Comunicado do Sinpro à população circula em todas as rádios do DF

Ouça o spot que está circulando em todas as rádios do Distrito Federal, produzido pelo Sinpro-DF. O spot dialoga com a população sobre a necessidade de recomposição salarial para nossa categoria, depois de 7 anos de salários congelados, e o descaso do governo Ibaneis com a educação.

A ação é parte da campanha salarial 2022 dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. O Sinpro vem fazendo pressão sobre o GDF para que este dialogue sobre os itens da pauta de reivindicações, em especial, os que se referem à questão financeira.

https://youtu.be/lgv6xuYkzNM

CED 06 de Ceilândia recebe o Espetáculo ‘Príncipe’

A peça “Príncipe”, inspirada em Hamlet, de Shakespeare, será apresentada nesta quarta-feira, 11 de maio, no CED 06 de Ceilândia. O evento é uma produção da Associação Sociocultural Cidade Livre, e acontece durante a IV Mostra de Teatro Comunitário Cidade Livre – 2ª Edição Internacional.

A encenação ocorre em celebração aos 18 anos de fundação da Associação, que tem sede em Aparecida de Goiânia (GO), e é apresentada pelo grupo boliviano El Mastigadero Cia de Teatro.

 

Shakespeare e a masculinidade tóxica

O espetáculo Príncipe convida o espectador a refletir sobre a masculinidade tóxica e o papel do homem na sociedade. Inspirado na obra imortal Hamlet, do escritor inglês William Shakespeare, o drama aborda a questão das “novas masculinidades”.

Na história, o personagem principal está em constante conflito entre assumir ou não um trono que supostamente lhe corresponde, devido à morte de seu pai. A partir desse cenário, ele questiona o comportamento de seu falecido genitor – um homem que gozava de muito poder e normalizava situações violentas e atrozes.

O diretor do CED 06, Jefferson Lobato, convidou o grupo a se apresentar na escola, e está muito orgulhoso de anunciar que o CED 06 “realiza o primeiro espetáculo internacional”.  O espetáculo é o “primeiro internacional” porque Jefferson leva pelo menos um espetáculo por ano à escola, “tudo inserido dentro de nossa proposta pedagógica”, explica.

Alma brasileira: música e percussão nas escolas do DF

A edição 2022 do projeto Alma Brasileira chegou a vários estudantes de 12 a 16 anos da rede pública do DF. Foram eventos com oficinas, concertos e palestras realizados em escolas do Plano Piloto, Samambaia, Ceilândia, Paranoá e Taguatinga, onde chegou ao CEM 03.

O Evento é organizado desde 2005 pelo coletivo de músicos Educação Pela Arte, composto por Nelson Latif (o idealizador do projeto), Marcelo Lima, Ismael Rattis e Sandro Alves. Já passou por mais de 30 países, como Egito, Síria e Bélgica. Em Brasília, a primeira edição ocorreu em 2018.

“Trabalhamos a música numa perspectiva integral. Relacionamos ao nosso corpo, com percussão corporal, por exemplo, e depois partimos para os instrumentos”, explica Rattis. A ideia do projeto é levar a história da cultura brasileira aos estudantes, e colocar os estudantes em contato com artistas, para que tenham uma formação musical bem diversa – e, quem sabe, ver aflorada a vocação musical. As oficinas de percussão levaram este ano às escolas ritmos tão díspares como samba, choro, funk, maculelê e frevo.

A Escola Parque Anísio Teixeira, na Ceilândia, recebeu a visita dos músicos no dia 13 de abril. A professora da oficina de teclado da escola, Sueny Schetino Takaki, disse que a atividade é um complemento do ensino regular. “É uma vivência que, só com as aulas, dentro de uma sala, a gente não consegue passar. É muito importante o nosso aluno ter contato com profissionais que vivem da música. Quando trazemos para a escola uma manifestação artística, um show ou uma oficina, percebemos um despertar do aluno para as artes”.

Essa oportunidade de assistir a um espetáculo de arte pela primeira vez é recorrente entre os alunos da rede pública. Na opinião dos músicos envolvidos, isso estimula a sensibilização do grupo. “A música é essencial no processo educativo cultural, e a experiência é bem impactante para os alunos”, avalia Nelson Latif.

Para o músico Marcelo Lima, o projeto faz uma retrospectiva histórica e cronológica da MPB, chegando ao contexto atual. Ele explica que, quando os alunos atravessam essa trajetória musical, passam a conhecer o universo da música e a sua própria identidade cultural.  “É um trabalho de manutenção e resgate das nossas raízes culturais, de forma a integrar as novas gerações às diferentes épocas e estilos da nossa música”.

