Abertas as inscrições para a Olimpíada Brasileira de Restauração de Ecossistemas
Jornalista: Vanessa Galassi
Estão abertas as inscrições para a terceira edição da Olimpíada Brasileira de Restauração de Ecossistemas, a Restaura Natureza. A competição é colaborativa e estimula estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar a agir em momento de emergência climática, com aplicação do aprendizado teórico em ações práticas. Escolas e professores(as) interessados(as) devem acessar restauranatureza.org.br para se inscrever.
A olimpíada tem viés pedagógico e busca incentivar a comunidade escolar a se conectar com a natureza, adotar hábitos sustentáveis e formar uma rede de mobilização em prol do meio ambiente. Podem participar da competição colaborativa estudantes do 7º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º e 2º Ano do Ensino Médio de todo o Brasil.
Após realizar o cadastro gratuito, o(a) estudante pode começar a realizar os quizzes da Fase Online, sobre temas urgentes e fundamentais, como escassez hídrica e segurança alimentar, para acumular pontos. Além disso, o(a) inscrito(a) pode formar seu grupo para a Fase Prática, em que crianças e adolescentes irão desenvolver, acompanhados(as) de um(a) professor(a) responsável, os seus projetos relacionados ao uso de tecnologia, planejamento, incidência política, campanhas de engajamento ou qualquer ação que promova a restauração dos ecossistemas. As fases são simultâneas e já estão acontecendo.
Histórico
Em 2024, o “Restaura Natureza” contou com a participação de 8.437 estudantes e professores(as) de 275 escolas de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal. Apesar desse avanço, os organizadores acreditam que ainda há muito a ser feito para gerar o impacto necessário para reverter os danos ambientais.
A olimpíada coloca as escolas como protagonistas na formação de uma nova consciência ambiental, promovendo práticas sustentáveis e incentivando as comunidades a se unirem em ações de restauração.
A iniciativa é promovida pela WWF-Brasil (World Wide Fund for Nature – Brasil), uma das maiores Organizações Não-Governamentais de conservação ambiental do mundo, e organizada pelo projeto Quero na Escola.
Aulas de ballet gratuitas para crianças e adolescentes; inscrições até dia 10
Jornalista: Leandro Gomes
Estão abertas até 10 de fevereiro as inscrições para a Escola de Formação em Ballet Clássico. Ao todo, são oferecidas 90 vagas — 45 no turno matutino e 45 no turno vespertino — para crianças e adolescentes de 8 a 12 anos. As aulas, com duração de cinco meses, serão gratuitas e visam criar o primeiro Corpo de Ballet profissional do DF.
O projeto é realizado pela Companhia Bailarinos de Brasília, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Interessados podem se inscrever pelo link (https://x.gd/hTOER).
As aulas
As aulas iniciarão na próxima segunda (10/2) e serão realizadas no Centro de Dança do Distrito Federal (ao lado do Teatro Nacional), cinco vezes por semana, com duração de quatro horas diárias.
Entre os serviços oferecidos pelo projeto estão dança contemporânea, danças folclóricas, preparação física, musicalidade, história da dança e francês básico. Além da formação, os alunos terão acesso a uniforme, e aqueles com frequência acima de 75% receberão certificado de conclusão do curso.
Diretora do Sinpro fala sobre envelhecimento saudável na Rádio Peão
Jornalista: Leandro Gomes
Foi ao ar, no último domingo (9/2), o programa Rádio Peão, com participação da coordenadora da Secretaria para Assuntos de Aposentados do Sinpro-DF Elineide Rodrigues.
Na atração, a diretora falou sobre o envelhecimento saudável, o aumento da expectativa de vida e a consequente necessidade de políticas públicas voltadas ao segmento. Saúde física e mental, inclusão social, lazer e iniciativas de acesso à cidade também foram discutidos.
A Rádio Peão é um projeto encabeçado pela jornalista e cantora Alessandra Terribili e apoiado pela CUT-DF. O programa, que vai ao ar aos domingos, a partir das 12h, na Rádio Cultura 100,9, mescla entrevistas e música brasileira, dá dicas culturais e fala sobre as lutas da classe trabalhadora do DF e do Brasil.
