Mulheres em luta pela vida e contra o PL da Gravidez Infantil

Mulheres do DF e de todo o Brasil continuam em luta pelo arquivamento imediato do projeto de lei da Gravidez Infantil (PL 1904/24). Para isso, professoras, bancárias, assistentes sociais, estudantes e mulheres de todas as categorias de trabalhadores realizam força-tarefa para esclarecer a sociedade sobre os prejuízos da proposta que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados.

 

 

No último dia 27 de junho, foram realizados atos em quase todo o Brasil. No DF, mulheres protagonizaram um panfletaço na Rodoviária do Plano Piloto. Um dos alertas do material distribuído foi de que o PL considera assassina a pessoa que precisar interromper a gravidez após a 22ª semana de gestação, mesmo que ela tenha sido vítima de estupro. A pena seria de até 20 anos de prisão.

Além disso, um dos dez pontos listados no panfleto para justificar a luta pelo arquivamento do PL da Gravidez Infantil foi a epidemia de violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil.

“As meninas entre 0 a 14 anos são as maiores vítimas de estupro no país. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública registrou um número recorde de estupros em 2022, com 74.930, sendo também o maior número de estupros de vulnerável da história, já que 6 de cada 10 vítimas têm menos de 14 anos. Os estupradores, em sua maioria, são familiares ou conhecidos. É com esse problema que a Câmara dos Deputados deveria se preocupar”, traz o material distribuído na Rodoviária do Plano Piloto.

Para a diretora do Sinpro Mônica Caldeira, explicar à população do DF e do Brasil o retrocesso que significa o PL da Gravidez Infantil é urgente, e deve passar também pelas escolas.

“Se a escola fosse, desde sempre, um lugar que garantisse o debate sobre gênero, propostas como o PL da gravidez infantil poderiam até ser apresentadas em espaços determinantes para os rumos do país, como a Câmara dos Deputados, mas seriam facilmente derrubadas. Seja pela conscientização da maior parte dos próprios parlamentares, seja pela pressão de uma população conscientizada”, diz a dirigente sindical.

 

 

>> Leia também: DEBATE DE GÊNERO NAS ESCOLAS PODE FREAR PROJETOS COMO O DA GRAVIDEZ INFANTIL

“Nós, mulheres, não vamos esmorecer enquanto esse PL não for derrotado. Não aceitaremos emendas ou penduricalhos. Queremos o arquivamento total e imediato, não dá pra melhorar uma proposta cujo objetivo é nítido: retirar um dos poucos direitos reprodutivos garantidos às mulheres por Lei”, afirma a secretária da Mulher Trabalhadora da Central Única do DF (CUT-DF), Thaísa Magalhães.

Atualmente, a lei brasileira permite a interrupção da gravidez em três situações:

>> Quando a gestação é fruto de um estupro;
>> Quando a gravidez representa risco à vida da mulher;
>> Quando o feto for anencéfalo, quadro caracterizado pela ausência do encéfalo e da calota craniana.

Diferente do PL da Gravidez Infantil, a lei brasileira não prevê hoje um limite de tempo de gestação para os casos de aborto legal.

Estudante do CEM 03 de Taguatinga faz vaquinha para custear passagens após ganhar bolsa em universidade espanhola

Nathan Gabriel Alves da Silva Aguiar ganhou uma bolsa de 4 anos para estudar engenharia elétrica na Universidade de Jaén, na Espanha, após vencer a seleção que ocorreu no CEM 03 de Taguatinga, em virtude de suas boas notas. A família está organizando uma vaquinha para custear as passagens aéreas para o país e o período inicial da estadia. A meta é arrecadar R$6500.

A bolsa é uma parceria da Embaixada da Espanha com a escola, através do projeto Escolas Interculturais Bilíngues, no qual o CEM 03 de Taguatinga faz parte.

As aulas começam dia 9 de setembro. “O valor de R$ 6500 seria suficiente para pagar as passagens de ida e volta, além do adiantamento de 3 meses que é cobrado do aluguel do quarto”, conta Luciene Alves da Silva Aguiar, mãe do estudante.

