das disciplinas matemática e educação física. Quem achava que isso era impossível, vai se surpreender na apresentação de dança da professora de educação física Sandra Reis e vai perceber que tudo na vida está interligado. Ou seja, embora a educação no mundo inteiro segmentou o conhecimento da vida em disciplinas, ele, o conhecimento, é único.
“As fotos são uma prévia do que vamos apresentar, amanhã, na mostra cultural. Uma das partes desse projeto interdisciplinar é o meu projeto que uniu educação física, que é a minha disciplina, com matemática. O meu projeto mostra o corpo e a matemática. Faremos movimentos com figuras da matemática”, explica a professora.
As fotos do projeto da professora Sandra Reis a serem apresentadas na exposição foram tiradas pelo Sinpro-DF. Trata-se de uma apresentação de dança cujo título é “A geometria do corpo”.