Em dissertação, professora analisa o trabalho avaliativo em turmas de alfabetização do DF

Na próxima segunda-feira (16/9), às 9h, a Sala de Atos da Faculdade de Educação da UnB recebe a defesa da dissertação de mestrado de Cecille Gabrielle Santos, intitulada “O essencial é invisível aos olhos: prescrições, sentidos e práticas avaliativas em turmas de alfabetização de uma escola pública do DF”.  A mestranda é professora da rede, da regional de Sobradinho.

Na dissertação, orientada pela professora Edileuza Fernandes Silva, Cecille buscou analisar os sentidos e significados constituídos por docentes dos anos iniciais do ensino fundamental sobre as propostas de avaliação contempladas no Regimento da rede pública de ensino do DF e nas Diretrizes de Avaliação Educacional para, dentre outras coisas, observar como as professoras dos anos iniciais do ensino fundamental de uma Escola Classe articulam às suas práticas avaliativas em sala de aula o proposto no regimento da rede pública de ensino do DF e nas diretrizes de avaliação educacional.

Com esse objetivo, ela observou aulas e reuniões pedagógicas, e entrevistou uma gestora e três professoras que lecionam no Bloco Inicial de Alfabetização dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental da rede pública de ensino do Distrito Federal.

Os resultados de seu estudo indicam que a articulação das prescrições avaliativas da rede pública de ensino é permeada por contradições; um dos desafios da adoção de práticas avaliativas formativas é superar concepções e práticas cristalizadas que valorizam a nota, a classificação e a meritocracia; e que há nuances de práticas avaliativas com intenção formativa na escola pesquisada, no entanto, não é possível afirmar que estejam consolidadas conscientemente e conceitualmente pelas professoras.

 

Professora pede ajuda para custear tratamento contra câncer

Iasmin Dias é professora de contrato temporário, leciona Língua Portuguesa. Em 2024, ela trabalhou dois meses no CEMI Taguatinga e recentemente estava dando aulas no CEMAB (Centro de Ensino Médio Asa Branca). Porém, no mês passado, ela precisou se afastar (novamente) para o tratamento de um tipo raro e agressivo de câncer, o carcinoma neuroendócrino de pequenas células.

Já há um mês longe das salas de aula, ela precisa de ajuda para os custos do tratamento. “No momento precisei fazer uma cirurgia e estou em acompanhamento, no caso preciso fazer exames de imagem, ressonância, pet scan, esses exames custam no mínimo 2 mil cada”, afirma. Por isso ela está com uma vaquinha para auxiliá-la neste período.

“Atualmente estou sem renda, pois sou professora de língua portuguesa de contrato temporário. Quando descobri o câncer, comuniquei a Secretaria de Educação e eles me encaminharam de volta ao trabalho na fase sintomática, já em quimioterapia, e depois me desligaram. Esse ano, ao tentar entrar com o auxílio-doença, descobri que a secretaria não repassa meu INSS desde setembro de 2022, o que faz com que eu não esteja segurada para solicitar o auxílio, caso que creio seja irregular e até ilegal, creio eu, pois não deixei de trabalhar nos últimos quatro anos”.

Para ajudar, a chave pix é o numero de telefone da própria professora: (61) 99933-0405 .

Horta Girassol: projeto educacional une práticas ambientais e desenvolvimento da pessoa na EC 410 Sul

O Projeto Horta Girassol, da Escola Classe 410 Sul de Brasília (EC 410 de Brasília), é uma atividade pedagógica que une práticas ambientais ao desenvolvimento cidadão dos(as) estudantes. O projeto foi idealizado pela professora Amenayde Pereira Leite Prates, que atua na escola desde 2010, lecionando para o Ensino Fundamental, e ingressou na Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF) em 2000. A primeira edição do projeto Horta Girassol foi realizado no segundo semestre de 2023 e, este ano, foi aperfeiçoado.

Professora de Atividades, Amenayde leciona para turma do 3° Ano do Ensino fundamental, com estudantes na faixa etária entre 8 e 9 anos. Ela conta que a ideia de elaborar o Horta Girassol surgiu após ela participar do projeto Parque Educador no Monumento Natural Dom Bosco. Na ocasião, ela aprendeu sobre a preservação ambiental, a importância das plantas e animais do Cerrado e os benefícios medicinais de diversas espécies brasileiras. Inspirada por essa experiência, Amenayde desenvolveu a ideia de integrar essas aprendizagens ao cotidiano dos(as) estudantes.

