Formação por Território para Aposentados(as) no Gama foi um sucesso

O curso de Formação por Território para Aposentadas(os) Sindicalizados(as) no Gama foi um sucesso. Realizado na tarde do dia 28 de maio, na subsede do Sinpro-DF, o curso teve dois temas para debate: “O cuidado como um direito humano: que história é essa?”, ministrado por Edna Barroso do Instituto Horizonte; e “Sociedade do cuidado”, por Cosette Castro, do Coletivo Filhas da Mãe.

Elineide Rodrigues, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Aposentados, comemora o sucesso: “Mais uma rodada de sucesso na formação por território no Gama. Contamos com uma participação ativa de professores aposentados e professoras aposentadas do Gama, que gostaram muito e fizeram uma ótima avaliação. Isso nos estimula a continuar. Esse curso de formação é focado no tema dos direitos humanos, incluindo aí o cuidado como um direito humano”, informa.

Confira as fotos feitas pelo Instituto Horizonte (@milennek).

Cursos por territórios

O curso de formação por territórios é aberto à participação de aposentados(as) sindicalizados(as) em que se localiza o território e também de suas redondezas. “Isso não impede que pessoas de outras regiões do Distrito Federal participem. A próxima edição será na terça-feira (11/6), em Brazlândia, entre 14h e 17h. Confira informações no site do Sinpro.

Nesse contexto e formação por territórios, a diretora Elineide destaca a importância do mandato participativo da atual gestão do sindicato: “A Secretaria para Assuntos de Aposentados tem a sensibilidade de ouvir e de acompanhar o perfil e as necessidades das nossas aposentadas e nossos aposentados, juntamente com o que propomos realizar, que é ouvir suas reivindicações e proposições e, juntos, andando de mãos dadas, fortalecer o sindicato e o nosso mandato e fazer com que ambos sejam instrumentos de formação política, além das demais atividades culturais, de lazer. Entendemos a necessidade de fazer essa formação para que os(as) aposentados(as) se vejam no contexto da sociedade”, finaliza.

CEM 03 homenageia a Ceilândia no II Sarau EJA

O Centro de Ensino Médio 03 de Ceilândia (CEM 03 Ceilândia) realizou, em maio, o II Sarau EJA com apresentações de culturais e pedagógicas sobre a história da cidade-satélite. O Sarau EJA é a culminância de um trabalho feito em sala de aula com estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), do Ensino Médio noturno.

Este ano, a edição foi toda voltada para a homenagem à Ceilândia. Os trabalhos pedagógicos trouxeram para o sarau a história da Região Administrativa, contada pelos(as) estudantes por meio de poemas, textos e outras produções artístico-culturais autorais que evidenciaram a formação da cidade, a origem e sua diversidade cultural.

Os trabalhos produzidos foram afixados no mural da escola e apresentados pelos(as) estudantes no II Sarau. Ainda para abrilhantar o evento, estiveram presentes os repentistas da Casa do cantador, como, por exemplo, Mestre Donzílio e João Santana.

Pernambucano de Itapetim, Donzílio Luiz de Oliveira, Mestre Donzílio, é professor autodidata de língua portuguesa e autor de várias obras literárias, ele é membro fundador, presidente e ocupa a Cadeira nº 5 da Academia Ceilandense de Letras & Artes Populares (Aclap) e participa de quase todos os eventos da Casa do Cantador.  No II Sarau EJA, foi realizado também uma “noite de autógrafos” do livro “Pelas trilhas da memória”, do professor Donzílio, ocasião em que ele mesmo declamou três poemas de sua obra

o Professor Jevan, o Ceilandólogo. Cearense de São Gonçalo dos Inhamuns, Manoel Jevan Gomes de Olinda é professor de história na rede pública e ativo personagem da vida cultural da Ceilândia.

Além de professor da EJA, ele também é pesquisador da memória candanga na Ceilândia e autor de várias obras histórico-literárias. Ele é autor do primeiro “livro de parede” da história do Brasil: “CEI, a CandangoLÂNDIA é Aqui”. Ele tem outras obras lançadas e é integrante da linha de frente da Sociedade dos Pesquisadores & Pioneiros da Ceilândia (SppCei).

Também estiveram presentes os repentistas Chico de Assis e João Santana, o poeta popular Domício Chaves e o trio de forró Asa Branca da ASFORRÓ.

II Sarau EJA – edição 2024

“O Sarau faz parte de um projeto interventivo implantado por um grupo de professores, em 2011, a partir da necessidade de se promover mais leituras, mais debates e mais produções textuais entre os nossos estudantes. Essa atividade faz parte do Projeto Político-Pedagógica (PPP) da escola”, informa Aldemira Rodrigues do Nascimento, professora de língua portuguesa e atual coordenadora da EJA no CEM 03.

Responsável por todos os projetos realizados na EJA e idealizadora do Sarau Literário e do Projeto de Leitura e Produção Textual desde 2011, a professora Aldemira explica que, em 2023, os(as) professores(as) de língua portuguesa, em uma atividade, notaram que os(as) estudantes não tinham orgulho de viver e/ou estudar em Ceilândia. Muito se deve aos programas sensacionalistas que difamam a imagem da cidade em seus programas.