Latif completa: “Conhecer quem nós somos é muito importante. O que o Brasil tem de mais especial é nossa miscigenação, e ela se reflete em vários aspectos de nossa sociedade, principalmente o musical”.

A falsa abolição e a luta negra por igualdade – TV Sinpro Especial apresenta minidoc O Baobá nesta quarta, 11

Quando a abolição da escravatura foi assinada pela Princesa Isabel, muita luta já havia sido feita no Brasil e em âmbito internacional. A Revolução Haitiana, por exemplo, se iniciou em 1791, quando negras e negros escravizados e libertos se insurgiram contra a violência, a exploração e a opressão dos franceses em São Domingos. Em 1º de janeiro de 1804, os rebeldes declaravam a independência da ex-colônia.

A elite brasileira temia um desfecho semelhante no Brasil, ainda no final do século XIX. O contexto internacional pós-revolução industrial e de expansão do imperialismo das grandes potências, Inglaterra à frente, exigia a ampliação dos mercados consumidores, especialmente nos países periféricos, onde essas potências podiam mandar e desmandar.

Concomitante a tudo isso, rebeliões de escravizados pipocavam pelo país, e ganhavam adeptos a cada dia. O movimento abolicionista já havia acumulado força e, inclusive, algumas cidades e até estados já haviam acabado com a escravidão em seus territórios. O primeiro estado brasileiro a abolir a escravidão foi o Ceará, em 1884, tendo tido o jangadeiro Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar, como grande protagonista.

Além disso, o tráfico negreiro havia sido proibido no país em 1850. Leis como a do ventre livre (que libertava todos os filhos e filhas de mulheres escravizadas nascidos a partir de então) e a dos sexagenários (que libertava pessoas escravizadas com mais de 60 anos) e datam, respectivamente, de 1871 e 1885.

Consciência

Quando a Lei Áurea foi assinada em 1888, havia todo um contexto construído durante muitas décadas que pressionava por isso. Portanto, os movimentos negros no Brasil não têm dia 13 de maio como marco.

Nessa data, o que deve ser lembrado é que houve todo um processo de lutas, e não concessão ou generosidade de membro algum da Coroa Portuguesa. A referência para a luta do povo negro é o 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, que reivindica a trajetória de Zumbi e Dandara, líderes do Quilombo dos Palmares.

134 anos após a assinatura da abolição, ainda não há igualdade, e a vida da população negra brasileira é marcada pela violência, pela exclusão e pelo encarceramento. “Negros e negras foram escravizados por mais de 300 anos no Brasil. Não houve políticas de inclusão quando da abolição, o que aprofundou a marginalização e a discriminação”, pontua Márcia Gilda, diretora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF. “Mecanismos como as cotas, por exemplo, somente começaram a acontecer mais de um século depois”, completa ela.

O Baobá na TV Sinpro

Para destacar as lutas do povo negro e sua ancestralidade, nesta quarta-feira, 11, o TV Sinpro Especial apresenta o minidocumentário O Baobá.

Produzido pela Secretaria de Raça e Sexualidade e pela Secretaria de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF, o minidocumentário é ambientado no plantio de baobás na Chácara do Sinpro. Realizada em novembro de 2021, a ação criou o Recanto dos Baobás, em homenagem a mulheres negras brasileiras que protagonizaram a luta antirracista.

Em nove minutos, a obra traz entrevistas com especialistas e militantes históricos(as) da luta antirracista no Distrito Federal, que falam sobre a importância do Baobá para os povos africanos no continente e na diáspora.

Também será exibido um vídeo sobre a ação realizada no Centro de Ensino Médio 01 de Sobradinho, onde estudantes se somaram ao projeto de plantio de baobás, desenvolvido pelo professor André Bento. O diálogo aconteceu diante dos três baobás mais antigos do DF, localizados em frente à Embrapa, na Asa Norte.

A TV Sinpro vai ao ar ao vivo na TV Comunitária (Canal 12 na NET-DF; Facebook e Youtube TVComDF) e nas redes do Sinpro-DF, às 19h da quarta-feira. 

Sinpro informa que há 12 tipos de golpes contra a categoria em curso

Os golpes cibernéticos pelo telefone para extorquir dinheiro estão se tornando mais uma rotina no Distrito Federal. Os principais alvos são servidores(as) públicos(as). O fato de virar rotina significa que as pessoas devem ficar cada vez mais atentas.

