CED 11 de Ceilândia homenageia 15 estudantes aprovados na UnB

 

A comunidade escolar do Centro Educacional 11 de Ceilândia Norte está em festa desde que a Universidade de Brasília (UnB) divulgou os resultados do vestibular e revelou que 15 estudantes da escola foram aprovados(as) na graduação. Nesse sábado (30/4), às 9h, o CED 11 se enfeitou para receber os(as) estudantes com um café da manhã.

 

“Reunimos os estudantes. Fizemos um café da manhã para eles e elas. Depois, levamos eles e elas ao auditório da escola, apresentamos aos pais que estavam na reunião. E, após isso, inauguramos o mural com os nomes dos aprovados na UnB. Que é essa pintura com os nomes deles na escola e o curso que passaram”, conta Francisco Gadelha, mais conhecido na comunidade escolar como Kiko Gadelha, diretor do CED 11.

Além da comemoração, a turma homenageou Geoffrey Stony, um dos estudantes do grupo que sonhava em ingressar na UnB, mas a violência diuturna da região da escola abreviou sua vida. Em setembro do ano passado, aos 16 anos, ele foi assassinado num assalto.

 

“Sempre colocamos um mural na escola com o nome dos estudantes que passam na UnB. No ano passado, quando fazíamos o mural com os aprovados em 2021, um de nossos estudantes disse que o nome dele constaria do mural deste ano e que ele iria dar orgulho ao pai. Infelizmente, ele foi brutalmente assassinado na saída da escola. Roubaram-lhe o celular e deram-lhe um tiro. A turma homenageada no mural deste ano é justamente a turma dele. São os estudantes próximos a ele que passaram na UnB em 2022. Por isso, colocamos o nome dele também com a referência ‘in memoriam’”, diz o diretor.

 

 

Não é a primeira vez que o CED 11 de Celiândia, que atende também a crianças e adolescentes do Sol Nascente, considerada a maior favela da América Latina, realiza a proeza de aprovar um número grande de estudantes para graduações em várias universidades do País.

 

“Todo ano sempre colocamos mais e mais estudantes em universidades públicas. Como eles entram na nossa escola no 6° Ano do Ensino Fundamental e ficam até o fim do Ensino Médio, estamos tendo muitos frutos. O grupo de professores(as) se empenha muito nessa jornada desde o começo do Fundamental até o fim do Médio”, afirma Kiko.

 

 

Esse esforço foi comprovado no ano passado, que, apesar das dificuldades enfrentadas por causa da crise sanitária decorrente da pandemia da covid-19 e da crise econômica neoliberal, 37 estudantes do CED 11 foram aprovados em várias universidades pelo País. Desses, 32 ingressaram na graduação da UnB pelo Programa de Avaliação Seriada (PAS).

 

Gadelha explica que ele e sua equipe de professores(as), orientadores(as) educacionais e técnicos-administrativos se dedicam a promover uma educação inclusiva e libertadora que busca a retirar, o máximo possível, as centenas de crianças e adolescentes da região do CED 11 do mundo da violência.

 

“Aqui bem próximo está o Sol Nascente, uma das maiores favelas da América Latina. Daí que temos esse trabalho com os e as estudantes voltado para que eles e elas tenham vontade de mudar de vida em razão da violência desta região de Ceilândia e Sol Nascente. A violência aqui é muito grande e a gente incute nos meninos e nas meninas a ideia de mudança de vida”, afirma o diretor.

 

Para isso, segundo ele, a equipe usa a educação para trabalhar esse espírito de mudança ao longo de todo o Ensino Médio e, por causa disso, todo ano a escola apresenta sucesso e índice elevado de aprovação no PAS e nos vestibulares País afora. Em 2021, a despeito de todas as dificuldades impostas pela política econômica neoliberal, a escola teve 37 estudantes aprovados.

 

“Este ano tivemos 15 estudantes aprovados na UnB. Esses estudantes vêm fazendo a formação. A gente vem ajudando eles para que coloquem isto na cabeça: o importante é que eles e elas mudem de vida e possam mudar essa realidade, sendo estudantes de periferia e de escola pública”, afirma Gadelha.

