A mobilização continua: não aos retrocessos na PEC 66

Em 2024, a luta do magistério público do DF conseguiu retirar do texto da PEC 66 os artigos que obrigariam todos os entes federativos – municípios, estados e DF – a adotarem integralmente, em seus Regimes Próprios de Previdência Social, a reforma da previdência de 2019, de Jair Bolsonaro – com aumento de idade mínima para aposentadoria, tempo maior de contribuição e redução dos valores dos benefícios. Essa foi uma vitória importante, produto da resistência e da pressão sobre os parlamentares do Congresso Nacional.

A imposição do regime de previdência da União para Estados e o DF é flagrantemente inconstitucional e viola o pacto federativo. A supressão desse chamado “jabuti” – termo que se refere a uma emenda inserida sem ter relação direta com o tema principal do texto original -, foi feita pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. O texto, retirado pelo relator à época, alterava o art. 40-A da Constituição Federal.

>>>Leia mais: Luta organizada pelo Sinpro garante retirada de jabutis da PEC 66

Agora, a PEC 66 volta à pauta e é fundamental seguir com a mobilização para que aquela vitória seja mantida, evitando prejuízos para as aposentadorias de professoras, professores, orientadoras e orientadores educacionais. Nesta terça-feira (15), o projeto será debatido e votado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados.

Por isso, o Sinpro sugere a todas e todos que acessem a plataforma Educação Faz Pressão e, através dela, acionem deputados e deputadas federais para que rejeitem essa mudança, caso haja a ameaça de ela voltar ao texto. Toda participação é muito importante!

CLIQUE AQUI E PARTICIPE!

Depois de passar pela Comissão Especial da Câmara, a PEC 66 segue para o plenário nesta quarta-feira (16). Depois, a matéria volta para o Senado Federal, que vai analisar as mudanças feitas pela Câmara. Continuemos atentos e atentas!

 

MATÉRIA EM LIBRAS

Lançamento do Plebiscito Popular dia 16/7 (4ª-feira) no Congresso Nacional

Na próxima quarta-feira, 16 de julho, às 9h, o auditório Nereu Ramos do Congresso Nacional sediará o lançamento do Plebiscito Popular por um Brasil mais justo, pelo direito de viver com dignidade. Iniciativa de diferentes movimentos sociais, centrais sindicais, organizações de juventude, cultura e partidos progressistas, o Plebiscito popular faz parte de uma campanha nacional que visa pressionar o Estado brasileiro em favor da justiça tributária e da dignidade das trabalhadoras e dos trabalhadores. 

A ideia é engajar a sociedade na tomada de decisão sobre temas essenciais para o nosso país e é um importante instrumento de fortalecimento da democracia por meio da participação direta, onde cada cidadã e cidadão pode contribuir para moldar as ações do governo e as prioridades do nosso país.

As bandeiras defendidas no Plebiscito Popular são: taxação dos super-ricos, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e o fim da escala 6X1.

 

BDB oferece oficina gratuita sobre escrita e publicação de livros

No dia 21 de julho, das 18h30 às 21h30, a Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles (BDB) recebe a oficina “A Escrita e a Publicação de Livros”, ministrada pelo escritor, editor e filósofo Ricardo Rodrigues. A atividade é gratuita, com emissão de certificado, e integra a programação voltada à formação de leitores e escritoras(es), promovendo o acesso ao conhecimento sobre os bastidores da produção literária.

A oficina tem como objetivo apresentar e discutir, de forma introdutória, aspectos fundamentais da criação e da publicação de livros. Entre os tópicos abordados, estão questões estéticas e editoriais, os principais caminhos para escrever, editar, publicar e divulgar uma obra, além de reflexões sobre o processo editorial como um todo.

O conteúdo inclui ainda a análise de obras, biografias e correspondências de autoras e autores que marcaram a história da literatura, buscando lançar luz sobre a relação entre suas trajetórias de vida e as criações literárias que legaram ao público. A proposta é oferecer subsídios práticos e teóricos para quem deseja transformar ideias em livros, compreendendo as etapas envolvidas na produção editorial.

