Sarau Surfando na Leitura traz como tema biomas brasileiros na EC10 de Sobradinho
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A Escola Classe 10 de Sobradinho realizou no último dia 14 de setembro seu sarau “Surfando na leitura”, que é também o nome da biblioteca da escola. Neste ano, o sarau abordou o tema dos Biomas Brasileiros. “É cada vez mais urgente a conscientização sobre a preservação do meio ambiente. E é preciso conhecer para preservar. Pensando nisso, cada ano preparou uma exposição sobre cada um dos seis biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Pampa”, conta a vice-diretora Andreza Línea da Silva.
Durante a manhã houve apresentações no pátio e exposições fixas nas salas de aula sobre os biomas brasileiros. Cada segmento ficou responsável por um bioma.
Para abertura do evento, a professora Cristiana, profissional responsável pela biblioteca Surfando na Leitura, contou a história da árvore generosa de Shel Silverstein. Em seguida, tivemos a oportunidade de apreciar os cantores Alberto Salgado e Carol Sena, que cantaram músicas autorais, músicas sobre a temática e músicas populares.
Em seguida, iniciarmos o bloco de apresentações envolvendo os estudantes. No 1º bloco de apresentações, os estudantes do 4º ano C da professora Susane, declamaram cordéis de sua própria autoria, bem como de autores renomados desse gênero literário.
Neste interim, enquanto os pais prestigiavam os trabalhos dos estudantes, o artista plástico William Angêlo produzia um quadro artístico com a participação da comunidade escolar e Hélio Mendes cantava e tocava MPB.
No 2º bloco de apresentações o 2º ano A da professora Francelita, apresentou um poema escrito por uma aluna de uma escola de Manaus sobre a Amazônia, e em seguida os estudantes dançaram a música vermelho de Fafá de Belém, tendo como referência o Festival de Parintins com a rivalidade entre o Boi Garantido e o Boi Caprichoso.
Enquanto isso, a comunidade escolar apreciava as atividades artísticas e as produções escritas coletivas e individuais que estavam nas paredes das salas de aula de cada Bioma. Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Pampa foram representados de forma coerente, potente e com muita construção de conhecimento. “Nosso objetivo é valorizar cada vez mais os saberes construídos e produzidos pelos estudantes” disse a diretora Luana Vaz.
No 3º bloco de apresentações os estudantes do 3º ano C da professora Nayara apresentaram poemas autorais sobre a Mata Atlântica e o meio ambiente.
Nessa mesma turma, dois estudantes: Joana e Guilherme que fazem ginástica artística expressaram o desejo em fazer uma apresentação para comunidade. Sendo o sarau um espaço de protagonismo dos estudantes e espaço de expressão artística, a apresentação combinou e abrilhantou ainda mais o evento.
Continuando o 3º bloco de apresentações, os estudantes das turmas dos 1º anos das professoras: Jéssica, Socorro, Renata e Isabela apresentaram a dança siriri cuiabano tendo como referência as regiões que envolvem o bioma pantanal.
Para finalizar nosso encontro da manhã, a turma da educação integral dos turnos matutino e vespertino juntamente com as professoras Érika, Elaine e Sabrina e a monitora Thalyta fizeram duas apresentações teatrais sobre desmatamento e a importância de preservar o meio ambiente.
Além disso houve uma bela apresentação de Street Dance, com o grupo de estudantes organizados pelo professor Matheuzinho.
É com profundo pesar que a diretoria colegiada do Sinpro-DF informa o falecimento precoce da professora de química do CEM 02 do Gama, Sandra Enoe de Lima Silva, aos 44 anos, ocorrido nesta quinta-feira (19/9/2024).
Haverá missa de corpo presente às 8h na Igreja Nossa Senhora da Imaculada Conceição, seguida de sepultamento às 10h no Cemitério Campo da Esperança do Gama.
O Sinpro-DF presta toda solidariedade aos(às) familiares, amigos(as) e colegas da professora Sandra Enoe neste momento de grande dor.
Identidade e diversidade na Festa das Regiões do Jardim de Infância da 114 Sul
Jornalista: Letícia Sallorenzo
No dia 14 de setembro, o Jardim de Infância da 114 Sul realizou sua Festa das Regiões. O evento foi a culminância da plenarinha local da escola, com o projeto Identidade e Diversidade na Educação Infantil: Sou assim, e você como é?
