Letícia Mondandon, diretora do Sinpro, é a entrevistada do Educação em Destaque desta sexta (6)

O episódio #98 do podcast Educação em Destaque, que vai ao ar nesta sexta-feira (6), às 12h, entrevista Letícia Montandon, coordenadora da Secretaria de Imprensa do Sinpro-DF. Na conversa, a dirigente sindical reflete sobre os desafios de comandar uma das máquinas de comunicação sindical mais potente do Centro-Oeste: a Secretaria de Imprensa do Sinpro-DF.

Letícia sugere, por exemplo, que o sucesso para a comunicação sindical é a credibilidade que a fonte conquista diante da sua base. Acesse, assista, curta, se inscreva no canal e compartilhe o link do programa nas suas redes sociais.

EDUCAÇÃO EM DESTAQUE é um programa semanal, que vai ao ar sempre às sextas-feiras, às 12h, produzido por Destaque 61 – Assessoria e Consultoria em Educação e Comunicação.

O programa é apoiado pelo Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF);  Clínica Saberes Neuropsico; Sindicato Nacional dos Técnicos de Nível Superior da IFES – ATENS-SN; Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE); Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (PROIFES Federação); Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino no Distrito Federal (SINPROEP-DF); Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE).

Confira:

Professora Maria Dantas Filgueiras, presente!

É com imenso pesar que o Sinpro informa o falecimento da professora Maria Dantas Filgueiras. Aos 72 anos, ela se despediu de familiares e amigos nessa quarta-feira (4/12). O velório será nesta quinta-feira (5/12), das 15h às 17h, na capela 6 do Cemitério Campo da Esperança (Asa Sul). A cremação será às 17h45.

Professora Filgueiras, como era conhecida, atuou em unidades escolares do Gama, Núcleo Bandeirante e da Candagolândia. Foi gestora em várias escolas do DF, se tornando conhecida na Secretaria de Educação do DF.

O Sinpro agradece a valiosa contribuição de professora Maria Dantas Filgueiras no desenvolvimento e fortalecimento de uma educação pública de qualidade. Nos solidarizamos ainda com a família e os amigos da professora.

Professora Maria Dantas Filgueiras, presente!

Marlene Nascimento, presente!

Mulher negra, artesã e militante contra o racismo e em defesa dos direitos humanos, Marlene Nascimento se despediu de familiares e amigos nessa terça-feira (3/12), aos 74 anos. Ela deixa saudades, mas sobretudo lições de luta e sabedoria.

Marlene sempre foi resistência. Nascida em São Paulo, em uma família com grandes dificuldades financeiras, veio para Brasília já crescida, trazendo na bagagem os conhecimentos da militância no Movimento Negro de Mulheres.

Aqui, fundou o Movimento de Mulheres Negras Empreendedoras. E, como artesã, Marlene Nascimento expunha em suas peças de cerâmica e acessórios de beleza a preservação da cultura negra, uma forma de reconhecer o protagonismo do povo preto na história, dando voz e visibilidade para negras e negros.

Nos últimos anos, morou em Olhos D’agua, vilarejo de Goiás, que reúne artesãos de todas as partes do Brasil. Lá, fez amizades para a vida e inspirou muita gente a se manter firme diante as adversidades.

“Apesar de todo o sofrimento da pessoa negra neste país, Marlene tinha a sabedoria de conviver e de fazer das dificuldades a luta. Ela trazia para nós uma serenidade única. A indignação, ela mostrava na militância, na atuação, na troca”, afirma a professora aposentada Iolanda Rocha, ex-diretora do Sinpro-DF, que conviveu com Marlene e deixou eternizada sua admiração em um poema (veja abaixo).

“Que este momento seja de reconhecimento pela sua altivez, coragem, enfrentamento ao racismo, ao machismo, ao sexismo. Este é o exemplo que ela nos deixa”, traduz a integrante do Movimento Negro Unificado Jacira da Silva.