 

Ele informa que o Sinpro-DF sempre ajuda a escola toda vez que a unidade escolar pede apoio. “O Anderson, diretor do Sinpro, está sempre aqui na escola e está nos motivando também com materiais de campanha e tudo o mais que possa nos ajudar a ajudar os estudantes, como, por exemplo, para fazer inscrições em provas. Tudo isso é muito importante pra gente”, assegura o professor.

 

“O projeto existe há muito, mas desde 2020. Sempre fizermos essa preparação para as provas de vestibular. Mas intensificamos mais em 2020 mesmo com a pandemia. Agora, com a morte de Geoffrey, estamos ainda mais dedicados a colocar a educação a serviço das necessárias mudanças sociais e econômicas da região”, afirma.

Na avaliação da colegiada do Sinpro, o projeto em curso no CED 11 de Ceilândia reforça a importância da educação paulo-freiriana e mostra relevância da educação como política pública de inclusão social. Em muitos locais do País, a escola é o único braço do Estado em operação na comunidade. É o único local em que a população pode recorrer para solucionar problemas sociais e econômicos.

 

“É por isso e muito mais é que lutamos, intransigentemente e diuturnamente, pela aplicação dos recursos financeiros do Estado na educação pública e gratuita, que exigimos o monitoramento e a fiscalização social desse dinheiro pela população porque é dinheiro público assediado pelo capital e é com ele que podemos mudar a realidade do nosso País”, finaliza Anderson Corrêa, diretor do Sinpro-DF.       

Prazo para tirar ou alterar título de eleitor(a) acaba nesta quarta, 4 de maio

O prazo para tirar ou regularizar o título de eleitor para votar nas eleições deste ano se encerra nesta quarta-feira, 4 de maio. Alterações como atualização de endereço, transferência de domicílio eleitoral ou inclusão de nome social obedecem ao mesmo prazo.

É possível realizar todos os procedimentos de forma remota, pelo site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – na área Autoatendimento do Eleitor – ou aplicativo E-Título, inclusive o pagamento de multas atrasadas. Ao entrar no site, o eleitor ou eleitora deve ter em mãos seus principais documentos como RG, CPF e comprovante de residência. São os mesmos documentos que devem ser levados no caso de visita presencial ao cartório eleitoral.

Para encaminhar a emissão do título ou alterações nele presencialmente, a eleitora ou o eleitor deve se dirigir ao cartórazio eleitoral mais próximo de sua casa. Os endereços podem ser consultados no site do TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal).

As eleições gerais estão marcadas para 2 de outubro (primeiro turno), e é muito importante que o maior número de pessoas possível esteja apto a participar!

Como fazer pela internet

É muito fácil tirar o título e fazer alterações nele pela internet. No computador ou no smartphone, acesse o Autoatendimento do Eleitor no Portal do TSE ou utilize o aplicativo E-Título. Fotografe a frente e o verso de um documento oficial com foto (pode ser o RG ou a carteira de motorista e um comprovante de residência recente; e faça uma selfie segurando o documento próximo do rosto.

Clique no serviço que você busca: Tire seu título ou Inclua seu nome social, por exemplo. No Portal do TSE, também é possível consultar a situação eleitoral e, caso seja apontada alguma pendência, você pode emitir o boleto da multa que estiver em aberto para a regularização do título. Depois, você deve acompanhar online o andamento da solicitação.

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Com o poema “Plural”, professor homenageia o Dia do Trabalhador

O professor aposentado, poeta e escritor Paulo Palmério Queiroz escreveu “Plural”, um poema que homenageia os (as) trabalhadores(as) e o 1º de Maio e fala dos sonhos e da turbulência na vida da classe operária.

 

O professor Paulo é sindicalizado há 44 anos e, após a aposentadoria na rede pública de ensino do Distrito Federal, ele se dedicou à arte da literatura e da poesia. “Plural”, inspirado pelo Dia do Trabalhador, foi publicado no livro “Poesias Acre-Doces”, lançado em 2018.

 

 

 

PLURAL

 

Havia

um sonhador

em meio à turbulência operária.

Ao ranger do dia,

vinha-lhe a poesia,

que se lhe acumulava na alma,

que se lhe brotava dentre os dedos

embrutecidos e ternos,

e jorrava aos borbotöes

a redesenhar a inexorável crença que o alimentava.

Especialistas afirmam

que o ser acossado

desanda a se superar,

e que o desespero o fortalece e renova.