Ministrante da oficina, Ricardo Rodrigues é graduado e licenciado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atua como editor, designer gráfico e diagramador, além de prestar consultorias para escritoras(es) e editoras(es) em diversas fases do trabalho editorial. É autor dos livros A descoberta do segundo sexo (Gosto Duvidoso, 2018), O profeta e o poeta (Gosto Duvidoso, 2019) e Convicções em chamas (Tubo, 2024) – este último publicado com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC).

Com uma abordagem acessível e crítica, a oficina é voltada tanto a iniciantes quanto a quem já escreve e busca entender melhor os mecanismos de publicação no mercado editorial brasileiro. A atividade será presencial na Biblioteca Demonstrativa, localizada na EQS 506/507, W3 Sul, em Brasília, com transmissão pelo canal oficial da @‌bdbcultural no YouTube. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo formulário disponível aqui.

Serviço

Oficina “A Escrita e a Publicação de Livros”

Com Ricardo Rodrigues

Data: 21 de julho (segunda-feira)

Horário: das 18h30 às 21h30

Local: Biblioteca Demonstrativa – EQS 506/507, W3 Sul, Brasília-DF

Atividade gratuita com certificado

 

Dois corações no mesmo tatame: a emocionante jornada de mãe e filha no karatê

Katlen Lopes, professora de geografia de contrato temporário da rede pública de ensino do DF.
Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

 

Em um ginásio tomado por gritos, vibrações e quimonos brancos, dois nomes ecoaram no pódio da Copa do Brasil de Karatê, realizada entre os dias 4 e 6 de julho, em Balneário Camboriú (SC): Katlen Lopes, 38 anos, e sua filha Sophia, de apenas 11. Mãe e filha, professora e estudante, atletas e guerreiras, conquistaram o primeiro lugar no Comitê Individual e, ambas, garantiram, cada uma, uma vaga no Mundial de Karatê de 2026, a ser disputado na Ilha de Malta.

O caminho da vitória foi forjado com suor, afeto e uma enorme dose de superação. Tudo começou há 6 anos, na pandemia da covid-19, quando Sophia, ainda com 5 anos, iniciou no karatê para não cair no sedentarismo. A mãe, sempre presente nos treinos, decidiu acompanhar a filha mais de perto — e, 3 anos atrás, ela também vestiu o quimono pela primeira vez. Desde então, não saiu mais do tatame.

“Queria qualidade de vida. Mas o karatê se tornou um divisor de águas na minha vida”, conta Katlen, que é professora de geografia de contrato temporário no Centro de Ensino Fundamental Maria do Rosário de Ceilândia (CEF Maria do Rosário, Ceilândia), e hoje acumula cerca de 50 medalhas e oito troféus em competições nacionais e internacionais. Entre suas conquistas estão o 3º lugar no Mundial (2024); 3º lugar no Campeonato Brasileiro (2024) e agora, enfim, o topo do pódio na Copa do Brasil.

Sophia, por sua vez, é um prodígio. Com uma coleção de quase 100 medalhas e mais de 10 troféus, a jovem atleta estuda no Colégio Vencer e já é campeã mundial na sua categoria (10-11 anos, Faixas Verde a Preta), título conquistado no início de 2024. Faixa marrom, ela compete desde os cinco anos, levando consigo a energia incansável de quem ainda carrega o brilho da infância — mas luta com a técnica de gente grande.

Mas foi em 2023 que tudo mudou. Mãe e filha classificaram-se, juntas, para o Mundial. “Ali, entendi que o karatê era mais do que um esporte: era nossa filosofia de vida”, diz Katlen, emocionada. “E quando a Sophia venceu o mundial, percebi que eu estava no lugar certo, com a melhor parceira do mundo”.

O ápice da emoção veio na chegada à Copa do Brasil deste ano. “Nossa foto estava estampada num outdoor do evento. Representando todas as mães e filhas que dividem o tatame. Foi como ver nossa história valorizada, reconhecida”, relata. “A Sophia é minha maior inspiração. Eu sigo por ela”.

Agora, o próximo desafio será o Campeonato Brasileiro de Karatê, marcado para novembro de 2025, em Fortaleza, mais uma etapa até Malta, onde a dupla defenderá o Brasil no Mundial de 2026. Enquanto o mundo as aguarda, no DF, mãe e filha seguem treinando, estudando e ensinando que o esporte, quando praticado com amor, em família e em cooperação, é capaz de transformar rotinas e revelar campeãs.