“No ano passado a minha turma do 2º Ano participou do Projeto Parque – Educador no Monumento Natural Dom Bosco, ocasião em que conhecemos a importância da preservação do meio ambiente, das plantas e dos animais do Cerrado e, principalmente, acerca da horta e das plantas medicinais. No fim desse projeto, prometi aos meus alunos que faríamos uma horta em nossa escola, uma vez que tínhamos três canteiros sem usos. E assim fizemos: no ano passado plantamos girassóis. Este ano, continuei com a turma, que, agora, está no 3º Ano, e colocamos em prática o que aprendemos. Além de estudar o conteúdo, podemos enriquecer o lanche da escola com coentro, tomate, alface, cenoura e algumas plantas para chás”, afirma a professora.

O projeto

Voltado para uma turma de 3º ano com crianças entre 8 e 9 anos, o projeto visa unir os conteúdos das disciplinas de ciências, geografia, português e artes com atividades práticas relacionadas ao cultivo de uma horta escolar. Os alunos são envolvidos em todas as etapas do processo, desde o preparo do solo até o manejo das plantas, aprendendo sobre germinação, controle de pragas e o ciclo de vida das plantas, além das mudanças no meio ambiente com as estações do ano.

O projeto proporciona aos(às) estudantes uma reflexão sobre o impacto das ações humanas no meio ambiente, promovendo a compreensão sobre a interação entre espaços urbanos e rurais e incentivando a valorização da preservação ambiental. Além disso, contribui para a melhoria das refeições escolares ao agregar valor à alimentação saudável.

A implantação do projeto é um sonho antigo da gestora Nathália Jacinto Santana, que busca integrá-lo ao Projeto Político Pedagógico da escola e expandi-lo para outras turmas, com o objetivo de incorporar a horta como parte da identidade escolar. A escola já possui canteiros na lateral da unidade, que, até então, não eram utilizados para práticas pedagógicas.

O Horta Girassol está alinhado com o Currículo em Movimento da Secretaria de Educação, que enfatiza o desenvolvimento da identidade e a alteridade das crianças, além do respeito e valorização da diversidade humana. O projeto reforça a importância do cuidado com o meio ambiente e com os outros, promovendo a autonomia, a autorregulação das emoções e a cooperação entre os alunos.

De acordo com o Currículo em Movimento, “o cuidado com os outros e com o meio ambiente, o pertencimento e a responsabilidade com as pessoas, os animais, a natureza e o planeta são aspectos fundamentais da educação, ressaltando a importância das interações com a natureza e a sociedade”. O Horta Girassol não só oferece uma rica experiência pedagógica, mas também fortalece os valores de respeito e preservação entre os alunos, contribuindo para a formação de cidadãos conscientes e comprometidos com o futuro do nosso planeta.

 

Ingressos para Baile dos Aposentados disponíveis até dia 19

Professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) filiados(as) ao Sinpro têm até o próximo dia 19 para retirar ingresso para o Baile das Aposentadas e dos Aposentados. A festa será dia 20 de setembro, às 21h, no Clube do Exército, com animação da Banda Os Naftalinas. Também haverá buffet com comida e bebida. Os ingressos são limitados.

Cada aposentado(a) filiado(a) terá direito a um ingresso gratuito, nominal e intransferível. É permitida a entrada de um(a) acompanhante por pessoa. Entretanto, para ele ou ela, o ingresso será no valor de R$ 50. O pagamento deverá ser em espécie.

A retirada dos ingressos poderá ser feita na sede ou subsedes do Sinpro, desta sexta-feira (13/9) até a próxima quinta-feira (19/9), exceto sábado e domingo. O horário é das 8h às 12h e das 13h às 17h. É necessário apresentar o contracheque ou a carteirinha de filiado(a), além de documento oficial com foto.

Como forma de garantir a segurança do evento, os(as) aposentados(as) deverão apresentar documento de identificação na entrada do baile.

