Evento na Ponte Alta, no Gama, propõe reflexões e ações contra o racismo
Jornalista: Alessandra Terribili
O crime de injúria racial praticado contra Matheus Antunes, de 26 anos, repercutiu em todo o DF. O fato aconteceu no domingo, 24 de abril, quando um vídeo em que algumas jovens proferiam ofensas racistas contra Matheus circulou numa rede social.
O vídeo foi gravado no Arena Caffé, que fica na Ponte Alta, no Gama, onde Matheus estava assistindo a jogos de futevôlei. O proprietário do espaço, Émerson Caffé, ofereceu-o para receber um evento de denúncia do racismo, prooposto e realizado pelo professor Renato Moisés, que dá aula de futevôlei no local.
Portanto, neste sábado, 07 de maio, a partir de 8h30, acontece no Arena Caffé o evento Todos Contra o Racismo. Haverá um torneio beneficiente de futevôlei, promovido pelo professor Renato com seus alunos, e diversas palestras e debates sobre temas relacionados ao combate ao racismo. Também haverá apresentação musical de Gui e Negogusta às 11h30. Veja programação completa abaixo.
Segundo a professora aposentada Múria Antunes, apoiadora da iniciativa e mãe de Matheus, o objetivo da atividade é reunir a comunidade para refletir sobre o racismo. “Precisamos educar a sociedade, conversar sobre o assunto”, considera ela. “Quanto mais gente pensando e agindo contra o racismo, mais rápido alcançaremos avanços”, diz.
Na última quarta-feira, 04 de maio, o TV Sinpro abordou o tema, com a presença de Múria e Matheus, além da diretora do Sinpro Márcia Gilda e do advogado Elias Soares. Saiba mais clicando AQUI.
A participação no evento é gratuita, e na ocasião, também estarão sendo arrecadadas cestas básicas para doação a comunidades carentes.
Gestão democrática na rede pública de ensino do Distrito Federal em risco
Jornalista: Luis Ricardo
Leia a nota publicada pelo Observatório da Educação Básica da Faculdade de Educação da UnB na última quarta-feira, 3, quando da exoneração da professora Luciana Paim do cargo de vice-diretora do CED 01 da Estrutural – uma das escolas militarizadas no DF.
As divergências entre os gestores vieram se aprofundando desde novembro último, até culminar com a exoneração. “Exoneração que confronta a Lei 4.751/2012 que prevê em seu artigo 43 que a exoneração do diretor ou do vice-diretor somente poderá ocorrer motivadamente após processo administrativo, nos termos da lei que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos, assegurado o contraditório e a ampla defesa”, afirma a nota.
Gestão democrática na rede pública de ensino do Distrito Federal em risco
A gestão compartilhada entre gestores(as) eleitos(as) e militares em escolas da Secretaria de Educação tem se caracterizado pela disputa de poder e pelo enfraquecimento da Gestão Democrática na rede pública de ensino do Distrito Federal. As divergências entre os(as) gestores(as) do Centro Educacional 01 (CED 01), da Cidade Estrutural, culminou na exoneração da vice-diretora no dia em 03 de maio.
A exoneração confronta a Lei 4.751/2012, que prevê, em seu artigo 43, que a exoneração do diretor ou do vice-diretor somente poderá ocorrer motivadamente após processo administrativo, nos termos da lei que dispõe sobre o regime jurídico dos(as) servidores(as) públicos(as), assegurado o contraditório e a ampla defesa. A militarização de escolas públicas do DF situa-se no movimento de ampliação desse tipo de escolas no Brasil. Na rede pública de ensino do DF, é regulamentado pela Portaria Conjunta 09/2019 e pelo Decreto nº 39.765/2019.
