Sinpro negocia AFAST para participantes do 12º CTE

O Sinpro-DF orienta os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais efetivos(as) que serão delegados e delegadas no 12º Congresso dos Trabalhadores em Educação “Um outro Brasil é possível” (12º CTE)a solicitarem o AFAST no ato da inscrição para conseguirem participar do congresso nos dias 7,  8 e 9 de julho.

 

Ou seja, o sindicato reforça a orientação de que os delegados e as delegadas que irão participar do 12º CTE devem abrir o processo solicitando o AFAST no SEI imediatamente após a inscrição com o “De acordo” da direção indicando como será a substituição. É importante lembrar que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) não estão incluídos nessa necessidade de obterem o AFAST. Caso seja necessário, o sindicato dará novas orientações.

 

12º CTE  “Um outro Brasil é possível”

 

O 12º CTE “Um outro Brasil é possível” será realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães no dia 7/7, à noite e, nos dias 8 e 9/7, durante o dia. O congresso ocorre no momento em que o Brasil vive um cenário de ataque severo à democracia e ao Estado democrático de direito e de bem-estar social, em que o fundamentalismo religioso e o negacionismo ditam regras retrógradas e privatizam tudo que pertence ao Estado e ao povo brasileiro.

 

O 12º CTE debaterá as conjunturas internacional, nacional e local; a educação pública, gratuita, de qualidade, laica e socialmente referenciada; e a organização sindical. A partir das discussões, será elaborado um plano de lutas, com propostas e estratégias para alcançar um outro Brasil: aquele que faça o povo sorrir.

 

Sinpro convida aposentados para plenária que elegerá delegados ao 12º CTE

A Secretaria de Aposentados do Sinpro-DF realizará plenária com objetivo de eleger delegadas(os) para participar do 12º Congresso dos Trabalhadores em Educação “Um outro Brasil é possível” (12º CTE).

Um dos critérios para participar da seleção é a presença na plenária, que será realizada na quarta-feira (15/6), às 14h, na sede do Sinpro, no SIG Quadra 6. Conforme divulgado, 70 vagas foram disponibilizadas para os(as) aposentados(as). Os(as) contemplados(as) preencherão uma ficha de inscrição nesse mesmo dia.

O congresso será realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães no dia 7 de julho, à noite, e dias 8 e 9 de julho durante o dia. Esse encontro ocorre no momento em que o Brasil vive um cenário de ataque severo à democracia e ao Estado democrático de direito e de bem-estar social, em que o fundamentalismo religioso e o negacionismo ditam regras retrógradas e privatizam tudo que pertence ao Estado e ao povo brasileiro.

Os(as) participantes debaterão as conjunturas internacional, nacional e local; a educação pública, gratuita, de qualidade, laica e socialmente referenciada; e a organização sindical. A partir das discussões, será elaborado um plano de lutas, com propostas e estratégias para alcançar um outro Brasil: aquele que faça o povo sorrir.

Contaminação cresce nas escolas do DF; Sinpro cobra providências da SEDF

Todos e todas temos visto pela imprensa que a alta de contágio pelo novo coronavírus atinge todo o país, cinco meses depois da última grande onda de contaminações. No DF, a situação é ainda pior em relação aos demais estados. Nesta quarta-feira, 08, o índice de transmissibilidade chegou a 1,63 na capital federal, o que significa que cada 100 pessoas contaminadas transmitem o vírus para outras 163 – ou seja, pandemia fora de controle.

Dados da Codeplan (Companhia de Planejamento do DF) publicados na última terça-feira, 07, apontam que a capital federal é a quarta unidade da federação com maior número de novos casos proporcionalmente – atrás apenas do Acre, do Amapá e do Paraná. De acordo com a Codeplan, a semana de 30 de maio a 5 de junho apresentou um aumento de 167,38% no número de pessoas infectadas em relação à semana anterior.

 

A realidade das escolas

Para a educação, esses números representam um grande sinal de alerta. Muitas escolas, nas diversas regiões do DF, registram explosões de casos, algumas delas tendo que fechar as portas e retomar a modalidade remota de ensino por um período.