O Sinpro lamenta a perda de Marlene Nascimento, mas reconhece e enaltece sua contribuição social enquanto pessoa política. Nos solidarizamos com familiares e amigos, e desejamos que a saudade impulsione todas e todos que aprenderam com Marlene a compartilharem seus ensinamentos.

*O velório de Marlene Nascimento será realizado nesta quinta-feira (5/12), a partir das 11h, no salão da prefeitura de Olhos D’água. O sepultamento será no cemitério da cidade.

RAINHA MARLENE
Por Iolanda Rocha

Marlene, Rainha, teu nome ecoa,
Nos ventos que vêm das terras distantes.
Coroa de ouro, mas é a pele que brilha,
Cintilando a força de todas as gigantes.

Nos teus passos, a história caminha,
Pés firmes no chão de quem sempre lutou.
Filha de Dandara, irmã de Marielle,
Ancestrais que o tempo jamais apagou.

És rainha de trono invisível,
Feito de sonhos, raízes, e fé.
Cada fio de cabelo um rio de memória,
Cada sorriso, um templo de Axé.

Carregas nos ombros mil vozes caladas,
Mulheres que o mundo tentou silenciar,
Mas tua presença é resistência,
E o teu olhar, um novo despertar.

Na dança do tempo, teu nome persiste,
Marlene, a negra que os Olhos do mundo,
A ver como musa, a ver como guia,
Rainha ancestral que jamais se desvia.

Levanta teu cetro, ergue a bandeira,
De pele escura e alma inteira,
E lembra ao mundo, com força e coragem,
Que as rainhas negras escrevem a viagem.

Que a tua existência seja sempre a vitória,
Gravada em cantos, guardada em memória,
Porque, Marlene, és a continuação,
De um legado imenso, de uma revolução.

Das mulheres pretas para Marlene Nascimento, nossa musa ancestral

04/12/2024 – Dia de Iansã. Dia de Santa Bárbara.

 

CEF 02 do Arapoanga realiza 2ª Feira Cultural

No mês em que as escolas da rede pública do Distrito Federal apresentam as culminâncias dos seus projetos pedagógicos desenvolvidos durante o ano letivo, o Centro de Ensino Fundamental número 02 do Arapoanga (CEF 02 do Arapoanga) encerrou seu projeto pedagógico com a 2ª Feira Cultural. A atividade faz parte do Projeto Político-Pedagógico (PPP).

A proposta, segundo a professora de matemática Ana Paula Dias Scarcela Sousa, é ter um trabalho diversificado para os(as) estudantes. “Este ano não tivemos um tema único. Cada professor e cada professora teve a liberdade de elaborar um projeto com os alunos e as alunas, cada conselheiro e cada conselheira escolheu algo relacionado as suas aulas e trabalhou com a sua turma de Anos Finais para apresentar e, nos Anos Iniciais, as professoras e os professores regentes trabalharam os temas com seus estudantes”, explica.

Ela conta que toda a escola se envolveu. “Tanto os Anos Finais quanto os Iniciais, cada um fez a sua exposição em seu turno. Para a melhor organização da escola, pois assim, foi possível receber os pais. O projeto é feito ao longo do fim do terceiro e início do quarto bimestre. Alguns professores e algumas professoras trabalham de forma interdisciplinar, quando ‘casa’ com o projeto”, explica.

A segunda edição da Feira Cultura ocorreu no dia 22/11. “Começou com a apresentação, no pátio, da coordenadora, depois foram abertas as salas de aula, em que estavam as exposições. Os estudantes e as estudantes, bem como os pais, as mães e responsáveis puderam visitar as salas e interagirem com os colegas e as colegas. E, para o encerramento, tivemos um desfile de diversidade, não somente, contemplando a cultura negra, mas todas as “diversidades” dos nossos alunos e nossas alunas, que quiseram trazer o samba, pagode, sertanejo, para o desfile. A tarde, da mesma forma, tivemos a abertura e as salas foram abertas para visitação dos alunos e alunas e de seu pais, mães e responsáveis”, contou a professora.