O projeto de militarização implantado com os argumentos de que melhoraria a qualidade do ensino, medida por exames externos à escola, construiria estratégias voltadas ao policiamento comunitário e ao enfrentamento da violência no ambiente escolar, para promoção de uma cultura de paz e o pleno exercício da cidadania, na contramão do anunciado, tem se transformado em um verdadeiro desmonte da Gestão Democrática. A militarização, que resultou da reivindicação da comunidade, conforme divulgado pelos meios de comunicação, é agora questionada pelas famílias, gestores, educadores(as) e estudantes.
O confronto entre a mãe de um estudante, conduzido por desrespeito aos policiais, demonstra como as relações sociais no contexto escolar estão comprometidas e como a escola tem sido mediada por representações de um grupo que, ao estabelecer seu poder frente aos outros, se apropria do espaço, impondo seus códigos a despeito da natureza/função da escola pública. Desconsidera-se que a escola pública é responsável pela educação formal de crianças, adolescentes e jovens, e que com a militarização se transforma, de fato, em um território em permanente disputa de interesses, de poder, alvo das investidas de movimentos ultraconservadores, com o objetivo de controlar mentes e corpos e definir outra função social para a escola: vigiar e punir.
O confronto entre gestores(as) civis e gestores(as) de carreira militar afronta a autonomia da escola na gestão de seu projeto pedagógico, seus fundamentos políticos e socioculturais que embasam projetos democráticos e participativos. Ao mesmo tempo, reafirma o embate entre projetos antagônicos do ponto de vista conceitual e das práticas e a alienação dos(as) gestores(as) escolares na realização de suas atividades no interior da escola.
Nesse contexto, o Observatório de Educação Básica da FE-UnB ratifica a defesa pela formação autônoma e emancipadora do ser humano, conforme estabelece a Constituição Cidadã de 1988, o que passa, necessariamente, pela superação de práticas conservadoras neoliberais e antidemocráticas de ensinar, aprender, avaliar, viver e conviver e reafirma a Gestão Democrática como concepção e prática inegociáveis.
Sinpro repudia ato criminoso de fazendeiros contra MST
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Sindicato dos Professores no Distrito Federal repudia veementemente as atitudes criminosas de fazendeiros que bloqueiam o acesso à ocupação Ana Primavesi, localizada no núcleo rural Rio Preto, em Planaltina.
No final da tarde de terça-feira (03/05), os fazendeiros atearam fogo próximo ao local onde estão 300 famílias de ocupantes, e bloqueiam o acesso ao local, impondo uma espécie de cárcere privado às famílias.
O ataque se repetiu nesta quinta-feira (05/05), com registro de pessoas feridas entre os agricultores do MST.
A ocupação Ana Primavesi faz parte da Jornada Nacional de Luta em Defesa da Reforma Agrária, que este ano traz o lema “Reforma Agrária Popular: por terra, teto e pão”. O nome da ocupação é uma homenagem à agrônoma austríaca radicada no Brasil e que foi uma importante pesquisadora da agroecologia e da agricultura orgânica. Ana Primavesi morreu em 2020, aos 99 anos.
O objetivo da ocupação, segundo o MST, é denunciar a crescente prática de especulação imobiliária por parte de grileiros no território e exigir a retomada da criação de novos assentamentos de Reforma Agrária no DF.
Justiça do DF a favor dos sem-terra
Ainda na última terça-feira (03/05), a Justiça do Distrito Federal negou a reintegração de posse pedida por fazendeiros para a área da ocupação Ana Primavesi, que é uma região de intensa especulação fundiária. O juiz Carlos Frederico Maroja de Medeiros, da Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do DF, considerou que não houve comprovação de legalidade na posse por parte dos fazendeiros.
A Polícia Militar está no local, mas nada faz para desbloquear a passagem, mantendo as famílias em cárcere privado.
Na tarde desta quinta-feira (05/05), nova liminar do mesmo juiz Medeiros determinou que, se os fazendeiros não desobstruírem imediatamente a via, que DF Legal e Polícia Militar do Distrito Federal efetuem em até 72h a desobstrução. Também solicitou a instauração de inquérito policial para apurar prováveis crimes.
