O Sinpro informa, com grande pesar, o falecimento da professora Vaneide da Silva Borges Bueno, nessa quarta-feira (27), no Hospital Sírio-Libanês, após uma intensa luta contra um câncer. Ela era aposentada e faleceu aos 67 anos. O velório e o sepultamento foram realizados nessa quinta-feira (28), no Campo da Esperança da Asa Sul.
O Sinpro presta toda solidariedade às(aos) familiares e amigas(os) neste momento de dor.
Comissão Geral na CLDF debaterá militarização nesta quinta (28)
Jornalista: sindicato
O Sinpro mobiliza todas e todos para a comissão geral que debaterá a militarização de escolas públcias no DF. O evento é realizado em parceria com o mandato do deputado distrital Gabriel Magno (PT-DF), e acontece na próxima quinta-feira, 28 de novembro, às 15h, no Plenário da CLDF.
A militarização é um tema que impacta diretamente a comunidade escolar e o futuro da educação pública, e suas consequências já têm sido verificadas. Precisamos debater os efeitos dessa política e buscar caminhos que fortaleçam uma educação democrática, inclusiva e de qualidade.
A comissão geral proporcionará um debate que visa a fortalecer uma escola que respeite a diversidade, valorize os profissionais da educação e atenda às reais necessidades dos estudantes.
🗓️ 28 de novembro | Quinta-feira
⏰ 15h
📍Plenário da CLDF
Revista Xapuri comemora 10 anos com homenagem a Athos Pereira
Jornalista: Maria Carla
A edição 121º da Revista Xapuri impressa e eletrônica já está disponível. Neste novembro, a revista completa dez anos e, nada mais justo e próprio de uma edição comemorativa, que esta edição celebre sua primeira década e honre a vida de um dos ícones da resistência: Athos Pereira, jornalista, militante e um dos fundadores do PT. Ele participou da construção da democracia do Brasil e, ao falecer em agosto deste ano, deixou um legado de trabalho incansável por um País melhor e mais justo.
Dentre outras matérias, a revista apresenta o conteúdo do Sinpro com o título “Nossa luta, nossa vitória”. A edição traz uma série de reportagens trazendo o jornalista como exemplo de luta e centelha de inspiração para a resistência. Das grandes contribuições de Athos Pereira para a atual jornada de luta e de resistência, vale destacar que a receita é seguir sonhando, seguir lutando. “Na verdade, seguir esperneando, como foi, até o fim, o existir deste nosso companheiro”, informa Zezé Weiss, jornalista e editorada Revista Xapuri.
Ela diz ainda que “os mais de 100 depoimentos colhidos por sua companheira Thais, nossa jornalista responsável desde as primeiras edições, ou a nós enviados por seus familiares, suas amizades e seus camaradas, traçam o perfil de um companheiro que, em vida, fez o que tinha que ser feito: travou o bom combate, sempre! “Celebremos, pois, o legado de Athos Pereira. Gostando da revista, curta, comente, compartilhe em suas redes sociais”, convida a jornalista.
CEF 405 Sul realiza culminância com Mostra Cultural
Jornalista: Maria Carla
O Centro de Ensino Fundamental da 405 Sul de Brasília (CEF 405 Brasília) finalizou, no dia 22 de novembro, sua terceira edição da Mostra Cultural sobre o Mês da Consciência Negra. A atividade é um projeto pedagógico, que, há 3 anos, tem mobilizado professores(as), gestores(as), comunidade escolar e, sobretudo, estudantes numa produção acadêmica que atende à Lei 10.639/2003, a qual incluiu no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira.
A Mostra Cultural é a culminância do projeto que envolve estudantes de 8º e 9º Anos e é apresentada pelos(as) professores(as) de arte, história, matemática, português e educação física, com um grande “Show de Talentos”. “Trata-se de um evento amplo e complexo que se une ao planejamento curricular para ser desenvolvido. Esta edição aconteceu no período matutino no pátio da escola. Tivemos apresentações de musicais, recitações de poemas e dança, apresentação de podcast (transmissão) sobre abolição, gráficos matemáticos sobre herança africana e exposição de todos os trabalhos feitos durante o ano sobre movimentos artísticos em que, nos últimos horários, abrimos a exposição para a comunidade para que todos pudessem apreciar os seus trabalhos”, informou Luiza Regina, professora de arte.
