CEF do Bosque recebeu Gog em roda de conversa e música com estudantes

Na manhã da quarta-feira, 25, o CEF do Bosque, em São Sebastião, recebeu uma visita muito especial: o rapper Gog, grande artista do Distrito Federal, foi à escola para participar de uma roda de conversa com estudantes e profissionais de Educação.

A atividade teve apoio do Sinpro e foi uma iniciativa do projeto Rima no Bosque, idealizado pela supervisora da escola, professora Mariana Rodrigues, em conjunto com a orientadora educacional Cíntia Soares. A necessidade de trazer para a escola experiências virtuosas de cultura e de debates ficou latente, principalmente, após o triste episódio de violência acontecido em março último, quando uma estudante foi esfaqueada por um colega. “A criação do projeto se deu partir de vários acontecimentos, e sobretudo do contexto de uma escola na periferia”, conta Mariana.

O rapper Gog com estudantes do CEF do Bosque

Foram expostos painéis com letras de Gog, como “O amor venceu a guerra”. A presença do artista encantou os estudantes, que fizeram muitas perguntas e declamaram poemas. Alguns pediram para que ele gravasse mensagens de áudio para seus familiares. “O rap é da quebrada, é a nossa linguagem”, destaca Mariana. “Emociona porque revela o que já é existente, e ajuda a nos reerguer na nossa perspectiva, construindo o protagonismo do qual Paulo Freire falava”, completa ela.

O objetivo do projeto Rima no Bosque é de ressignificar a escola, impulsionando uma cultura de paz e resgatando a autoestima da comunidade: “Foi muito bonito porque, diante de uma realidade tão dura, vimos os alunos sorrindo novamente, professores cantando, pessoal da limpeza e da cozinha com a gente”, conta Mariana. Ao final da atividade, Gog almoçou na escola.

O projeto seguirá com outras ações, buscando sempre gerar empoderamento, pertencimento, autocompreensão. Para isso, trabalhar com poemas e músicas é um trunfo. Entre as atividades previstas, está a realização de encontros para batalhas de rimas, inclusive com outras escolas da cidade. Como diz Gog: “Escapei, estou aqui e só pra concluir/Relatos como o meu, são milhares por aí/Faço parte de uma história que nunca se encerra/E até aqui, o amor venceu a guerra”.

Gog e a professora Mariana Rodrigues

Tem uma história bonita para contar, um projeto encorajador para nos inspirar? Mande para o Sinpro pelo e-mail imprensa@sinprodf.org.br.

 

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O XII CONCURSO DE REDAÇÃO E DESENHO DO SINPRO

“Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós” é tema do XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF. A atividade, direcionada a estudantes da rede pública de ensino, é gratuita. As inscrições já estão abertas pelo link  a seguir:

 

https://sinpro25.sinprodf.org.br/xii-concurso-de-redacao-e-desenho-do-sinpro-df/

 

 

Nesta edição, é feita a reflexão de que o movimento artístico que rompeu com a formalidade e deu um grito por liberdade centrado no “eu” agora é contextualizado com o “nós”. O 22 de hoje traz a arte-resistência que transpõe a estética e se enraíza no social; realizada na periferia, pelo povo pobre, preto, marginalizado.

“A arte é uma das maneiras mais eficazes de denunciar a opressão, os interesses escusos de governos, as atrocidades feitas com um povo. Ao mesmo tempo, a arte também é uma das principais ferramentas de conscientização da população que, a partir do lúdico, pode compreender definitivamente a atuação das classes dominantes”, analisa a coordenadora de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF, Letícia Montandon.

Ela explica que o espaço da escola é determinante para que a arte-resistência seja valorizada e visibilizada. “A partir das redações e desenhos queremos despertar nos estudantes e nas estudantes da rede pública de ensino a importância da arte e da cultura na construção de uma sociedade justa, plural; democrática. No centenário da Semana de Arte Moderna, queremos ressaltar que o hoje quer a periferia em vez de elitismo, o protagonismo do povo preto em vez de racismo; as mulheres organizadas em vez de machismo, o povo indígena em vez de latifúndio, a comunidade LGBTQIA+ em vez de preconceito; a juventude afrontosa em vez de autoritarismo. E é a educação libertadora que traçará esse destino”, diz a sindicalista.

O Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF integra a campanha “Quem bate na escola maltrata muita gente”.

Inscrições

Podem participar do XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF “Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós” os estudantes de escolas públicas do ensino regular, ensino especial, Altas Habilidades e EJA (Educação de Jovens e Adultos), incluindo estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional. As inscrições vão de 4 de abril a 10 de junho.

>> ACESSE AQUI O REGULAMENTO DO XII CONCURSO DE REDAÇÃO E DESENHO DO SINPRO-DF

Embora as inscrições só possam ser feitas pela internet, a entrega do trabalho poderá ser feita digital ou presencialmente, na sede ou em uma das subsedes do Sinpro-DF.

O trabalho deve ser entregue em folha específica disponível para download no site do Sindicato, junto com autorização para utilização do trabalho concorrente em qualquer peça de comunicação do Sinpro-DF. O modelo de autorização também está disponível no link da inscrição.

O regulamento do concurso divide a apresentação de trabalhos em sete categorias, nas modalidades redação/poesia e desenho. Para cada faixa etária/segmento há regras específicas, como, por exemplo, quantidade mínima e máxima de linhas para a redação.

Premiação
Nesta edição, serão premiados os três primeiros lugares de cada categoria. Em todas elas, o 1º lugar receberá um aparelho celular Samsung Galaxy A12 64GB; o 2º será premiado com um aparelho tablet Samsung Galaxy Tab A7 lite 32GB 4G; e o 3º lugar leva um aparelho celular Samsung Galaxy A02 32GB. Estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional poderão ter o prêmio convertido em dinheiro.

Também serão contemplados professores(as) ou orientadores(as) indicados(as) pelos(as) estudantes vencedores(as) de cada categoria, com premiações de R$ 1.200 para o 1º lugar, R$ 500,00 para o 2º lugar e R$ 300 para o 3º lugar.

 

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Livro ajuda no ensino de química do Novo Ensino Médio

A professora Samantha Faria, do CED 03 do Guará, acaba de lançar pela Editora Dialética o livro Clube de Ciências: uma aventura científica na escola. A obra é resultado de sua dissertação de mestrado, quando foi buscar formas de fazer os alunos se interessarem pelo conteúdo científico.

“Eu conseguia a atenção dos alunos, mas não conseguia fazer com que eles gostassem de química. No mestrado, Tive leitura, conhecimento e como melhorar e tornar o ensino de química mais crítico. Descobri também que se o professor se limitar a despejar conteúdo, vai sair perdendo, pois conteúdo tem aos montes no youtube, em aulas excelentes. Na sala de aula, o professor tem que ensinar o aluno a ser crítico.  

Na pós-graduação, Samantha analisou a implementação de um Clube de Ciências e levou a ideia para a escola. “Tivemos muitas dificuldades, superadas com diálogo, pesquisa e criatividade. Ao final do ano letivo, observamos que a implementação do Clube de Ciências resultou num ensino mais prazeroso e com resultados significativos.

A organização e as atividades do Clube de Ciências Hawking permitiram um espaço de encontros, com oportunidade de estudos, experimentação, debates que estimularam a curiosidade e o espírito de investigação dos participantes, como pode ser visto ao longo do livro. Dessa experiência, ficou o desejo de efetiva utilização do Clube de Ciências como estratégia pedagógica no ambiente escolar. “Além da vontade de compartilhar com nossos pares essa experiência exitosa que agora também podemos divulgar no formato de livro, para que essas ideias tenham um alcance maior e possam colaborar nessa área tão nobre e árdua que é o ensino de Ciências.”

O livro traz um passo a passo sobre como se construir um clube de ciências, e a dica da professora Samantha: “Isso ajuda bastante os professores do ensino médio, pois temos que montar os itinerários formativos do NEM.”

