Sinpro se soma à mobilização em defesa da Educação Inclusiva nesta terça (25)

O Sinpro e diversas entidades da sociedade civil farão mobilização nesta terça-feira (25/2) em defesa da Educação Inclusiva, com o objetivo de defender os direitos para uma educação pública digna. O ato conta com o apoio da Frente Parlamentar de Educação Inclusiva, e terá a entrega de carta aos parlamentares da Câmara Legislativa do Distrito Federal, exigindo direito a uma educação pública digna às pessoas com deficiências e doenças raras. A ação está agendada para 13h, em frente à CLDF.

Na carta que será entregue aos parlamentares distritais, assinada pelo Sinpro, é lembrado que o excesso de estudantes por sala de aula e a falta de suporte necessário para atender estudantes com deficiência é um problema de gestão educacional.

As entidades signatárias ainda afirmam que a sociedade civil, os movimentos sociais e familiares têm denunciado ao Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Contas e ao Legislativo a ausência de profissionais para garantir os direitos de estudantes, a exemplo dos(as) monitores(as) e da precarização que ocorre com o(a) educador(a) voluntário(a). A carta lista 14 reivindicações em prol da educação inclusiva.

A Frente Parlamentar da CLDF pela Educação Inclusiva é composta pelos deputados Fábio Felix (PSOL, presidente), Roosevelt (PL), Gabriel Magno (PT), Daniel Donizet (MDB), Rogério Morro da Cruz (PRD), Robério Negreiros (PSD), Eduardo Pedrosa (UB), Ricardo Vale (PT) e pelas deputadas Dayse Amarilio (PSB) e Paula Belmonte (CID).

Além do Sinpro-DF, assinam a carta Frente Parlamentar em Defesa da Educação Inclusiva da CLDF, Ápice Down, ABRACI, Instituto Vidas Raras, MAMA, Rede Solidária de Apoio à Inclusão, Coletivo da Advocacia com Deficiência e Neurodivergente, ABRAÇA, DFDOWN, Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down.

Edição Vanessa Galassi

Ibict prorroga até 5 de março inscrições para curso de “Influenciador da ciência”

O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) prorrogou até 05 de março as inscrições para o curso gratuito “Influenciadores da Ciência”.

O curso aceita a participação de estudantes com idade entre 15 e 25 anos. Quem for selecionado poderá aprender sobre comunicação científica, produção de conteúdo digital (roteiro, gravação e edição), identificar e combater Fake News, analisar algoritmos e estratégias de engajamento e outras habilidades essenciais para se tornarem influenciadores da ciência.

O curso contam com 25 vagas gratuitas. Basta preencher o formulário abaixo e enviar um vídeo criativo de até 1 minuto, na posição vertical, anexado ao formulário.

Inscreva-se aqui

O curso será ministrado presencialmente no auditório do Ibict, também em novo período, de 17 de março a 07 de maio de 2025.

O resultado da seleção será publicado no portal do Canal Ciência no dia 13/03.

Para mais informações, acesse o edital:

Campanha Salarial percorre o Brasil na revista Xapuri

 

Na 124ª edição da Revista Xapuri, o Sinpro apresenta ao Brasil a Campanha Salarial 19,8%, rumo à meta 17 – Pela reestruturação da carreira já!. O material é divulgado nacionalmente, com distribuição em escolas pública e outros espaços. Acesse aqui o material.

A campanha salarial do magistério público do DF reivindica a recomposição salarial, o atendimento à Meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE) e a atualização do plano de carreira vigente desde 2013. O objetivo é resgatar as perdas impostas nos últimos anos e avançar em pontos imprescindíveis para a valorização dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais e, consequentemente, para a qualidade da educação pública.

>> Leia mais: Campanha salarial 19,8%, rumo à Meta 17 – Pela reestruturação da carreira já! https://sinpro25.sinprodf.org.br/campanha-salarial-198-rumo-a-meta-17-pela-reestruturacao-da-carreira-ja/

 

Xapuri 124ª edição

A edição deste mês da Revista Xapuri traz na capa o tema “Carbono: vozes excluídas”. A matéria especial fala sobre o mercado de créditos de carbono na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro, em Amazonas, e seus impactos para os moradores da região. O texto destaca que as comunidades indígenas que vivem no local foram excluídas do processos de decisão sobre a implementação do negócio.