Nesta terça-feira (10), por exemplo, o Jurídico do Sinpro contabilizou 12 tipos de golpes contra professores(as) e orientadores(as) educacionais. Toda semana o sindicato mostra novas modalidades do crime e orienta a categoria a prestar atenção redobrada em mensagens sobre processos que o sindicato movimenta na Justiça. E alerta: a entidade não pede dinheiro.

As quadrilhas cibernéticas atuam em todo tipo de golpe, mas, sobretudo, nos processos que correm na Justiça. A Polícia Civil já está consciente do problema. Centralizou as denúncias investiga os crimes. De vez em quando, uma quadrilha é desbaratada. Contudo, à medida que as tecnologias evoluem, a criatividade e a quantidade de bandidos(as) se multiplicam.

Por isso, o Sinpro alerta, quase que diariamente, para as práticas de estelionato que vão desde mensagens falsas, telefonemas e até utilização de documentos fraudados com as marcas dos escritórios de advocacia que atuam para o sindicato e do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) para convencer as vítimas.

Em matéria divulgada nesta terça-feira (10), o jornal Metrópoles mostrou a preocupação e a luta do sindicato para alertar a categoria e informa que, embora não haja uma contabilidade geral com um total de vítimas, a entidade garante que o número é expressivo em razão da recorrência do assunto entre membros e diretores do sindicato. “O sindicato explica que os bandidos reúnem uma série de informações que parecem verdadeiras e pedem o pagamento de algum valor no fim do contato. O Sinpro-DF reforça que não entra em contato com sindicalizados ou exige depósitos financeiras de qualquer fim.

 

Metrópoles alerta sobre segurança digital

 

O perito em crimes digitais Wanderson Castilho alerta que a criminalidade no ambiente cibernético se especializou e ataca por nichos. “Cada um tem suas particularidades. Hoje existem golpes específicos para o Instagram, para leilões, ofertas de emprego e outros”, detalha.

 

“Se você não tiver dois tipos diferentes de verificação [quando receber qualquer tipo de contato], não execute o que está sendo pedido. Quem recebeu o contato que deve buscar por outros meios a confirmação daquilo”, explica o especialista em segurança cibernética.

 

Tipos de crime

  1. Em um dos golpes, criminosos ligam para a casa dos professores informando que o alvará de precatório para pagamento foi liberado. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar em um número e solicitam depósito de um valor em uma conta corrente no nome de Anderson Fabio de Oliveira.

 

  1. Para o furto via telefone, usam vários nomes. O nome de “Cláudia Maria Rodrigues”, uma advogada que tem sido prejudicada com a ação do bando, é utilizado nesta modalidade. Ela já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro advogado usado é “Leonardo Mota”. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo”.

 

  1. Para extorquir dinheiro das vítimas, o golpista que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Em alguns casos, o criminoso se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.

 

  1. Outra modalidade é o golpe com transferência por Pix. Assim como os outros métodos, o golpista solicita um valor para liberar uma quantia à vítima. No caso de transferência, não há um sistema de retorno ou cancelamento do envio.

 

  1. Nesta modalidade, o golpista envia à vítima, via WhatsApp ou e-mail, documento simulando papel timbrado do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento ainda leva o nome de dirigentes do Sinpro-DF. No último caso relatado à entidade, havia o nome da dirigente Silvia Canabrava. O envio é feito posteriormente a uma ligação, em que o criminoso confirma vários dados da vítima, como nome completo, CPF e nome do pai e da mãe.

 

  1. O golpe mais recente consiste no envio de carta nominal, com logomarca de escritório de advocacia fantasma. O documento falso é enviado pelos Correios e traz uma série de argumentos jurídicos bem fundamentados, além de endereço de e-mail, telefones e assinatura com registro da OAB.

 

  1. O primeiro golpe de 2022 chega por WhatsApp e vem supostamente do “Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, DF”. É nominal, informa que o pagamento do precatório referente ao processo da pessoa está liberado para a data de hoje, “primeira ou segunda parcela”. O titular deverá entrar em contato com uma “Dra. Chrystiane Maia Guerco Faria Lucas Mori (OAB: 38015/DF) para solicitação do recolhimento dos alvarás de liberação do precatório, nos telefones (061) 99687-2994 ou (061) 99667-9219 (outros números também são usados nesse golpe). Se a pessoa não entrar em contato até as 15h, deverá esperar “uma segunda chamada com carência de tempo de 5 a 10 anos”. Mas é golpe.