Não era inesperado. Com a liberação descontrolada de aglomerações em espaços fechados e a desobrigação do uso de máscaras, era previsível que o contágio aumentaria, ainda mais em se tratando de uma variante altamente transmissível da doença. Tão previsível quanto isso é que as escolas seriam duramente atingidas pela nova onda de contaminações, afinal, são ambientes propícios à propagação do vírus, ainda mais na conjuntura de superlotação de salas de aula que vimos enfrentando no DF.

A comissão de negociação do Sinpro pautou essa questão junto ao governo em reunião realizada nesta quarta-feira, dia 08, e cobrou que sejam tomadas providências diante da situação alarmante. A SEDF afirmou que está em diálogo com a Secretaria de Saúde e aguardando o estabelecimento dos próximos protocolos.

Uma das questões centrais para frear a circulação do vírus, como já está comprovado, é a vacina. “É urgente que se inicie a aplicação de doses de reforço em crianças e adolescentes”, afirma Luciana Custódio, diretora do Sinpro. “Também temos pressionado para que o governo tome as definições necessárias para ampliar a segunda dose de reforço para o conjunto da população o mais rápido possível, especialmente para nossa categoria, que foi imunizada com vacinas da Janssen na dose única e na dose de reforço há mais de seis meses”, completa ela.

O Sinpro também chama a atenção para a necessidade de orientações objetivas da SEDF para as escolas, especialmente em casos de surtos. “É preciso estabelecer qual a quantidade mínima de casos de Covid que obrigaria a escola a suspender suas aulas presenciais e efetuar procedimentos de sanitização”, destaca Luciana.

Além disso, a diretoria colegiada do Sinpro tem sugerido às escolas que orientem firmemente o uso de máscaras por todos, bem como a correta higienização das mãos, a ventilação adequada dos ambientes – salas de aula e salas de professores, por exemplo -, além de buscar garantir o distanciamento social tanto quanto for possível. No momento, também, é desejável a suspensão de eventos que gerem aglomeração.

 

Subnotificação

A situação é grave e sabemos que a subnotificação, possivelmente, é maior do que nunca. Ou seja, os números tendem a ser mais alarmantes do que conhecemos. “Um dos problemas desta quarta onda de covid-19 no Distrito Federal é a baixa testagem pelos sistemas de vigilância por causa dos testes de farmácia e do fato de as pessoas com sintomas leves não buscarem o atendimento hospitalar. Com isso, nós tendemos a enxergar uma parte menor do que está acontecendo na realidade”, disse ao Sinpro o professor Jonas Brant, coordenador da Sala de Situação de Saúde da UnB.

“A gente sabe que nos meses de inverno, as pessoas ficam mais juntas, em ambientes fechados, e isso predispõe para o aumento de doenças infecciosas e de transmissão respiratória, como é o caso do SARS-Cov-2, de Influenza, Sincicial Respiratória e outros vírus que circulam durante este período de forma mais intensa”, alertou a infectologista Joana D’Arc Gonçalves da Silva, da Secretaria de Saúde do DF, também em entrevista ao Sinpro. “Dependendo do número de casos na escola, é importante a vigilância epidemiológica juntamente com o governo tomarem uma decisão mais radical e avaliar a necessidade de obrigatoriedade de algumas ações”, afirma a médica.

MATÉRIA EM LIBRAS

Sem diálogo, SEDF define que reposição deve ser feita 18 ou 25 de junho; comunicação deve ser feita pelas escolas até quinta (09)

Dando mais uma demonstração de sua indisposição para o diálogo, a Secretaria de Educação (SEDF) novamente definiu e comunicou as regionais de ensino (CREs) quanto à reposição da paralisação do último dia 1º de junho sem negociação com o Sinpro.

