EducArte na Praça leva espetáculos para estudantes das escolas públicas

De 7 de maio a 27 de junho, Taguatinga, Santa Maria, Riacho Fundo e Brazlândia recebem a 3ª edição do EducArte na Praça. O projeto, concebido e coordenado pelas professoras Cléria Costa e Miriam Rocha, tem como intuito garantir a estudantes da rede pública a oportunidade de acesso a atividades culturais. As entradas são gratuitas.

A programação do EducArte na Praça inclui espetáculos cênico-literários, shows músico-literários, contação de histórias, saraus, batalhas. Nesta edição, o projeto busca chamar atenção para a importância do livro, da leitura e da literatura para a formação de crianças, jovens e adultos.

 

 

“Quando estávamos pensando a 3ª edição do projeto, nos chamou muito a atenção os baixos índices de leitores em nosso país. Pesquisas revelaram recentemente que a proporção de não-leitores é maior do que a de leitores e que mais de 50% das pessoas não leram nem parte de um livro de qualquer gênero, incluindo didáticos e religiosos”, a professora Cléria Costa.

Todas as atividades serão realizadas em bibliotecas públicas ou comunitárias, com a socialização de saberes e vivências, contribuindo para a transformação desses espaços em ambientes coletivos, atrativos e múltiplos, onde as pessoas percebam a literatura como arte, fruição e identidade.

Acompanhe o projeto pelo @educartenapraca nas redes sociais

PROGRAMAÇÃO EDUCARTE NA PRAÇA – 3ª EDIÇÃO

7 de maio
Biblioteca Machado de Assis de Taguatinga
CNB 01 Área Especial

08h30 – De Boca em Boca – Grupo Paepalanthus
10h50 – Batalha da Fonte: Ritmo e Protesto – MC Vizage, a poetisa Iara Beatriz da Silva Santos (Ari) e convidados
13h30 – SARAU DE PALAVRAS – a poesia de Noélia Ribeiro
16h45 – Espetáculo cênico-literário Galhada em Tempos de Fissura – Alice Stefânia
20h00 – Espetáculo Poema Musicado – Lucas Baraúna e Vagner Santana

8 a 19 de maio
Biblioteca Pública Monteiro Lobato de Santa Maria Norte
EQ 215/315, Lote A (ao lado do CAIC)

08/05, às 13h30, Histórias de Lobos – CIA DO FIO
13/05, às 9h, Par: lendas e cantos – Ângela Café e Sérgio Duboc
15/05, às 10h40, ESPETÁCULO MÚSICO-LITERÁRIO: POESIA CANTADA – Lucas Baraúna e Vagner Santana
19/05, às 11h, BATALHA IMATERIAL com Mc Manodáblio e convidados

20 a 23 de maio
Biblioteca Pública Livia Barros de Riacho Fundo
Área Comercial 3, Lote 5, Riacho Fundo I

20/05 – ESPETÁCULO MÚSICO-LITERÁRIO: POESIA CANTADA – Lucas Baraúna e Vagner Santana
21/05 – Batalha Imaterial – com Mc Manodáblio e convidados
22/05 – A Baba da Onça Pintada – com Wellington Abreu
23/05 – SARAU CERRADO VIVO: cantos, contos e encantos – com Grupo Casa de Autores

23 a 27 de junho
Biblioteca Érico Veríssimo de Brazlândia
Setor Sul, Área Especial 3/4 A

23/06 – Sarau de Palavras: A Poesia de Noélia Ribeiro. Com Noélia Ribeiro, Fátima Ribeiro, Nara Fontes e Vanderlei Costa
24/06 – Contação de Histórias: Contando Histórias com O Grupo Paepalanthus
25/06 – Espetáculo cênico-literário: “A Baba da Onça Pintada” com Wellington Abreu
26/06 – Espetáculo músico Literário: Poemas Musicados com o Duo de violonistas Lucas Baraúna e Vagner Santana
27/06 – Espetáculo Cênico Literário “Galhada em Tempos de Fissura” com Alice Stefânia

