Vídeo mostra atuação da Secretaria de Administração e Patrimônio do Sinpro

A Secretaria de Administração e Patrimônio do Sinpro-DF é tema do vídeo da série sobre as secretarias lançado no início de maio. Trata-se de uma secretaria que lida com os aspectos burocráticos da entidade. É ela que organiza o patrimônio da entidade e administra seus funcionários(as) e colaboradores(as) para que a entidade funcione.

 

Gerenciada por Gilza Camilo, coordenadora, e pelas diretoras Presilina Spindola e Leilane Costa, a secretaria atende às demandas das escolas e da categoria, bem como as de movimentos sociais. É uma secretaria que, embora trate das questões burocráticas, atua diuturnamente nas ações da política sindical. Durante a pandemia da covid-19, ela se revelou imprescindível na luta da categoria e na organização funcional do sindicato.

 

“Não deixamos de participar das ações políticas e sociais de nossa categoria. Eu, por exemplo, estive muito à frente de muitos atos públicos políticos nacionais que teve a participação de nossa categoria. Mesmo durante a pandemia, inicialmente, fizemos carreatas, atos virtuais, depois híbridos, com distanciamento social”, conta Leilane Costa, diretora do Sinpro da Secretaria de Administração e Patrimônio.

 

Essa secretaria nasceu junto com o sindicato e, há 43 anos, organiza a luta sindical do magistério público no Distrito Federal. Sua forma de organizar a entidade e a luta da categoria inspirou outros sindicatos, como, por exemplo, os sindicatos dos(as) professores(as) da Universidade de Brasília (UnB, ADUnB) e da rede privadas de educação do Distrito Federal (Sinproep).

 

“Se eu tenho um sindicato combativo, eu consigo ampliar a minha categoria, consigo obter conquistas. E é daí, inclusive, que vêm os grandes ataques aos sindicatos, o que não é só no Brasil; é mundialmente falando. Por isso: porque organiza. Temos o hábito de receber nossa categoria na nossa sede e subsedes e, diante da pandemia, não pudemos. Criamos maneiras de atender à nossa categoria, que não ficou desassistida de nenhuma forma. Fizemos três Assembleias Gerais virtuais”, lembra Leilane

 

No vídeo, a diretora relata a atuação e importância da secretaria. Confira tudo isso no vídeo a seguir.

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Atuação da Secretaria de Assuntos Jurídicos é tema de novo vídeo do Sinpro

Dando sequência à série de vídeos sobre atribuições e atuação das secretarias do Sinpro-DF nos últimos três anos, o sindicato lança agora vídeo sobre a Secretaria de Assuntos Jurídicos. Composta pelos diretores Dimas Rocha (coordenador) e Bernardo Távora, a secretaria também contou com o professor Melquisedek Aguiar, o saudoso Mélqui, que faleceu no final de novembro de 2021.

Ao longo dos dois anos de pandemia mais severa, o departamento jurídico do Sinpro realizou cerca de 92 mil atendimentos, e assim como o conjunto da diretoria, precisou se reinventar e se adaptar a um momento em que os encontros presenciais foram desaconselhados. Os atendimentos foram feitos por telefone ou videoconferência, com pontualidade e a mesma dedicação de sempre.

Segundo o coordenador da secretaria, Dimas Rocha, nesse período houve um acréscimo de 9 mil ações relativas à incorporação de gratificações e à devolução de valores que a Secretaria de Educação deixou de cumprir. Também, muitas ações revisionais de aposentadoria, sempre exitosas. O escritório cível, que lida com questões de família, patrimônio, dívidas com sistema bancário, realizou cerca de 12 mil atendimentos nesse período.

O vídeo apresenta depoimento de professoras que utilizaram o serviço. Elas elogiam o compromisso e a atenção da equipe com as pessoas, e contam um pouco das ações que moveram através do sindicato. “Sempre fui bem atendida”, relata a professora aposentada Maria Aparecida, que obteve vitória em ação do vale-alimentação. “As coisas acontecem, e eu confio”, diz a professora aposentada Rosilene de Fátima.

