TV Sinpro Especial debaterá obrigatoriedade de registro no CREF
Jornalista: Alessandra Terribili
Um TV Sinpro Especial será realizado nesta quinta-feira (11), às 20h, para debater a recente decisão judicial que determina a obrigatoriedade do registro de professores e professoras de Educação Física junto ao CREF (Conselho Regional de Educação Física). Transmissão ao vivo pela TV Comunitária de Brasília (canal 12 da NET) e pelas redes do sindicato (Facebook e Youtube).
Participarão do TV Sinpro os professores de educação física da rede pública de educação do DF Roberto Liao, Juarez Oliveira Sampaioe Bernardo Távora, que também é diretor do Sinpro. A mediação será de Rosilene Corrêa, dirigente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).
O Sinpro-DF entende que a obrigatoriedade de registro dos professores e professoras de Educação Física ao CREF é juridicamente inconsistente, e vem historicamente questionando na justiça a postura do Conselho. Além de a LDB não prever qualquer obrigatoriedade de registro de docentes a órgãos ou autarquias reguladoras de profissões, o Conselho Nacional de Educação (CNE) ratificou esse entendimento em pelo menos dois pareceres (CNE/CEB nº 12/2005 e nº 135/2002).
Professor defende dissertação sobre Escola do Campo da CRE Gama e urbanização irregular nesta terça (15)
Jornalista: Maria Carla
Intitulada “A Escola do Campo devorada pela cidade: impactos do crescimento urbano irregular na Ponte Alta Norte – Gama-DF”, a dissertação de Vinícius Batista Pinheiro Marques, professor da rede pública do Distrito Federal, será defendida nesta segunda-feira (15/4), às 9h, no Auditório do IH (aud. Mod 24), ICC Norte, Subsolo, no Campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB). Com 119 páginas, o estudo analisa as correlações entre o crescimento urbano desordenado e o trabalho pedagógico de educadores em uma Escola do Campo, tendo como objeto o Centro de Ensino Fundamental Ponte Alta Norte, localizado na Região Administrativa do Gama, Distrito Federal, Brasil.
“Desde a inauguração da capital, em 1960, a pressão por moradia exigiu do poder público a gestão do crescimento urbano. Para isso, foram criadas Regiões Administrativas apartadas da centralidade de Brasília para a habitação das classes populares, no modelo de polinucleamento. Contudo, a partir dos anos 1990, foi intensificada a urbanização irregular de territórios rurais, mediante a criação de condomínios horizontais urbanos, resultando impactos socioambientais relevantes. Os educadores dos Anos Finais do CEF Ponte Alta Norte relatam que a multiplicação de condomínios alterou o perfil sociocultural da comunidade escolar. Isso fez os profissionais refletirem e questionarem sobre a necessidade de mudanças no trabalho com os estudantes”, informa o resumo do estudo divulgado no site da UnB.
Ainda segundo o resumo, “para a análise do fenômeno dos parcelamentos irregulares, foi desenvolvida pesquisa bibliográfica sobre os conceitos de produção do espaço e território, bem como diálogo entre a modalidade Educação do Campo e o território. Foi realizada análise multitemporal de imagens orbitais do crescimento urbano da área de estudo, nos anos de 1994, 2007 e 2023, utilizando o software QGIS. Para a produção de dados empíricos, acerca da conexão entre o crescimento urbano e a organização do trabalho pedagógico, foi empregado o método Grupo Focal , com professores e gestores dos Anos Finais do Ensino Fundamental e análise de conteúdo das falas. Os resultados indicaram educadores preocupados em compreender uma comunidade escolar diversa, com grande desigualdade socioeconômica, inserida em um território com dinâmicas socioterritoriais complexas. Naturalmente, os dados empíricos revelaram outras questões com potencial para exames em trabalhos posteriores”.
A banca será formada por Anna Izabel Costa Barbosa; Cristina Maria Costa Leite; Eliene Novaes Rocha; e Erlando da Silva Reses. Confira o link da UnB aqui e o convite a seguir.
