Inscrições para a pós do Sinpro terminam nesta terça (7)
Jornalista: Maria Carla
As inscrições para o curso de pós-graduação lato sensu do Sinpro, “Educação Básica e Direitos Humanos na Perspectiva Internacional” terminam nesta terça-feira, 7 de junho. Ainda há tempo para inscrições. As informações e o link para as inscrições estão disponíveis aqui.A coordenação do curso solicita que, no ato da inscrição online, todos os documentos sejam enviados dentro de um único arquivo em PDF.
O curso foi elaborado na modalidade de Ensino a Distância (EaD) e é direcionado para profissionais sindicalizados(as), portadores(as) de diploma de graduação relacionado ao tema da educação básica. Será ofertado em parceria com o Grupo de Cooperação Internacional de Universidades Brasileiras (GCUB) e o Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da Universidade de Brasília (Ceam/UnB).
A Parceria Sinpro / Ceam-UnB / GCUB resultou na oferta desse curso de pós-graduação lato sensu que formará especialistas em Educação Básica e Direitos Humanos. Serão ofertadas 200 vagas gratuitas para profissionais sindicalizados, com reservas de vagas para aposentados(as), professores(as) de contrato temporário, e também para negros, quilombolas e pessoas com deficiência. O processo seletivo consistirá em análise de currículo e comprovantes.
Eventuais dúvidas sobre as inscrições devem ser enviadas ao e-mail sec.ebdhi@unb.br.
Texto de Letícia Salorenzzo com edição / atualização de Carla Lisboa
Dia Mundial do Meio Ambiente 2022: Brasil é o pária do mundo
Jornalista: Maria Carla
A comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente completa 50 anos neste domingo (5/6). A data foi instituída num encontro da Organização das Nações Unidas (ONU), em Estocolmo, Suécia, em 1972, para alertar sobre problemas ambientais, chamar atenção para a importância da preservação dos recursos naturais, que até então eram considerados, por muitos, inesgotáveis, e convocar a população mundial a mudar, com urgência, o comportamento com relação à natureza para preservá-la.
Meio século depois, em 2022, o Brasil se vê submerso numa das maiores crises ambientais provocadas por empresários brasileiros e estrangeiros. Todos, sem exceção, são grileiros, invasores, mandantes de assassinatos de lideranças populares, mineradores ilegais, devastadores de florestas, entre outros crimes, atuam sob os auspícios do governo federal. A ação sistemática desses “empresários” e políticos levou o Brasil a ser visto como o pária do mundo quando o assunto é preservação do meio ambiente.
No Dia Mundial do Meio Ambiente de 2022, o País é visto como o maior protagonista mundial do extermínio da natureza. O governo federal e seus aliados nos estados, municídipos e Congresso Nacional retiraram do Brasil uma de suas maiores qualidades, a de ser o protetor da natureza, para ser o pária do mundo nesse e em outros temas da soberania nacional. Desde 2019, de forma coordenada, o governo Bolsonaro e seus ministros, além de deputados federais, senadores e políticos estaduais e municipais ligados ao centrão, atuaram para desmontar o sistema de proteção ambiental. O primeiro ministro que atuou, criminosamente, para isso foi Ricardo Salles. Agora, com Joaquim Leite, o governo instituiu um esquema de desmonte dos órgãos que compõem o sistema de proteção ambiental, reduzindo o Orçamento, extinguindo políticas, pastas e perseguindo e exonerando servidores técnicos.
Enquanto isso, autorizam, e chegam a defender, nas redes digitais, invasões, grilagens, desmatamentos, garimpagem ilegal, tráfico de madeira ilegal e todo tipo de crime ambiental que se possa imaginar em terras brasileiras. O próprio Presidente da República vai a público fazer apologia a crimes ambientais. O resultado é que, em 2021 e, só nos primeiros 3 meses de 2022, o Brasil registrou os piores índices de desmatamento de mata nativa na Amazônia em 10 anos, sendo que quase metade dessa destruição ocorreu em florestas públicas federais, em que Bolsonaro retirou verbas e estrutura para fiscalização. Isso sem contar os recordes de desmatamento registrados entre 2019 e 2021.
