Vitória da greve! Garantidos 15 minutos de intervalo para professor(a) em regência

O Diário Oficial do DF desta quarta-feira, 3 de abril, oficializou mais uma conquista da greve de 2023: a portaria 363, de 02/04/2024, altera a portaria de atuação (nº 1273/2023) e assegura ao professor ou professora em regência de classe o intervalo de 15 minutos no turno de regência.

Essa tem sido reivindicação importante do Sinpro nas mesas de negociação com o governo, e integrou o acordo de suspensão de greve de 2023. Agora, a demanda se materializou em vitória da categoria.

“Essa é uma conquista importante para toda a categoria, em especial, para professores e professoras que atuam com crianças e que são demandados absolutamente o tempo inteiro”, destaca Letícia Montandon, coordenadora da Secretaria de Imprensa do Sinpro. “Garantir esse intervalo para quem lida um turno inteiro com dezenas de crianças, por exemplo, é uma ação para promover a saúde mental dos profissionais, condições adequadas de trabalho e até um melhor desempenho”, completa ela.

Confira no link abaixo em que pé está cada item do acordo de greve de 2023.

>>> Saiba mais: “IBANEIS: PROMETEU, TEM QUE CUMPRIR!” | CAMPANHA DO SINPRO EXIGE QUE GOVERNADOR RESPEITE A EDUCAÇÃO

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Isaac luta pela vida, e precisa da sua ajuda

Isaac tem 10 anos e uma vida inteira pela frente. Mas ele e a família precisam de ajuda financeira para superar a adrenoleucodistrofia, doença genética degenerativa rara, que afeta o sistema nervoso e as glândulas suprarrenais. Cada ciclo do tratamento que o garoto realiza custa, em média, R$ 100 mil. Para colaborar, envie qualquer valor para o PIX: chave 61983204954 (celular de Jaqueline de Araújo Silva) ou acesse o link https://www.vakinha.com.br/3301693

Isaac Brunno Passos Araújo Silva é filho da professora Jaqueline de Araújo Silva, que leciona no CAIC Santa Maria. Na corrida pela vida do filho, ela explica que a única forma de retardar os sintomas da doença, prolongando a vida do garoto com mais qualidade, é com uma terapia regenerativa de alto custo chamada REAC (Conversor Radio-Elétrico Assimétrico), realizada na Itália.

Professora Jaqueline ainda conta que Issac já realizou 48 horas de REAC e que, por isso, atualmente, encontra-se estável. Entretanto, esse quadro pode mudar, caso o tratamento não continue.

Quando a adrenoleucodistrofia é diagnosticada precocemente na triagem neonatal, a criança tem a oportunidade de receber o único tratamento capaz de parar a doença: o transplante de medula óssea. Entretanto, no caso de Isaac, o transplante não é mais recomendado, já que a doença foi diagnosticada tardiamente.

 

Governo não entrega itens para a merenda e alimentação escolar está comprometida

O Governo do Distrito Federal continua sem entregar os alimentos necessários para a merenda dos estudantes nas escolas públicas do DF. Esse tem sido um problema grave, frequentemente denunciado pelo Sinpro e pelo CAE (Conselho de Alimentação Escolar do DF).

Em visita a escolas de Ceilândia e Taguatinga, o diretor do Sinpro e membro do CAE Samuel Fernandes testemunhou uma realidade que é de todo o Distrito Federal: muitos itens estão faltando, e o resultado é a repetição de cardápio.

As prateleiras e freezers dos depósitos das escolas estão praticamente vazios. A quantidade de arroz e feijão é insuficiente, e sequer há manteiga ou queijo para serem acrescentados aos pães e cuscuz que são oferecidos diariamente, sem alternância. Carne, apenas suína – e cheia de gordura, como mostra a foto abaixo, feita por Samuel, que registrou a gordura retirada da carne pelas merendeiras. “Só tem cuscuz com carne de porco todo dia”, aponta Samuel.