Mesmo com a tentativa de intimidação dos fazendeiros, o MST-DF informou que as famílias só sairão da ocupação quando a Terracap apresentar uma outra área com finalidade de reforma agrária.
“Queremos o direito de ir e vir garantido pela Constituição e também queremos que o Governo do Distrito Federal aponte uma área para assentar essas 300 famílias que estão lutando pelo seu direito à terra”, enfatiza o dirigente do MST no DF, Marcio Heleno, que está na ocupação.
Agrofloresta criada por professor no CEMTN transforma a qualidade de vida de toda a comunidade
Jornalista: Alessandra Terribili
Em época de seca, a temperatura nas salas de aula do CEMTN (Centro de Ensino Médio de Taguatinga Norte) chegava a atingir 39° C próximo às janelas, que são de metal. Os prejuízos, claro, eram dos mais variados: professores e professoras recorrentemente precisavam de afastamento para tratar os danos na voz, e os problemas de indisciplina entre os estudantes se ampliavam e aprofundavam.
O problema piorava porque frequentemente havia queima de capim nos arredores da escola, o que comprometia ainda mais a qualidade do ar e prejudicava o solo.
Diante de todo esse cenário, em 2006, o professor Valdison Morais, que lecionava Química, tomou a iniciativa, juntamente com os estudantes, de promover a arrancada do capim pela raiz, de modo que ele não crescesse mais. No local, foram plantadas árvores – assim, além de acabar com o capim, as árvores geraram sombra, frutos e umidade do ar. E os microorganismos naturais do solo foram preservados.
Em 2009, com a epidemia de H1N1, contexto no qual a limpeza permanente das mãos era necessidade para evitar o contágio, o professor notou que a água utilizada nas pias poderia ser reaproveitada para irrigar as árvores plantadas. A contribuição da iniciativa foi tão grande, que a proteção garantida pelas árvores fez baixarem as temperaturas nas salas de aula para 24º C.
Em pouco tempo, os danos à voz dos profissionais da educação, bem como as questões disciplinares dos e das estudantes diminuíram decisivamente. O projeto se ampliou e novas árvores foram plantadas. As árvores frutíferas também somaram para uma alimentação saudável, livre de agrotóxicos ou adição de qualquer substância que causasse danos a saúde.
Assim, nasceu uma agrofloresta no espaço do CEMTN! Inicialmente, o projeto era desenvolvido nos intervalos. Depois, o professor Morais criou um grupo de estudos que envolveu estudantes – especialmente aqueles com mais dificuldades e problemas disciplinares -, e realizavam as tarefas no seu turno contrário.
O projeto fez tanta diferença que teve o reconhecimento de instituições importantes, como a Fundação Athos Bulcão, Instituto Ayrton Senna e Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), entre outras! E tudo foi autofinanciado pelo próprio grupo envolvido, com “vaquinhas” e contribuições voluntárias, sem nunca utilizar recursos da escola ou ter apoio do governo.
A iniciativa do professor Morais trouxe mais qualidade de vida a toda a comunidade, além de melhorar significativamente as condições de trabalho na escola! Outras experiências semelhantes também vêm sendo desenvolvidas em outras escolas e regionais, e os professores(as) e orientadores(as) educacionais que quiserem compartilhar seus projetos podem entrar em contato com a imprensa do Sinpro pelo e-mail imprensa@sinprodf.org.br.
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O XII CONCURSO DE REDAÇÃO E DESENHO DO SINPRO
Jornalista: Geovanna Santos
“Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós” é tema do XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF. A atividade, direcionada a estudantes da rede pública de ensino, é gratuita. As inscrições já estão abertas pelo link
Nesta edição, é feita a reflexão de que o movimento artístico que rompeu com a formalidade e deu um grito por liberdade centrado no “eu” agora é contextualizado com o “nós”. O 22 de hoje traz a arte-resistência que transpõe a estética e se enraíza no social; realizada na periferia, pelo povo pobre, preto, marginalizado.