“É bem verdade que a violência existe na cidade, mas não é a cidade mais violenta. Dessa forma, iniciou-se um trabalho de resgate da história de Ceilândia. Foi levada aos(às) estudantes a história da origem da cidade, como foi feita a mudança, de forma abrupta, da Vila do Iapeí para o que é hoje Ceilândia. E foram apresentadas as personalidades importantes da cidade, bem como as homenagens prestadas a ela. Como a Casa do Cantador, a poesia feita pelo Drummond para Ceilândia, a música da Ellen Holéria sobre Ceilândia, o livro dos 8 Poemas sobre Ceilândia, feito pelo escritor Nicolas Behr”, informa a professora.

Segundo Aldemira, “o professor Jevan, memória viva de Ceilândia, fez toda essa memória junto com a professora Flávia Aparecida e demais professores de língua portuguesa. E no dia 24 de maio deste ano tivemos as apresentações das personalidades e artistas de Ceilândia. Foi realmente para resgatar o orgulho pela cidade mostrando o que de bom Ceilândia tem”, finaliza. Confira as imagens no carrossel do Instagram e no álbum de fotos do Facebook do Sinpro.

Abertas as inscrições gratuitas para a Escola Continuada de Física da UnB

Estão abertas as inscrições gratuitas para os cursos da Escola Continuada de Física. Trata-se de um projeto do Instituto de Física (IF) da Universidade de Brasília (UnB) em parceria com a Unesp e o Sesilab, com o objetivo de ofertar minicursos e oficinas sobre temas da Física conduzidos por docentes da universidade.

O público-alvo são alunos(as) e professores(as) do Ensino Médio de escolas do DF. Os encontros acontecem entre 02 de agosto e 13 de dezembro de 2024.

A ideia é envolver alunos(as) e professores(as) das redes de ensino do DF em atividades de relacionadas à Física desenvolvidas por nossos(as) docentes do Instituto de Física/UnB.

Veja a programação

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Reunião pública na CLDF finaliza mês intenso de reuniões descentralizadas com gestores(as)

Depois de um mês riquíssimo de debates nas reuniões descentralizadas com gestores e gestoras, o Sinpro-DF participou, na manhã de segunda-feira (03), de reunião pública na Câmara Legislativa com diretores(as) e vice-diretores(as) das escolas públicas do DF.

A reunião foi convocada pelo deputado distrital Gabriel Magno; e contou com a participação do Sinpro, representado pela diretora Leilane Costa; e de representantes dos gestores e gestoras: professores Paulo Gileno (Associação dos Diretores das Escolas Públicas do DF), Cláudia Madoz e Juscelino (comissão de diretores e vice-diretores de Escolas Classe, Jardins de Infância e Centros de Educação Infantil). O deputado distrital Fábio Félix também esteve na reunião. As Secretarias de Educação e de Economia foram convidadas, mas não compareceram em nem mandaram representantes.

A pauta principal tratada na reunião pública foi a luta pela isonomia no pagamento de gratificações de gestão. “Essa é uma distorção que já havia sido superada nos nossos planos de carreira desde 2007. A carreira é única, o salário é igual. É preciso acabar com essa distinção nas gratificações”, disse o deputado Gabriel Magno, proponente do encontro, ao abrir a reunião.

A diretora do Sinpro Leilane Costa lembrou que a isonomia tem uma abordagem de gênero muito importante: “As mulheres são maioria dos diretores de Escolas Classe, Centros de Educação Infantil e Jardins de Infância, portanto, garantir isonomia nas gratificações é garantir igualdade para as mulheres”, destacou ela.

Leilane também falou sobre o reajuste de 25% para os cargos comissionados, que não abarcou a educação: “Isso não é correto, e é uma nítida demonstração do desprezo do governador Ibaneis pela educação. Educação deveria ser prioridade, mas, para esse governo, é o contrário”, apontou ela.

A reunião foi importante para dar visibilidade ao tema e fortalecer essa luta, que é uma pauta do Sinpro e um dos principais tópicos tratados nas reuniões descentralizadas com gestores e gestoras ao longo do mês de maio. Essas reuniões tiraram encaminhamentos, entre eles, atos unificados nas regionais de ensino, para reivindicar a construção de mais escolas e que o governo dê respostas aos tantos problemas existentes, entre eles, os temas tratados na reunião pública de 3 de junho.

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Militarização de escolas: um negócio lucrativo

A militarização de escolas públicas já se mostrou um engodo do ponto de vista educacional, e também, como apontou a Proeduc (Promotoria de Justiça de Defesa da Educação do Ministério Público do DF) em nota técnica, uma afronta aos direitos constitucionais ao princípio da dignidade da pessoa humana e ao pluralismo político. Agora, a militarização se mostra também um bom negócio que rende milhões.