 

  1. Nesta modalidade criminosa, os bandidos ligam pelo telefone 3322-1515 – contato oficial do Banco de Brasília (BRB), mas clonado – informando que o banco fez um Pix por engano para a conta do professor ou orientador educacional, solicitando a devolução do valor. Além deste procedimento, os estelionatários também ligam dizendo ser de uma empresa jurídica ligada ao BRB, fazendo a cobrança de tarifas não pagas. Na maioria das vezes, os falsários enviam um link ou pedem dados para “corrigir o problema” e até mesmo solicitando dinheiro. Não abra o link, não forneça dados ou transfira qualquer quantia em dinheiro.

 

  1. Na última versão utilizada pelo bando, um professor é contatado e informado que havia sido autorizado o pagamento de R$ 108 mil referente ao precatório do Ticket Alimentação, ação movida por um suposto escritório jurídico do Sinpro. Porém, para receber o montante, o educador deveria pagar as taxas, valor totalmente indevido, uma vez que o sindicato nunca solicita nenhum tipo de transação bancária para que professores e orientadores educacionais. Para identificar se a ligação é um golpe, basta ficar atento ao pedido de qualquer tipo de taxa para recebimento de precatório.

 

  1. Na décima “modalidade”, o(a) bandido(a) cibernético se passa por advogado(a), entra em contato com um(a) professor(a) e informa sobre a liberação do alvará de precatório para pagamento de um processo. Ao informar o suposto número do processo e do protocolo, o criminoso informou que o educador teria que depositar uma quantia em uma conta bancária para receber o valor.

 

  1. Outro formato é o envio de mensagens de WhatsApp semelhantes às que o escritório Resende, Mori e Fontes Advocacia tem enviado à categoria para encaminhamentos processuais. Isso, inclusive, chegou a criar uma situação difícil porque é preciso ter atenção para não cair no golpe. É possível verificar, com facilidade, a diferença entre as mensagens golpistas e as do nosso escritório.

 

  1. Também tem a modalidade em que os golpistas citam até uma Medida Provisória genérica, não numerada e sem especificação de função. Mas o objetivo é sempre o mesmo: extorquir dinheiro da categoria.

 

 

Confira a matéria do Metrópoles

 

https://www.metropoles.com/distrito-federal/alerta-professores-do-df-sao-vitimas-de-9-tipos-de-golpes-veja-quais

Covid-19: chegou a hora de vacinar idosos com a 4ª dose

Numa campanha permanente em defesa da vida e contra o negacionismo, o Sinpro-DF informa à categoria que professores(as) e orientadores(as) educacionais com 60 anos ou mais, aposentados(as) ou ativos(as), já podem tomar a quarta dose da vacina contra covid-19.

 

A quarta dose da vacina contra covid-19 está disponível nas unidades de saúde e, neste primeiro momento, será aplicada em pessoas idosos(as) com 60 anos ou mais para reforçar a imunização, afinal, diferentemente do que dizem os governos federal e distrital, a pandemia de covid-19 não acabou. A Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informa que é necessário ter tomado a dose de reforço há pelo menos 4 meses.

 

Os(as) usuários(as) devem comparecer com documento de identidade com foto, CPF e o cartão de vacina no qual haja o registro da segunda dose. Se o cartão for extraviado, será realizada busca nos sistemas de registro. É obrigatório o uso de máscara para a vacinação.

 

Apesar de os governos Jair Bolsonaro (PL) e Ibaneis Rocha (MDB) publicarem decretos abolindo máscaras e liberando geral para aglomerações, é importante a categoria saber que a crise sanitária não acabou e que é necessário o uso de máscara, higienização das mãos, manutenção da ventilação em locais fechados, evitar aglomerações e usar máscaras, sobretudo em locais fechados.

 

O governador do DF, por exemplo, continua aplicando a política negacionista do Palácio do Planalto. A prova disso é que um dia depois de a própria SES-DF anunciar um aumento exorbitante da taxa de transmissão do Distrito Federal, ele revogou, na manhã desta terça-feira (10/5), o decreto que declara estado de calamidade pública em decorrência da pandemia da covid-19.