O livro Clube de ciências: uma aventura científica na escola pode ser adquirido no site da editora Dialética por R$ 54,90.

 

“Projeto de Nação” prevê ditadura militar, fim da democracia, privatização do SUS e da educação pública

Na semana passada, generais e outros militares das Forças Armadas, ligados ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao vice, Hamilton Mourão, lançaram um documento intitulado “Projeto de Nação – O Brasil em 2035” com o qual eles traçam um projeto de ditadura militar para o Brasil a começar este ano. Com 93 páginas, o documento desenha um aparato de estrutura político-estratégica que extingue a Constituição de 1988 e prevê o fim da democracia.

 

Na avaliação do Sinpro-DF, trata-se de um documento com graves ameaças às eleições de 2022 e que precisa ser combatido porque rompe com a normalidade democrática, institui a ditadura militar, o autoritarismo e a repressão; elimina direitos trabalhistas; privatiza patrimônios públicos; mercantiliza direitos fundamentais e humanos contidos na Constituição; e, sobretudo, extingue a democracia.

 

Assinado por três organizações militares, o documento foi lançado, na quarta-feira (19), em Brasília, com apresentação do Regimento da Cavalaria de Guardas e com a música “Eu te amo, meu Brasil”, uma música insistentemente tocada nos veículos de comunicação nos anos 1970 para ditadura militar, instalada no País pelo golpe de 1964.

 

CNTE avisa que projeto prevê a privatização da educação básica e superior

 

Na avaliação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), “o projeto é reacionário, com o pensamento voltado apenas para as classes dominantes e não prevê um projeto de nação”. Para a entidade, o conteúdo mostra, claramente, que se ele for implantado terá um imenso impacto negativo na educação básica e superior porque aprofunda as medidas neoliberais impostas ao Brasil pelo golpe de Estado de 2016.

 

“É a continuação e o aprofundamento das medidas neoliberais que já vêm ocorrendo no Brasil e em outros países da América Latina, principalmente, sobre educação básica e superior. Se na educação superior pública eles aprovam e querem a cobrança de mensalidade, a educação básica, segundo o projeto dos militares, passa pela privatização e mercantilização ainda mais profunda, portanto, só vai ter acesso à educação no Brasil quem tiver condições financeiras”, denuncia Luiz Carlos Vieira, diretor de Imprensa e Divulgação da CNTE.

 

Os militares projetam privatizar o Sistema Único de Saúde (SUS) até o ano de 2025, ou seja, daqui a 3 anos, o País não terá mais saúde pública e sim, somente, privada. O professor Vieira afirma que é um plano para dar continuidade ao bolsonarismo, diante do que está colocado, esse pensamento que une o neoliberalismo, o conservadorismo e a fake news, com tendência ditatorial e que tem alguns apoiadores no Brasil. “Porém, sabemos que o processo eleitoral deste ano está muito perto, que essa visão que eles colocaram no documento não terá condições de fazer a sua propaganda de fato e convencer a população brasileira de que essa é a saída proposta por eles. Se, de fato, for implantado, é o fim da democracia e dos processos eleitorais brasileiros, não só o deste ano. As eleições brasileiras passarão a ser mera formalidade. O que está colocado claramente é que aquilo que os militares chamam de democracia nada mais é do que uma ditadura militar disfarçada”.

 

Vieira assegura que o projeto piora também a vida de todos os trabalhadores. “Ele não traz nenhuma melhoria para o mundo do trabalho. Não vem criar mais empregos, não vem criar renda básica, não vem dar mais oportunidade àqueles que hoje estão desempregados, que são milhões, no Brasil. Esse projeto vem para aprofundar a desigualdade, colocar a meritocracia como base para algumas camadas sociais continuarem tendo privilégios dentro do mundo do trabalho e esse impacto será bem mais profundo porque isso vai gerar muito mais desempregados, sem contar que o acesso à educação, que pode minimizar e dar as condições para que haja uma disputa honesta e um lugar para muitos trabalhadores de hoje, que, apesar de ser muito excludente, ainda oportuniza espaços para que as pessoas disputem uma vaga no mercado de trabalho, isso será ainda mais difícil”, afirma.

