EC 16 de Planaltina promove a II Caminhada de Inclusão e pela Paz
Jornalista: Luis Ricardo
Pelo segundo ano consecutivo a Escola Classe 16 de Planaltina promoveu a II Caminhada de Inclusão e pela Paz. A atividade foi realizada no dia 21 de setembro e contou com a presença da Escola Classe 15, Centro de Ensino Infantil 01 e Centro Educacional Estância III, além de estudantes e da comunidade escolar em geral.
Com o tema voltado para o dia 21 de setembro, Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência, a atividade adicionou a temática da paz em decorrência do episódio de um aluno ter entrado na Escola Classe 16 de Planaltina, colocado uma faca no pescoço de feito uma professora e tê-la feito refém. Depois de cerca de 1h30 de negociações, a professora foi liberada e o menor de 16 anos apreendido e levado para a Delegacia da Infância e da Adolescência da Asa Norte.
Para o diretor da EC 16, Wellington de Mesquita Vieira, o objetivo da caminhada é chamar a atenção da comunidade, da população, para a luta da pessoa com deficiência e para a inclusão. “Esse ano nós acrescentamos ao tema a paz, porque nós tivemos aqui um ocorrido na escola em 21 de agosto, que um aluno da EJA pegou a professora de refém com a faca no pescoço. É uma caminhada da inclusão e da paz. Inclusão porque é da luta da pessoa com deficiência e da paz porque a gente precisa de paz nas escolas, paz na comunidade, paz na cidade”.
Durante a caminhada os(as) participantes pediram que a inclusão aconteça de fato e com qualidade, além da contratação de monitores e de mais qualidade de trabalho.
Desfile e inclusão marcam o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência no CEE 01 de Santa Maria
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Desfile Fashion é um dos projetos incluídos no Projeto Político-Pedagógico (PPP) do CEE 01 de Santa Maria. A ideia é elevar a autoestima dos e das estudantes, de forma a aumentar sua autoconfiança e independência, sempre mostrando o seu potencial e alegria. De quebra, o projeto visa a desmistificar o padrão de beleza determinado pela sociedade, pois todos podem e devem mostrar sua beleza, sua essência, seu charme e suas potencialidades.
Participam desse desfile, que está em sua 13ª Edição e, este ano, foi realizado na última quinta-feira (19/9), os e as estudantes matriculados(as) no CEE 01 de Santa Maria, bem como os e as estudantes da Programa de Educação Precoce e também os(as) inscritos(as) a na rede regular de ensino que recebem atendimento especializado no contraturno no CEE 01 de Santa Maria.
“Este Projeto faz referência e integra uma das atividades promovidas pelo CEE 01 de Santa Maria como movimento de conscientização e fortalecimento do dia 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência (Lei Federal 11.133/2005), que é uma data significativa para nossa comunidade escolar”, conta a coordenadora do CEE 01 de Santa Maria, Edmária Santos.
Edição 119º da Xapuri destaca participação das mulheres nas Eleições Municipais 2024
Jornalista: Maria Carla
As Eleições Municipais 2024 estão próximas. A votação será no dia 6 de outubro em 5.569 (dados do Tribunal Superior Eleitoral – TSE). Apesar de o Distrito Federal não participar de eleições municipais, prefeitos e vereadores eleitos em todo o País, sobretudo nos municípios circunvizinhos da capital do País, interferem na economia, no meio ambiente, no clima, na disponibilidade de água, de vagas nas redes públicas de saúde e educação, bem como nas oportunidades de emprego, enfim em toda a vida dos brasilienses e moradores da cidade. Daí a necessidade de os brasilienses estarem atentos em quem serão eleitos e eleitas neste pleito municipal.