As demais despesas, como alimentação, a família vai custear até que a ajuda de custo da própria universidade para este fim seja liberada.

A ideia do site para a vaquinha surgiu da própria escola e as doações são feitas exclusivamente por lá. Até este momento foi arrecadado R$1565.

Para ajudar acesse o site e contribua!

Escolas se encontram no CED Agrourbano Ipê para o Dia do Campo

Representantes de cinco Escolas do Campo da Regional do Núcleo Bandeirante se encontraram na última semana (27/06): Escola Classe Ipê, Escola Classe Kanegae, Escola Classe Ruralzinha, Escola Classe Agrovila e o CED Agrourbano Ipê (que recebeu as demais) para o Dia do Campo. Instituído pela Portaria n°419/2018 da SEEDF, o evento foca na reorganização do trabalho pedagógico através da materialização dos princípios da Educação do Campo, promovendo a integração de ações regionalizadas, aprofundando o diálogo e formação continuada dos (as) profissionais. Foi a terceira edição realizada, para cerca de 300 pessoas.

“É um momento formativo em que ocorrem palestras e debates a respeito dessa temática, socializar as experiências que cada unidade escolar vem implementando e fortalecendo os vínculos de parcerias entre os presentes. Conta com a presença de toda equipe escolar (gestores, orientadores, supervisores, coordenadores, professores, etc.), representantes da Secretaria de Educação e convidados” explica Ingrid Ceciliano de Souza, vice-diretora do CED Agrourbano Ipê, que faz parte da gestão ao lado da diretora Sheila Pereira da Silva Mello.

De acordo com Ingrid, a escola anfitriã do evento “apresentou todo seu histórico de luta e preservação do patrimônio natural do seu entorno, desde a sua fundação até os dias atuais. Expôs o processo de implantação do CAUB I, um projeto de reforma agrária de 1986 e mostrou a linha do tempo, com os principais projetos desenvolvidos pela escola e os prêmios recebidos ao longo desse período. Tivemos palestras relacionadas à educação do campo. Depois, cada escola apresentou seus projetos exitosos”.

Dentre as apresentações, ocorreu a de Gedilene Lustosa, que foi gestora da escola, da regional do Núcleo Bandeirante e moradora da cidade, além de fundadora do CAUB. Ela contava a história do CED Agrourbano Ipê enquanto realizava encenações. 

Já as questões ambientais são indissociáveis à educação do campo. Gilza Lúcia, Diretora de Administração e Patrimônio do Sinpro, esteve presente. “Fui convidada para falar do período em que eu trabalhei no CED Agrourbano Ipê desde 1988, quando entrei na SEEDF. Fui diretora, é a escola do meu coração. Fui chamada para falar desse período que foi  muito rico, que a gente se organizou para o orçamento participativo e conseguimos a reforma e ampliação da escola, o asfalto para a comunidade, a iluminação. Conseguimos criar a ARIE da Granja do Ipê, que foi fundamental para manter preservada a área das nascentes e cascalheira. Até hoje é uma área que se mantém preservada”.

Para ver as fotos no álbum do Facebook do Sinpro, clique aqui.

Primeira edição do Festival de Inovação e Criatividade de Brasília ocorre em agosto

Brasília vai receber pela primeira vez o FIC, Festival de Inovação e Criatividade. Ele será no SESI Lab (Setor Cultural Sul), no dia 16/08 das 10h às 18h com visitação aberta e gratuita.

O FIC visa inspirar, divulgar e demonstrar na prática a implementação de atividades de aprendizagem criativa em ambientes educacionais, sejam formais ou não. Pais, mães, educadores, estudantes, gestores terão um espaço para discutir e criar práticas significativas nos mais diferentes ambientes educacionais.

O evento celebra o espírito colaborativo e inventivo da educação brasileira. Todos (as) interessados (as) em vivenciar a aprendizagem criativa, terão a chance de participar de atividades “mão na massa”, explorar tecnologias high e low tech, fomentando o aprendizado e criatividade de uma maneira lúdica e informal.

