Sinpro-DF se reúne com a CUT e outros sindicatos para fortalecer a luta dos(as) aposentados(as)
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro-DF realizou, na quarta-feira (16), uma importante reunião com o Secretário Geral do CUT Nacional e outros sindicatos afiliados à central. O objetivo do encontro foi organizar e planejar a pauta da luta dos(as) aposentados(as) para o próximo período. Este primeiro passo marca o início de um intenso debate sobre direitos humanos, com foco especial nos direitos da pessoa idosa e aposentada.
Essa reunião faz parte de uma série de ações a serem planejadas, incluindo aí novos encontros estaduais e no Distrito Federal. A intenção é mobilizar sindicatos e a própria CUT nos estados, no DF e nacional, para que se voltem de maneira mais incisiva às demandas da classe trabalhadora, com um olhar atento às necessidades das pessoas aposentadas e idosas.
“Para nós, do Magistério Público, esse tipo de organização é de suma importância e a gente se sente acolhida e protegida pela CUT, uma vez que ela abraça essa pauta e vem debater, organizar, mobilizar a classe trabalhadora também a partir das demandas das pessoas aposentadas, pensionistas e idosas”, destaca Elineide Rodrigues, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Aposentados do Sinpro-DF.
A diretora enfatiza a urgência dessa pauta: “É atual, urgente, sobretudo em épocas como hoje, em que os direitos dessas pessoas estão sendo retirados. Temos, cada vez mais, estudos estatísticos mostrando que a longevidade aumentou. Ao contrário do que deveria ser, os direitos estão sendo retirados. As pessoas precisam ter direito à saúde, ao bem-estar, à aposentadoria digna, vida digna”.
Ela convida aposentadas e aposentados da categoria a ficarem atentas e atentos às futuras mobilizações que surgirão a partir desse encontro: “Precisamos nos organizar a partir dessa pauta. O nosso sindicato, há muito tempo, está à frente dessa organização e dessa luta com uma secretaria específica para aposentados e aposentadas. Com o engajamento de outros sindicatos e das centrais nacional e estaduais, vamos conseguir uma mobilização mais ampla e acolhedora para esse segmento da população. Além disso, fortalece a luta porque juntos somos mais fortes”, conclui Elineide.
O Sinpro-DF informa, com profundo pesar, o falecimento da professora aposentada Abigail Pimentel de Santana Filha. Natural de Tabocas do Brejo Velho, Bahia, nascida em 02/11/1964, mudou-se para Brasília em 1981. O velório será realizado na Capela 06 do Campo da Esperança, no nesta terça-feira (22), das 8h às 10h.
A professora Abigail se formou em Licenciatura Plena em Geografia no CEUB e se especializou na Universidade de Brasília (UnB) na área de coordenação pedagógica com ênfase no Ensino Médio. Ingressou na Fundação Educacional do DF em 1989 e se aposentou na Secretaria de Educação do DF (SEE-DF) em 2015, atuando no CED 01 de Brazlândia, no CED 04 e no CED 01 do Guará, onde desenvolveu importantes projetos pedagógicos em benefício da comunidade. Residia na cidade do Guará desde que aqui chegou.
Em uma de suas últimas mensagens aos amigos, Abigail disse: “Com fé, eu não conto as lutas, eu conto as vitórias.” Seu exemplo nos inspira. Neste momento de dor, expressamos nossos sinceros sentimentos à família, amigos e colegas. Que a memória de Abigail permaneça viva em nossos corações.
Mufumbal: livro de Rose Costa vira espetáculo literário
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Mufumbal – Árvore de embalar infância é o nono livro da professora aposentada Rose Costa. Lançado em agosto deste ano na Biblioteca Nacional, o livro conta a história da menina Liz, que passava os dias brincando, acomodada nos galhos-braços do Mufumbal, vivendo aventuras cheias de emoção e aprendizado.
Esse convívio diário fez com que a pequena Liz começasse a entender o sentimento das árvores ao serem penteadas pelo vento, a conhecer o segredo do aroma das flores e a sentir o cheiro das histórias. Mufumbal é a casa onde tudo floresce e de todo perigo nos protege. A menina se distraía com o canto dos passarinhos, e fantasiava mundos invisíveis que só existiam em seus pensamentos.