“Este momento é a culminância de todo trabalho realizado ao longo do ano letivo que visa pensar sobre identidade, pensar sobre nossas raízes e culturas, compreendendo também a criança como protagonista deste processo”, explica a diretora da escola, Adriana de Carvalho Oliveira.
A Plenarinha Local é um projeto da Secretaria de Educação que orienta os trabalhos nas escolas de educação infantil, a partir de uma dada temática. Em 2024, o assunto trabalhado foi a diversidade. “Ao longo de todo o ano letivo, trabalhamos essas questões. essa temática como centro do nosso projeto”, conta a diretora.
“A temática deste ano nos permitiu, a partir do currículo em movimento e dos campos de experiência, fortalecer o respeito às diferenças entre as crianças e o autoconhecimento desde a mais tenra idade, uma vez que a criança que se conhece ela aprende a se respeitar e a respeitar o outro”, aponta a professora Adriana.
As atividades realizadas ao longo do ano buscaram, a partir das vivências das crianças, reconhecer a diversidade e conhecer as raízes. “A partir desse trabalho, a gente consegue promover a compreensão e a aceitação das diferenças entre as crianças”, afirma.
Segundo a diretora, as crianças gostam bastante, pois eles são o centro de todas as atividades, vivências e experiências. “A gente escuta deles primeiro, para entender o que eles trazem fora do contexto da escola, para depois pensar no que será vivenciado e experienciado. Por fim, dedicamos este lindo evento a todas as crianças, comunidade escolar e profissionais que atuam no Jardim de Infância 114 Sul”, conclui a diretora.
Festival BDB Cultural celebra diversidade artística e cultural em Brasília
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O evento, gratuito, reúne música, teatro, dança e oficinas em dois diasde programação na Biblioteca Demonstrativa
Nos dias 19 e 20 de setembro, a Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles (BDB), do Ministério da Cultura, será palco do Festival BDB Cultural, um evento dedicado a valorizar a diversidade artística e cultural de Brasília. Com uma programação rica e inclusiva, o festival contará com apresentações de música ao vivo, teatro, dança e oficina de fotografia, parte da programação foi selecionada por meio de um edital de chamada pública, que destaca os talentos locais.
O evento, que é gratuito e aberto ao público em geral, integra a programação cultural da Biblioteca Demonstrativa. Segundo o coordenador da Biblioteca Demonstrativa, Sebastião Lima Filho, o Festival BDB Cultural foi idealizado como uma celebração da riqueza cultural de Brasília, promovendo o encontro entre a comunidade local e os artistas que ajudam a manter vivas as tradições e inovações da cena cultural da cidade. “A realização do festival é de suma importância, pois oferece um espaço de expressão para artistas locais, ao mesmo tempo, em que cria oportunidades de interação e aprendizado para o público. Além disso, o evento fortalece o papel da Biblioteca Demonstrativa como um ponto de referência cultural e de inclusão social na comunidade, destacando a importância do acesso democrático à cultura e à arte”, ressalta.
Além do Festival BDB Cultural, a programação cultural da Biblioteca Demonstrativa tem realizado diversos eventos e atividades ao longo do ano. Em outubro está sendo programado um festival literário, voltado para o público infantil. Já em novembro, mês da Consciência Negra e aniversário de 54 anos da BDB, estão sendo planejadas diversas ações comemorativas.
Todas as atividades do Festival BDB Cultural ocorrerão nas dependências da Biblioteca Demonstrativa, que fica localizada na EQS 506/507, Asa Sul. Confira abaixo a programação completa.
Programação Festival BDB Cultural:
19 de setembro
14h: visita guiada
14h30: teatro infantil “Ciranda de Histórias” com a Academia Gamense de Letras
17h: DJ Barata
18h: apresentação musical do grupo Estação do Choro
19h: apresentação musical por Sergio Dame
20h: apresentação musical do grupo Trio Baru
20 de setembro
9h: visita guiada
9h30: teatro Infantil – A Domadora de Bicicletas, com Tina Carvalho
10h15: Oficina de fotografia
14h: visita guiada
14h30: exibição dos filmes “Requília” (15min), e “O véu de Amani” (14min), seguidos de um bate-papo com a diretora e roteirista Renata Diniz
16h: DJ Lica Tito
18h: apresentação de dança Folclore Gaúcho para o Mundo com o grupo Coração Gaúcho
19h: apresentação musical por Gerson Deveras
20h: apresentação musical Blues da Periferia, com Haynna e Os Verdes
A programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles é realizada por meio do Termo de Colaboração nº 950548/2023, celebrado entre o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Formação Cultural, Livro e Leitura (Sefli), e o Instituto Incluir, uma organização da sociedade civil. Fundada em 1970 e localizada em Brasília, Distrito Federal, essa instituição tem caráter público federal. Com a missão de ser uma biblioteca experimental que promove novos paradigmas de normatização e disseminação de boas práticas no campo das bibliotecas públicas, buscando sempre estar na vanguarda. Além disso, ela desempenha um papel fundamental na democratização do acesso à leitura, na formação de novos leitores, na promoção da literatura brasileira e na contribuição para o aprimoramento dos profissionais que atuam em todo o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.