 

O texto, publicado no Diário Oficial do DF (DODF), suspende a Determinação nº 40.924, de 26 de junho de 2020. No entanto, a taxa de transmissão do vírus voltou a crescer e chegou a 1,12, nesta segunda (9/5). O índice indica alta na contaminação e mostra que cada 100 pessoas podem contaminar outras 112 – segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Até as 16h25 dessa segunda (9), a taxa de ocupação dos leitos de UTI para pacientes com Covid na rede pública estava em 47,22%. Do total de 36 leitos, 17 estavam ocupados e 19 disponíveis. Na rede privada, até as 11h55, 53,70% das vagas estavam ocupadas.

 

A diretoria colegiada do Sinpro-DF afirma que é preciso manter os cuidados. Pedro Rodrigues Curi Hallal, professor universitário, educador físico, epidemiologista, ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), de 2017 a 2020, e editor-chefe da revista científica Journal of Physical Activity and Health, postou, recentemente, nas redes sociais que “a mortalidade por Covid19 no Brasil é 5 vezes maior do que a média mundial e a culpa é de quem negou a pandemia, tratou os brasileiros feito rebanho, gastou com cloroquina e tentou desacreditar vacina”. 

 

https://twitter.com/PedroHallal/status/1521088806132322306

 

Assim, para evitar outro surto e nova tragédia sanitária, o Sinpro aconselha a manter os protocolos e a evitar contágio. Há uma semana, o biólogo Átila Iamarino postou em suas redes sociais a orientação de que todos e todas devem se vacinar com as doses de reforço. Iamarino é biólogo, doutor em microbiologia e pesquisador brasileiro, notório por seu trabalho de divulgação científica no canal do YouTube denominado Nerdologia, que tem mais de 3 milhões de inscritos. Ele informou que novas subvariantes da variante Omicron do novo coronavírus estão sendo detectadas na África.

 

“Novas subvariantes da Omicron (BA.4 e BA.5) estão sendo detectadas na onda que começa agora na África do Sul. E, de acordo com um estudo recente, elas são capazes de escapar da imunidade da infeção pela Omicron original, do final de 2021. E esse escape é maior entre não vacinados. Ou seja, quem teve Omicron pode ser infectado de novo pelas novas linhagens. Tome sua dose de reforço. Estudo: https://doi.org/10.1101/2022.04.29.22274477

 

Diante da experiência nefasta e dramática vivida pelos brasileiros nos últimos 2 anos, na pandemia de covid-19, com o governo federal adotando um “negacionismo de ocasião” para desviar dinheiro público e levar adiante a política econômica neoliberal, que transformou a crise sanitária no País em tragédia mundial, que reimplantou a política da fome, do desemprego e da privatização de bens públicos; e que converteu o Brasil em pária internacional, o Sinpro orienta a categoria a se vacinar com a quarta dose e pede a quem tem familiares idosos a levá-los para tomar a vacina e reforçar a imunização.

Militarização de escolas públicas: a forma mal-intencionada de privatizar a educação

(*) Por Júlio Barros

 

Ainda na campanha eleitoral de 2018, Jair Bolsonaro avisou à população brasileira que seu governo seria dedicado ao desmonte de todos os setores organizados pelo Estado nacional que caracterizam o Brasil como uma nação independente e autônoma. No seu “Programa de Governo”, apresentado antes de ser eleito, ele apresentou o projeto de como transformaria um País soberano e em desenvolvimento em neocolônia de países imperialistas, do sistema financeiro, de rentistas e de empresas multinacionais.

 

No documento de 2018, reeditado este ano para a eleição 2022, ele mostrou, como faria com a Educação e a Saúde e declarou que aprofundaria a Emenda Constitucional 95/2016, que realizou cortes desnecessários e nefastos na economia nacional. Dentre os projetos de demolição da Educação pública, Bolsonaro pôs em curso o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM), que nada mais é do que o desvio de finalidade das polícias, a implantação de uma educação vazia, anticidadã, autoritária e privatista. Uma espécie de primeiro ensaio para a mercantilização total do imenso Sistema Público de Educação, construído com dinheiro público durante mais de 100 anos e a transformação do ensino em educação mecânica e bancária.

 

Por isso, desde janeiro de 2019, ocorrem abusos de poder e outras ações persecutórias que infringem e descaracterizam a Lei de Gestão Democrática nas escolas e uma perseguição autoritária de professoras e professores que oferecem educação de qualidade. É nesse contexto que ocorre a exoneração, no dia 3 de maio deste ano, da professora Luciana Martins, vice-diretora do Centro Educacional 01 da Cidade Estrutural (CED 01 Estrutural), uma escola militarizada.