Segundo a coordenadora da Secretaria de Assuntos dos Aposentados do Sinpro, Elineide Rodrigues, “o objetivo do Baile das Aposentadas e dos Aposentados é promover o reencontro da categoria”. “Será uma noite de alegria e descontração, onde também reviveremos nossas lutas e recarregaremos energias para fazer novas batalhas. Aposentada e aposentado sim. Inativos, nunca!”, ressalta a dirigente sindical.

SERVIÇO

Baile das Aposentadas e dos Aposentados

Data: 20 de setembro de 2024, sexta-feira

Local: Clube do Exército – Setor de Clubes Esportivos Trecho 02 Lote 23, Asa Sul

Horário: das 21h às 2h

Ingressos (limitados, nominais e intransferíveis):

– Gratuito para aposentados(as) filiadas(os)

– R$ 50 para acompanhante (1 acompanhante por aposentado(a))

Mais informações:

Telefones:
Sinpro SIG: 3343-4235 / 9.9994-6258
Sinpro Taguatinga: 3562-4856
Sinpro Gama: 3556-9105
Sinpro Planaltina: 3388-5144

Escola da Natureza do Parque da Cidade recebe para o Encontro de Educadores(as) Ambientais

A Escola da Natureza do Parque da cidade realiza, no próximo dia 18/09 seu XIV Encontro de Educadores(as) Ambientais da Escola da Natureza. A ideia desse evento é valorizar as pesquisas e os projetos realizados pelos educadores ambientais da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal, bem como refletir sobre o papel da Escola da Natureza, suas aspirações e desafios para o futuro, particularmente no que se refere à promoção da Educação Ambiental e Educação para a Sustentabilidade na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal.

O encontro será oferecido em dois turnos: das 8h às 11h30 e das 14h às 17h, em sua sede localizada no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, Portão nº 5, Brasília-DF, e é aberto à participação de todos os profissionais do magistério da rede pública do Distrito Federal.

Inscrições

 

Programação do evento

Acolhimento com lanche

Roda de conversa “Olhando para o passado: história e memória da Escola da Natureza”.

Onde estamos? Apresentação do projeto atual da escola.

Dinâmica: Para onde vamos? Sonhos e perspectivas futuras para a nossa escola.

Retorno para o grupo maior com apresentação do que foi discutido nos grupos menores.

Encerramento com apresentação musical/brincadeira de roda

Detran-DF lança 3º Prêmio de Educação de Trânsito

Até o dia 27 de setembro, alunos das escolas públicas e particulares e cidadãos em geral podem inscrever seus trabalhos no 3º Prêmio Detran-DF de Educação de Trânsito. O concurso cultural, promovido pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal busca incentivar o trânsito seguro e estimular o desenvolvimento de boas práticas nas vias públicas, de maneira lúdica e interativa.
Serão avaliados os trabalhos das seguintes categorias: Educação Infantil, Ensino Fundamental (1º ao 3º ano), Ensino Fundamental (4º ao 5º ano), Ensino Fundamental (6º e 7º anos), Ensino Fundamental (7º e 8º anos) Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos – EJA, Educação Especial, Universitário, Educador, Cidadão, Terceira Idade, Condutor, Motociclista e Ciclista.
A organização do prêmio em 16 categorias diferentes tem como objetivo permitir a participação de toda a comunidade no concurso, desde as crianças até os adultos da terceira idade. “Acreditamos que todos podem contribuirpara a promoção da cidadania no trânsito, apresentando obras inéditas que poderão ser incorporadas às ações educativas do Detran-DF”, explica a diretora de Educação de Trânsito, Ana Maria Moreira.

Edital e inscrições

As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente pela internet, no link acima, até dia 27 de setembro de 2024, mesmo prazo do envio dos trabalhos. As informações completas, com os temas e as regras para cada categoria, podem ser consultadas no Edital, que também está disponívle no botão acima.

Premiação
Haverá premiação para os trabalhos selecionados em 1º, 2º e 3º lugar de cada categoria, com os valores de R$ 6,5mil, R$ 4,5 mil e R$ 3,5 mil, respectivamente. Também serão premiadas duas instituições de ensino – uma pública e uma particular – que alcançarem a maior pontuação no somatório das notas dos trabalhos entregues pelos alunos de todas as categorias. Cada instituição vencedora receberá o prêmio de R$ 10 mil. A estimativa de investimento na seleção é de R$ 237,5 mil.

