Atletas do Centro Educacional do Lago se destacam em competições

Alunos (as) do Ensino Médio do Centro Educacional (CED) do Lago conseguiram recentemente excelentes resultados em competições no DF no vôlei feminino, ginástica artística e parkour.

Nos dias 8 e 9 de junho, ocorreu a Copa Brasília de Ginástica. A escola foi representada por sete atletas no total, sendo três participando da ginástica artística nível iniciante (Geovanna Emanuelle dos Santos Pinheiro, Ana Cláudia Bezerra de Azevedo e Ester Felipe Oliveira Silva) e quatro participando do parkour (Gabriel Venturini Lagasse, Nicolas Ferreira da Silva, Pedro Francisco Pereira Santana e Lucas Vieira Santos), sendo um deles no nível avançado e três no intermediário. Todos receberam medalha de ouro e alcançaram a nota para o primeiro lugar. 

“O processo foi desafiador, a falta de equipamento foi o maior empecilho. Mas conseguimos improvisar com o que tínhamos à disposição na escola. Para o parkour usamos as mesas da cantina como obstáculos, e para a ginástica artística usamos apenas alguns Tatames Eva que a escola já tinha. No dia anterior ao evento, a academia de ginástica Vup nos emprestou um trampolim, e às vésperas do evento as meninas aprenderam o salto que deveriam apresentar no torneio”, conta Cleber Rosa de Siqueira Campos, Professor de Educação Física

A carga de treino também foi um fator desafiador, pois era através de uma disciplina eletiva. E a preparação foi feita durante as aulas. “Apesar de termos pouco tempo, os alunos que foram para a Copa Brasília se empenharam bastante e tiveram 100% de produtividade em cada minuto da aula. Por isso que as meninas conseguiram realizar a série de solo com poucas deduções, e os meninos conseguiram realizar os circuitos com maestria”, relata o educador.

O evento

A Copa Brasília é realizada nos moldes dos torneios profissionais. Os atletas do parkour realizam dois circuitos. Um de habilidade, que avalia a execução dos movimentos e a passagem pelos obstáculos de acordo com movimentos obrigatórios previstos por regulamento específico, e outro circuito de velocidade onde o atleta precisa realizar com o menor tempo possível a pista de obstáculos.

As atletas da Ginástica Artística Feminina apresentam uma série de solo composta por elementos acrobáticos e artísticos, e são avaliados a execução dos elementos obrigatórios e o seu desempenho artístico. E apresentam também o aparelho salto, que é avaliado pontos como o alinhamento corporal, altura e dinamismo do salto.

A escola estuda formar uma equipe de ginástica. “No momento não temos uma equipe formal, mas apesar de termos pouca estrutura para essas modalidades específicas, estamos avaliando a possibilidade de abertura de equipes de treinamento. E para isso precisamos ainda lidar com questões logísticas como carga horária de treino, sem prejudicar as atividades pedagógicas, uniformização das equipes, e equipamentos específicos. Apesar disso, temos esperança de conseguirmos encaixar esses pontos para colocar a escola nesse cenário”, diz Cleber.

Equipe de vôlei feminino se classifica 

O time feminino de vôlei da escola (categoria 15 a 17 anos) se classificou para a fase distrital dos Jogos Escolares, em agosto, após alcançar as quartas de final na fase preliminar, disputando 5 partidas. Agora, a equipe está entre as 24 melhores do DF, sendo a única da rede pública do Plano Piloto dentre elas. “É a única escola pública da regional do Plano a alcançar a fase de quartas de final, devido ao Plano Piloto ter muitas escolas particulares que investem muito na modalidade no vôlei, inclusive dando bolsa de estudo para as melhores atletas e ao fato da equipe atual campeã e vice distritais serem do Plano Piloto, chegar nesta fase é um fator muito importante, devido a toda concorrência que existe dentro da regional”, atesta José Sérgio Garcia Vieira, Treinador das Equipes de Treinamento

De acordo com ele, “o grande desafio foi implementar uma metodologia de treinamento, um trabalho que ocorreu a longo prazo e gradualmente passou a gerar resultados. A base da equipe de 2024 mescla alunas que já faziam parte da equipe com atletas que ingressaram na escola neste ano. A manutenção de atletas na equipe favoreceu a adaptação das novas e o auxílio das que já estavam criou um ambiente propício para que as novatas se adaptassem com a metodologia de treinamento e a forma de jogar. As meninas estão eufóricas e muito ansiosas para disputar os jogos distritais, encarando como uma grande oportunidade para se desenvolver ainda mais na modalidade e alcançar grandes resultados”.