Ana Paula também disse que, a ideia principal do projeto é motivar os estudantes e as estudantes a trabalharem o que não é possível em sala. “Temos vários e várias estudantes que fazem desenho, trabalham com áudio visual e eletrônica, cantam, escrevem e apresentam peças, então, valorizamos esse e outras ações até para descobrimos muitos talentos durante o processo”, finaliza.

CEM 804 do Recanto das Emas realiza culminância do Voz na Escola

 

O Centro de Ensino Médio número 804 do Recanto das Emas (CEM 804 do Recanto das Emas) mobilizou a escola para a realização, na quinta-feira (21/11), do projeto “Voz na Escola” – um duelo de rimas entre estudantes que já são MCs com outros(as) MCs da comunidade. Idealizado por Juliana Soares, professor de história da escola, o projeto promove reflexões e debates com os(as) estudantes por meio de batalhas de rima.

O evento do dia 21/11 contou com a participação de MCs do Distrito Federal e estudantes da comunidade, além de artistas reconhecidos no cenário brasiliense e nacional, como MC Raika, Milhouse, Keize, Guilherme GP, J. Cardoso, entre outros. Também foram realizadas oficinas de grafite, desenho e outras atividades artísticas.

“Esse projeto foi possível graças ao envolvimento dos e das estudantes, das professoras e professores do CEM 804, das coordenadoras e coordenadores, supervisoras e da direção da escola, representada por Luiz e Everton Lira”, informa a professora Juliana Soares. Ela diz que o CEM 804, em parceria com o Voz na Escola, ofereceu também certificação de participação no projeto às(aos) estudantes e MCs como forma de contribuição e valorização da cultura local e nacional.

O Voz na Escola

Desde 2022, o projeto  “Voz na Escola” está circulando escolas e na comunidade. “Foi realizado em diversas escolas do Recanto das Emas, comunidade local, e, atualmente, no CEM 804, vem sendo realizado na escola o ano todo, com a culminância no Mês da Consciência Negra. “No Novembro Negro buscamos dar visibilidade aos artistas com foco no hip hop e nas batalhas de rima da escola e da comunidade. Este ano, estudantes e batalhas de rimas do Recanto das Emas foram convidados e foi proveitoso discutir sobre a temática e educação antirracista a partir do hip hop, batalhas de rimas e rap”, afirma Juliana.

Na avaliação dela, “o projeto cresceu e vem contribuindo na vida dos jovens e estudantes da comunidade, pois é uma forma de aprender sobre diversos temas como racismo, violência contra a mulher, LGBTQIAPN+fobia, sexismo, dentre outros, a partir da música. O projeto tem sido abraçado pela comunidade e os estudantes têm apresentado cada vez mais interesse pelo movimento hip hop, rap e batalha de rimas”, finaliza.

CIL do Recanto das Emas leva artista cubana a 1º Festival da Consciência Negra

O Centro Interescolar de Línguas do Recanto das Emas (CIL Recanto das Emas) realizou, no sábado (23/11), a culminância do projeto “Por uma educação linguística antirracista”. A culminância, que começou no dia 8 de novembro, contou com a participação internacional da artista cubana Dya Valdes. O avô da artista foi um dos fundadores da famosa banda “Buena Vista Social Club”, grupo renomado da música cubana.

A proposta é promover o debate racial durante todo o ano letivo em sala de aula. A culminância desta primeira edição começou no dia 8 de novembro, com um evento denominado Novembro Negro, com a participação especial da artista cubana Dya Valdes. Idealizadora do projeto, a professora de espanhol Amanda de Paula conta que a culminância foi realizada em parceria com o CEF 306, o qual expôs trabalhos de seus estudantes enquanto, o CIL, organizou a programação com oficinas, palestras, shows e workshops.