Na circular 10/2022, enviada às CREs, a SEDF orienta que as escolas devem informar à Uniplat (Unidades Regionais de Planejamento Educacional e Tecnologia na Educação) se aderiram ou não à paralisação de 01/06 e, em caso positivo, também informar a data de reposição presencial entre as seguintes possibilidades: 18 e 25 de junho.

A ata com a escolha do dia de reposição, referendadas pelos professores(as) da escola, deve ser enviada à Uniplat até as 12h desta quinta-feira, 09 de junho.

O Sinpro reafirma a necessidade e a importância de a SEDF retomar a prática de definir calendário de reposição de aulas em mesa de negociação, como sempre foi feito, historicamente.

Clique AQUI para ver a circular da SEDF.

Assembleia de prestação de contas do Sinpro será na próxima terça (14)

Na próxima terça-feira, 14 de junho, o Sinpro realiza sua assembleia geral ordinária de prestação de contas. A assembleia acontece no auditório Paulo Freire, da sede do Sinpro no SIG (quadra 06, número 2260), e está marcada para 18h30. A assembleia começa com qualquer quórum, em segunda convocação, às 19h.

A pauta única é apreciação dos balanços financeiro e patrimonial do Sinpro-DF, exercício de 2021. O edital de convocação foi publicado no Jornal de Brasília no último dia 1º de junho.

Podem participar da assembleia geral ordinária de prestação de contas todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da ativa ou aposentados(as), regularmente filiados(as) ao sindicato.

Sinpro mostra em vídeo construção do mural contra o bullying na EC 10 do Gama

Há décadas as escolas públicas do Distrito Federal vêm aperfeiçoando as atividades pedagógicas de combate à violência. Uma delas é o combate ao bullying – uma palavra em inglês que significa assédio moral, em português. A Escola Classe 10 do Gama (EC 10 Gama) adotou a prática da conscientização e do respeito humano para combater esse e outros tipos de violência. A atividade é feita anualmente para, desde logo, prevenir essa e outras violências na escola.

Assim, em todo início de semestre, a escola realiza uma ação de conscientização contra o bullying e para a paz, que tem surtido efeito. Segundo relato dos(as) professores(as), as brigas e agressões têm diminuído dia após dia e dado lugar ao respeito e à paz. Nada melhor do que a política da boa vizinhança. Para isso, o orientador educacional e professor Neilan Costa usou a pedagogia do mural para estimular a criatividade e, ao mesmo tempo, conscientizar os(as) estudantes contra essa violência.

Neste primeiro semestre de 2022, a conclusão dessa construção para a paz foi encerrada na manhã de quinta-feira (2/6), quando os(as) estudantes, professoras(es) e o orientador educacional construíram o mural contra o bullying na escola. O Sinpro-DF foi lá para prestigiar e registrar a atividade pedagógica em um lindo vídeo sobre o mural, cujo tema deste semestre é “Faça bonito! Diga não ao bullying”. Confira o vídeo no final desta matéria.

“Desenvolvemos o projeto de prevenção ao Bullying e Cyberbullying todo início de ano em todas as turmas como forma de prevenir as agressões verbais, físicas e psicológicas e orientamos a todos(as) os(as) estudantes a como utilizar de forma responsável as ferramentas tecnológicas, como smartphones, computadores e redes Sociais”, explica o orientador educacional.

Neilan afirma que esse trabalho de conscientização foi determinante para diminuir, consideravelmente, os conflitos entre os e as estudantes. “E tem dado muito certo realizar, no início de todo semestre, essa atividade de prevenção. O trabalho de prevenção ao bullying começou no início de março e concluímos no dia 2 junho, com a construção do mural realizado por todas turmas do 1º ao 5º Ano”.