A edição 119 da Xapuri, setembro/2024, traz o tema das eleições como manchete e a preocupação com a qualidade do voto dos eleitores e das eleitoras. Com o título “Eleições 2024: candidaturas femininas avançam, mas a desigualdade persiste”, a precária participação de mulheres nas eleições deste ano ganha evidência. A revista traz um panorama da participação delas nos últimos processos eleitorais municipais e identifica uma gigantesca desigualdade nos percentuais de candidaturas Brasil afora.
Sincronizada com os temas das eleições e das desigualdades, a revista também apresenta conteúdos acerca da biodiversidade, queimadas, garimpo ilegal, Bioma Cerrado queimado e transformado em agronegócio e suas lutas pela existência. Traz, dentre outros, conteúdos científicos e históricos, como, por exemplo, o tema da ecologia sobre a fauna extinta da América do Sul, bem como conteúdos acerca da luta de classe, com um histórico sobre as primeiras greves negras e a primeira prefeita do Brasil. A revista aborda, ainda, o direito à cidade, novas rotas da seda e culinária regional. Tudo isso e muito mais estão presentes nesta edição da Xapuri.
Não perca esta edição! Taí a Revista Xapuri, edição 119, setembro/24, prontinha pra você. Se gostar, por favor, curta, comente, compartilhe em suas redes sociais.
FGV Arte e IDP inauguram exposição sobre a arte do planalto no Museu Nacional de Brasília
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A exposição Brasília, a arte do planalto, com curadoria de Paulo Herkenhoff e cocuradoria de Sara Seilert, será inaugurada na quarta-feira, dia 25 de setembro, às 19h, no Museu da Nacional da República, em Brasília. Realizada pela FGV Arte, espaço experimental e de pesquisa artística da Fundação Getulio Vargas, em parceria com o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), a mostra fica aberta até o dia 24 de novembro. A exposição aborda o surgimento de Brasília como uma obra de arte coletiva e reúne mais de 200 obras de 100 artistas.
Sucedendo Brasília, a arte da democracia, exposição realizada no Rio de Janeiro de abril a agosto, a nova mostra retrata a história da cultura artística do planalto, sua diversidade e complexidade e seus desdobramentos contemporâneos. Enquanto a exibição carioca tratava da passagem da capital federal do Rio de Janeiro para Brasília, junto da consolidação das estruturas republicanas, a que será exposta no Museu Nacional da República aborda a dimensão estética do surgimento de Brasília, entendida como uma obra de arte coletiva. Ao mesmo tempo, põe em destaque um elenco de agentes culturais da capital e das cidades-satélites.
“A conceituação dessa mostra perfaz um arco histórico, desde a criação da cidade até os atuais movimentos em defesa da democracia e da liberdade. Se Brasília é uma epopeia notável no plano internacional, sua história da cultura se desdobra, ao longo de seis décadas, em brasilienses e brasileiros de todos os recantos”, descreve Paulo Herkenhoff.
Expande também o olhar para o hoje e para a arte que é feita no Centro-oeste, mais especificamente nesta região do planalto central brasileiro onde há mais de sessenta anos foi instalada Brasília. Além disso, esse projeto é uma homenagem à escritora Vera Brant, uma das habitantes pioneiras na capital. Sua amizade com figuras centrais da história brasileira, como o antropólogo e fundador da UnB, Darcy Ribeiro, o presidente Juscelino Kubitscheck e o poeta Carlos Drummond de Andrade reforçam a centralidade e importância de Brant na construção das relações sociais da cidade capital.
A ideia que direcionou Brasília, a arte do planalto foi a de reproduzir uma grande festa do olhar, mostrando que a capital federal, que não se reduz à sua esfera política, é intensa, ampla e surpreendente. “Essa mostra significa também um encontro entre dois olhares curatoriais. Porque agora nós unimos os olhares a Sara Seilert, que dirigia o Museu Nacional da República, e eu. Então nós buscamos produzir um olhar sobre Brasília. Assim, já não é mais apenas um olhar de fora”, afirma o curador.
Exposição
Com uma quantidade impressionante de artistas, desde os já consagrados no mercado da arte até os contemporâneos, a mostra reúne mais de 200 itens.