Dimas Rocha destaca que o departamento jurídico do Sinpro cumpriu papel fundamental na luta para que o GDF cumprisse a lei e pagasse sua dívida com a categoria. “A Secretaria de Assuntos Jurídicos atuou e teve êxito em primeira e segunda instância, com parecerem favoráveis do Ministério Público e da Corregedoria”, lembra Dimas.

Assista ao vídeo completo e saiba mais sobre a atuação da Secretaria de Assuntos Jurídicos!

https://youtu.be/PkS6E-i9uE4

Sinpro mostra papel estratégico da Secretaria de Organização e Informática em vídeo

Historicamente, as assembleias do Sinpro-DF eram realizadas na Praça do Buriti presencialmente. Mas a lógica mudou. A pandemia do novo coronavírus obrigou o sindicato a se reinventar. E foi assim que, da noite para o dia, a Secretaria de Organização e Informática produziu conhecimento novo e inventou uma plataforma para assegurar a participação e a intervenção da categoria nas deliberações do sindicato.

É isso mesmo que você leu: o Sinpro produziu conhecimento novo para dar continuidade à luta da categoria na Internet. Isso aconteceu porque a entidade precisou de fazer assembleias e outras reuniões virtuais, manter a mobilização forte e, para isso, precisava garantir a participação de todos, todas e todes. Foi aí que o sindicato reforçou o que já vinha sendo feito ano a ano: aprimorou tanto as atividades da Secretaria de Organização e Informática que criou uma plataforma específica.

“Como fazer a nossa informação chegar ao professor? Com o que o mercado tinha para oferecer não era viável para a gente porque tínhamos especificidades que não existiam em nenhuma plataforma. E foi isso que a nossa informática do Sinpro fez: criou uma plataforma específica para a entidade para se conectar com a categoria”, conta Vanilce Diniz, diretora.

Júlio Barros, coordenador, afirma que no período da pandemia, ela cumpriu um papel estratégico, produziu conhecimento e assegurou a participação da categoria na luta. “Quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou a pandemia, a nossa secretaria, que é de organização e informática, cumpriu um papel estratégico. Realizamos mais de uma centena de plenárias, fizemos assembleias gerais virtuais online com a categoria”, afirma o diretor.

À cada assembleia, a cada encontro virtual, a secretaria foi adequando e melhorando o seu próprio aplicativo, dando oportunidade de os professores votarem nas propostas virtualmente com segurança. “Essa reinvenção de que estamos falando, aconteceu na prática. As pessoas tiveram de se reinventar enquanto profissionais e o Sindicato dos Professores também teve de se reinventar”, diz Raimundo Kamir.

Confira tudo isso neste oitavo vídeo da série sobre as secretarias que o Sinpro lançou neste mês em que conta pouco da história de cada secretaria da entidade. Neste oitavo vídeo, a entidade conta sobre a relevância da Secretaria de Organização e Informática e da atuação nesses nos últimos 3 anos.

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Sinpro divulga vídeo sobre a Secretaria dos Aposentados

O Sinpro-DF divulga vídeo sobre a Secretaria para Assuntos dos Aposentados. O vídeo faz parte da série sobre as secretarias que o sindicato lançou este mês. Sempre inspiradas no bordão “Inativo é quem não luta”, da professora Isabel Portuguez, que dedicou sua vida ao magistério, à  luta do sindicato e à defesa das(os/es) aposentadas(as/es), as atuais diretoras da secretaria contam que tiveram de se reinventar para atravessar o período da pandemia da covid-19.

Sílvia Canabrava, atual coordenadora da secretaria, conta que as lutas dessa secretaria foram intensificadas nos últimos 3 anos por causa da política neoliberal imposta pelo golpe de  Estado de 2016 e pelo aprofundamento delas no governo Jair Bolsonaro (PL). E afirma que, a intensificação da luta não foi suficiente para vencer os desafios.

É que, no período mais agudo da pandemia, além de reforçar essa luta, se reinventaram para conseguir vitórias. Usaram, para isso, a Internet para manter a mobilização. “Fizemos lives com o objetivo de esclarecer os aposentados sobre a PEC 32, a alíquota previdenciária, entre outros”, conta.