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CEM 12 de Ceilândia e CED 416 de Santa Maria participam do projeto Telescópio nas Escolas

O Centro de Ensino Médio nº 12 de Ceilândia (CEM 12 de Ceilândia) e o Centro Educacional 416 de Santa Maria ( (CED 416 de Santa Maria) participaram, nessa segunda-feira (17) e terça feira (18), respectivamente, do projeto Telescópio nas Escolas – uma parceria do Clube de Astronomia de Brasília (CAsB) com as escolas da rede pública do Distrito Federal.

Com o projeto, o clube realiza uma aula de astronomia in loco, mostrando aos(às) estudantes as estrelas, os planetas, as galáxias, os aglomerados, as constelações e o que é pedagogicamente interessante para fortalecer o conhecimento sobre o Universo e a física. “O Telescópio nas Escolas é realizado entre maio e outubro, período em que o céu fica mais limpo e sem nuvens”, informa o professor aposentado da Secretaria de Estado da Educação do DF (SEE-DF) Kleber Silva Carvalho, o Kleber Carverna.

Ele conta que várias escolas participam desse projeto anualmente e uma equipe de pessoas ligadas ao CAsB faz o atendimento. “Temos de quatro a sete ótimos telescópios e uns 10 membros para auxiliar as observações. Dou uma palestra a céu aberto, falando sobre relatividade, tamanhos no Universo, gravidade, velocidade da luz e outras curiosidades. Finalizo respondendo curiosidades que os e as estudantes perguntam”, conta.

Para participar do Telescópio nas Escolas, as unidades escolares precisam entrar em contato com o CAsB, cadastrarem-se e pedir para ser colocadas na agenda. “A escola solicitante será agendada para o período bom de observações, que é mais ou menos entre maio e outubro”, informa o professor.

Além do Telescópio nas Escolas, o professor Kleber desenvolve e coordena outros projetos por meio do grupo “Amigos da Escola”, tais como os projetos de trilhas, de festival de música e pré-vestibular. Associado ao CAsB, ele integra o grupo de pessoas que executam o projeto Telescópios nas Escolas, cuja coordenadora é Monica Mazzoni.

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CEF GAN produz renda para a escola através da reciclagem

Unindo a renda proporcionada com a reciclagem e a ideia de usar estes recursos para atividades pedagógicas e elaborar um orçamento participativo, no qual os (as) próprios (as) alunos (as) escolhem como esta verba será destinada em prol deles (as) mesmos (as), o projeto ECO GAN (do CEF GAN, na Asa Norte) nasceu no início deste ano e já reciclou 313 quilos de latinhas de alumínio e tampinhas plásticas. A meta é chegar aos 800 kg até o fim de 2024.

“Ele começou em fevereiro, quando iniciei minha jornada como professora de História aqui. Falei sobre o projeto de reciclagem na formação pedagógica e tive apoio de vários colegas, em especial da Lílian Mariana Fernandes, psicóloga escolar da instituição. Nisso, formalizamos o projeto e demos os primeiros passos. Atualmente, todas as turmas participam eventualmente ou já participaram ao longo do ano. Também temos parcerias com dois restaurantes da Asa Norte e uma distribuidora do Cruzeiro. A comunidade escolar como um todo participa. Inclusive sei de casos de um condomínio inteiro que se organizou para coletar recicláveis”, conta Júlia Mello Schnorr, que mantém o projeto ao lado de Lílian.