Ampliações de carga horária firmadas no acordo de greve começam a ser encaminhadas nesta semana
Jornalista: Alessandra Terribili
A comissão de negociação do Sinpro informa que as ampliações de carga horária solicitadas e incluídas no acordo de suspensão de greve começarão a ser encaminhadas ainda nesta semana.
O processo será individualizado, ou seja, as ampliações devem ser autorizadas uma a uma. Por esse motivo, a Secretaria de Educação fará contato com professores, professoras, orientadoras e orientadores educacionais que aguardam, para a assinatura do termo que confirma a ampliação da carga horária. O Sinpro-DF orienta que fiquem atentas(os) aos seus telefones, e-mails, SEI (Sistema Eletrônico de Informações).
A partir da assinatura do termo, a ampliação já estará válida, e será publicada no Diário Oficial do DF com efeito retroativo à data de assinatura do termo.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF seguirá acompanhando o processo para que ele se conclua o mais rápido possível.
UnB abre processo seletivo para pós-graduação em educação
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Começam hoje (8/4) às 18h e vão até as 17h do dia 30 de abril as inscrições para o processo seletivo da pós-graduação da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília. O curso oferece 28 vagas para o mestrado e 30 para o doutorado.
São sete linhas de pesquisa: Políticas públicas e gestão da educação; escola, aprendizagem, ação pedagógica e subjetividade na educação; profissão docente, currículo e avaliação; educação matemática; educação, tecnologia e comunicação; educação ambiental e educação do campo e Estudos comparados em educação.
O edital de convocação discrimina quantas vagas estão disponíveis para quais linhas de pesquisa e em quais modalidades de pós-graduação (mestrado ou doutorado). Também no edital, você encontra a lista de documentos necessários para fazer a inscrição e as etapas do processo seletivo.
7 de abril: Dia Mundial da Saúde traz o tema “Minha saúde, meu direito”
Jornalista: Maria Carla
Há 76 anos, o dia 7 de abril é a data comemorativa do Dia Mundial da Saúde. Ela marca o aniversário de fundação da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1948, e foi criada para chamar a atenção do planeta para as preocupações específicas a respeito da saúde pública.
Este ano, a OMS trouxe o tema “Minha saúde, meu direito”. Com esse tema, a OMS destaca a necessidade urgente de garantir acesso universal a serviços de saúde de qualidade e a um ambiente saudável. O tema suscita reflexões sobre vários problemas resultantes das privatizações e mercantilizações de direitos sociais assegurados na Constituição e denuncia a ameaça à saúde pública no Brasil e no mundo.
O serviço público de saúde e o próprio Sistema Único de Saúde (SUS) são instrumentos do poder público imensamente assediados pelos defensores da mercantilização dos serviços públicos. Por causa disso e outros problemas que afetam também quase todos os países, a OMS observa que direito à saúde de milhões de pessoas está cada vez mais ameaçado.
O Conselho de Economia da Saúde para Todos da OMS concluiu que, embora pelo menos 140 países reconheçam a saúde como um direito humano na sua Constituição, apenas quatro mencionaram como financiá-la. Para enfrentar esses tipos de desafios, o tema do Dia Mundial da Saúde de 2024 é “Minha saúde, meu direito”.
Além da mercantilização do direito à saúde, outros problemas, como doenças e desastres, são importantes como causas de morte e de incapacidade. As guerras e outros tipos de conflitos são um dos mais importantes ataques à vida. Atualmente, há vários conflitos que devastam vidas, causando morte, dor, fome, todo tipo de aniquilamento e sofrimento psicológico.
Outro problema que a OMS destaca no Dia Mundial da Saúde, são as mudanças climáticas e a saúde do planeta. A organização alerta para o fato de que “a queima de combustíveis fósseis está simultaneamente a impulsionar a crise climática e a retirar o nosso direito de respirar ar limpo, com a poluição do ar interior e exterior a ceifar uma vida a cada 5 segundos”.
O tema deste ano foi escolhido para defender o direito de todas as pessoas, em todos os lugares, de terem acesso a serviços de saúde, educação e informação, bem como à água potável, ao ar puro, à alimentação saudável, à moradia de qualidade, a condições ambientais e de trabalho decentes e a viverem livres de discriminação.