Aberto processo seletivo para bolsas de graduação e pós para efetivos do Magistério
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A Secretaria de Educação (SEEDF) tornou pública a abertura de processo seletivo para conceder 43 bolsas de estudo de curso de graduação ou pós-graduação (lato sensu) para o 1º semestre de 2025, para servidores(as) efetivos(as) das Carreiras Magistério Público e Políticas Públicas e Gestão Educacional do DF. Trata-se de convênio estabelecido entre Instituições de Ensino Superior (IES) e a SEEDF. O processo seletivo será realizado pela Eape. O edital está disponível no link abaixo.
As inscrições vão até a próxima quinta-feira (13/2). O resultado preliminar será divulgado no dia 24, e o resultado final, no dia 7 de março a partir das 18h, sempre no site da Eape. Após a divulgação desse resultado, a pessoa contemplada receberá por e-mail, em até 5 dias úteis, a Carta de Encaminhamento à IES para a qual foi contemplado.
As bolsas de Estudo estão distribuídas da seguinte forma:
Centro de Ensino Superior de Maringá (CESUMAR): 5 bolsas
Centro Universitário Claretiano (CEUCLAR): 2 bolsas
Centro Universitário de Brasília (IESB): 7 bolsas
Universidade Católica de Brasília (UCB): 8 bolsas
Centro Universitário Unificado do Distrito Federal (UDF): 13 bolsas
Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL): 8 bolsas
Quem pode concorrer à bolsa
De acordo com as regras do edital, são elegíveis para as bolsas os(as) servidores(as) estável em exercício efetivo na Secretaria há pelo menos três anos consecutivos e que esteja regularmente matriculado(a) em curso listado no objeto do convênio. A bolsa de estudo consiste na isenção total do pagamento da matrícula e das mensalidades pelo servidor bolsista à IES.
Quem receber essa bolsa de estudo não poderá se afastar das atividades laborais nem solicitar redução do regime semanal de trabalho. A bolsa de graduação será concedida em caráter semestral, sem renovação automática. A continuidade do benefício estará condicionada a novo processo seletivo. Já a bolsa de estudo para curso de pós-graduação (lato sensu) contemplará a totalidade do curso, salvo nas hipóteses de cancelamento previstas em edital.
Como traduzir ações diárias e experiências em educação de qualidade
Jornalista: Luis Ricardo
A importância da organização do trabalho pedagógico no projeto educacional e a necessidade do trabalho conjunto entre os(as) atores(as) presentes no chão da escola são pontos cruciais na busca por uma educação de qualidade. A questão foi debatida nessa quinta-feira (6/2), no segundo dia da Semana Pedagógica do Sinpro, na parte da noite.
Com o tema “Organização do trabalho pedagógico para o início do ano letivo”, as professoras Camilli de Castro, Rosimeire Dutra e Valdirene Reis, três profissionais com mais de 20 anos de experiência na Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), mostraram que é possível traduzir ações diárias e experiências em uma educação de qualidade.
Criadoras do Canal Pedagógico professoras e professores em movimento, as educadoras mostraram a importância de ampliar os horizontes, desenhar processos, projetos e práticas pedagógicas; construir soluções, reconhecer potencialidades e, principalmente, valorizar a qualificação da atuação docente. Os pontos são ferramentas necessárias para a organização do trabalho pedagógico no projeto educacional.
Especialista em gestão educacional e professora aposentada da rede pública do DF, Valdirene Reisenfatizou que a participação da categoria nas discussões é fundamental. “Ao passo que a escola perde os espaços pedagógicos, os professores perdem espaço nos debates, e as escolas, na emancipação dos estudantes. Só com intencionalidade conseguiremos chegar ao fomento para o alcance das nossas metas. A escola poder deixar de ser um espaço de silenciamento e exclusão quando começarmos a movimentar e coletivizar o nosso saber.”