Reportagem do portal Metrópoles revelou que pelo menos 10 municípios firmaram contratos sem licitação com a Associação Brasileira de Educação Cívico-Militar (Abemil). Somados, esses contratos chegam a R$ 11 milhões em 5 anos de atividade.

A Abemil foi fundada e é presidida pelo Capitão Davi Lima Sousa, militar reformado que já disputou duas vezes, pelo Distrito Federal, uma vaga na Câmara dos Deputados, sempre por partidos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Não se elegeu, mas demonstrou que desempenha atividades de lobby com muita desenvoltura: viaja o país para se reunir com deputados federais, estaduais e prefeitos para convencê-los a levar as escolas cívico-militares para suas cidades; e circula pelo Congresso Nacional com esse mesmo objetivo.

A intenção do Capitão Davi não parece ser apenas ideológica. Ele busca contratos com prefeituras para orientação técnica e outros serviços referentes à implementação de escolas cívico-militares, participa pessoalmente de audiências públicas e faz reuniões com vereadores e prefeitos. No site da Abemil há até um passo a passo que orienta o município sobre o que fazer para levar a associação para atuar lá.

A maior parte das cidades atendidas pela entidade são de pequeno porte, tendo entre 5 mil e 85 mil habitantes. Mas há na lista também cidades médias como Codó (MA) e Uberlândia (MG), que têm uma escola conveniada com a Abemil cada uma.

Para se ter uma ideia, a cidade de Porto dos Gaúchos (MT), que tem apenas 5,5 mil habitantes contratou a Abemil por R$ 1 mi, de acordo com a reportagem do Metrópoles. Buritis (MG), com 25 mil habitantes, pagou R$ 1,7 mi à entidade, segundo a mesma fonte.

Nos projetos de lei municipais criados com o lobby da Abemil, a própria associação é autorizada a escolher quem serão os funcionários que vão trabalhar nas unidades de ensino. De acordo com os editais disponíveis no site da associação, não há exigência de experiência com educação para militares que ocuparão as vagas de subcomandante nas escolas.

Para o deputado distrital Chico Vigilante (PT), a reportagem do Metrópoles desvelou mais uma afronta à democracia promovida pelos defensores da militarização de escolas: “A venda do modelo educacional cívico-militar precisa ser investigada pelos órgãos competentes com urgência, os envolvidos afastados e a punição rigorosa”, considera Chico Vigilante. “O combate tem que ser feito na raiz do veneno. Não há debate contra a exploração da educação pela extrema direita. Não há debate contra a extrema direita venenosa. Com a educação não se brinca”, completa o deputado.

O Sinpro entende que a existência da Abemil e sua atuação junto a prefeituras eram previsíveis, uma vez que os grandes defensores da militarização são os mesmos que se identificam com discursos extremistas como escola sem partido e homeschooling. “Agora ficou escancarada a relação entre militarização de escolas e privatização da educação”, aponta a diretora do Sinpro Márcia Gilda. “Os recursos empenhados por municípios para contratar a entidade desse senhor poderiam ser utilizados para impulsionar uma educação de fato de qualidade, com profissionais valorizados, estrutura e materiais pedagógicos adequados”, conclui ela.

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Escolas de São Sebastião e Paranoá recebem Jornada Literária do DF

Começa hoje (3/6) e vai até o dia 13/6 a 17ª edição da Jornada Literária do Distrito Federal | Paranoá e São Sebastião. O evento terá a participação de 21 autores brasileiros de literatura que irão interagir com 5 mil alunos e 200 professores de 20 escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal.

De hoje a 7 de junho o evento ocorre na sede da Jornada no Paranoá, e de 10 a 13 de junho no Instituto Federal de Brasília (IFB) de São Sebastião, com a participação de escolas das Regiões Administrativas do Paranoá, de Sobradinho, de Itapuã e São Sebastião. A 17ª edição da Jornada Literária do Distrito Federal é realizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).

 

Escritores convidados

Desta edição da Jornada Literária do Distrito Federal – Paranoá e São Sebastião participam as escritoras e os escritores Adriana Nunes, Ádyla Maciel, Alessandra Roscoe, Alexandre Brito, Caio Riter, Conceição Freitas, Cristiane Sobral, Elaine Maritza, Flávia Ribas, Felipe Cavalcante, Nahira Salgado, Ivan Zigg, João Bosco Bezerra Bonfim, Marcello Linhos, Marco Miranda, Marilia Pirillo, Nanda Fer Pimenta, Renato Moriconi, Roger Mello, Rogério Andrade e Tino Freitas.

A preparação de professores e estudantes para o encontro com os autores começou em abril, com as oficinas de mediação de leitura realizadas na sede da Associação da Jornada, no Paranoá, e no IFB de São Sebastião. Os professores tiveram contato com os livros que seriam utilizados em sala de aula e receberam treinamento para utilizar as ferramentas de mediação. Nesta edição, a Jornada distribuiu 1.400 livros para as bibliotecas das escolas participantes.