Sophia Lopes, campeã mundial na categoria 10-11 anos, Faixas Verde a Preta. Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

 

Pesquisa avalia o trabalho de docência no ensino médio da rede pública

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) está realizando pesquisa sobre Trabalho docente, avaliação e saúde mental no contexto da atual reforma do ensino médio, e pede para professores(as) de ensino médio responderem a um questionário. O trabalho é coordenado pela professora Dra. Eliza Bartolozzi Ferreira, e tem como alvo docentes de escolas públicas. A ideia é analisar a reforma do ensino médio e seus efeitos para o trabalho docente no sistema educacional de ensino do Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Pará e Paraná, e assim retratar a vida profissional no Ensino Médio do Distrito Federal e de outros estados do país. Se você leciona no ensino médio na rede pública do DF, por favor, responda ao questionário. O tempo médio de resposta é de 15 minutos.

 

Responda o questionário

 

Trata-se de uma pesquisa sobre políticas educacionais, a qual pode gerar benefícios na melhoria das condições de trabalho dos professores e, consequentemente, melhorar a qualidade do ensino ofertado. Os resultados da pesquisa também podem subsidiar os sistemas educacionais na formulação de suas políticas educacionais.

Qualquer dúvida, o e-mail da pesquisa é: pesquisanepe@gmail.com.

Podcast Educação em Destaque entrevista Geovana Reis, presidenta da ADUFG-Sindicato

O episódio 124 do podcast Educação em Destaque, que vai ao ar nesta sexta-feira, 11/07, apresenta uma entrevista com a professora Geovana Reis, presidenta do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás – ADUFG-Sindicato.

Geovana acabou de tomar posse na presidência do ADUFG-Sindicato, mas sua trajetória de militância sindical é longa. Ela iniciou a militância ainda no movimento estudantil goiano e nacional: Geovana já foi dirigente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Na conversa, a professora revela os desafios que deve enfrentar na sua gestão e destaca a importância do PROIFES-Federação para a atuação do seu sindicato.

Focado em defender os direitos da categoria que representa e lhe oferecer serviços de qualidade, que vão desde ações de saúde até espaços de lazer para docente e seus familiares, o ADUFG-Sindicato pode ser apresentado como um modelo de entidade sindical para docentes das universidades federais?

Com a palavra, Geovana Reis.

EDUCAÇÃO EM DESTAQUE é um programa semanal, que vai ao ar sempre às sextas-feiras, às 12h, produzido por Destaque 61 – Assessoria e Consultoria em Educação e Comunicação.

O programa é apoiado por: Sindicato dos Professores do Distrito Federal – SINPRO -DF; Clínica Saberes Neuropsico; Sindicato Nacional dos Técnicos de Nível Superior da IFES – ATENS-SN; Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE; Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e Ensino Básico, Técnico e Tecnológico – PROIFES Federação; Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino no Distrito Federal – SINPROEP-DF; Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – CONTEE.

PRODUÇÃO: Destaque61 – Assessoria e Consultoria em educação e comunicação.

APRESENTAÇÃO: Francisco Domingos

Livro sobre Oficinas Pedagógicas será lançado com Sarau Cultural em Samambaia

A trajetória das Oficinas Pedagógicas da rede pública do Distrito Federal será celebrada em grande estilo no dia 13 de agosto, a partir das 14h, no Complexo Cultural Samambaia, com o lançamento do livro “Oficinas Pedagógicas do Distrito Federal: memórias e memoriais”. A obra é assinada pela professora de português, pesquisadora e contadora de histórias Cristina Aparecida Leite e será apresentada ao público durante um Sarau Cultural, com contação de histórias, roda de conversa e música ao vivo.

Resultado de uma extensa pesquisa iniciada no doutorado em Artes Cênicas da Universidade de Brasília (UnB), o livro documenta quase quatro décadas de atuação dos Centros de Vivências Lúdicas – Oficinas Pedagógicas (CVLOP), espaços reconhecidos pela formação continuada de professores(as) da Secretaria de Educação, com base na ludicidade, criatividade e sensibilidade.

Em processo de reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial do DF, as Oficinas Pedagógicas são hoje referência nacional, integrando arte, cultura e educação de forma transformadora. A obra, apoiada pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF), será distribuída, gratuitamente, para bibliotecas públicas, universidades e museus. Também estão previstas edições em braile, reforçando o compromisso com a acessibilidade.