EC 13 de Ceilândia comemora Dia Nacional do Cerrado com projeto pedagógico
Jornalista: Maria Carla
Na semana passada, os(as) estudantes da Escola Classe 13 de Ceilândia (EC 13 de Ceilândia) tiveram o privilégio de comemorar o Dia Nacional do Cerrado, festejado em 11 de setembro, em contato com a vegetação típica do bioma numa atividade de campo no Jardim Botânico e de conhecer alguns animais da região em uma visita ao Jardim Zoológico. A escola levou todas as turmas para participar da primeira edição do projeto “Eu cuido do Cerrado”, uma atividade acadêmica, que faz parte do seu Projeto Político-Pedagógico (PPP) e da Semana do Cerrado, do Calendário Escolar da Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF). Confira no final da matéria o link para o álbum de fotografias.
O projeto foi realizado em várias etapas, cuja culminância foram a apresentação de trabalhos artísticos feitos pelos(as) estudantes e as duas saídas a campo: a do Jardim Zoológico, na quarta-feira (11), com as turmas da Educação Infantil ao 2º Ano; e, a do Jardim Botânico de Brasília, na quinta-feira (12), as do 3º a 5º Anos. As demais etapas foram realizadas em sala de aula com atividades pedagógicas artísticas. Elaine Amaral Silva, diretora da escola, diz que todas as turmas e todos(as) os(as) estudantes da escola participaram do projeto.
“O projeto foi composto de várias etapas: formação para os professores, com a professora Edijane Amaral, mestre em Cerrado e criadora do projeto Cerrado Vivo. Na Semana Nacional do Cerrado, os(as) estudantes tiveram a oportunidade de fazer uma imersão no bioma por meio de um passeio no Jardim Botânico de Brasília e no Jardim Zoológico, conhecendo espécies de fauna e flora da região. Também realizaram atividades pedagógicas em sala de aula, como jogos e produção de desenhos com a temática da natureza”, afirma.
Elaine explica que o projeto “Eu cuido do Cerrado” reuniu o trabalho da Semana do Cerrado ao de gênero textual da semana, que abordou o gênero notícia. Com isso, algumas turmas produziram jornais como atividade pedagógica. O Sinpro divulgou um texto de conscientização, em suas redes sociais, mostrando que o Dia Nacional do Cerrado, é uma data para refletir sobre o tema “Educar para salvar o Cerrado. Preservar para salvar vidas”. Confira a seguir, ou clique aqui e acesseo Instagram do Sinpro.
Nessa segunda-feira (16), o Governo do Distrito Federal (GDF) suspendeu as aulas em várias escolas da rede pública de ensino por causa da fumaça e da fuligem, que prejudicaram ainda mais qualidade do ar, que, neste tempo seco, potencializam doenças. Com os incêndios supostamente criminosos que têm ocorrido na Floresta Nacional do Brasília (Flona) e no Parque Nacional de Brasília (Parna), a Secretaria de Estado de Educação do DF (SEE-DF) orientou às direções das escolas a decidirem de forma autônoma pelo cancelamento ou não das aulas.
Embora esteja perto da Flona, a EC 13 de Ceilândia não precisou de suspender as aulas. Até esta segunda-feira (16), segundo dados do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio), o incêndio queimou mais de 1,2 hectares do Parna de Brasília e o fogo foi originado próximo à Granja do Torto, fora do Parque Nacional. No entanto, cresceu de forma descontrolada, poluindo o ar do Distrito Federal, obrigando o governo a suspender aulas e a emitir recomendações.