“A arte é uma das maneiras mais eficazes de denunciar a opressão, os interesses escusos de governos, as atrocidades feitas com um povo. Ao mesmo tempo, a arte também é uma das principais ferramentas de conscientização da população que, a partir do lúdico, pode compreender definitivamente a atuação das classes dominantes”, analisa a coordenadora de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF, Letícia Montandon.
Ela explica que o espaço da escola é determinante para que a arte-resistência seja valorizada e visibilizada. “A partir das redações e desenhos queremos despertar nos estudantes e nas estudantes da rede pública de ensino a importância da arte e da cultura na construção de uma sociedade justa, plural; democrática. No centenário da Semana de Arte Moderna, queremos ressaltar que o hoje quer a periferia em vez de elitismo, o protagonismo do povo preto em vez de racismo; as mulheres organizadas em vez de machismo, o povo indígena em vez de latifúndio, a comunidade LGBTQIA+ em vez de preconceito; a juventude afrontosa em vez de autoritarismo. E é a educação libertadora que traçará esse destino”, diz a sindicalista.
O Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF integra a campanha “Quem bate na escola maltrata muita gente”.
Inscrições
Podem participar do XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF “Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós” os estudantes de escolas públicas do ensino regular, ensino especial, Altas Habilidades e EJA (Educação de Jovens e Adultos), incluindo estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional. As inscrições vão de 4 de abril a 10 de junho.
Embora as inscrições só possam ser feitas pela internet, a entrega do trabalho poderá ser feita digital ou presencialmente, na sede ou em uma das subsedes do Sinpro-DF.
O trabalho deve ser entregue em folha específica disponível para download no site do Sindicato, junto com autorização para utilização do trabalho concorrente em qualquer peça de comunicação do Sinpro-DF. O modelo de autorização também está disponível no link da inscrição.
O regulamento do concurso divide a apresentação de trabalhos em sete categorias, nas modalidades redação/poesia e desenho. Para cada faixa etária/segmento há regras específicas, como, por exemplo, quantidade mínima e máxima de linhas para a redação.
Premiação
Nesta edição, serão premiados os três primeiros lugares de cada categoria. Em todas elas, o 1º lugar receberá um aparelho celular Samsung Galaxy A12 64GB; o 2º será premiado com um aparelho tablet Samsung Galaxy Tab A7 lite 32GB 4G; e o 3º lugar leva um aparelho celular Samsung Galaxy A02 32GB. Estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional poderão ter o prêmio convertido em dinheiro.
Também serão contemplados professores(as) ou orientadores(as) indicados(as) pelos(as) estudantes vencedores(as) de cada categoria, com premiações de R$ 1.200 para o 1º lugar, R$ 500,00 para o 2º lugar e R$ 300 para o 3º lugar.
CREF | Sinpro convoca categoria para pressionar senadores contra manobra de Romário
Jornalista: Maria Carla
O senador Romário aplicou uma manobra para interromper o debate público, democrático e republicano sobre o Projeto de Lei (PL) nº 2.486/21, que seguia em seu curso normal de tramitação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal. O parlamentar protocolou o Requerimento 299/22, que expressa sentido totalmente oposto à emenda do senador Paulo Paim.
Com isso, a partir desta quarta-feira (4/5), a qualquer momento, esse requerimento e o PL poderá ser votado em Plenário sem a emenda do senador Paulo Paim, que o corrige para assegurar os princípios democráticos e a liberdade profissional. Diante dessa situação, a diretoria colegiada alerta para a ação antidemocrática do senador Romário e convoca a categoria a acessar a plataforma Educação Faz Pressão para pressionar todos(as) os(as) senadores(as) a votarem contra o requerimento e o PL em sua integralidade.