Camilli de Castro, doutoranda na Universidade de Brasília (UnB) e professora dos Anos Iniciais na SEEDF desde 2005, disse que conhece as fragilidades e potencialidades dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, motivo que a levou a propor uma nova visão sobre a Semana Pedagógica. “Este (Semana Pedagógica) é o momento que trazemos o coordenador, o supervisor e toda a categoria para discutir o trabalho pedagógico. O acompanhamento pedagógico sistemático deve ser coordenado pelo supervisor e coordenador pedagógico, com a participação efetiva dos demais professores. Deve ser entendido como um ciclo de ações contínuas e permanentes que permearão toda a organização do trabalho pedagógico.”
Rosimeire Dutra, psicóloga da Equipe Especializada de Apoio à Aprendizagem (EEAA) desde 1999 e, atualmente, em atuação na EEAA da Escola Classe 64 de Ceilândia, lembra que a escola não é somente um local de desenvolvimento para estudantes, mas, também, para professores(as), orientadores(as) educacionais, coordenadores(as), servidores(as) e colaboradores(as). “É preciso traçar os rumos, as competências que podemos desenvolver para determinada função. As relações que se estabelecem no ambiente de trabalho podem ser potencializadoras ou não. Na escola, tentamos fazer isto de uma forma que cada profissional tenha clareza do seu papel, se vendo como um sujeito de desenvolvimento. Teremos assim uma chance maior de ofertarmos uma educação realmente de qualidade.”
A importância do engajamento no fazer pedagógico
O engajamento e união da categoria no fazer pedagógico é fundamental para o sucesso do ensino. Se um(a) professor(a) chega com uma proposta e não acessa os sujeitos de uma unidade escolar, sem o engajamento dos(as) colegas nesta construção, não vai impactar o ensino naquela instituição escolar.
“Quando falamos de desenvolver competências, é preciso falar de planejamento. O planejamento individual pode ser pouco, mas ao fazê-lo de forma coletiva, conseguimos superar desafios, dúvidas e incertezas. Tudo fica mais produtivo quando pensamos que um projeto não é de um professor, mas de um conjunto de educadores, constatamos um processo plural, rico, carregado de práticas pedagógicas diversas”, ressalta o diretor do Sinpro Cláudio Antunes.
Canal pedagógico
O canal pedagógico foi criado como meio de troca, colaboração, coprodução e compartilhamento entre pessoas que atuam na educação.
Com vários anos de atuação na rede pública de ensino do Distrito Federal, Camilli de Castro, Rosimeire Dutra e Valdirene Reis se juntaram com o objetivo de contribuir para que professores(as) e profissionais da educação possam ampliar horizontes, desenhar processos, projetos e práticas pedagógicas, construir soluções, reconhecer potencialidades e principalmente qualificar a atuação docente.
O “Canal” surgiu como uma iniciativa inovadora idealizada por três profissionais com mais de 20 anos de experiência na Secretaria de Educação do Distrito Federal. Este projeto é a materialização de um compromisso com a formação continuada dos(as) educadores(as), oferecendo um espaço dinâmico e colaborativo para o compartilhamento de conhecimentos e práticas pedagógicas efetivas.
Semana Pedagógica do Sinpro
A Semana Pedagógica do Sinpro é fundamental para fortalecer a formação continuada dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, bem como para promover práticas inovadoras e alinhadas com as necessidades dos(as) estudantes. O evento vai até esta sexta-feira (7/2), na sede do sindicato.
Aberta a pré-inscrição para as aulas de Libras no Curso de Formação Continuada
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Está aberta a pré-inscrição para o II Curso de Formação Continuada do Sinpro-DF. Das 18h desta quinta-feira (6/2) até as 23:59 do domingo (9/2), professoras(es) (efetivas(os) ou do contrato temporário) e orientadoras(es) educacionais sindicalizadas(os), da ativa ou aposentadas(os), poderão se inscrever gratuitamente no Curso Língua Brasileira de Sinais – Nível básico. A confirmação da inscrição ocorre entre os dias 17 e 19/02.