 

São muitos os itens em falta: “Não estão entregando carne vermelha, frango, peixe, óleo, ovos, leite, macarrão… É carne suína praticamente todos os dias, e com uma grande quantidade de gordura”, denuncia o dirigente sindical. “Nós, do Conselho de Alimentação Escolar, já notificamos os órgãos de controle denunciando essa situação. Até porque a verba destinada à merenda escolar existe, mas os alimentos não estão chegando com a qualidade adequada aos pratos dos alunos”, afirma Samuel.

Em 2023, o GDF recebeu mais de R$ 130 milhões para investir em alimentação escolar. A restrição de itens entregues às escolas é injustificável. “Vamos lembrar que desde o início do ano letivo estamos denunciando essa situação, que impossibilita o cumprimento do cardápio organizado pela própria Secretaria de Educação”, destaca Samuel.

 

>>> Saiba mais: ESCOLAS COMEÇAM O ANO LETIVO SEM DIVERSOS ITENS DA MERENDA ESCOLAR

 

“A falta de itens para a merenda escolar está tendo repercussão em todo o Distrito Federal. Diante desse problema, algumas escolas estão utilizando recursos próprios para complementar a alimentação dos estudantes”, conta Ricardo Gama, também diretor do Sinpro e membro do CAE. “Ontem uma aluna me questionou se ‘as escolas estão passando alguma necessidade’, porque o lanche servido foi feijão com abóbora. É uma clara demonstração que não está havendo uma gestão de qualidade, por parte da Secretaria de Educação”, completa ele.

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Prêmio Educador Transformador divulga resultados distritais; regionais saem em 5 de abril

A segunda edição do prêmio Educador Transformador já divulgou os resultados distritais. O prêmio é uma correalização do Sebrae, Bett Brasil e Instituto Significare, que tem como objetivo valorizar e divulgar projetos e educadores transformadores de todos os cantos do Brasil. Nessa etapa, foram selecionados três projetos em cada uma das categorias.

Trata-se de projetos desenvolvidos com estudantes do ensino regular, nos anos de 2021, 2022 e/ou 2023, que mobilizam alunos(as) em situações do dia a dia, descobrindo problemas e oportunidades, e transformando-os em ideias e respostas para problemas reais da vida. Está dividido em sete categorias: Educação Infantil, Ensino Fundamental (anos iniciais e anos finais), ensino médio regular, educação profissional, EJA e Educação Superior.

No dia 5 de abril, os primeiros lugares de cada uma das etapas seguem para a etapa regional, e o primeiro lugar de cada região segue para a premiação nacional, que será anunciada no próximo dia 24 de abril.

Trouxemos para o site do Sinpro três projetos premiados na etapa distrital, em três diferentes categorias. Ao final desta reportagem, você encontra a relação completa dos premiados distritais. Se você foi premiado(a), entre em contato conosco pelo e-mail Imprensa@sinprodf.org.br

 

A seguir, quatro projetos selecionados para a etapa regional do prêmio Educados Transformador.

Ensino Fundamental – Anos Iniciais

A professora Iara Vidal Bonfim, da Escola Classe 05 do Paranoá, pegou uma turma bem heterogênea de quarto ano em 2022. Havia muitos casos de distorção ano/idade. Sua turma tinha crianças de 8 a 14 anos – algumas ainda longe de concluir o processo de alfabetização. Logo na reunião com os responsáveis no início do ano, descobriu um ponto em comum com várias crianças: não ajudavam as mães a cuidarem dos bichinhos de estimação. Dessa realidade surgiu o projeto Eu e os animais é o bicho! Um Olhar sobre o nosso DF.

As crianças fizeram uma série de trabalhos de leitura e interpretação de textos dentro e fora de sala de aula. Aprenderam a pensar as peculiaridades da vizinhança da escola e correlacionaram aquela realidade com o trabalho do Censo, que foi realizado naquele ano. A professora Iara trabalhou uma série de leituras e, ao final do ano, encenaram o espetáculo Cats.