Elineide Rodrigues, diretora da secretaria, acrescenta outras lutas que, muitas vezes, durante esse período, tiveram de ser travada no campo virtual porque a crise sanitária e a má-gestão dela pelos governos federal e local impediram encontros presenciais. Ela lembra da luta por direitos como a das várias ações de precatórios, do RPV (Requisições de Pequeno Valor), do pó de giz para aposentados(as) mais idosos(as).

“Tivemos também ações que já estão tramitando e que algumas aposentadas e alguns aposentados já estão recebendo os efeitos dessas ações no seu contracheque, como é o caso da GAPED, décimos e quintos – ações de cobrança na Secretaria de Educação”, lembra Elineide.

A diretora Consuelita Oliveira conta que mesmo durante a pandemia essa secretaria realizou cursos de formação com os(as/es) aposentados(as/es) de forma virtual. Maria Solange, professora aposentada da Secretaria de Estado da Educação do DF (SEE-DF) relata, no vídeo, que, durante a pandemia, encontrou no curso virtual dessa secretaria um complemento essencial para seu doutorado.

Criada em 1992, há 30 anos a Secretaria de Aposentados e Aposentadas realiza cursos de informática, de formação sindical, hortas em pequenos espaços e ervas medicinais. “Temos realizado também feiras culturais e temos também o tradicional Baile dos Aposentados, que eu não poderia deixar de mencionar aqui porque é uma atividade muito apreciada pela categoria”, finaliza Sílvia Canabrava.

Confira neste sétimo vídeo da série sobre as secretarias um pouco da história e da relevância da Secretaria para Assuntos de Aposentados na luta sindical e, sobretudo, nos últimos 3 anos. 

Pressão faz GDF oferecer abrigo noturno à população em situação de rua

Movimento da População de Rua, Defensoria Pública do DF e a deputada distrital Arlete Sampaio (PT-DF) pressionaram e garantiram que o Governo do Distrito Federal abrisse alojamento provisório para proteger pessoas em situação de rua do frio. O abrigo, que oferece 100 vagas, funcionará no ginásio do CIEF da 907 Sul, das 21h às 8h.

Embora seja uma conquista, a parlamentar avalia que o número de vagas ofertado pelo governo está longe de ser o adequado para a demanda. “Nossa cidade tem mais de 2 mil pessoas em situação de rua e o GDF abriu apenas 100 vagas imediatas. Vamos continuar lutando para garantir o direito de todas e de todos”, diz a deputada Arlete Sampaio em publicação nas redes sociais.

Na semana passada, o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) emitiu recomendação para que governos estaduais e municipais adotassem medidas para acolher pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente em situação de rua.

Regiões do DF registram temperaturas recordes nesse período de frio. Na estação meteorológica do Gama, foi registrado 1,4 graus Celsius (ºC) no último dia 19.

CEM 111 faz campanha para evitar que estudante tenha perna amputada

O Centro de Ensino Médio 111 do Recanto das Emas iniciou campanha de arrecadação de verba para custear tratamento a estudante de 15 anos que teve a perna esmagada por um ônibus, a caminho da escola. O tratamento evita que a menina tenha a perna amputada. As doações podem ser realizadas para o PIX de Wilton Alves dos Santos. A chave é o telefone 61 983756477.

A estudante do CEM 111 está internada há mais de três semanas no Hospital Regional de Taguatinga. Mas o hospital e nenhuma outra unidade da rede pública de saúde oferece o tratamento de oxigenoterapia, recomendado pelo médico para ser realizado com urgência. A orientação é de que as sessões sejam feitas diariamente. Cada sessão custa R$ 400.

Em matéria a uma rede de televisão, a mãe da adolescente, emocionada, diz que está desempregada e que teme que a filha perca a perca ou, até mesmo, a própria vida.

O acidente aconteceu quando a estudante foi descer do ônibus e, antes de deixar completamente o veículo, o motorista acelerou. A adolescente caiu e a roda do ônibus passou por cima da perna esquerda da menina.

