Cefab: uma mostra cultural inesquecível

O projeto de culminância do mês da consciência negra do Centro de Ensino Fundamental Athos Bulcão, edição 2023, mexeu com todo mundo que participou do evento, seja professor, coordenador, aluno ou apenas espectador das apresentações.

“Este ano, os estudantes se comprometeram muito, e trabalharam com afinco no contraturno das aulas na produção das apresentações”, lembra a professora Janaína Gusmão, atual coordenadora e futura diretora do Cefab.

As apresentações ocorreram entre os dias 23 e 25 de novembro. Contaram com desfiles, batalhas de rimas, oficinas de bonecas Abayomi e de cabelos negros, um café da manhã temático (com pipoca, pé de moleque, canjica, cuscuz e rapadura). Teve também apresentações de biografias de personalidades negras sob orientação da professora Wanuza Marques, além de quatro peças teatrais inesquecíveis.

“A Educação Antirracista é fundamentada na importância dos negros na nossa trajetória de sucesso ao longo dos séculos, trabalhar de maneira a sensibilizar nossos estudantes para o respeito à diversidade faz parte do nosso papel enquanto Educadores. O CEFAB, entendendo isto de maneira fundamental, realiza há alguns anos os projetos que culminam no dia da Consciência Negra. Este ano houve apresentações teóricas, com cartazes e mini palestras (7º anos), danças típicas, desfiles, apresentações musicais 9º anos e iniciou-se o Festival Palmares, por meio de teatro com toda produção feita pelos estudantes do CEFAB (roteirização, cenografia, figurinos e sonoplastia) 8º anos. Este dia tão especial para os estudantes do CEFAB foi repleto de momentos de muita alegria, euforia, conhecimento e socialização de experiências e vivências relacionadas à ressignificação do respeito aos negros e sua história. Como Diretora do CEFAB me senti muito realizada com o sucesso dos estudantes.”, declara a diretora da escola, Rivane Simão.

“Todo o trabalho foi produzido pelos alunos, assim eles não só aprendem como vão se apropriando da consciência desse aprendizado”, observa a professora Neris Colona, coordenadora da escola.

“Já é o segundo ano que fazemos a culminância da consciência negra na escola e já virou tradição, se mantendo para o próximo ano”, diz o atual coordenador e futuro vice-diretor da escola Dyago Paulo de Lima.

 

Peças teatrais

Os oitavos anos do turno matutino apresentaram quatro peças teatrais. “Na verdade, as turmas se misturaram um pouquinho, mas podemos falar em turmas predominantes em cada peça produzida”, conta a professora de português Milena Fernandes da Rocha, que orientou a produção e elaboração dos quatro espetáculos.

A peça Zarina Alika foi escrita pelos alunos e alunas do 8º ano D, do zero. O roteiro conta a história de Zarina Alika, uma mulher negra bem-sucedida no mundo das Tecnologias de Informação e Comunicação. A personagem é fictícia, mas a verossimilhança é tamanha, que é impossível não se incomodar: mesmo após conquistar grande prestígio profissional e econômico, ela enfrenta a desigualdade racial e de gênero, que tenta aprisioná-la, todos os dias, em uma posição de subalternidade. “A peça demonstra que, ainda que a pessoa negra conquista privilégios de classe, por exemplo, ela ainda sofre com outros tipos de racismo mais sutis”, explica Milena. “A peça surpreende pelos cenários produzidos pela turma, pois se passa em ambientes distintos, com um restaurante, uma loja de roupas e um evento científico”, completa. A trilha sonora teve músicas de Iza e Emicida. Os e as alunas tiveram medo de não conseguir memorizar as falas, mas conseguiram superar a insegurança. “E a gente viu o crescimento e o amadurecimento deles e delas à medida que a produção avançava”, conta, orgulhosa, a professora.

