Formação por território para aposentados(as) chega à subsede do Gama

Estão abertas as inscrições para mais um Curso de Formação por Território para Aposentadas(os) Sindicalizados(as). Ele ocorre na próxima terça-feira (28/5), entre 14h e 17h, na subsede do Sinpro-DF no Gama. O curso terá dois temas para debate: “O cuidado como um direito humano: que história é essa?”, ministrado por Edna Barroso e Kátia Franca do Instituto Horizonte; e “Sociedade do cuidado”, por Cosette Castro, do Coletivo Filhas da Mãe.

As inscrições começam nesta terça-feira (21/5) e vão até o dia do curso (6/5) ou enquanto houver vagas disponíveis.

Faça sua inscrição

O curso faz parte de uma agenda de ações para os(as) aposentados(as) definida na 1ª Conferência para Aposentados(as) do Sinpro, realizada em março deste ano.

Elineide Rodrigues, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Aposentados, comemora o sucesso da primeira edição do curso: “A primeira edição do curso de formação por território, realizada em Planaltina no início do mês, deu supercerto. Agora levamos o evento aos aposentados e aposentadas da região do Gama, também com o tema do cuidado como Direito Humano”, informa.

 

Territórios

Esta segunda edição do curso de formação por territórios ocorre na subsede do Gama, e está aberto à participação de aposentados(as) sindicalizados(as) de toda a região do Gama e redondezas. “No entanto, isso não impede que pessoas de outras regiões do DF participem. Basta fazer a inscrição no link no final desta matéria”, ressalta a diretora.

Elineide destaca também a importância do mandato participativo da atual gestão do sindicato: “A Secretaria para Assuntos de Aposentados tem a sensibilidade de ouvir e de acompanhar o perfil e as necessidades das nossas aposentadas e nossos aposentados, juntamente com o que propomos realizar, que é ouvir suas reivindicações e proposições e, juntos, andando de mãos dadas, fortalecer o sindicato e o nosso mandato e fazer com que ambos sejam instrumentos de formação política, além das demais atividades culturais, de lazer. A gente entende a necessidade de fazermos essa formação para que os(as) aposentados(as) entendam em que contexto eles e elas estão vivendo e o que podemos traçar daqui para a frente”.

Nota do Grupo Consciência em apoio aos estudantes vítimas de racismo em escolas privadas do DF

A recorrência do racismo não é surpreendente na sociedade brasileira contemporânea, último país da América do Sul a abolir a escravidão no dia 13 de maio de 1888, com a “famosa” Lei Áurea, que teve como função prática alijar a população negra de direitos amplos, universais, interdependentes e indivisíveis. O racismo vivenciado por estudantes em escolas privadas do Distrito Federal, no contexto de jogos escolares – GALOIS, em 03 de abril de 2024; PÓDION, em 19 de abril de 2024 e PROJEÇÃO, em 02 maio de 2024 – acende um alerta ao fato da ocorrência ter sido em espaço escolar e em disputa de prática esportiva, uma vez que há experiências concretas de racismo no esporte brasileiro, sendo o atleta Vinícius (Vini) Jr. Um exemplo recente e emblemático de vítima de relações sociais racistas no futebol.

O avanço da extrema-direita no Brasil (racista, homofóbica, sexista, fascista) tem deixado rastro de atrocidade nos campos político, social, econômico, cultural, cientifico, educacional, etc. A elite/burguesia brasileira sempre teve e tem dificuldade de lidar com a dignidade humana como princípio constitucional dos Direitos Humanos, visto que sendo concentradora de riqueza no país produz desigualdades de toda ordem. A luta entre classes se funde à opressão das identidades. As expressões racistas dos estudantes são traduções do modus operandi da branquitude, fortalecida pelo capitalismo e as culturas racistas dominante dominantes.

Ao desumanizar o/a negro/a, atribuindo-lhe a condição de “macaco”, nada mais é do que uma retomada da colonização-escravista, que subjetivou e objetivou a população negra com finalidades de mercado, exploração, dominação e opressão. Chamar o/a negro/a de “pobrinho” e “filho de empregada” expressa, entre outras coisas, como a burguesia racista vê o/a trabalhador/a, especialmente a funcionária doméstica que é, invariavelmente, mulher negra. A postura racista dos estudantes tem, portanto, uma raiz histórico-estrutural. Dito de outro modo, o racismo individual não ocorre cindido do estrutural, institucional, ambiental, religioso, etc.