 

Produção artística de professora é um dos temas da revista Traços

Professora de artes da rede pública do DF, a artista plástica Stefania Fernandes da Cunha teve seu trabalho divulgado na revista Traços deste mês. A publicação apresentou um perfil da produção da artista que nasceu pernambucana, mas fez-se brasiliense desde os 4 anos de idade.
O trabalho de Stefania é ligado ao bioma Cerrado, manifestações culturais dos povos tradicionais e das máscaras dos artesãos da Festa do Divino em Pirenópolis (GO).
“Tanto o processo artístico quanto o de ensino-aprendizagem devem estimular a consciência ambiental e o pensamento crítico das pessoas sobre seus hábitos de consumo, uso sustentável da água, redução de resíduos”, defende a professora, para quem a arte “é um instrumento para sensibilizar e conscientizar as pessoas sobre questões socioambientais”.
A professora, que já trabalhou na Escola da Natureza, agora atua na Escola Parque 210/211 sul, onde continua seu trabalho de desenvolvimento de projetos com tintas naturais. Já a artista, licenciada em Artes visuais pela UnB e com pós-graduação em educação ambiental e sustentabilidade, participou de diversas exposições coletivas e individuais e recebeu prêmios na área de educação e de artes visuais.

Sinpro 46 anos | Jornada ampliada, a evolução de uma conquista

A jornada ampliada é um orgulho da categoria do magistério público do DF, porque foi conquistada aqui de forma pioneira; e muita resistência organizada pelo Sinpro garantiu que não houvesse retrocessos ao longo dos anos.

Esse é um tema importante, porque o volume de trabalho e as jornadas, que acabam sendo muito mais extensas do que o oficial, são fatores marcantes do desgaste e adoecimento de profissionais do magistério. A jornada ampliada incide nesse problema, e também no espaço da formação, estudos e aperfeiçoamento.

Mas é ainda mais que isso: hoje, com a jornada ampliada no formato que conhecemos, ela também é fundamental para o trabalho coletivo da escola – o que também contribui para o trabalho da gestão.

 

Um pouco de história

Nas décadas de 60 e 70, primeiros anos da nossa capital federal, não havia tempo previsto dentro da jornada de trabalho para que docentes preparassem as aulas ou se dedicassem a estudos e à formação. Como consequência da Lei de Diretrizes e Base (LDB) de 1971, no final dos anos 70, foi implementada a garantia de um turno por semana de coordenação pedagógica para professores e professoras do 1º ao 4º ano do ensino fundamental, e um dia por semana para os demais da educação básica. Esse período era absolutamente insuficiente, e o resultado, todos conhecem bem: professores e professoras levavam um enorme contingente de trabalho para realizar em casa, nas noites e nos finais de semana.

Com o advento da Escola Candanga, durante o governo Cristóvam Buarque (1994 a 1998), o tempo destinado à coordenação pedagógica foi aumentado e implementou-se, de forma pioneira e gradual, um protótipo da jornada ampliada. Ali, o tempo de coordenação deveria ser dedicado à realização de planejamento, preparação, estudo, reflexão e avaliação.

A jornada ampliada foi universalizada em 2000, durante o governo de Joaquim Roriz (1999-2002). Porém, diversas portarias fizeram com que o tempo de coordenação passasse a ser utilizado para obrigar professores a ministrarem aulas de reforço ou substituírem colegas faltantes.

 

A jornada ampliada na lei

Depois de muita luta, foi o Plano de Carreira de 2007 que finalmente colocou a jornada ampliada na lei, superando as deturpações que vinham sendo praticadas no governo anterior e consolidando-a no formato que conhecemos hoje.