Estudantes e professores (as) poderão expor seus trabalhos e participar de diversas palestras e seminários. O intuito é tornar o FIC parte do calendário anual de eventos científicos, tecnológicos e criativos do DF.

As inscrições estão abertas para participantes, expositores (as) e voluntários (as), neste site.

Mais informações sobre o FIC em Brasília aqui.

Vídeo com apresentação do festival pode ser visto aqui.

Depoimentos de quem já participou de outras edições pelo país, neste link.

Para ver as fotos no álbum do Facebook do Sinpro, clique aqui.

Audiência pública discutirá PDOT e o destino das terras do DF neste sábado (29)

A primeira audiência pública para discussão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) será realizada em 29 de junho, a partir das 9h, no auditório do Museu Nacional da República. Participe! O PDOT é a lei que será atualizada para os próximos 10 anos e definirá as regiões do Distrito Federal que podem ser destinadas à especulação imobiliária e outras coisas.

A audiência pública será realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal (Seduh-DF) e visa a construir o Projeto de Lei (PL) para atualização do PDOT, a lei que define onde estão e quais são as diretrizes e estratégias aplicadas às zonas urbanas e rurais do DF, às áreas ambientalmente sensíveis e quais locais podem ser destinados à moradia ou à indústria ou a outras atividades da indústria da construção civil e imobiliária.

A norma vigente é de 2009 e deveria ter sido revisada em 2019, mas a atualização foi adiada por causa da pandemia da Covid-19. O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz, informou, recentemente, que, na audiência pública deste sábado (29), serão apresentados à população os estudos realizados. Os documentos que subsidiarão o debate estão disponíveis no site do PDOT.

Depois da audiência pública, a Seduh vai divulgar o prognóstico do processo de revisão e iniciar a etapa de propostas, com a realização de eventos para a participação social. A previsão é de que sejam realizados 62 encontros com a população, a partir de julho.

COMO POSSO PARTICIPAR?

Vá na Audiência! Leve seus companheiros, sua família!

Vista a camiseta do seu movimento!

Leve faixas, banners, bandeiras!

Para registrar suas contribuições com calma, você pode preencher um formulário online que estará aberto até o fim do dia 29/6: <https://sistemas.df.gov.br/PDOTSEDUH/Formulario?AudienciaPublicaId=2>

Caso queira se manifestar no dia, possivelmente haverá uma inscrição mas o tempo é curto. Organize previamente suas ideias para conseguir dar seu recado!

Laudo aponta que Ibaneis tem servido arroz de baixa qualidade a estudantes da rede pública

Há fortes indícios de que o GDF serve arroz de baixa qualidade aos estudantes das escolas públicas do DF. E pior que isso: paga por um arroz mais caro e recebe outro, mais barato.

Provocada pelo Conselho de Alimentação Escolar do DF (CAE), diante dos tantos problemas verificados na merenda – relembre abaixo os casos -, a Superintendência Regional do Ministério da Agricultura constatou que o arroz servido aos estudantes é de tipos 2 e 3, enquanto, segundo contrato, o GDF paga por arroz agulhinha tipo 1.

>>> MERENDA ESCOLAR: MINISTÉRIO PÚBLICO PLANEJA AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA CONTRA IBANEIS E CELINA
>>> DESCASO COM A EDUCAÇÃO: MAIS UMA VEZ, LARVAS SÃO ENCONTRADAS NA MERENDA
>>> GOVERNO NÃO ENTREGA ITENS PARA A MERENDA E ALIMENTAÇÃO ESCOLAR ESTÁ COMPROMETIDA

As amostras foram recolhidas no CEF 12 e no CEF 30 de Ceilândia. A uma emissora de TV, a Secretaria de Educação (SEE-DF) afirmou que vai solicitar um laudo da Vigilância Sanitária do DF e encaminhar o caso à Polícia Civil para investigação criminal.