Assim,

a cada centimetro de sua criação,

eclodia legitima e relevant questão

íntima, moral e social,

pronta a deflagrar uma revoluçao.

ls

Havia ali.

uma autêntica proposta

 

pela pluralidade,

pela expansão,

pela universalidade da luz,

do ar,

do essencial.

 

Confira no arquivo abaixo o poema na página do livro:

 

CED Myriam Ervilha se destaca no mundo das novas tecnologias digitais (vídeo)

Foto da estudante Gabriela Dourado 3°E
Professor Ciro, primeiro à esquerda e em pé, com estudantes do projeto posando para o Sinpro-DF. Foto da estudante Gabriela Dourado 3°E

 

 

“Os verdadeiros artistas criam coisas reais e que serão usadas […] Design não é apenas o que parece e o que se sente. Design é como funciona”. É nessa frase de Steve Jobs, megaempresário sócio-fundador da Apple, que o professor de artes Ciro Naum Rockert dos Santos, do Centro Educacional (CED) Myriam Ervilha, se inspirou para unir artes e informática e envolver mais de 80 estudantes do Ensino Médio na construção de novas tecnologias para facilitar a vida.

A experiência está registrada em vídeo-reportagem no canal do Sinpro-DF no YouTube e demais redes sociais (clique aqui). Essa experiência rendeu ganhos e fama à escola. Os(as) estudantes criaram diversos aplicativos para atender à população de Água Quente – lugarejo do Distrito Federal vinculado às Regiões Administrativas (RA) de Samambaia, Ceilândia e Recanto das Emas e prestes a se tornar uma RA –, e do município de Santo Antônio do Descoberto, Goiás.

Ciro entrou no Myriam Ervilha este ano. Adotou a metodologia de ensino baseado em desafio e criação de aplicativos e jogos. Em apenas 1 mês, ele lançou um desafio aos estudantes que é o de levá-los para a Apple e para a Google Play. Bastou isso para os estudantes se envolverem e criarem aplicativos inovadores, alguns já publicados. O resultado é que um dos aplicativos já está rodando em versão beta, de teste, na Google Play e na Apple Store.

Eles criaram 12 protótipos que estão prontos para ser apresentados e já estão sendo divulgados. Por causa desses apps, já participaram de vários eventos importantes de destaque no mundo das novas tecnologias, como, por exemplo, a Campus Party 2022. Dentre os apps desenvolvidos, destaque para o Run App (mototáxi); Tilary App (mobilidade urbana via carro, moto e entrega de produtos); Recipe Point (Pinterest da gastronomia com o melhor das receitas culinárias do Brasil e do mundo); Meu Cronograma (gerenciador de tempo e tarefas com opção de tabelinha mestrual e remédio se for mulher, água, refeição e treinos.

Também encararam o desafio de competir com apps já de sucesso no mundo, como o PlayDance (criado para ser superior ao TikTok por oferecer funcionalidades, edição e efeitos melhores); Pró-Vita (saúde via reeducação e controle alimentar); Young Wallet (carteira digital para  compra e venda de criptomoeda e NFT e  opção de ver lojas cadastradas que aceitam moedas digitais); HandMade (ajudar mulheres autônomas e artesãs via marketplace para publicar produtos feitos à mão, como roupas de crochê, bisquit,  bolsas, bolos , quadros, colares e joias em geral).

Os(as) estudantes do Myriam Ervilha buscaram inovar e apresentar app de inclusão social, como o Easy Libras (projeto de inclusão: tradutor de libras para texto e áudio. Chat para deficientes auditivos); Pente Fino (agenda virtual para cabelereiros, manicures, pedicuros e salões de beleza em geral); Padaria Delivery (entrega de pães quentinhos e produtos de padaria em casa); My Diary Drawing (plataforma para coleção de obras de arte ; portfolio online); mais um de jogo ainda sem nome.

Todas as turmas de 3º Ano se envolveram no Projeto de Aplicativos do CED Myriam Ervilha, do Projeto Escola Imersiva, cujo tema é Empreendedorismo na Rede Pública de Ensino, Criação de Startups, Aplicativos, Jogos e Arte em NFT.