“A preservação da saúde e a prevenção de doenças é princípio básico para a plena atividade laboral dos educadores e educadoras, nós, do SINPRO, continuaremos a luta incessante para a garantia desse direito”, assegura Élbia Pires, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sinpro-DF.
No Brasil, o governo federal busca recuperar os prejuízos a que a saúde pública foi submetida entre os anos de 2016 e 2022 e consolidar o direito à saúde tal qual está na Constituição. O Sinpro-DF convida a categoria a ficar alerta para a disputa que ocorre no âmbito dos poderes distrital e federal entre políticos que trabalham para a privatização da saúde e os que defendem o direito social materializado pelo sistema público de saúde no qual está inserido o SUS.
ESCOLA PARQUE 308 SUL CELEBRA O DIA DO CIRCO COM MUITA DANÇA
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Logo nas primeiras semanas de aulas de 2024, a professora de dança Dani Morosini descobriu que as crianças de suas turmas do 1º ao 5º ano, entre 6 e 11 anos, estavam com dificuldades de lateralidade: não sabiam identificar a esquerda e a direita. Desenvolver coreografias com essa dificuldade seria um problemão. Surgiu, então, o intensivão de coordenação motora da Escola Parque 308 Sul.
A professora Dani convidou vários professores de teatro com suas turmas para também participarem da atividade na sala de dança. Assim, mais crianças desenvolveriam consciência corporal, o que facilitaria no ensaio de peças de teatro e coreografias. O projeto começou com 4 turmas, cresceu muito, chegando a 16 turmas (cada turma com uma média de 17 estudantes).
Junto com a professora Dani, participaram do projeto as professoras Ale Lopes, Carolina Andrade, Flávia Neiva, Heloísa Moreira e o professor Rafael Gomes.
A professora Dani escolheu a coreografia Seven Jumps (assista aqui o vídeo) para a realização da atividade. É uma dança que, além da lateralidade, trabalha uma série de noções (deslocamento; aprender a distribuição do peso corporal para manter o equilíbrio; espaço; posição neutra/comportamento durante uma apresentação; ritmo e tempo; expressão corporal).
A ideia original era fazer a apresentação no dia do circo, celebrado em 27 de março, mas um pequeno contratempo adiou o evento para a semana seguinte, em 3 de abril, “o que foi ótimo, porque não choveu, nem estava muito sol. Deu tudo fantasticamente certo”, comemora a professora Dani.
A professora aponta, ainda, a importância de trabalhar essa dança e todas as noções que ela traz para as crianças no contexto pós-pandemia: “A dança promove o desenvolvimento de habilidades psicomotoras importantes, visto que nossas crianças estão com o desenvolvimento perceptivelmente defasado, primeiro por termos todos passado por uma pandemia, e, na minha opinião, o vício das crianças nos “games” não está ajudando!”.
O Sinpro parabeniza a Escola Parque 308 Sul pela realização desse evento cheio de cor, luz e alegria!
Lançamento da exposição “Paulo Freire em Brasília: tessituras de uma educação emancipadora” nesta quarta-feira (10)
Jornalista: Maria Carla
Na quarta-feira (10/4), acontece o lançamento da exposição virtual “Paulo Freire em Brasília: tessitura de uma educação emancipadora”, a partir das 19h, no Centro Cultural da ADUnB, no Campus Darcy Ribeiro, Asa Norte, Brasília-DF. O lançamento contará com a presença de Nita Freire, viúva de Paulo Freire, que lançará o livro “Meus Dizeres e Fazeres em Torno de Paulo Freire”. O lançamento será também um TV Sinpro Especial,com transmissão ao vivo pela TV Comunitária de Brasília (canal 12 da NET) e redes digitais do sindicato (Facebook e Youtube).
A entrada é franca e, na abertura da mostra, haverá uma apresentação musical de Martinha do Coco e, em seguida, a abertura oficial com as professoras Eva Waistros Pereira, coordenadora do Projeto Museu da Educação do Distrito Federal; Márcia Abrahão Moura, reitora da UnB; e Ana Maria Araújo Freire (Nita Freire).