A 124ª edição da revista ainda aborda temas como mudanças climáticas, biodiversidade, fotogeografia, ecologia, sustentabilidade, universo feminino e outros.

A Revista Xapuri é de 2008, e marca os 20 anos do assassinato do ambientalista Chico Mendes. A publicação aborda o meio ambiente de forma transversal aos direitos humanos, à política, à economia e à cidadania.

Com o apoio do Sinpro, a revista é disponibilizada de forma on-line e imprensa.

Conheça a Revista Xapuri e assine aqui: https://lojaxapuri.info/revista-xapuri-assine/

 

 

 

Aulas de Libras no Curso de Formação Continuada: inscrições confirmadas

As pessoas contempladas com uma das vagas na turma de Língua Brasileira de Sinais – Nível básico do Curso de Formação Continuada do Sinpro já receberam os e-mails da Secretaria de Políticas Educacionais do sindicato com a confirmação da inscrição. A Coordenação do curso solicita que o(a) inscrito(a) verifique a caixa de entrada do e-mail ou mesmo o Spam, para confirmar a mensagem de confirmação de inscrição, instruções e o link para efetivar a matrícula.

O curso oferece 60 vagas a serem preenchidas por ordem de inscrição, segundo critérios de gênero, raça, diversidade e PCD, informados no ato da pré-inscrição. Quem se inscreveu na primeira edição do Curso de Formação Continuada no semestre anterior e não concluiu o curso ficará impossibilitado de se inscrever em qualquer outro curso de formação continuada do Sinpro durante o ano de 2025.

As aulas contam com carga horária total de 120 horas e serão realizada de fevereiro a julho de 2025, em formato híbrido, com encontros síncronos e presenciais, sempre às quartas-feiras, às 19h. A primeira aula é presencial, no auditório do Sinpro (SIG). Ela será dia 26 de fevereiro, e quem não estiver presente estará automaticamente desclassificado e impossibilitado de participar de cursos de formação continuada do Sinpro pelo período de um ano.

Confira o cronograma de aulas:

Inscrições

06 a 09/02

Confirmação das inscrições

17 a 19/02

Aula inaugural presencial

26/02

Módulo 1
(26/02 a 28/03)

Encontro síncrono: 12/03
Encontro presencial: 26/03

Módulo 2
(31/03 a 30/04)

Encontro síncrono: 09/04
Encontro presencial: 23/04

Módulo 3
(02/05 a 30/05)

Encontro síncrono: 14/05
Encontro presencial: 28/05

Módulo 4
(02/06 a 04/07)

Encontro síncrono: 11/06
Encontro presencial: 25/06

Encerramento

04/07

 

Para efeitos de registro junto à SEEDF, o curso Língua Brasileira de Sinais – Nível Básico, igualmente aos demais cursos de Formação Continuada a serem ofertados pelo Sinpro, contarão como Curso de Aperfeiçoamento, e têm validade para os procedimentos de distribuição de carga horária e para progressão vertical na carreira Magistério.

“Este é o segundo semestre de oferta do Curso de Formação Continuada do Sinpro. É a comprovação do compromisso do sindicato na luta pela excelência curricular da categoria do Magistério Público do DF. No próximo semestre, ofertaremos novos cursos”, afirma Cláudio Antunes, coordenador da secretaria de Política Educacional do Sinpro.

Mais uma vez, a coordenação do curso fica a cargo da professora Olga Freitas, Pedagoga, Doutora em Educação e Mestra em Neurociência do Comportamento, dentre outras qualificações.

 

Língua Brasileira de Sinais – nível básico

O curso “Língua Brasileira de Sinais – Básico” tem como objetivo propiciar a professoras(es) e orientadoras(es) educacionais a aprendizagem da Língua Brasileira de Sinais – Libras, possibilitando-lhes o desenvolvimento de habilidades comunicativas essenciais em Libras, atendendo aos princípios da educação inclusiva, conforme estabelecido na Lei nº 10.346/2002 e seu decreto regulamentar 5.626/2006, e na Lei nº 13.146/2015, entre outros marcos normativos.

O curso abrangerá temas relacionados aos aspectos históricos e socioantropológicos das Libras; da cultura surda e a importância da acessibilidade linguística; aspectos linguísticos, gramaticais e sintáticos da Libras; vocabulário básico e sua utilização no contexto escolar, além de noções de tradução e interpretação.