 

O diretor da CNTE explica, ainda, que “a classe trabalhadora terá muito mais dificuldades se esse projeto, que eles chamam de projeto de nação, for implantado. O que eles chamam de projeto de nação é de nação para eles que se dizem classe dominante e para aqueles se colocam como donos do poder”.

 

Para a CUT-DF, militares ameaçam a classe trabalhadora e suas organizações

 

Assim como o Sinpro e a CNTE, a Central Única dos Trabalhadores no Distrito Federal (CUT-DF) vê o documento como uma ameaça à classe trabalhadora em todos os sentidos. “Em todos os momentos em que a força militar, a truculência, a coerção foram estabelecidas como poder político, serviram para retirar direitos dos trabalhadores, à tentativa de impedimento da organização dos trabalhadores e à própria reivindicação por direitos”, ressalta Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT-DF.

 

Ele destaca os últimos fatos históricos que levaram a centenas de perdas de direitos dos(as) trabalhadores(as). “Tivemos, de 2016 para cá, um golpe em que a democracia foi vilipendiada e, juntamente com a democracia, a extinção de direitos dos trabalhadores avançou bastante. Isso sem que as forças militares estivessem, claramente, à frente desse projeto político e econômico em curso no País. Nós sabemos que estavam inter-relacionadas, mas não estavam abertamente envolvidas”, afirma.

 

Rodrigues adverte para o fato de que a possibilidade de os militares interferirem abertamente no processo político coloca os direitos dos trabalhadores em alerta máximo. “O envolvimento de militares na política coloca os direitos dos trabalhadores, como, por exemplo, seu direito à organização sindical, em alerta máximo, uma vez que a violência de Estado se voltará exatamente contra àqueles que se manifestam em favor dos direitos dos trabalhadores, em favor de manifestações por avanços desses direitos, e que serão duramente reprimidos. O movimento sindical enxerga esse projeto como uma forte ameaça à própria organização dos trabalhadores”.

 

Central avisa que projeto de militares sequestra a democracia

 

“Uma vez que as Forças Armadas ou as Forças de Segurança Auxiliares, que são legalmente, as detentoras do monopólio da violência do Estado, ou seja, do uso da força para o controle da ordem e da segurança, se colocam dentro da ação do processo político, formalmente, numa disputa com essa prerrogativa de serem aqueles que controlam, coercitivamente, a sociedade, eles, na verdade, estão sequestrando a democracia, até mesmo estabelecendo ameaças para a própria existência dessa”, afirma Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT-DF.

 

No entendimento dele, esse projeto de nação dos generais bolsonaristas coloca em risco as eleições democráticas de 2022 e a democracia brasileira. “Uma das coisas que eles colocam em risco com esse documento é a não aceitação de um resultado eleitoral caso essas forças que detêm o poder coercitivo não se sintam satisfeitas com o resultado. É muito preocupante esse projeto quando o Presidente da República dá sinais em suas falas de que não aceitará um resultado diferente do que o da sua vitória nas urnas”, alerta.

 

E finaliza: “Com esse projeto, eles ameaçam de impedir que esse processo democrático da vontade popular se concretize. É preciso ter muita alerta e até mesmo observar a validade jurídica de uma intervenção das forças militares, das Forças Armadas, das forças de coerção da sociedade dentro do processo político. Entendemos que cada uma deve ocupar seu respectivo espaço político: a política deve coordenar a vida da sociedade e as forças militares e as Forças Armadas devem coordenar a segurança e não sequestrarem a democracia”.

DODF traz edital para novo processo seletivo para professor(a) temporário(a)

A Secretaria de Educação (SEDF) divulgou a realização de processo seletivo simplificado complementar para professor(a) substituto(a) temporário(a). O edital foi publicado no Diário Oficial do DF (DODF) dessa terça-feira, 24. No momento da inscrição, o candidato deverá optar pela área de atuação, por uma regional e um turno de trabalho (diurno ou noturno).