A devastação em Terras Indígenas (TI), por exemplo, aumentou 41 vezes entre 2016 (ano do golpe de Estado) e 2021, segundo ano do governo Bolsonaro, confirme indica um estudo do MapBiomas. O desmatamento por causa da mineração em TI saltou, segundo o levantamento, de 58,4 hectares, em 2016, para 2.409 hectares, em 2021. Um crescimento de 41 vezes em apenas 6 anos. A Amazônia Legal registrou, só no primeiro trimestre de 2022, o maior número acumulado de alertas de desmatamento na história do monitoramento feito pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). Segundo os dados da plataforma Terra Brasilis, do Inpe, o total chega a 941,34 km², maior índice desde 2016. Nesse estudo, o Inpe informou também que apenas em março deste ano foram desmatados 312,23 km².
Crime ambiental e conflito no campo
As mortes, ameaças e todo tipo de conflito no campo também aumentaram proporcionalmente ao aumento dos crimes ambientais. O balanço de conflitos no campo, em 2021, também é preocupante. Aliás, o governo Bolsonaro aproveitou a pandemia do novo coronavírus para cometer todo tipo de crime, como foi dito numa reunião do governo em que o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que o momento da pandemia seria o ideal para “passar a boiada”. Clique no título e acesse o vídeo: Salles diz que governo deve aproveitar pandemia e ‘ir passando a boiada’ em medidas regulatórias
E assim o fizeram. Já em 2020, primeiro ano da pandemia, as invasões de terras e assassinatos de indígenas e de lideranças populares aumentaram desesperadamente. Os assassinatos, as grilagens e todos os demais crimes cometidos por este governo contra o meio ambiente só são comparados aos que o Brasil viveu antes da Constituição de 1988. Atualmente, estão ocorrendo mais assassinatos de trabalhadores rurais, crescimento dos registros de trabalho escravo e mais de 1.000% de aumento de mortes por conflitos. Aumentaram os conflitos por água, que já chegam a mais de 300 no Brasil. Isso vai piorar terrivelmente com a privatização da Eletrobrás porque as empresas estrangeiras e os compradores individuais, os chamados rentistas, vão passar a mandar nos rios brasileiros.
É gravíssima a situação do Brasil. A invasão às Terras Indígenas (TI) teve alta de 137% em apenas 2 anos de governo Bolsonaro. Os assassinatos de indígenas aumentaram 61% de 2019 a 2020, segundo dados do relatório “Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil 2020”, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Confira o relatório da violência no campo em 2020: https://cimi.org.br/2021/10/relatorioviolencia2020/
Destruição do meio ambiente, soberania alimentar e educação
A diretoria colegiada do Sinpro-DF alerta para o fato de que esse desmonte nas políticas ambientais é o trunfo deste governo para destruir, mortalmente, a soberania do Brasil e que é importante a população se envolver na defesa das terras públicas, das Terras Indígenas, Terras Quilombolas, assentamentos e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e demais patrimônios nacionais, sobretudo impedir a privatização da Eletrobrás e da Petrobrás.
Quando Bolsonaro ataca o meio ambiente, ataca também a educação porque um Presidente da República, que é a principal autoridade do País, age na destruição das florestas e incentiva a invasão da Amazônia, a dominação das águas por empresas e rentistas privados brasileiros e estrangeiros, bem como as terras, as florestas, e a nossa juventude nas escolas vê essa autoridade com esse comportamento, o que ela irá pensar? Qual exemplo ela terá na sua vida? Como será o futuro desses jovens? Qual vai ser o reflexo da defesa deles do meio ambiente se a maior autoridade do Brasil não respeita a questão ambiental e nem a soberania do País?
Ao atacar o meio ambiente, o governo Bolsonaro atinge a educação pública de outras formas porque ele também tem atacado a educação, afinal, ensino público e gratuito é um direito humano fundamenal, resguardado pela nossa Constituição, que é alvo do projeto neoliberal de privatização do Estado brasileiro posto em curso por este governe e, assim como os crimes ambientais, destroi a cidadania brasileira e a soberania do Brasil.
Do pondo de vista da educação do campo, há também o problema da terra, da água, das matas, que são recursos naturais fundamentais para a nossa sobrevivência, para a sobrevivência dos povos das florestas, dos seringueiros, indígenas, quilombolas, camponeses, comunidades tradicionais e de toda a população do País.
Todos os ataques do governo Bolsonaro ao meio ambiente refletem na soberania alimentar brasileira. Essa priorização em vender veneno, do agronegócio em detrimento da agroecologia, isso reflete na qualidade da alimentação, na vida e na formação dos(as) brasileiros(as) jovens e na sua cidadania. Reflete na formação da pátria brasileira. Como os rios se ligam ao mar, todas as coisas estão interlidadas.