Pouco depois de seus alunos relatarem terem visto cavalos feridos e maltratados, Iara convidou amigos veterinários para falarem à turma sobre respeito e cuidados com animais. Os médicos levaram o cachorrinho deles para visitar a escola. As crianças ficaram encantadas.

Ao final do ano, a turma estava completamente envolvida não só com a questão dos animais, mas com todo o conteúdo das aulas. “Eles tinham prazer em descobrir palavras novas no dicionário, e se sentiam estimulados a tempo todo a buscar conhecimento”, lembra a professora. Ela conta, orgulhosa, que as crianças que ainda estavam em fase pré-silábica terminaram o ano lendo corretamente (inclusive em voz alta), escrevendo e compreendendo totalmente a leitura. Passaram a ajudar as mães em casa com os cuidados dos bichinhos.

Ensino Fundamental – Anos finais

Saiba mais sobre o primeiro lugar dessa categoria, o projeto RAP (Ressocialização, Autonomia e Protagonismo), nesta reportagem do site do Sinpro.

 

Ensino Médio Regular

O professor Kleber Xavier Feitosa, do CED 04 do Guará, trabalha o projeto STEAM com robótica com suas turmas há 10 anos, o que já havia lhe garantido o segundo lugar no prêmio Liga STEAM. “STEAM é a abordagem de aprendizagem por problemas ou baseada em projetos. Trabalha coordenadamente conteúdos de Ciências (em inglês, sciences), Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática – e suas iniciais em inglês fazem a sigla do método. Os estudantes pesquisam problemas da comunidade, e buscaram aplicar a estratégia para resolver esses problemas”, explica o professor.

Suas turmas do ensino médio resolveram pensar numa solução robótica para a proteção do bioma cerrado. Desenvolveram sensores de gás carbônico e de som que foram instalados em pontos estratégicos de um parque da região, o Parque do Guará (Parque Ezequias Heringer). Uma vez acionados, os sensores de som e de CO2 acionam leds na sede do parque, e assim os responsáveis pelo local podem chamar bombeiros e brigadas de incêndio. que acionam os responsáveis do parque que, por sua vez, entram em contato com as devidas autoridades, de forma a evitar a propagação de incêndios.

“O projeto existe em protótipo, mas este ano os e as estudantes querem colocar o projeto em prática”, conta Kleber.

 

Educação profissional

O projeto de Expansão da Mente (XMA), do professor Regis Lima, da Escola Técnica de Brasília, de Taguatinga, ajuda jovens a pensar como se dará a mudança do ambiente escolar para o ambiente profissional, e como tirar o máximo proveito desse planejamento. O projeto tem dois “braços”: transformar o comportamento do aluno para uma postura profissional, e ajudar o aluno a ter o controle sobre sua carreira. “É ensinar os alunos e as alunas a trilha de aprendizagem, para eles buscarem todas as suas competências técnicas e comportamentais e colocá-las em função de algo”, explica.

O professor demonstrou a eficácia do método a partir do exemplo da própria filha, Jéssika. “Ela fez a escola técnica junto com o curso de Ciências da Computação, estagiava no tribunal e não sabia que rumo dar à vida profissional. Começamos a formatar o processo. Perguntei a ela: “Onde você quer estar daqui a cinco anos?” ela disse que queria trabalhar com tecnologia fora do país. Então, mostrei a ela que ela precisaria dar mais foco nas disciplinas, tanto da faculdade quanto do curso técnico, que a ajudariam a alcançar esse objetivo. Pesquisamos empresas onde ela poderia trabalhar, buscamos o comportamento e o perfil de funcionários que essas empresas buscam ter. O nome disso é modelagem. Com essa maneira de pensar a carreira, ela progrediu rapidamente, e ao sair da escola buscou trabalhar em empresas que a levassem para fora do país. Hoje, ela trabalha em home office para a ONU. Está superfeliz”, conta o pai e professor.