O curso tem carga horária total de 120 horas. As aulas ocorrem de fevereiro a julho de 2025, em formato a distância, com encontros síncronos e presenciais, sempre às quartas-feiras, às 19h. A primeira aula acontece no dia 26 de fevereiro, e quem não estiver presente estará automaticamente desclassificado e impossibilitado de participar de Cursos de formação Continuada do Sinpro pelo período de um ano.
O curso oferece 60 vagas a serem preenchidas por ordem de inscrição, segundo critérios de gênero, raça, diversidade e PCD, a serem informados no ato da pré-inscrição. Quem se inscreveu na primeira edição do Curso de Formação Continuada no semestre anterior e não concluiu o curso ficará impossibilitado de se inscrever em qualquer outro curso de formação continuada do Sinpro durante o ano de 2025.
Para efeitos de registro junto à SEE-DF, o curso Língua Brasileira de Sinais – Nível Básico, igualmente aos demais cursos de Formação Continuada a serem ofertados pelo Sinpro, contarão como Curso de Aperfeiçoamento, e têm validade para os procedimentos de distribuição de carga horária e para progressão vertical na carreira Magistério.
“Este é o segundo semestre de oferta do Curso de Formação Continuada do Sinpro. É a comprovação do compromisso do sindicato na luta pela excelência curricular da categoria do Magistério Público do DF. No próximo semestre, ofertaremos novos cursos”, afirma Cláudio Antunes, coordenador da secretaria de Política Educacional do Sinpro.
Mais uma vez, a coordenação do curso fica a cargo da professora Olga Freitas, Pedagoga, Doutora em Educação e Mestra em Neurociência do Comportamento, dentre outras qualificações. Ela também ministrará as aulas neste semestre.
O curso “Língua Brasileira de Sinais – Básico” tem como objetivo propiciar a professoras(es) e orientadoras(es) educacionais a aprendizagem da Língua Brasileira de Sinais – Libras, possibilitando-lhes o desenvolvimento de habilidades comunicativas essenciais em Libras, atendendo aos princípios da educação inclusiva, conforme estabelecido na Lei nº 10.346/2002 e seu decreto regulamentar 5.626/2006, e na Lei nº 13.146/2015, entre outros marcos normativos.
Para tanto, o curso abrangerá temas relacionados aos aspectos históricos e socioantropológicos Libras; da cultura surda e a importância da acessibilidade linguística; aspectos linguísticos, gramaticais e sintáticos da Libras; vocabulário básico e sua utilização no contexto escolar, além de noções de tradução e interpretação.
Esta é a segunda edição dos Cursos de Formação Continuada do Sinpro. No semestre passado, o sindicato ofereceu cursos com os temas Educação Inclusiva e Elaboração de Projeto de Pesquisa. Agora, as pessoas matriculadas no curso terão a oportunidade de estudar a Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Os Cursos de Formação Continuada serão ofertados num Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) exclusivo do sindicato. Nessa nova plataforma online, as pessoas inscritas terão acesso a suas turmas, bem como ao material didático do curso e também à sala de aulas virtual.
Esse ambiente armazenará todas as informações necessárias para a condução do curso e para a entrega dos trabalhos solicitados.
Publicado originalmente dia 6 de fevereiro de 2025
EEAA: uma parceira importante da comunidade escolar
Jornalista: Leandro Gomes
As Equipes Especializadas de Apoio à Aprendizagem (EEAA) são fundamentais para a qualidade e melhoria do processo ensino e aprendizagem nas escolas públicas. No entanto, apesar do papel estratégico desenvolvido, ainda existem dúvidas quanto à atuação do grupo multidisciplinar no espaço escolar. A importância e o melhor aproveitamento da EEAA foram debatidos nesta quinta-feira (6/2), durante a Semana Pedagógica do Sinpro.
A psicóloga da EEAA Rosimeire Dutra lembrou que as EEAA surgiram em 1968, em consonância com a época, e atuavam em parceria com equipes de saúde na identificação de alunos que precisam de diagnóstico. Com o passar dos anos, o trabalho desenvolvido foi se reconfigurando e se adequando às necessidades que foram surgindo. Entretanto, pontuou Rosimeire, o serviço ainda é visto de forma limitada.