Ela conta que, durante a realização do projeto, são gerados vários temas todos em concordância com o currículo escolar para que este possam ser organizados, trabalhado e executado na mostra cultural. O trabalho abraça a equipe de professores(as) e tem como protagonista os nossos e as nossas estudantes. No total, oito turmas de 8⁰ e 9⁰ Anos realizam os trabalhados acadêmicos, cuja exposição de arte mostra os movimentos artísticos e o projeto de leitura conjunta com artes visuais, o uso da música e dança.
“Na arte que inspira: somos todos iguais. A exposição apresenta uma amostragem da multiplicidade, da diversidade e da singularidade do mundo da arte, que comporta, de modo não excludente, as variadas formas de manifestação artística”, explica a professora.
Ela informa que todos os trabalhos foram feitos no decorrer de cada bimestre sobre os movimentos artísticos (desenhos, colagem, pintura). “São separados e organizados para serem expostos. O Show de Talentos teve uma preparação com ensaios todos os dias durante o quarto bimestre, apresentando recitações de poemas feitos pelos alunos e pelas alunas, uso de instrumentos musicais e dança”, finaliza.
Agendas Sinpro 2025 já estão disponíveis para professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as)
Jornalista: Alessandra Terribili
A Agenda Sinpro 2025 está disponível para professores(as) e orientadores(as) educacionais filiados(as) a partir desta quarta-feira, 27 de novembro, na sede e nas subsedes da entidade no horário comercial, de 8h a 17h. Para retirar a sua, basta apresentar a carteirinha – inclusive a digital, que pode ser acessada pelo app do Sinpro.
Neste ano, o tema da agenda é “Cuidar da Educação é Construir o Futuro!”. Com isso, o Sinpro traz para o centro das reflexões a questão da violência nas escolas, a agressão contra profissionais do magistério, que precisa ser combatida e exterminada.
No texto de apresentação da agenda, o sindicato aponta que a sociedade tem se tornado mais violenta, os discursos de ódio ganham eco desde as profundezas da internet, e vemos muitos se orgulharem da própria intolerância. Todo esse contexto se reflete na escola. Mas acontece que essa violência não é nossa, essa violência não é da escola.
A escola é lugar de questionar: o mundo não precisa ser assim. Precisamos acolher a diversidade e fortalecer laços de amizade, fraternidade e empatia. Afinal, na escola, constroem-se lembranças que durarão para sempre! Que elas sejam belas!
A agenda está em preto e verde, que são as cores da nossa campanha salarial 2024.
Mais uma vez, o Sinpro-DF oferece um planejador, mais do que uma simples agenda. No mesmo caderno estão disponíveis espaços para anotações e planejamentos, além de outras informações, como calendários, telefones úteis e um histórico de lutas da categoria.
Venha retirar a sua! A entrega será suspensa dia 20 de dezembro, por causa do recesso de Natal e Ano Novo, e retomada a partir do dia 06 de janeiro de 2025.
Escola Zilda Arns atua pelo combate ao preconceito
Jornalista: Vanessa Galassi
A Semana da Diversidade, Cultura e Igualdade da Escola Zilda Arns no Itapoã foi marcada por palestras, debates e atividades culturais nesse 19 de novembro.
Com a participação de toda a comunidade escolar, foram abordadas questões como a história do povo afro-brasileiro e a história de Salvador; racismo estrutural; desafios do combate ao preconceito racial; educação inclusiva e capacitismo; gênero e preconceito linguístico.
A Diretora de Implantação e Acompanhamento de Políticas em Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Justiça, Thais Dias, também participou do encontro com a palestra “Os desafios para o combate ao preconceito contra as mulheres”.
A atividade interdisciplinar da Escola Zilda Arns, que também engloba o Dia de Zumbi ainda realizou roda de capoeira, peça teatral e jantar com a culinária nordestina.
O Sinpro avalia que atividades como a realizada pela unidade escolar promovem a conscientização e se somam às iniciativas de construção para um mundo mais justo.