“Queria que os terceiros anos já fossem preparados para as artes em design, em app design, em web design para o mercado de trabalho. Alguns alunos de 2º Ano quiseram participar e entraram na equipe e criaram o grupo intitulado i-Studentes NFT, que, por sua vez, criou arte em NFT, que é essa espécie de moeda digital, que pode trocar por dólar ou ethereum [moeda digital] e trocar depois por real e ter dinheiro, com o qual poderão sustentar o próprio aplicativo”, conta o professor.

Ciro disse que o grupo também criou a primeira coleção de NFT, parte do projeto, e já está indo para a segunda coleção agora. “No Projeto Escola Imersiva, estudantes do Myriam Ervilha criaram uma coleção de 10 NFT. Agora está sendo criada uma coleção de 12 obras e mais uma de 14”, disse.

NFT (Non-Fungible Token, em inglês) – significa token (símbolo, tradução literal) não fungível – são um tipo de arte digital comercializada na Internet. Trata-se também de um novo tipo de investimento no mercado de capitais que tem envolvido até mesmo celebridades. O cantor canadense Justin Bieber, por exemplo, comprou uma única NFT por R$ 6,9 milhões. O jogador de futebol Neymar também investiu no negócio e comprou a NFT dele também R$ 6 milhões.

Com uma longa experiência em criação de startups, Ciro aplicou o acúmulo de conhecimento adquirido na iniciativa privada no magistério público. “Em 2018, após assumir o concurso público, comecei a ensinar aos alunos de outra escola da rede pública na qual eu dava aula, a criação de jogos e aplicativos. Em 2019, melhorei isso e fui o primeiro professor da rede pública do DF a levar os alunos para a Apple Development Academy, a maior branding, maior marca, que tem no mundo, porque 80 alunos da Myriam Ervilha participaram da criação de 20 aplicativos. No entanto, apenas 40 alunos puderam ir por causa da limitação de oferta de ônibus e do espaço físico”, conta.

Quarenta estudantes criaram 20 aplicativos para resolver questões cotidianas da sociedade. “Adotei a aprendizagem baseada em desafios e mostrando os direitos sociais. Nas aulas, eu mostrava os seis direitos sociais contidos na Constituição e os estudantes seguiam esse princípio de criação, em proteção de lazer, moradia, transporte público, etc. Ou seja, criaram aplicativos que respondiam à pergunta: o que mais lhe incomoda na sociedade e na vida que você gostaria de resolver por meio de um aplicativo?”, explica Ciro.

 

Confira o vídeo-reportagem do projeto na íntegra a seguir:

 

https://youtu.be/QallbqebXek

Projeto leva apresentações e debates sobre chorinho para escolas da rede pública no DF

Começou a circular em escolas da rede pública do DF o projeto “O Choro Brasileiro”, encabeçado pelo violonista Fernando César – músico de trajetória reconhecida no Distrito Federal e nacionalmente. O projeto interdisciplinar traz apresentações do grupo Fernando César e Regional, oficinas para professores(as) e debates com estudantes e professores(as), antes e depois dos shows.

O projeto começou a ser executado no CEF 10 de Ceilândia na última terça-feira, 26. Outras três escolas o receberão: CEF 04 do Paranoá, CEF Lobo Guará do Riacho Fundo II e CED 07 do Gama. Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC), o projeto foi aprovado contemplando especificamente essas quatro escolas.

Segundo a professora Flávia Hamid, diretora do CEF 10 de Ceilândia, a visita dos músicos foi muito proveitosa: “O projeto é maravilhoso, pois permite aos alunos conhecer um estilo de música que não faz parte do seu cotidiano”, contou ela. “Que venham mais projetos que possam proporcionar aos alunos conhecer outras realidades”, disse Flávia.

A expectativa do violonista Fernando César, proponente do projeto, é de provocar uma identificação de crianças e adolescentes com o choro, que, segundo ele, é o alicerce da música popular brasileira. “O choro certamente ocupa lugar de destaque na constituição da música brasileira, e os conjuntos regionais foram e são uma importante escola de formação de instrumentistas”, afirma César.

O músico lembra que, nos primeiros anos de Brasília, personagens fundamentais da história do choro viveram na cidade. É o caso do bandolinista Jacob do Bandolim e do cavaquinista Waldir Azevedo. “Brasília tem muita relevância para a valorização e divulgação do choro no cenário nacional, pois ele nos remete à história da cidade, desde sua construção”, completa.