Sob o segundo Governo Lula, a aprovação da Lei Nacional do Piso do Magistério em 2008 (Lei 11.738/08), um terço da carga horária do professor é obrigatoriamente destinada à coordenação pedagógica – instituindo em lei, de forma generalizada, uma prática existente na maioria dos sistemas.

No DF, em 2010 e 2011, o Sinpro garantiu a segunda coordenação externa para professores e professoras de Atividades; e depois, para o pessoal da coordenação pedagógica, da orientação educacional e professores e professoras readaptados.

Um dos pontos mais altos dessa história aconteceu em 2013. Uma greve de 52 dias fez nascer o quarto plano de carreira da categoria, construído pelo Sinpro junto ao governo Agnelo Queiroz. Nele, fica estabelecida uma proporção de tempo de coordenação pedagógica maior que a nacional: 37,5% pra quem é 40 horas e 33% pra quem é 20.

 

 

Mesmo assim, foi necessário que o sindicato se mantivesse firme para defender a jornada ampliada dos ataques que viriam nos anos subsequentes. De 2015 a 2016, o governo Rollemberg tentou pôr fim à jornada ampliada de servidores e servidoras que atuavam nas unidades do Programa de Educação Integral (Proeit); e depois, das escolas de natureza especial – Centros Interescolares de Línguas (CILs), Escolas Parque, Centro Interescolar de Educação Física (Cief), Escola do Parque da Cidade (Proem) e Escola da Natureza. Ações orquestradas pelo Sinpro junto à categoria, em especial, aos profissionais dessas unidades, impediram o retrocesso.

No ano de 2019, já sob o governo Ibaneis, o Sinpro conquistou mais uma vitória. Através da Portaria 332/2019, foi regulamentada a coordenação pedagógica (artigo 10 da Lei nº 5.105/2013) para todos os servidores e servidoras do magistério público que atuam em unidades escolares.

O capítulo mais recente dessa história de elaboração, construção, implementação e defesa da jornada ampliada aconteceu em 2023, graças à greve mobilizada pelo Sinpro naquele ano. O acordo de suspensão da greve assegurou isonomia nos percentuais de coordenação pedagógica para quem atua no regime de 20 horas em 35%.

 

 

Olhando para frente

Como se vê, a conquista, ampliação e aprimoramento da jornada ampliada se deram num processo que exigiu mobilização e também solidariedade interna à categoria, para que todos acessassem o mesmo direito. Direito esse que é também uma condição importante para a oferta de um ensino público de qualidade.

Nesse sentido, o papel da coordenadora ou coordenador pedagógico é mais que necessário para o bom funcionamento e a garantia da jornada ampliada. Por isso, na Campanha Salarial de 2025, essa luta se desdobra na reivindicação de que a gratificação para coordenadores e coordenadoras pedagógicos conste no plano de carreira, nos mesmos moldes das demais gratificações de exercício. O Sinpro seguirá firme na defesa desse item da proposta de reestruturação da carreira.

Dia 23 de abril, será realizada nova assembleia geral do magistério público. A categoria encontra-se em estado de greve para defender o índice de 19,8% de reajuste rumo à meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE) e reestruturação da carreira. A mobilização é fundamental para que a negociação com o governo traga boas notícias.

 

 

MATÉRIAS EM LIBRAS

Sinpro promove debate sobre assédio moral e sexual em escola classe do Paranoá

Projeto “Faça Bonito com o Sinpro” visita mais uma escola. /Foto: Joelma Bomfim

 

A Escola Classe Cora Coralina, localizada na área rural do Paranoá, recebeu o Sinpro nessa quarta (2/4), para a realização de importante debate sobre assédio moral e sexual no ambiente escolar. A iniciativa faz parte do projeto “Faça Bonito com o Sinpro”, que busca conscientizar e capacitar os profissionais da educação para enfrentar situações de violência e abuso no trabalho.