SELECIONADOS ETAPA ESTADUAL – DISTRITO FEDERAL (DF)

Estes foram os projetos premiados no Distrito Federal. Os primeiros lugares de cada categoria participam da etapa regional no dia 5 de abril, e os vencedores da etapa regional se classificam para a etapa nacional, cuja premiação será no dia 24, em São Paulo.

 

EDUCAÇÃO INFANTIL (DF)

🥇 1° lugar: Projetos transformar – Carolayne Morais dos Santos

ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS INICIAIS (DF)

🥇 1° lugar: Eu e os Animais é o Bicho! Um Olhar Sobre o Nosso DF – Iara Vidal Andrade Bonfim

🥈 2° lugar: Educação Financeira para Crianças – Adva Girlene da Silva

🥉 3° lugar: Agentes do Bem-Estar – Alessandra Gmaf Teixeira Fidelis

 

ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS (DF)

🥇 1° lugar: Projeto RAP (Ressocialização, Autonomia e Protagonismo) – Francisco Celso Leitão Freitas

🥈 2° lugar: Recicla CEF 25 – Laércio Ferreira dos Santos

🥉 3° lugar: O Exercício da Escrita para um Processo de Aperfeiçoamento Criativo – Maria Delma de Carvalho

 

ENSINO MÉDIO (DF)

🥇 1° lugar: STEAM com Robótica – Kleber Xavier Feitosa

🥈 2° lugar: Palavras Também Machucam: Discurso de Ódio Não é Liberdade de Expressão! Violência nas Escolas – Moises Gonçalves da Silva

🥉 3° lugar: Rosa Esperança – Elias Pereira de Souza Junior

 

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL (DF)

🥇 1° lugar: Expansão da mente acadêmica – XMA – Tarso Regis Petrilio Lima

🥈 2° lugar: Feira do Jovem Empreendedor – Marina Pessoa de Sousa Rodrigues

🥉 3° lugar: Letramento: Formação de Leitores em Curso Técnico de Secretariado – Michelle Pereira Soares

ENSINO SUPERIOR (DF)

🥇 1° lugar: Educação empreendedora para mulheres: um olhar sobre as competências – Márcia Lúcia de Souza

🥈 2° lugar: “M-Nobel”: uma proposta para o desenvolvimento de atividades experimentais livres em um curso de licenciatura em física – Tiago de Jesus e Castro

🥉 3° lugar: Laboratório SelfieLab – Bárbara Lima Vieira

 

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) (DF)

🥇 1° lugar: Projeto Pelicano – Francisco Ferreira dos Santos Neto

🥈 2° lugar: Construindo Caminhos: projetos de vida nas turmas de EJA – Daniela Laender Caldeira

🥉 3° lugar: Decola EJA 2030: O olhar dos alunos da EJA acerca da importância de informações sobre o Mercado de Trabalho e Empregabilidade – Alfredo Neto de Jesus Luz

Professor trabalha conscientização do uso da água com tradição cultural de lavadeiras e jongo

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), aproximadamente 3 bilhões de pessoas sofrerão com a escassez de água em 2025. Diante do cenário, a necessidade de preservação dos recursos hídricos está na agenda global. No CEF 10 do Gama, estudantes do 6º ano deram uma verdadeira aula sobre o tema com o projeto Água – Jongo, coordenado pelo professor João de Camargo Pimentel.

Na Semana da Conscientização do Uso da Água, realizada no mês de março, professor João estimulou o protagonismo estudantil para tratar do tema, a partir da temática “Lavadeiras do Rio Jequitinhonha” e do jongo.

Professor João de Camargo Pimentel, do CEF 10 do Gama

“Alinhamos (o projeto) à temática das Lavadeiras do Rio Jequitinhonha, que traz relação afetiva e de trabalho com a água. Fomos além e aplicamos também o jongo: dança de origem africana, protagonizada por mulheres negras, com canções que falam sobre o dia a dia e as dificuldades da população negra, uma prática que se aproxima das lavadeiras”, explica professor João ao falar da necessidade de se trabalhar nas escolas, de forma transversal, a educação antirracista.