No Brasil, vivemos o que Cida Bento chama de pacto da branquitude, um sistema de dominação e opressão estrutural/estruturante, em que o racismo tem sua força e manifestação na manutenção de privilégios dos brancos em detrimento da população negra e de outros segmentos das camadas populares. Esse pacto ocorre nas duas formas: na subjetivação e objetivação da população negra como “inferior, incapaz, feia, religião do diabo, cabelo ruim e, sem dúvida, nas expressões racistas usadas contra negros e negras em jogos escolares nas escolas supracitadas: “macaco, pobrezinho, filho de empregada, preta gorda”.

Escola, também espaço de produção do conhecimento contra hegemônico, da emancipação/libertação humana e do respeito às diferenças não pode ser vencida por discursos do ódio, por comunicação violenta, pelo racismo e outras formas correlatas de violência, como o chamado bullying. A educação antirracista deve ser eixo estrutural no âmbito do currículo e não somente tema, sobretudo na chamada semana da Consciência Negra. Ao estarmos diante do racismo com suas origens e manifestações atrozes, não dá para ficarmos apenas na retórica do “repudiamos e não coadunamos com práticas racistas”, em níveis institucionais (Escola, Ministério do Esporte, etc).

É urgente a adoção de políticas públicas efetivas de combate ao racismo em sua origem estrutural-institucional, para promover relações individuais e societárias solidárias, respeitosas e amorosas. É momento, mais do que nunca, de ações institucionais (escolas) e outras no combate ao racismo, a começar problematizando as razões pelas quais há uma diminuta presença negra nas instituições escolares privadas e como são as relações dentro da escola e de seu entorno.

 

“A conscientização da opressão ocorre, antes de tudo, pela racial” (Lélia Gonzalez)

Nota escrita pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Materialismo Histórico-Dialético e Educação.

Nota de Pesar – Leonardo Pacheco Ribeiro

A diretoria colegiada do Sinpro-DF informa, com imensa tristeza, o falecimento de Leonardo Pacheco Ribeiro, professor de física da rede pública de ensino do Distrito Federal e cirurgião dentista.

A Missa de 7º Dia será realizada, nesta terça-feira (21), às 19h, no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Taguatinga. No link a seguir, confira a localização: (61) 3561-0529 https://g.co/kgs/uKAQ7n7

Segundo informações da família, o professor Leonardo foi sepultado em Araguari, Minas Gerais. Ele trabalhou na Vargem Bonita, CEMEIT-Taguatinga e, atualmente, atuava na Equipe EJA do CED 02 do Riacho Fundo I. Ele era cirurgião dentista na Odontocompany Taguatinga.

A diretoria colegiada do Sinpro manifesta suas condolências e solidariedade aos(às) amigos(as)  e familiares.

Professor Leonardo: presente!

Primeiras finais da Copa EPAT realizadas no sábado (18/5)

A Escola Parque Anísio Teixeira realizou no último fim de semana parte das finais da Copa EPAT. “Uma vez por semestre, realizamos essas competições, que já fazem parte da proposta pedagógica da escola”, explica o professor Gilson Cezar Pereira, vice-diretor da escola.

Quem participa são os estudantes matriculados nas oficinas das modalidades.

São onze modalidades em disputa: xadrez, basquete, futsal, vôlei, tênis de mesa, tênis de quadra, natação, ginástica rítmica, muay thai, jiu jitsu e atividades fitness (esta última modalidade não compete, apenas faz apresentações). No último fim de semana, foram realizadas as finais do primeiro semestre das modalidades vôlei, futsal, natação e muay thai. Nos próximos fins de semana serão realizadas as finais de tênis de mesa, tênis de quadra, basquete, ginástica rítmica e jiu jitsu.

 

Professora Josélia presente!

Aos 82 anos, professora Josélia Cavalcante de Queiroz se despediu dos familiares e amigos nesta segunda-feira (20/5). O velório será realizado nesta terça (21/5), às 8h30, na capela do cemitério de Brazlândia. O sepultamento será às 11h.