Com Mufumbal, Rose desperta no público infantil a importância da natureza em nossas vidas, por meio de muita criatividade e imaginação.
A professora transformou Mufumbal num espetáculo literário, que Rose Costa leva para as escolas da rede pública do DF, com cenários e muita música, acompanhada pelo músico Lucas Baraúna.
Rose é também uma das integrantes do grupo de contadoras de histórias Paepalanthus, que está sempre nas escolas e nos espaços culturais do DF com espetáculos e apresentações culturais, e já foi atração do TV Sinpro.
Ela é autora de outros oito livros: Gente diferente e interessante,Quanto vale o seu sorriso?, O Quintal do Vovô Vidal, Tô fraca!, Dona Rose tem dez gatos, Fios que atravessam o tempo, Brinca aqui, Brinca acolá e Três olhares.
Rose está em “turnê” pelas escolas da rede pública do DF, com Mufumbal. A professora conta a história do livro num grande espetáculo literário. A “turnê” de Rose já passou por 10 escolas. Se você quiser que a apresentação vá até a sua escola, entre em contato com a professora: (61) 99981-2421.
Meninas do CEL e uma estudante de Salvador participam do Girls Takeover 2024
Jornalista: Letícia Sallorenzo
As alunas do Centro Educacional do Lago (CEL) voltaram a ocupar as embaixadas em Brasília. É o projeto Girls Takeover, criado pela organização Plan International como uma estratégia para buscar a transformação social e política, oferecendo oportunidades para meninas em espaços tradicionalmente dominados por homens, como a diplomacia, e de combater as barreiras que impedem seu acesso a papeis de liderança e influência.
Diversas iniciativas e releituras deste projeto são realizadas ao redor do mundo. A versão apresentada aqui é o resultado da parceria (que já dura 3 anos) entre as Embaixadas da Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia com o Centro Educacional do Lago (CEL), escola pública de tempo integral, intercultural bilíngue em língua inglesa da rede pública de Brasília.
Neste ano de 2024, as embaixadas nórdicas e a da Irlanda receberam, no dia 25 de setembro, Amanda Caroline (Dinamarca), Thais Mendes (Irlanda), Bárbara Keller (Suécia) e Giovana Borba (Noruega), do CEL, e também a estudante Catarina Lorenzo, de uma escola de Salvador (BA), que foi para a embaixada da Finlândia.
O Girls Takeover é uma iniciativa alinhada com a celebração do Dia Internacional da Menina, em 11 de outubro, um momento global dedicado a reconhecer o poder das meninas e destacar os desafios que enfrentam devido à discriminação e desigualdade. A data, instituída pela ONU em 2011, é um marco importante para promover a visibilidade das questões enfrentadas pelas jovens e para chamar a atenção para a necessidade de mudança nas políticas e práticas que afetam seu desenvolvimento e oportunidades.
Nesta configuração do projeto, alunas do CEL assumem a liderança de uma embaixada por um dia. São acompanhadas por embaixadores e diplomatas em uma agenda intensa, e têm a oportunidade de vivenciar o ambiente diplomático e interagir com líderes de diferentes países. Essa experiência não só promove a compreensão das complexidades das relações internacionais, mas também reforça a confiança das meninas em suas habilidades de liderança e sua capacidade de influenciar mudanças significativas.
O dia 25 começou com reuniões nas respectivas embaixadas da agenda do dia e instruções, cada menina com sua equipe. A seguir, foram para o Itamaraty, onde tiveram reunião com representantes da AMDB e falaram sobre a representatividade da mulher na política e na diplomacia. Depois, almoço oferecido pela Embaixada da Noruega, na residência oficial, e receberam Secretários do GDF. A última agenda do dia incluía na representação da ONU em Brasília reunião com Ana Carolina Querino, representante da ONU Mulheres.
Seleção rigorosa
As alunas interessadas em participar passaram por um processo seletivo rigoroso para participar dessa atividade: “No CEL, temos vários editais para atividades bilíngues. Uma delas é o “Girls Takeover – Girls at the Nordic Embassies”, ou Garotas nas Embaixadas Nórdicas. Esses editais servem como preparação para se candidatarem a universidades estrangeiras”, explica o vice-diretor da escola, Vitor Rios Valdez.