Além de formalmente solicitar esclarecimentos e providências da SEE-DF, o CAE também acionou o Ministério Público, a Câmara Legislativa, o Tribunal de Contas, a Controladoria Geral e outros órgãos de controle. “O CAE realizou diversas fiscalizações, e foram encontrados carunchos e larvas no arroz entregue a escolas de diversas regionais; e agora o Ministério da Agricultura nos aponta que o arroz é de tipos 2 e 3”, explica Samuel Fernandes, membro do CAE e diretor do Sinpro-DF. “Estamos tomando providências, porque é esse o arroz que está chegando ao prato dos estudantes das escolas públicas do Distrito Federal”, conclui ele.

A diretoria do Sinpro considera inaceitável a crise da alimentação escolar no DF, ainda mais considerando o volume de recursos destinados a ela. A categoria tem debatido o tema em assembleias gerais e atividades regionalizadas, e o Sinpro segue atento aos encaminhamentos e cobrando providências da SEE-DF, ao lado do CAE.

Veja abaixo os laudos de classificação, feitos pela Empresa Nacional de Classificação e Análise a pedido do Ministério da Agricultura. Para acessar o contrato firmado para compra de arroz entre o GDF e a empresa Super Cesta Básica de Alimentos, clique AQUI.

 

MATÉRIAS EM LIBRAS

Debate sobre defesa da Arie JK será nesta quinta-feira (27/6)

O deputado distrital Gabriel Magno (PT) realizará, nesta quinta-feira (27/6), às 19h, um debate sobre a Arie JK. Ele convida a todos(as) os(as) brasilienses a participarem desse importante encontro, na Escola Parque Anísio Teixeira de Ceilândia, para “juntos e juntas, discutirmos soluções para a preservação da Arie JK e garantir um futuro sustentável para nosso DF. Conto com a sua presença”, convida o parlamentar.

Você já ouviu falar sobre a Arie JK e sabe por que a sua defesa é importante para todo o DF?

A Área de Relevante Interesse Ecológico Juscelino Kubitschek (Arie JK), situada entre Ceilândia, Samambaia, Sol Nascente e Taguatinga é um legado histórico e ambiental precioso para o Distrito Federal. Esta área inclui o antigo Núcleo Rural de Taguatinga, estabelecido por JK na década de 1950 como um corredor ecológico essencial.

Mas a intensa grilagem de terras praticada por todo tipo de interesses nos 5.779 km² do quadrilátero que o Distrito Federal ocupa no território brasileiro não deixa a Arie JK em paz. Em postagem nas redes, o deputado distrital Gabriel Magno (PT), afirma que “hoje, enfrentamos [a população do DF] um desafio sério: a ameaça de destruição deste importante patrimônio verde”.

Embora algumas atividades urbanas sejam permitidas na região, é vital que sigamos um Plano de Manejo rigoroso para evitar impactos ambientais severos. Infelizmente, o governo do DF planeja expandir a área urbanizável, incluindo a criação de um novo bairro de alto padrão, o que poderia comprometer irreversivelmente nosso ambiente natural.

Confira também nas redes sociais do deputado? <https://www.instagram.com/p/C8Xdrv4uPXN/> e nas redes digitais do Sinpro-DF

 

Professora e pedagoga aposentada da SEE-DF torna-se atriz

Professora de Educação Infantil e pedagoga aposentada da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF), Rosângela Ventura, estreou como atriz, no dia 23 de maio, no Centro de Ensino Médio nº 304 de Samambaia (CEM 304 de Samambaia), com a peça “O caso do espelho”. Inspirada no texto de mesmo título do escritor, ilustrador e pesquisador brasileiro, Ricardo Azevedo, a peça traz a comédia como gênero e foi dirigida pelo professor de interpretação Wellington Fagner, do curso de atuação.

A peça foi apresentação única para duas turmas de 3º Ano do Ensino Médio da escola, com exploração pedagógica do texto envolvendo os(as) estudantes, com diálogo sobre a profissão de atriz e ator, tirando dúvidas para inserir na área e, em seguida, realizou a apresentação solo da adaptação do conto.