O Sinpro-DF, que há anos reconhece e valoriza o trabalho da professora Cristina Leite, já divulgou outras de suas produções, como o documentário “Memória Viva do curso A Arte de Contar Histórias”, lançado em 2023 na CRE do Núcleo Bandeirante. O sindicato entende que iniciativas como essa fortalece a história da educação pública e celebra o protagonismo de professores(as) na construção de práticas pedagógicas mais criativas e humanizadas.

Cristina destaca que o livro é fruto de um desejo coletivo de registrar uma experiência exitosa, presente na rede pública desde 1986 e construída por diversas mãos — muitas delas de educadores(as) já aposentados(as). “Essa publicação é uma homenagem a quem ajudou a plantar as sementes de uma educação mais lúdica e prazerosa. É também uma ação cidadã, que promove o acesso à leitura e ao patrimônio cultural e educacional do DF”, afirma.

A escolha de Samambaia como local do lançamento não é por acaso. A autora tem uma ligação profunda com o território, onde iniciou sua trajetória na docência e onde atuava antes de se afastar para iniciar seu doutorado. O evento será acessível, com intérprete de Libras e audiodescrição. Professora de português da Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF), Cristina atuou nas Oficinas Pedagógicas de 2008 a 2022, quando se afastou para o doutorado e retornará do afastamento para a SEEDF em setembro de 2025.

Serviço
Evento: Lançamento do livro “Oficinas Pedagógicas do Distrito Federal: memórias e memoriais”
Data: 13 de agosto de 2025
Horário: 14h
Local: Complexo Cultural Samambaia
Programação: Sarau Cultural com contação de histórias, roda de conversa e música ao vivo
Acessível com Libras e audiodescrição

Quinta é dia do Sinpro no cinema: diversão com benefício exclusivo para a categoria

No dia do Sinpro no Cinema do Liberty Mall, quem ganha são os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, que pagam R$ 10 na entrada, com direito a um acompanhante pelo mesmo valor. Para aproveitar o benefício, é preciso ser sindicalizado(a) e apresentar a carteirinha válida, em versão física ou digital, ou, ainda, o último contracheque com o desconto da contribuição sindical.

Importante destacar que o benefício do dia do Sinpro no cinema do Liberty Mall é somente às quintas-feiras.

“A arte nos ajuda a compreender o mundo ao nosso redor. É com ela que expressamos da maneira mais livre e genuína nossos sentimentos, pensamentos e emoções. A arte também é uma ferramenta poderosa na luta da classe trabalhadora. Ela pode ser usada para conscientizar, mobilizar e inspirar a luta por direitos. Uma sociedade em que espaços culturais, como o cinema, é valorizado, é uma sociedade com possibilidades”, enfatiza Bernardo Távora, coordenador da Secretaria de Assuntos Culturais do Sinpro.

 

Confira a programação da semana

O desconto para professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as) é somente para as sessões das quintas-feiras.  

 

 

 

MATÉRIA EM LIBRAS

Festival Latinidades chega aos 18 anos com a voz das mulheres negras

 

 

De 23 a 31 de julho, o Festival Latinidades — o maior encontro de mulheres negras da América Latina — retorna a Brasília com extensa programação em defesa da temática racial, econômica, ancestral e cultural. Em 2025, a 18ª edição celebra o “Julho das Pretas”, em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho.

O festival enfatiza ainda a conexão entre cultura e justiça social — por meio de discussões sobre tributação, reparação econômica e luta das mulheres negras —, posicionando-se como ferramenta de mobilização política e social. Confira aqui também matéria da CUT sobre o Julho das Pretas.

“Em 2025, o festival completa 18 anos e articula as suas atividades em torno do tema ‘Mulheres negras movem o mundo’. O objetivo é reconhecer e celebrar o impacto das mulheres negras na sociedade, nas famílias brasileiras, na cultura, na economia, na política e nas ciências”, informa Patrícia Guimarães, arte-educadora, professora aposentada da Secretaria de Educação do DF e integrante da equipe de mobilidade do Festival Latinidades.