Para o diretor do Sinpro Cláudio Antunes, “é preciso valorizar, dar condições de trabalho, mas também fazer o reconhecimento financeiro” dos profissionais das EEAA
Ela destacou que embora o apoio a alunos seja uma das ações promovidas, a atuação da EEAA é bem mais ampla: olha não apenas para os discentes, mas para a comunidade escolar, visando atender ao coletivo. “Nós continuamos repensando nossa atuação. Olhamos para a escola como um todo e pensamos como a gente pode contribuir o processo de ensino e aprendizagem”, disse.
Parceria
Já a professora da Secretaria de Estado de Educação do DF Angélica Aparecida destacou que muitas vezes há um distanciamento dos profissionais das escolas das equipes de apoio. “A gente sempre traz a discussão de que somos parceiros, mas pensando sempre na qualidade e no atendimento aos estudantes”, disse.
Entre os trabalhos que a EEAA pode desenvolver para melhoria do ensino, Angélica citou a formação continuada, o planejamento e conduções de ações envolvendo os pais/responsáveis no acompanhamento da vida escolar, além de proposições na condução do conselho de classe.
“A gente está atuando em várias frentes na escola. Temos contato com os estudantes, professores e família. A gente está em todos os espaços da escola. É um leque de possibilidades que a equipe tem de atuação”, pontuou.
Nesse sentido, Angélica ressaltou a importância de as escolas disporem de equipes completas (psicólogo e pedagogo). “Isso deve ser uma pauta de reivindicação presente em nossas discussões. A gente entende que essa equipe traz benefícios ao ensino e à escola, por isso, trazemos essa discussão como pauta de luta”, afirmou.
Semana Pedagógica do Sinpro é fundamental para fortalecer a formação continuada dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais | Foto: Joelma Bomfim
O mesmo entendimento foi compartilhado pela psicóloga Fernanda Colares, que acredita que as EEAA necessitam que todos os profissionais alcancem melhores resultados. “Quando nós não temos essa configuração, naturalmente falta uma expertise nesse contexto, fica faltando algo no desenvolvimento do trabalho”, disse.
EEAA abre diálogos
Fernanda Colares ainda pontuou que as EEAA desenvolvem uma série de diálogos com a comunidade escolar, e que essas conversas fortalecem o processo de desenvolvimento humano dentro das escolas. “Quando essas vozes são ouvidas, repercutem no processo de desenvolvimento, e fica mais possível de o processo de ensino e aprendizagem ter sucesso”, afirmou.
Fernanda falou ainda da necessidade de a EEAA desenvolver parcerias com outros órgãos e entes, em atuação de rede, buscando fortalecer o atendimento à comunidade escolar. Isso porque, segundo a psicóloga, a escola recebe diversos tipos de demandas.
“Todas as situações possíveis de realidade humana vão chegar até nós. São circunstâncias que atravessam a escola, mas que não pertencem à escola. Todos esses atravessamentos, todos esses marcadores sociais que passam por nós são nossa responsabilidade dar encaminhamento”, disse.
Valorização
O diretor do Sinpro Cláudio Antunes falou da importância da discussão e luta do Sinpro em defesa dos profissionais. “É um trabalho de equipe muito importante que qualifica o trabalho que a gente já desenvolve na escola, dando, sobretudo assistência para os professores e as professoras. O Sinpro tem, ao longo desses anos, construído pautas para o seu próprio fortalecimento. É preciso valorizar, dar condições de trabalho, mas também fazer o reconhecimento financeiro”, disse.
Semana Pedagógica
A Semana Pedagógica do Sinpro é fundamental para fortalecer a formação continuada dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, bem como para promover práticas inovadoras e alinhadas com as necessidades dos(as) estudantes.