Amanda conta que “a equipe da direção, professoras Karol Fortes, Cristiane Akemi e Graziele apoiaram o projeto e todas as professoras e professores da escola abraçaram a causa”, afirma. Durante o semestre, houve coordenações pedagógicas temáticas. Os(as) estudantes desenvolveram trabalhos artísticos e, dentre eles, destacam-se os do estudante e artista Anjelo Art, que fez uma sala de exposições de sua arte e trabalho.

O evento também contou com as personalidades MC Hate, rapper do Recanto das Emas, as cantoras Débora Sasb e Luana Viana, acompanhadas do músico Felipe. Houve ainda aula de dança Charme, com o grupo In the hood CIA. Também houve o Fit Hit, com a professora e instrutora Lene Launé. Além dessas atividades artístico-culturais, foram realizadas rodas de conversa em francês, com o grupo Afrikanus; em espanhol, com a professora-doutora Janaína Soares, da Universidade de Brasília (UnB); e em inglês, com o professor-doutor em linguística Francisco Amorim.

Compareceram também ao evento as Empreendedoras do P Norte, grupo de mulheres que buscam a emancipação financeira e econômica de pessoas em vulnerabilidade. As empreendedoras Marina e Milena, conhecidas como Afro Hermanas, realizaram uma oficina de tranças. A artista e professora Lidi Leão fez a oficina de abayomi. A professora Waneska Gomes elaborou a oficina de turbantes. O artista e professor Lucas Ramalho fez uma oficina de percussão e, ao fim, foi realizado um minishow com os estudantes.

O professor de inglês do CIL, Lúcio, fez uma exposição do trabalho de seus estudantes, desenvolvido durante o semestre. A poetisa artista e professora Lilian realizou também a oficina de poesia, na qual os(as) estudantes expressaram muito bem arte e escrita. “O evento foi marcado por muito debate e histórias sobre o povo negro. A educação antirracista precisa chegar para os centros de línguas, é uma necessidade urgente”, finaliza a professora Amanda.

Nota de pesar | Cláudio Lopes Rodrigues

O Sinpro informa, com grande pesar, o falecimento do professor Cláudio Lopes Rodrigues, aos 52 anos, nessa segunda-feira (2/12), na UPA de Águas Lindas. O velório será realizado nesta terça-feira (3/12), a partir das 15h, na Capela 07, Centro Ecumênico do Cemitério Campo da Esperança de Taguatinga. O sepultamento será às 17h30.

Divorciado, o professor deixa duas filhas e quatro netos. Ele era da Coordenação Regional de Ensino de Ceilândia e dava aula na Escola Classe 31 (EC 31). O Sinpro presta toda solidariedade às(aos) familiares e amigas(os) neste momento de dor.

Sinpro realiza reunião com representantes das escolas de ensino médio e define próximos passos para esse debate

Na quarta-feira, 27 de novembro, o Sinpro reuniu representantes das escolas de ensino médio da rede pública do DF para debater a construção do Novo Ensino Médio e traçar a estratégia do movimento sindical para tratar do tema.

A implementação do novo sistema começará em 2025, para estudantes do 1º ano. Em 2026, ele será ampliado para estudantes do 2º ano e, em 2027, também para o 3º ano. Além disso, as diretrizes curriculares serão revistas e os itinerários formativos mais elaborados.

Na reunião, foram ouvidos e discutidos os problemas recorrentes das unidades escolares que implementaram a reforma desta etapa de ensino. Esses debates se somarão às contribuições para a elaboração dos Parâmetros Nacionais para a Oferta dos Itinerários Formativos, documento que deve ser apresentado pelo Conselho Nacional de Educação e pelo MEC até março de 2025.

 

Breve histórico

O contexto da reforma do ensino médio é o golpe de 2016. O documento “Ponte para o Futuro”, apresentado pelo MDB capitaneado pelo então vice-presidente Michel Temer em 2015, já expressava algumas das concepções que depois, no governo golpista, se materializariam na medida provisória 746/2016 e, depois, a lei 13.415/2017, que estabeleceram o “novo” ensino médio (NEM).