O projeto recebe vários tipos de materiais recicláveis, como tampinhas de plástico e caixas de leite. Mas a educadora endossa que “nosso carro chefe é a reciclagem de latinhas de alumínio. Realizamos a venda para duas empresas de reciclagem. As latinhas seguem para o Varjão, para um atravessador, o senhor Cláudio, e o restante dos materiais, plástico, tetra pak, vidros etc vão para uma grande empresa de reciclagem da Estrutural”.

Os estudantes aprenderam muito sobre reciclagem. “E nós (professores) também, inclusive sobre os valores, qual material vale mais do que os outros. Latinhas de alumínio certamente valem mais, e os estudantes sabem disso, embora adorem juntar tampinhas plásticas, em casa e alguns até com os vizinhos”, conta a professora.

Para ajudar, basta enviar uma mensagem por Whatsapp para o telefone (61) 99198-2938 para combinar a entrega ou coleta. “O interessante é juntar aos poucos as tampinhas e, caso vá a uma festa, guardar as latinhas. Dependendo, podemos combinar a retirada. Contamos com o apoio de toda comunidade docente do DF”, diz Júlia.

O dinheiro gerado na venda foi destinado no primeiro semestre ao pagamento de lanches para passeios escolares. Mas agora, no segundo semestre, a educadora ressalta que “faremos assembleias com nossas 16 turmas para que os jovens elenquem as prioridades de gasto na escola. Em seguida, iremos realizar um orçamento participativo, ou seja, os jovens irão votar nas propostas e haverá a aplicação do montante no que eles julgarem melhor”.

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4ª Noite de Autógrafos acontece nesta sexta, 21, na sede do Sinpro

O Sinpro convida todos e todas para sua 4ª Noite de Autógrafos, que acontece nesta sexta-feira, 21 de junho, às 19h, na sede do sindicato no SIG. A homenageada dessa edição é a professora aposentada e ex-dirigente do Sinpro Maria Augusta. Trinta autores e autoras da nossa categoria colocarão seus livros à venda no evento e estarão à disposição do público para autografá-los (veja lista abaixo).

 

 

A Noite de Autógrafos é uma realização, em parceria, da Secretaria de Cultura e da Secretaria de Aposentados do Sinpro. É um momento de encontros, descontração, e valorização da produção de conhecimento e de arte na categoria! Um coquetel será servido aos presentes e os autores e autoras terão a oportunidade de, no palco, recitar um poema ou apresentar sua obra ao público. Leve um casaco, porque o evento será realizado ao ar livre, no estacionamento do Sinpro! Até lá!

 

As obras que serão apresentadas:

A Enfezada Melissa – Cilsa Tavares
Universidade do Caminho – Francisco das Chagas
Branda Brisa, Sertão de Maraiva, Escola de Joaninhas – Ana Magalhães
Meu neto vai ganhar uma irmã e eu não sou avó – Márcia Lucindo
Mundo Encantado das Dobraduras – Lair Franca
Donatello O menino que mudava de cor – Magda Oliveira
Investigações em ensino de matemática – Maria Dalvirene
Control C Control Verso – Luis Felipe Vitteli Peixoto
Manuela e as Borboletas Amarelas – Janilce Rodrigues
Nós de de oito eus – Gilda Andrade
Agrestina – José Sóter
As sacolas enigmáticas de dona Emengarda – Débora Bianca
Letras e Pedagogias – Um necessário enlace – Celina Cassal
Poesias acres-doces – Paulo Palmerio
De capa, máscara e boné – Rafael F. Souza
Liberdade de ser, coragem para sentir – Rafaela Farias
Os bem nascidos – Ruth Meyre
Dona Bolota, a bolha de sabão – Sirlene Lopes Nascimento
Putas e outras pátrias – Vicente de Melo
Espaço de Recordações – Ana Paula de Rezende Navarro
Esporte negócio: Uma estratégia de marketing esportivo – Antônio Donizete
Educação geográfica: possibilidades e desafios contemporâneos – Maria Solange Melo
Luz, uma canção em silêncio – Andréia Moreira
A Creche da Dona Coruja – Alice de Sousa
Garimpo: Uma verdade sobre a Chapada dos Veadeiros – Jorge Monicci
O Menguinho Sapeca – Arlene Muniz
Sem tempo para sentir medo – Carlos Simões dos Santos
Faces de um velho punk – Gilberto Luiz
Fios que atravessam o tempo – Hozana Costa
O Sorriso de Eva – Natanael de Abreu
“A gente só é, e pronto!” Uma análise linguístico-discursiva sobre os impactos da LGBTIfobia na escola – Leonardo Café

 

Publicado originalmente 19 de junho.