 

A professora exonerada tinha um histórico de perseguição policial desde que defendeu a autonomia da escola de abordar o Dia da Consciência Negra em novembro de 2021. A iniciativa incomodou a tropa quando estudantes usaram os murais para denunciarem as ações racistas da corporação País afora, todas estatisticamente comprovadas. Em nota acerca dessa exoneração, o Sinpro foi assertivo ao afirmar que esse é mais uma prova da falência do modelo de militarização escolar.

 

O fato é que desde os primeiros anúncios desse projeto, o Sinpro se posicionou fortemente contrário e passou a denunciar o PECIM, que o governo federal pôs em curso de forma açodada e sorrateira. É o tipo de projeto que deve ser anulado, extinto e seus operadores presos por crime de lesa-pátria porque, dentre várias transgressões graves, desrespeita as férias da comunidade escolar na maior parte do País. Para além desses motivos acima mencionados, os quais, por si só, já são suficientes para a anulação desse projeto e a responsabilização dos culpados, somos contra ele por muitos motivos.

 

Primeiro, pelo fato de haver uma total incompatibilidade do PECIM com a nossa Lei de Gestão Democrática, com a Constituição Federal, com o Plano Nacional de Educação (PNE), com o Plano Distrital de Educação (PDE), enfim, com todas as leis que sustentam o consolidado e imenso Sistema Público de Educação Brasileiro, construído democraticamente por mais de 100 anos e referência mundial em ensino público e gratuito. Militarizar as escolas significa infringir todas as leis, ir contra os princípios constitucionais de uma escola pública, gratuita, democrática, laica, inclusiva, com igualdade de condições de acesso, permanência e sucesso, pautada no pluralismo de ideias e concepções pedagógicas. A militarização fortalece a política do terror e à instalação do medo para o cumprimento e a aceitação de regras em detrimento do processo educativo.

 

Em segundo lugar, não existe, até hoje, uma lei para regulamentar a Portaria Conjunta 01/2019 da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF) com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-DF). Em terceiro lugar, dentre os objetivos da militarização, destacamos a censura à liberdade de cátedra, uma conquista histórica da população brasileira e uma característica inerente à educação paga com dinheiro público. Os(as) professores(as) que lecionam em escolas militarizadas afirmam que o ambiente é hostil, que são coagidos diariamente e que há intervenção e ingerência da Polícia Militar (PM) em toda a organização, gestão e prática pedagógicas.

 

Em quarto lugar, somos contra o PECIM porque depois dele cresceu, assustadoramente, as denúncias de assédio moral e sexual nas escolas. Em quinto, os(as) profissionais da PM e da SSP não têm formação nem perfil e muito menos preparo pedagógico para atuarem com os(as) estudantes. São policiais doentes, afastados do serviço da PM e até mesmo aposentados por diversas doenças psicológicas graves e problemas mentais muito sérios, como, por exemplo, estresse, depressão, ansiedade, descontrole emocional.

 

Enfim, que fique claro que nós, do Sinpro, não somos contrários à PM, mas é preciso haver discernimento, maturidade e responsabilidade para entender que o lugar da PM é dentro das competências para as quais ela foi criada, é nas ruas combatendo a violência que está na sociedade, nos portões e nos arredores das escolas em parceria com ao Batalhão Escolar. Ainda mais quando existe um déficit de cerca de sete mil policiais no efetivo do DF. Os(as) policiais doentes devem ser aposentados(as) e encaminhados para outras soluções. Afinal, reconhecemos que a ação policial realmente adoece qualquer pessoa. Contudo, a escola pública, que está formando crianças e adolescentes para a vida, não é uma clínica que esses profissionais da segurança prejudicados pelo exercício da profissão irão fazer terapia ocupacional.

 

Observamos que a educação pública do nosso País se tornou objeto de desejos estranhos ao mundo da educação e consideramos essa captura da gestão pelas corporações militares de esdrúxula e, muitas vezes, até mesmo, mal-intencionadas. Afinal, já vimos esse filme antes, que segue um roteiro midiático (da imprensa neoliberal), focado na espetacularização e dramatização de casos de violência para criar comoção, envolver a comunidade e privatizar o direito à escola pública. Diga-se de passagem que são argumentos sedutores, mas todos falsificados.

 

Enfim, no entendimento do Sinpro, educação se faz com investimentos financeiros públicos, por isso defendemos a valorização dos(as) professores(as), dos(as) orientadores(as) educacionais, do Batalhão Escolar, da geração de emprego e renda para as famílias que utilizam a escola pública, e, fundamentalmente, do cumprimento das metas do Plano Distrital de Educação (PDE). Vale ressaltar que, apesar de todas essas e outras adversidades não mencionadas aqui, o Distrito Federal se destaca no País e no mundo pela qualidade da educação que oferta na escola pública.