O argumento utilizado para justificar a urgência da matéria é o fato de haver uma ADIN tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2005 – que denuncia vício de iniciativa no encaminhamento do PL que deu origem à lei 9696/98 -, desconsidera o fato dela ter sido retirada de pauta por pedido de vistas do Ministro Gilmar Mendes, com o claro propósito de permitir tempo necessário para a correção do vício de iniciativa aludido, o que vem ocorrendo com a tramitação do PL 2486/21. Diante de mais este exemplo de desrespeito, o Sinpro convoca os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais a pressionarem os(as) senadores(as) da CAS para votarem contrário a este requerimento.
Confira a lista de todos(as) os(as) senadores e o perfil das redes sociais:
Sinpro alerta a categoria sobre golpes financeiros
Jornalista: Maria Carla
Mal o Sinpro-DF informou a categoria sobre a existência de um novo golpe em que bandidos(as) usam mensagens falsas para arrancar dinheiro de precatórios dos servidores(as) públicos(as), outra modalidade foi posta em curso e algumas pessoas quase caíram nela.
Na semana passada, um dia depois de o sindicato alertar sobre o golpe pelo WhatsApp com mensagens semelhantes às do escritório Resende, Mori e Fontes Advocacia, bandidos(as) se passaram por advogado(a) e entraram em contato com um professor informando sobre a liberação do alvará de precatório para pagamento de um processo.
O criminoso informou um suposto número do processo e de protocolo e disse ao professor que ele teria que depositar uma quantia em uma conta bancária para receber o valor. O sindicato tem alertado, diuturnamente, sobre esses golpes e informado a categoria que é importante ficar atenta porque os criminosos mudam, sistematicamente, de abordagem para confundir e obter êxito no crime.
O Sinpro alerta que nem a entidade nem os escritórios de advocacia que integram o Jurídico do sindicato pedem dinheiro para recebimento de valores referentes a ações judiciais. Antes de fazer qualquer depósito, ligue para o Sinpro.
Fique também atentos(as) às novas “modalidades” de extorsão de dinheiro. A cada nova abordagem, os(as) bandidos(as) procuram facilitar e aligeirar o furto de dinheiro de quem tem processos a receber. É preciso ter cuidado e boa observação para não cair no golpe.
Outro golpe, também verificado na semana passada, é o que bandidos(as) enviam mensagens de WhatsApp semelhantes às que o escritório Resende, Mori e Fontes Advocacia tem enviado à categoria para encaminhamentos processuais e isso está criando uma situação difícil que é preciso ter atenção para não cair no golpe.
Cuidado! Não caia no golpe!
O sindicato tem informado sobre a aplicação de golpes semanalmente e é importante que a categoria fique atenta, pois os criminosos mudam a forma de abordagem para confundir e obter êxito na prática criminosa. Para facilitar a compreensão de todos(as) sobre as estratégias utilizadas pelos golpistas, seguem, abaixo, todas as versões usadas:
Golpe 1
Criminosos ligam para a casa de educadores(as) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento, pois a conversa é feita em aplicativo com perfil que leva a foto da logo do Sinpro-DF.
Golpe 2
Para o furto via telefone, usam vários nomes. O nome “Cláudia Maria Rodrigues”, que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e o celular/WhatsApp, 96519820, é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao Sinpro-DF que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 3181-0285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo”, com o número de telefone 99849-7364.
Golpe 3
Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao Sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.
Golpe 4
Outra modalidade é o golpe com transferência por PIX. Assim como os outros métodos, o golpista solicita um valor para liberar uma quantia à vítima. No caso de transferência por PIX, não há um sistema de retorno ou cancelamento do envio.
Golpe 5
Nesta modalidade, o golpista envia à vítima, via WhatsApp ou e-mail, documento simulando papel timbrado do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento ainda leva o nome de dirigentes do Sinpro-DF. No último relatado ao Sinpro-DF, constava o nome da dirigente Silvia Canabrava. O envio é feito posteriormente a uma ligação, em que o criminoso confirma vários dados da vítima, como nome completo, CPF e nome do pai e da mãe.