Os critérios de avaliação e classificação no processo seletivo se baseiam em avaliação de títulos e experiência profissional. O candidato ou candidata deverá indicar as titulações e o tempo de experiência preenchendo um formulário no site do Instituto Quadrix, a partir das 10h do dia 6 de junho de 2022 até as 23h59 do dia 12 de junho de 2022. A nota na seleção será aferida pelo somatório dos pontos obtidos em cada item.

O resultado preliminar do processo seletivo deve será divulgado no site da banca, em 15 de junho de 2022, e valerá apenas para o ano letivo atual, sendo improrrogável.

Concurso público já

O Sinpro tem destacado insistentemente que, embora seja muito importante manter e fortalecer o banco de professores(as) em contrato temporário, é ainda mais importante a realização de um concurso público para abastecer o quadro de efetivos, pois é sabido que estão faltando educadores(as) em todas as regionais.

Segundo dados da própria SEDF, a rede pública de ensino tem uma vacância de mais de cinco mil professores(as) efetivos(as). O número é decorrente de aposentadorias (7.232), falecimentos (837), exonerações (637) e demissões (51). A nomeação de apenasa 3.371 professores(as), de 2016 a outubro 2021, diante das vacâncias na Carreira do Magistério do DF, deixa evidente que o número de educadores(as) é insuficiente para a demanda da rede.

Além disso, o Instituto Quadrix, escalado para a organização desse processo, e que também já foi definido para realizar o próximo concurso público da SEDF, foi alvo de polêmicas recentes. No último processo seletivo para professor(a) temporário(a), em janeiro deste ano, uma série de reclamações foram registradas contra a dinâmica adotada pela empresa. Conteúdo em desacordo com o Currículo em Movimento, atraso na publicação do gabarito e alteração de uma série de questões com justificativas inconsistentes foram algumas delas.

O Sinpro vai continuar cobrando que a Secretaria de Educação acompanhe e fiscalize de perto todo o processo, a fim de evitar qualquer prejuízo a candidatos e candidatas.

Assembleia

A diretoria colegiada do Sinpro destaca a importância de toda a categoria comparecer à assembleia geral da próxima quarta-feira, 1º de junho. Entre os pontos de pauta, estão a necessidade urgente de concurso público e de recomposição salarial já.

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Cesas promove desfile de peças de jeans reciclado

Na próxima terça-feira (31/5), o Cesas, Escola de Jovens Adultos da Asa Sul, promove um desfile de moda com peças elaboradas a partir de jeans reciclado. A professora de educação artística Hélia Cristina Xavier, que oferece o curso de corte e costura, é a responsável pelo evento.

As peças do desfile foram todas confeccionadas pelas alunas da oficina. “O curso é aberto a qualquer membro da comunidade escolar. Recebemos aqui mães que estão esperando os filhos saírem das aulas, alunas que estão com horário vago, pessoas com depressão, estamos abertos a toda a comunidade. Essas aulas são uma terapia para muitas alunas”, conta a professora.

Hélia oferece esse curso há seis anos. Mais de 150 pessoas já passaram por sua sala de aula. A turma atual conta com 30 alunas, que assistem às aulas em ambiente híbrido (presencial ou remoto). As aulas são de segunda a quarta-feira, das 19 às 22h.

A cada ano, a professora ensina um tema diferente de costura. Desta vez, o assunto é reciclagem de calças jeans. “Desmanchamos uma calça jeans e a transformamos em bermuda, cropped, saia. Uso um método simples para a aula”. Dentre as peças produzidas pelas alunas, um cropped igual ao modelo Prada, que custa cerca de R$ 4.000 nas boutiques badaladas do DF e do mundo.