EC 11 de Sobradinho realiza a Festa das Regiões

Com participação ativa de toda a comunidade escolar, sendo 380 estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental, no último sábado (15) a EC 11 de Sobradinho promoveu mais uma edição da Festa das Regiões.

Ocorrendo pela 15ª vez, é o evento no qual “os estudantes conhecem os aspectos culturais e sociais de cada uma das regiões do país, de acordo com o ano em curso. A culminância do trabalho realizado é uma apresentação de dança típica da região estudada a ser apreciada pela comunidade escolar numa festa aberta, denominada Festa das Regiões. A cada ano os estudantes conhecem uma das regiões brasileiras. 1º ano: Região Centro-Oeste, 2º ano: Região Nordeste, 3º ano Região Sudeste, 4º ano Região Sul e 5º ano Região Norte”, explica Rosana Moraes, Professora de Atividades.

A repercussão foi excelente. “Nós tivemos participação de quase 100% dos estudantes nas apresentações, da comunidade que já frequentou a escola, e de alunos que já estudaram aqui, pois eles voltam todo ano para assistir as outras turmas. Na comunidade é uma festa bastante conhecida, inclusive o nosso espaço não está mais comportando o número de pessoas que a gente já recebe”, diz a educadora. 

Com relação a importância pedagógica do evento, a professora ressalta que é uma ferramenta para que as crianças conheçam mais as regiões do Brasil, principalmente nos quartos e quintos anos. “Temos a chance de aprofundar mais sobre as características da região, como fauna, clima, flora, relevo, a parte cultural da história, né, da própria região, então as músicas, os ritmos que são mais comuns nesses lugares, então há um ganho pedagógico, sem falar na psicomotricidade, porque ensaiar, né, a gente fica mais de um mês ensaiando as danças e aí o movimento, tudo isso ajuda as crianças também a crescerem, e evoluírem corporalmente, a ter conhecimento e domínio do seu próprio corpo, de espaço, então vemos bastante avanço pedagógico”, afirma Rosana.

A renda da festa (proporcionada pela venda alimentos como caldos, canjica, espetinhos, cachorro quente, algodão doce, bolo, arroz carreteiro, além do uso de brinquedos e brincadeiras, como pescaria e brinquedos infláveis) é totalmente revertida para promover a Semana das Crianças no mês de outubro.

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Seminário sobre educação inclusiva produz debate rico e se tornará documento

Na segunda-feira, 17 de junho, a Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da Câmara Legislativa (CLDF) realizou o seminário Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. A iniciativa foi do deputado distrital Gabriel Magno, presidente da comissão, em parceria com o Sinpro-DF.

A mesa de abertura foi composta pelo deputado Gabriel; Anna Paula Feminella, Secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Governo Federal; Alexandre Mapurunga, Diretor de Políticas de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva do MEC; Heleno Araújo, presidente da CNTE; e Luciana Custódio, diretora do Sinpro.

Já o painel teve as contribuições de Olga Freitas, professora e consultora da Unesco e do MEC; Andréa Medrado, ativista, mãe típica e atípica, membro do grupo Pitt-Hopkins Brasil; Amanda Cristina Ribeiro Fernandes, da Defensoria Pública e do Coddede (Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do DF); Dulcinete Alvim, Diretora de Educação Especial da SEEDF, representando a secretária; Alexandre Mapurunga; e o debate foi fechado pela diretora do Sinpro-DF Luciana Custódio.