Golpe 6
O golpe mais recente consiste no envio de carta nominal, com logomarca de escritório de advocacia fantasma. O documento falso é enviado pelos Correios e traz uma série de argumentos jurídicos bem fundamentados, além de endereço de e-mail, telefones e assinatura com registro da OAB.
Golpe 7
O primeiro golpe de 2022 chega por WhatsApp e vem supostamente do “Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, DF”. É nominal, informa que o pagamento do precatório referente ao processo da pessoa está liberado para a data de hoje, “primeira ou segunda parcela”. O titular deverá entrar em contato com uma “Dra. CHRYSTIANE MAIA GUERCO FARIA LUCAS MORI (OAB: 38015/DF)” para solicitação do recolhimento dos alvarás de liberação do precatório, nos telefones (061) 99687-2994 ou (061) 99667-9219 (outros números também são usados nesse golpe), e se a pessoa não entrar em contato até às 15h, deverá esperar “uma segunda chamada com carência de tempo de 5 a 10 anos”. Mas é golpe.
Golpe 8
Na nova modalidade criminosa, os bandidos ligam pelo telefone 3322-1515 – contato oficial do Banco de Brasília (BRB), mas clonado – informando que o banco fez um PIX por engano para a conta do(a) professor(a) ou orientador(a) educacional, solicitando a devolução do valor. Além deste procedimento, os estelionatários também ligam dizendo ser de uma empresa jurídica ligada ao BRB, fazendo a cobrança de tarifas não pagas. Na maioria das vezes, os falsários enviam um link ou pedem dados para “corrigir o problema” e até mesmo solicitando dinheiro. Não abra o link, não forneça dados ou transfira qualquer quantia em dinheiro. Trata-se de um golpe!
Golpe 9
Em mais uma versão utilizada pelos estelionatários, um professor foi contatado e informado que havia sido autorizado o pagamento de R$ 108 mil referente ao precatório do Ticket Alimentação, ação movida por um suposto escritório jurídico do Sinpro. Porém, para receber o dinheiro, o educador deveria pagar as taxas, valor totalmente indevido, uma vez que o sindicato nunca solicita nenhum tipo de transação bancária para que professores(as) e orientadores(as) educacionais recebam vantagens financeiras. Para identificar se a ligação é um golpe, basta ficar atento ao pedido de qualquer tipo de taxa/valor/dinheiro para recebimento de precatório. Caso a pessoa peça dinheiro, tenha a certeza que se trata de um golpe!
Confira nas matérias, a seguir, as modalidades e o modus operandi:
Sinpro e CBCE-DF promovem seminário sobre “Coletivo de Autores”
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A obra seminal Metodologia do Ensino de Educação Física completa 30 anos de existência. Escrita por um coletivo de autores em 1992, o livro ousou questionar o paradigma da aptidão física e propor uma nova prática pedagógica, com a educação física escolar alinhada aos anseios democráticos e fomentadora de uma prática crítica e verdadeiramente libertadora.
Nos próximos dias 5 e 12 de maio o Sinpro promoverá, em parceria com o Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE), os debates sempre às 19h, e contarão com a presença do professor Castellani. Os eventos serão transmitidos pelo Canal do Sinpro no Youtube.
Confira a programação do evento:
Seminário: 30 anos do Coletivo de Autores
Quais os limites e possibilidades da concepção pedagógica crítico-superadora pensada a partir da experiência destes 30 anos de publicação do Coletivo de Autores? Quais os impactos no currículo escolar? A concepção pedagógica crítico-superadora se sustenta frente às reformas educacionais pós-golpe de 2016? Por onde deve caminhar tal perspectiva diante da implantação da BNCC?