“Caso a gestão da escola identifique riscos à saúde da comunidade escolar, está autorizada a suspender temporariamente as atividades, garantindo, posteriormente, a apresentação de um calendário de reposição das aulas”, informou a SEE-DF. Além disso, recomendou que as salas de aula estejam sempre bem ventiladas e que medidas de higiene sejam reforçadas em todos os ambientes escolares, o que inclui pátios, sanitários e salas de aula. Também orientou as escolas a manterem os bebedouros em boas condições, contudo, sugeriu aos estudantes levarem sua garrafinha de água para a escola, para terem condições de beber água regularmente”. O clima do DF está extremamente seco com quase 150 dias sem chuva.
Flona e Parna: uma pequena amostra do Cerrado que preservam o ar e a água do DF
A Flona é uma unidade de conservação nacional, cuja área ocupa apenas 5.640 hectares do DF. O Parna, criado em 29/11/1961, deveria ocupar seus 42.389,01 hectares, abrangendo as Regiões Administrativas de Brasília, Sobradinho e Brazlândia, no Distrito Federal, e o município goiano de Padre Bernardo, no entanto, assim como a Flona, é um espaço assediado pela grilagem de terras incessante. Essas reservas foram criadas para preservar o ar, a água e as condições de vida no DF e não devem ser invadidas pela especulação imobiliária e, muito menos, pelo agronegócio.
O Bioma Cerrado é responsável por 25% do território brasileiro e está quase que completamente devastado pelas monoculturas ou pecuária extensiva do agronegócio. Trata-se do segundo bioma em área do País e concentra boa parte de seu território nativo no Planalto Central, onde o Distrito Federal se localiza. Dados do governo federal indicam que, de janeiro a julho deste ano, os avisos do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) aumentaram 21% no Cerrado.
“Diferentemente da Amazônia, que possui Reserva Legal de 80% da área de vegetação nativa em propriedades rurais, no Cerrado, esse percentual é de apenas 20%. O desmatamento do Cerrado é, em grande parte, autorizado. Ainda assim, em comparação com a média dos últimos quatro anos para o primeiro semestre, houve um aumento de 21% de autos de infração relativos à flora lavrados pelo Ibama, de 90% em multas, de 26% de embargos, 40% de termos de apreensão e 245% de termos de destruição”, informa o governo. Segundo edição de 24/4/24, da revista Forbes, o Cerrado concentra cerca de 36% de todo o rebanho brasileiro e mais 63% da produção de grãos do agronegócio.
Curso no Espaço Renato Russo ensina a integrar acessibilidade a produções culturais
Jornalista: Letícia Sallorenzo
De 28 de setembro a 7 de novembro, o Espaço Cultural Renato Russo sediará as aulas do Curso de Acessibilidade em Projetos Culturais. Totalmente gratuito, seu objetivo é capacitar profissionais da economia criativa do Distrito Federal e entorno para tornar suas produções culturais mais acessíveis. Com foco em gestores, produtores, comunicadores e técnicos da economia criativa, o curso ensina como integrar a acessibilidade em todas as fases de um projeto cultural, desde o planejamento até a execução.
Rita Louzeiro, idealizadora do projeto, destaca a importância dessa iniciativa: “A cultura é uma ferramenta poderosa de inclusão social, mas para que isso aconteça de maneira efetiva, precisamos garantir que todos tenham acesso. O curso Acessa Cultura capacitará os profissionais para que possam identificar as barreiras e construir soluções acessíveis desde o início do projeto.”
As aulas serão conduzidas por especialistas e abordarão aspectos jurídicos, conceituais e práticos da acessibilidade, além de explorar o uso de recursos como LIBRAS, audiodescrição e legendagem para surdos e ensurdecidos. O curso não apenas aborda o atendimento ao público com deficiência, mas também incentiva a inclusão de profissionais com deficiência nas equipes de produção cultural. “Estamos comprometidos com a criação de uma mentalidade inclusiva no setor cultural, e isso passa também pela contratação e valorização de pessoas com deficiência. Ao integrar a diversidade desde o processo de criação, os profissionais não só atendem às exigências legais, mas também aumentam o alcance e o impacto de seus projetos.”, afirma Rita.
Inclusão para 25% da população brasileira
No Brasil, cerca de 24% da população tem algum tipo de deficiência, de acordo com o IBGE. Contudo, uma parcela significativa dessas pessoas ainda enfrenta barreiras para acessar atividades culturais, sejam elas físicas, comunicacionais ou atitudinais. O impacto dessa exclusão vai além do entretenimento, afetando diretamente o acesso à informação, educação e participação social. A falta de rampas de acesso, audiodescrição, legendagem e intérpretes de Libras em eventos culturais, exposições e outros espaços artísticos limita a experiência de milhões de brasileiros.