A exibição conta com documentos históricos, como o diploma de candango – conferido aos operários que levantaram a nova cidade por Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil de 1955 a 1961, responsável pela construção de Brasília e a transferência do poder do Rio de Janeiro para o planalto central; o croqui do plano piloto assinado por Lúcio Costa; e o manuscrito de Oscar Niemeyer sobre o monumento JK.
Esse projeto representa, segundo os curadores, “a diversidade da arte contemporânea do Distrito Federal”, assim como o seu processo histórico e espontâneo. Ao visitar a mostra, o público é convidado a compreender a região geográfica em toda a sua potência criativa.
Localizado na Esplanada dos Ministérios, o Museu Nacional da República, intencionalmente escolhido para acolher a exposição Brasília, a arte do planalto, foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e inaugurado em 2006. Sua edificação monumental tem formato semiesférico, com a cúpula medindo 25 metros de raio, tendo a base 35,55 metros de raio, e 26,25 metros de altura.
Artistas [ordem alfabética]
Adriana Vignoli; Adriane Kariú; Adriano e Fernando Guimarães; Ailton Krenak; Alberto da Veiga Guignard; Alessandra França; Alfredo Ceschiatti; Alfredo Fontes; Alice Lara; Antonio Obá; Athos Bulcão; Bené Fonteles; Benjamin Silva; Bento Viana; Bernardo Figueiredo; Betty Bettiol; Bruno Faria; Bruno Giorgi; Bruno Jungmann; Caio Reisewitz; Camila Soato; Candida Hofër; Carpio de Moraes; César Becker; Chico Amaral; Christus Nóbrega; Cildo Meireles; Clarice Gonçalves; Dadá do Barro; Daiara Tukano; Danyella Proença; Dirceu Maués; Edu Simões; Elder Rocha; Evandro Prado; Evandro Salles; Fayga Ostrower; Fernando Lindote; Francisco Galeno; Frans Krajcberg; Fred Lamego; Fulvio Roiter; Gabriela Biló; Gê Orthof; Glênio Bianchetti; Gregório Soares; Grupo Poro; Gu da Cei; Guy Veloso; Hal Wildson; Hassan Bourkia; Helô Sanvoy; Isabela Couto; Ismael Monticelli; João Angelini; João Trevisan; Joaquim Paiva; Jonathas de Andrade; Josafá Neves; José Ivacy; José Roberto Bassul; Juvenal Pereira; Kazuo Okubo; Kurt Klagsbrunn; Lêda Watson; Leo Tavares; Leonardo Finotti; Luciana Paiva; Lucio Costa; Luiz Alphonsus; Luiz Mauro; Marcel Duchamp; Marcela Campos; Marcio Borsoi; Maria Bonomi; Maria do Barro; Maria Martins; Marianne Peretti; Mary Vieira; Miguel Rio Branco; Milan Dusek; Milton Guran; Milton Ribeiro; Nelson Maravalhas; Nicolas Behr; Orlando Brito; Oscar Niemeyer; Osvaldo Carvalho; Patrícia Bagniewski; Paulo Bruscky; Paulo Werneck; Pedro Motta; Quinca Moreira; Rafael Prado; Raissa Studart; Ralph Gehre; Regina Pessoa; Reynaldo Candia; Ricardo Stuckert; Roberto Burle Marx; Roberto Polidori; Rochelle Costi; Romulo Andrade; Rosângela Rennó; Rubem Valentim; Sebastião Reis; Sergio Adriano H; Sergio Augusto Porto; Sergio Rodrigues; Sérgio Veja; Severina Gonçalves; Shevan Lopes; Siron Franco; Talles Lopes; Todd Eberle; Tomas Kellner; TT Catalão; Usha Velasco; Vik Muniz; Vitor Schietti; Wagner Barja; Walter Sanches; Wilson Piran; Xadalu; Xico Chaves; Zanine Caldas e Zuleika de Souza.