Daí a necessidade da mobilização e união do magistério público na defesa da soberania nacional, da preservação do meio ambiente, das nossas empresas públicas, das nossas riquezas naturais e patrimônios públicos, da pesquisa científica, da universidade e da educação, em todos os níveis, pública, gratuita, laica, libertária, inclusiva, socialmente referenciada, da liberdade de cátedra e todas as outras lutas e formas de assegurar a soberania do Brasil. Defender tudo isso e a luta da classe trabalhadora é salvaguardar o meio ambiente. A proteção da Nação brasileira faz parte de outro projeto de governo diferente deste que está em curso. Está nas nossas mãos a oportunidade e a capacidade de mudar essa realidade. Somente nós, brasileiros(as), podemos retirar a pecha de pária do mundo do nosso País.
GDF se omite, mas a educação cumpre seu papel. Escolas, orientem o uso de máscaras!
Jornalista: Alessandra Terribili
O governador Ibaneis Rocha decidiu não retomar a obrigatoriedade do uso de máscaras. Nos últimos dias, o Distrito Federal vem enfrentando uma onda crescente de contágio, com mais de 2 mil novos casos diários há 4 dias, e tendo confirmado quase 3 mil novos casos nesta quinta-feira (2) – quando a taxa de transmissibilidade atingiu 1,46. Quando o índice está acima de 1, significa que a pandemia está em expansão.
Com aumento de casos e a alta na taxa de transmissão do vírus, a Secretaria de Saúde orientou que o DF tomasse as iniciativas correspondentes a um local de alto risco, conforme apontam os últimos números da pandemia na capital federal. Uma dessas iniciativas seria a retomada do uso de máscaras de proteção em locais fechados ou aglomerados. No entanto, Ibaneis disse que “por enquanto a medida não é necessária”.
A máscara de proteção é um aliado fundamental para controlar a circulação do vírus. A ciência já comprovou que o uso correto das máscaras – cobrindo inteiramente nariz e boca – evita o contágio, mais ainda se combinado com outros mecanismos, como o distanciamento social, a ventilação dos espaços e a testagem em massa.
As salas de aula são espaços que favorecem muito a transmissão, por reunir grande quantidade de pessoas em local fechado. Mesmo com janelas e portas abertas – o que não necessariamente é possível para boa parte das escolas -, é importante manter o uso de máscaras de proteção! A variante ômicron, que vinha predominando no Brasil, é ainda mais transmissível que as cepas anteriores, e todo obstáculo que se impuser à sua circulação será de fundamental importância para controlar a disseminação do vírus.
Portanto, já que o governador Ibaneis não assume sua responsabilidade diante do risco iminente que a pandemia no DF tem representado, é importante que as escolas promovam a conscientização, e protejam o máximo possível os membros da comunidade escolar. A diretoria colegiada do Sinpro sugere que as escolas orientem o uso de máscaras por todos, assim como a correta higienização das mãos, a ventilação adequada dos ambientes – salas de aula e salas de professores, por exemplo -, além de buscar garantir o distanciamento social tanto quanto for possível.
Da mesma forma, é importante que as escolas incentivem a vacinação de profissionais da educação (a segunda dose de reforço – ou “quarta dose” já está disponível para pessoas com mais de 50 anos) e de estudantes. Crianças e adolescentes acima de 12 anos já devem ter seu esquema vacinal completo, e a dose de reforço está disponível.
O Sinpro disponibiliza materiais informativos para contribuir com esse processo. Cartazes para serem expostos nas salas de aula, banheiros e áreas comuns da escola, fortalecendo os métodos de prevenção do contágio. Solicite os materiais para os diretores do Sinpro da sua regional. [link para diretoria]
O Distrito Federal registrou 5,54% de todos os novos casos de covid-19 do país na quarta-feira (1). De acordo com dados do Ministério da Saúde, nessa data, o DF foi a sétima unidade da federação com mais casos em números absolutos, porém, como tem apenas 3 milhões de habitantes, proporcionalmente, a capital federal foi a que mais registrou casos em todo o Brasil no primeiro dia de junho.
De acordo com o boletim semanal da Codeplan (Companhia de Planejamento do Distrito Federal), divulgado na última terça, 31, entre os dias 23 e 30 de maio o DF registrou um aumento de 127,63% do número de novos casos em relação à semana anterior.
O Sinpro enviou na manhã de quinta-feira, 02, mais um ofício à Secretaria de Educação solicitando reunião de emergência com a secretaria para discutir a questão do aumento dos casos de Covid nos ambientes da rede pública distrital de educação. O sindicato ainda não obteve retorno da secretaria.