Ele também explica que a construção do mural é uma dinâmica em que cada criança faz e cola no mural alguma coisa relacionada ao tema. “Na dinâmica da construção do mural, busquei cada turma com sua professora e cada estudante trouxe sua flor lhe representando. Ao chegar em frente ao mural, entregaram a flor às educadoras sociais, que estavam colando, porque foi preciso colar com cola quente, e, em seguida, tiramos fotos deles em frente ao mural. Afinal, criança tem de ser regada com carinho, amor e dedicação. E nós, enquanto educadores, devemos proporcionar a elas tudo isso!”, declarou

 

Bullying – o assédio moral nas escolas

 

Um dos lugares em que o bullying é mais recorrente, em qualquer lugar do mundo, é nas escolas. Em Brasília, capital do País, o tema é frequentemente discutido entre especialistas, governantes, políticos, professores(as), orientadores(as) educacionais e comunidade escolar. Já foi tema até de audiência pública na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em 2012.

No bullying, os(as) agressores(as) costumam ameaçar ou intimidar alguém. No geral, a ação implica em humilhar por qualquer motivo; excluir; discriminar por cor, raça, gênero, sexo etc. Qualquer coisa é motivo para a discriminação. Consiste, sobretudo, em falar mal dos outros e fazer fuxicos do mal, com difamações e outros assédios com o intuito de agredir, excluir, humilhar e massacrar a vítima. Segundo estudiosos, as agressões verbais são mais comuns do que agressões físicas e, na escola, elas ocorrem com bastante frequência.

O bullying é tão nocivo que causa danos psicológicos e psiquiátricos à vítima e é um perigo por ser uma discriminação que, muitas vezes, evolui para ocorrências mais graves, como agressões físicas, ameaças de morte ou até atentados às escolas.  Nos EUA, por exemplo, a combinação de venda de armas sem controle e indiscriminada para qualquer pessoa com a prática do bullying tem resultado em grandes tragédias dentro das escolas.

Tem até um filme chamado “Tiros em Columbine“, em que o diretor, Michael Moore, traz a análise e a preocupação com esses dois temas e mais alguma coisa. Vale a pena assistir porque o documentário faz uma reflexão sobre um massacre dentro da Columbine High School, em Columbine, no Colorado, em 20 de abril de 1999.

Contudo, a escola Columbine, nos EUA, não é caso isolado. Todo dia os EUA estão nas páginas dos jornais com tragédias como essa dentro de escolas. Em maio deste ano, por exemplo, 19 pessoas entre professores e crianças foram assassinadas dentro de uma escola no Texas. Esse é um problema recorrente dentro das instituições de ensino nos EUA porque, dentre outras doenças sociais daquele país, é decorrente do assédio moral (bullying) combinado com a venda indiscriminada de armas de fogo.

 

Confira o vídeo:

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Em votação pequena e sem participação de estudantes, CELAN é militarizado

Mesmo com as péssimas experiências de militarização nas escolas da rede pública do DF vindo à tona, especialmente nas últimas semanas, e com a manifestação do Ministério Público do DF, que derrubou a legalidade desse processo, o Governo do Distrito Federal encaminhou o processo de militarização do Celan (CEF 01 do Lago Norte) no último sábado, 04 de junho.

Em reunião esvaziada – foram 135 votos diante de uma comunidade que conta com cerca de 840 estudantes e mais de 50 profissionais do Magistério*, sem contar os servidores da carreira assistência e terceirizados -, 111 votantes manifestaram seu apoio ao projeto de militarização.

Os estudantes foram praticamente excluídos da tomada de decisão. Em convocação enviada à comunidade, definiu-se que os e as estudantes só poderiam votar se tivessem mais de 16 anos. Vale destacar que se trata de um Centro de Ensino Fundamental, ou seja, a escola trabalha com adolescentes até o 9º ano.

Estudantes de fora

A exclusão dos(as) estudantes chama a atenção também porque dois professores do Celan encaminharam uma pesquisa que revelou que a ampla maioria dos(as) adolescentes é contra a militarização. Na mesma pesquisa, cujo questionário foi aplicado pelos próprios estudantes, os entrevistados disseram conhecer o assunto, e acreditam que para a escola melhorar é preciso mais professores, não mais militares. Confira AQUI o resultado completo da pesquisa.