O curador também analisa a capital federal como um lugar feminino, que parte da inspiração de Vera Brant a grandes nomes que participaram de sua criação e história. “Eu acho que tem esse olhar sobre a arte produzida por mulheres, sobretudo as esculturas que eu estou reunindo, e a voz crítica de mulheres”, ressalta Herkenhoff.
Brasília, a arte do planalto traz referência às mulheres indígenas, com suas técnicas tradicionais de cerâmica, porque cabia às mulheres fazer cerâmica nas sociedades indígenas do Centro-Oeste. Mas também aborda uma belíssima coleção de Maria Martins, pois Brasília foi a cidade que melhor colocou a escultora e desenhista no imaginário e na cena brasileira.
Inspiração e homenagem
Vera Brant (1927-2014) era mineira de Diamantina. Mudou-se para Brasília em 1960 e nunca mais saiu de lá. Era confidente de JK, amiga de políticos, diplomatas e artistas. Ajudou Darcy Ribeiro a fundar a Universidade de Brasília, trocava cartas com Carlos Drummond de Andrade, reunidas em um dos seus vários livros publicados. Perdeu seu cargo público durante a ditadura militar de 1964 e se tornou empresária do mercado imobiliário.
“Ela foi o primeiro e generoso periscópio para enxergar Brasília como uma rede extratemporal e extraterritorial”, conta Herkenhoff. Vera teceu Brasília, unindo JK, Niemeyer, Athos Bulcão, Darcy Ribeiro, Wladimir Murtinho, UnB, Zanine Caldas, Rubem Valentim e Galeno.
A mobilidade de Vera Brant por campos de ação tão variados guiou o grupo curatorial a perceber que Brasília, além do campo predominantemente masculino do poder, é uma cidade feminina. A exposição inclui o grupo de mulheres escultoras de Brasília – Maria Martins, Mary Vieira, Marianne Peretti, as ceramistas Karajá, até o núcleo de artesãs e escultoras de Planaltina.
Em cartaz até 24 de novembro de 2024, Brasília, a arte do planalto está aberta ao público de terça-feira a domingo, das 9h às 18h30. Entrada franca.
Serviço:
Exposição
Brasília, a arte do planalto
Museu Nacional da República Brasília DF
Endereço | Setor Cultural Sul, Lote 2 Próximo à Rodoviária do Plano Piloto | Brasília – DF
Visitação | Terça-feira a Domingo, das 9h às 18h30
Entrada gratuita
Classificação indicativa | Livre para todos os públicos
BDB Cultural promove roda de conversa online sobre Direitos das Pessoas com Deficiência
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles (BDB), do Ministério da Cultura, promove no dia 24 de setembro (terça-feira), às 15h, uma roda de conversa online sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. O evento faz parte da programação cultural da BDB e será transmitido ao vivo pelo canal oficial da @bdbcultural no YouTube, com interpretação em Libras, garantindo acessibilidade para todos os participantes. (Link no final desta matéria)
Entre os convidados, estão Marcos Lima, jornalista, palestrante e influenciador do canal Histórias de Cego, e Anna Paula Feminella, Secretária Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência. A mediação será realizada pela Dra. Mônica Pereira, educadora e coordenadora pedagógica do Instituto Incluir. O debate busca promover uma reflexão profunda sobre a inclusão e os direitos das pessoas com deficiência no Brasil, abordando desafios e avanços na área. “Acho sempre muito importante debater o direito das pessoas com deficiência, porque muitos de nós não sabemos dos direitos que temos e nos conformamos com a falta de acessibilidade e com os preconceitos como se fossem itens inevitáveis, como se fizesse parte da nossa deficiência”, ressalta Marcos.
O evento é aberto ao público e promete ser um espaço de troca de experiências e aprendizado, reforçando o compromisso da BDB Cultural com a inclusão e a diversidade. Ao final da roda de conversa, o público receberá certificado de participação mediante assinatura da lista de presença no Youtube.
A programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles é realizada por meio do Termo de Colaboração nº 950548/2023, celebrado entre o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Formação Cultural, Livro e Leitura (Sefli), e o Instituto Incluir, uma organização da sociedade civil. Fundada em 1970 e localizada em Brasília, Distrito Federal, essa instituição tem caráter público federal. Com a missão de ser uma biblioteca experimental que promove novos paradigmas de normatização e disseminação de boas práticas no campo das bibliotecas públicas, buscando sempre estar na vanguarda. Além disso, ela desempenha um papel fundamental na democratização do acesso à leitura, na formação de novos leitores, na promoção da literatura brasileira e na contribuição para o aprimoramento dos profissionais que atuam em todo o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.
Serviço:
Data: 24 de setembro (terça-feira)
Horário: 15h
Acessibilidade: intérprete de Libras
Plataforma: canal oficial da @bdbcultural no YouTube pelo link:
Toca Literária do Cerrado: o desafio da educação ambiental em meio à queimada do Parque do Riacho Fundo
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O projeto lúdico de leitura de histórias e educação ambiental aconteceu para celebrar a semana do Cerrado. Mas coincidiu com uma das estiagens mais severas já enfrentadas no Distrito Federal, e concorreu com um incêndio a poucos metros do local onde foi realizado – que, por sorte, não representou perigo para nenhuma das crianças envolvidas. A Toca Literária do Cerrado, sob coordenação de Cristiane Salles, acontece de 11 a 21 de setembro deste ano no Parque do Riacho Fundo.
A Toca Literária do Cerrado é um espaço literário, lúdico, com foco no meio ambiente, para trabalhar arte, cultura e ciência com crianças de Escolas Classe (primeira etapa do Ensino Fundamental) da comunidade local, que foram visitadas e receberam convites para participarem do projeto levando suas turmas em excursão.
Segunda edição
O projeto está em sua segunda edição. Na estreia, foi executado na comunidade rural de Vargem Bonita. Desta vez, o espaço conta com cenografia de Alneiza Faria, e foi montado no Parque Ecológico do Riacho Fundo. A ideia inicial era atender a 10 turmas, mas o Ibram “anexou” as 12 turmas a serem atendidas por seu projeto Parque Educador à ideia da professora aposentada da SEE-DF Cristiane Salles que, ao final do projeto, recebeu 29 turmas de Escolas Classe da região do Riacho Fundo. Para isso, conseguiu apoio da Administração Regional e do Ibram, além do patrocínio da Neo Energia.
“Recebemos as crianças neste espaço lúdico, todo decorado com bichos do cerrado. Na entrada há réplicas em barro de animais do cerrado, e dentro da toca há bichinhos em pelúcia. As crianças ficam encantadas”, comemora a professora. As turmas ouvem contações de histórias de um acervo escolhido a dedo por Cristiane, com histórias que falam de meio ambiente, cerrado e preservação da natureza. Fazem um lanche-piquenique, e têm acesso a todos os livros de contações de histórias. Antes de voltarem para a escola, fazem outra tarefa, que pode ser um passeio ou uma oficina.
“Teve turma visitando o viveiro do parque. As crianças conversaram com o biólogo do viveiro, e aprenderam sobre as plantas do cerrado”, conta Cristiane. Já as turmas que visitam a Toca no fim de semana fazem trilhas e oficinas. Uma turma fez trilha acompanhada da engenheira agroflorestal Fabiana Peneireiro. Voltou pra Toca com vários exemplares de folhas do cerrado, e fez uma oficina de xilogravura com o professor Valdério Costa. Outra turma, da Escola da Natureza do Riacho Fundo, fez oficina de construção de instrumentos de percussão a partir de sucatas com o grupo Patubatê, de Fred Magalhães. As professoras aproveitaram a oficina para também aprender e ensinar as outras turmas da escola. “Foi uma grande farra”, resume a professora.