Vídeo do Sinpro na TV aberta defende concurso público já!
Jornalista: Alessandra Terribili
Vídeo produzido pelo Sinpro em circulação na TV aberta alerta a população de que a falta de professores nas escolas públicas do DF é uma consequência da não realização de concurso público pelo governo Ibaneis.
Desde o retorno presencial às escolas, em agosto de 2021, ficou nítido que faltam profissionais e muitas turmas estão superlotadas. O vídeo denuncia que são mais de 12 mil professores e professoras em contratação temporária. Essa modalidade de contratação é importante para suprir carências imediatas, porém, o GDF atua na ilegalidade ao manter tamanho contingente de servidores(as) não efetivos!
Por isso, uma das principais bandeiras da campanha salarial 2022 é por concurso público já! Uma educação de qualidade depende, também, de professores(as) e orientadores(as) educacionais efetivos realizando seu trabalho nas condições adequadas, em relação contínua com a comunidade escolar e tendo seus direitos garantidos!
Esse VT integrará uma série de vídeos que abordarão os itens da campanha salarial 2022 de professores(as) e orientadores(as) educacionais, conforme resolução de assembleia. Fique ligado(a)!
Câmara Legislativa homenageia a professora Holanda Lopes
Jornalista: Maria Carla
A professora Maria Holanda Lopes de Carvalho, histórica militante do movimento docente no Distrito Federal e ex-diretora Sinpro-DF, é uma das homenageadas da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), nesta sexta-feira (3), na solenidade de comemoração dos 64 anos de Taguatinga.
O autor do pedido é o Professor Reginaldo Veras (PV). Serão entregues Moções de Louvor a várias pessoas que fizeram ou fazem parte de diversas narrativas cotidianas importantes da cidade, como, por exemplo, o ex-deputado distrital e mímico Miqueias Paz e a professora Holanda, como é mais conhecida e, carinhosamente, chamada na categoria.
“São pessoas comuns, heróis disfarçados, que ajudam a contar e a recontar a história de Taguatinga por meio de seus saberes, ofícios, arte e, acima de tudo, por meio do seu amor pela cidade”, diz a nota no site do deputado.
Cidadã Honorária de Brasília
Em agosto de 2013, a professora Holanda foi homenageada pela CLDF com o título de Cidadã Honorária de Brasília. Na ocasião, a diretoria colegiada do Sinpro enalteceu a luta e os preciosos préstimos dela, que hoje é aposentada da Secretaria de Estado da Educação, sempre pautados pela resistência intransigente à ditadura militar e por uma luta militante pelo ensino público, gratuito, laico, inclusivo, libertário e de qualidade socialmente referenciada.
Na época, assim como agora, a diretoria do Sinpro também reafirma a importância da professora Holanda para o sindicato e para a categoria, tanto durante o período em que foi diretora quanto atualmente por se manter presente nas lutas sindical. Em nome do magistério público do Distrito Federal , o Sinpro, mais uma vez, parabeniza a professora Holanda.
CRE de Santa Maria, do Gama e OAB-DF exibem o filme “Medida Provisória”
Jornalista: Maria Carla
Uma parceria entre as Coordenações Regionais do Gama, de Santa Maria e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Distrito Federal(OAB-DF) promovem, neste sábado (4/6), às 15h, uma sessão de cinema exclusiva do filme “Medida Provisória”, cuja direção é do ator e diretor Lázaro Ramos.
Estrelado por grandes nomes da dramaturgia e da música, como Taís Araújo e Seu Jorge, o filme um corte no tempo e, segundo o enredo, “num futuro distópico, o governo brasileiro decreta uma medida provisória, em uma iniciativa de reparação pelo passado escravocrata, provocando uma reação no Congresso Nacional. O Congresso então aprova uma medida que obriga os cidadãos negros a migrarem para a África na intenção de retornar a suas origens. Sua aprovação afeta diretamente a vida do casal formado pela médica Capitú (Taís Araújo) e pelo advogado Antonio (Alfred Enoch), bem como a de seu primo, o jornalista André (Seu Jorge), que mora com eles no mesmo apartamento”, diz a sinopse do site Adoro Cinema.
Ainda de acordo com a sinopse, o filme mostra que “nesse apartamento, os personagens debatem questões sociais e raciais, além de compartilharem anseios que envolvem a mudança de país. Vendo-se no centro do terror e separados por força das circunstâncias, o casal não sabe se conseguirá se reencontrar. O longa é uma adaptação de “Namíbia, Não!”, peça de Aldri Anunciação que o diretor e ator Lázaro Ramos dirigiu para o teatro em 2011″.