Critérios de Seleção e Inscrição
As vagas para o curso são limitadas a 30 participantes. Para se inscrever, os interessados devem preencher o formulário disponível no botão abaixo, até o dia 20 de setembro. A seleção dará preferência a profissionais que já atuam no setor cultural, como produtores culturais, comunicadores na área da cultura e gestores de organizações da sociedade civil (OSCs). Mais informações no instagram @acessaculturadf.
O Curso de Acessibilidade em Projetos Culturais é uma iniciativa realizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal. Uma realização da Rilouz, produção Jurumim, e apoio da Amiru, Candiá, Standwold Soluções e Secretaria de Cultura e Economia Criativa – GDF.
Programação e Estrutura do Curso
O curso é dividido em seis módulos, totalizando 48 horas de formação, e será realizado em formato híbrido, com aulas presenciais e online:
Módulo 1: Deficiência e Acessibilidade – Conceitos com Rita Louzeiro
Módulo 2: Acessibilidade em Projetos Culturais – Aspectos Jurídicos com Adriana Monteiro e Rita Louzeiro
Módulo 3: Acessibilidade Técnica – Libras, Legendagem e Audiodescrição com Bárbara Barbosa e Rita Louzeiro
Módulo 4: Planejamento e Critérios para Projetos Culturais Acessíveis com Virgílio Mbandi Luango e Rita Louzeiro
Módulos 5 e 6: Projeto Final – Elaboração de Projetos Culturais Acessíveis com Rita Louzeiro
A apresentação conta uma breve história dentre as centenas vividas em diversos tempos por Quem, a nascida do chifre do boi. Quem é um ser mítico sobrenatural que vive há tantos anos nessa terra que já perdeu as contas. Quem é uma estrangeira do tempo. Em “Quem. Uma Macabea sem fim”, testemunhamos as complexas e duras realidades que um ser mítico imortal é obrigado a passar, degringolando lado a lado com a existência humana por toda a eternidade. Quem está em alerta pois há uma espécie de monstro à solta…
Espetáculo
Fechando a tríade proposta no projeto – Teatro Físico, Palhaçaria, Literatura – a peça “Quem. Uma Macabéa sem fim” coloca em prática a reflexão levantada nas oficinas e terá sessões abertas ao público em geral. A base do processo criativo é a personagem central da obra A Hora da Estrela, escrita por Clarice Lispector, que contrasta com o mito autoral criado por Elisa Carneiro “Nascida do Chifre do boi”. “O texto traz um diálogo intenso com as poéticas contemporâneas, a rotina, as banalidades do dia a dia, o ordinário, e a realidade tão nua e crua inspirada por Macabéa. Esse espetáculo ressalta justamente esses dois mundos, a beleza que existe no cotidiano banal da maioria dos brasileiros e o universo místico que cada um possui dentro de si”, destaca Elisa Carneiro.
Início de turnê
Primeiro solo da atriz e palhaça brasiliense Elisa Carneiro, o espetáculo “Quem. Uma Macabéa sem fim” inicia sua turnê por escolas públicas de Samambaia. A iniciativa integra o projeto “Macabéa – Nascida do chifre do boi” e tem como inspiração poética a personagem principal do clássico da literatura brasileira A Hora da Estrela, de Clarice Lispector. Além da peça, os estudantes também poderão participar de duas oficinas: Palhaçaria – o humor como ferramenta de sobrevivência e Mitologia Pessoal.
A partir da perspectiva do Clown, a ‘Oficina de Palhaçaria – o humor como ferramenta de sobrevivência’ propõe uma visão de mundo por uma lógica invertida, na qual as fragilidades se tornam potencialidades e ferramentas para ampliar as possibilidades de expressão”, explica a atriz. Já a “Oficina de Mitologia Pessoal” pretende construir canais de diálogo com os estudantes para estimular a descoberta de suas próprias jornadas pessoais, usando a mitologia como ferramenta de compreensão e inspiração.
O objetivo desse projeto, de acordo com sua idealizadora, Elisa Carneiro, é abordar temas como vulnerabilidade e coragem, especialmente junto ao público adolescente neste primeiro momento. E, claro, tudo regado com muito humor. “O medo de ser quem se é muitas vezes é o grande gerador de ansiedade entre as pessoas, principalmente entre os jovens. Existe sempre um padrão a ser seguido. O medo de ser ridicularizado e o medo de falhar são uns dos principais responsáveis por criar essa cultura predatória, colocando-os em contextos de isolamento. Para fazer um contraponto a essa realidade, o projeto “Macabéa – Nascida do chifre do boi” vai trabalhar a experiência da incerteza, do risco e da exposição, que podem se transformar em disparadores de emoções como a ansiedade e o medo”, segundo a atriz.