A roda de conversa foi conduzida pela diretora do Sinpro Mônica Caldeira, que destacou a necessidade de ampliar a compreensão sobre violência no ambiente escolar. “A Secretaria de Educação orienta a adoção de uma cultura de paz nas escolas, mas restringe a questão da violência às relações entre estudantes, ignorando que os profissionais da educação também são vítimas”, afirmou.

Durante o encontro, a diretora do Sinpro ressaltou a defasagem da legislação brasileira na proteção dos trabalhadores e trabalhadoras “A legislação atual data da década de 1940 e não acompanha as necessidades atuais dos trabalhadores. Precisamos buscar legislações internacionais, como a Convenção 190 da OIT, que estabelece o direito a um ambiente de trabalho livre de violência e assédio”, explicou.

Ela também destacou que o assédio no ambiente escolar ganhou proporções ainda mais preocupantes nos últimos anos, com projetos como o “Escola Sem Partido”, que incentivam a perseguição e criminalização de professores. Segundo Mônica, isso gerou uma cultura de desconfiança e exposição dos profissionais da educação a situações de assédio e violência.

 

Saúde mental em risco

Outro ponto de discussão tratado na roda de conversa foi o impacto do assédio e da violência na saúde mental dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. Dados apresentados no encontro apontam que, de janeiro a abril de 2023, mais de 5,1 mil servidores da rede pública de ensino do Distrito Federal precisaram de atestado médico, sendo que 26% desses casos estavam relacionados a transtornos mentais gerados, inclusive, pelo assédio no trabalho.

 

“A gente precisa definir dentro e fora da sala de aula o que é intolerável”, afirmou a diretora do Sinpro durante a roda de conversa. /Foto: Joelma Bomfim.

 

A diretora do Sinpro Mônica Cadeira ressaltou que 80% das readaptações de professores no DF atualmente são motivadas por problemas de saúde mental. “O grande problema da saúde mental é a invisibilidade. Muitas vezes, as vítimas de assédio sequer têm consciência de que estão sofrendo violência”, alertou.

“Uma escola com professores e professoras, orientadores e orientadoras que sofrem com violência a assédio terá repercussões como queda da produtividade, rotatividade de pessoal, faltas, queda na qualidade de ensino, gastos com o tratamento de saúde, até gastos com excessos judiciais. Então, o que a gente tem que fazer é criar uma cultura organizacional de intolerância à violência. A gente precisa definir dentro e fora da sala de aula o que é intolerável”, completou a diretora do Sinpro. 

Ela destacou que, em todos os ambientes de trabalho, os profissionais enfrentam relações de poder desiguais, marcadas por vulnerabilidades relacionadas a gênero, raça, sexualidade e até mesmo à forma de contrato de trabalho.

“Pela primeira vez no mundo, uma convenção aponta que o trabalhador pode sofrer violência pela marca social que traz. E isso é um marco muito importante que a convenção 190 da OIT traz para a gente pensar em justiça e acabar com o assédio moral e a assédio sexual no ambiente de trabalho.”

 

Repercussão

Segundo a pedagoga Thais Oliveira, o debate é essencial para ampliar a compreensão sobre assédio e violência. “A falta de informação sobre o que é violento e o que não é acaba dificultando nossa reflexão sobre o tema. Precisamos conhecer melhor nossos direitos e formas de proteção”, afirmou.

A professora Márcia Abreu também reforçou a importância da ação. “Foi um dia de muita emoção e formação política. Esse debate é urgente e deveria ser ampliado para todas as escolas”, defendeu.

A diretora da Escola Classe Cora Coralina, Andréa Moura, destacou que formações como essa fortalecem a instituição pública de ensino. “Trazer informação e conscientização para o grupo é fundamental para garantir um ambiente de trabalho mais seguro e saudável”, afirmou.