Educação ambiental em meio a um parque em chamas
Neste ano de 2024, a condução do projeto foi complicada pelos incêndios criminosos que assolam Brasília e 60% do território nacional. “O Parque do Riacho Fundo queimou por quatro dias, só conseguimos continuar com o projeto porque o vento levou a fumaça e o fogo para o outro lado do parque”, conta Cristiane, que garante que o evento ocorreu dentro dos padrões de segurança. “Ainda assim, 4 turmas cancelaram a participação por causa da fumaça”, lamenta.
E como é falar de conscientização ambiental para estudantes da rede pública em meio a um incêndio florestal ali do lado? “Recebemos crianças de 4 a 10 anos. A gente lê as histórias e as crianças ficam muito tristes. Algumas reclamam: “Como essas pessoas podem ser tão malvadas?”. Outras contam que pais, avós e elas mesmas sofrem com asma, estão doentes. Mas nós persistimos, e falamos com elas sobre esperança e futuro”, explica Cristiane Salles. “Foi muito desafiador esse trabalho. Celebramos a semana do cerrado em meio à seca severa e aos incêndios”.
Este fim de semana marca o encerramento dos trabalhos da toca Literária do Cerrado. Vai ter trilha até a nascente d’água do parque, com a companhia da bióloga Cláudia Franco. A seguir, para combinar com a fluidez da água da nascente, a leveza de uma aula de yoga para as crianças.
“A vida tem que ir pra sala de aula!”, diz Cristiane.
Ajude professora Rosa na luta contra o câncer e na jornada pela vida
Jornalista: Vanessa Galassi
Amigas e amigos da professora Rosilene Conceição do Nascimento, a Rosa, estão realizando diversas ações para levantar recursos e custear o tratamento contra o câncer de ovário da docente. Entre as iniciativas, está o depósito solidário via PIX 852.597.131-68 (CPF de Rosilene). Quem puder contribuir, também pode doar pela plataforma Vakinha, no link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/quimioterapia-rosa.
Professora Rosa, que leciona na Escola Meninos e Meninas do Parque, descobriu o câncer há cerca de um mês. A doença está em estágio avançado e já desenvolveu metástase.
Ela tentou iniciar o tratamento pelo SUS, mas está em 270º na fila de espera para atendimento oncológico. Diante da urgência, sua amiga Asinete Chaves, junto com outros amigos, se mobilizou para viabilizar a primeira sessão de quimioterapia na rede particular de saúde.
“Ela já realizou a primeira sessão. Cada sessão custa mais de R$ 12 mil, e, nesta primeira fase do tratamento, ela precisará de, pelo menos, seis sessões”, explica Asinete.
Amiga de Rosa há 25 anos, Asinete ressalta que todos os esforços estão sendo feitos para arrecadar fundos para o tratamento da professora. “Tem gente vendendo roupas, tem gente organizando galinhadas. Cada um está se virando como pode. Também estamos entrando com várias ações na Justiça para tentar agilizar o tratamento pelo SUS, já que o caso é grave”, conta Asinete.
3ª edição do projeto Festeja Arrozal comemora o “Amor pelo Brasil”
Jornalista: Maria Carla
As festas populares são uma excelente oportunidade para engajar diversas atividades interdisciplinares e para ampliar o universo linguístico. Por isso que a Escola Classe Córrego do Arrozal, situada no Núcleo Rural Córrego do Arrozal, em Planaltina, não perde a oportunidade de usar essas festas e temas da tradição popular nos seus projetos acadêmicos. É o caso, por exemplo, do projeto Festeja Arrozal, realizado no dia 14 de setembro.
Este ano, a escola pôs em curso a terceira edição do Festeja Arrozal, que, com o tema “Brasilidades – Amor pelo Brasil”, envolveu toda a comunidade escolar em atividades criativas e engajadas. O evento contou com uma variedade de ritmos leves, batuques e harmonias que representaram a música brasileira em sua forma mais atual. A temática da Educação do Campo teve destaque nas apresentações.