Projeto “Saúde Sexual em Libras” será lançado na Biblioteca Demonstrativa
Jornalista: Maria Carla
A Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles (BDB), situada na 506/507 Sul, em Brasília, será o palco, nesta sexta-feira (29), a partir das 19h, do lançamento oficial do projeto “Saúde Sexual em Libras”. A iniciativa é conduzida pelo Grupo Estruturação e com o apoio do Fundo Positivo, cujo objetivo é o de fornecer informações cruciais sobre saúde sexual para a comunidade surda, abordando prevenção ao HIV e outras doenças Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
A ideia é combater a desinformação que cerca o tema das doenças sexualmente transmissíveis para reduzir estigmas negativos e preconceitos, que, muitas vezes, silenciam debates essenciais sobre a sexualidade. Durante o mês de dezembro, serão divulgados 15 vídeos produzidos, especificamente, para a comunidade surda. Todos abordarão temas como as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) — incluindo sífilis, HPV e hepatites B e C — e tratarão de questões relacionadas aos estigmas comuns sobre o HIV, que, frequentemente, resultam em discriminação e impacto negativo na saúde mental daqueles que convivem com o vírus.
A iniciativa também se destaca pela representatividade: todas as etapas da produção contam com a participação ativa de pessoas surdas, especialmente, com membros do núcleo de surdos LGBTQIAPN+ do Grupo Estruturação. Além disso, o coordenador do projeto vive, abertamente, com HIV, reforçando a importância de uma comunicação inclusiva e transparente.
Entre os temas de destaque nos vídeos, destaque para os métodos de prevenção, como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que ainda são pouco conhecidos, até mesmo entre a população não-surda. A barreira linguística e a falta de atenção direcionada à comunidade surda têm contribuído para a falta de informação e o projeto “Saúde Sexual em Libras” surge, justamente, para preencher essa lacuna, promovendo educação e diálogo inclusivos.
O lançamento é parte da programação cultural da Biblioteca Demonstrativa, do Ministério da Cultura, que busca fortalecer a inclusão e a acessibilidade em diversos aspectos da vida cultural e informativa da sociedade.
Sobre a programação cultural da BDB
A programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles é realizada por meio do Termo de Colaboração nº 950548/2023, celebrado entre o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Formação Cultural, Livro e Leitura (Sefli), e o Instituto Incluir, uma organização da sociedade civil. Fundada em 1970, e localizada em Brasília, Distrito Federal, essa instituição tem caráter público federal.
Com a missão de ser uma biblioteca experimental que promove novos paradigmas de normatização e disseminação de boas práticas no campo das bibliotecas públicas, a BDB Maria da Conceição Moreira Salles busca sempre estar na vanguarda. Além disso, ela desempenha um papel fundamental na democratização do acesso à leitura, na formação de novos leitores, na promoção da literatura brasileira e na contribuição para o aprimoramento dos profissionais que atuam em todo o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP).
Texto de Paola Cunha – BDB Cultural com edição do Sinpro-DF
CEMAB realiza culminância da Mostra Africanidades e Povos Originários
Jornalista: Maria Carla
O Centro de Ensino Médio Ave Branca (Cemab) de Taguatinga Sul realizou, nos dias 11, 13, 19 e 21 de novembro, a culminância da edição 2024 do projeto Africanidades e Povos Originários. A mostra faz parte do Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola há alguns anos, tendo sempre o dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, como data de culminância. O tema deste ano foi “Raízes e ressonâncias: celebrando culturas e histórias conectadas”. Clique no link no final desta matéria e confira o álbum de fotografias no Facebook do Sinpro-DF.
“Na semana passada, nossa escola realizou a Mostra de Africanidades e Povos Originários, um evento que celebrou a riqueza cultural e histórica das culturas africanas e indígenas e suas profundas influências na formação da sociedade brasileira. A atividade foi um marco na promoção da diversidade e do respeito, envolvendo a comunidade escolar em apresentações artísticas, exposições interativas e debates”, afirma Ingrid Duarte, professora de física e supervisora pedagógica da escola.
Ela conta que os(as) estudantes se destacaram pela criatividade e dedicação, trazendo reflexões sobre identidade, ancestralidade e o combate ao preconceito. Professores(as) e colaboradores(as) contribuíram com projetos inovadores e oficinas dinâmicas, tornando a experiência enriquecedora para todos os participantes. “O evento evidenciou a importância de práticas pedagógicas inclusivas e multiculturais, reafirmando o papel da escola como espaço de valorização das diferentes identidades que compõem nosso País”, disse.