Ao final da atividade, a dirigente sindical pontuou que “nos últimos anos, há uma vigilância diante do revisionismo histórico e extremo do conservadorismo confundindo educação formal cientificamente qualificada em educação informal fortemente influenciada por costumes e crenças”. “Esse cenário gera vulnerabilidade para o e a profissional do magistério. A escola precisa se fortalecer no cuidado e respeito mútuo pela defesa de cada um e da educação emancipadora ao mesmo tempo”, concluiu Mônica Caldeira.

 

 “Faça Bonito com o Sinpro”

A campanha “Faça Bonito – Proteja nossas crianças e adolescentes” foi oficializada em 2023 pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), com o objetivo de conscientizar sobre o abuso e exploração sexual infantil em todo o território nacional. A data oficial da luta é 18 de maio. 

Por entender a escola como uma aliada na detecção desses casos, o sindicato desenvolveu o projeto “Faça Bonito com o Sinpro”, em parceria com o Conselho Tutelar. Além de levar o debate sobre abuso e exploração sexual infantil para os estudantes, o projeto também promove rodas de conversa sobre assédio sexual e moral entre os profissionais da educação. A proposta é fortalecer a cultura de paz e garantir um ambiente de trabalho livre de todas as formas de violência dentro e fora do ambiente escolar, incluindo os trabalhadores e trabalhadoras da educação nessa proteção. 

CEF 10 Gama | Exposição Sátira provoca reflexões sobre tecnologia e sociedade

A Exposição Sátira, do Centro de Ensino Fundamental nº 10 do Gama (CEF 10 do Gama), chega à quarta edição com uma abordagem crítica sobre temas contemporâneos, como globalização, meio ambiente, indústria 4.0, consumismo e o uso excessivo da tecnologia. Realizada na biblioteca da escola, a instalação artística estará aberta até esta sexta-feira (4/4).

O evento faz parte do Projeto Político-Pedagógico (PPP) da unidade escolar e é interdisciplinar entre as disciplinas geografia e artes, porém, pode envolver outras disciplinas.

“A exposição acontece há quatro anos e tem um papel fundamental na formação crítica dos alunos. Trabalhamos com temas que impactam diretamente o cotidiano deles, como o uso excessivo da tecnologia e a influência da globalização. Este ano, os e as estudantes usaram a inteligência artificial para criar algumas imagens, o que adicionou um novo elemento à discussão”, afirma o professor de geografia Wellington Araújo, conhecido como Tom, um dos idealizadores do projeto.

Experiência imersiva

A Exposição Sátira foi organizada para proporcionar uma experiência imersiva. A biblioteca foi transformada com divisórias de TNT preto e vermelho, criando um ambiente visualmente impactante.

“Trabalhamos a ideia de que ‘uma imagem vale mais do que mil palavras’. A intenção é que as obras falem por si e provoquem questionamentos nos espectadores, trazendo um impacto maior do que apenas um texto explicativo”, explica a professora de artes, Eliane Santiago.

As obras expostas incluem esculturas, pinturas e fotomontagens inspiradas em artistas que, dentre outras temáticas, trabalharam os temas satíricos, como Pavel Kuczynski, Steve Cutts e Banksy. Os(as) estudantes do 9º Ano foram responsáveis pela produção das peças, tendo liberdade para buscar outras referências ou desenvolver criações próprias.

Além de produzir as obras, os(as) estudantes atuam como mediadores, apresentando os trabalhos aos(às) alunos(as)  do 6º e 7º Anos, quando explicam os conceitos por trás das obras. “Ontem, um estudante saiu daqui dizendo que quer ser professor. Ele ficou encantado com a experiência de ensinar, e isso mostra o impacto positivo desse projeto”, conta o professor Tom.

Nas telonas

A Exposição Sátira também serve como ponto de partida para o Cine 10, outro projeto da escola que envolve a produção de curtas-metragens produzidos pelos(as) estudantes. As temáticas exploradas na exposição podem ser transformadas em roteiros de filmes, a serem exibidos no Teatro do Sesc, dia 15 de agosto, o que amplia o debate e a reflexão para além da sala de aula.