Com saias compridas, rodadas e floridas as estudantes realizaram a apresentação com a dança de roda, acompanhada de um estudante com chapéu de palha. Enquanto dançavam, também entoavam a cantiga “Mandei caiá meu sobrado”, que representa o sonho de conquista, de ascensão social e de estabilidade familiar.

“O mais importante para nós, enquanto escola, foi perceber que foi possível fazer a discussão de um tema importantíssimo de forma lúdica, integrada e com engajamento e protagonismo dos estudantes. Os estudantes replicam o que aprendem. Então, essa prática vai reverberar no dia a dia deles, das suas famílias, da comunidade”, avalia o professor João Pimentel, já na expectativa de novos projetos.

 

Livro coletivo de 60 autores sobre o golpe de 64 será lançado em 1º de abril

Será lançado no dia 1º de abril na livraria Travessa do Casa Park, às 19h, o livro “60 anos do golpe: gerações em luta”. A obra é resultado de um projeto concebido e coordenado pelo advogado Francisco Celso Calmon, que conseguiu reunir em tempo recorde artigos de 60 autores. Esses textos tanto tecem memórias quanto apresentam análises históricas e reflexões sobre a atual conjuntura política, numa tentativa de também apontar caminhos para a consolidação da democracia brasileira.

A data de 1º de abril marca os 60 anos do golpe militar que instaurou a feroz ditadura de 1964-1985 e deixou como saldo dos 21 anos de violência alguns milhares de mortos e desaparecidos, entre outros perversos e duradouros efeitos sobre a sociedade brasileira. Se são 434 os militantes mortos e desaparecidos oficialmente nomeados desde os relatórios das comissões da verdade de 2014, a eles devem se somar pelo menos 8.350 indígenas e 1.196 camponeses assassinados, de acordo com levantamentos das próprias comissões e posteriores estudos acadêmicos.

Os autores dos artigos reunidos no livro de 334 páginas são tanto sobreviventes da ditadura quanto militantes mais jovens de diferentes causas e movimentos em defesa dos direitos humanos. Entre eles encontram-se mulheres e homens, negros, brancos e indígenas, que são professores, pesquisadores acadêmicos, jornalistas, juristas, sindicalistas, sociólogos, economistas, psicólogos, intelectuais, poetas e escritores. Há no grupo ex-coordenadores da Comissão Nacional da Verdade, integrantes do Movimento Geração 68, representantes dos movimentos sociais da periferia, enfim, cidadãos e cidadãs que militam hoje ainda em defesa da democracia.

Trabalharam na organização desse imenso material, para concretizar o livro, Denise Carvalho Tatim, Gisele Silva Araújo, Roberto Junquilho e Sandra Mayrink Veiga. O ponto de partida da obra, que tem o apoio da Rede Brasil, Memória, Verdade e Justiça, do Canal Pororoca e do Movimento Geração 68, foi a proposta para que os candidatos a autores refletissem sobre a pergunta, “Onde estávamos em 1964 e onde estamos em 2024?”

O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão escreveu, na contracapa: “Tenho muito orgulho de apresentar essa lista de consagrados autores em suas expertises, garantia de um livro de conteúdo de excelência literária e política. Os artigos que compõem esta obra se unem a um eixo essencial, a permanente luta pela democracia de todas e todos. “60 anos do golpe: gerações em luta” é uma obra para figurar entre os grandes compêndios da história”.

Lançamentos simultâneos em 1º de abril estão confirmados no Rio de Janeiro, em São Paulo, Belo Horizonte, Vitória, Goiânia, Aracaju Curitiba, Florianópolis e Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Estão programados outros lançamentos durante o mês de abril em, Salvador,Barra do Piraí e Volta Redonda, no Estado do Rio, e também em Vitória. Ações em torno do livro vão acontecer em sindicatos, centros culturais, entidades estudantis, entre outros locais propícios ao debate político visando a defesa da democracia.