O projeto

Para cumprir o objetivo de difundir e valorizar o choro entre crianças e adolescentes, o espetáculo musical, a cartilha educativa, as atividades de formação de plateia e as oficinas para professores(as) buscarão dar visibilidade à importância desse gênero musical, bem com à influência do conjunto regional no desenvolvimento da música popular no Brasil, e sua importância para o cenário musical contemporâneo.

As oficinas dirigidas a professores e professoras visam a sugerir atividades e abordagens a serem desenvolvidas com os e as estudantes para incentivar a escuta do choro, inclusive como recurso paradidático.

As ações de formação de plateia residem em um trabalho de mediação, aproveitando o momento que antecede e o que sucede a experiência de assistir ao espetáculo musical. Serão realizadas mediações pré (sensibilização) e pós-espetáculo (desdobramento) com estudantes, artistas e professores(as) nas apresentações que serão realizadas nas escolas.

Músico Tiago Tunes com estudantes do CEF 10 de Ceilândia após apresentação do grupo Fernando César e Regional.

Fernando César e Regional

Fernando César é filho da geração de chorões que chegou a Brasília ainda no período da construção da cidade. Sua carreira é formada em completa imbricação à cena do choro brasiliense. Ainda criança, ele e seu irmão, o bandolinista Hamilton de Holanda, formaram o Dois de Ouro. O grupo gravou três discos e se apresentou em diversos países.

César também lançou discos com os grupos Choro e Cia e AQuattro, além do seu trabalho solo nos álbuns “3 por 4” e “Tudo Novamente”, este, com seu regional, com quem ele desenvolve o projeto “O Choro Brasileiro”. O regional é composto por grandes músicos de Brasília, referências em seus instrumentos: Pedro Vasconcellos (cavaquinho), Thanise Silva (flauta), Tiago Tunes (bandolim) e Valério Xavier (pandeiro).

Agenda do projeto

📍CEF 10 da Ceilândia Norte

26/04 (terça-feira):
10:00 – Oficina com professores (on-line)

28/04 (quinta-feira):
10:00 – Show, palestra e mediação
14:00 – Show, palestra e mediação

📍CEF 04 do Paranoá

11/05 (quarta-feira):
10:00 – Oficina com professores (on-line)

12/05 (quinta-feira):
11:30 – Show, palestra e mediação
14:00 – Show, palestra e mediação

📍CEF Lobo Guará do Riacho Fundo II

17/05 (terça-feira):
14:00 – Oficina com professores (on-line)

19/05 (quinta-feira):
08:30 – Show, palestra e mediação
10:30 – Show, palestra e mediação

📍CED 07 do Gama

23/05 (segunda-feira):
15:30 -Oficina com professores (on-line)

26/05 (quinta-feira):
10:30 – Show, palestra e mediação
14:30 – Show, palestra e mediação

Secretaria de Saúde antecipa vacinação contra influenza e sarampo

Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade já podem se vacinar contra influenza e sarampo. É que a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou, nesta semana, que antecipou a vacinação para crianças entre 6 meses e menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias) no Distrito Federal.

A diretoria colegiada do Sinpro-DF informa que boa parte desse grupo populacional também faz parte do público-alvo das comunidades escolares. Assim, inicialmente, a campanha contra o sarampo começará em 30 de abril, e, a da influenza, a partir de 3 de maio, seguindo orientação do Ministério da Saúde.

Com a nova decisão, desde esta quarta-feira (27/4), pais e filhos podem ir até aos pontos de vacinação selecionados, espalhados pela capital federal para receber o imunizante. Para que haja um maior alcance, a pasta de saúde do DF vai promover o Dia D da campanha de vacinação no próximo sábado (30/4). Para isso, novos grupos devem ser contemplados neste dia. São eles:

 

Público-alvo:

 

– Gestantes

– Puérperas

– Povos indígenas

– Professores das escolas públicas e privadas

– Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais

– Pessoas com deficiência permanente

– Profissionais das forças de segurança e salvamento e das forças armadas

– Caminhoneiros

– Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso

– Trabalhadores portuários

– Funcionários do sistema prisional

– Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas

– População privada de liberdade.