O intuito da CRE Santa Maria, em parceria com a CRE Gama e a OAB-DF, é ampliar a discussão sobre uma educação antirracista em nossas escolas. Salve a data e participe! Neste sábado (4/6), às 15h, no cinema do Santa Maria Shopping. Para este filme o ingresso será promocional – R$ 11,00.
Projeto criado pela sala de altas habilidades de Brazlândia recebe prêmio Conectando Boas Práticas 2021
Jornalista: Alessandra Terribili
Criado pela professora de artes Luciany Osório, o projeto de ensino Conexão Artística ganhou o prêmio Conectando Boas Práticas 2021, sendo apontado entre as 10 melhores práticas de ensino inscritas nesse ano na categoria professor(a). O projeto teve início em Brazlândia, e logo se estendeu a outras regiões administrativas (RAs) do Distrito Federal, alcançando 12 das 14 RAs.
Luciany é professora da sala de talento artístico da sala de recursos de altas habilidades/superdotação de Brazlândia. Segundo ela, o Conexão Artística foi concebido para democratizar o acesso à arte num período em que as escolas estavam fechadas, bem como centros culturais e galerias de arte. O projeto se dirige a estudantes e professores(as) da sala de altas habilidades, da área de talento artístico, e, entre agosto de 2020 e janeiro de 2021, promoveu 14 encontros virtuais com artistas reconhecidos de várias partes do Brasil e do exterior. O primeiro encontro foi com o fotógrafo Ricardo Stuckert.
“Os artistas falam sobre suas técnicas, trajetórias e dão dicas, e tudo isso contribui para ampliar o repertório cultural e imagético dos(as) estudantes”, explica Luciany. “O projeto promove uma interação direta com o(a) artista no ambiente virtual, onde foi possível visitar ateliers, participar de palestras e oficinas”, completa ela.
Um objetivo fundamental da iniciativa era incentivar a prática artística no período de isolamento. O objetivo foi alcançado com sucesso: as e os estudantes vinculados ao projeto em Brazlândia produziram 196 obras nesse período, com linguagens, técnicas e estilos artísticos variados.
O Conexão Artística se tornou também objeto da pesquisa de mestrado de Luciany, a partir do resultado positivo alcançado junto aos e às estudantes. Boas práticas em educação criadas no DF que se tornam referência para todo o país!
O prêmio
O prêmio Conectado Boas Práticas é uma iniciativa da rede Conectando Saberes, apoiada pela Fundação Lemann e secretarias de educação de todo o país, com o objetivo de reunir iniciativas pedagógicas que tiveram um impacto positivo nas escolas em que foram colocadas em prática e valorizar o trabalho dos educadores e educadoras.
Em 2021, a rede Conectando Saberes recebeu a inscrição de 553 práticas de 243 cidades de todos os estados e regiões do país nas categorias: Professor(a), Coordenador(a) e Diretor(a) Escolar.
Sem Voz, 2020. Linha sobre papel. Obra da aluna Nubia Vasques em resposta ao encontro com a artista plástica Fernanda Pacca.Digo que lutei pelas dores, 2020. Aquarela sobre papel. Maria Clara Nogueira. Obra em resposta ao encontro com o artista plástico Jefferson Medeiros.Natural, 2020. Aquarela e nanquim sobre papel. Luana Cavalcante. Obra em resposta ao encontro com o artista plástico Denilson Baniwa do Amazonas.Confinado, 2020. Registro de performance. Hudson Freitas. Obra em resposta ao encontro com a artista visual Charly Techio de Curitiba.
CED 02 de Taguatinga Sul realiza debate sobre o fotolivro “Maria Luiza, lugares, contextos”
Jornalista: Maria Carla
O Centro Educacional 02 de Taguatinga Sul (CED 02) realiza, nesta sexta-feira (3), o debate sobre o fotolivro do fotógrafo Diego Bresani e o documentário do cineasta Marcelo Díaz ambos intitulados “Maria Luiza, lugares, contextos. O debate será no auditório da escola, às 9h, aberto ao público e com a participação de Bresani, Díaz e da própria Maria Luiza – a primeira transgênero militar da Força Aérea do Brasil (FAB).