Ela explica que o tema deste ano é mais do que uma celebração. “É uma afirmação política, poética e ancestral de que que não há transformação real sem o protagonismo das mulheres negras. Celebrar mulheres negras que movem o mundo é entender que o que nos move é ancestral, urgente e inegociável. É reconhecer que se o mundo gira é porque somos parte fundamental deste movimento”.

A abertura oficial do Festival Latinidades será precedida por um pré-evento no dia 12 de julho (sábado), das 9h às 15h, no Museu da República. Neste dia, será realizado o debate “Saúde mental: quem cuida de quem produz?”, em parceria com a Casa Afrolatinas, com práticas ancestrais, cozinha afetiva de Conceição Matias e dados sobre o setor cultural negro.

Em 22 de julho, às 19h, o festival oficial começa com a inauguração da exposição “Alumbramento”, no Museu Nacional da República. A mostra coletiva, com curadoria de Nathalia Grilo, transforma a Galeria 3 em um espaço sensorial inspirado no cosmograma bantu Dikenga, celebrando a criação como prática de dignidade e fé.

A programação 2025, totalmente gratuita (com ingressos limitados por lotes), reúne shows, debates, cinema, literatura, teatro, dança, feira e formação. Os destaques musicais já confirmados incluem Zezé Motta com Malía; Karol Conká; IAMDDB; Isa Marques; Larissa Luz com o show “Rock In Gil” (homenageando Gilberto Gil); Nessa Preppy, artista afro-caribenha de Trinidad & Tobago.

Inscrições e retirada de ingressos em https://www.latinidades.com.br/

PROGRAMAÇÃO 

Principais eventos

23/7 | 19h – “Pequeno Manual Antirracista – A Peça”, adaptação teatral da obra de Djamila Ribeiro, no Sesc Taguatinga.

24/7 | 17h–19h – Roda de conversa “Justiça Fiscal e Reparação para Mulheres Negras”, com apresentação do “Guia Desigualdade no Bolso” (Inesc), no Auditório II do Museu Nacional.

25/7 | 17h–19h – “Lélia González: memória e ancestralidade”, recital e roda com Elisa Lucinda, Macaé Evaristo, Dulce Pereira e Melina de Lima, no Auditório II do Museu Nacional.

26/7 | 14h–18h – “Julho das Pretas que escrevem”: sarau, literatura e oficina infantojuvenil no Museu Nacional.

26/7 | 14h–17h – “Latinidades Kids – Festival Infantil de Breaking Kurumim”, no Anexo do Museu Nacional.

26/7 | shows à noite – apresentações de IAMDDB, Larissa Luz, Nessa Preppy e mais.

De 23 a 31 de julho, haverá ainda a “Mostra Audiovisual Cine Afrolatinas”, que inclui o documentário “Bam Bam: a história de Sister Nancy”, encontro com criadoras negras e lançamento do livro “Empoderadas”, de Renata Martins e Juliana Vicente . Acesse o Instagram do festival e fique por dentro: https://www.instagram.com/festivallatinidades/

Programação completa em https://www.latinidades.com.br/.

Serviço
Quando: 23 a 31 de julho de 2025
Onde: Museu Nacional da República (Setor Cultural Sul), Brasília, e Sesc Taguatinga
Ingresso: gratuito — necessário retirada antecipada por lotes (primeiro inseto já aberto; segundo lote via newsletter). Retirada de ingressos em https://www.latinidades.com.br/

 

 

 

 

Conflitos escancaram escalada de violência nas escolas públicas

A crescente onda de violência e fundamentalismos nas escolas do Distrito Federal tem comprometido o ambiente acadêmico e gerado tensão no cotidiano de professores(as) e orientadores(as) educacionais, o que piora a qualidade de vida e as condições de trabalho da categoria. Em diferentes unidades da rede pública, há registros de casos de assédio moral, agressões verbais e até físicas de estudante e familiares contra os(as) profissionais da educação. Somente no primeiro semestre deste ano, o Sinpro-DF recebeu pelo menos seis denúncias de ataques a docentes envolvendo estudantes e familiares.

Os casos foram registrados em escolas como o Centro de Ensino Médio Ave Branca (CEMAB), Taguatinga Sul; o Centro Educacional Vale do Amanhecer, Planaltina; o Centro Educacional 03 do Guará (CED 03); o Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV), Asa Sul; e o Centro de Ensino Médio Júlia Kubitschek (CEMJK). Também chegaram ao sindicato relatos de violência em escolas do Riacho Fundo e da Escola Técnica de Santa Maria.