Em oito anos de projeto, a Jornada Literária alcançou mais de 150 mil estudantes. Desde 2016, o projeto realizou encontros entre estudantes e escritores no Paranoá e Itapoã, em Ceilândia, Gama, Brazlândia, Sobradinho e São Sebastião. Nesta edição, a novidade é a inclusão de mais escolas de campo. “São escolas que ficam situadas fora das áreas urbanas e, por isso, o acesso a bens culturais é menor. São 1.500 alunos de cinco escolas do campo, sendo duas são da Regional de Ensino do Paranoá, duas de São Sebastião e uma de Sobradinho”, afirma Marilda Bezerra, uma das idealizadoras da Jornada.

 

Era uma vez, há oito anos…

Em 2016, o escritor João Bosco Bezerra Bonfim e a jornalista Marilda Bezerra criaram a Jornada Literária do DF, programa de formação de leitores que desenvolve ações para promover o gosto pela leitura literária por meio do encontro de leitores com autores. A Jornada leva as artes verbais – poesia, histórias, álbuns ilustrados, espetáculos literários, debates, palestras conferências – para pessoas, comunidades e grupos que, usualmente, não têm acesso a esse bem cultural; por isso, no Distrito Federal, a opção por atuar junto a escolas e professores da rede pública de ensino. Mais de 150 mil estudantes e professores já foram beneficiados pelas atividades literárias oferecidas pela Jornada Literária. Em 2021, foi inaugurada a Sala de Leitura da Jornada Literária na sede da Associação Cultural Jornada Literária do Distrito Federal localizada no Paranoá. O local é aberto à comunidade de segunda a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h, com sessões de leitura e programação especial divulgadas pelas redes sociais da associação.

Trinta e cinco expressões racistas para banirmos do nosso vocabulário

(*) Por Simão de Miranda

Vamos lá, pois a coisa está preta e amanhã é dia de branco. Antes que venham denegrir minha imagem, preciso esclarecer uma coisa: eu até tenho amigos que são negros e tenho uma camisa de estampa étnica que até gosto muito! Sou perfeccionista, não gosto de nada feito nas coxas e não me venha com essas críticas meia-tigela. Se insistir lhe coloco na minha lista negra, exijo respeito, pois não sou tuas negas!

Mesmo elaborando esta frase como exemplo da carga racista nela contida, doeu muito fazê-lo. Na dor do exemplo desta curta locução, estão contidas onze expressões racistas, sublinhadas no parágrafo, com as quais, não raro, nos deparamos diariamente.

Constatamos diariamente o quanto nossa sociedade alimenta o racismo por diversas vias, uma destas se manifesta na forma de palavras e expressões que conduzem elementos profundamente racistas na comunicação cotidiana, muitas vezes sem nos darmos conta, o que denota a forte dimensão do racismo estrutural.

Reuni este glossário mínimo na intenção de contribuir com a menor parte que seja para  a desconstrução desta semântica, porque não da sintaxe também, e, assim, no campo da escola, colaborar para uma Educação Antirracista. Perspectiva essencial para promover o entendimento e o respeito pelas diferentes culturas e origens que enriquecem nossa sociedade.