As candidatas ao Girls Takeover precisaram comprovar proficiência em inglês com provas e entrevistas. Também foi feito um levantamento dos históricos escolares e rendimento acadêmico das candidatas. Pontuação extra é dada para as estudantes participantes do Programa de Alta Performance da escola, programa de incentivos e valorização de estudantes com boas notas e protagonismo juvenil. Quem apresentou currículo com atividades extracurriculares e carta de recomendação também marcou mais pontos no processo seletivo. Depois de todas essas etapas, as candidatas ainda fizeram uma redação sobre como ampliar o papel das mulheres na diplomacia brasileira.
Aberta seleção para supervisão de Pibid para docentes do magistério público
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Seguem até o dia22 de outubro (próxima terça-feira) as inscrições do processo seletivo para a seleção de professores(as) supervisores(as) que irão compor o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid/UnB). Há 90 bolsas para professores(as) supervisores(as) e 121 vagas para cadastro reserva, disponíveis para docentes em regência de classe na rede pública de ensino.
Os(as) professores(as) efetivos(as) em regência de classe na rede pública de ensino que forem selecionados receberão bolsa de R$ 1.100,00 por 24 meses, para a supervisão dos nossos estudantes de graduação de cursos de licenciatura da UnB.
A distribuição das cotas de bolsas e das vagas para cadastro reserva seguirá os requisitos gerais explicitados no edital e critérios específicos estabelecidos por cada subprojeto.
Há vagas para docentes de artes visuais, ciências biológicas, naturais e sociais, computação, educação do campo, educação física, filosofia, física, geografia, história, letras (inglês e português / literatura), matemática, música, pedagogia, química e teatro.
Os detalhes e o link para inscrição estão disponíveis no Edital, que pode ser acessado abaixo
Para atuar como professor(a) supervisor(a), é necessário ser aprovado(a) no processo seletivo, ter diploma de licenciatura em área do conhecimento correspondente à área do subprojeto, experiência mínima de 2 (dois) anos no magistério da educação básica, ser docente efetivo(a) na Escola Parceira que abrigará o núcleo e/ou subprojeto, disponibilidade de tempo para se dedicar às atividades relacionadas à sua função no PIBID e atender ao requisito específico do subprojeto para o qual se inscreve quanto à região administrativa da escola parceira em que atua, etapa e modalidade de ensino.
Quem for selecionado ficará encarregado de acompanhar, supervisionar e avaliar as atividades de estudantes bolsistas de iniciação à docência na Escola Parceira, orientar, juntamente com o(a) coordenador(a) de área, a elaboração de relatórios, relatos de experiência ou outros registros de atividades dos bolsistas de iniciação à docência, auxiliar na elaboração de materiais didático-pedagógicos a serem utilizados no desenvolvimento das atividades do subprojeto, informar ao(à) coordenador(a) de área a frequência e a participação dos(as) estudantes bolsistas de iniciação à docência nas atividades desenvolvidas na Escola Parceira, reunir-se periodicamente com os(as) bolsistas de iniciação à docência e com o(a) coordenador(a) de área do seu NID, para planejamento, estudo, socialização de conhecimentos e compartilhamento de experiências, dentre outras atribuições.
Galera do DNIT: educação para o trânsito nas proximidades de rodovias
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pelas fiscalização do trânsito nas rodovias federais, oferece às escolas localizadas próximo a rodovias o projeto Galera do DNIT, que tem como principal objetivo transmitir noções básicas de educação para o trânsito a estudantes do Ensino Fundamental em situação de risco e vulnerabilidade por morarem ou estudarem perto de rodovias com altos índices de sinistralidade.
O Galera do DNIT nasceu a partir de experiências realizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em 2016, nas escolas públicas localizadas nas proximidades das rodovias federais sob responsabilidade do DNIT em Goiás e no Distrito Federal.
As ações educativas do Galera contemplam palestras, simulações, jogos, vídeos e brincadeiras sobre conceitos inerentes ao trânsito, que buscam envolver emocionalmente os participantes no processo e torná-los sujeitos ativos, construtores de seu conhecimento, facilitando, assim, a aprendizagem, a valorização da coletividade e o respeito ao outro.
Diversas escolas do DF e entorno já receberam o projeto, como o CEF Santos Dumont, de Santa Maria, o Centro Educacional Gesner Teixeira, do Gama, a Escola Classe 07 de Brazlândia e o CEF 17 de Taguatinga. Em novembro, o Galera do DNIT chega ao CED Casa Grande, do Gama.