Inclusão e igualdade
O projeto conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal e reúne uma equipe formada predominantemente por mulheres, fortalecendo o papel e a importância feminina no cenário cultural. Com mais de 30 anos de carreira, a atriz, palhaça e dramaturga Ana Flávia Garcia assina a dramaturgia de “Macabéa – Nascida do chifre do boi”. A direção fica a cargo da dramaturga e musicista de relevância no cenário cultural da capital Fernanda Jacob.
As oficinas também serão direcionadas a jovens neurodiversos, trabalhando o que são consideradas vulnerabilidades nos seus contextos sociais e no ambiente escolar e estimulando as potencialidades dos estudantes.
Garotão de prata e regatinha sobre rosa choque no Museu Nacional da República
Jornalista: Letícia Sallorenzo
No dia 17 de setembro, a partir das 19h, o Museu Nacional da República inaugura a mostra “Garotão de prata e regatinha sobre rosa choque”, uma série de pinturas realizadas pelo artista visual Rafael de Escóssia em parceria com 24 artistas do Distrito Federal. Com curadoria de Ralph Gehre, que também participou em alguns trabalhos como pintor, a exposição questiona e subverte questões formais da arte. No dia da abertura, artista e curador realizam uma visita guiada à mostra e será realizado um happening, com artistas e a participação do público.
Ao longo do período da exposição, serão realizadas visitas mediadas e o artista ministrará uma oficina sobre a performance da palavra e a parceria artística como forma de criação em arte contemporânea. Em exibição até o dia 3 de novembro, na Galeria 3 do Museu Nacional da República. A visitação é de terça a domingo, das 9h às 18h30. A mostra “Garotão de prata e regatinha sobre rosa choque” é realizada com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e tem o apoio do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade de Brasília (PPGAV-UnB).
Visitas guiadas
Como parte da programação da mostra Garotão de prata e regatinha sobre rosa choque, serão realizadas visitas guiadas e uma oficina. No dia da abertura, 17 de setembro, às 20h, artista e curador realizam uma visita guiada à mostra, que será aberta ao público. No dia 18 de outubro, a visita é com o artista e direcionada a escolas com alunos com deficiência auditiva. E, no dia 26 de outubro, a última visita guiada acontece junto com o lançamento do catálogo da mostra. Todas as visitas guiadas contarão com tradução para LIBRAS.
Oficina de produção em parceria
A partir de 18 de setembro, Rafael da Escóssia ministrará uma oficina que tem como objeto de investigação a performance da palavra e a prática poética em parceria artística. Com 10 horas de atividades, entre teóricas e práticas, a oficina “Uma breve introdução à performance da palavra (ou ao discurso como performance): a parceria artística enquanto forma de criação em arte contemporânea” tem como objetos de investigação a performance da palavra, a parceria artística, entendidas como dispositivos disruptivos de produção em arte contemporânea. Serão quatro encontros que acontecerão nos dias 20 e 27 de setembro, das 18h30 às 20h30, e 4 e 10 de outubro, das 17h30 às 20h30, no Museu Nacional da República. Ao final da oficina, os participantes receberão um certificado de participação. Podem se inscrever pessoas com mais de 18 anos e interessadas em criar obras em parceria. As inscrições para a oficina começam no dia 9 de setembro por meio do formulário eletrônico disponibilizado no perfil do artista no Instagram @bixakamikaze. A participação é gratuita.
Happening
Ao visitar a exposição, o público terá oportunidade de participar de happening, vestindo-se de garotão de prata e regatinha para compor uma das obras, fazer fotos e performar no espaço. No dia de inauguração da exposição, o artista dará início à ação performática, seguido da Letícia Miranda, coautora da obra. À continuação, o público presente poderá participar do happening.