O evento vai até esta sexta-feira (7/2), com painéis diversos. Nesta quinta-feira (6/2), a partir das 19h, o tema debatido será “Organização do trabalho pedagógico para o início do ano letivo”.
Pauta de reivindicação da educação é pauta de encontro entre CNTE e Camilo Santana
Jornalista: Luis Ricardo
Representantes da CNTE debateram com o ministro da Educação, Camilo Santana, pontos específicos da pauta de reivindicações da Confederação. A audiência foi realizada nessa quarta-feira (5/2).
Entre os pontos debatidos, estavam a Formação Profissional dos Funcionários da Educação (Programa Profuncionário); pisos salariais do magistério e dos funcionários da educação (PL 2.531/2021); implementação da Política Nacional de Formação Continuada; regulamentação do Custo Aluno Qualidade e do Sistema Nacional de Educação; e a gestão democrática nos sistemas de ensino e nas escolas.
Em relação ao Programa Profuncionário, o Ministério da Educação orçou R$ 21 milhões em 2025 para ofertar vagas emergenciais nos Institutos Federais de Educação. Segundo a CNTE, o MEC também lançará uma campanha junto às secretarias estaduais de educação para ampliar a oferta de vagas aos funcionários das redes públicas.
Sobre o Piso do Magistério, até o final de março, o Fórum do Piso concluirá a minuta de alterações nas leis 11.738 e 14.817, a fim de vincular o piso nacional aos planos de carreira de estados, DF e municípios, estimulando também os concursos públicos nas redes públicas de ensino. O objetivo é apresentar o projeto de lei ao Congresso Nacional neste primeiro semestre de 2025, para que seja aprovado até o final do ano, passando a nova lei a valer a partir de 2026.
Sobre o Sistema Nacional de Educação e Custo Aluno Qualidade (CAQ), o MEC afirmou que tem articulado a retomada do debate parlamentar sobre a temática com a nova presidência da Câmara dos Deputados. Além disso, será reativado grupo de trabalho para propor alterações aos projetos legislativos que tratam do tema
O Ministério da Educação também confirmou que trará novidades sobre a Gestão Democrática, com a realização de estudos para propor mudanças nas condicionalidades do Valor Aluno Ano, além de ampliar os critérios de repasses financeiros às redes de ensino que priorizarem esse tipo de gestão.
Lançamentos
Na próxima sexta-feira (7/2) a CNTE lançará a Campanha Nacional por Concurso Público. No mesmo dia, a Confederação lançará também o Dossiê sobre a Privatização da Educação Pública Escolar.
Para a CNTE, a valorização da educação pública e de seus profissionais deve integrar as políticas de Estado e de governo da gestão do presidente Lula. Já o enfrentamento à privatização das escolas estaduais e municipais precisa de posicionamento contrário e contundente do MEC.
Além do ministro da Educação, a audiência também contou com a participação do presidente da CNTE, Heleno Araújo; da Secretária de Formação da Confederação, Marta Vanelli; da Secretária de Finanças da entidade sindical, Rosilene Corrêa, e da Secretária de Relações de Gênero Berenice da CNTE, Darc Jacinto, também diretora do Sinpro-DF. Também estiveram presentes os titulares das secretarias de Educação Básica, Kátia Schweickardt, de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli, de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino, Maurício Holanda.
SEMANA PEDAGÓGICA DO SINPRO ABRE COM APRESENTAÇÃO DAS POLÍTICAS INCLUSIVAS DO MEC
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A Semana Pedagógica do Sinpro começou na noite dessa quarta-feira (5/2) com o debate sobre Educação Especial Inclusiva, com a Coordenadora-Geral de Estruturação do Sistema Educacional Inclusivo do Ministério da Educação, Liliane Garcez.
Primeiro dia da Semana Pedagógica do Sinpro. De amarelo, a Coordenadora-Geral de Estruturação do Sistema Educacional Inclusivo do Ministério da Educação, Liliane Garcez | Foto: Deva Garcia
A representante do MEC volta ao Sinpro seis meses após o Seminário de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, e trouxe informações sobre as políticas que voltaram a ser implementadas pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), recriada com o governo federal que assumiu em 2023.