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Educação para o Trânsito é um dos principais fatores na prevenção de lesões causadas pelo trânsito e instrumento da promoção da cultura da paz e da segurança viária que precisa ser acessível à sociedade e efetivada por meio de programas permanentes.
Como realizar ação do Galera na minha escola?
Há duas formas de as escolas serem contempladas pelo Projeto Galera do DNIT.
A primeira forma é baseada no engajamento dos professores inseridos no Programa Nacional de Educação para o Trânsito – Conexão DNIT. Nesta abordagem, a ação funciona como uma culminância, servindo para fortalecer a prática da educação continuada e transversal, ofertada conforme engajamento dos professores ao Conexão DNIT.
A outra possibilidade é a realização das ações educativas do Projeto segundo um ranking baseado nos índices de sinistros ocorridos nas proximidades das escolas. O processo de priorização das escolas ocorre mediante classificação de vulnerabilidade, sendo baseado nos seguintes critérios:
a) Identificação da escola localizada em município cortado por rodovia federal de responsabilidade do DNIT, a partir do Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP);
b) Verificação da distância entre a escola e a rodovia federal do DNIT;
c) Levantamento dos sinistros ocorridos no entorno da escola, utilizando dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Ao longo dos anos, o DNIT já realizou 411 ações educativas em 131 instituições de ensino. Participaram das ações 47.325 estudantes, em 98 municípios das 27 Unidades da Federação.
Colegas fazem vakinha para o tratamento de câncer de professora do CEF 10 de Ceilândia
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A professora Paôla Tameirão de Oliveira, que leciona matemática e, até recentemente, estava à frente da coordenação pedagógica do CEF 10 de Ceilândia, descobriu um câncer de colo de útero, em estágio avançado, no último mês de setembro.
Paôla não tem plano de saúde. Ela se afastou de suas funções na Secretaria para tratamento de saúde, e voltou para Montes Claros (MG), sua cidade natal, para fazer o tratamento na rede privada, junto da família.
Paôla precisa realizar inicialmente um tratamento combinado de radio e quimioterapia, para reduzir o tumor, e então será avaliada a possibilidade / necessidade de realização de uma cirurgia. Como o tratamento será feito na rede particular, a professora precisa da solidariedade de todos e todas.
Para isso, as colegas do CEF 10 de Ceilândia abriram uma Vakinha online, com meta de R$ 30.000,00. Quem puder, também pode fazer PIX, usando a chave 5142310@vakinha.com.br.
Professora lança livro sobre diversidade e inclusão no auditório do Sinpro
Jornalista: Maria Carla
Na noite do dia 4 de outubro, a professora de Atividades do CAIC JK do Núcleo Bandeirante, Rafaela Farias, lançou seu livro “Uma Estrada Colorida” no Auditório Paulo Freire, na sede do Sinpro-DF, localizada no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Durante o evento, as convidadas e os convidados puderam adquirir obras autografadas pela autora, apreciar uma apresentação de um grupo de percussão formado por mulheres e desfrutar de um coquetel.
Apresentada ao público pela diretora do Sinpro-DF, Ana Cristina Machado, a obra aborda a inclusão, um dos temas mais relevantes do currículo escolar e uma preocupação constante nas comunidades educacionais. No sistema público de ensino do Distrito Federal, o respeito à diversidade e a pedagogia da inclusão são práticas diárias que visam transformar a sociedade, garantindo justiça social, cidadania e dignidade para todos.
Rafaela Farias destacou que “a obra aborda, de forma sensível, a importância da diversidade e inclusão em nossa sociedade. Por meio da história de Yane, uma criança que nasceu com pé torto congênito, o livro convida todos a refletir sobre as diferenças que tornam cada um de nós únicos e especiais”.
A professora, que atualmente atua em Classe Especial, explicou que o objetivo do livro é inspirar e sensibilizar os leitores sobre a importância de promover um mundo mais inclusivo e acolhedor. Ela acredita na necessidade de construir uma sociedade mais justa, onde cada indivíduo seja valorizado por quem realmente é. A narrativa de Yane, filha da autora, surgiu da percepção diária da diversidade na escola e dos desafios ainda existentes para a inclusão. “Como atuo em Classe Especial, percebo muitos obstáculos para a inclusão efetiva e a urgência de abordar cada vez mais esse tema”, afirmou Rafaela.