O professor Pedro Lucas Gracie, um dos elaboradores da pesquisa, afirma que, embora a repercussão dos resultados na escola tenha sido positiva, ela não surtiu o efeito necessário, pois os estudantes continuaram silenciados no processo decisório. “Nós queríamos ampliar o debate, trazer mais elementos para a discussão, afinal, o processo todo foi muito rápido”, conta Pedro.

O primeiro debate sobre o tema na escola, envolvendo o grupo de professores(as) e orientadores(as) educacionais, aconteceu em 18 de maio. Na ocasião, foram apresentados questionamentos quanto aos resultados do processo de militarização de outras escolas – dados de evasão escolar, índices de desempenho, número de pedidos de transferência, por exemplo -, mas não houve resposta. Alguns professores também falaram das carências no quadro do Celan, que não poderiam ser supridas por policiais militares, mas sim, por profissionais de educação.

“Pela pesquisa, a esmagadora maioria dos estudantes acredita que o Celan precisa mais de professores que de policiais, e nossa escola tem mesmo sofrido com a falta de profissionais”, destaca o professor Anderson Magalhães, parceiro de Pedro da elaboração e implementação da pesquisa. Segundo ele, em debate com a escola, a Secretaria de Educação não se comprometeu com a solução desse problema.

Para Ana Cristina Machado, diretora do Sinpro que acompanha o Celan, a postura faz parte da mesma concepção que promove a militarização: “No Celan, faltam professores, faltam servidores, faltam monitores… Devido à falta de recursos humanos, a escola tem dificuldade para funcionar, e a SEDF finge que a militarização é uma ‘tábua de salvação’, o que é uma falácia”, considera Ana. “Como todos os órgão públicos e a sociedade em geral, as instituições de ensino precisam de segurança, mas isso se faz com o Batalhão Escolar na porta da escola”, completa ela.

O professor Pedro concorda. “A gente quer o batalhão na escola sim, o problema não é a instituição PM”, destaca ele. “Mas compartilhar a gestão da escola com a polícia deturpa tanto o conceito de escola pública quanto o de gestão democrática”, afirma Pedro.

Pressa para definir por um lado

Menos de três semanas depois daquele primeiro debate, a chamada audiência pública foi convocada e o Celan se tornou a primeira escola militarizada do Plano Piloto. A votação, além de excluir os estudantes, não levou em consideração o resultado da pesquisa realizada com eles. O quórum do encontro foi baixo, conforme já apontado no início desta matéria. Se considerarmos um pai/mãe/responsável por estudante, somando esse número ao de estudantes e profissionais da escola, chegaríamos a um universo de quase 1.800 pessoas. A votação no Celan reuniu apenas 135, menos de 10% dessa comunidade.

Lara Cardoso, professora da Sala de Recursos do Celan, acredita que o processo encaminhado com tanta rapidez prejudicou o debate democrático. Foi ela quem fez a fala contrária à militarização na audiência. “Num universo de 840 alunos, a gente teve menos de 60 pais decidindo o futuro da escola”, aponta ela. “Teriam sido necessárias mais audiências, mais debate, pois só com informação e exposição ao contraditório a comunidade poderia ter sua opinião formada para fazer a melhor escolha”, considera Lara.

A diretora do Sinpro Márcia Gilda esteve no Celan na manhã da audiência. Ela e outros foram impedidos de distribuir panfletos que questionavam o processo de militarização de escolas no DF. “Infelizmente, após quase dois anos de atividades remotas, ao retornar para o ensino presencial, a Secretaria de Educação não apresentou um projeto de recomposição das aprendizagens, e pior, falta o indispensável numa escola que é o professor e a professora”, diz Márcia. “Na contramão de um projeto político-pedagógico emancipador, que garanta o protagonismo de nossas alunas e alunos, o que se vê é uma cortina de fumaça chamada militarização das escolas, para desviar a atenção da sociedade do sucateamento da Educação Pública do DF”, conclui.

MP revoga legalidade da militarização

Em vigor no DF desde janeiro de 2019, o projeto de militarização de escolas implementado por decreto pelo governador Ibaneis Rocha teve revogada sua legalidade a partir de nota técnica do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), publicada no último dia 10 de maio.