O advogado da família afirmou que a Justiça do DF deferiu liminar determinando que a Secretaria de Saúde do DF transfira a jovem para um hospital particular que ofereça o tratamento. Mas a Secretaria disse que, antes, uma equipe avaliará o quadro da paciente para, posteriormente, realizar a transferência. Nenhum prazo foi informado.

Sinpro divulga vídeo sobre a Secretaria de Política Educacional

O sexto vídeo da série sobre as secretarias do Sinpro-DF mostra um pouco da trajetória e da importância da Secretaria de Política Educacional, principalmente nos últimos 3 anos e no período da pandemia da covid-19. A série foi lançada no início de maio e visa a mostrar a relevância e o papel determinante das secretarias da entidade na luta sindical.

“A Secretaria de Política Educacional é o coração desta entidade porque fazer a educação é transformar a realidade, é interferir na educação do Distrito Federal. Esta secretaria tem uma tarefa grande de desenvolver projetos, de pensar a realidade, como, por exemplo, de pensar a situação de um currículo imposto pela Secretaria de Educação do DF ou apresentado pelo governo federal”, afirma Berenice Darc, coordenadora.

Essa importância foi evidenciada neste período em que o Brasil tem vivido o descontrole gerencial de uma pandemia de covid-19 que poderia ter sido objeto de fortalecimento do Estado nacional. Mas não. Ao contrário, o atual governo a usou para destruir a soberania nacional e atacar todos os setores públicos e riquezas nacional. Foi o gancho que usaram para demolir a nação brasileira.

É por isso que, na pandemia, todas as secretarias do Sinpro-DF tiveram sua importância evidenciada e suas ações intensificadas. Contudo, foi na Secretaria de Política Educacional que a entidade denunciou os abusos contra a educação pública. Nesse período, a importância da Secretaria de Política Educacional ficou evidente por meio da atuação do sindicato. Graças a essa e às outras secretarias, o Sinpro desmascarou projetos mercantilistas dos governos federal e distrital, que usaram a crise sanitária da covid-19 para promoverem ataques sem precedentes à educação pública.

Nos 2 anos da pandemia do novo coronavírus, Berenice Darc, coordenadora, Anderson Corrêa e Carlos Maciel, diretores que integram essa secretaria, e a diretoria colegiada, intensificaram como nunca lutas para impedir a demolição completa da educação pública do DF e do País. Foi o momento em que a educação pública sofreu ataques do governo Jair Bolsonaro (PL), o que refletiu no Distrito Federal com a adesão do governo local às políticas privatistas e mercantilistas de educação e que vão desde a mudança no currículo escolar até a retirada de investimento público no setor.

Com a pandemia, o governo neoliberal e neocolonialista ressuscitou debates já superados pela sociedade brasileira e retomaram situações que estavam praticamente resolvidas. A pandemia trouxe, por exemplo, o debate da educação virtual, da evasão escolar e das condições de trabalho.

 

Neste sexto vídeo da série sobre as secretarias, o sindicato mostra a importância da Secretaria de Política Educacional na luta do movimento docente no Distrito Federal nesses últimos 3 anos e, sobretudo, neste momento de pandemia do novo coronavírus em que o País se viu totalmente submerso numa crise sanitária descontrolada, sem gestão pública e usada para atacar a educação e outros setores do Estado nacional. Confira o vídeo:

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Professora pede ajuda para viagem de estudos à Espanha

A Professora Daniela dos Santos Silva, que leciona espanhol no CIL do Recanto das Emas, pede ajuda dos e das colegas da categoria.

Ela foi uma das 120 professoras de todo o mundo agraciadas com uma bolsa da Consejería de Educación de España, e ganhou do governo espanhol um curso para aprimoramento de professores estrangeiros, que ocorre agora em todo o mês de julho.

A bolsa contempla quase todos os gastos da professora, à exceção da passagem área – que custa por volta de R$ 15.000,00.

Suas colegas abriram uma vakinha online, para conseguir o valor da passagem, que pode ser acessada neste link .