 

Plataforma exclusiva

Esta é a segunda edição dos Cursos de Formação Continuada do Sinpro. No semestre passado, o sindicato ofereceu cursos com os temas Educação Inclusiva e Elaboração de Projeto de Pesquisa. Agora, as pessoas matriculadas no curso terão a oportunidade de estudar a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Os Cursos de Formação Continuada serão ofertados num Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) exclusivo do sindicato. Nessa nova plataforma online, as pessoas inscritas terão acesso ao material didático do curso e também à sala de aulas virtuais.

Esse ambiente armazenará todas as informações necessárias para a condução do curso e para a entrega dos trabalhos solicitados.

TV Sinpro apresenta espetáculos desenvolvidos por alunos da Escola Parque 308 Sul

A Escola Parque 308 Sul tem utilizado o teatro como mecanismo de inserção dos(as) estudantes no mundo das artes. Resultado de uma oficina/aula de teatro, estudantes do 4º e 5º anos apresentaram os espetáculos Alice No País das Maravilhas e Pinóquio do Sertão, onde experimentaram vários papéis, sendo trabalhados elementos de expressão corporal, técnica de expressão vocal, gestos significativos e atribuição de significados à cada cena e a cada fala, além da utilização de elementos específicos de interpretação teatral de Constantin Stanislavisk. Os espetáculos poderão ser conferidos no TV Sinpro desta quarta-feira (19/02), às 19h, na TV Comunitária de Brasília (Canal 12 da NET) e no canal do Sinpro no Youtube.

Com direção e concepção de professore* Ale Lopes e parceria das professoras Heloisa Palma e Taís Aragão, os espetáculos têm como objetivo proporcionar uma vivência teatral significativa, onde estudantes participem ativamente do processo de ensino-aprendizagem e criação em teatro, dando significado ao conhecimento adquirido e construído ao longo de suas permanências na Escola Parque. Os textos das duas peças são da Companhia Néia e Nando, com adaptação de texto do professor Romulo. A Cia teatral ainda forneceu todo o cenário e figurinos.

Ale Lopes explica que tudo foi construído com a participação ativa dos(as) alunos(as), contribuindo significativamente no processo de construção de cenas por meio da análise de cada uma delas. “Ao longo do percurso, os alunos fortalecem os vínculos tanto entre eles quanto com os docentes. Por ser uma arte coletiva, aprendem por meio da repetição dos ensaios a generosidade para com o próximo. A cada erro, a cada detalhe, uma nova repetição com novas orientações. Aprendem que não existe o certo e errado na arte, existem formas mais expressivas, dentro do código. Aprendem que as interações com os colegas deve ser saudáveis para o acontecimento das cenas. Esses são fatores presentes nas montagens agrupamentos teatrais, não está descrito no currículo, mas intrínseco à linguagem teatral, ou em metodologia em criar o ambiente favorável ao processo de ensino e aprendizagem e criação em teatro”, ressalta.

O TV Sinpro vai ao ar todas as quartas-feiras. Todos os programas podem ser vistos no canal do Sinpro no Youtube.

* Linguagem neutra utilizada a pedido da fonte

 

Professora impulsiona entrada de estudantes em universidades públicas

A professora de sociologia Regina Cotrim é filha da Universidade de Brasília e tem uma relação de amor com a instituição. Lá, passou boa parte da sua infância e adolescência acompanhando seu pai — que era professor universitário — até ser aprovada, em 1989.

Hoje, ela dedica-se para que estudantes possam vivenciar experiência semelhante e ter acesso à universidade pública. Foi a partir daí que surgiu o Núcleo de Apoio aos Vestibulandos (Nave), projeto do Centro de Ensino Médio (CEM) 03 de Taguatinga, que prepara discentes para o ingresso em universidades, com foco na UnB.

O trabalho da professora tem dado resultado. Só este ano, até o momento, o CEM 03 de Taguatinga registra mais aprovados do que em todo o ano passado. São quase 100 aprovações — sendo 51 só na UnB —, além de admissões em processos seletivos, como o Sistema de Seleção Unificada (SISU) e o Programa Universidade para Todos (PROUNI).  “Eu estou muito realizada, não consigo encontrar uma palavra que defina. Felicidade parece muito pouco”, disse.