O MEC elaborou o Plano Nacional de Afirmação e Fortalecimento da Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEEPEI), com as metas para o período de 2023 a 2026. Uma das ações do MEC foi criar a Rede Nacional de Autodefensoria contra o Capacitismo e a favor da Educação Inclusiva.
“São 80 pessoas com deficiência intelectual, síndrome de Down ou Transtorno do Espectro do Autismo, de todas as cinco regiões do país, que trazem suas vivências no combate ao capacitismo no contexto escolar e em defesa da educação inclusiva. Esse grupo é muito importante, uma vez que dialogar com pessoas com deficiência nos traz novos parâmetros de ação, pois são pessoas que quase nunca são ouvidas, mas sabem das barreiras que enfrentam para terem acesso à educação”, afirma Liliane Garcez.
Diretrizes e parâmetros de atuação
Liliane contou da dificuldade de retomar os trabalhos da Secadi, pois durante o último governo federal, o MEC se omitiu de seu trabalho, deixando estados, municípios e o Distrito Federal sem um norte.
É tempo, portanto, de elaborar diretrizes e parâmetros de atuação na educação inclusiva, caso das Diretrizes para Profissional de Apoio Escolar. Foi elaborado documento contendo perfil, atribuições e formação necessária para a atuação desse profissional. Esse documento será lançado até o fim deste mês de fevereiro.
“Justiça curricular”
O Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE) é um plano que complementa o ensino regular, enquanto o Plano Educacional Individualizado (PEI) é um plano personalizado para cada aluno. Eles se complementam, e são formas de viabilizar o acesso ao currículo a todas as pessoas. “É uma forma de justiça curricular”, explica Liliane.
Liliane afirma que, nesta gestão do MEC, o Distrito Federal recebeu 90 salas de recursos multifuncionais, num investimento de R$ 1,8 milhão. Em todo o país, no ano de 2024 foram equipadas 9.893 escolas com salas de recursos multifuncionais e bilíngues de surdos. “De 2023 a 2026, pretendemos equipar 38 mil salas de recursos, e já entregamos mais de 20 mil. A meta é garantir a cobertura de 72% das escolas públicas com materiais e equipamentos multifuncionais. Cabe às redes entender se os materiais estão sendo utilizados e organizados para que a gente tenha, de fato, um currículo cada vez mais acessível a todas as crianças com necessidades educacionais especiais”, explica.
A Semana Pedagógica do Sinpro vai até esta sexta-feira (7/2). Nesta quinta-feira (6/2), haverá duas mesas: uma com o tema “Conhecendo a Equipe Especializada de Apoio à Aprendizagem EEAA”, às 14h, e outra com o tema “Organização do trabalho pedagógico para o início do ano letivo”, às 19h. Veja a programação completa AQUI
O evento é realizado na sede do Sinpro. Também é possível acompanhar a Semana Pedagógica do Sinpro pelo Youtube do sindicato.
Professores terão desconto de 15% em hotéis credenciados em todo o Brasil
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A partir de 1º de março de 2025, e (a princípio) até 31 de março de 2026, professores(as) da educação básica terão 15% de desconto em hotéis credenciados em todo o Brasil. A iniciativa é dos Ministérios do Turismo e da Educação, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional). O acordo foi firmado na última segunda-feira (03/02), em Brasília, com a presença dos ministros Celso Sabino e Camilo Santana e do presidente da ABIH Nacional, Manoel Linhares.
Para usufruir do benefício, os professores e professoras precisarão anexar um comprovante de sua profissão no ato da reserva, podendo ser a carteira de identificação funcional ou o contracheque. Assim, terão desconto sobre a tarifa aplicada às reservas feitas diretamente nas centrais de reservas dos estabelecimentos participantes. O benefício será válido tanto para a baixa quanto para a alta temporada, abrangendo acomodações em apartamento duplo com café da manhã e sujeito à disponibilidade.
Até o momento, são mais de mil estabelecimentos de todo o país já integrados à campanha.