Cronograma
Inscrições e recebimento dos trabalhos: 9 a 27/9
Resultado preliminar: 16/10
Período de recursos: 17 a 27/10
Resultado final: 4 a 8/11

Prêmio Detran-DF de Educação de Trânsito
O concurso, criado em 2017, visa promover a participação da comunidade nas questões relativas à segurança viária e disseminar a concepção de trânsito como direito de todos. A primeira edição do Prêmio contou com 234 inscritos e 42 vencedores, que receberam prêmios de R$ 2 mil a R$ 5 mil. Em 2021, na segunda edição, foram distribuídos R$ 241 mil em prêmios.

Premiação

Haverá premiação para os trabalhos selecionados em 1º, 2º e 3º lugar de cada categoria, com os valores de R$ 6,5mil, R$ 4,5 mil e R$ 3,5 mil, respectivamente. Também serão premiadas duas instituições de ensino – uma pública e uma particular – que alcançarem a maior pontuação no somatório das notas dos trabalhos entregues pelos alunos de todas as categorias. Cada instituição vencedora receberá o prêmio de R$ 10 mil. A estimativa de investimento na seleção é de R$ 237,5 mil.

Cronograma 

Inscrições e recebimento dos trabalhos:

Resultado preliminar: 16/10

Período de recursos: 17 a 27/10

Resultado final: 4 a 8/11

Programa Justiça Comunitária do TJDFT promove curso de mediação para professores e orientadores educacionais

O Programa Justiça Comunitária (PJC) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) realiza, no segundo semestre de 2024, o Curso Esperançar: mediação aplicada ao contexto escolar e ações para uma comunidade participativa. A ação é voltada para professores e orientadores educacionais das escolas públicas do DF e as inscrições estão abertas.

Faça sua inscrição

Aplicado ao contexto escolar, o Curso Esperançar tem o objetivo de trabalhar o protagonismo comunitário. Trata-se de uma perspectiva dialógica para reflexão sobre a realidade da escola: as necessidades, identidades, conflitos e potencialidades. O curso aborda a importância dos Círculos Comunitários Participativos (CCP’S) na construção de espaços onde é possível pensar a própria realidade e construir coletivamente caminhos para entender os conflitos, superá-los e desenvolver as potencialidades da comunidade.

Com carga horária de 36h, distribuídas em 12 encontros on-line, o Curso Esperançar será ministrado sempre no horário de 14h as 17h, nos dias 5, 12, 19 e 26 de setembro; 3, 10, 17, e 31 de outubro e 7, 14, 21 e 28 de novembro. É possível se inscrever até o dia 19 de setembro.

Programa Justiça Comunitária 

O Programa Justiça Comunitária (PJC) do TJDFT é coordenado pelas Juízas Gláucia Foley e Caroline Lima e tem mais de 22 anos de atuação. Criado em 2000 como uma iniciativa pioneira do TJDFT, o PJC contribui para a democratização do acesso à Justiça, por meio de métodos alternativos de solução de conflitos e de estratégias de emancipação comunitária.

Em 2005, o PJC foi o vencedor da 2ª edição do Prêmio Innovare, na categoria Tribunal de Justiça, e desde então tem sido apontado como referência nacional pelo Ministério da Justiça. Atualmente, o programa atua em três regiões administrativas do DF: Ceilândia, Taguatinga e Samambaia.

(Com informações do TJDFT)

INVESTIMENTO NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: UM PRESSUPOSTO DEMOCRÁTICO

O Sinpro-DF continua em campanha permanente em defesa da educação inclusiva! Nossa campanha reivindica mais investimento e mais atenção do governo Ibaneis para esse tema tão importante e definidor da qualidade da nossa democracia.

A evolução da civilização faz se ampliarem as noções de democracia, cidadania e inclusão, tornando-as um indicador do nível de desenvolvimento de uma sociedade. Hoje, as pessoas e as instituições são mais sensíveis para entender que a exclusão e a marginalização não é algo natural. Porém, há ainda muito o que avançar; e os avanços que temos se devem à resistência de quem sente na pele as dores da exclusão, e as ressignificam constituindo espaços de luta.

Embora tenhamos uma legislação que garanta o direito à inclusão, as estruturas não estão organizadas para incluir, mas sim, permanecem excludentes. Nas escolas, por exemplo, faltam condições, estrutura e pessoal para atender com dignidade estudantes com deficiência ou transtorno.