Em meio a tantas histórias de sucesso do Nave, uma ganha o coração de Regina: a aprovação da sua filha, Manuela Cotrim, no curso de arquitetura da UnB, neste ano. Para a professora, mais que uma aprovação, foi um presente para o seu pai, que faleceu ano passado. “Não tem como negar, a felicidade foi triplicada porque minha filha está entre os aprovados”, comemora.

Trabalho coletivo

Segundo a professora Regina, apesar de estar à frente do Nave, ela não está sozinha. O trabalho é construído coletivamente, com apoio de professores, demais integrantes da equipe pedagógica do CEM 03, comunidade escolar e, inclusive, de ex-estudantes. “Eu tenho muitos parceiros. Sempre que possível, meus ex-alunos vão à escola e fazem palestras motivacionais, falam sobre os cursos”, conta.

Sobre o suporte dos professores, Regina destaca que, sem eles, “esse trabalho não seria possível”. “A direção e a equipe pedagógica me ajudam muito, e isso é refletido no sucesso do projeto. Uma direção que abraça os projetos encabeçados por um professor ou por uma equipe tem tudo para deslanchar. Se não tiver uma equipe de apoio, os resultados não são os mesmos”, pontua.

Desafios

A professora conta que apesar do sucesso, o projeto Nave enfrenta diversos desafios, muitos deles relacionados à falta de recursos para melhoria da qualidade do ensino ofertado. Atualmente, o núcleo funciona em uma sala, no contraturno, e não dispõe de todos os equipamentos necessários.

“A gente gostaria muito de poder melhorar todo o conforto que os alunos precisam pra estudar, uma mesa bacana, cadeiras confortáveis, computadores bons com internet rápida”, disse.

Nave

O Nave é continuidade do projeto Aprova CEM 02, iniciado no Centro de Ensino Médio (CEM) 02 de Ceilândia, em 2015. Naquele ano, Regina dividia o tempo entre sala de aula e orientação aos vestibulandos. Com apoio de outros(as) professores(as), o projeto colheu frutos: foram aproximadamente 50 aprovações, sucesso que se repetiu nos anos seguintes.

Em 2021, Regina foi transferida para o CEM 03 de Taguatinga, onde deu continuidade ao projeto. “A gente estudava na pandemia, por videoaula, até mesmo no horário de almoço”, conta.

Desde 2023, por conta de problemas na voz, Regina atua exclusivamente no projeto Nave. Agora, ela quer que o projeto cresça ainda mais.

“A gente tem um grupo de colegas com essa perspectiva do Nave. Eles também estão com foco no trabalho direcionado para essas aprovações. Trocamos informações e dicas. Ano passado, cheguei a visitar escolas falando do projeto e sigo acompanhando o CEM 02, onde tudo começou”, conta.

Edição: Vanessa Galassi

CNTE levanta preocupação com privatização das escolas públicas

Levantamento da CNTE mostra que 23 estados fizeram alguma forma de parceria privada dentro da escola pública nos últimos dois anos. / Foto: Reprodução CUT Brasil.

O avanço das políticas de privatização e mercantilização da educação no Brasil foi tema de discussão em plenária realizada no dia 13 de fevereiro pela Aliança das Três Esferas, rede que reúne entidades sindicais representativas dos trabalhadores do serviço público. O encontro também discutiu uma agenda de lutas contra o desmonte do serviço público e em defesa dos direitos dos servidores e da população.

A diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Rosilene Corrêa, ressaltou a importância da união entre o funcionalismo público diante dos ataques ao setor. “Não é um ataque a uma categoria ou a um ramo específico, mas ao Estado brasileiro. Precisamos fortalecer essa estrutura, e não reduzi-la, como vem sendo feito”, afirmou.

Rosilene destacou que o serviço público enfrenta sucessivos ataques há anos, intensificados durante os governos Temer e Bolsonaro, e que a atual composição do Congresso Nacional segue impulsionando essa agenda. Na educação, um dos reflexos de maior desafio, segundo ela, é o avanço da privatização dentro da própria sala de aula, com a crescente contratação de professores temporários em detrimento de nomeações de aprovados em concursos já realizados e novos certames.

No mesmo sentido, Heleno Araújo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), mostrou preocupação para o aumento no processo de privatização no setor educacional, impulsionado por governadores conservadores como Ratinho Jr (PR), Romeu Zema (MG), Eduardo Leite (RS) e Tarcísio de Freitas (SP), ampliando as possibilidades de formalização de parcerias público-privadas nas escolas públicas. Para ele, esse processo “é uma forma de não fortalecer o concurso público, privatizar e desmontar a estrutura do Estado brasileiro”, afirma Heleno.