“Espero que este livro possa inspirar e sensibilizar leitores sobre a importância de um mundo mais inclusivo. Juntos, podemos percorrer essa estrada colorida rumo a um futuro mais brilhante e diverso “, disse.
Projeto Interafricanidades une cultura e esporte no CEM 04 de Ceilândia
Jornalista: Maria Carla
No início de outubro, o Centro de Ensino Médio nº 04 de Ceilândia (CEM 04) lançou a primeira edição do Projeto Interafricanidades – Interclasse 2024. A iniciativa visa a integrar a temática das africanidades com o tradicional evento de interclasse, antecipando os objetivos de aprendizagem para o mês, a semana e o dia da Consciência Negra.
Organizado por Marcos Borzuk da Fonseca Júnior, Valdenice Hack, Daniel Carvalho Silva (equipe de coordenação), Sheila da Silva Machado e José Nivaldo Evangelista da Costa (professores de educação física do colégio e coordenadores gerais), Francisco das Chagas Silva (professor de sociologia e Idealizador da logística de painéis e apresentação), o corpo de professores do turno matutino da escola e a estudante Emanuela Pereira Leite (organizadora geral), implantaram o projeto que integra o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola e envolve a participação de 18 turmas, que, necessariamente, apresentaram trabalhos acadêmicos sobre diversos aspectos do continente africano.
O Projeto Interafricanidades tem três objetivos principais: permitir aos(às) estudantes realizarem pesquisas sobre países africanos; promover um aprendizado que una o conhecimento intelectual e o desenvolvimento físico-esportivo; e fortalecer os laços entre estudantes e professores(as) por meio do trabalho em equipe. Segundo Borzuk, cada turma é responsável pela elaboração de painéis que serão apresentados ao longo do evento, incorporando elementos sociais, culturais, políticos e econômicos dos países que representam, mediante a orientação do respectivo professor orientador.
As atividades do projeto ocorreram de 30 de setembro a 4 de outubro de 2024, abrangendo diversas disciplinas e culminando em um evento esportivo que incluiu modalidades como futsal, vôlei e queimada. As regras estabelecidas para as competições foram rigorosas, com penalizações para estudantes que não cumprissem os requisitos de participação ou se desentendessem durante os jogos, reforçando a importância do respeito e da convivência pacífica.
Durante o desfile de abertura, que ocorreu no primeiro dia do evento, cada equipe se apresentou com vestimentas e manifestações culturais representando países africanos, garantindo uma imersão na diversidade do continente. Para os alunos, essa atividade não apenas buscou a pontuação no interclasse, mas também promoveu uma experiência enriquecedora, ligando o aprendizado teórico ao cultural e ao esportivo.
Os(as) estudantes foram avaliados em suas participações tanto nas atividades acadêmicas quanto nos jogos, com a pontuação sendo computada nas disciplinas correspondentes. A participação ativa em pelo menos uma modalidade esportiva era essencial para garantir a nota, incentivando a colaboração e o espírito de equipe entre os estudantes. Além disso, a premiação para as equipes vencedoras inclui medalhas e troféus, além de um dia de diversão em uma chácara.
Com o Projeto Interafricanidades, o CEM 04 de Ceilândia não apenas celebra a diversidade cultural africana, mas também promove o desenvolvimento integral do seu corpo discente (os/as estudantes), unindo conhecimento, esporte e valores fundamentais, como respeito e solidariedade. O sucesso desta primeira edição abre portas para futuras iniciativas que continuarão a integrar cultura e educação de forma inovadora.
Neste 15 de outubro, em que se comemora o dia do professor e da professora, lembramos que Magistério é um trabalho artesanal. Não tem como mecanizar, tampouco transformar educação em linha de produção. É um trabalho “olho no olho”.
A tecnologia pode estar avançada a ponto de permitir aulas a distância. Mas, no final da aula (ou do ano letivo), o professor (e a professora) conhece aquele aluno que se esforçou e tirou nota máxima, aquela aluna que não se esforçou e tirou nota máxima, a turma do fundão, a turma da primeira fila… e sabe a diferença que fez (e faz) na vida de cada um e cada uma.