Plataforma online oferece acesso gratuito a eventos culturais para estudantes da rede pública

A plataforma Conecta está com inscrições abertas para turmas da rede pública de ensino do Distrito Federal que queiram visitar mostras culturais e programações artísticas. O acesso e o transporte até os espaços são gratuitos (consulte disponibilidade). A meta é atender a pelo menos 9 mil estudantes.

A ideia é promover a formação de novos públicos em idade escolar, ampliar o repertório cultural de estudantes e professores(as) e também fortalecer a educação patrimonial. A iniciativa garante transporte gratuito (regional) não só para escolas públicas, como também a associações e grupos em situação de vulnerabilidade social, além de oferecer acessibilidade com intérpretes de Libras e atividades voltadas para pessoas com deficiência.

Na plataforma, é possível fazer o agendamento simplificado de visitas e solicitar o transporte e os recursos de acessibilidade. Cada evento tem abrangência limitada do transporte. Também é possível agendar a visita se a escola tiver transporte próprio.

“A plataforma Conecta atende a estudantes e professores(as) do ensino regular e grupos de vulnerabilidade como idosos, ou ainda grupos da sociedade como escoteiros. Temos também eventos noturnos para atender às turmas de EJA. E, especificamente para professores e professoras, oferecemos visitas mediadas no MAB, em que apresentamos jogos com conteúdos que eles podem levar para a sala de aula”, explica Arlene von Sohsten, coordenadora do projeto.

Como funciona

Na plataforma Conecta, podem ser feitas buscas por atividades de acordo com o perfil dos alunos. Na descrição de cada evento cultural na plataforma, é possível verificar para quais regiões do DF o transporte gratuito está disponível. Os eventos voltados para professores(as) oferecem acervo de materiais pedagógicos digitais, o que possibilita aos(às) docentes integrar a experiência cultural ao conteúdo didático da sala de aula.

Acesse aqui a Plataforma Conecta

Confira a seguir algumas agendas abertas a escolas. Em cada link, há informações sobre o transporte disponível.

Exposição
MAB Educativo (Museu de Arte de Brasília)
Data: Até 29 de agosto
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Cinema

Cine Ad – 2ª Edição (Cine Brasília | Quadra EQS 106/107)
Data: De 10 de maio a 26 de julho
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Teatro

Espetáculo Sangue (CCBB)
Data: 04 de abril
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A Morte nas Mãos de Quem? (Teatro Paulo Autran – SESC Taguatinga Norte)
Data: 09 de maio
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Espetáculo Entre Quartos (Teatro Paulo Autran – SESC Taguatinga)
Data: De 27 a 30 de maio
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Escolas no Teatro – Os Saltimbancos (Complexo Cultural de Planaltina)
Data: 26 de agosto
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Música

Visitas Musicadas- Ensaio da Banda Sinfônica (Teatro Levino de Alcântara – Quadra SES 803)
Data: De 23 de abril a 27 de junho
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Visitas Musicadas- Ensaio do Coral Madrigal (Teatro Levino de Alcântara – Quadra SES 803)
Data: De 24 de abril a 26 de junho
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Visitas Musicadas- Ensaio da Big Band (Teatro Carlos Galvão – Quadra SES 803)
Data: De 24 de abril a 26 de junho
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Visitas Musicadas- Ensaio do Conjunto de Cordas Infantojuvenil (Teatro Levino de Alcântara – Quadra SES 803)
Data: De 25 de abril a 27 de junho
Clique aqui para agendar 

 

Escola do Incra 8 faz história com caminhada pela vida das mulheres

A manhã do dia 29 de março começou de forma incomum na Escola Classe 01 do Incra 8 de Brazlândia. Em vez de alunos sentados em cadeiras enfileiradas na sala de aula, a troca de saberes aconteceu do lado de fora. Na lição do dia, a conscientização da comunidade escolar e vizinhança sobre as violências sofridas pelas mulheres diariamente.