Campus Ceilândia da UnB recebe a pedra fundamental do CIS

O dia 27 de março marca o 53º aniversário da cidade de Ceilândia, e também o Lançamento da Pedra Fundamental do Centro Integrado em Saúde (CIS) do Campus UnB Ceilândia. A cerimônia terá a presença da professora Márcia Abrahão, Reitora da UnB, mais o Secretário de Obras da UnB, a Direção da UnB/Ceilândia, Deputados, representantes da Secretaria da Saúde, membros dos movimentos populares e da comunidade de Ceilândia. O evento ocorre às 12h no auditório Clélia Parreira.

O CIS vai receber atividades assistenciais voltadas à comunidade, com perspectivas de vinculação à rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), em um modelo de educação continuada e permanente em saúde e promoção de atividades de ensino, pesquisa e extensão da UnB.

“A proposta é de construção de um prédio que possuirá em torno de quatro mil metros quadrados. A intenção é ter neste espaço alguns diferenciais, como casa terapêutica (local que reproduz os principais cômodos de uma casa e permite a reabilitação de pacientes com lesões que limitam os movimentos), além de locais para teleatendimento, várias oficinas terapêuticas que possibilitarão o desenvolvimento de novas habilidades, bem como espaços de reabilitação fisioterapêutica, incluindo uma piscina”, segundo explica a presidente da comissão responsável pelo projeto, professora Dayani Galato.

Além da assistência à população, o CIS será o local de prática para os estudantes de graduação e pós-graduação da FCE, por meio dos projetos de pesquisa e de extensão. Por isso, o espaço de atendimento será maior do que o habitual em outros centros de saúde – para que seja possível acompanhar de perto os atendimentos realizados pelos estudantes.

A ideia é que seja possível realizar nos consultórios do CIS cerca de 12 mil atendimentos por mês, com foco em fonoaudiologia, reabilitação referente a dor lombar, em prevenção de quedas e no paciente pré-diabético.

 

Verba parlamentar

A cerimônia celebra a chegada dos recursos iniciais, que vieram de emenda parlamentar da Deputada Federal Erika Kokay. Com essa verba inicial, serão executados os projetos de construção (arquitetura, urbanismo, estrutural, fundações), além dos trâmites licitatórios, contratuais e de início da edificação, que, após aprovação do Conselho Pleno do Campus UnB Ceilândia, segue para o Conselho Administrativo da UnB, para ser incluído no Plano de Obras da Universidade.

CED São José completa 26 anos de uma história ligada à educação

Há 26 anos o Centro Educacional São José, de São Sebastião, tem evidenciado a importância do papel da educação no desenvolvimento de crianças, jovens e adultos, mostrando que um ensino de qualidade é base para mudanças no contexto social e nas relações entre a comunidade e o mundo. No dia 19 de março, estudantes, professores(as), orientadores(as) educacionais e a comunidade escolar fizeram uma grande festa em homenagem ao CED.

A construção da escola foi resultado da mobilização coletiva da comunidade do bairro São José. Em 1997 os moradores iniciaram as discussões no sentido de viabilizar a construção da unidade escolar. Naquele momento existia um programa do Governo do Distrito Federal denominado “Orçamento Participativo”, e a população, valendo-se da prerrogativa de sugerir obras e serviços para o orçamento do governo, aprovou a construção do Centro Educacional São José.

Desde então, mesmo diante das dificuldades a escola tem lutado incessantemente em levar a educação à toda comunidade, sendo assim um instrumento de melhoria na vida da população. “São mais de 13 anos trabalhando como professor, coordenador e supervisor da escola, que me acolheu quando vim para Brasília. Sempre fui um fã de pessoas que se preocupam com a educação do nosso país e aqui no São José eu encontrei isso. Apesar das dificuldades da comunidade, das dificuldades que encontramos para fazer um trabalho no nível que está hoje, esta casa já formou grandes homens e mulheres, e continuará formando”, ressalta o supervisor pedagógico do CED, Josué Lamounier.