Maiores informações podem ser obtidas no telefone da professora Daniela, que também é a chave para quem preferir mandar um pix: (61) 98246-2943.

Estimada profesora Daniela, ¡que tenga muy buena suerte em su “vakinha”!

Câmara aprova texto-base de PL que libera homeschooling

Leia abaixo matéria publicada pelo portal Brasil de Fato, com informações da aprovação do texto-base do PL do homeschooling na Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (18). Destaques devem começar a ser apreciados nesta quinta (19). Depois, o projeto segue para o Senado, onde a pressão deve continuar!

 

Câmara aprova texto de PL que libera a educação domiciliar; destaques são analisados na quinta
Proposta é defendida por setores religiosos conservadores e desaprovada por 78% da população, segundo o Datafolha

Em regime de urgência urgentíssima, a Câmara aprovou o texto base do Projeto de Lei (PL) que regulamenta o ensino domiciliar no Brasil nesta quarta-feira (18). Com isso, a tramitação do PL dispensou todas as formalidades regimentais e não passou por debate em nenhuma comissão.

O Plenário inicia a análise dos destaques apresentados pelos partidos nesta quinta-feira (19). Estes destaques podem alterar partes do texto aprovado.

Segundo a proposta, o estudante do ensino domiciliar precisa estar matriculado em instituição de ensino, que acompanhará seu aprendizado.

Críticas

Mais de 400 entidades divulgaram manifesto contrário à proposta.

No texto, as organizações afirmam que a liberação da prática no Brasil é “fator de extremo risco (…), tal regulamentação pode aprofundar ainda mais as imensas desigualdades sociais e educacionais, estimular à desescolarização por parte de movimentos ultraconservadores e multiplicar os casos de violência e desproteção aos quais estão submetidos milhões de crianças e adolescentes.”

A pauta, no entanto, é prioridade para o governo. O presidente Jair Bolsonaro (PL) já incluiu oficialmente o assunto na lista de tópicos que a gestão considera mais relevantes, entregue ao Congresso Nacional. Os Ministérios da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e da Educação (MEC) defendem a prática. Até mesmo uma cartilha sobre a temática foi lançada pelo MEC.

Também conhecido pelo termo em inglês homeschooling, o ensino domiciliar é defendido por setores conservadores e religiosos. A bancada evangélica é apoiadora incondicional do Projeto de Lei, parte da chamada pauta de costumes do governo, que inclui a liberação de armas e o estatuto do nascituro.

Entidades condenam prática

Em nota técnica, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação alerta que o Supremo Tribunal Federal (STF) já definiu que o ensino domiciliar é inconstitucional. “Nesses julgamentos unânimes, os ministros reconheceram missões político-pedagógicas à educação formal, dever imposto ao Estado para enfrentar padrões persistentes de violência, exclusão e discriminação de minorias, afastando o argumento da precedência do interesses dos pais.”

A ONG Todos Pela Educação afirmou que a medida é “equivocada e absolutamente fora do tempo”. Segundo nota divulgada pela organização, a defesa do governo à prática mostra que a qualidade do ensino não é prioridade.

“Direcionar recursos públicos, financeiros e de gestão para atender a 0,04% dos estudantes brasileiros, segundo estimativa da Associação Nacional de Ensino Domiciliar, evidencia, mais uma vez, que estamos diante de um governo que não tem a melhoria da qualidade do ensino como compromisso de atuação.”

População não apoia

A proposta também não tem simpatia da maior parte da população brasileira, segundo pesquisa Datafolha divulgada no final de semana. O estudo aponta 78% das pessoas consultadas são contra a educação domiciliar, ou seja, quase oito entre cada dez brasileiros.

Nas redes sociais, o PL foi tema de publicações que demonstravam preocupação com a possibilidade de aumento nos casos não relatados de exploração e abuso sexual. Mais de 70% desses crimes acontecem no ambiente doméstico e a escola também representa um meio de denúncia.

A defesa de setores conservadores ao homeschooling e interesses comerciais na proposta também acionaram alertas.

O que diz o projeto?