A nota técnica do MPDFT apresenta como um dos embasamentos para revogar a legalidade do projeto de militarização os direitos constitucionais ao princípio da dignidade da pessoa humana e ao pluralismo político. Na prática, pelo projeto de militarização das escolas implementado pelo Governo do Distrito Federal, o exercício desses direitos configura falta disciplinar. Sem contar o risco que o projeto representa à gestão democrática.

A nota técnica elaborada pelo MPDFT aponta também a ausência de dados que comprovem o sucesso da proposta de militarização das escolas públicas.

>>> Saiba mais: MINISTÉRIO PÚBLICO DERRUBA LEGALIDADE DE ESCOLAS MILITARIZADAS 

* Dados da SEDF

Dirigentes do Sinpro se licenciam para concorrerem às eleições 2022

As dirigentes sindicais Rosilene Corrêa e Meg Guimarães se licenciaram da diretoria colegiada do Sinpro-DF para concorrerem às eleições 2022 pelo Distrito Federal. Rosilene foi indicada como pré-candidata ao Senado e, Meg, a deputada distrital.

 

Com isso, o Sinpro informa que elas não estão mais em atendimento sobre assuntos relacionados ao sindicato e solicita que, para isso, a categoria deve contatar qualquer um dos outros membros da diretoria colegiada, cujos telefones estão no site da entidade: https://sinpro25.sinprodf.org.br/diretoria/.

 

A desincompatibilização eleitoral é uma exigência constitucional que visa à lisura do pleito, a evitar o abuso do exercício do cargo, a proporcionar igualdade de oportunidade entre candidatos dentre outras coisas. A lei define também que dirigentes sindicais devem realizar o afastamento do cargo nos 4 meses anteriores ao pleito para concorrerem a mandato eletivo.

 

Os números pessoais das diretoras licenciadas são: Rosilene: +55 61 9876-0013. Meg: +55 61 9241-5053

Vídeo do Sinpro denuncia GDF por abandono de aposentados

As TVs abertas estão veiculando o vídeo do Sinpro-DF que denuncia o Governo do Distrito Federal (GDF) por ter abandonado os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) da rede pública de ensino da capital do País. Esse abandono está registrado em vários momentos da história trabalhista entre governo e servidores(as) públicos(as) da Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF).

Por exemplo, ao implantar a reforma da Previdência feita pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, no DF, o GDF taxou duplamente os(as) aposentados(as), que chegaram a perder até R$ 800 reais no salário líquido. Mesmo com tudo caro e a inflação sem nenhum controle dos governos, o GDF não providenciou nenhum tipo de ganho financeiro para esse segmento do magistério a fim de compensar a redução drástica que a política neoliberal do governo Bolsonaro fez no poder aquisitivo dos salários.

Confira no VT alguns dos prejuízos impostos pelo governo. O vídeo faz parte de uma série de VTs que o Sinpro-DF está divulgando nas TVs abertas sobre itens da campanha salarial 2022 dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública. No vídeo, o sindicato denuncia os maus-tratos que a categoria tem sofrido com o atual governo e também alerta a população sobre as políticas econômicas adotadas justamente para prejudicar os(as) aposentados(as) e, consequentemente, os(as) pensionistas da Secretaria de Estado da Educação e de todos os demais setores do trabalho para favorecer banqueiros, rentistas, debenturistas, empresários escravagistas e inadimplentes com suas obrigações fiscais. Fique ligado(a)!

EC 66 divulga abaixo-assinado por água potável em Fazendinha no Sol Nascente

Há tempos, os mais de 110 mil habitantes do Sol Nascente e regiões adjacentes só contam com a rede pública de ensino como presença do Estado no atendimento às suas demandas. Um exemplo disso é a falta de água potável em Fazendinha, localidade pertencente à Região Administrativa do Sol Nascente, e a atuação da Escola Classe nº 66 do Sol Nascente (EC 66) no combate a esse e a outros problemas sociais que afetam, gravemente, o aprendizado dos(as) estudantes.