 

Ao todo, a SES-DF crê que o público-alvo para imunização contra a influenza no DF é de 1.086.550 pessoas, com meta de vacinar pelo menos 90% dos grupos elegíveis.

Para o sarampo, a expectativa da pasta responsável é vacinar 95% de uma população de 182.357 crianças. Os pontos de vacinação são atualizados diariamente e podem ser consultados no site da Secretaria de Saúde

 

Com informações do Correio Braziliense e da SES-DF.

 

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Professores e orientadores realizam ato em frente ao MEC, nesta sexta (29)

Desmonte da educação pública no governo Bolsonaro e os constantes casos de corrupção envolvendo o MEC serão denunciados em ato nesta sexta-feira (29/4), às 11h30, em frente ao Ministério da Educação. A atividade é pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), e faz parte da 23ª edição da Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública.

>> 23ª SEMANA NACIONAL DE EDUCAÇÃO DA CNTE

“A educação nunca foi tão escanteada como neste governo. Nunca vimos tantos casos de corrupção envolvendo o MEC como agora. Tudo isso escancara o perfil do governo Bolsonaro: um governo que tem como projeto um povo que, sem educação, perde também o senso crítico e, consequentemente, aceita o que vier, sem contestar. Um povo oprimido”, afirma a diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa.

Segundo a dirigente sindical, a participação da categoria do magistério público na atividade é decisiva para os rumos da educação. “Quanto mais a gente denunciar, menos espaço eles terão para fazer farra em um setor estrutural da sociedade e da democracia.”

De um lado, o Ministério da Educação é alvo de casos de corrupção, como o do tráfico de influência para construção de escolas e creches. De outro, a pasta também é a mais atingida com os cortes orçamentários. Segundo levantamento feito pela BBC, na previsão de gastos do governo para 2022, o MEC perde R$ 739,8 milhões.

Categoria realiza ato em frente ao Buriti e pressiona por recomposição salarial já

Professores(as) e orientadores(as) educacionais do Distrito Federal se reuniram em assembleia geral na manhã desta quarta-feira, 27 de abril, no estacionamento da Funarte, centro de Brasília. Demonstrando disposição de seguir e intensificar a mobilização, a categoria decidiu transformar a assembleia em ato político, e saiu em passeata até a Praça do Buriti.

A comissão de negociação do Sinpro informou que foi agendada reunião com a Secretaria de Fazenda para a próxima quinta-feira, 5 de maio. Para ampliar as chances de conquista, é fundamental manter a mobilização e a união da categoria em torno da pauta de reivindicações.

Com sete anos de congelamento de salários e perdas da ordem de 49%, se considerada a inflação pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), professores(as) e orientadores(as) educacionais reivindicam recomposição salarial já. A incorporação do valor do auxílio-saúde ao vencimento e o pagamento – com sete anos de atraso – da sexta parcela do reajuste conquistado na greve de 2012 já estão confirmados.

O Sinpro-DF continua lutando pelo pagamento dos valores retroativos, e reforçará essa reivindicação no encontro com a Secretaria de Fazenda. A incorporação da Gaped e da Gase são itens importantes da pauta, como parte da estratégia para alcançar a recomposição salarial. Para isso, na reunião do dia 5, o governo apresentará um estudo de impacto que contribuirá para resolver a questão.

Também está em discussão a redução dos padrões no plano de carreira, que hoje são 25, de forma a abreviar o tempo necessário para se alcançar o topo da carreira. Essa definição traria impactos positivos muito relevantes tanto para a carreira quanto para a aposentadoria de cada servidor ou servidora.

Este é um momento decisivo do processo de negociação. O governo tem conhecimento da pauta há muito tempo, as reuniões estão acontecendo e há prazos legalmente estabelecidos por conta das eleições gerais de outubro. Vale lembrar que as primeiras reuniões deste ano aconteceram graças à força demonstrada pela mobilização da primeira assembleia geral de 2022. Portanto, é fundamental manter a unidade para alcançar as vitórias pelas quais a categoria vem lutando!