Estudantes, pais, mães e movimentos organizados da região realizaram a Caminhada da Mulher e, com cartazes, balões lilases e faixas, protestaram pelo fim a todas as violências contra as mulheres.

“Diante da necessidade de debater o tema, surgiu o questionamento: como a gente dinamiza uma situação que, ao mesmo tempo, informe e promova a reflexão? Foi aí que decidimos convidar a comunidade para a escola e realizar essas atividades de conscientização. Seguiremos levantando esse debate até que consigamos construir uma sociedade em que as mulheres sejam livres da violência e opressão”, disse o professor João Macedo, que leciona na EC 01 do Incra 8.

EC 01 do Incra 8 realiza Caminhada da Mulher, para conscientizar comunidade escolar e vizinha sobre a violência contra a mulher

 

Para a diretora do Sinpro Márcia Gilda, “a mulher não nasceu para ficar na invisibilidade. Ela tem que poder ocupar os espaços que quiser”.  “A questão de gênero não determina o espaço que uma mulher deve ocupar”, disse a sindicalista, que participou da caminhada.

“A escola é o equipamento mais poderoso do Estado, porque tem a oportunidade de mudar a sociedade. Quando uma escola se compromete e faz uma atividade como essa, ela diz para a comunidade que está preparando uma sociedade com mais equidade, que respeita diversidade de gênero e a mulher”, afirma Márcia Gilda.

A caminhada foi apenas uma das ações da EC 01 do Incra 8, no dia 29 de março. O evento contou com café da manhã, atividades físicas, falas políticas e sorteios de brindes para a comunidade escolar.

Segundo o professor João Macedo, as iniciativas do dia foram a culminância de uma série de trabalhos desenvolvidos ao longo do ano com o objetivo de sensibilizar alunos(as), pais, mães e demais integrantes da comunidade escolar sobre a importância de combater a violência contra as mulheres.

Edição: Vanessa Galassi

Em marcha do CED Agrourbano, Sinpro fala do papel da educação no combate à violência contra as mulheres

CED Agrourbano Ipê realiza a terceira marcha contra o feminicídio. /Foto: Joelma Bomfim.

 

O Centro Educacional Agrourbano Ipê, no CAUB I, realizou no sábado (29) a terceira marcha contra o feminicídio e a violência de gênero. A mobilização, em memória da ex-aluna Rayane Ferreira de Jesus Lima, vítima de feminicídio em 2023, reuniu estudantes, professores e a comunidade escolar em um ato em defesa da vida de mulheres e meninas.

A coordenadora pedagógica do CED Agrourbano Ipê, Shênia Bastos, destacou que a marcha nasceu como uma resposta ao impacto do assassinato de Rayane na comunidade escolar.  Ela conta que os alunos ficaram profundamente abalados e sentiram que a violência atingia a todos. “Desde então, realizamos essa marcha anualmente, não apenas para lembrar da Rayane, mas para reafirmar que precisamos resistir e lutar contra a violência de gênero”, afirmou.

A diretora do Sinpro, Mônica Caldeira, enfatizou que esta foi a segunda participação da Secretaria de Mulheres do sindicato na marcha organizada pela escola. Os participantes se reúnem na escola e caminham até a casa onde Rayane vivia.

 

Diretoras do Sinpro promovem roda de conversa por meio do projeto “Faça Bonito com o Sinpro”. /Foto: Joelma Bonfim.

 

Além da marcha, a escola recebeu uma roda de conversa para debater formas de identificar relacionamentos tóxicos, os mecanismos de proteção da Lei Maria da Penha e a importância da representatividade feminina na história. A atividade foi promovida pelo Sindicato, por meio do projeto “Faça Bonito com o Sinpro”, que realiza ações educativas nas escolas.