  1. A coisa está preta:A linguagem racista se manifesta na associação entre a palavra “preto” e situações desconfortáveis, desagradáveis, difíceis ou perigosas.
  2. Amanhã é dia de branco:Essa expressão tem várias origens possíveis. De acordo com estudiosos, ela foi criada em referência ao uniforme da marinha. Outros sugerem que estaria ligada à nota de mil cruzeiros, que apresentava a estampa do Barão do Rio Branco, vestindo trajes brancos. Dizer que o dia seguinte é “de branco” inicialmente significava um dia de trabalho ou de oportunidade para ganhar dinheiro. No entanto, ao longo do tempo, esse ditado popular adquiriu conotações preconceituosas, tornando-se uma forma de reforçar a suposta “inferioridade das pessoas negras”.
  3. Boçal: O termo “boçal” é comumente utilizado para descrever alguém mal-educado ou grosseiro. No entanto, durante o período do escravismo, essa palavra era empregada para se referir a pessoas escravizadas que não falavam português. Por isso, o uso desse termo tem raízes preconceituosas e deve ser substituído por “ignorante” ou “grosseiro”.
  4. Cabelo ruim, Cabelo de Bombril ou cabelo duro: São expressões racistas frequentemente utilizadas, especialmente na infância por colegas, mas que infelizmente persistem na vida adulta. Criticar as características dos cabelos afro também constitui racismo.
  5. Cor de pele: Esta expressão geralmente se refere a tons de bege, sugerindo uma preferência por representar a pele branca como padrão, o que é uma forma de racismo. Na verdade, não existe uma cor única que represente a diversidade da pele humana, que possui uma ampla variedade de tons.
  6. Cor do pecado:Geralmente utilizada como se elogio fosse, essa associação remete ao estereótipo da mulher negra hipersexualizada. Em uma sociedade fortemente influenciada pela religião cristã, como a brasileira, essa conotação de “pecado” é ainda mais carregada do seu aspecto pejorativo.
  7. Criado-mudo:O termo utilizado para descrever o móvel frequentemente posicionado na cabeceira da cama tem suas origens em um dos papéis desempenhados pelos escravizados dentro das residências dos senhores brancos: o de segurar objetos para seus “donos”. Porém, devido à necessidade de silêncio para não perturbar os moradores, esses servidores eram comumente chamados de “mudos”.
  8. Crioulo:Era a denominação para os filhos de pessoas escravizadas, um termo altamente pejorativo e discriminatório em relação aos indivíduos negros ou afrodescendentes.
  9. Denegrir:Este termo, sinônimo de difamar, tem sua raiz no significado de “tornar negro”, carregando uma conotação maldosa e ofensiva, como se manchasse uma reputação anteriormente “limpa”.
  10. Disputar a nega: Esta expressão tem origem não apenas no escravismo, mas também na misoginia e no estupro. Quando os “senhores” jogavam algum esporte ou jogo, o prêmio muitas vezes era uma mulher escravizada.
  11. Doméstica:As domésticas eram mulheres negras que trabalhavam nas residências das famílias brancas e eram denominadas “domesticadas”. Essa designação remonta à ideia de que pessoas negras eram consideradas animais e, portanto, necessitavam ser “domesticadas” através de métodos de controle e punição.
  12. Esclarecer: Carrega uma conotação racista, sugerindo que a compreensão só ocorre sob a luz da “branquitude”. É mais apropriado usar palavras como “explicar” ou “elucidar”.
  13. Escravo e escrava: A palavra “escravo” deriva da palavra grega eslavo, dada aos primeiros escravizados pelos romanos e que habitava o leste europeu. Estas palavras podem sugerir que a pessoa nasceu sem liberdade, ignorando o fato de que pessoas africanas foram trazidas ao Brasil e forçadas a trabalhar. “Escravizado(a)” é a alternativa mais apropriada para descrever essa condição.
  14. Estampa étnica: É comumente usada para descrever padrões de tecidos não europeus, como africanos ou indígenas. No entanto, essa expressão cria uma diferenciação preconceituosa ao usar “etnia” para tudo que não é europeu ou branco. É mais apropriado usar termos como “estampa africana” ou “estampa indígena” para indicar claramente a origem dos padrões.
  15. Feito nas coxas:A expressão popular tem sua origem na época do escravismo no Brasil, quando, de acordo com uma das teorias, as telhas eram moldadas de argila nas coxas dos escravizados.
  16. Humor negro: Use a expressão humor ácido” para evitar associar elementos mórbidos ou ilícitos à pessoa negra.
  17. Inveja branca:Outra expressão que perpetua a associação entre a negritude e comportamentos negativos. A inveja, já considerada negativa, é amenizada quando atribuída a pessoas brancas.
  18. Macumba: As origens da palavra “macumba” têm raízes em diferentes línguas africanas, como o quimbundo, originário de Angola; ou o quicongo, no Congo. No entanto, o termo é frequentemente utilizado de maneira pejorativa. Para evitar essa conotação, utilize expressões respeitosas, como “religião de matriz africana” ou “candomblé”, quando apropriado.
  19. Macumbeiro, Galinha de macumba, Chuta que é macumba: São expressões discriminatórias contra praticantes de religiões de matriz africana.
  20. Magia negra: Esta expressão associa rituais e práticas religiosas de forma pejorativa a eventos negativos, reforçando preconceitos e estigmatizando a palavra “negra”. Para evitar essas conotações discriminatórias, é preferível utilizar termos como “rituais proibidos” ou “práticas religiosas não aceitas”.
  21. Meia tigela:O povo negro que trabalhava forçadamente nas minas de ouro nem sempre conseguiam atingir suas “metas”. Quando isso ocorria, eram punidos recebendo apenas metade da tigela de comida e ganhavam o apelido de “meia tigela”, termo que hoje significa algo sem valor e medíocre.
  22. Mercado negro, lista negra:Essas são apenas algumas das muitas expressões em que a palavra “negro” é usada de forma pejorativa, associada a algo prejudicial, ilegal ou impresumível.
  23. Mulata, Mulata tipo exportação:Na língua espanhola, o termo era utilizado para se referir ao filhote macho resultante do cruzamento entre um cavalo e uma jumenta ou entre um jumento e uma égua. A carga pejorativa do termo é ainda mais intensa quando se usa a expressão “mulata tipo exportação”, que reforça a visão do corpo da mulher negra como mercadoria.
  24. Não sou tuas negas:Quando a mulher negra é descrita como “qualquer uma” ou “de todo mundo”, reflete a percepção da sociedade de que ela é alguém com quem se pode fazer qualquer coisa. Durante a época do escravismo, as mulheres negras eram tratadas como propriedade dos homens brancos e usadas para satisfazer seus desejos sexuais. Esse contexto de subjugação perpetuava uma cultura de assédio e estupro. Portanto, além de ser profundamente racista, o uso desses termos também está impregnado de machismo.
  25. Nasceu com um pé na cozinha:Esta expressão se refere literalmente à ancestralidade negra. As mulheres negras foram frequentemente associadas aos serviços domésticos, pois as escravizadas eram muitas vezes alocadas nas cozinhas das casas-grandes, onde também dormiam no chão. Infelizmente, essa proximidade facilitava o assédio e estupro por parte dos senhores.
  26. Nega maluca: Esta expressão é utilizada para descrever um bolo de chocolate, porém seu uso é problemático pois associa indevidamente a mulher negra a uma sobremesa e sugere falta de discernimento e inteligência. É mais apropriado simplesmente chamar o bolo de chocolate de “bolo de chocolate”.
  27. Negra de beleza exótica: Ser considerada bonita sendo negra muitas vezes está associado não aos traços naturais da pessoa, mas sim à conformidade com os padrões de beleza eurocêntricos. Este fenômeno evidencia um aspecto do racismo, onde características mais próximas do ideal da branquitude, são valorizadas em detrimento das características das pessoas negras. Esta dinâmica reflete um padrão prevalente de discriminação racial que persiste em muitas sociedades.
  28. Nhaca: Este termo tem sido usado desde os tempos coloniais para referir-se a um mau cheiro ou odor forte, no entanto, “Inhaca” é uma ilha em Moçambique, onde ainda vivem os povos Nhacas, um povo Ban.
  29. Ovelha negra: Tal expressão é utilizada para descrever alguém que se comporta de maneira não convencional. No entanto, sua origem tem conotações racistas ao associar pessoas negras a aspectos negativos.
  30. Preto de alma branca: É uma tentativa de elogiar uma pessoa negra, insinuando que a dignidade é algo pertencente apenas às pessoas brancas.
  31. Samba do crioulo doido: É o título de uma canção que satirizava o ensino da História do Brasil nas escolas durante a época da ditadura, composta pelo cronista carioca Sérgio Porto, conhecido pelo pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta. No entanto, a expressão debochada, que denota confusão ou desorganização, reforça estereótipos discriminatórios em relação aos negros.
  32. Serviço de preto:Novamente, a palavra “preto” é utilizada de forma pejorativa, desta vez associada a uma tarefa malfeita ou realizada de forma incorreta, reforçando estereótipos racistas sobre o trabalho realizado por pessoas negras.
  33. Tem caroço nesse angu: Esta frase tem suas raízes em uma estratégia realizada pelas pessoas escravizadas para melhorar sua alimentação. Frequentemente, quando o prato consistia em angu de fubá, o que era comum, a pessoa que servia às vezes conseguia esconder um pedaço de carne ou torresmos sob o angu.
  34. Tenho até amigos que são negros: é uma defensiva comum quando alguém é confrontado sobre uma atitude ou fala racista. Fuja dessa expressão e aproveite e repense-a a partir das críticas recebidas.
  35. Volta pro mar, oferenda: Esta expressão é ofensiva, pois associa coisas indesejáveis a práticas religiosas, desrespeitando as religiões de matriz africana.