De autoria deputado Lincoln Portela (PL-MG) e com relatoria da deputada Luisa Canzian (PSD-RR), o texto altera Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

De acordo com o PL, “é admitida a educação básica domiciliar, por livre escolha e sob a responsabilidade dos pais ou responsáveis legais pelos estudantes”. O Poder Público deverá atuar, junto aos pais ou responsáveis, “para garantir o desenvolvimento adequado da aprendizagem do estudante”.

Para que a matrícula seja efetivada, deverá ser apresentado um plano pedagógico individual, proposto pelos pais ou pelos responsáveis legais e a caderneta de vacinação atualizada da criança ou do adolescente. Certidões criminais da Justiça Federal e da Justiça Estadual ou Distrital também devem ser submetidas ao Ministério da Educação.

Edição: Rodrigo Durão Coelho

Sinpro lança vídeo que mostra papel da Secretaria de Formação Sindical

A política de formação do Sinpro-DF é referência no movimento sindical do Brasil e da América Latina. Neste quinto vídeo da série sobre as secretarias do sindicato, a entidade mostra a importância da Secretaria de Formação Sindical na luta da categoria e seu papel imprescindível neste período de pandemia da covid-19.

A secretaria tem uma atuação com professores(as) e orientadores(as) educacionais efetivos(as),  do contrato temporário e também com aposentados(as) da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF). Durante o ano, ela promove várias atividades, que são fixas e fazem parte da agenda anual do sindicato e também outros eventos complementares ou específicos para formação da categoria.

Não é à toa que o Sinpro-DF representa, com toda segurança, 100% da categoria do magistério público da capital do País e tem destaque no movimento sindical em todo o território nacional e fora dele. Os programas de formação sindical da entidade são baseados nos princípios da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e prezam pela autonomia, independência, liberdade sindical, sindicalismo classista e de base que coloca no centro, principalmente, a formação por local de trabalho.

“É o primeiro sindicato do magistério público do Brasil que possui um projeto político pedagógico, com diretrizes teóricas e de práticas, que é a avaliação quantitativa e qualitativa. A Secretaria de Formação Sindical tem um papel essencial, que é o despertar o pertencimento. Ou seja, eu só me pertenço à categoria se eu me sentir parte”, afirma Luciana Custódio, coordenadora da Secretaria de Formação Sindical do Sinpro.

A secretaria, segundo Luciana, “faz um resgate da história política, ensina como a categoria se organiza enquanto classe trabalhadora, fundada, principalmente nos princípios da luta de classe e nos princípios freireanos”.  Em quase duas décadas, o Sinpro tem intensificado o seu programa de formação e ampliado essa formação. Nos últimos 3 anos, essa intensificação foi reforçada e, durante a pandemia da covid-19, foi ainda mais aprofundada.

No último triênio, Luciana, coordenadora, Meg Guimarães e Jairo Mendonça, diretores, mostraram que a luta em defesa de direitos trabalhistas e de boas condições trabalho para assegurar uma educação pública, gratuita, laica, desmilitarizada, libertária, inclusiva e de qualidade socialmente referenciada é um desafio diário que exige uma formação sindical atualizada, capaz de enfrentar a mudança dos tempos e as reinvenções do capital com vistas a eliminar direitos e se apropriar das riquezas de nações como o Brasil. Isso foi comprovado durante a crise sanitária do novo coronavírus entre 2020 e 2022.

A secretaria já formou dezenas de turmas básicas e avançadas já concluídas. “Já ofertamos cursos na área da especialização, ou seja, pós-graduação no nível de especialização e agora a gente dá um passo além ao ofertar o curso de mestrado em parceria com a Universidade de Brasília, a UnB, e outras entidades que oferecem esse tipo de formação para que professores e professoras, orientadores e orientadoras educacionais possam atuar no movimento sindical de uma maneira consciente”, informa Meg Guimarães, diretora da secretaria e vice-presidente da CUT no Distrito Federal.

Confira neste quinto vídeo da série sobre as suas secretarias um pouco da história e a importância da Secretaria de Formação Sindical e seu papel fundamental e indispensável na formação da categoria durante a pandemia do novo coronavírus.

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