Coletivo LGBTQIA+ do Sinpro se reúne na segunda-feira (20/5)
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Está marcada para a próxima segunda-feira, 20 de maio, a reunião do Coletivo LGBTQIA+ do Sinpro, às 19h do auditório do sindicato no SIG, às 19h.
Na pauta da reunião, Planejamento de atividades, organização e mobilização do coletivo.
“Essa reunião é de muita importância para atualização de informações para o nosso coletivo LGBTQIA+. Convidamos todos, todas e todes para que participem”, chama Ana Cristina Machado, da diretoria de Raça e Sexualidade do Sinpro.
Artistas de Brasília pedem apoio para participar da Flotilha da Liberdade
Jornalista: Maria Carla
Artistas do Distrito Federal são voluntários da edição de 2024 de uma nova ação da “Coligação da Flotilha da Liberdade” (Freedom Flotilla Coalition – FFC) a caminho de Gaza. O casal de músicos Elení Fagundes e Chico Nogueira, integrantes do “Duo Accordi”, pede apoio a todos e todas para participar da ação em que mais de 1.200 voluntários(as) de 30 países vão levar sua colaboração para a entrega de mais de 5.500 toneladas de alimentos, remédios e outros tipos de ajuda humanitária necessários ao povo palestino sobrevivente do extermínio sionista em curso em Gaza.
As doações podem ser depositadas no PIX: accordiarte@gmail.com.
“Inspirados na percepção de que se alguém se indigna contra a injustiça em qualquer lugar do mundo, essa pessoa é nosso companheiro(a), como foi expresso numa fala de Che Guevara, estamos embarcando nesta viagem. Lutamos em favor de um mundo mais solidário. Entendemos que precisamos de dar a mão ao povo palestino neste momento de situação intolerável, com crianças sem ter nem mesmo anestesia para amputar partes do corpo destroçadas por uma guerra de extermínio contra o povo palestino, pelo Estado sionista de Israel”, justifica Chico Nogueira, músico, compositor e integrante, juntamente com a pianista, cantora, compositora e sua companheira, Elení Fagundes, do dueto “Duo Accordi”.
A Flotilha da Liberdade 2024 está prestes a zarpar
A FFC é formada por três navios, mas a fundação turca IHH Humanitarian Relief Foundation, que lidera o movimento, espera que, nesta viagem prevista para ocorrer nos próximos dias, o número de embarcações aumente. A ideia é zarpar do porto turco de Tuzla, perto de Istambul, e atracar em Gaza em breve. Estão aguardando apenas as autorizações das autoridades turcas para partir.
“Atualmente, o movimento já conta com a adesão de mais três embarcações, o que já somam seis. Das três embarcações principais, uma das maiores, vai abrigar os mais de 1.200 voluntários”, informa o músico. A Flotilha da Liberdade é um movimento mundial de solidariedade com várias iniciativas diferentes em partes do mundo trabalhando em conjunto para acabar com o bloqueio ilegal israelense a Gaza.
Contrária ao genocídio do povo palestino e à invasão ilegal, abusiva, violenta e de limpeza étnica cometida pelo governo sionista de Israel desde 7 de outubro de 2023, a FFC tem desafiado os bloqueios marítimos israelense, protestado contra o genocídio e denunciado todo tipo de política que impacta negativamente na vida dos palestinos. Desde 2008, a flotilha leva ajuda humanitária e faz incursões na região para denunciar, na comunidade internacional, as dificuldades humanitárias por que passa o povo palestino em Gaza.
“Todo mundo que se levanta em qualquer lugar do mundo e apoia a flotilha, com certeza, faz parte dela. Vale destacar que não somos contra o povo de Israel e o valor do povo judeu, mas a gente é contra o Estado sionista de Israel que não respeita tratados internacionais”, diz Nogueira.