 

Para ver isso, basta, por exemplo, observar como estamos em relação ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Temos muito o que avançar, melhorar e desenvolver na educação e na sociedade para controlarmos a violência social, mas, sem dúvida nenhuma, essa mudança não passa pela militarização das escolas públicas. Esse projeto autoritário, errado e manipulado chamado de “gestão compartilhada” é a forma autoritária de governo federal e distrital privatizarem a Educação.

 

 

(*) Por Júlio Barros, professor da SEE-DF, diretor do Sinpro-DF, coordenador do Fórum Distrital de Educação (FDE) e mestre em Educação pela Universidade de Brasília (UnB).

Comunidade vai à luta contra fechamento do PS do Hospital do Gama

A importância que teve o SUS – Sistema Único de Saúde – para o combate à pandemia da covid-19 no Brasil é notória. O fato de haver um sistema público integrado tornou menos difícil o tratamento dos pacientes, bem como a organização do processo de vacinação – mesmo com todo o boicote promovido pelo governo federal. Sem o SUS, a tragédia da covid-19 no Brasil teria sido ainda maior.

Mesmo assim, durante todo esse período, faltaram medicamentos, insumos e estrutura para os hospitais públicos poderem oferecer o seu melhor. Profissionais de saúde se desdobraram em vários para poder atender a demanda, que, como lembramos, foi tão grande que chegou a colapsar hospitais e sistemas de saúde.

Passado o auge da pandemia, os hospitais continuam tendo dificuldade para funcionar como deveriam, e os recursos reduzidos, sobretudo em consequência da PEC do teto de gastos, geram um processo de estrangulamento do sistema. De acordo com a coluna do jornalista Carlos Madeiro no portal UOL nesta segunda-feira, 9 de maio, o número médio de procedimentos ambulatoriais por habitante caiu 12% entre 2015 e 2019, sugerindo uma relação direta com a redução do orçamento. Se comparados dados de 2020 e 2021, a queda em relação a 2015 é ainda maior, e chega a 26%.

Hospital Regional do Gama

No DF, a situação também é dramática. É nesse contexto em que o Hospital Regional do Gama (HRG) vive a ameaça de ver seu pronto-socorro fechado por falta de condições de trabalho.

Em vistoria ao pronto-socorro do HRG, o Conselho Regional de Medicina (CRM) apontou diversas irregularidades no seu funcionamento, referentes, sobretudo, às condições de trabalho dos profissionais de saúde no local. De acordo com o blog Gama Livre, faltam médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, profissionais de enfermagem, equipamentos e medicamentos. Sem que essas irregularidades sejam sanadas, o pronto-socorro terá que fechar as portas.

Para defender o hospital e exigir que o GDF tome as devidas providências, a comunidade do Gama realizou um ato público de abraço ao HRG na última sexta-feira, 6 de maio. A reivindicação é de que as irregularidades apontadas pelo CRM sejam sanadas, e o funcionamento do pronto-socorro seja garantido. Uma nova vistoria do Conselho está prevista para o início desta semana.

Segundo Enóquio Sousa Rocha, professor da Secretaria de Educação e presidente do Conselho de Saúde do Gama, a expectativa é que as providências tenham sido tomadas dentro do prazo. “O fechamento desse pronto-socorro prejudica a comunidade do Gama e os pronto-socorros de outras regiões, que terão sua demanda aumentada, gerando um efeito dominó”, afirma Enóquio. “Estamos na luta para defender o HRG e, assim, também defender o SUS”, diz ele.

O diretor do Sinpro Raimundo Kamir acompanhou a mobilização: “Mais uma vez a população gamense se reúne para defender o SUS, agora para garantir o funcionamento do pronto socorro do HRG”, disse ele.

MATÉRIA EM LIBRAS

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O XII CONCURSO DE REDAÇÃO E DESENHO DO SINPRO

“Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós” é tema do XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF. A atividade, direcionada a estudantes da rede pública de ensino, é gratuita. As inscrições já estão abertas pelo link  

https://sinpro25.sinprodf.org.br/xii-concurso-de-redacao-e-desenho-do-sinpro-df/

Nesta edição, é feita a reflexão de que o movimento artístico que rompeu com a formalidade e deu um grito por liberdade centrado no “eu” agora é contextualizado com o “nós”. O 22 de hoje traz a arte-resistência que transpõe a estética e se enraíza no social; realizada na periferia, pelo povo pobre, preto, marginalizado.