Rosângela sempre cultivou o sonho de atuar no teatro como atriz e nas passarelas como modelo. Bastou se aposentar, em 2020, para tornar seu sonho em realidade. Após atuar como modelo, a professora/pedagoga e ex-diretora do CEM 304 de Samambaia está disponível para atuar nas TVs e no cinema. Ela fez vários cursos on-line na escola de Wellingon Fagner e, agora, atua profissionalmente.

“Escolhi o conto de Ricardo Azevedo pelo fato de existir a sensibilidade da ingenuidade de muitas pessoas e por se tratar de uma comédia. Esse conto nos permite imaginar algo inexistente no cotidiano dos estudantes e das estudantes do Ensino Médio, como a roça, os caipiras, e uma visão em meio a muita simplicidade e leva a imaginar as três personagens principais do conto. Isso é arte: imaginar, observar, criar. No conto, os personagens não conhecem espelho. Somente se dão conto no final após muita confusão”, explica a professora aposentadas.

Ela ressalta que sempre valorizou a leitura, “e esse conto apesar de representar pessoas simples, ensina sobre diversidade de cultura. Trata-se de uma comédia, o que facilita o estudo e apresentação em teatro”. A ex-diretora do CEM 304 de Samambaia sempre apresentou peças nas escolas em que trabalhou.  “Inclusive, ainda como supervisora do CEM 304, fiz muitas apresentações nas coletivas junto ao grupo docente. Enquanto gestora da mesma escola, incentivei a participação dos estudantes e das estudantes em diversos concursos voltados à dança, teatro, música etc.”, informa.

Confira, no print de WhatsApp, o depoimento de uma estudante do 3º Ano do CEM 304 de Samambaia que assistiu à peça.

 

A peça faz parte da construção do seu portfólio, instrumento necessário para que a professora aposentada retire seu registro de atriz na Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Trata-se de um registro importante para ela conseguir trabalhos nas redes de televisão e no cinema. “Como iniciei agora as apresentações, terei que ter outros trabalhos a estudar para apresentar”, diz .

Confira também as imagens e vídeo da interpretação teatral da nova atriz brasiliense Rosângela Ventura nas redes digitais do Sinpro-DF: https://www.facebook.com/share/p/c8fUPJw9qeyjVj2x/?mibextid=oFDknk

 

Assembleia se torna ato e vai ao Buriti exigir sanção da LDO

Mais uma vez, os profissionais do magistério da rede pública do DF deram uma aula de determinação e luta! Na manhã desta quarta-feira, 26 de junho, professores(as) e orientadores(as) educacionais transformaram a assembleia geral em ato público, e saíram em passeata até a Praça do Buriti. A manifestação teve o objetivo de exigir do governador Ibaneis Rocha a sanção do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) sem vetos às emendas aprovadas para a educação.

A LDO aprovada pela CLDF na noite de terça-feira (25) trouxe emendas importantes, todas aprovadas por unanimidade: medidas que buscam o cumprimento da Meta 17 do PDE; recurso para 11.867 novas nomeações para a educação pública do DF, sendo 8.517 para a carreira magistério público; recomposição inflacionária como valor mínimo para reajuste das transferências realizadas por meio do PDAF; isonomia entre as gratificações de gestores(as) escolares; incremento nas tabelas salariais com titulações (especialista, mestre e doutor); entre outras.

Essas emendas são uma vitória da categoria, que se manteve mobilizada ao longo de todo o semestre em assembleias, paralisações, atos públicos e ações regionalizadas, pela garantia de uma educação pública de qualidade. Nesse percurso, é preciso ainda destacar as constantes visitas da diretoria do Sinpro aos 24 gabinetes da Câmara Legislativa para dialogar com os(as) parlamentares e sensibilizá-los(as) quanto à necessidade de garantir Orçamento para a educação.

Outras conquistas importantes foram resultado dessa luta, como a nomeação de 3.104 professores(as) e 80 orientadores(as) educacionais – e há o compromisso assumido pelo GDF de uma nova leva de nomeações em agosto.