2010: ataque à Mavi Marmara mata 10 pessoas
O Exército do Estado sionista de Israel atacou a Flotilha da Liberdade em 31 de maio de 2010 e matou 10 passageiros, nove deles eram turcos, que estavam a bordo da embarcação Mavi Marmara, navio de bandeira turca, e deixou muitos feridos. Na época, a Flotilha da Liberdade era formada por seis navios com passageiros de 40 nacionalidades e levava 10 mil toneladas de ajuda humanitária à população de Gaza.
Em agosto de 2014, houve uma nova tentativa da FFC de romper o cerco do Estado sionista de Israel a Gaza. Historicamente, o Estado sionista de Israel não cumpre nenhum acordo internacional de convivência pacífica e de respeito a territórios e soberania de outros países, principalmente o Estado da Palestina. A Organização das Nações Unidas (ONU) já reconhece a existência do Estado palestino há muito tempo e reforçou esse reconhecimento na semana passada. Contudo, Estado sionista de Israel não respeita a autonomia e a soberania do povo palestino e seu território.
Desde 1967, Gaza está sob ocupação militar israelense. Em 2005, Israel se retirou oficialmente de Gaza, apesar da resistência de mais de 9 mil colonos em evacuar os assentamentos judaicos ilegais. Desde 2006, no entanto, Gaza está sujeita a um cerco que restringe severamente o acesso a recursos básicos, como alimentos, água e medicamentos. Esse cerco, imposto por Israel, tem sido denunciado por organizações internacionais de direitos humanos.
🛳️ The Freedom Flotilla Coalition, established through the efforts of civil society organizations from 12 different countries, sail to the Mediterranean with ships carrying 5,500 tons of humanitarian aid materials and activists from various countries, aiming to break the siege in… pic.twitter.com/Q3LUEkoVcB
— IHH Humanitarian Relief Foundation (@IHHen) April 3, 2024
Faltam apenas 2 dias para partirmos em direção a #Gaza para romper o cerco!
O CED PAD-DF realizou nos dias 8 e 9 de maio a décima edição de sua Semana Camponesa, com o tema X Semana Camponesa do Centro Educacional do PAD-DF: “Vivendo e revivendo os saberes, viveres e memórias da comunidade”.
Trata-se de culminância do projeto que busca valorizar e fortalecer sua identidade enquanto Escola do Campo. A ideia é promover uma educação que dialogue e reflita sobre a realidade dos sujeitos do campo, de suas comunidades, e assim promover a valorização das culturas locais e a construção de saberes contextualizados e significativos para suas vidas.
Por meio de parcerias, estudantes, professores e comunidade escolar em geral desenvolvem e participam de diversas atividades e ações, como oficinas, seminários, palestras, concursos, exposições, atividades lúdicas, barraquinhas, rodas de conversa e apresentações artísticas e culturais.
O projeto é realizado anualmente no mês de maio, voltado para os estudantes do Ensino Médio, Anos Finais do ensino Fundamental e EJA, nos turnos matutino, vespertino e noturno respectivamente.
A noite do dia 8 de maio contou com uma série de palestras sobre adubação ecológica e os benefícios do calcário na agricultura, e shows e apresentações de teatros de bonecos.
Já no dia 9, houve o desfile de cavaleiros e feirinha artesanal.
Dia 13 de maio, data da assinatura da Lei Áurea em 1.888, não é um marco da luta antirracista e nem da celebração da liberdade.
Um dos motivos para isso é que essa lei não foi reparativa, mas apenas deixou de reconhecer a propriedade de uma pessoa sobre outra. Na prática, as pessoas negras que tinham sido escravizadas foram abandonadas à própria sorte, sem emprego, sem ter onde viver, sem documentos, sem acesso a condições de vida dignas. Por isso, o ciclo de escravização mudou de forma, mas não se aboliu.
Tanto que seus reflexos são sentidos até os dias de hoje. As pessoas negras recebem os piores salários, e a grande maioria mora nos locais mais marginalizados, além de serem discriminadas, terem suas oportunidades cassadas e serem as maiores vítimas da violência do Estado.