Em seguida, haverá uma apresentação da exposição virtual com as professoras Ariane Abrunhosa da Silva, curadora da exposição; e Mariana Penna, assistente de curadoria; e o lançamento do livro de Nita Freire, em que a autora será homenageada pelas professoras Ana Lúcia Souza de Freitas, Ana Cristina de Silva Rodrigues, Bárbara Cristina Moreira, Cleiva Aguiar de Lima. O encerramento está previsto para ocorrer às 22h com um coquetel.
A exposição é realizada pela parceria entre o Museu da Educação do Distrito Federal e a Fundação de Apoio à Cultura do DF (FAC-DF) e conta com o apoio da Universidade de Brasília (UnB), Secretaria de Educação do DF, Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, Instituto Paulo Freire e Sinpro-DF.
A exposição
Em nota à imprensa, a curadoria da exposição “Paulo Freire em Brasília: tessitura de uma educação emancipadora” informa que a mostra ganha o mundo virtual para homenagear o educador Paulo Freire com o registro de fatos marcantes de sua presença na capital do País.
A exposição, segundo o documento da curadoria, estará em exibição na Internet e é decorrente de uma extensa pesquisa realizada pelo Museu de Educação do Distrito Federal (MUDE), que apresenta achados valiosos sobre o trabalho educativo de Paulo Freire em Brasília.
E informa que “o conteúdo da mostra está reunido em duas salas virtuais que apresentam fatos relevantes da trajetória de Paulo Freire em momentos históricos distintos. O mergulho nesse universo presenteia os internautas com um acervo de fotografias, textos e conteúdo audiovisual gerado a partir da presença do educador no Distrito Federal, nas décadas de 1960, 1980 e 1990”.
A mostra será realizada em plataforma digital interativa e valoriza a história e a cultura da capital, palco de ações educativas do homenageado que ganharam representatividade no contexto histórico.
Ainda segundo a nota à imprensa da curadoria, “o espaço virtual contribui para difundir e preservar o acervo material e imaterial de Paulo Freire em Brasília. O mergulho no passado revela as narrativas de pessoas que conviveram e participaram dos projetos freireanos”.
Criou-se um ambiente virtual expositivo de comunicação e conhecimento a fim de tornar público o acervo de conteúdo sobre Paulo Freire em Brasília e, ao mesmo tempo, sensibilizar os internautas sobre seus ensinamentos. A amorosidade presente nos ensinamentos de Freire pode ser apreciada nas galerias virtuais por meio de textos, coleções fotográficas e imagens disponíveis na plataforma. Apresenta-se uma linha de tempo com destaque aos momentos em que Paulo Freire esteve em Brasília e, consequentemente, participou da história da educação do Distrito Federal.
Navegação no site – Conheça as salas
Sala 1 – A capital nascente – sonhos, invenções e utopias
O projeto piloto de alfabetização de Brasília (1963-1964)
O Programa Nacional de Alfabetização
O método Paulo Freire e a leitura do mundo
O golpe militar de 1964 e a perseguição à Paulo Freire
Sala 2 – O reencontro com Brasília: tributo a Paulo Freire
Abertura política e a volta de Paulo Freire do exílio
O reencontro com Brasília
Memória viva na ação educativa
Tributo a Paulo Freire
O endereço eletrônico da mostra pretende ser uma fonte de dados para estudantes, professores, pesquisadores e público em geral.