Para resolver, definitivamente, o problema da falta de água, a comunidade criou, com o apoio da EC66, do Projeto Vida&Água para Aris da Universidade de Brasília (UnB) e do Sinpro-DF, um abaixo-assinado em que reivindica do Governo do Distrito Federal (GDF) e da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal  (Caesb) o direito à água potável e a inclusão da Fazendinha no sistema de água e esgoto da companhia.

Fazendinha é uma localidade pertencente ao Sol Nascente sem acesso às redes de saneamento básico da Caesb. Além da água, a região carece de tudo. Apesar de pertencer à RA, ela não faz parte do perímetro urbano da cidade. E é aí, entre a extrema pobreza e o direito à vida, que a EC 66 desempenha o papel de suporte logístico e administrativo de apoio ao abaixo-assinado e está mobilizando o Distrito Federal inteiro para assinar o documento.

Desde água, esgoto, coleta de lixo, luz até emprego e renda para todas as famílias, a comunidade de Fazendinha carece de tudo. A demanda pelos serviços de saneamento básico já foi encaminhada para o GDF e Caesb há tempos, mas, até agora, nada foi feito. Ou seja, é preciso uma mobilização gigantesca e um abaixo-assinado para o governo enxergar o que está em sua volta e prestar o serviço de administração pública.

“O programa identificou que o único equipamento/serviço público nas Aris é a escola pública e, desta forma, fortalecendo o empoderamento popular, mobilizou as famílias das Aris para lutar pelo acesso à água potável da Caesb. A EC 66 aderiu à essa luta das famílias da Fazendinha, comunidade da Aris Sol Nascente, com a realização do abaixo-assinado (mais de 50 familias)! A luta inicial é pela água e, certamente, se desdobrará pelo saneamento, coleta de lixo, comida, moradia, trabalho, saúde, assistência social, enfim, pelo direito à vida digna!”, afirma a professora Maria Luiza Pinho Pereira, uma das coordenadoras do Projeot Vida&Água para Aris da UnB.

 

Sinpro, Projeto Vida&Água e EC 66 compram caixa d’água

Atualmente, a comunidade tem acesso à água potável graças à parceria do Projeto Vida&Água,  com o Sinpro-DF e da EC 66. Com o apoio logistítico e financeiro da atual diretoria do sindicato, o projeto adquiriu um Reservatório de mil litros para a Fazendinha. A localidade é uma das 47 Áreas de Relevante Interesse Social (Aris), criadas pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em 2009.

A luta por água potável para essas 47 Aris é o principal objetivo do Projeto Vida e Água para as Áreas de Relevante Interesse Social da Universidade de Brasília ((Vida&Água para as Aris/UnB). O projeto é coordenado pelo professor Perci Coelho de Souza, doutor do Departamento de Serviço Social do Instituto de Ciências Humanas, e por Maria Luiza Pinho Pereira, professora aposentada da Faculdade de Educação da UnB e membro fundadora do Grupo de Trabalho Pró-Alfabetização do Distrito Federal Fórum GTPA-Fórum EJA/DF), desde 1989.

O Sinpro-DF é parceiro do Projeto Vida&Água para Aris desde abril de 2020 e aderiu a ele de imediato. Ele é destinado às populações de baixa renda. O projeto tem apresentado uma série de programas na TV Comunitária em que aborda exemplos de lotes de emergências sanitárias, que não têm nada, nem sequer água potável da Caesb, ou seja, estão fora do sistema de redes de água e esgoto da companhia.

“Há muitas famílias em situação de desespero. Não bastasse o frio que essas populações estão sofrendo, vivendo em barracos de madeira, que não estão conectados com a Caesb”, alerta o professor Perci. O Projeto Vida&Água para as ARIS da UnB é coordenado coletivamente e aplica a metodologia da pesquisa-ação com uma rede de redes de movimentos sociais, populares e sindicais, em parceria com o Sinpro-DF.

 

https://youtu.be/s_1ItsSQbkc

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