A turma do 8ºE pediu para trabalhar o tema dos Orixás, como forma de romper preconceitos, estigmas e estereótipos. Buscaram poesias sobre sete orixás: Oxum, Ogum, Oxóssi, Nanã, Iemanjá, Xangô e Obá. Nasceu, assim, a peça “Respeita o Amém quem respeita o Axé”. Com figurino produzido de forma quase totalmente artesanal, os Orixás são apresentados em suas características elementares. A apresentação mesclou referências da Umbanda (religião de matriz brasileira, criada no Rio de Janeiro no início do século XX) e do Candomblé (religião de matriz africana), o texto foi adaptado de poemas de diferentes autores. “Alguns alunos pediram para não participar do projeto por questões de crença religiosa, no que foram totalmente respeitados em sua decisão”, ressalta Milena. Essa turma ficou duas semanas trabalhando no contraturno, almoçando pão com mortadela, para produzir os adereços e as roupas da peça. “Não foi só o trabalho final que ficou excelente, o processo de produção também foi muito rico pelo aprendizado dos e das jovens, que buscavam aproveitar ao máximo o material disponível, sem desperdícios”, ressalta Milena, que por três semanas trabalhou até quase de noite na coordenação desses trabalhos.

Aqualtune, a princesa guerreira, é produção do 8ºF, que apresentava algumas dificuldades de rendimento e foi, de longe, a turma que mais se superou em termos de rendimento e de amadurecimento ao longo da elaboração dos trabalhos. “Ver o tanto que essa turma amadureceu durante a produção da peça foi tão emocionante quanto acompanhar a narrativa da história, que também é muito impactante”, orgulha-se a professora Milena.

A história, baseada no cordel de Jarid Arraes, conta a história de Aqualtune, princesa do Congo, que, no século XVII, foi sequestrada e trazida para o Brasil para ser escravizada. Já em terras brasileiras, liderou centenas de pessoas na luta antiescravagista e formou nomes fundamentais para a história dos negros no Brasil, como Ganga Zumba, seu filho, e Zumbi dos Palmares, seu neto. “Mostrar que os nomes da história negra no Brasil, como o próprio Zumbi dos Palmares, cuja morte é lembrada no dia da consciência negra, tiveram origem na realeza africana é uma forma poderosíssima de trabalhar a autoestima dos e das estudantes”, comenta Milena. “Até então, quando se contava a história da África, ela começava com a escravidão, mas na verdade a escravidão não iniciou nada, e sim interrompeu diversas histórias”, conta. “Foi muito legal ver nessa peça os meninos orgulhosos de estarem representando papéis de guerreiros congoleses, guerreiros quilombolas”. Ao final dessa peça, uma batalha de rimas, do século XVII até os dias atuais.

Finalmente, a peça Negra Sou é trabalho dos oitavos A e B. Foi ideia de uma aluna adaptar o poema “Me gritaram negra”, de Victoria Santa Cruz. Esse texto conta a jornada de uma menina negra que desde cedo se percebe à margem da sociedade e, após um despertar de consciência, tem a oportunidade de transformar em orgulho e confiança todo o auto-ódio e a vergonha que lhe impuseram desde criança.

A peça Negra Sou extrapolou os muros do Cefab. Nesta terça-feira (5/12) será apresentada no Cemi, do Cruzeiro Velho, durante um sarau da consciência negra. E a peça Aqualtune será reapresentada no Cefab no próximo dia 8 de dezembro, para o período vespertino.

“Este anos conseguimos a participação maciça dos e das alunas da escola, que trouxeram muita informação, muito conteúdo, conta a professora Neris Colona, coordenadora, que lembra também que consciência negra é projeto para todo o ano letivo: “Temos a biblioteca preta, com assuntos antirracistas e literatura de autores e autoras negros(as). A semana da consciência negra é apenas a culminância de um projeto que dura todo o ano letivo.

“Numa sociedade em que há muito tempo se discute e se escuta sobre a igualdade social, étnico-racial, e mesmo assim permanecemos envoltos em racismo, preconceito e discriminação, é cada vez mais importante que a Educação no ambiente escolar, em todas as modalidades, seja antirracista”, aponta a diretora do Sinpro Regina Célia, que saiu das apresentações bem impactada: “Ano passado, quando conheci o projeto da biblioteca escolar do Cefab, sobre obras de autores(as) negros(as), títulos que tratam o tema racismo e antirrascismo com a seriedade e valorização merecidas, percebi um forte desejo de trazerem boas discussões para dentro da escola, até a forma que o espaço estava decorado me dizia isso. Agora, em 2023, o que presenciei foram apresentações de uma riqueza pedagógica, histórica e social imensuráveis, o que fortalece a Lei 10.639/03 e as ações diárias de todos e todas os(as) envolvidos(as) nessa construção de uma Educação Antirracista, de qualidade e para todo mundo.”