Levantamento da CNTE mostra que 23 estados fizeram alguma forma de parceria privada dentro da escola pública nos últimos dois anos, alcançando o universo de 940 escolas estaduais. Nas redes municipais, são 857 municípios com alguma forma de privatização: o alcance é de 7.985 escolas.

 

Precarização

Alinhada à lógica privatista, o setor da educação tem avançado na substituição de servidores concursados por trabalhadores temporários. No DF, atualmente, existem cerca de 15 mil contratos temporários na rede de ensino, superando o total de servidores efetivos, que somam cerca de 10 mil profissionais. Vários desses professores(as) já foram aprovados(as) em concurso público e aguardam serem nomeados(as).

“Defendemos um serviço público valorizado, porque ele é fundamental para um país mais justo. E, para isso, precisamos de servidores valorizados” afirma Rosilene Corrêa. /Foto: Arquivo Sinpro.

“A ausência de concursos tem levado a um aumento assustador de contratações temporárias. Agora, com a alteração do Regime Jurídico Único, que permite novas formas de vínculo sem necessidade de concurso, esse quadro se agrava ainda mais. Estamos diante da consolidação de uma política de precarização das contratações na educação pública”, alertou Rosilene Corrêa.

De acordo com a diretora, outro ponto crítico é a plataformização do ensino público, modelo já em implementação em alguns estados, como São Paulo. A plataformização é a adoção de plataformas digitais de aprendizagem, ocupando o lugar de professores em sala de aula.

Para Rosilene, a única forma de barrar esse processo de privatização e a consequente precarização das relações de trabalho é conscientizar a sociedade sobre a importância do serviço público para além dos direitos dos servidores, enfatizando seu papel essencial na garantia de um Estado forte e capaz de atender à população com qualidade.

“Defendemos um serviço público valorizado, porque ele é fundamental para um país mais justo. E, para isso, precisamos de servidores valorizados”, concluiu.

Além da pauta da educação, os dirigentes sindicais discutiram durante a plenária a  reforma do Estado, a luta pela regulamentação da Convenção 151, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que estabelece o direito à negociação coletiva no setor público, o fim do Regime Jurídico Único (RJU), decretado por maioria no Supremo Tribunal Federal (STF) e a PEC 226/23 conhecida como “PEC da morte”, que propõe aplicar de forma automática as regras da reforma da Previdência de Bolsonaro-Guedes (EC 103/19) para estados e municípios que ainda não estão adequados a regra.

 

*Com informações da Central Única dos Trabalhadores.

Conversa online debate proposições arte-educativas; inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para a conversa online proposições arte-educativas, realizadas pelo Vilarejo 21 – Espaço de Arte, Criatividade e Cultura. Os encontros acontecerão nos dias 11 e 12 de março, das 19h às 21h, e tem como público-alvo professores(as), educadores(as) e arte-educadores(as) interessados(as) em trabalhar com o livro Arte contemporânea em Brasília para crianças, de Lelia Lofego e Sofia Rodrigues Barbosa.

Os debates serão conduzidos por Lelia e pela arte-educadora Lua Kixelô Cavalcante. As inscrições, com vagas limitadas a 50 por dia, são gratuitas e devem ser efetuadas por meio do link https://x.gd/HaHqV. A confirmação será enviada por e-mail. O público geral também pode participar, entretanto, deve especificar no formulário ao efetuar a matrícula.

O livro
Com textos de Lelia Lofego e ilustrações de Sofia Ramos Barbosa, o livro Arte contemporânea em Brasília para crianças foi lançado em novembro de 2024 e conta com o prefácio escrito pela curadora Gisele Lima.

A publicação é um dicionário, e as letras do alfabeto, que iniciam os nomes dos artistas, são desenhos inspirados em suas obras. Já os textos contam a trajetória dos produtores de artes visuais no Distrito Federal.
São citados(as) no livro os(as) artistas visuais Adriana Vignoli, Bia Leite, Camila Soato, Douglas Ferreiro, Elyeser Szturm, Fernanda Azou, Gê Orthof, Helena Lopes, Igu Krieger, Josafá Neves, Karina Dias, Luda Lima, Miguel Simão, Nilce Eiko Hanashiro, Antonio Obá, Pedro Gandra, Cirilo Quartim, Raquel Nava, Sonia Paiva, Taigo Meireles, Usha Velasco, Valéria Pena-Costa, Waleska Reuter, Xibi (Rayza de Mina Rodrigues), Yana Tamayo e Zuleika de Souza.