 

É preciso investimento!

O Sinpro tem cobrado do GDF investimento: na construção de escolas; na ampliação de salas de aula e outras reformas que sejam necessárias; na formação, na qualificação e na valorização de profissionais para atuar na educação inclusiva e na educação especial; na nomeação de monitores e monitoras; na ampliação da oferta de salas de Atendimento Educacional Especializado; na oferta de salas de recursos equipadas em todas as unidades escolares.

O governo de Ibaneis Rocha, no entanto, tem negligenciado esse segmento, fazendo com que os princípios constitucionais do direito à educação e do direito à dignidade humana não sejam respeitados. É dever do Estado oferecer aos estudantes com deficiência, com algum tipo de transtorno, ou ainda em situação de vulnerabilidade social as condições necessárias para que o processo de construção de aprendizagens lhes esteja disponível integralmente.

Para tanto, é imprescindível que o Estado garanta acessibilidade, condições dignas de permanência na escola e profissionais valorizados. Há uma carência avassaladora de professores, monitores, orientadores educacionais, psicólogos, dentre outros.

O que vemos, no entanto, é que o governo Ibaneis tem estabelecido um perfil de escola que se assemelha mais a um depósito de estudantes. Num cenário de turmas superlotadas e infraestrutura inadequada, diante de um grande número de estudantes com deficiência ou algum transtorno, não há as condições necessárias para o processo de aprendizagem, muito menos de inclusão.

Os professores e professoras, muitas vezes, ficam isolados no atendimento aos estudantes com deficiência ou transtorno. A diretoria colegiada do Sinpro acredita que as dificuldades vivenciadas nas escolas se devem a um abandono do Estado. “Na educação inclusiva, temos a compreensão de que o estudante com deficiência não é estudante de um professor, nem só da escola, mas sim, de todo o sistema de ensino, que precisa estar articulado também com os serviços estatais de saúde e de assistência social”, afirma Luciana Custódio, professora da educação especial e diretora do Sinpro. “A omissão do Estado em relação a esse segmento sobrecarrega o professor e compromete as possibilidades de a escola atendê-lo da forma adequada, que seria em colaboração com outros profissionais e outras áreas”, completa ela.

Luciana alerta, também, para os limites de um trabalho que, além de desarticulado, é descontínuo. “A maioria dos professores em regência de classe, hoje, trabalha em regime de contrato temporário. Embora sejam profissionais muito qualificados, a descontinuidade do trabalho é um enorme obstáculo para a educação inclusiva, porque é fundamental que o profissional conheça e acompanhe a trajetória do estudante”, aponta ela.

 

Prioridade

Para Carlos Maciel, diretor do Sinpro e integrante do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal (Coddede), para que todas essas condições sejam cumpridas, é latente a necessidade de investimento: “Para que a educação inclusiva aconteça de fato é preciso formação de profissionais, acessibilidade do espaço, suporte técnico para que as pessoas com deficiência estejam nesse espaço. Tudo isso demanda investimento, é preciso que o governo olhe para o segmento com mais prioridade”, ressalta ele. “Sem investimento, barreiras atitudinais e barreiras arquitetônicas inviabilizam a educação inclusiva”, finaliza.

O Sinpro-DF continua atento e lutando para que a educação inclusiva se realize em toda a sua potencialidade. Esse é um direito das pessoas com deficiência, e é preciso respeitá-lo para construirmos uma sociedade justa e realmente democrática, com cidadania plena para todos e todas. Nossa campanha continua sendo travada na luta pelo direito a uma educação efetivamente inclusiva!

MATÉRIA EM LIBRAS

 

Texto originalmente publicado dia 11 de abril.

Salomão Sousa: um Beirute, dois livros e 72 anos de vida

Salomão Sousa lança dois livros de sua autoria no próximo dia 18/9, quarta-feira, no Beirute da Asa Sul (CLS 109 Sul) a partir das 18:30. São os livros Certezas para as madressilvas, poesia vinculada ao mítico, à natureza e às desavenças emocionais, e Poesia e alteridade, que dá continuidade ao trabalho de pensar a desestruturação política, numa sociedade que passou a não se identificar com o seu tempo. “O homem atual deixou de reconhecer sua liberdade”, aponta.