Uma das alunas mais assíduas dessa oficina é Selma Maria Machado. Ela chegou à sala de aula de Hélia em depressão profunda, há seis anos, e não saiu mais. “Fui muito bem recebida, e encontrei um motivo a mais para seguir em frente, dar valor à vida. A professora me acolheu, melhor até que muito médico que me atendeu à época”, lembra.

Selma já faz roupas para os netos e para a bisnetinha, desde shorts para a escola, passando por vestidos de adulto e vestidos de bebê. “É um orgulho muito grande pra mim, meus netos me pedem as roupas!”, conta a aluna.

O desfile do Cesas ocorre na próxima terça-feira, 31 de maio, às 19h. O Cesas fica no plano piloto, na 602 Sul.

Projeto Equilíbrio traz oficinas de sumi-e para o CED Agrourbano Ipê, do Riacho Fundo II

O projeto Equilíbrio foi uma iniciativa do professor Leonardo Hatano, coordenador pedagógico do CED Agrourbano Ipê do Riacho Fundo II, em parceria com a orientadora educacional da escola, Hellen Rejane. Os dois educadores ressaltam que, após a quarentena imposta pela pandemia da covid-19, era notável que muitos estudantes apresentavam quadros de ansiedade e depressão. O projeto contou com todo apoio da diretora da escola, professora Sheila Pereira Mello.

Assim, o projeto Equilíbrio surgiu para contribuir para a saúde física e psíquica dos(as) adolescentes através de técnicas como aromaterapia, heiki, auriculoterapia. Como parte do projeto, o professor Leonardo promoveu oficinas de sumi-e, uma técnica de pintura baseada na tinta nanquim que tem origem na China e foi introduzida no Japão por monges budistas.

Foram quatro oficinas oferecidas em 2022 (duas pela manhã e duas pela tarde, para estudantes dos turnos inversos). No último dia 28 de abril, aconteceram a terceira e a quarta oficinas, ministradas pela arteterapeuta Marissol Hiromi Takano. Na parte da manhã, a atividade contou com a participação do embaixador japonês no Brasil, Teiji Hayashi, praticante de sumi-e há 4 anos. O embaixador Hayashi dividiu sua experiência na arte e fez um desenho para os e as estudantes presentes à oficina.

Segundo Hiromi, que ministrou as oficinas, mais que uma técnica de pintura, o sumi-e traz autoconhecimento e práticas meditativas que contribuem para o controle da mente e, portanto, da ansiedade. “Nosso objetivo não é o produto final, mas sim o processo”, ela destacou.

O professor Leonardo, que já desenvolve outros projetos na escola para a preservação do meio-ambiente, destacou que o Projeto Equilíbrio vem nesse mesmo sentido, entendendo o ser humano como parte do ambiente. “A gente acaba esquecendo disso, e essa desconexão do ser humano com a natureza acaba gerando vários desequilíbrios”, reflete o professor.

Confira o vídeo abaixo e saiba mais sobre o projeto e sobre a a participação do embaixador japonês em uma das oficinas!

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Começa amanhã! Eleições do Sinpro dias 25 e 26 de maio. Participe!

Dias 25 e 26 de maio, quarta e quinta-feira, professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do DF poderão escolher a nova diretoria e o Conselho Fiscal do Sinpro-DF. Concorrem ao processo eleitoral para o triênio 2022-2025 duas chapas: a Chapa 1 – Com Você, Por Você; e a Chapa 2 – Alternativa. Ambas as chapas com 39 titulares e cinco suplentes.

Conheça as chapas clicando abaixo. No material de cada uma há links para saber mais.

Chapa 1 – Com Você, Por Você

Chapa 2 – Alternativa

Onde votar
A votação poderá ser realizada nas sedes e subsedes do Sinpro-DF, das 8h às 20h, e nas escolas públicas do DF, das 8h às 17h para as unidades de turno diurno, e das 8h às 20h para as de turno noturno.

Serão disponibilizadas 42 urnas fixas, sendo quatro na sede e subsedes do sindicato e 38 escolas em diversas regiões administrativas do DF.