O projeto é uma atividade acadêmica com o propósito de pôr em curso a temática das africanidades, segundo o que determina a Lei nº 10.639/2003, e a dos povos originários, conforme recomenda a Lei nº 11.645/2008. Ambas as leis tornaram obrigatório o estudo da história e cultura indígena e afro-brasileira nos estabelecimentos de Ensino Fundamental e Médio do País. Antônio Ahmad, professor de história do Cemab e participante como coordenador da Turma do 2º MA, diz que, com o projeto Africanidades e Povos Originários, a escola aplica em todas as turmas as duas leis e os trabalhos envolvem os temas da afrodescendência e dos povos originários que permeiam toda a sociedade brasileira.
“A pegada pedagógica do projeto é justamente trabalhar as leis, as africanidades, a educação antirracista, relações humanas, as questões afrodescendentes, o respeito e o não ao preconceito sobre todas as formas, principalmente, ligada às questões afro e indígenas, restabelecendo as relações humanas e sociais”, explica o professor.
O Africanidades e Povos Originários é realizado todo ano e faz parte do Projeto Político-Pedagógico da escola. Como é feito todo ano, ele é desenvolvido nas salas de aula. Cada uma das 56 turmas, sendo 28 vespertinas e, 28, matutinas, aborda uma temática ligada às africanidades e dos povos originários. Em todas as atividades, há participação de todos(as) os(as) estudantes, professores(as) orientadores(as) e professores(as) avaliadores(as) e da direção da escola. Parte da nota é dada pelos(as) professores(as) orientadores(as) e, parte, pelos(as) professores(as) avaliadores(as).
O projeto é interdisciplinar e transversal, que vale um ponto na nota do turno matutino e, dois pontos, no turno vespertino, para todas as disciplinas no quarto bimestre. “Ele conta com uma ampla interdisciplinaridade do conteúdo, do trabalho feito, cuja culminância é a exposição na sala de aula”, conta Ahmad. Ele informa que “a participação de toda a escola movimenta o projeto. Todos(as) dos(as) professores(as) orientadores(as) e avaliadores(as) também participam, além de todos(as) os(as) estudantes, demais professores(as), que visitam os estandes e valorizam as apresentações”.
As apresentações ocorrem depois de os(as) estudantes realizarem, durante 30 dias, a preparação da mostra. Esse conteúdo é produzido sob a orientação dos(as) professores(as) com a abordagem dos temas. Na opinião do professor Ahmad, esse projeto é positivo porque, uma das qualidades, é reunir estudantes, professores(as) e toda escola em torno de um tema vibrante e necessário que são as africanidades e os povos originários.
“Além disso, ele vale nota para todas as disciplinas tanto no vespertino como no matutino. São 28 turmas de manhã e, 28, à tarde. Há um ganho pedagógico, há uma valorização e há uma discussão do tema com relação aos alunos, que passam a enxergar o projeto como uma questão importante da data, do Dia da Consciência Negra, o dia 20 de novembro, ou seja estabelecer a conexão do projeto enquanto trabalho e que tem perspectivas para ir melhorando. Cada ano criando novidades, inovações. Tudo isso é importante dentro dessa característica.
Histórico
A mostra Africanidades e Povos Indígenas faz parte do PPP da escola há alguns anos. No início, ele aborda estritamente o 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, mas foi tomando corpo e acabou se tornando uma mostra cultural envolvendo a temática de africanidades. Nos últimos anos, segundo o professor Ahmad, ela vem sendo aplicada com essa relação desse projeto transversal que estrutura explicitamente essa proposta pedagógica envolvendo o tema da africanidades.
CEF Polivalente é campeão da 7ª Olimpíada de Matemática do DF
Jornalista: Maria Carla
O Centro de Ensino Fundamental Polivalente (CEF Polivalente) de Brasília foi campeão na Olimpíada de Matemática do Distrito Federal. A escola recebeu a distinção no dia 9 de novembro, no Auditório do Museu da República, durante a 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (21SNTC), principal evento de divulgação científica do Brasil, realizado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI), que aconteceu em Brasília, entre os dias 5 e 10 de novembro. Confira as fotos da premiação nas redes digitais do Sinpro-DF. Acesse o link do álbum no final deste texto.