A proposta se baseava em princípios ditados pelo Banco Mundial. Com a reconfiguração do Conselho Nacional de Educação (CNE), dentro da nova dinâmica pós golpe, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) também foi aprovada seguindo aqueles critérios, e os itinerários “formativos” jamais foram regulamentados.

A implantação do NEM foi, como era previsível, bastante heterogênea. Houve resistência de alguns estados, que buscavam afirmar outra concepção de educação; em outros casos, incompatibilidade técnica e/ou pedagógica com a oferta dos itinerários. A lógica privatista ganhou força, e pôde ser notada especialmente por meio da expansão dos cursos técnicos e da Educação à Distância (EAD).

Durante todo esse período, os movimentos sindicais e sociais da educação impuseram resistência, e, quando da eleição de Lula, em 2022, foi possível interromper aquele processo. A consulta pública realizada em 2023 foi um marco, e apontou aspectos muito importantes que, depois, foram contemplados no projeto de lei (PL) proposto pelo atual Ministério da Educação.

Esse PL ainda tinha problemas em relação à proposta dos movimentos, porém, num contexto de redemocratização do CNE e com as conferências de educação, foi possível construir um projeto que revertesse alguns dos enormes prejuízos que a lei 13.415/2017 trazia e avançasse na direção de uma educação emancipadora.

Depois de uma disputa fragorosa no Congresso Nacional, o Presidente Lula sancionou a lei 14.945/2024. Muitas das mudanças positivas que tinham sido feitas pelo Senado foram descartadas quando a matéria voltou à Câmara dos Deputados, resultando numa lei que ameniza parcialmente os efeitos do Novo Ensino Médio (NEM) lançado no governo golpista de Michel Temer, mas fica aquém do que é necessário para fortalecer a educação pública e a igualdade de oportunidades para os estudantes em situação de maior vulnerabilidade.

>>> Leia mais: Lei 14.945/24, que reforma o ensino médio, foi sancionada com um veto

 

Novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio

No último dia 13 de novembro, o CNE divulgou nova resolução, atualizando as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e estabelecendo orientações gerais para os itinerários formativos. Em determinado trecho, a resolução aponta que o Ensino Médio deve prover “a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, nas diferentes áreas do conhecimento e no ensino de cada componente curricular.”

Esse é um tema fundamental sobre o qual os movimento da Educação devem se debruçar. O CNE tem prazo até 31 de dezembro para normatizar os itinerários formativos, e haverá espaço para uma regulamentação regional também. A luta pela revogação da BNCC em vigor deve ganhar força, já que, agora, ela está em desconformidade com os novos parâmetros estabelecidos pela lei 14.945/24.

A partir dos debates nacionais, será o momento de discutir qual a proposta pedagógica será implementada no Ensino Médio do DF. As diretrizes gerais dão essa autonomia e protagonismo às regiões, materializando a gestão democrática. Portanto, esse debate ganhará muita importância nos próximos meses, e o Sinpro estará atento, em diálogo com a categoria.

 

Encaminhamentos

A reunião do Sinpro com representantes das escolas de Ensino Médio do DF tirou alguns encaminhamentos importantes:

1. Construção do Fórum Permanente de debate do Ensino Médio;
2. Realização de reuniões descentralizadas por regional de ensino;
3. Realização de um seminário para aprofundar o debate sobre as diretrizes nacionais e os parâmetros a serem estabelecidos no DF.

Acesse AQUI o álbum de fotos da reunião.

MATÉRIAS EM LIBRAS

Trabalhadores do Sinpro juntos no combate à violência contra as mulheres

Maria Cristina dos Santos trabalha no Sinpro há 28 anos, quase metade de toda a sua via. Defensora de um mundo onde as mulheres sejam respeitadas e valorizadas, Cris, como é conhecida, mobilizou os funcionários e as funcionárias da sede do Sinpro no dia 25 de novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres.