Em entrevista para o Sinpro-DF, Diego Bresani afirma que “a escola é sem dúvida o lugar mais importante hoje para a gente trabalhar e levar temas importantes, discussões relevantes no Brasil hoje. Um Brasil que está cada vez mais extremista, intolerante. O Brasil é o país que mais mata população LGBTQIA+ do mundo. Então, por se o país que mais mata essa população é necessário, urgentemente, uma educação, um trabalho com as novas gerações”.
Ele explica que, justamente por isso, “é importante a gente abordar, e a gente vai abordar, principalmente, a partir do documentário do cineasta Marcelo Díaz, que passou 10 anos acompanhando Maria Luiza, e acompanhou a história de luta e de vida dela para tentar existir num Brasil intolerante, a partir do momento que se assumiu publicamente como mulher transgênero”.
O fotógrafo diz, ainda, que a fotografia surge a partir do filme para documentar esse momento da Maria Luiza para ela mostrar e contar sua própria história. “A partir daí, o livro nasce. Por isso é interessante colocar isso na escola porque é o registro do momento em que a Maria Luiza decide mostrar e contar sua história para o Brasil e deixar isso registrado. O melhor lugar para falar sobre isso é na escola, que é o lugar de formação, que é o lugar onde a gente precisa, justamente, tentar curar o Brasil dessa intransigência, dessa intolerância, que existe há tanto tempo e que, ultimamente, tem sido muito reforçadas”.
No entendimento do Sinpro, a importância desse debate extrapola a preocupação com a defesa dos direitos LGBTQIA+ e o debate de gênero e alcança o ideal freireano de que a escola é um dos principais lugares da “pedagogia da mudança”. Na obra “A educação na cidade”, o educador Paulo Freire ensina que “não devemos chamar o povo à escola para receber instruções, postulados, receitas, ameaças, repreensões e punições, mas para participar coletivamente da construção de um saber, que vai além do saber de pura experiência feito, que leve em conta as suas necessidades e o torne instrumento de luta, possibilitando-lhe transformar-se em sujeito de sua própria história”.
Assim, a escola é o locus da transformação do mundo para melhor. Maria Luiza Silva é a primeira militar da Aeronáutica a passar pela cirurgia de redesignação de gênero no Brasil e também irá participar, juntamente com Díaz e Bresani, do debate, realizado com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC).
Fotolivro
O fotolivro “Maria Luiza, lugares, contextos” é resultado de um ano de trabalho do fotógrafo Diego Bresani que acompanhou, a convite do documentarista Marcelo Diaz, a vida diária da militar hoje aposentada. Antes do processo de redesignação de gênero, Maria Luiza foi mecânica de aviação por 22 anos na Força Aérea. Ao revelar-se transgênero, foi afastada do trabalho e teve seus direitos negados. Em 2021, quase 20 anos depois de ser afastada compulsoriamente pela Aeronáutica, o Supremo Tribunal de Justiça reconhecer que a militar sofreu discriminação e confirmar seu direito a receber a aposentaria na patente de subtenente.
Através de um olhar atento e sensível, Diego Bresani considera este um marco em sua carreira como fotógrafo. Ele traz para o fotolivro, que ainda contou com a consultoria curatorial de Bárbara Wagner, a profundidade e a poesia que o tema exige. A publicação só foi possível graças aos mais de sete anos de uma extensa pesquisa realizada pelo cineasta Marcelo Díaz para o documentário “Maria Luiza”. Aproveitando da confiança que Marcelo possui com Maria Luiza e desenvolvendo uma forte cumplicidade com a personagem, Bresani documentou momentos importantes de sua vida solitária. Como uma viagem à sua terra natal, Ceres-GO. A visita a sua primeira escola, a primeira casa ou uma plantação de milho onde se camuflava para fazer do milho, bonecas e sua inspiradora visita ao mar.
Os vários dias que o fotógrafo passou no apartamento de Maria Luiza fizeram Bresani perceber os pequenos detalhes que, à primeira vista, passariam despercebidos. Como ver que Maria Luiza guarda os calendários de todos os anos desde quando começou o processo de transgeneridade, ou ainda perceber que apesar de ser muito religiosa, Maria Luiza guarda revistas de Ovnis. Que no café́ da manhã̃, ela organiza meticulosamente suas bolachas em formato de âncora de barco. Ou ainda que é uma excelente desenhista e colecionadora de pequenos objetos ordinários como ligas para amarrar pamonha.
Sobre o fotógrafo: Diego Bresani
Diego Bresani é fotógrafo e diretor de Teatro, graduado em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília em 2006. Trabalha com fotografia profissionalmente desde 2001. Já teve retratos publicados em meios de comunicação como New York Times, The Guardian, Paris Match, Revista Cult, Revista GQ, Rolling Stones, entre outras. Estudou retrato em Grande Formato no ICP International Center of Photography em Nova York. Há anos vem se especializando e fazendo retratos.