Professora Josélia entrou na Secretaria de Educação do DF em 1963. Trabalhou na Escola Classe 01 de Brazlândia, na antiga Escola Classe 02 da cidade, na CEEPLS/CENEBRAZ, entre outras.

O Sinpro lamenta profundamente a partida da professora Josélia e deseja que o coração de familiares e amigos seja confortado neste momento de dor. A professora se despede, mas seus ensinamentos ficam para a posteridade.

Hipopótamo, bailarina, padrões e felicidade são tema de livro infantil

Helena, a hipopótamo Bailarina, é o terceiro livro de Ana Paula Almeida, professora alfabetizadora do CEF JK, de Planaltina. e contadora de histórias da rede pública do DF.

Helena é alegre, divertida e cheia de sonhos. Mas ela se recusa a se enquadrar em padrões impostos pela sociedade. Ela acredita que todos somos únicos, diferentes em nossos corpos, sonhos e emoções. “Todos temos direito de sonhar. Em nossas diferenças temos o poder de transformar nossos sonhos e realidade . Somos todos importantes… somos o que acreditamos ser.”, conta Ana Paula.

Helena, a Hipopótamo Bailarina, bem como os dois outros livros de Ana Paula, “Anastácia olhos cor do céu” e “Folclore, uma aventura na Floresta”, estão à venda diretamente com a autora, em seu Instagram (@anapaulaeraumavez).

Cantor Duka Menezes leva pocket show e oficina a escolas públicas do DF

Três escolas da rede pública distrital receberão, nos meses de maio e junho, uma oficina de escrita criativa em poesia combinada com um pocket show de Duka Menezes, que é cantor, compositor, multi-instrumentista, poeta e escritor brasiliense que investe em seu trabalho solo desde 2017, atuando na cena musical e literária de Brasília.

Em 29 de maio, a oficina chega ao CEM 304 de Samambaia Sul; no dia 13 de junho, é dia do evento acontecer no CEM 3 de Ceilândia Norte. Finalmente, em 20 de junho, a oficina com pocket show acontece no CED 01 da Estrutural.

A oficina, ofertada aos alunos de ensino médio, é de curta duração, voltada para a escrita criativa, mas focada na parte poética. Serão vivenciadas dinâmicas em grupo para o destravamento da criatividade, jogos com palavras, entre outros tipos de atividades que visam mostrar aos estudantes como escrever poesia. Por fim, serão tratados temas sobre a avaliação e desdobramentos possíveis a partir das experimentações realizadas junto aos participantes da oficina.

O intuito é contribuir com a formação dos estudantes de forma criativa e sensível a partir da escrita, compreender como uma oficina pode atuar no desbloqueio criativo; na percepção dos estudantes sobre suas próprias escritas.

“A fera que gritou o amor” é uma pesquisa autoral de Duka Menezes. O conceito do EP passeia pelo Indie Rock, que nasce da necessidade do compositor de compartilhar com o mundo suas inquietações e seu pensamento poético. Entre suas referências de composição, estão a Música Popular Brasileira, o Pop e o Indie Rock.

O projeto é um diálogo entre a resistência, os afetos e a celebração do fazer artístico, e será executado em Samambaia, Ceilândia, Estrutural e Águas Claras, com o claro intuito de propor integração e sensibilização das comunidades, a fim de gerar impacto sociocultural por meio de arte educação, bem como promover contato dos estudantes com os artistas locais, e assim estimular a formação de novos artistas. Dessa forma, artistas, estudantes e comunidade celebrarão, juntos, em forma de resistência e arte, a música autoral produzida no Distrito Federal. É a síntese da força do artista contemporâneo que não hesita em produzir, sonhar e transformar o momento presente. O projeto conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.

O álbum “A Fera que gritou o amor” está disponível nas plataformas de streaming.

Em julho, Duka se apresenta no Teatro dos Ventos, em Águas Claras, e faz o lançamento do videoclipe oficial.

E a escola que se interessar na oficina de Duka Menezes é só enviar email para dukamenezes.producao@gmail.com.