Atenção para a agenda apresentada pela diretoria do Sinpro na assembleia:

ABRIL

29 (sexta) – 2ª Conape Distrital (Conferência Distrital Popular de Educação)
local: EAPE (907 sul)

29 (sexta) – 11h30 – Ato em frente ao MEC: CPI do MEC já!
local: MEC

29 (sexta) – prazo para inscrições para o Torneio de Futebol Paulo Freire

30 (sábado) – 18h – VII Corrida do Sinpro
local: Funarte

MAIO

01 (domingo) – 16h – Ato político e cultural de 1º de Maio da CUT-DF
local: Funarte

12 (quinta) – ASSEMBLEIA GERAL (podendo ser antecipada)

25 e 26 (quarta e quinta) – Eleições do Sinpro-DF

Ao longo dos meses de abril e maio continua o “Sinpro nas Cidades”, intensificando as visitas às escolas em todas as regionais.

 

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Grupo de pesquisadores lança o livro “Diversidade e inclusão”

Professores(as) do Círculo Vigotskiano – um Grupo de Estudos da Teoria Histórico-Cultural, da Universidade de Brasília (UnB) – lançaram e já disponibilizaram no Amazom.Com a obra “Diversidade e inclusão: o que a Teoria Histórico-Cultural tem a contribuir?”

A obra foi organizada pelo Círculo Vigotskiano, cujo grupo de estudos foi estruturado, em 2018, por estudantes da pós-graduação da UnB e por professores(as) da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF).

A pandemia do novo coronavírus fez com que o grupo adotasse o uso de videoconferências, o que gerou uma ampliação do círculo, levando-o a contar com a colaboração de professores(as), pedagogos(as), psicólogos(as) e enfermeiros(as) de diferentes estados brasileiros.

Os estudos mantêm-se a distância com encontros semanais. Em nota à imprensa, o coletivo informa que “busca apoiar a prática escolar e clínica e os desafios dela decorrentes, de acordo com os pressupostos da Teoria Histórico-Cultural. Apresentam como objetivo o diálogo multidisciplinar sobre distintas formas de garantir ações para o desenvolvimento (típico ou atípico) das crianças e adolescentes em suas máximas possibilidades”.

Informa também que o livro inicia com o prefácio de Guillermo Árias Beatón, professor e presidente da Cátedra L.S. Vigotski da Faculdade de Psicologia da Universidade de Havana.

“Os autores, com um compromisso e uma grande consciência do que é necessário para melhorar a educação mostram que, à medida que melhor se empreguem as concepções e fundamentos sobre o desenvolvimento psíquico do ser humano e o papel dos processos sociais, os conteúdos e meios culturais, leis, princípios e categorias da teoria histórico-cultural pode-se garantir que a educação seja a via, como postulou Vigotski, de guiar, encontrar e promover os melhores aprendizados e com eles o correspondente desenvolvimento psíquico humano”. (Beatón, 2022, p. 18).

A obra apresenta também uma entrevista com a professora Elizabeth Tunes, pioneira nos estudos de Vigotski no Brasil, intitulada “A revolucionária concepção de deficiência da Teoria Histórico-Cultural de Vigotski” em que apresenta a origem e evolução dos estudos da defectologia, bem como apresenta um panorama de como esse trabalho foi sendo apropriado entre os estudiosos dessa teoria no Brasil.

 

Em continuidade está incluída a tradução inédita do texto, “Vigotski e os problemas da Educação Especial”, de Gita Vygodskaya, filha de Lev Vigotski. Artigo originalmente publicado em 1999. Traduzido por Ana Maria Pereira Dionísio, com revisão técnica por Elidia Maria de Novaes Souza e revisão técnico-científica e comentários da Prof. Dra. Débora Dainez (Universidade Federal de São Carlos).

Por fim, o livro apresenta uma coletânea com 18 textos de 28 autores que estudam o desenvolvimento humano e as relações sociais à luz dos pressupostos histórico-culturais na compreensão da deficiência, da diversidade e da inclusão escolar e social.

Referência: ABREU, Fabrício Santos Dias de; PAOLI, Joanna de; MIRANDA, Maria Auristela Barbosa Alves de; LIMA, Maria do Socorro Martins (Org.). Diversidade e inclusão: o que a Teoria Histórico-Cultural tem a contribuir?. Curitiba: CRV, 2022.