Não é difícil concluirmos que muitas destas expressões são plenamente substituíveis e outras são mesmo desnecessárias. Portanto precisamos firmar compromissos para praticarmos uma comunicação livre de racismo. Não é fácil, pois estes rizomas estão profundamente arraigados. Mas precisamos começar em algum momento, preferivelmente neste aqui agora, em processos de autorregulação e aconselhamento ao outro. Não podemos nos omitir ao ouvirmos tais expressões e, sim, de forma gentil e amorosa, atuarmos neste processo de educação antirracista. Não podemos continuar naturalizando o racismo linguístico, aliás racismo algum, em nenhum espaço, na escola sobretudo. Pois, sendo lugar de aprendizagens, conteúdos aprendidos se sedimentam.

Vamos então agir, pois não tá fácil pra ninguém, amanhã é dia de labuta e não quero ninguém me difamando. Deixa-me lhe explicar: tenho muitos amigos e uma camisa de estampa africana da qual gosto muito. Sou perfeccionista, por isso não gosto de nada malfeito. Críticas são bem-vindas, elogios também e seu nome vai para minha lista das pessoas especiais.

Pois aí está, a mensagem da abertura deste texto, reconfigurada de forma ética, responsável e amorosa.

Espero que esta conversa possa lhe incentivar ainda mais ao engajamento à luta contra o racismo e consequentemente lhe instrumentalizar para uma educação antirracista. Receba meu abraço cheio de desejos por um mundo onde caibamos e vivamos todos como iguais.