 

 

Participativo

O seminário contou com expressiva participação de profissionais do magistério e de estudantes, produzindo um debate muito rico que revelou que, nas escolas, as reflexões e discussões têm acontecido com vigor. Luciana Custódio destacou a importância dessa escuta: “Nosso objetivo é realizar um seminário pulsante, porque é isso que tem acontecido nas escolas, mesmo com todas as dificuldades. É essencial ouvir essa pulsação. Nós temos vivido um abandono por parte do Estado; e educação inclusiva não é um favor, é um direito!”, ressaltou ela.

Em sua fala, a professora Olga falou da importância de diagnósticos mais precisos. “Hoje, uma em cada 36 crianças tem um diagnóstico de autismo, e também há uma explosão de casos de TDAH [transtorno do déficit de atenção com hiperatividade]. Recentemente foi publicada uma pesquisa de duas professoras da USP que apontava que, de 43 crianças envolvidas no estudo, diagnosticadas com TDAH, somente três realmente manifestavam plenamente aquelas características”, informou ela.

Olga afirmou que acolher a diversidade é produzir a realidade pensando na inclusão igualitária de todos e todas: “Precisamos garantir acessibilidade, permanência, êxito nas aprendizagens e plena participação dos estudantes com deficiência. Nenhum passo atrás, nenhum direito a menos”, registrou.

Andréa Medrado expressou sua preocupação quanto à discriminação e à falta de preparo e de formação para acolher as pessoas com deficiência. Para ela, crianças com deficiência são, muitas vezes, vistas como problema pela sociedade, classificadas como incapazes. “Pessoas com deficiência devem ser vistas como capazes, porque elas são”, disse.

Andréa ressaltou que a rede pública de educação precisa ampliar seu quadro de professores e professoras efetivos, para fortalecer os vínculos entre profissionais, estudantes e comunidade. “Esse vínculo é ainda mais importante neste tema”, afirmou, destacando a necessidade de também se ampliarem as salas de recurso, profissionais que atuam nelas e também o número de monitores.

Esse é um problema latente na rede pública de educação do DF. A Escola Parque 313/314 Sul, por exemplo, tem matriculados 37 estudantes com deficiência, e apenas um monitor e poucos educadores sociais voluntários em relação à demanda – e eles são contratados em regime de precarização e sem a formação que seria desejável. A equipe gestora da escola passou todo o primeiro bimestre fazendo, junto à SEE-DF, a solicitação por mais monitores. Agora, algumas famílias têm, inclusive, recorrido ao Ministério Público.

O CEM 01 de Planaltina (Centrão) vive problema semelhante, que, infelizmente, tem sido uma realidade comum a quase todas as escolas do DF. O Centrão atende cerca de 3.000 estudantes, e, segundo denúncia dos professores recebidas pela diretoria do Sinpro, as turmas estão superlotadas e faltam as condições de trabalho adequadas que garantam uma educação de qualidade e inclusiva. Além, disso, também falta apoio técnico: não há monitores suficientes para o suporte pedagógico e é necessária a ampliação das equipes.

 

 

Atualizar e ampliar

Alexandre Mapurunga informou que o MEC tem se debruçado sobre o tema para atualizar políticas e materiais que datam de 2008. Segundo ele, o conhecimento e as informações produzidas e socializadas nesse período são substanciais e precisam ser incorporadas às políticas públicas. “Hoje sabemos mais do que antes que a escola precisa estar preparada para receber essas pessoas. Por exemplo, pensar nas barreiras que pessoas autistas enfrentam, pensar na acústica, na iluminação. Identificar as barreiras e o apoio necessário”, disse ele.

Fechando o evento, a diretora do Sinpro Luciana Custódio dirigiu-se à representante da SEE-DF pedindo que haja corresponsabilidade com as discussões que estão sendo travadas. “O que vemos hoje são poucos orientadores educacionais na rede, o desmonte de salas de recursos, o adoecimento de professores, porque estão sobrecarregados se responsabilizando por algo que seria tarefa do governo”, destacou Luciana.

Luciana também frisou que é urgente um sistema educacional inclusivo em parceria com outras áreas de governo, como saúde, desenvolvimento social, segurança pública. “Esse trabalho precisa ser articulado em rede, e essa é uma reivindicação do Sinpro”, disse ela.