Artista e obras da exposição
Artista visual e advogado, Rafael da Escóssia investiga a natureza da pintura e a performance da palavra a partir de parcerias com 24 artistas. As pinturas criticam as instituições e têm em comum palavras pretas sobre fundo cor-de-rosa. O artista afirma que a ação como elemento significativo da obra sempre esteve presente em sua produção. “E isso, em grande medida, segue pautando minha criação. Esta mostra, no entanto, evidencia meu crescente interesse pela pintura, que é essa linguagem canônica das Artes Visuais sobre a qual venho me debruçando com mais atenção e afinco desde o ano passado principalmente”, comenta Rafael. E completa: “A exposição pode ser vista como um grande texto pictórico-instalativo repleto de deboche, humor e ironia”.
Das 29 obras presentes na mostra, apenas duas são assinadas exclusivamente pelo artista. A decisão a respeito de como as obras seriam realizadas foi tomada caso a caso, considerando a dinâmica relacional com cada artista, os interesses poéticos envolvidos e a disponibilidade para a realização dos trabalhos. “De algumas das obras colaborativas eu não participei diretamente da realização material; em outras, estive diretamente envolvido na sua execução. Em todos os casos, no entanto, o protocolo rígido da exposição determinado por mim (palavras pretas sobre fundo cor-de-rosa) foi o mote conceitual para a realização das pinturas, que, de forma geral, lançam perguntas e críticas ao sistema de arte e seus agentes. As palavras pintadas foram escolhidas em comum acordo com as/os artistas parceiras/os”, conclui.
Em seu texto curatorial, Ralph Gehre afirma: “Essa forma de trabalho, que justifica a denominação desta como uma exposição de pinturas, submete as qualidades formais alcançadas no longo histórico dessa prática, subvertendo os critérios acadêmicos de harmonia, equilíbrio, eloquência e autoria. Temos aqui trabalhos de mais de vinte artistas, sempre assinados a quatro mãos, formando pares de pensamentos concatenados”.
Ainda que desde 2017 venha formulando o pensamento sobre a parceria artística (coautoria) como forma de criação em arte contemporânea, é em 2021 que o artista dá início aos primeiros trabalhos que compõem esta mostra. “Felizmente tenho a honra de ter trabalhado em parceria com dezenas de artistas até o momento. Na história desta cidade, talvez eu seja um dos artistas visuais que até hoje mais tenha produzido em coautoria com outras pessoas”, diz. “Entendo que a parceria envolve diálogo, escuta, interesse mútuo, amizade e negociações. Gosto de trabalhar com outras pessoas porque amo gente, sempre aprendo e tenho a oportunidade de estreitar laços com artistas por quem nutro grande admiração, carinho e respeito. É também oportunidade para descobrir mais sobre mim e refletir sobre aquilo que pode haver de identitário na minha pesquisa e que, portanto, remanesce nos resultados colaborativos. Criar em conjunto envolve ceder de um lado e, de outro, reivindicar aquilo que é inegociável para cada um/a. Os limites disso só podem ser compreendidos no próprio processo criativo”, completa.
A propósito do título, o curador conclui: “O garotão de prata e regatinha, fofo, atrevido, vulgar e singelo, arregaça uma forma de se colocar no mundo pela entrega explícita, sexualizada e atrevida com que anuncia uma possibilidade: achei a exposição boa. Eu diria mesmo, gostosa.”
Artistas colaboradores
Participam da exposição como coautoras/es das obras as/os artistas anabi, Ateliê das Dores (Lux Delfino), Bárbara Paz, Brida Abajur, Carlos Monaretta, Clara Costa, Clarice Gonçalves, Gê Orthof, Gisel Carriconde Azevedo, Gustavo Silvamaral, Henrique Farage, Júlio César A. Lopes, Letícia Miranda, Lúcia Rocha, Maria Eugênia Matricardi, Mariana Destro, Natasha de Albuquerque, Raísa Curty, Ralph Gehre, sam., Sofia Ramos, Suyan de Mattos, Tainá Pinto e Taís Koshino.
Professor do CED Agrourbano Ipê explica a importância da agroecologia em Fórum
Jornalista: Letícia Sallorenzo
No Dia Nacional do Cerrado, celebrado nesta quarta-feira (11/9), a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) realizou o 6º Fórum Permanente de Educação Ambiental, no auditório do Ibama, na Asa Norte, com o tema principal Tecnologias e Inteligência Artificial para a Sustentabilidade, que reuniu especialistas e professores para discutir novas abordagens pedagógicas e práticas sustentáveis.
Um dos participantes do Fórum foi o professor do Centro Educacional (CED) Agrourbano Ipê do Riacho Fundo II, Leonardo Hatano. Em uma das mesas do evento, o professor contou que aplica os conceitos de agroecologia em sala de aula, envolvendo os alunos em práticas como o uso de bolas de semente para recuperar áreas degradadas.