 

Referências:

CENPEC – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária: https://www.cenpec.org.br/

Geledés – Instituto da Mulher Negra: www.geledes.org.br/

Unicef Brasil: https://www.unicef.org/brazil/por-uma-infancia-sem-racismo

 

(*) Por Simão de Miranda, pós-Doutor em Educação, professor e escritor. Redes: /simaodemiranda. Assista em vídeo no canal do professor Simão de Miranda: https://youtu.be/lEK_HlrXwSQ?si=V2iH-C1tKwxaqJOD 

NA EC SMU, A INCLUSÃO ENVOLVE AS FAMÍLIAS

Escola e família são instituições complementares na vida de uma criança. Uma criança que é Estudante com Necessidades Educacionais Especiais (ENEE) vive ainda mais intensamente esse processo de complementação entre casa e escola. Na Escola Classe do Setor Militar Urbano, a união e a participação das famílias, inclusive as famílias das crianças ENEEs, surpreendeu a todas as professoras.

No dia 27 de abril, a EC SMU realizou sua feira de ciências. O evento foi definido durante a Semana Pedagógica da escola, e planejado como atividade para o primeiro bimestre. As crianças elaboraram projetos sobre o tema água desde o início do ano letivo.

“O conteúdo foi desenvolvido em todas as turmas do 1º ao 5º ano. Todos os alunos, inclusive os Estudantes com Necessidades Educacionais Especiais, participaram de atividades e aulas de campo”, conta a diretora da escola, Heloísa Helena Ferreira de Almeida.

As crianças trabalharam o tema da água por conta da epidemia de dengue vivida pela cidade no início do ano. O primeiro ano pesquisou água e a alimentação; o segundo ano estudou a água e as plantas; no terceiro ano, as crianças trabalharam a relação entre a água e os animais; no quarto ano, a pesquisa foi sobre o ciclo da água e processo de decantação; finalmente, o quinto ano estudou o processo de captação de água. As turmas, então, elaboraram apresentações para a Feira de Ciências.

“Os trabalhos ficaram lindos, muito também por conta da ajuda dos pais, que se envolveram na produção das maquetes dos filhos. Tinha maquete movida a energia solar, com bomba d’água e tudo! Os alunos se envolveram bastante no processo de pesquisa e confecção do material de apresentação. As professoras orientaram todo o trabalho e os pais ajudaram”, conta a diretora Heloísa.

 

Inclusão, empolgação e ansiedade

A professora Olivia de Paula Bento, do 5º ano, tinha entre seus alunos estudantes com necessidades educacionais especiais (ENEE), que participaram de todo o processo que culminou com a feira de ciências, da pesquisa sobre o tema até a apresentação.

“Havia momentos em que as atividades eram mais difíceis, mas elas foram adaptadas. A maioria dos trabalhos foi desenvolvida em grupos, todos os grupos trabalharam incluindo todos os colegas”, conta a professora Olívia, e completa: “Esses estudantes estavam bem ansiosos para o dia da apresentação. Soubemos, pela família, que eles não falavam de outro assunto em casa que não da Feira de Ciências da escola”.

A diretora da escola conta que a participação e a integração da família no processo de inclusão dos estudantes com necessidades especiais foi tão importante que surpreendeu a todas as professoras: “No dia da Feira de Ciências, quando abrimos a escola, ficamos espantadas com a quantidade de pais e mães que entraram ao mesmo tempo no prédio. Isso nunca aconteceu antes! Já tínhamos recebido muitos pais, mas ao mesmo tempo e no mesmo horário nunca tinha acontecido antes. Havia uma verdadeira multidão na escola. Tinha até vizinho participando!”

A professora Vanessa Xavier conta que as dificuldades são muitas, mas são superadas na medida do possível: “Aplicamos nas aulas muitas atividades que possibilitam a inclusão. Adaptamos atividades, usamos recursos visuais para que esses alunos ENEEs entendam melhor os conceitos apresentados nas aulas, trabalhamos com muitas pesquisas, e a partir delas incluímos a comunidade escolar. Então todas as crianças acabam se sentindo pertencentes ao espaço da escola, e a aprendizagem se torna muito mais significativa. Faltam Educadores Sociais Voluntários e monitores, e muitos ENEEs precisam desse apoio. Mas mesmo com essas dificuldades, temos excelentes resultados, e as crianças se sentem motivadas a estudar, aprender e participar”.

“O sucesso da Feira de Ciências da EC SMU é o resultado e a consequência concreta de um trabalho contínuo de anos desenvolvido pela escola. É resultado e consequência da paciência, perseverança, atenção, cuidado e, sobretudo, de muita compreensão da importância da lei de inclusão para a rede pública de educação e para a sociedade, mesmo enfrentando diariamente grandes dificuldades, superando desafios e por vezes angústias coletivas. Entendemos que é necessária a maior atenção a esse tema enquanto Rede Inclusiva. Foi o profissionalismo, que merece valorização, que fez com que a escola se enchesse de membros da Comunidade e alegria naquele sábado, afinal “Escola é Lugar de Ser Feliz”, declarou a diretora do Sinpro, Regina Célia.