 

Confira, no quadro a seguir, todos os autores, organizadores e informações sobre o livro:

Gestão Democrática: Revisão atrasada, secretaria alheia e militarização em confronto

A audiência pública convocada pelo deputado distrital João Cardoso (Avante) para esta segunda-feira, 25, tinha o tema Lei de Gestão Democrática (Lei 4.751/2012) do Sistema de Educação Pública do Distrito Federal, no sentido de atualizá-la e aprimorá-la conforme as necessidades da comunidade escolar. Entretanto, um ponto de partida para esse debate deveria ser a atualização da Lei segundo o Plano Distrital de Educação (PDE), como aponta o artigo 11 do próprio Plano, aprovado em 2015.

O mencionado artigo determina que o Poder Executivo teria um ano para adequar a Lei de Gestão Democrática ao PDE, bem como produzir projetos de lei sobre o sistema distrital de ensino; de responsabilidade educacional; sobre o Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF); e sobre a criação do Conselho de Representantes dos Conselhos Escolares (CRECE). Passaram-se sete anos desde a aprovação do Plano, e, até o momento, nada disso foi encaminhado.

Entretanto, o evento foi importante para registrar a importância de a Secretaria, o Governo e a Câmara Legislativa afirmarem seu respeito e compromisso com o fortalecimento da Lei de Gestão Democrática. Gestores e gestoras reclamaram que a forma como a Secretaria de Educação trata os e as profissionais da gestão escolar por vezes inviabiliza o bom trabalho, e destacaram que desejam ser ouvidos e respeitados – indicando, inclusive, a proposta de se criar uma estrutura dentro da SEEDF para efetivar o método democrático.

Os profissionais gestores de escolas também reivindicaram o direito à reeleição, por entenderem que esse mecanismo fortalece ainda mais os vínculos entre o/a profissional e a comunidade escolar. “Nossa solicitação justifica-se pelo entendimento de que a vontade da comunidade escolar deve ser soberana na escolha da equipe gestora que conduzirá a escola onde seus filhos estudam”, aponta o professor Paulo Gileno Bosco, diretor da Escola Classe 410 de Samambaia. “Além disso, os gestores presentes pontuaram a falta de funcionários para as funções de apoio, as equipes gestoras reduzidas, a redução no valor do PDAF, a necessidade de reajuste no valor das gratificações das equipes gestoras – principalmente nas Escolas Classe -, turmas superlotadas, dentre outras necessidades”, completa ele.

 

Militarização a galope

O maior entrave para as boas práticas de gestão democrática previstas na Lei 4.751/2012 é a portaria nº 22, de 28/10/2020, que regulamenta a militarização escolar, cuja inconstitucionalidade já foi reconhecida pelo MP-PR (https://redelume.com.br/2021/12/16/mppr-civico-militar-inconstitucional/).

No entender de vários (as) gestores(as) presentes à audiência pública, a portaria deixa a lei ainda mais desatualizada, e confronta a legislação, uma vez que a militarização das escolas é um movimento de cima para baixo (o gestor é indicado, e não eleito, o que fere o princípio da construção de uma liderança escolar da comunidade.

“A presença da gestão compartilhada nas escolas públicas do DF rompe diretamente com a Lei de Gestão Democrática”, observa a diretora do Sinpro Mônica Caldeira. “No Paraná, esse projeto de escolas públicas cívico-militares foi declarado inconstitucional pelo Ministério Público, exatamente porque militarizar escolas públicas não tem previsão nem na LDB nem na Constituição Federal. As escolas militarizadas aqui estão funcionando à luz de uma portaria há três anos. Enquanto uma escola pública no DF estiver militarizada, o governo não estará cumprindo a lei”, destaca Mônica.

 

Revisão atrasada há 7 anos

Os Diretores do Sinpro Mônica Caldeira e Júlio Barros estiveram presentes à audiência. Júlio lembrou que o artigo 11 do Plano Distrital de Educação prevê a revisão da Lei de Gestão Democrática, e que tal revisão está atrasada em 7 anos. “Cobramos do governo que até o final deste semestre legislativo encaminhe o novo PL à Câmara Distrital”, lembra Júlio, que acrescentou: “achamos extremamente recomendável que sejam realizadas 14 conferências nas regionais de ensino, culminando com uma conferência de todas as regionais, para aí sim encaminhar o PL da Gestão Democrática para ser revisado na Câmara”.

 

*Com colaboração de Alessandra Terribili.

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