Serviço
Lançamento da exposição virtual “Paulo Freire em Brasília: tessitura de uma educação emancipadora”
Data: 10 de abril de 2024
Local: Centro Cultural da ADUnB – Auditório e saguões externos – Universidade de Brasília, Campus Darcy Ribeiro, Asa Norte
Programação
18h30 – Recepção
19h – Apresentação musical: Martinha do Coco
19h10 – Profa. Dra. Eva Waisros Pereira – coordenadora do projeto Museu da Educação do Distrito Federal
19h20 – Profa. Márcia Abrahão Moura – reitora da Universidade de Brasília
19h30 – Ana Maria Araújo Freira ( Nita Freire )
19h40 – Apresentação da Exposição Virtual “Paulo Freire em Brasília: tessitura de uma educação emancipadora”: Profa. Dra. Ariane Abrunhosa da Silva – Curadora da Exposição; Profa. Mariana Penna – Assistente de Curadoria
20h10 – Lançamento do livro “Meus dizeres e fazeres em torno de Paulo Freire”, de Ana Maria Araújo Freire e homenagem à autora. Em seguida: coquetel
“Sobre Interseccionalidade”: professora da rede divulga livro em que busca ressignificar a práxis social
Jornalista: Maria Carla
“Sobre Interseccionalidade” é uma obra de autoria da professora da rede pública de ensino do Distrito Federal, Aldenora Conceição de Macedo, e é resultante de uma tese de doutorado. O livro traz reflexões acerca de diferentes interpretações da interseccionalidade, com foco no potencial da perspectiva para análises multifocais e horizontalizadas em estudos e práticas com princípio de justiça social.
“Trata-se de um olhar crítico que insere a leitora e o leitor em um debate de ressignificação dos processos investigativos emancipatórios. Apresenta reflexões sobre a perspectiva teórica e metodológica da interseccionalidade em sua construção histórica, apontando importantes interpretações e positividades para a pesquisa e práxis social. Alicerçando-se nas discussões teóricas de autoras feministas, a obra destaca o uso crítico e analítico da abordagem interseccional”, informa Aldenora, que ressalta a importância da obra no debate atual sobre o contexto político que suscita a esperança e a visibilidade da diversidade.
O livro está à venda por R$ 45,00 pelo telefone (61) 9 8540-8037 com frete grátis para todo o Brasil. A obra traz a teoria e a perspectiva metodológica, fatores que permitem compreender as relações de poder, seus sistemas e indivíduos de forma mais aprofundada e crítica. Segundo Aldenora, tudo isso foi a tônica usada por ela durante a pesquisa.
Pesquisadora feminista das áreas da educação e dos direitos humanos, Aldenora se baseou em grandes nomes do movimento de mulheres, tais como bell hooks, Patrícia Hill Collins, Sirma Bilge, Ângela Davis, Kimberlé Crenshaw, Lélia González e Heleieth Saffioti para inspirar. Ela apresenta a obra ao(à) leitor(a) e convida a todos e todas a apreciá-la.
“Compartilho com vocês a publicação do livro de minha autoria, fruto das minhas pesquisas e do doutorado. A obra busca apresentar de forma mais detalhada e contextualizada o que vem a ser a interseccionalidade, colocando-a como uma perspectiva teórica, mas sobretudo prática. E é essa justamente a nuance a ser destacada na educação. Utilizar-se da interseccionalidade para o cotidiano docente implica ter um olhar multifocal para o ambiente escolar. Estar aberta a compreender a complexidade das relações e como marcadores de gênero, raça e classe, por exemplo, condicionam sujeitas/os e acontecimentos. É olhar tanto para subordinações, mas também para privilégios sabendo levá-los em conta no processo de ensino-aprendizagem”, explica a professora.
Ela afirma que a leitora e o leitor “encontrarão, nesta obra, um olhar atento e cuidadoso de reconhecimento do potencial da interseccionalidade para o tratamento justo dos problemas humanos e correção das desigualdades sociais. A leitura deste livro permite reafirmar a validez da interseccionalidade como uma categoria conceitual no desenvolvimento de pesquisas que enfrentam o desafio de ampliar horizontes epistemológicos e metodológicos na leitura e interpretação do mundo, no que concerne às suas relações e interações socioculturais”, finaliza.
Nova edição do programa vivências tecno-criativas no Gama
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Vem aí mais uma edição do projeto Vivências Tecno-criativas. O projeto é voltado para alunos(as) de escolas públicas do Gama, com encontros híbridos que começam dia 26 de abril. O objetivo é capacitar jovens por meio de experiências imersivas e colaborativas com ferramentas tecnológicas de novas mídias.