“É um orgulho ver a cultura do campo ganhar vida no palco. Nossa Escola Classe Córrego do Arrozal se transformou em um verdadeiro palco de cultura e alegria. Cada detalhe da nossa festa cultural contou uma história e mergulhou na riqueza das tradições do nosso País, onde a brasilidade foi reverenciada. O olhar das crianças, cheios de curiosidade e alegria, é o coração pulsante dessa celebração cultural”, afirma Meireane Gonzaga Silva Teixeira, professora de Educação Básica e vice-diretora da escola.
Na opinião dela, a escola desempenha um papel crucial na valorização das tradições. “As tradições são importantes para execução de vários projetos acadêmicos porque trazem uma rica temática, que permite a exploração de diversos tipos de linguagens, o resgate de brincadeiras, a culinária e as memórias do território”.
Festa do Arrozal – Um PPP em território campesino
O Projeto Festeja Arrozal, segundo Meireane, é um evento leve, potente, colorido, afetivo e cultural. “Um projeto contemplado em nosso Projeto Político Pedagógico (PPP), que nos conecta às nossas raízes e tradições. É um espaço de difusão e circulação de manifestações culturais, ampliando o repertório cultural das nossas crianças, do 1º ao 5º ano e da Educação Integral em Tempo Integral.
Na opinião da vice-diretora, essa festa é “uma verdadeira viagem pelos ritmos contagiantes da nossa cultura, unindo tradição e modernidade”. Este ano, além das danças tradicionais da nossa terra como expressão da cultura brasileira, foram realizadas brincadeiras populares, quitutes, comidas típicas e muita música, com um repertório que incluiu forró e muito mais. “Celebrar as raízes culturais e o talento das nossas crianças é a essência desse projeto, que contou com a participação ativa de toda a comunidade escolar, incluindo professores, equipe de coordenação, colaboradores e famílias”.
A professora considera fundamental analisar as características, necessidades e possibilidades da realidade da comunidade escolar, como a de uma escola do campo, e no caso, como a do Núcleo Rural Córrego do Arrozal. “Essa constatação reforça a importância da tessitura de projetos como o “Festeja Arrozal”, que visa a reconhecer os elementos educativos presentes no território campesino dos nossos estudantes”, finaliza.
Inscrições abertas para o VI Seminário Brasiliense de História e Educação Matemática
Jornalista: Maria Carla
Estão abertas as inscrições para o VI Seminário Brasiliense de História e Educação Matemática Nilza Eigenheer Bertoni. Podem inscrever-se professores(as) das variadas etapas de ensino, bem como estudantes de matemática ou de pedagogia, pesquisadores(as) e demais interessados(as). O seminário é uma realização da Sociedade Brasileira de Educação Matemática – Regional-DF e conta com o apoio da Universidade de Brasília (UnB), Instituto Federal de Brasília (IFB) e Universidade do Distrito Federal (UnDF).
Este ano, o evento ocorrerá no dia 19 de outubro, das 8h às 18h, no IFB Ceilândia, com o tema “Do ensino tradicional à matemática para todos: a história da educação matemática no DF”. Estão previstas a realização de palestras, oficinas e apresentação de experiências docentes que resultaram em educação de qualidade. Confira o cronograma na imagem acima e as imagens ao final da matéria para acessar o QRCode e outras informações. As inscrições estão abertas no seguinte endereço: https://www.even3.com.br/visbhemnb/. Todos os valores de inscrições incluem o almoço e o preço varia: para estudantes, a taxa é R$ 45,00; sócios da SBEM-DF, R$ 60,00; Outros, R$ 80,00.