Outro motivo de não celebrarmos 13 de maio como marco é que, quando a Lei Áurea foi assinada pela Princesa Isabel, muita luta já havia sido feita no Brasil e em âmbito internacional. Isso quer dizer que enaltecer a princesa como a heroína branca do fim da escravização de pessoas no Brasil implica apagar os séculos de resistência e suas figuras históricas, como Zumbi e Dandara dos Palmares, Dragão do Mar, Luís Gama.
A lei que determinou o fim da escravização de pessoas negras se deu por muita luta do povo negro. E o que deveria ter sido o triunfo da liberdade, foi, na verdade, o início de uma era de desigualdade social e racial que perdura até os dias de hoje. É por isso que é importante saudar as verdadeiras referências: porque a luta continua ainda hoje.
O Projeto Calangos Leitores tem como objetivo incentivar a leitura de livros com a criação da própria biblioteca de literatura do leitor em formação. A cada semestre, os alunos e as alunas recebem uma lista de livros, com a sinopse e a foto de cada obra, e votam quais obras querem ler.
“Eles e elas têm um mês para lerem a obra, e na primeira segunda-feira do mês seguinte participam de uma roda de leitura, onde comentam o livro com nossa mediação”, conta a professoras Fernanda Mourão do CEM JK, que coordena o projeto na escola e realiza as rodas de conversa junto com as professoras Claudine Duarte, Renata Maria Braga Santos e Anna Cristina Rodrigues.
O Projeto Calangos Leitores começou em 2021 no CEM JK, com a participação e 14 alunos e alunas – hoje, esse número chega a 20. ”Não conseguimos comportar mais estudantes, pois contamos com doações’, lamenta Fernanda.
Neste semestre, as leituras escolhidas foram: As filhas moravam com ele, de André Giusti (com direito a presença do autor na roda de conversa); Bem-vindos à livraria Hyunam-Dong, de Hwang Bo-Reum; e os clássicos O Quinze, de Rachel de Queiroz; e O Apanhador no Campo de Centeio, de J D Salinger.
Idealizado por Claudine Duarte, o projeto Calangos Leitores foi finalista do Prêmio Jabuti por 2 vezes, nas categorias Formação de Leitores (2018) e Fomento à Leitura (2023). Ele promove clubes de leitura para adolescentes em escolas públicas do Distrito Federal desde 2016. O formato adotado garante a recorrência dos encontros e instiga o interesse por gêneros literários distintos. A roda de conversa contribui para despertar as reflexões provocadas pelo hábito da leitura e os jovens leitores, de posse de seus próprios livros, se tornam agentes de formação de outros leitores em suas famílias e comunidades.
Em Brasília, o primeiro clube de leitura com um grupo de adolescentes foi formado em agosto de 2016 no Centro Educacional do Lago Norte – CEDLAN, comunidade residente no Varjão e no Paranoá. O Calangos Leitores já esteve presente em escolas públicas no Gama, no Cruzeiro, no Itapoã e, atualmente, está atuante no Centro Educacional do Lago – CEL, no Centro Educacional 03 – Centrão Guará e no CEM JK, na Candangolândia.
Já passaram pelo projeto mais de 500 jovens leitores, entre 13 e 18 anos, matriculados em escolas públicas do DF. O Calangos Leitores contabiliza quase 200 encontros realizados, considerando 28 clubes de leitura, 170 títulos de obras literárias. Cabe ressaltar que 4 mil exemplares de livros foram distribuídos para contribuir com a biblioteca individual de cada leitor e foram realizados 59 encontros com a presença de autores residentes no DF.