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Dia Cultural do CEF 01 de Brasília e a culminância de 2023

O Centro de Ensino Fundamental 01 de Brasil (CEF 01 de Brasília) aproveitou o Mês da Consciência Negra para inaugurar um novo projeto: o Dia Cultural. Trata-se do momento da culminância dos trabalhos acadêmicos, desenvolvidos durante o ano letivo, e que tiveram como ponto focal a cultura antirracista. O Dia Cultural foi realizado no dia 29 de novembro.

“Foi pensado para materializar a culminância dos trabalhos desenvolvidos durante o ano letivo. Por isso não foi abordado somente o Dia da Consciência Negra, mas para trazer toda a questão dos valores antirracistas, culturais, sociais etc. Tudo o que foi trabalhado durante o ano letivo. O dia 29 de novembro foi marcado para a apresentação dos trabalhos selecionados, produzidos pelos professores e estudantes, tendo como ponto focal a cultura antirracista”, explica Deborah Orlandini, professora de biologia readaptada e supervisora da escola.

Segundo ela, esse projeto é inédito e faz parte da proposta pedagógica da escola. Com ele, a equipe de professores(as) trabalha os valores, os temas transversais do currículo em todas as disciplinas e, há também, uma parte diversificada: um projeto desenvolvido em parceria com o Ministério Público intitulado “Na Moral”, que também trabalha com o tema dos valores.

Além disso, tem também o objetivo de observar as práticas exitosas que os(as) professores(as) realizam em sala de aula, como, por exemplo, os pequenos projetos feitos nas disciplinas que resultaram no grande projeto apresentado nesse momento de finalização, que é uma mostra de trabalhos feita para mostrar à comunidade escolar o que tem sido feito na escola.

Todas as turmas de 6º, 7º, 8º e 9° Anos participaram e todos(as) os(as) estudantes apresentaram seu trabalho de alguma forma. A escola foi premiada e, no Dia Cultural, contou com o estande do projeto Na Moral, feito em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal e Território (MPDFT) e a Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF). O Na Moral também mostrou sua culminância.

“Trata-se de uma atividade incluída na Parte Diversificada 3 e desenvolvida, principalmente, pela disciplina educação física. Nesta edição do Dia Cultural, a professora de educação física trabalhou o projeto Na Moral com os(as) estudantes. O Na Moral é um projeto feito pelo MPDFT em parceria com a Secretaria de Estado da Educação do DF e trata dos valores e tem várias missões que os(as) estudantes devem cumprir dentro desse projeto”, explica a professora.

Ela também diz que “uma das coisas interessantes desse projeto é que o tema principal do Na Moral está dentro do conteúdo dos nossos temas transversais, mas ele ficou na Parte Diversificada. Resumindo, o nosso tema do Dia Cultural é a valorização da diversidade, das diferenças, pensar e refletir sobre isso, respeitar. É a questão de a gente trabalhar o bulliyng e entender, conhecer e respeitar. O projeto Na Moral veio somar a esse nosso objetivo. A gente tem uma escola inclusiva e o mais respeitoso para todos”.

Deborah informa que a mostra de trabalhos foi bem-sucedida e está prevista no PPP da escola. “É ação trabalhada durante todo o ano para abordar os valores, os temas transversais, o Currículo em Movimento, e, dentro de cada disciplina e de seus objetivos de ensino– aprendizagem, trabalhar também os temas de transversalidade”.

Nova gestão e nova experiência pedagógica

É a primeira vez que o CEF 01 de Brasília realiza o Dia Cultural. “A gente teve uma mudança de gestão e, com os novos gestores, Maria Carolino e Juliano Crispim, houve uma nova proposta para ser o Projeto Político-Pedagógico da escola e, com isso, inseriu o Dia Cultural no PPP. A partir desta primeira experiência, decidimos ampliar essa mostra para mais dias para dar tempo de a gente mostrar mais trabalhos e ter mais apresentações. Foi a primeira. A gente vai reformular, mas vamos manter o mesmo objetivo de trabalhar os temas transversais e antirracistas em todas as disciplinas com a participação de toda a escola”, afirma Deborah.