Participe do XXIX Encontro do GTPA-Fórum EJA neste sábado (18)

O Grupo de Trabalho Pró-Alfabetização do Distrito Federal e o Fórum de Educação de Jovens e Adultos do DF (GTPA-Fórum EJA-DF) convidam a todos(as) para o seu “XXIX Encontro do GTPA-Fórum EJA – Por uma política pública de Educação de Jovens e Adultos”, neste sábado (18), das 14h às 17h, no Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul (CESAS), situado na SGAS II – Setor de Grandes Áreas Sul 602 – Brasília-DF (L2 Sul, Quadra 602).

O encontro irá discutir, dentre outros, a seguinte pauta: Desafios da EJAIT rumo à XVIII ENEJA; e Mobilização para o lançamento da Política Nacional de EJA 28/5. Participe! O GTPA informa que o lanche é comunitário e pede para levarem frutas.

Participe!

 

Eu só disse meu nome em lançamento na livraria Circulares em 21 de maio

Na próxima terça-feira (21/5), às 19h, a Livraria Circulares (CLN 113, bloco A, Asa Norte) recebe Camilo Vanucchi para a noite de autógrafos de seu livro Eu só disse meu nome.

Publicado pela Editora Discurso Direto e pelo Instituto Vladimir Herzog, “Eu só disse meu nome” conta a história de Alexandre Vannucchi Leme, estudante de Geologia de 22 anos que atuava no movimento estudantil na USP e na ALN quando foi torturado até a morte no DOI-Codi de SP, sob o comando do major Carlos Alberto Brilhante Ustra, em 1973.

Cinquenta anos após sua morte, a história de Alexandre é contada por seu primo de segundo grau, Camilo Vannuchi. Jornalista e escritor especializado em direitos humanos, autor de livros-reportagens como “Vala de Perus, uma biografia”, editado pela Alameda Editorial e pelo Instituto Vladimir Herzog e finalista no Prêmio Jabuti de literatura em 2021, Camilo foi membro e relator da Comissão da Memória e Verdade da Prefeitura de São Paulo. É professor de jornalismo na Faculdade Cásper Líbero e secretário de Cultura de Diadema (SP).

Aluno aplicado, primeiro colocado no vestibular, Alexandre atuava no movimento estudantil e elaborava panfletos para denunciar violações de direitos e defender a volta da democracia. Um ano antes de ser preso, aproximou-se da Ação Libertadora Nacional, organização que havia sido liderada por Carlos Marighella, e passou a apoiá-la no ambiente universitário. Foi morto no segundo dia de torturas, em 17 de março de 1973, vitimado por uma hemorragia interna, ainda se recuperando de uma cirurgia de remoção do apêndice, feita no final de janeiro.

Dom Paulo Evaristo Arns, então arcebispo de São Paulo, decidiu realizar uma missa de sétimo dia na Catedral da Sé. Denunciou publicamente a versão falsa de atropelamento, divulgada pela repressão. A homenagem se tornou a primeira grande manifestação popular de repúdio à ditadura e de denúncia da tortura desde o início do governo Medici, o mais truculento daquele período.

EC 43 de Ceilândia pede paz

Na manhã desta quinta-feira (16/5), 15 turmas do 1º ao 5º ano da Escola Classe 43 de Ceilândia percorreram em silêncio o quarteirão da escola, com cartazes e balões brancos pedindo paz. A manifestação foi em homenagem a Ryan Douglas, o coleguinha de 9 anos do 4º ano, que morreu na noite do último sábado vítima de um tiro. À tarde, outras 15 turmas farão o mesmo percurso.

As crianças que deram a volta no quarteirão estavam autorizadas pelos responsáveis, e foram devidamente acompanhadas por uma patrulha da polícia.

A manifestação desta quinta-feira é o resultado de um trabalho iniciado na segunda-feira: as turmas conversaram, refletiram sobre o tema e produziram os cartazes a serem exibidos na manifestação, com pedidos de paz e homenagens a Ryan: “nós paramos, planejamos e pensamos uma forma de dar nosso recado para a sociedade, que veio em forma de pedido de paz. A criança deve estar num lugar seguro, num lugar de paz”, disse a coordenadora pedagógica da EC 43, Lirian Maeli.

O diretor do Sinpro Samuel Fernandes esteve presente à manifestação: “É muito triste quando uma criança, com toda uma vida pela frente, morre de forma tão violenta. Os coleguinhas do Ryan mostraram à sociedade que há que se dar um basta na violência”, afirmou.

Veja as fotos

Acessar o conteúdo