Professora com câncer de mama pede ajuda para tratamento

Em 2024, após ser diagnosticada com câncer de mama, a professora de contrato temporário Maria Viviane de Souza iniciou o tratamento da doença com sessões de quimioterapia e medicamentos. Em estágio de finalização da quimioterapia, a educadora, que atualmente está afastada pelo INSS, pede a ajuda de professores(as) e orientadores(as) educacionais para dar prosseguimento ao tratamento.

Na última consulta, o mastologista solicitou uma série de exames (mamografia, ecografia, holter, risco cirúrgico, consulta com o geneticista oncológico, entre outros) necessários para a marcação da cirurgia da mama e a remissão do câncer. A educadora tentou agendá-los pela rede pública, mas devido à fila e à demora, precisará recorrer à rede particular de saúde.

Por conta dos altos custos dos exames, Maria Viviane recorre à solidariedade da categoria. Para colaborar, envie qualquer valor para o PIX: chave 61 98215-3772 (celular de Maria Viviane de Souza).

Professor lança “Beco”, um livro que discute diversidade e luta de classe

Darlan Alves, professor de Matemática da rede municipal de ensino da Cidade Ocidental, lançou neste mês nas redes digitais a obra “Beco”, cujo enredo trata da diversidade e luta de classe no interior de Goiás. A história se desenvolve no município de Luziânia, e mostra a luta por direitos sociais e como grupos historicamente excluídos, como negros e LGBTQIA+, se organizaram para vencer dificuldades.

 

 

“O livro/HQ Beco conta a história de uma sociedade distópica em busca de direitos sobre os outros. Uma guerra é gerada devido as pessoas sempre buscarem direitos sobre as outras raças. Uma iniciativa somente é tomada quando a alta cúpula é inserida e prejudicada. Resolveram, então, dividir as cidades em muro de contenção, onde cada parte das cidades seria uma cidade para cada raça. Assim surgiu a cidade dos negros, cidade dos brancos, cidade ROSA e a parte que cabe aos indígenas. A verdadeira minoria mostrada a todos, onde aqueles que mais precisam de verdade da atenção das autoridades, são exilados entre os muros, no BECO. A história se passa em um ambiente muito conhecido com monumentos e paisagens da cidade do entorno, Luziânia”, conta Darlan Alves.

O lançamento virtual foi pela Editora UICLAP. Acesse AQUI ou AQUI

Capitais

O professor Darlan Alves de Oliveira recomenda também a leitura de outra obra publicada recentemente, aplaudida pelo público leitor que acompanha sua produção. Trata-se do livro Capitais. Nele, uma andorinha acorda no início do rigoroso inverno do Rio Grande do Sul, e parte em uma jornada para reencontrar seu bando.

“Com a chegada do frio, a escassez de alimento é iminente. Em uma aventura épica repleta de desafios e perigos, nosso protagonista atravessa as 27 capitais brasileiras, admirando alguns dos pontos turísticos mais emblemáticos de cada uma. Tudo isso em uma busca incansável para se reunir com seu bando”, conta o autor.

Capitais também foi lançado pela Editora UICLAP, e está disponível nas redes. Acesse AQUI ou AQUI

Quadrinhos
Darlan Alves é o filho mais novo de uma família de oito irmãos. A família cerca de 15 km de Luziânia, e viviam dos recursos necessários disponíveis.

“Meu pai, comerciante, juntava as moedas para meus irmãos irem até a cidade pagarem as contas, o que restava além do dinheiro das contas eram apenas migalhas para que pudessem pagar passagem de ônibus para irem e voltarem. Eles, então, faziam o trajeto de ida e volta a pé, e utilizavam o dinheiro restante da passagem para comprarem quadrinhos. Ao retornarem, deliciávamos com as histórias literárias com heróis e vilões, lutas e dramatizações. Assim, iniciei minha história com a literatura, o que me fez aprender a ler antes mesmo de ir para a escola”, conta.

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