Tem horas que os alunos verbalizam esse processo, e transformam essa diferença que o professor faz em suas vidas, antes etérea e intangível, em gestos e peças concretas, como uma carta de boas festas e feliz ano novo.
Que o diga o professor Marco Fernando, que leciona matemática e física no sistema prisional.
Marco recebeu uma carta de CDJ (que não será identificado neste texto por motivos jurídicos), que cumpre pena. Em duas páginas de caderno, escritas em caneta esferográfica azul, o rapaz conseguiu demonstrar, na prática, o que Paulo Freire sempre diz: “a educação não muda o mundo. A educação muda as pessoas, e as pessoas mudam o mundo.” CDJ disse a Marco Fernando, em sua carta, que “Você muda o mundo ao mudar o mundo de um aluno”.
O próprio rapaz se diz “uma pessoa mais reservada, que não demonstra muitas coisas”, mas faz questão de reconhecer a diferença que o professor fez em sua vida, para além das aulas de matemática: “Quero que você saiba quer todos os conselhos, ideias positivas, sobre sua matéria, está guardado na minha mente (…) Nunca vou me esquecer dessa ideia que você falou -> ‘Nunca volte pra esse lugar’. Ta guardado na minha mente, pode ter certeza…”
“Esse rapaz é um aluno que está buscando a regeneração, o encontro com a sociedade de uma outra forma. Ele já cumpriu boa parte de sua pena, e deve estar em liberdade dentro de 14 meses”, conta o professor, com um orgulho incontrolado.
“Estávamos conversando, e o professor Marco contou sobre a carta do CDJ. Sacou a carteira do bolso, desdobrou as folhas e leu cada palavra com muito carinho, muito orgulho e muita emoção. Nesse momento, a gente sente ainda mais forte o poder do trabalho do professor e da professora no cotidiano da sociedade”, conta a coordenadora da secretaria de imprensa do Sinpro, Letícia Montandon.
Veja, a seguir, o texto original, sem edições, da carta de CDJ que Marco compartilhou com o Sinpro:
Saudações, meu querido Marção! 1º um forte abraço e um beijo no seu coração repleto de muita energia positiva, que Deus venha te abençoar mais e mais, muitas conquistas, vitórias, milagres, glórias na sua vida e na vida de toda sua família, que Deus os livre de todas essas doenças que esse mundo vem nos trazendo.
Então meu amigo, venho pedir desculpas pela simplicidade dessa carta, é um simples papel, mais escrevi de todo meu coração e toda minha sinceridade do mundo…
Venho te agradecer por você ser essa pessoa maravilhosa, forte, inteligente, amigo, leal e verdadeiro, e com muitas outras qualidades. Quero que você saiba quer todos os conselhos, ideias positivas, sobre sua matéria, está guardado na minha mente.
Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você, Marção você muda o mundo ao mudar a vida de uma pessoa, eu tenho certeza que você mudou a vida de muitas pessoas.
Gostaria que você soubesse e lembrasse sempre que eu aprendi muito com você, aprendi que ser feliz não é ter uma vida perfeita, ser feliz é deixar de ser vitima dos problemas e se tornar autor da própria história.
Marção aprendi que a vida e a liberdade é (sic) um espetaculo imperdivel, e nunca se esqueça que você fez parte dessa visão que eu tenho hoje.
Obrigado por existir… <3 …
Sou uma pessoa mais reservada, por isso talvez não demonstrei muitas coisas para você, mais pode ter certeza que tu foi um grande professor e amigo ao mesmo tempo, eu queria muito encontrar você no mundão mais caso isso não acontecer, quero que você saiba que eu vou levar você para toda a minha vida, sua amizade, seus conselhos, significou muito para mim…
Te amo meu amigo…
Que você tenha umas boas férias e vou orar muito por você e sua família e estou torcendo muito por você, pesso que continue dando aula para nossa turma que agora vai ser 3º ano.
“Você muda o mundo ao mudar o mundo de um aluno.”
Nunca vou me esquecer dessa ideia que você falou -> “Nunca volte pra esse lugar”. Ta guardado na minha mente, pode ter certeza…
Obs.: Mais uma vez, obrigado por existir.
CDJ, 2º Ano 3Q1
Marco continua a lecionar para o rapaz, agora no 3º ano.