O projeto conta com o apoio do Rotary Club do Gama, Rotaract Club do Gama, da Casa da Amizade e do Coletivo Vivências Tecno-Criativas. Mais informações pelo e-mail box123.gama@gmail.com, no site vivencias-tecno.gitlab.io, ou no Instagram @boxb123
Na primeira etapa, os(as) jovens serão imersos(as) em um ambiente de aprendizado dinâmico, participando de oficinas, mentorias e consultorias. Sob a orientação de profissionais experientes, desenvolverão habilidades técnicas em novas tecnologias, e cultivarão pensamento crítico em relação ao espaço público na cidade. Com encontros presenciais semanais e atividades remotas, a residência ocorrerá de forma híbrida, garantindo o máximo de engajamento e flexibilidade.
Na segunda etapa, os(as) residentes e monitores do projeto se unirão para desenvolver uma intervenção urbana que busque transformar espaços urbanos, revitalizando-os com criatividade e inovação, em colaboração com os próprios moradores locais.
Além de fomentar uma cultura colaborativa, o projeto visa fortalecer os laços comunitários no Gama. Ao envolver ativamente a comunidade em discussões sobre tecnologia e cultura, a ideia é criar uma rede de apoio sólida e inclusiva. Das vagas disponíveis, duas são reservadas para candidatos autodeclarados negros em situação de vulnerabilidade social, reforçando o compromisso com a equidade e a justiça social.
“Estamos diante de uma oportunidade única de empoderar jovens do Gama por meio da tecnologia e da inovação. O Projeto Vivências Tecno-criativas é um catalisador de mudanças sociais e culturais”, explica o professor Adriano Reis, produtor do projeto.
Professor realiza passeio ambiental para despertar senso crítico nos estudantes
Jornalista: Vanessa Galassi
Trocar o som do tráfego, de construções e pessoas pelo canto dos pássaros, o barulho do vento na copa das árvores, o correr das águas dos rios e cachoeiras. Mais de 100 estudantes do 9º ano do CEF 14 de Taguatinga experimentaram a prática com o projeto Sementes do Amanhã, coordenado pelo professor Roberto Luiz Barcelos, na Floresta Nacional de Brasília. O resultado traz a soma de ganhos tanto pedagógicos como socioambientais.
Professor Roberto conta que o silêncio e a observação são os principais materiais utilizados na trilha de 6 quilômetros. “No trajeto, é importante ouvir todos os sons, ter contato com a natureza, conhecer sonoridades antes desconhecidas, já que muitos estudantes ficam restritos à cidade. Tem estudante que nunca foi a uma chácara sequer. Então, durante a caminhada, o momento é de vivência e absorção do que a natureza oferece para a gente.”
A caminhada proporciona que os(as) estudantes vejam na prática o que é abordado em livros didáticos. “A gente vive o Cerrado, o meio ambiente. E isso desperta consciência ambiental. Com isso, formamos cidadãos críticos”, diz professor Roberto.
No final da trajeto, os(as) trilheiros(as) estendem colchonetes no chão e participam de um trabalho terapêutico chamado Banho Sonoro, forma de meditação guiada por instrumentos como flautas de bambu, tambores, cristais e xilofones, que reproduzem sons da natureza. “A terapia do Banho Sonoro provoca estado profundo de relaxamento e, liberando o estresse, traz benefícios como a tranquilidade das emoções, o despertar da criatividade, a melhora da comunicação, a superação dos sintomas de ansiedade e até o fortalecimento do sistema imunológico”, conta professor Roberto.
Professor Roberto Luiz Barcelos, CEF 14 de Taguatinga
Há 13 anos na Secretaria de Educação do DF em regime de contratação temporária, o docente lembra que a Floresta Nacional de Brasília, localizada em Taguatinga, é pouco conhecida, embora a riqueza do espaço. “A Flona é um espaço único e dentro do DF. Todo mundo pode usufruir desse local”, alerta professor Roberto, que espera que outras escolas tenham iniciativas semelhantes.
Essa foi a segunda edição do Sementes do Amanhã, realizada nesse mês de março. Como o resultado é positivo, a expectativa é de que uma nova saída com outros cem estudantes seja feita entre maio e junho.