“Realizamos um evento há alguns anos onde testamos a germinação das sementes lançadas em uma área degradada, promovendo a recuperação do solo. Tudo isso faz parte do nosso dia a dia no agrourbano”, explicou.
Na palestra sobre agroecologia e a revolução dos sistemas agroalimentares, o engenheiro agrônomo Athaualpa Nazareth demonstrou a importância da agroecologia: “É um conceito que muitas vezes parece restrito ao meio rural, mas tem um impacto direto na vida urbana. Quando falamos de agroecologia, não estamos apenas pensando nos produtores que trabalham no campo, mas também em como isso influencia a nossa alimentação nas cidades”, explicou Nazareth.
Palestras e oficinas
A programação do fórum incluiu palestras e oficinas sobre agroecologia e metodologias pedagógicas voltadas para a sustentabilidade, com o objetivo de capacitar professores para incorporar tecnologias e práticas ambientais em suas aulas. Além disso, foi apresentado o programa Ibama de Portas Abertas, que visa ampliar a interação entre instituições de ensino e práticas de preservação ambiental.
O evento contou ainda com quatro oficinas:
Espaço verde em sala de aula é possível – Ministrada pela professora Iris Almeida, que ensinou a transformar materiais recicláveis em ferramentas educacionais para a criação de hortas e minhocários dentro da sala de aula.
Bombas de Sementes – Ministrada pelo professor do CED Agrourbano Ipê do Riacho Fundo II, Leonardo Hatano, que ensinou os educadores a confeccionar bombas de sementes de argila e húmus, usadas para reverter a degradação ambiental em áreas afetadas.
Geotecnologias como ferramenta pedagógica para prevenção de incêndio florestais – Ministrada pelos servidores do Ibama Elisa Sette e Leonardo Bruno, a oficina teve como base o uso de tecnologias de monitoramento ambiental em sala de aula.
Uso de aeronaves tripuladas e não tripuladas nas atividades do Ibama – Ministrada por servidores do órgão, que destacaram o uso de drones e outras tecnologias no monitoramento e gestão ambiental.
Colóquio debate Darcy Ribeiro e o Latino-Americanismo no Beijódromo da UnB
Jornalista: Letícia Sallorenzo
No próximo dia 23, o “Beijódromo” / Memorial Darcy Ribeiro do Campus da UnB na Asa Norte recebe o 1º Colóquio Internacional Darcy Ribeiro e o Latino-Americanismo. Trata-se de evento do projeto de extensão “Darcy Ribeiro e América Latina”, que garante certificado e crédito de horas. As inscrições devem ser feitas no link abaixo.
“O evento é aberto a toda a comunidade acadêmica e também a professores da rede pública e privada de ensino fundamental e médio, sindicatos, movimentos sociais (Negro, Indígena, LGBTQIA+, Sem Terra), estudantes do ensino médio e outras instituições superiores, servidores públicos, trabalhadores rurais e urbanos”, informa o professor Raphael Seabra, organizador do Colóquio.
O Colóquio retoma a necessidade de se pensar as várias conotações da expressão América Latina que se encontram em Hispano-América, Nuestra América, Indo-América, Améfrica Ladina ou Pan-América.
Confira a programação do Colóquio:
Abertura – 08:30 – Darcy Ribeiro e o Latino-Americanismo
José Ronaldo Alves da Cunha, Presidente da Fundação Darcy Ribeiro
Raphael Lana Seabra, Prof. do Departamento de Estudos Latino-Americanos, UnB
Mesa 1 – 09:00 – 12:00 – Identidade e Nação Latino-Americana “Darcy Ribeiro: Humanismo y Nación”
Eduardo Rinesi, Universidad Nacional de General Sarmiento, Argentina
“Notas sobre a identidade (latino-)americana em Darcy Ribeiro e Ricardo Rojas”
Fabrício Pereira da Silva, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Brasil
Mesa 2 – 14:00 – 17:00 – Pensar a América Latina “Darcy, latinoamericanista”
Andrés Kozel, Universidad Nacional de San Martín, Argentina
“Darcy Ribeiro e a Améfrica Ladina de Lélia Gonzalez”
Melina de Lima (Ministério da Igualdade Racial)
“Darcy, as perguntas que nunca fiz”
Eric Nepomuceno, Jornalista e Escritor