O seminário resultará em um documento que contempla as principais reivindicações desse segmento, e ele será encaminhado ao governo. O Sinpro-DF continua em campanha por investimento na educação inclusiva, afinal, educação inclusiva não é um favor: é um direito!

 

Fotos: Deva Garcia

Cine Cultura no Liberty Mall apresenta o filme “1798 –  Revolta dos Búzios”

O Cine Cultura no Liberty Mall apresenta “1798 –  Revolta dos Búzios”, um filme de Antonio Olavo, que conta um pouco da história do povo negro e um dos principais marcos da história do Brasil. O filme está em cartaz entre esta quinta-feira (20), a partir das 16h30, e quarta-feira (26). Não perca! A Revolta dos Búzios, uma das maiores manifestações populares comandadas pelo povo negro que lutava pela democracia, exigindo direitos de igualdade de raça e de gênero para todos os brasileiros, ocorreu na Bahia, em 1798.

 

 

Em agosto deste ano, essa manifestação completa 226 anos, mas deixou seu legado de resistência e luta pela liberdade. Inspirados nos ideais iluministas da Revolução Francesa, centenas de homens negros se uniram para derrubar o governo colonial, proclamar a independência e estabelecer uma república democrática, livre da opressão da escravidão.

No entanto, antes que pudesse ser efetivada, a revolta foi denunciada e seguida por uma “Devassa” implacável que marcou a cena política por 15 meses. Lideranças e outros participantes do movimento foram tachados de “conspiradores”, presos, degradados perpétuos, açoitados publicamente e alguns condenados à morte, como Luiz Gonzaga, Lucas Dantas, João de Deus e Manuel Faustino, enforcados e esquartejados na Praça da Piedade, em Salvador, em 8/11/1799.

“1798 – Revolta dos Búzios” é dirigido pelo cineasta baiano Antonio Olavo e traz à luz esse episódio, curiosamente, sempre esquecido na História do Brasil. O filme é baseado nos detalhados “Autos da Devassa”: uma peça produzida no decorrer de um processo judicial que, no caso da Revolta dos Búzios, é um testemunho vivo dos acontecimentos da época. “A LIBERDADE É A DOÇURA DA VIDA”.

Tire seu ingresso! Toda quinta-feira professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as) ao @sinprodf pagam R$ 10 na entrada e têm direito a um acompanhante que também pagará o mesmo valor.

 

Confira o trailler:

 

Acompanhe a programação do Cine Cultura

Quinta é dia do Sinpro no cinema: diversão com benefício exclusivo para a categoria

Plenarinha agita CEI 01 de Brazlândia

Já inserida no calendário da escola, no dia 7 de junho ocorreu a 12ª edição da Plenarinha local do CEI 01 de Brazlândia. O evento faz parte da proposta pedagógica da instituição e é o ápice dos projetos desenvolvidos por todo um período, como explica a diretora Simone Alves.

“É a culminância do trabalho realizado na escola em 2024 com projeto que é proposto pela SEEDF para todas as escolas públicas e conveniadas que ofertam educação infantil. O objetivo é possibilitar às crianças de educação infantil o protagonismo dentro de suas vivências e experiências, colocando-a no centro do trabalho pedagógico”.

A Plenarinha teve a presença de cerca de 320 pessoas entre alunos (as) e pais, mães e/ou responsáveis, que de acordo com Simone,  “começou com um café da manhã para todos, apresentações culturais das turmas, oficinas dentro dos temas trabalhados no decorrer do projeto, sendo eles: identidade e diversidade, inclusão e respeito às diferenças, culturas e povos indígenas  e pertencimento e coletividade. Nas oficinas as crianças participaram junto de suas famílias. E pra encerrar a manhã, realizamos uma feira de troca de brinquedos onde, todas as famílias, foram convidadas a escolher junto com a criança um brinquedo já considerado sem graça em casa e trocar por outro de seu interesse durante a atividade”. 