Aurea Satomi Sone, professora de ciências da natureza e diretora da escola, informou que toda a equipe da escola recebeu a notícia com imensa honra, alegria e satisfação. Ela disse que, este ano, a escola recebeu 20 medalhas na Olimpíada de Matemática do Distrito Federal (OMDF), sendo três de ouro; cinco, prata; 12, bronze. Desde 2019, Aurea é a professora representante das Olimpíadas de Ciências da escola e, este ano, assumiu as Olimpíadas de Matemática.
Ela conta que, além das medalhas na OMDF, a escola também foi premiada na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC), na qual recebeu seis medalhas de ouro; uma, de prata; e, sete, de bronze. Desde o início do ano letivo de 2024, os(as) estudantes foram motivados(as) pelos(as) professores(as) a participarem das Olimpíadas do Conhecimento/Científicas. Este ano, participamos da Olimpíada de Matemática do DF (OMDF), da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC), da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), da Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE) e da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Esta última ainda está em andamento”.
Ela explica que durante o ano, cada professor(a) desenvolve o seu trabalho de motivação e estudo com a resolução de provas das olimpíadas nos anos anteriores para colocar os(as) estudantes em contato com o estilo e complexidades das provas do torneio. O CEF Polivalente tem um histórico de vitórias nessas competições. “Já recebeu outras premiações da OMDF, em 2023 e 2022, e tem uma história de destaque nas olimpíadas de Ciências e Matemática com conquista de medalhas e premiações”, afirma Aurea.
Este ano, a equipe gestora anunciou a vitória pelas redes sociais, com um texto de elogio e agradecimento a toda a comunidade escolar. “Querida comunidade escolar, é com imenso orgulho e alegria que anunciamos a conquista dos nossos alunos na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC)! O talento, a dedicação e o empenho dos nossos estudantes brilharam intensamente, resultando em um verdadeiro espetáculo de conquistas: seis medalhas de ouro, uma, de prata; e, sete, de bronze! Cada medalha é um símbolo de esforço, dedicação e superação”.
No texto, a equipe agradece a todas as pessoas que contribuíram para esse sucesso: “À professora Jamile, juntamente com os professores Vinícius, Carla, Ana Virgínia e Karina, formaram uma equipe comprometida que inspirou e orientou nossos estudantes ao longo dessa jornada. Seu apoio e dedicação foram essenciais para o desenvolvimento e a confiança dos estudantes na competição […] Essas conquistas reafirmam nosso compromisso com uma educação de qualidade e nos enchem de alegria. Parabéns aos nossos medalhistas e a todos os envolvidos! Que essas vitórias sejam apenas o início de uma trajetória brilhante”.
Na mensagem à comunidade escolar, a equipe gestora do CEF Polivalente informou, ainda, que, “como instituição pública, abraçamos a diversidade e nos dedicamos a reduzir as desigualdades que desafiam o aprendizado. De portas sempre abertas, acolhemos nossos estudantes e os incentivamos a perseguir seus sonhos. Além de promover uma educação integral, encorajamos a participação em olimpíadas do conhecimento, proporcionando experiências acadêmicas enriquecedoras”, informa o texto da equipe gestora da escola e mensagem divulgada nas redes sociais.
E completou elogiando a atuação dos(as) educadores(as) e as famílias dos(as) estudantes: “Hoje, celebramos essa conquista, e devemos essa honra aos nossos educadores, que, incansavelmente, buscam diariamente formas de inspirar nossos alunos e promover uma educação pública, gratuita e de qualidade. Agradecemos também às famílias dos estudantes que estão engajadas em motivá-los e mostram o caminho de valorização dos estudos como possibilidade de mudança social”.
Homenagem ao Mestre Antônio Modesto Neves da Cunha
Na ocasião, a OMDF homenageou o professor e mestre Antônio Modesto Neves da Cunha pelas conquistas de medalhas para o CEF Polivalente. Ele é professor de matemática dos 6º Anos. No texto em homenagem a ele, a equipe gestora o agradeceu e reconheceu seu trabalho na escola.
“Ao nosso mestre Antônio, que há muitos anos se dedica com amor e competência ao CEF Polivalente. Sua paciência e profissionalismo são exemplos inspiradores para toda a comunidade docente. E reconhece que o professor tem uma trajetória toda marcada “por um compromisso inabalável com a educação pública de qualidade. Seu carinho e dedicação aos estudantes refletem-se no sucesso e na formação integral de cada um. Nos sentimos honrados em trabalhar ao lado de quem enriquece nossa escola, e seu legado é motivo de orgulho para todos nós. Agradecemos por cada ensinamento e por ser uma fonte constante de inspiração. Equipe Gestora do CEF Polivalente”.