Em 2014 sua série “Ao Lado” foi a vencedora do V Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. Sua série de retratos “Super-heróis das Superquadras” foi selecionado para o Situações Brasília 2014. No ano de 2015 fez sua primeira exposição individual – Tuer/Matar – em Brasília. No ano de 2016 fez uma grande exposição individual com curadoria de Matias Monteiro na Galeria Athos Bulcão em Brasília. A exposição intitulada – Respiro: retratos 01 – Reunia um recorte de mais de 180 retratos realizados ao longo de sua carreira de mais de 10 anos. Teve trabalhos selecionados nas duas últimas edições do Prêmio Transborda de Arte Contemporânea, prêmio mais importante de artes visuais de Brasília. Atualmente trabalha em Brasília. Sua pesquisa atual constitui uma experimentação com as fronteiras entre a fotografia documental e a encenação.
Serviço:
Evento: debate sobre o processo de criação do documentário e do fotolivro
Tema: “Maria Luiza, lugares, contextos” – fotolivro de Diego Bresani
Debatedores: Diego Bresani, Marcelo Díaz e Maria Luiza da Silva
Quando: 3 de junho, sexta-feira, às 9h
Onde: Auditório do Centro Educacional 2 de Taguatinga – QSA 24/25, Taguatinga Sul, Brasília
Entrada: Gratuita
Classificação indicativa: Livre para todos os públicos
Setor Leste também expõe faixa contra abandono da educação e congelamento de salários
Jornalista: Alessandra Terribili
O CEM Setor Leste, na Asa Sul, também fixou uma faixa da campanha Recomposição Salarial Já na saída da escola, chamando atenção para os 7 anos de congelamento de salários. A iniciativa foi do estudante Alisson, que cursa o terceiro ano do ensino médio. Ele solicitou a autorização da direção da escola e contou com o apoio dos educadores(as).
Segundo Alisson, a ação é importante porque é preciso reforçar o diálogo com a população: “Os professores não têm reajuste há 7 anos, e o salário está desvalorizado diante dos custos de alimentos, produtos, gasolina, alugueis”, afirma o estudante. “Educação nunca é gasto e sim investimento”, arremata ele.
Alisson dispôs a faixa na saída da escola e também um pequeno cartaz na sala dos professores. A intenção é de chamar a atenção e ampliar a conscientização: “Juntos nós podemos mudar tudo”, acredita ele.
Desde a semana passada, faixas têm sido colocadas nas portas das escolas da rede pública, dando volume à campanha e revelando para toda a comunidade o abandono da educação pelo GDF. Além do congelamento de salários, são turmas superlotadas, falta de educadores(as), número excessivo de temporários, atendimento inadequado para estudantes com deficiência, entre muitos problemas.
A campanha procura expor para a comunidade o motivo das paralisações e assembleias e da revolta da categoria pelo desrespeito com que suas reivindicações têm sido tratadas. Entre as escolas que já fixaram as faixas, estão o CEF 410 Norte; Centro de Ensino Médio Urso Branco; Centro de Ensino Especial 02; Centro de Educação da Primeira Infância – CEPI GAVIÃO, no Lago Norte; e a Escola Classe 115 Norte.
Faixas, cartazes e webcards podem ser baixados, impressos, compartilhados ou solicitados junto ao Sinpro para ampliar a denúncia de abandono da Educação. Interessados(as) devem fazer o pedido do material pelo email imprensa@sinprodf.org.br.
O Sinpro também sugere que professores(as) e orientadores(as) educacionais intensifiquem a pressão nas redes para fortalecer a luta! E não se esqueça de marcar os perfis abaixo.
A luta continua: assembleia geral decide ampliar estratégias de luta
Jornalista: Alessandra Terribili
A assembleia geral dos professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública do DF, realizada na manhã desta quarta-feira, 1º de junho, apontou para o fortalecimento do processo de negociação. Para intensificar a pressão da categoria junto ao governo, algumas estratégias foram definidas.
Em meio às precárias condições de trabalho impostas pelo abandono da educação pública pelo GDF, e aos profundos ataques desferidos pelo Governo Federal contra a educação, a categoria do Magistério segue na luta em defesa da escola pública, como sempre fez. A necessidade urgente de recomposição salarial faz parte dessa luta. Embora o GDF esteja dando sequência à negociação, as principais reivindicações da categoria ainda não foram atendidas, e a mobilização continua muito necessária.