Data
Atividade
05 de maio
Mesa 1 –
Educação Física escolar e a Concepção Crítico-superadora: um balanço de seus 30 anos
Mediação: Prof. Dr. Daniel Cantanhede Behmoiras (UnB)
Convidado: Prof. Dr. Marcílio Souza Júnior (UPE)
12 de maio
Mesa 2
30 anos do Coletivo de Autores: revisitando a história e projetando o futuro
Campanha “recomposição salarial já” continua na TV
Jornalista: Alessandra Terribili
A campanha “recomposição salarial já” continua, também na TV! Um vídeo produzido pelo Sinpro-DF está circulando nos principais canais de TV aberta a partir desta terça-feira, 3 de maio.
Nele, o sindicato se dirige à população para dizer que a última assembleia geral, realizada em 27 de abril, e que terminou com um ato na Praça do Buriti, manifestou a insatisfação de professores(as) e orientadores(as) educacionais, especialmente em relação aos 7 anos de salários congelados.
Nesta quinta-feira, 5 de maio, a comissão de negociação do Sinpro será recebida pelo secretário de Economia do GDF, José Itamar Feitosa. Uma nova assembleia da categoria acontece dia 12 de maio.
Os(as) professores(as) das redes pública e privada de ensino do Distrito Federal já podem se vacinar contra a influenza. O Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou a segunda etapa da campanha de vacinação contra a influenza, cujo imunizante também protege contra a variante Darwin do vírus H3N2.
A campanha começou em 4 de abril com a primeira etapa de vacinação dos grupos de idosos com idade de 60 anos em diante e trabalhadores(as) da área de saúde. A segunda etapa começou no sábado (30), com o “Dia D da vacinação”. É nessa etapa que a categoria do magistério está incluída.
Vale lembrar que a inclusão da categoria do magistério entre os prioritários nas campanhas de vacinação contra a gripe e outras doenças é uma luta vitoriosa do Sinpro-DF. Também é importante destacar que, nessa segunda etapa, foram colocadas duas campanhas estratégicas em andamento para debelar a influenza e o sarampo.
Assim, desde segunda-feira (2/5) as duas campanhas estão em andamento e vão até 3 de junho. Os(as) professores(as) já podem ir aos postos de saúde, que estão abertos, diariamente, das 9h às 17h. Vale reforçar que, segundo a SES-DF, a vacinação contra a influenza inclui, este ano, a proteção contra a variante Darwin do vírus H3N2, que causou um surto de influenza no início de 2022.
O público-alvo para a campanha de vacinação contra a influenza representa 1.086.550 pessoas no DF e a meta é vacinar pelo menos 90% dos grupos elegíveis até o dia 3 de junho. Em 2021, a campanha atingiu 67,4% no prazo.
Locais de vacinação
Professores(as) já podem, portanto, procurar as unidades de saúde do Distrito Federal desde essa segunda-feira (2), das 9h às 17h e tomar o imunizante.
Fiquem atentos(as) porque a imunização dos grupos da segunda etapa vai até 3 de junho. Não deixe passar! É fundamental garantir a proteção antes da chegada definitiva do inverno.
A categoria e a vacinação contra sarampo
Professores(as) com filhos(as) crianças menores de 6 meses a 5 anos de idade podem vaciná-los(as) contra o sarampo. Assim como a segunda etapa da campanha contra influenza, a campanha contra o sarampo começou no dia D (30/4).
A vacina contra o sarampo ocorre em um momento de baixa na cobertura vacinal e do risco de novos casos. “Um único doente com sarampo é capaz de infectar de 15 a 18 pessoas”, explica Pedro Zancanaro, secretário-adjunto de Assistência à Saúde.
Neste caso, devem ser vacinadas as crianças de 6 meses a menores de 5 anos. O público-alvo no DF é de aproximadamente 182 mil crianças e a meta é vacinar 95% delas. A proteção contra o sarampo está disponível como vacinação de rotina nas unidades básicas de saúde.