 

Veja as fotos

 

ONVE convida categoria para responder pesquisa sobre violência contra educadores

 

Na imagem vemos a chamada para a campanha. É possível ver um homem negro segurando um caderno e sorrindo. Ao lado temos a chamada em texto: Responda nossa pesquisa sobre violência contra educadores no Brasil e Defenda a Ciência Brasileira. Abaixo estão as logos do Observatório Nacional da Violência contra educadoras e educadores, da Universidade Federal Fluminense, da Pro-Reitoria de Extensão da UFF e do Ministério da Educação.

O Observatório Nacional da Violência contra Educadores/es (ONVE) está aplicando um questionário em todo o País para produzir dados capazes de caracterizar os fenômenos de perseguição e violência contra educadoras(es) no Brasil. O levantamento resultará na produção do conhecimento sobre esse fenômeno e também irá subsidiar a construção de políticas públicas e estratégias de apoio que portejam e valorizem os(as) educadores(as) em todo o território nacional.

No convite, o Observatório Nacional da Violência contra Educadoras/es (ONVE), apresenta o projeto de extensão, sediado na Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (FEUFF), em parceria com outras instituições de ensino da educação básica e do ensino superior, e com a SECADI/MEC, que está realizando a pesquisa. Além disso, conta com um conselho consultivo formado por dezesseis entidades representativas dos profissionais da educação.

“Nós estamos aplicando um questionário em âmbito nacional para produzir dados capazes de caracterizar os fenômenos de perseguição e violência contra educadoras/es no Brasil. Com isso pretendemos produzir conhecimento sobre tal fenômeno e subsidiar políticas públicas e estratégias de apoio que protejam e valorizem os/as Educadores/as em nosso país”, diz o convite.

O ONVE informa que a participação ativa de todos(as) na divulgação desta pesquisa também é fundamental para que alcance um número significativo de respostas e possa garantir a obtenção de dados robustos e representativos. “Por isso, convidamos vocês a divulgarem a pesquisa por meio de suas redes de contatos, mídias sociais, newsletters e outros canais de comunicação disponíveis, especialmente envio direto para emails dos seus filiados, alunos, colegas e afins que sejam profissionais da educação. Para isso, enviamos o link da pesquisa juntamente com materiais de divulgação que poderão ser utilizados em suas plataformas.

Clique aqui para acessar a pesquisa 

Aqui estão alguns materiais que podem ser úteis para você compartilhar com sua rede:

Imagens e textos para redes sociais

Instruções de como usar o material

Release com mais informações

Precisa de algo que não está nos links acima? Entre em contato com o nosso time através desse e-mail e teremos o prazer de produzir.

Agradecemos imensamente pela parceria e colaboração. Ficamos à disposição para qualquer dúvida e para realizarmos atividades conjuntas sobre a pesquisa.

Contamos com vocês!

https://drive.google.com/drive/folders/1ECmiQy4_hOk-enqlc0vmjCkeN0y6NsXF

22 de maio – Dia Internacional da Biodiversidade

A diversidade biológica é fator fundamental para a sobrevivência humana, apresentando valores incalculáveis nas áreas ecológica, genética, social, econômica, científica, educacional, cultural, recreativa e estética, riqueza esta presente nos ecossistemas terrestres, marinhos e em complexos ecológicos. A conscientização sobre a necessidade de se conservar e proteger toda esta diversidade motivou a Organização das Nações Unidas (ONU) a instituir, em 22 de maio, o Dia Internacional da Biodiversidade.

Mesmo diante da importância para o futuro do planeta e dos seres vivos, a poluição, o desmatamento, a exploração e outras ações irresponsáveis têm colocado esta riqueza em xeque. Além de reduzir a biodiversidade do planeta, atos inconsequentes também têm provocado catástrofes e tragédias ao redor do mundo, uma vez que é por meio da flora e da fauna que os ecossistemas regulam os processos climáticos, filtram e purificam a água, reciclam nutrientes, mantêm a fertilidade dos solos, e se tornam fontes naturais de recursos, madeira, alimento e etc.

O Rio Grande do Sul, infelizmente, faz parte de uma dura estatística de desastres naturais provocados pela ação do homem. Fruto da construção em locais impróprios e em áreas de alagamento, na falta de manutenção correta nos diques de contenção e nas barreiras antialagamento, além do desmatamento em morros e encostas, 161 pessoas morreram e o estado foi devastado pela maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul, atingindo 446 municípios gaúchos.

As tragédias registradas ao redor do mundo são consequências dos chamados eventos extremos, fenômenos climáticos cada vez mais intensos e frequentes em razão do aquecimento do planeta, termo usado para denominar o aumento da temperatura média da Terra. O fenômeno é causado por vários fatores, dentre eles pela liberação excessiva de gases de efeito estufa na atmosfera, como dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O). Os gases retêm o calor do sol na atmosfera, impedindo que parte dele escape de volta para o espaço. Associado à ação do homem na destruição da natureza e consequentemente da biodiversidade, a vida terrestre e marinha padece, e a vida no mundo se torna cada vez mais difícil.

Para o Sinpro, depende de cada um de nós o cuidado com o planeta e a necessidade de lutar pelo aumento da compreensão e da conscientização sobre as questões da biodiversidade.

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