Dentre os caminhos a percorrer na luta em defesa da educação pública, estão a busca do poder Judiciário para contribuir na pressão ao governo. O Sinpro deve acionar o Ministério Público do DF (MPDFT) para denunciar as condições inadequadas que a educação pública vem enfrentado: quantidade excessiva de professores(as) temporários(as); vagas insuficientes para orientadores(as) educacionais no concurso público previsto para o Magistério; superlotação de salas de aula; ausência de política verdadeiramente inclusiva para estudantes com deficiência; e número reduzido de monitores(as). Portanto, é fundamental aumentar a oferta de vagas no próximo concurso público! Vale lembrar que a ação coletiva movida pelo Sinpro, assim como as provocações feitas ao MPDFT, foram muito importantes para garantir que o GDF saísse da ilegalidade e pagasse a sexta parcela do reajuste implementado a partir de 2013.
Outra tática importante, encaminhada pelo Sinpro, está em andamento: foi enviado à Câmara Legislativa (CLDF) um projeto de lei que prevê, para a LDO 2023 (Lei de Diretrizes Orçamentárias), mais de R$ 166 milhões para os servidores e servidoras da Carreira Magistério Público do DF.
A assembleia também decidiu que categoria iniciará a campanha Fora Ibaneis e todos os inimigos da educação, o que, indubitavelmente, inclui Bolsonaro e sua equipe de destruição. Com essa campanha, vamos dialogar com a comunidade escolar e a sociedade como um todo sobre o sucateamento da educação e dos demais serviços públicos, que é um projeto encaminhado de forma premeditada e articulada por Ibaneis no DF e Bolsonaro no Brasil.
Para fortalecer a mobilização em torno a todas essas pautas, o 12º Congresso da Educação representará uma potente ferramenta de elaboração, debate, mobilização e definição de estratégias de luta. A assembleia geral autorizou a flexibilização dos prazo em relação ao que é previsto em estatuto, entendendo a especificidade deste momento de pandemia mundial da Covid-19. A data definida pela assembleia para o congresso é de 7 a 9 de julho (veja abaixo no calendário de lutas).
Por fim, uma nova assembleia poderá ser convocada pela diretoria do Sinpro a qualquer momento, caso seja necessário diante das estratégias abertas. Os debates nas escolas devem continuar e se intensificar, e a construção do congresso contribuirá muito para isso! Seguimos em luta!
Caminho para as conquistas
Desde o início de 2022, foi a pressão da categoria – expressa, principalmente, nas assembleias e atos – que determinou as conquistas que se consolidaram. A mesa de negociação com o governo foi restabelecida por conta da mobilização de professoras(es) e orientadoras(es) educacionais na assembleia que abriu o ano em fevereiro, reunindo mais de 8 mil educadoras(es).
A partir daí, a comissão de negociação tem debatido com a SEDF a redução dos padrões no plano de carreira – antecipando o alcance do topo da carreira, com benefícios, inclusive, na aposentadoria dos(as) servidores(as); a incorporação da Gaped e da Gase ao vencimento; e o cumprimento da meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE). Foi na mesa de negociação, também, fruto da pressão da categoria, que foi encaminhado o pagamento da última parcela do reajuste de 2013; a incorporação do valor do auxílio-saúde ao vencimento; e o reajuste do auxílio-alimentação.
Calendário de Lutas
– Formalização de denúncia junto ao MPDFT quanto às condições da rede pública de ensino do Distrito Federal.
– Acompanhamento da tramitação e votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) na Câmara Legislativa.
JUNHO
Dia 7 (terça)
Prazo para inscrições para o curso de pós-graduação lato sensu do Sinpro, “Educação Básica e Direitos Humanos na Perspectiva Internacional”
Dia 9 (quinta)
Ato nacional contra os cortes na educação (CNTE)
Dia 11 (sábado)
Lançamento da campanha Fora Ibaneis e todos os inimigos da educação
Dia 25 (sábado)
8º Encontro de Mulheres Educadoras
Dia 27 (segunda)
Entrega de teses para o 12º Congresso da Educação
Dia 30 (quinta)
Inscrição para delegados(as) ao 12º Congresso da Educação
JULHO
Dia 1
Publicação das teses ao 12º Congresso da Educação
Dias 7 a 9
12º Congresso da Educação
PERMANENTE
Reuniões com delegados(as) sindicais toda última terça-feira do mês