Aline Gomes, diretora da escola, diz que a educação é fundamental para a melhoria das pessoas e do mundo. “Estou no CED São José há 23 anos e toda minha vida profissional foi aqui. É um espaço de convivência com estudantes e colegas de trabalho, e aqui criei laços que vão para toda a minha vida. Mesmo com tantos desafios eu ainda acredito na educação”, finaliza.

 

Clique aqui e acesse o álbum do evento

 

Sinpro comemora 45 anos com participação massiva da categoria

A festa de 45 anos do Sinpro aconteceu no último sábado (23), no pavilhão de exposições do Parque da Cidade, e foi um sucesso! Com shows do grupo Revelação, Zélia Duncan e Olodum, além da apresentação do DJ Chokolaty, professores(as) e orientadores(as) educacionais lotaram o espaço para dançar, confraternizar e celebrar o aniversário do sindicato.

Segundo o coordenador da Secretaria de Cultura do Sinpro, Bernardo Távora, o objetivo da diretoria colegiada foi alcançado: “Queríamos proporcionar um espaço de encontro para nossa categoria, com música boa para ressaltar nossos laços de amizade e fazer uma noite inesquecível!”, diz ele. “Os profissionais do magistério são muito comprometidos com seu trabalho, dedicam-se à educação o ano inteiro, merecem festejar”, completa.

Para Leilane Costa, diretora da Secretaria de Cultura do Sinpro, a comemoração foi energizante: “Tudo foi preparado com muito carinho e amor. E a nossa categoria aproveitou bem, vibrando em energia positiva”, disse ela. “Nossa categoria de luta merece ter momentos de alegria e leveza. E o Sinpro, além de ser um sindicato combativo, também é o sindicato da alegria. Viva o Sinpro!”.

Veja o álbum completo de fotos do evento no facebook, clicando no botão abaixo.

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23 de março: Dia Nacional do Piso Salarial do Magistério

Dia 23 de março é o Dia Nacional do Piso Salarial do Magistério. A data faz referência ao dia em que foi apresentado o projeto de lei que se transformou na Lei do Piso do Magistério (Lei 11.738/08). Mais do que celebrar a conquista, o Dia Nacional do Piso Salarial do Magistério vem para reafirmar a luta para que a lei se cumpra.

Fortalecer a educação pública e garantir sua qualidade passa por, necessariamente, valorizar os profissionais da educação. Entre as estratégias para isso estão planos de carreira consistentes e valorização salarial. A Lei do Piso veio nesta direção, mas ainda é necessário defendê-la para que seja efetivamente cumprida nos estados e cidades brasileiras.

Nessa terça-feira (19), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) realizou mobilizações em todo o Brasil em defesa do cumprimento do Piso Salarial Profissional do Magistério, Carreira e do Ensino Médio.

No DF, professores(as) e orientadores(as) educacionais seguem em luta para que o governo Ibaneis cumpra o Plano Distrital de Educação (PDE), que completa dez anos no ano que vem tendo, ainda, muitas metas descumpridas – entre elas, a meta 17, que equipara o vencimento básico dos profissionais do magistério à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF com nível superior.

Hoje, das 29 carreiras de nível superior do DF, o magistério ocupa o 26º lugar no ranking de remuneração, e penúltimo lugar quando o foco é o valor do vencimento básico.

É por isso que seguimos em luta e nossa campanha salarial está na rua! A assembleia geral realizada na última quarta-feira (20) aprovou a reivindicação de 19,8% rumo à meta 17! Esse é o índice necessário para repor as perdas inflacionárias geradas de janeiro de 2019 a dezembro de 2023.

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