“A arte é uma das maneiras mais eficazes de denunciar a opressão, os interesses escusos de governos, as atrocidades feitas com um povo. Ao mesmo tempo, a arte também é uma das principais ferramentas de conscientização da população que, a partir do lúdico, pode compreender definitivamente a atuação das classes dominantes”, analisa a coordenadora de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF, Letícia Montandon.

Ela explica que o espaço da escola é determinante para que a arte-resistência seja valorizada e visibilizada. “A partir das redações e desenhos queremos despertar nos estudantes e nas estudantes da rede pública de ensino a importância da arte e da cultura na construção de uma sociedade justa, plural; democrática. No centenário da Semana de Arte Moderna, queremos ressaltar que o hoje quer a periferia em vez de elitismo, o protagonismo do povo preto em vez de racismo; as mulheres organizadas em vez de machismo, o povo indígena em vez de latifúndio, a comunidade LGBTQIA+ em vez de preconceito; a juventude afrontosa em vez de autoritarismo. E é a educação libertadora que traçará esse destino”, diz a sindicalista.

O Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF integra a campanha “Quem bate na escola maltrata muita gente”.

Inscrições

Podem participar do XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF “Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós” os estudantes de escolas públicas do ensino regular, ensino especial, Altas Habilidades e EJA (Educação de Jovens e Adultos), incluindo estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional. As inscrições vão de 4 de abril a 10 de junho.

>> ACESSE AQUI O REGULAMENTO DO XII CONCURSO DE REDAÇÃO E DESENHO DO SINPRO-DF

Embora as inscrições só possam ser feitas pela internet, a entrega do trabalho poderá ser feita digital ou presencialmente, na sede ou em uma das subsedes do Sinpro-DF.

O trabalho deve ser entregue em folha específica disponível para download no site do Sindicato, junto com autorização para utilização do trabalho concorrente em qualquer peça de comunicação do Sinpro-DF. O modelo de autorização também está disponível no link da inscrição.

O regulamento do concurso divide a apresentação de trabalhos em sete categorias, nas modalidades redação/poesia e desenho. Para cada faixa etária/segmento há regras específicas, como, por exemplo, quantidade mínima e máxima de linhas para a redação.

Premiação
Nesta edição, serão premiados os três primeiros lugares de cada categoria. Em todas elas, o 1º lugar receberá um aparelho celular Samsung Galaxy A12 64GB; o 2º será premiado com um aparelho tablet Samsung Galaxy Tab A7 lite 32GB 4G; e o 3º lugar leva um aparelho celular Samsung Galaxy A02 32GB. Estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional poderão ter o prêmio convertido em dinheiro.

Também serão contemplados professores(as) ou orientadores(as) indicados(as) pelos(as) estudantes vencedores(as) de cada categoria, com premiações de R$ 1.200 para o 1º lugar, R$ 500,00 para o 2º lugar e R$ 300 para o 3º lugar.

 

MATÉRIA EM LIBRAS

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Não perca a IV Feira Cultural dos Aposentados e das Aposentadas do Sinpro nesta terça (10)

O Sinpro convida a todos e todas para prestigiar e participar da IV Feira Cultural dos(as) Professores(as) e Orientadores(as) Educacionais Aposentados(as) nesta terça-feira (10). Realizada pela Secretaria para Assuntos dos Aposentados(as) do sindicato, a atividade vai acontecer entre 9h às 17h, na Praça dos Namorados de Planaltina (ao lado da Administração Regional).

“O Sinpro faz questão de sempre valorizar os aposentados e as aposentadas. A feira de artesanato é uma forma de reunirmos todos e todas, e valorizarmos o trabalho de quem jamais se mantém inativo”, afirma Silvia Canabrava, coordenadora da Secretaria de Aposentados e Aposentadas do Sinpro-DF.

Interessados(as) em expor trabalhos devem entrar em contato com a Secretaria de Aposentados e Aposentadas do sindicato, pelos telefones 3343-4235 ou 99994-6258. Para se inscrever, é necessário ser filiado(a), e os trabalhos devem ser feitos pelo próprio expositor, sendo vedada a revenda de qualquer peça.

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Texto de Letícia Sallorenzo com atualização/adaptação de lide e título para esta segunda-feira (9) de Maria Carla

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