A repercussão foi excelente, atestou Simone. “Muito bom. A participação e envolvimento da comunidade foi positiva. Os pais elogiaram bastante e gostaram da possibilidade de participar das oficinas junto com a família. E para nós, da escola, o  evento foi melhor do que esperávamos. Cumpriu o objetivo e superou as nossas expectativas”.

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Arte de professora de Santa Maria inspira atividade em escola de Águas Claras

Marilda Albino trabalha no CEE 01 de Santa Maria há mais de 18 anos. Atualmente, não atua mais na sala de aula, mas sim apoiando a direção. Porém continua ensinando, principalmente através da arte que produz.

A professora Maria Leuza Medeiros, que descobriu a arte de Marilda através das redes sociais, e que trabalha no CAIC Professor Walter José de Moura, em Águas Claras, disse a ela que os estudantes iam fazer uma releitura da obra dela “Valores de Vida”, para apresentar na Festa da Família da escola, que ocorreu em maio.

“Eu fiquei muito feliz! A professora me enviou uma mensagem, dizendo que estava trabalhando a minha biografia e arte em sala com os alunos. Que a minha arte se conectou perfeitamente com o tema da Festa da Família por se basear em elementos como o amor e a fé em Deus que é: luz, misericórdia, esperança e vida, para todos nós”, diz a artista. No evento na escola, os estudantes fizeram uma apresentação da música “Puro e Simples”, dançando com os desenhos de suas famílias e com as releituras da obra da artista.

A professora, integrante da ACAV (Associação Candanga de Artes Visuais), já produziu mais de 50 obras. Ela diz que trabalha com diversas produções artísticas: “pintura com lápis de cor, pintura em tela, eu utilizo materiais diversos para produção. Faço arte desde pequena. Sempre foi minha grande paixão. Sou poetisa também, tenho diversas poesias já publicadas e participei de concursos”.

Uma das coleções das obras dela é o projeto “Crença, Cores e Valores”, que já participou de algumas exposições, como na Pinacoteca Fórum das Artes (Botucatu/SP), Carrousel du Louvre (Paris, França) e no próprio CEE 01, de Santa Maria.

38 anos dos Centros de Vivências Lúdicas: uma experiência pioneira e virtuosa

Os Centros de Vivências Lúdicas completam 38 anos em 2024, com uma vasta experiência para celebrar. Vamos aproveitar a data e a grandeza dessa contribuição para a educação no DF para fortalecer esse lindo trabalho e exigir a valorização das oficinas pedagógicas.

Cada uma das coordenações regionais de ensino conta com equipes de dois ou mais formadores, totalizando cerca de 30 profissionais para os Centros de Vivências Lúdicas. Como se trata de um processo de formação continuada, eles estão vinculados à Eape.

A professora Simone Moura Gonçalves, que atua na oficina pedagógica do Núcleo Bandeirante, lembra que a experiência da rede pública de educação do Distrito Federal é pioneira nessa área. Segundo ela, ao participar de eventos nacionais como congressos ou seminários de educação e ludicidade, é perceptível que a experiência dos Centros de Vivência Lúdica no DF é única: “Nosso trabalho se diferencia de outras experiências de formação continuada no Brasil, por se dar de forma articulada, regionalizada e atuando em rede de ensino”, aponta ela.

Os Centros de Vivências Lúdicas Oficinas Pedagógicas são formados por professores e professoras das diferentes áreas do conhecimento, com experiências nas diversas etapas e modalidades de ensino da rede. A partir dos referenciais da ludicidade e da criatividade, esses profissionais desenvolvem reflexões, atividades e vivências que se aproximam de uma concepção de educação inclusiva, humanizada e que promove aprendizagens com alegria e leveza. “As linguagens artísticas funcionam como um norte que favorece experiências de encontro e reencontro com o brincar enquanto essência da gente”, explica Simone.