Teatro SESC Paulo Autran traz espetáculo Outra História de Amor
Jornalista: Luis Ricardo
De 08 a 11 de maio, o Teatro SESC Paulo Autran (CNB 12 – Taguatinga Norte) coloca em cartaz um dos espetáculos mais longevos do teatro brasileiro. Com dramaturgia e direção do diretor teatral Zé Regino, Outra História de Amor retrata o casal Maria Lúcia (Ruth Guimarães) e Edgar (Humberto Pedrancini). Nos dias 8, 9 e 10 as escolas da rede pública de ensino do DF terão ingressos gratuitos. Para garantir o seu, clique aqui.
Juntos há décadas, o casal fala sobre relacionamento, sexualidade e sobre a coragem de seguir sonhos e desmistificar o envelhecimento, naturalizando o processo do envelhecimento. “Como discorrer sobre uma história de amor que resiste quarenta e cinco anos, fruto de uma convivência ininterrupta? Como não reconhecer que a ficção nos provoca poeticamente? Como não reconhecer que essa não é simplesmente mais uma história de amor mas, sobretudo, um reposicionamento de um casal de velhos, diante do amor a dois? Emprestar meu corpo, minha voz e minhas emoções, para Maria Lúcia, a personagem da minha idade real, 75 anos, tem sido mais um inusitado aprendizado no teatro e na vida”, destaca Ruth.
E é dentro deste contexto de amor que será retratada a história destas duas pessoas. Com personalidades diferentes, Edgar e Maria Lúcia começam, nessa fase da vida, a ter um conflito existencial que pode romper com a cumplicidade de ambos. Afinal, eles enxergam a vida e a morte de maneiras muito distintas. “Nesse contexto, surgem personagens que trazem do passado várias inseguranças e a possibilidade de se redesenhar a vida. Seria tarde demais? Eu falo que essa dramaturgia é meu manifesto anti-etarismo. É muito difícil viver num País onde pessoas na minha idade são discriminadas pela idade que têm. E nós temos sonhos, desejos que só morrem quando a gente morre. Este é só mais um momento da vida que está aí, pulsando. Uma pessoa com 70, 80, 90 também tem seus anseios, seus sonhos”, comenta o dramaturgo e multiartista Zé Regino.
O espetáculo visa, também, propor o reencontro criativo desses pioneiros artistas na montagem de um espetáculo teatral, que comemora e homenageia seus veteranos, utilizando como mote dramatúrgico a urgência de se falar sobre o modo como a sociedade lida com o envelhecimento. “É uma honra ser dirigido pelo Zé Regino e estar ao lado da Ruth. O mais interessante é que esse espetáculo busca quebrar os estereótipos de que velho não transa, que velho vai morrer. Não! A peça é sobre o contrário disso tudo. Fala sobre sonhos”, explica Pedrancini.
PROGRAME-SE
Dias 08, 09, 10 e 11 de maio de 2024
Teatro Paulo Autran – Taguatinga Norte
Dia 08 – apresentações às 09h e 14h (para escolas e gratuito)
Dia 09 – apresentações às 09h e 14h (para escolas e gratuito)
Dia 10 – apresentações às 09h e 14h (para escolas e gratuito)
Dia 11 – apresentação às 17h para pessoas da melhor idade (retirar ingressos no Sympla)
Dia 11 – apresentação aberta ao público em geral às 20h
ingressos para o dia 11/05 – R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia) – Levando 1kg de alimento não perecível que será doado para casa de idosos.
Sinpro realiza 8ª edição da Feira de Aposentados(as) na véspera do Dia das Mães
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Será neste sábado, 11 de maio (véspera do Dia das Mães), a próxima Feira de Aposentados e Aposentadas do Sinpro, no Taguaparque, das 9 às 16h.
Além da tradicional feirinha cultural, que entra em sua oitava edição, durante o evento haverá uma ação social, com a participação do Inas – Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal – e o Segundo Piquenique dos Aposentados e Aposentadas, que foi um sucesso na última edição do evento, em setembro.