“Precisamos garantir que as meninas possam se emancipar por meio da educação. Essa luta vai além da nossa categoria e alcança toda a comunidade escolar, fortalecendo a construção de uma sociedade mais justa e segura para mulheres e meninas. A roda de conversa traz a importância da educação contra o machismo e contra o feminicídio”, afirmou a diretora do Sinpro Mônica Caldeira.

 

Conscientização 

A coordenadora pedagógica enfatiza a importância do papel da escola na conscientização sobre a proteção das mulheres. “Promovemos debates e campanhas educativas ao longo do ano, abordando igualdade de gênero, respeito e direitos humanos. Além disso, criamos um espaço seguro para que meninas possam relatar situações de vulnerabilidade sem medo ou culpa”, explicou.

 

Estudantes, professores e a comunidade escolar atentos ao debate sobre violência de gênero. /Foto: Joelma Bonfim.

 

Ela reforça ainda que o sindicato atua como um agente de mobilização, garantindo que a pauta da proteção feminina seja debatida em diferentes espaços. “A roda de conversa promovida pelo Sinpro foi essencial, pois abordou, de maneira acessível e dinâmica, tanto o que os meninos não devem fazer quanto o que as meninas não devem tolerar em um relacionamento”, concluiu.

Revista Com Censo Jovem recebe trabalhos de professores e estudantes

A Revista Com Censo Jovem (RCCJ), periódico com ISSN 2764-8419, está com inscrições abertas para receber publicação de trabalho científico de professores(as) e estudantes da rede pública de ensino. Os trabalhos irão compor a quinta edição do periódico. O prazo para a submissão vai até 10 de maio, e a previsão para a publicação desta edição é outubro de 2025.

Poderão participar professores e estudantes de todas as etapas e modalidades da educação básica, desde a educação infantil até o ensino médio. O foco é promover o protagonismo estudantil e fortalecer as iniciativas de pesquisa no ambiente escolar, com a orientação dos(as) professores(as).

Interessados(as) poderão submeter para publicação artigos, relatos de experiência e trabalhos de iniciação científica. Quanto à temática, é possível abordar temáticas de qualquer área do conhecimento, com prioridade para conteúdos vinculados ao currículo da educação básica e que promovam o letramento científico.

Para participar, basta acessar as normas de publicação no link https://periodicos.se.df.gov.br/rccj/normas  e enviar o trabalho para rccjovem@se.df.gov.br.

SERVIÇO

Prazo para envio: dia 10 de maio de 2025
Leia as normas de publicação em: periodicos.se.df.gov.br/rccj/normas
Data da publicação: outubro de 2025.
E-mail: rccjovem@se.df.gov.br

 

 

 

 

Nota de pesar | Rosini Guido

 

Com grande tristeza, o Sinpro informa o falecimento da professora aposentada Rosini Guido. Ela faleceu, aos 72 anos, nessa segunda-feira (31/3), no HRAN, após uma luta agurrida contra uma pneumonia. Por muitos anos ela lecionou e pôs em prática sua formação acadêmica em psicopedagogia na Escola de Meninos e Meninas do Parque, onde se aposentou há cerca de 5 anos.

Rosini era mineira de Caratinga. Formou-se em pedagogia em Belo Horizonte, lecionou por muitos anos no Rio de Janeiro e, na década de 1980, mudou-se para o Distrito Federal, onde fez mestrado em psicopedagogia e lecionou na rede pública de ensino.

Concomitantemente à trajetória na Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF), ela sempre atuou e marcou presença nas lutas do Sinpro. Engajada politicamente no campo da esquerda, era defensora da educação pública, gratuita e de qualidade.

O velório ocorre nesta terça-feira (1º/4), a partir das 10h, na Capela Especial nº 1, no Campo da Esperança da Asa Sul. Não haverá sepultamento. A família informa que, após o velório, o corpo seguirá para o crematório Jardim Metropolitano.

O Sinpro expressa suas sinceras condolências e solidariedade com os(as) familiares e amigos(as).

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