Ela passou de sala em sala, chamando homens e mulheres para uma foto com a camisa da campanha “Faça Bonito com o Sinpro”, que combate o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. “Não é porque é homem que não pode estar com a gente (as mulheres) na luta. Todo mundo tem que estar envolvido nessa”, afirma a funcionária.

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF), em 2023, das 711 vítimas de estupro de vulnerável, 80,5% tinham menos de 14 anos.

Para Maria Cristina dos Santos, o Sinpro não teria a força que tem se os funcionários não estivessem engajados na luta. “Eu faço questão de estar com os materiais do Sinpro em todo lugar. É importante a gente divulgar”, diz a trabalhadora que, literalmente, veste a camisa do Sindicato.

Para a diretora do Sinpro Mônica Caldeira, o sentimento é de “orgulho”. “Para nós, é definitivo ter funcionárias e funcionários que estão conectados com as nossas pautas. São elas e eles que, no dia a dia, recebem nossa categoria, que produzem tudo aquilo que a gente precisa para colocar a luta em prática”, avalia.

25 de novembro

O Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, realizado em 25 de novembro, compõe o calendário dos 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. No Brasil, a campanha começa no Dia 20 de novembro (Dia de Zumbi, Dandara e da Consciência Negra), para marcar a dupla violência sofrida pelas mulheres negras, e vai até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

 

CED Darcy Ribeiro realiza culminância na Semana da Consciência Negra

A cultura e a história afro-brasileiras deram o tom às atividades pedagógicas do Centro Educacional Darcy Ribeiro (CED Darcy Ribeiro) entre os dias 18 e 22 de novembro. Estudantes, professores(as), direção e técnico-administrativos(as) mergulharam nas realizações da Semana da Consciência Negra, cuja culminância ocorreu na sexta-feira (22), com a palestra “Onde mora o seu preconceito?”, do educador popular Amarildo Carvalho de Souza.

Além de cumprir as orientações das Lei nº 10.639/2003, a escola mobilizou sua comunidade com o objetivo de promover a igualdade racial e valorizar as contribuições da população negra. Durante a semana, foram realizadas diversas atividades, como apresentações de trabalhos acadêmicos, oficinas – de leitura, música, Teatro do Oprimido etc. –, palestras, apresentação de filme, karaokê, dentre outras ações. Pela manhã, cada turma apresentou trabalhos sobre o tema, com um cronograma de visitação entre as turmas.

À tarde, professores(as) ministraram oficinas temáticas, com inscrição prévia, além de uma exposição fotográfica intitulada “Negras e Negros na Escola”, sob orientação da professora Letícia.À noite, os alunos realizaram uma degustação de doces típicos de países africanos, após pesquisar, elaborar e produzir os pratos. O evento culminou na sexta-feira, dia 22 de novembro, com uma palestra do historiador Amarildo, que fez um resgate histórico da identidade negra e discutiu dados do DIEESE e CODEPLAN sobre desigualdade racial, destacando contrastes entre contextos nacional e distrital.

“A Semana da Consciência Negra é um projeto que ocorre anualmente na escola há mais de 15 anos. Está presente em nosso Projeto Político-Pedagógico (PPP). O evento é fruto dos trabalhos realizados e dos assuntos debatidos em sala ao longo do ano. O nosso público é composto por alunos (maioria) de baixa renda do Paranoá, Paranoá parque e Itapoã”, informa o professor de matemática, Vinicius Elias da Costa. Ele diz que, como complemento das ações do matutino, houve apresentação musical dos(as) professores(as) e concurso de trança afro para os(as) estudantes.

O CED Darcy Ribeiro do Paranoá oferta do 6º ao 9º Ano dos Anos Finais do Ensino Fundamental no turno matutino, com estudantes na faixa etária de 11 a 15 anos, e, do 1º ao 3º Ano do Ensino Médio regular nos turnos vespertino e noturno com estudantes de faixa etária dos 15 anos para cima.

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