O lançamento das duas publicações coincide com outra data bem feliz: Salomão completa 72 anos de vida no dia 19 de setembro. E quem comprar os livros concorre no sorteio de uma gravura original de Beto Nascimento. Um livro sai pelo valor de R$ 50,00, e os dois livros, por R$ 70,00.

Salomão conta sua inspiração para a escrita de Certezas para as madressilvas: “a poesia é minha praia, meu quintal, minhas adjacências, meu alimento. Escrevi este livro no momento do ódio, no meio do aquartelamento da descrença, na hora do vírus da morte. Esses elementos se impregnam na arte. Certamente a minha poesia não contribuirá para a pacificação, para desarmar, pois foi escrita quando inexiste a sabedoria interpretativa e sensorial. A sabedoria sucumbe quando há a virulência do fervor pelo que é material e dogmático. Numa hora em que as pessoas desprezam a si mesmas, há preferência pela destruição da liberdade incentivada pelas aleivosias dos escritórios da mentira. Estes poemas (e muitos outros) foram escritos quando as pessoas deixaram de se reconhecer, de valorizar os canais legítimos da existência e passaram a abarrotar os olhos com o fascínio pela violência. Não tomei morfina para escrever este livro. Não conseguia me doar, se isolado, esquecido, assinalado com o dedo da desconfiança (muitas vezes de pessoas íntimas de minha afeição), se precisava arrasar o ódio com o sentido de existir próximo a outras vidas, com os percevejos e ninfas, que instrumentalizam a realidade, apesar de existirem despercebidos. Só com a proximidade do que existe a poesia se confirma. Nestes poemas não desejei dominar o processo, mas permitir que a poesia agisse com espontaneidade e urgência, só nos momentos em que ela desejasse se manifestar.”

Já sobre “Poesia e Alteriadade”, explica Salomão que “é um livro que se constitui de dez textos, que, entre outros temas, trata da compreensão da poesia, dos limões que a iluminam; da geração da poesia goiana, à qual sou participante, que passou inicialmente pela opressão da ditadura; do romance Grande Sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, como experiência do autor com a guerra hitlerista; do romance O Castelo, de Kafka, como obra que lembra que todos, numa organização totalitária, acabam sendo sacrificado pelo sistema; do romance Sob os olhos do Ocidente, de Joseph Conrad, que critica o oportunismo daquele que atua para tirar proveito do sistema autoritário; bem como da trapaça e do envenenamento político atual. Finalizo com um texto sobre alteridade, que julgamos ser um caminho pra que as pessoas se respeitem e manifestem cidadania respeitável. Precisamos descer do pedestal. Não adianta ficarmos na sacada reclamando da praga que cresce na calçada. Temos de descer para eliminá-la. A omissão é adesão à praga.”

Turmas EJA do CED São Bartolomeu recebem palestra sobre Lei Maria da Penha do Sinpro

O CED São Bartolomeu, em São Sebastião, é mais uma unidade escolar do DF a receber uma ação da Secretaria de Mulheres do Sinpro. Na noite do dia 10 de setembro, os e as estudantes da Educação de Jovens e Adultos da escola receberam, para uma conversa sobre o tema, as diretoras do Sinpro Solange Buosi e Lucilene Kátia, além de Mônica Caldeira e Silvana Fernandes, as duas últimas da secretaria de mulheres.

“Expusemos dados sobre o feminicídio no DF, e dialogamos com os e as estudantes sobre os indícios de um relacionamento tóxico, o ciclo da violência, as ferramentas de proteção às mulheres e de prevenção do feminicídio, como a Lei Maria da Penha”, conta Silvana.

“Conversar com estudantes da EJA sobre relacionamentos tóxicos a partir da lei Maria da Penha é muito fluido porque são pessoas que já tiveram ou têm relacionamentos e que a autorreflexão se dá em torno da não naturalização das violências. Além de tipificar cada uma das violências, a lei Maria da Penha mostra o ciclo da violência que não se desfaz quando a naturalização de comportamentos violentos são tolerados numa sociedade machista e patriarcal”, descreveu Mônica.

“A atividade foi voltada para os estudantes da EJA. Havia cerca de 40 estudantes assistindo à palestra, e alguns professores também participaram. Ao final do evento, muitos vieram nos agradecer. A fala, focada em atos do cotidiano, falou diretamente aos estudantes”, explicou Solange.

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