Professora Simone Moura Gonçalves

 

A professora Simone também conta que as oficinas pedagógicas desenvolveram historicamente metodologias que articulam teoria e prática para o exercício da docência. É por isso que alcançam os espaços de transformação de concepções dos professores: “Ao experimentarem o lugar de quem aprende, eles se tornam mais sensíveis para as realidades dos seus estudantes, suas necessidades e desafios. E, com recursos lúdicos e criativos, feitos por eles mesmos, vão transformando as rotinas nas salas de aula e nas escolas”, observa ela.

 

Celebração

Em sessão solene realizada na Câmara Legislativa realizada dia 7 de junho, a experiência das oficinas pedagógicas foi celebrada e socializada por personagens importantes dessa história atualmente. A professora Simone esteve lá, assim como Aldaney Menegaz de Andrade (professora aposentada das oficinas pedagógicas); Juliana Gonçalves Dias da Costa (discente da oficina pedagógica); Lucas Vieira Baeta Neves (coordenador das oficinas pedagógicas pela Eape); Ana Paula Monteiro da Silva (Uniebs); Luciana de Almeida Ribeiro (Eape); Maria das Graças de Paula Machado (subsecretária de formação continuada, representando a SEE-DF); Vanilce Diniz (Sinpro-DF); Rosilene Corrêa (CNTE); e o deputado distrital Gabriel Magno (PT), proponente da sessão.

Mesa da sessão solene em celebração aos 38 anos dos Centros de Vivências Lúdicas.

 

O debate foi muito rico, destacou o papel das oficinas pedagógicas e muitos de seus aspectos no sentido do pioneirismo e da ampliação de horizontes. O deputado Gabriel destacou a importância desse trabalho também para o fortalecimento do papel do professor, numa época em que se multiplicam ameaças à educação como o homeschooling e o chat GPT elaborando aulas: “Processos lúdicos atestam necessidade do trabalho do professor”, disse ele.

Representando o Sinpro, a coordenadora da Secretaria de Formação do sindicato Vanilce Diniz ressaltou a importância dos processos descentralizados de formação e a promoção da ludicidade: “O que queremos é uma educação criativa, lúdica e feliz”, disse.

 

Diretora do Sinpro Vanilce Diniz fala na sessão solene.

 

Lucas Baeta, coordenador das oficinas pedagógicas, lembrou que os centros de vivência lúdica estão situados, na Eape, na defesa e promoção da diversidade: “As oficinas pedagógicas são espaço de acolhimento, onde as pessoas são valorizadas nas suas particularidades”, pontuou.

 

Obstáculos

Valorizar os Centros de Vivências Lúdicas é também garantir que seu trabalho seja desenvolvido nas condições adequadas. Infelizmente essas condições nem sempre estão asseguradas. Das 13 CREs que estão com as oficinas ativas (a CRE de Samambaia está, no momento, sem oficina pedagógica em funcionamento), algumas não dispõem de espaços adequados para esse atendimento diferenciado, seja porque as salas são muito reduzidas ou por não terem sua utilização voltada exclusivamente para as oficinas.

“Tudo que é produzido em uma oficina pedagógica é para as escolas e nossos estudantes, o acolhimento existente ali é totalmente intencional”, destaca a professora Simone. “É preciso garantir a permanência e o fortalecimento desse trabalho de formação feito por professores das oficinas pedagógicas, porque são professores da nossa própria rede de ensino, conhecedores dos seus desafios e dificuldades”, conclui.

Simone também lembra que as oficinas precisam dispor de materiais lúdicos para serem confeccionados durante os encontros. Muitas vezes, esses materiais estão organizados para vivências corporais que envolvem movimento. É muito importante que eles não faltem.

Quanto à oficina pedagógica de Samambaia, a SEE-DF está em busca de profissionais para comporem esse quadro de formação na regional.

 

Um orgulho para a educação no DF

O Sinpro parabeniza todos os e as profissionais envolvidos nesse processo de formação continuada descentralizada chamado Centros de Vivências Lúdicas Oficinas Pedagógicas. Esse é um trabalho riquíssimo e muito bem desenvolvido, que nos orgulha como educadores e educadoras e abre mais do que horizontes para a teoria e a prática: abre as esperanças!

 

Fotos: Palloma Barbosa

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