A luta continua e vai se fortalecer, porque há muitos pontos a serem garantidos em defesa da educação pública – que deve ser uma luta de toda a sociedade! Por isso, a assembleia aprovou a Jornada em Defesa da Educação, que buscará dialogar com a população sobre a importância da educação na vida de todos e todas; e vai pressionar o GDF a cumprir com seu dever constitucional de valorizar a educação pública.

Dentro desse calendário, no dia 22 de agosto, haverá um grande ato público na CLDF, pelo cumprimento da meta 17 e para exigir a nomeação de todas e todos os aprovados no concurso de 2022.

Confira abaixo o calendário completo da Jornada em Defesa da Educação, aprovado pela assembleia geral. Abaixo, também, estão as prioridades, dentro da pauta de reivindicações, aprovadas pela assembleia.

 

NOSSAS PRIORIDADES

– 19,8% Já! Rumo à Meta 17;
– Nomeação de todos os aprovados e aprovadas no concurso de 2022;
– Redução da alíquota previdenciária dos(as) aposentados(as);
– Fim do sistema de pagamento horista para professores(as) CTs;
– Achatamento dos padrões da tabela salarial de 25 para 15, com aumento dos percentuais entre os padrões;
– Dobrar o percentual de titulação para especialização, mestrado e doutorado, com pagamento de forma cumulativa. Criação da tabela para pós-doutorado;
– Isonomia da gratificação para gestores(as), independente da modalidade e etapa de ensino. Equiparação da gratificação dos(as) gestores(as) de educação com demais cargos comissionados de outras estruturas do GDF;
– Equiparação do valor do auxílio-alimentação ao pago pela CLDF;
– Garantia do pagamento da Gratificação de Atividade de Ensino Especial (GAEE) aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais de escolas regulares que atuem com estudantes com transtorno ou com deficiência;
– Não fechamento da EJA;
– Defesa do Ensino Médio;
– Fim da cobrança do CREF;
– Garantia de uma política com protocolo de ações de combate a todos os tipos de violência física e virtual contra professores(as), orientadores(as) educacionais e estudantes;
– Cumprimento integral do acordo de greve (2023).

Clique no botão abaixo e acesse a pauta de reivindicações completa:

Pauta de Reivindicações

Clique no botão abaixo para acessar o Edição Extra:

Edição Extra

 

Acesse AQUI o álbum de fotos da assembleia

MATÉRIAS EM LIBRAS

Escola Classe 419 de Samambaia promove um Arraiá da Alegria

A Escola Classe 419 de Samambaia no ano de 2023 organizou uma festa junina com o tema Arraiá da Alegria. A festa trouxe uma explosão de cores, beleza e animação, promovendo a igualdade e mostrando a importância da inclusão na educação e, também, na vida. A EC 419 é uma escola inclusiva, em que os(as) professores(as) promovem uma educação de qualidade em todas as áreas e dependências da escola.

Durante o arraiá os segundos anos do turno matutino promoveram uma apresentação emocionante, fazendo brotar nos pais e na comunidade escolar um misto de sorrisos e lágrimas de felicidade. Ao som da música ‘Trenzinho do forró’, a apresentação foi feita por quatro turmas, sendo três reduzidas por ter crianças com necessidades educacionais específicas . Os ensaios e todo o trabalho foram organizados pelas professoras Gardênia, Márcia, Antônia e Edinelia.

Segundo a professora Cláudia Gardênia, desde a decoração colorida e acolhedora até as danças vibrantes e cheias de energia, cada detalhe foi pensado com carinho para celebrar essa época tão especial do ano. “As barraquinhas de comidas típicas estavam simplesmente deliciosas, oferecendo um verdadeiro tour gastronômico pelas delícias juninas. Os alunos se apresentaram com tanto entusiasmo e dedicação que era impossível não se contagiar pelo espírito festivo”.

Neste ano de 2024 a escola teve como tema “Arraiá Sertão Arretado” trazendo a cultura e riqueza do país. A inclusão esteve presente em todas as apresentações, nas turmas dos terceiros anos do turno matutino teve até marcha nupcial, encantando e emocionando a todos.

Para ver as fotos na página do Facebook do Sinpro, clique aqui.

Acessar o conteúdo