“O piquenique realizado junto com a Feira de aposentados e Aposentadas em setembro passado deu super certo. Foi a ocasião perfeita para trocar ideias, reunir amigos, planejar a luta e descontrair. Quem veio participar trouxe também seu isoporzinho com bebidas e lanches, toalhas e copos e talheres recicláveis, e ainda aproveitou a Feira cultural. Vamos repetir a dose no próximo sábado”, comemora a coordenadora da pasta de Assuntos dos Aposentados do Sinpro-DF, Elineide Rodrigues.
Além do piquenique e da feira cultural, haverá também um aulão de atividades físicas e ação social.
Serão aceitas(os) como expositoras(es) quem fizer seus próprios trabalhos manuais e artesanais e for filiado(a) ao Sinpro. Para se inscrever como expositor(a), entre em contato no número (61) 3343-4235 ou no (61) 99994-6258 (este último, WhatsApp). Falar com Elieuza.
Associação dos Conselheiros Tutelares do DF celebra 22 anos com formação continuada
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Nos dias 15 e 16 de maio, das 9 às 18h, a Associação dos Conselheiros Tutelares do Distrito Federal celebra seus 22 anos e se reúne no auditório do Sinpro no SIG para debater o papel do Conselho Tutelar e a atuação da Rede de Proteção nos casos de violações de direitos contra crianças e adolescentes e a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.
“Buscamos também a participação de professores, professoras, orientadores e orientadoras educacionais, que fazem parte da rede de proteção de crianças e adolescentes”, destaca Delzair Amâncio da Silva, diretora Administrativa da ACT-DF e ex-dirigente do Sinpro-DF.
O evento contará com a participação do Procurador de Justiça do estado do Paraná, Dr. Murillo Digiácomo, e a Dra. Grazy Gabriel, coordenadora Institucional do Fórum Colegiado Nacional de Conselheiros Tutelares (FCNCT).
As vagas para o evento são limitadas, e as inscrições, que vão até o dia 13 de maio, têm o valor de R$ 20,00 para cobrir os custos do lanche. Transfira para o PIX da ACT/DF que é o nosso CNPJ (05394511000159) e envie o comprovante para o zap da Leila (Diretora Financeira da ACT/DF) +55 61 99671-3482.
Maiores informações no telefone (61) 9 9696-6600, com Delzair.
ESCOLA MENINOS E MENINAS DO PARQUE EXISTE E RESISTE HÁ 29 ANOS
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Ela é referência nacional na educação de crianças e adolescentes em situação de extrema vulnerabilidade social. A Escola Meninos e Meninas do Parque completou, no último dia 18 de abril, 29 anos de existência e resistência.
O nome da escola vem do Movimento Nacional dos Meninos e Meninas de Rua, e batiza a escola pensada para acolher crianças e jovens em situação de rua que, naquele ano de 1995, viviam embaixo da marquise da Rodoviária do Plano Piloto. A primeira gestora, Palmira Eugênia, lutou muito para que a escola fosse instalada no Parque da Cidade – onde está até hoje.
“Eram crianças e jovens que precisavam da escola: artistas potenciais, que sobreviviam de apresentações circenses nos sinais das redondezas, mas não sabiam contar o dinheiro que recebiam”, recorda-se a atual diretora, Amélia Cristina Araripe, a Amelinha.
A Escola é denominada de Natureza Especial e, além do conhecimento formal, auxilia em procedimentos como encaminhamento médico e odontológico, além de providenciar documentações quando necessário.
Atualmente, a escola atende, no turno da manhã, crianças e adolescentes em situação de extrema vulnerabilidade – a maioria oriunda de Ocupações Urbanas. À tarde, recebe jovens, adultos e idosos, na Modalidade EJA (Educação de Jovens e Adultos) – a maioria em situação de rua. “Aqui, eles e elas são acolhidos(as), respeitados(as) e têm nesta escola seu espaço de pertencimento”, orgulha-se Amelinha.
Por acolhida e pertencimento, entenda-se receber pessoas extremamente vulneráveis, em situação de rua, com um kit banho (com toalha e sabonete). A escola é, também, o lugar onde eles e elas têm direito, além do banho, a troca de roupas, almoço e lanche.