Em algumas ocorrências, os episódios de violência partiram não apenas de estudantes, mas também de familiares. Em vários casos, o fator agravante foi a presença de fundamentalismos, sobretudo religiosos, que têm acirrado conflitos e desrespeitado o espaço escolar. Um exemplo desses casos de violência ocorreu, recentemente, no CED 03 do Guará, em que um professor foi hostilizado por estudantes e teve sua imagem exposta nas redes sociais, gerando uma repercussão distorcida dos fatos.

O vídeo que circulou nas plataformas digitais mostra o docente sendo verbalmente humilhado e agredido por um grupo de alunos. Um deles chega a ofendê-lo diretamente, o que desencadeou uma reação que, fora do contexto, viralizou.

A comunidade escolar, no entanto, se mobilizou prontamente em apoio ao professor. Em nota pública, professores(as) e o Conselho Escolar destacaram a conduta exemplar do professor Adão Aparecido de Oliveira, que atua há mais de duas décadas com dedicação à educação pública.

O Sinpro ressalta sua preocupação com essa sucessão de violências e afirma que, dentre os fatores que contribuem para essa situação alarmante, estão a falta do Batalhão Escola para garantir segurança nas adjacências das escolas, a ausência de punições mais severas para estudantes violentos, a falta de compromisso da família com a educação, além de questões sociais e econômicas. O sindicato manifesta sua solidariedade a todos(as) os(as) educadores(as) vítimas de violência nas escolas e cobra da Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF) ações efetivas para garantir a segurança e a valorização dos profissionais.

Para isso, faz-se urgente fortalecer a gestão democrática para assegurar a integridade física, moral, emocional e profissional de quem atua no chão da escola e criar um ambiente de respeito mútuo e proteção a quem faz a escola pública acontecer todos os dias. Confira, a seguir, a carta de apoio da equipe docente do CED 03 do Guará ao professor Adão.

CARTA DE APOIO DO CED 03

Nós, Professores do Centro Educacional 03 – CED 03, pertencente à Coordenação Regional de Ensino do Guará – CRE, braço da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal – SEEDF, manifestamo-nos acerca da postura e do profissionalismo do Professor Adão Aparecido de Oliveira.

Ao longo de sua trajetória como Educador, ele sempre teve imagem e conduta ilibadas, comprometido com o seu ofício, há 22 (vinte e dois) anos na SEEDF, desde o ano de 2006, lotado nesta Unidade Escolar.

Ressaltamos que se trata de um Professor altamente preparado e correto nas suas atividades pedagógicas. Em nenhuma outra ocasião, há registros de quaisquer intercorrências envolvendo o docente em suas atribuições.

É questão de justiça que a comunidade escolar e as autoridades competentes levem em consideração o bom histórico do profissional.
Nunca tendo sido investigado em procedimentos apuratórios por má conduta nem por questão alguma.
A legislação avançou no quesito de filmagens em locais de trabalho, em especial de servidores públicos no exercício da função, caso da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) nº 13.709/2018, inclusive quanto ao uso de imagens e sua publicização.

Os membros do Conselho Escolar do Centro Educacional 03 – CED 03, Guará, órgão de natureza consultiva, fiscalizadora, mobilizadora, deliberativa e representativa da comunidade escolar, conforme estabelece a Lei nº 4.751, de 07 de fevereiro de 2012, corroboram a excelente conduta do Professor Adão Aparecido de Oliveira na execução de suas atividades pedagógicas: em sala de aula, nos projetos interdisciplinares e na convivência diária. Ele sempre teve postura respeitosa, colaborativa e irrepreensível em conformidade com o desenvolvimento das iniciativas escolares desta Unidade Escolar.

Portanto, o grupo de Professores do Centro Educacional 03 – CED 03 Guará manifesta apoio ao Professor. É fundamental que lhe seja garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa em todas as esferas de apuração.

Por fim, os Professores do CED 03 colocam-se à disposição das autoridades para colaborar com a devida apuração em qualquer tempo.

Brasília, DF, 05 de julho de 2025.

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