“Outros locais de votação de urnas fixas, além de urnas itinerantes que percorrem locais de trabalho e seus roteiros, serão definidos pela Comissão Eleitoral”, traz o edital de convocação das eleições do Sinpro-DF.

Clique aqui e veja os locais de votação 

Quem pode votar
Têm direito ao voto professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as) há pelo menos seis meses. Eles e elas também devem estar quites com as mensalidades há, no mínimo, 30 dias antes das eleições; enquadrados nos parâmetros estabelecidos no Estatuto do Sinpro-DF; e sem entraves com a lei civil brasileira.

Acesse aqui o Estatuto do Sinpro-DF

Pra votar, basta apresentar documento de identificação com foto.

O Sinpro-DF alerta que a participação no processo eleitoral é decisivo para tornar o sindicato mais forte e, consequentemente, capaz de garantir direitos e avançar em conquistas. Participe!

 

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Secretaria de Assuntos de Saúde do Trabalhador se reinventa e dribla a pandemia

Um dos grandes desafios da atual gestão do Sinpro-DF, sem dúvidas, foi cuidar da saúde da categoria no período da pandemia, que somou inúmeros casos de doenças físicas e psíquicas. Mesmo diante de todas as dificuldades, a Secretaria de Assuntos de Saúde do Trabalhador desenvolveu uma série de iniciativas que registraram resultados positivos. O levantamento é feito em mais um vídeo da série que aborda as atribuições e a atuação das secretarias do Sinpro-DF nos últimos três anos.

Composta pelas diretoras Elbia Pires, Thaís Romanelli e Valesca Leão, a Secretaria de Assuntos de Saúde do Trabalhador teve como um dos principais focos a discussão sobre como viver com saúde durante a pandemia da Covid-19. Para isso, foi realizada uma série de ações, como programas de TV sobre o tema, pesquisas, debates virtuais e, sobretudo, suporte psicológico.

“O sindicalismo tem uma importância ímpar. Pra mim, o sindicalismo é o olhar da classe trabalhadora sobre o mundo o trabalho; é o apontar das necessidades da classe trabalhadora”, avalia a coordenadora da pasta, Elbia Pires, ao contextualizar o papel do Sinpro-DF na pior crise sanitária do século.

Thaís Romanelli, que também compõe a Secretaria de Assuntos de Saúde do Trabalhador, lembra que a “categoria que estava acostumada com o ambiente escolar, com o abraço, com o carinho, com a proximidade, teve que se ver numa telinha de computador”. E mesmo com essa barreira, foi possível se reinventar e proporcionar espaços de fala, de escuta e de acolhimento.

Assista ao vídeo sobre a atuação da Secretaria de Assuntos de Saúde do Trabalhador nos últimos três anos

 

MAIS VÍDEOS:

SECRETARIA DE POLÍTICA EDUCACIONAL

SECRETARIA DOS APOSENTADOS

SECRETARIA DE ASSUNTOS JURÍDICOS

SECRETARIA DE ORGANIZAÇÃO E INFORMÁTICA

SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO E PATRIMÔNIO

SECRETARIA DE ASSUNTOS DE SAÚDE DO TRABALHADOR

Professora pede ajuda no tratamento contra o câncer

Desidélia Honório da Silva é professora há 25 anos, e há 17 anos leciona no CEF 403 de Santa Maria. Ela está com câncer de mama, com metástase no cérebro e nas glândulas suprarrenais.

A professora Desidélia enfrenta sessões de radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. Ela pede ajuda pois, embora o tratamento esteja sendo feito no Hospital de Base, ela faz exames e consultas particulares para acelerar o diagnóstico, além de medicações e combustível para o deslocamento para exames, consultas e terapias.

Sua filha Silvânia da Silva Raposa, que também é professora do CEF 403 de Santa Maria, pede que as doações sejam feitas pelo Pix 02080313169 (CPF).

Em caso de dúvidas, o celular de Silvânia é (61) 99286-1378.

O Sinpro deseja à professora Desidélia o pronto restabelecimento, e que o tratamento seja concluído com sucesso!

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