“Tivemos que abrir turmas de todos os segmentos da Educação de Jovens e Adultos, pois descobrimos que quem concluía o Ensino Fundamental aqui na escola acabava se evadindo por não conseguir se adaptar a outra escola”, conta Amelinha, que faz questão de demonstrar todo o orgulho que tem de seus alunos e suas alunas: “Temos aqui na Escola Meninos e Meninas do Parque todos os segmentos da Educação de Jovens e Adultos. Oferecemos também o terceiro segmento da EJA, que é equivalente ao Ensino Médio, sempre adaptado às realidades e particularidades de cada um deles(as). Queremos que todos e todas sejam protagonistas de suas vidas, e cheguem à Universidade, para levar o conhecimento e a vivência que eles já têm de sobra, e não deve ser descartados. Acreditamos na educação humanizada e emancipatória, e ver e acompanhar o crescimento pessoal e as conquistas de quem passa por esta escola nos deixa bem felizes. Muitos(as) chegam aqui sem acreditar no próprio potencial, mas a gente mostra que eles(elas) são capazes, sim!”
“A Escola dos Meninos e Meninas do Parque é de natureza especial, mas trabalha verdadeiramente com o nosso currículo numa educação humanizada. Para além do acolhimento às pessoas vulneráveis, existe todo um trabalho curricular e pedagógico que evidencia o que essas pessoas têm de melhor. Ela passa longe de ser um depósito de jovens e adultos, pois realiza todo um trabalho de transformar pessoas vulneráveis em cidadãos e cidadãs”, explica a diretora do Sinpro Regina Célia.
A escola solicita doações de toalhas e roupas usadas para promover seu bazar: “Nosso projeto pedagógico inclui troca de horas de estudo por itens de higiene e vestuário. Quanto mais horas de estudo a pessoa tiver aqui na escola, mais itens de higiene e vestuário terá direito a pegar no bazar”, explica Amelinha.
Vida longa à Escola dos Meninos e Meninas do Parque!
Confira, no link abaixo, o álbum com as fotos da vfesta dos 29 anos da Escola
Descaso com a educação: mais uma vez, larvas são encontradas na merenda
Jornalista: Alessandra Terribili
Mais um lamentável – e evitável – episódio envolvendo as merendas nas escolas públicas do Distrito Federal aconteceu nesta segunda-feira, 6 de maio. Uma estudante encontrou larva em seu prato de comida no CEM Setor Leste, na Asa Sul.
A Secretaria de Educação mais uma vez adotou a prática de responsabilizar a escola, afirmando que a larva vinha de tangerinas mal higienizadas. Porém o CAE – Conselho de Alimentação Escolar – identificou que 410 kg de arroz foram retirados do depósito e mantidos em sala à parte após visita técnica. Os pacotes estavam repletos de larvas e carunchos.
Posteriormente, em nota divulgada pela imprensa, a SEEDF assumiu que havia encontrado produtos inadequados para consumo no depósito. “Por que esse fato não foi citado na ocorrência de visita técnica?”, questionou o diretor do Sinpro e integrante do CAE, Samuel Fernandes. “Não é responsabilidade da escola e não é falta de verba, porque verba tem. Os itens são de péssima qualidade e podem ter sido entregues às escolas já contaminados”, aponta ele.
Ricardo Gama, também diretor do Sinpro e membro do CAE, afirma que o conselho faz visitas periódicas de fiscalização, e há muito tempo já havia alertado a SEEDF sobre esse problema, especialmente com o arroz: “Não é a primeira vez que isso acontece, no entanto, a empresa de distribuição permanece a mesma”, diz ele. “O arroz que deu problema no ano passado é o mesmo que foi distribuído para as escolas este ano”, completa.
O CAE vai reportar o fato aos órgãos competentes, como o Ministério Público e o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). O Sinpro continua pressionando a secretaria pela resolução desse grave problema.