CED 06 de Taguatinga Norte finaliza edição 2024 do Africanidades
Jornalista: Maria Carla
Termina nesta sexta-feira (22) a semana de culminância do projeto Africanidades do Centro Educacional nº 06 de Taguatinga Norte (CED 06 de Taguatinga Norte). A culminação do projeto começou na segunda-feira (18), com a participação intensa de todas as turmas, estudantes e disciplinas, a edição deste ano, cujo tema foi “Semana da Consciência Negra: Eu sou porque nós somos”. A culminância materializa todas as atividades realizadas na unidade escolar para o Mês das Consciência Negra.
“A participação dos estudantes foi fundamental para a realização do projeto, pois, a partir das vivências da comunidade, puderam contextualizar a proposta do projeto à realidade da comunidade. Dentre os pontos abordados temos as questões culturais, históricas, científica dos povos afrodescendentes”, afirma Marçal Ponce Leones, professor de geografia e supervisor pedagógico da escola.
Ele explica que “o objetivo central do Projeto Africanidades é fomentar a sensibilização e a apreciação das culturas africana e afro-brasileira entre os estudantes, estimulando o reconhecimento da diversidade cultural e o pensamento crítico acerca das identidades étnicas e raciais no Brasil”.
Histórico
Jailton Kalludo, professor readaptado do CED 06, com formação acadêmica em história, filosofia, sociologia e jornalismo (parolímpico), informa que o Africanidades está no Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola há mais de 10 anos. “Desde 2002, todo o corpo docente está envolvido na realização do projeto Africanidades. Os(as) professores(as) ajudaram na construção e na consolidação do projeto e o mantêm em constante atualização”.
Ele conta que começou com a professora Roseli e participação de outros(as) professores(as) que, como Roseli, já estão aposentados(as). O professor Jailton assumiu a produção, em 2002, quando ele ingressou na escola. “Eu administrava aula de filosofia, sociologia e história. Na ocasião, me interessei pelo tema da cultura africana e, com isso, a comunidade escolar – professores(as), gestores(as) – gostaram da ideia e, a partir disso, iniciamos um trabalho anual com culminância em novembro sobre africanidades”.
“Com isso, professores e professoras das outras disciplinas se interessaram, apesar de que algumas vezes houve resistência por parte de alguns(as) professores(as) por questões religiosas ou até ideológicas, mas todos e todas foram se adequando com o PPP e a logística da escola. O projeto também contou com o apoio de toda a comunidade escolar e até com patrocínios. Assim, de 2002 para a frente, realizamos o projeto Africanidades”, conta Jailton.
Ele explica que, nesse percurso, alguns(as) professores(as) trabalhavam até o semestre inteiro para quando chegasse a época do dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, data que até então não era reconhecida como feriado nacional, para realizar a culminância do projeto.
“Assim, o CED 06 se tornou vanguarda nas comemorações, celebrações e realização do projeto com conclusão nesta data. Além disso, a escola se tornou protagonista e referência nas reivindicações por direitos das pessoas negras e, depois, introduzimos a questão da mulher negra e, posteriormente, adicionamos a questão da mulher e do homem negros com deficiência. Crescemos. Ampliamos temas. Contamos com participantes e com a comunidade escolar, como a família. Hoje temos um projeto consolidado em que, todo ano, o CED 06 trabalha, nos três turnos, a temática da africanidade no mês de novembro”, afirma o professor Jailton.
No início, a temática do projeto era trabalhada em apenas três dias. Atualmente, é trabalhada em quase todo o mês de novembro. Alguns professores e professoras ampliam esse repertório e atuam com a temática da africanidade no semestre inteiro dentro da lógica cultural, econômica, filosófica, sociológica e antropológica.
“Isso que é a Africanidades do CED 06, que envolve todos(as) os professores(as), todas as disciplinas, todos(as) servidores(as), funcionários(as) terceirizados, estudantes, pedagogos(as), comunidade. Hoje, o projeto Africanidades é globalizador, de inclusão de todos, todas e todes. É um grande projeto que está no PPP da escola”, finaliza o professor Jailton.