Alexandre Tolentino de Carvalho, diretor da SBEM-DF e professor da Secretaria de Estado de Educação (SEE-DF) ligado à Coordenação Regional de Ensino do Gama (CRE-Gama) e afastado para estudos, convida a todos(as) e afirma que “o seminário tem muito a contribuir com os professores e as professoras da rede pública no DF na medida em que promove o debate sobre práticas que podem trazer qualidade ao ensino de matemática para os estudantes da Educação Básica”.
Histórico
Realizado desde 2010, com temáticas variadas, o seminário tem por objetivo central congregar professores(as) da Educação Básica, estudantes de graduação e pós-graduação, professores(as) do Ensino Superior e pesquisadores(as) das áreas de matemática, história da matemática, educação matemática, pedagogia e afins, para discutir questões relacionadas aos processos de ensino e aprendizagem da matemática, desenvolvidos em sala de aula.
A atividade homenageia a professora Nilza Eigenheer Bertoni, doutora emérita da UnB, pelas ações no âmbito do ensino e da aprendizagem da matemática no Distrito Federal e no Brasil. Nilza desenvolveu sua carreira junto ao Departamento de Matemática da UnB, sempre articulando matemática científica e escolar nos cursos de graduação em matemática.
Nos muitos anos de atuação, ela se dedicou ao ensino, à pesquisa e à extensão, dialogando com vários setores da SEE-DF e do Ministério da Educação (MEC), produzindo material didático de referência para cursos e programas de formação inicial e continuada de professores(as) em todo o território nacional.
Este ano, o evento ocorrerá no dia 19 de outubro, das 8h às 18h, no IFB Ceilândia. Com o tema “Do ensino tradicional à matemática para todos: a história da educação matemática no DF”, o evento promoverá palestras, oficinas e apresentação de experiências docentes que resultaram em educação de qualidade.
Pequeno Príncipe e Dom Casmurro no 3º encontro do Clube da Leitura do CAIC Santa Maria
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Terceiro Encontro do Clube de Leitura “Só Mais uma Página!” do CAIC Santa Maria aconteceu na última quarta-feira (18) na Biblioteca Pública Monteiro Lobato. Desta vez, os e as jovens que participam do clube leram O Pequeno Príncipe e Dom Casmurro.
Os componentes do Clube são estudantes de escolas de anos finais do ensino fundamental e do ensino médio da Santa Maria, Gama e Valparaíso de Goiás, e participam também da Sala de Recursos de Altas Habilidades em Linguagens do CAIC Santa Maria.
As discussões sobre a obra de Saint-Exupéry levaram à reflexão sobre a perpetuação de sonhos, a necessidade de não deixarmos nossa pureza de criança morrer quando nos tornamos adultos.
Já a discussão do grande clássico brasileiro foi bem além do “traiu ou não traiu?”: os e as jovens acabaram por debater sobre modos e costumes da época, religiosidade, saúde mental e feminismo.
“Foi um momento de intensa aprendizagem entre estudantes que conseguiram perceber que a leitura de um clássico vai muito além da leitura de um livro, mas sim a percepção de uma época, com seus costumes, desafios e personagens que conseguiram atravessar gerações e, ainda hoje, apresentar reflexões tão necessárias para nossa sociedade.”, afirma Rodrigo Santana, professor-tutor desses estudantes.
Vai ter novo encontro do Clube de Leitura “Só mais uma Página!” em novembro. As obras a serem lidas ainda não foram escolhidas.
Os e as estudantes da sala de altas habilidades em artes visuais do CAIC Santa Maria, tutoreados pela professora Rose Martins, participam do clube de leitura como ouvintes e no debate em torno das obras literárias.
“Eles curtem muito, ficam ansiosos para participar! É um momento de troca de ideias e debate com seus pares. Todos os alunos e as alunas de altas habilidades são ainda mais críticos e bem coerentes nas exposições de ideias, e trazem para o debate pensamentos divergentes, um olhar de fora para os estudantes de linguagens refletirem sobre as obras literárias”, conta a professora.