A professora diz também que a avaliação geral considerou o evento uma atividade muito boa. “Foi a primeira vez que fizemos um evento dessa envergadura, com a participação de toda a escola e chamando a comunidade escolar para vir prestigiar. A participação foi bem ampla e todos os estudantes participaram. A gente quer agora é ampliar e ter mais dias do Dia Cultural para dar conta de todos os trabalhos. Nesta primeira edição, tivemos de filtrar muito, selecionar bastante, para que tudo coubesse em um único dia. Mas, tudo bem, a gente entende que a aprendizagem ocorre assim: é movimento. A nossa avaliação é que a gente pode melhorar e ampliar, tendo sempre um tema principal como ponto focal do nosso Dia Cultural”.

Ela diz, ainda, que a escola queria mostrar uma parte do trabalho que realiza cotidianamente e, principalmente, colocar o Dia da Consciência Negra como foco. “A gente sempre vai ter um tema principal norteando nossos trabalhos, mas o nosso objetivo é trabalhar os temas transversais e nisso entra, além dos conteúdos antirracistas, a inclusão das pessoas com deficiência, e tudo o que envolve os valores da formação para a cidadania.

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Campanha do Laço Branco: homens combatem a violência contra as mulheres

Dia 6 de dezembro é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência Contra a Mulher. A Campanha do Laço Branco vem fortalecer essa mobilização com o objetivo de sensibilizar, envolver e mobilizar os homens no combate à violência contra a mulher.

Com o mote “estenda sua mão às mulheres vítimas de violência”, a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) tem mobilizado professores e orientadores educacionais a participarem da campanha, postando vídeos ou fotos manifestando seu apoio. Os diretores do Sinpro-DF estão participando!

A campanha acontece em meio aos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres (veja abaixo). Essa mobilização é mais importante do que nunca, em especial, diante dos números assustadores da violência contra a mulher no DF: os feminicídios aumentaram 250% em relação ao ano passado. Dados da secretaria de Segurança Pública atestam que a ampla maioria dos casos acontecem dentro de casa.

21 dias de ativismo

A campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres é realizada desde 1991, mundialmente. Internacionalmente, a campanha começa dia 25 de novembro, Dia Internacional da Eliminação
da Violência contra as Mulheres, e termina no dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, totalizando 16 dias de ativismo.

No Brasil, a campanha começa antes: no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, para enfatizar a dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras.

>>> Leia mais: 21 DIAS DE ATIVISMO PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES: CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

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CNTE realiza live para apresentar o Relatório do GT sobre Violência nas Escolas

Nesta quarta-feira (6), às 19h30, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) fará uma live para apresentar o Relatório do GT sobre Violência nas Escolas.

Além de representantes da Confederação – Rosilene Corrêa e Heleno Araújo –, participam do debate o coordenador Executivo do Grupo de Trabalho do Ministério da Educação (GT/MEC) Yann Evanovick, e o especialista convidado Gabriel Medina.

Assista pelo Facebook ou YouTube da CNTE:

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#Educação #CNTE

 

 

 

Sinpro-DF realiza atividade de vivência e formação com mulheres, dia 09/12

Como parte das ações dos 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, o Sinpro-DF realizará atividade de vivência e formação neste 9 de dezembro (sábado), das 9h às 16h30, na Chácara do Sinpro. A atividade é exclusiva para filiadas ao sindicato. Faça sua inscrição AQUI

Nomeada “Imersão de Mulheres no Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres”, a atividade do dia 9 de dezembro debaterá temas como feminismo, e realizará momentos de integração das participantes.

“É importantíssimo que todas as professoras e orientadores educacionais participem da atividade. As escolas devem ser espaços centrais na formação da conscientização dos futuros – e atuais – adultos quanto aos direitos e à dignidade das mulheres”, afirma a secretária de Mulheres do Sinpro Mônica Caldeira.

Outras ações, que contam com a parceria do Sinpro, já foram realizadas como parte do calendário de lutas.

A CUT ainda exibirá o filme “Verde-Esperanza”, seguido de debate. A atividade será dia 8 de dezembro, às 19h, no auditório da Central.

 

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CEF 801 do Recanto das Emas realiza a Dança dos Orixás

Com o intuito de quebrar preconceitos e acolher diferenças, seguindo a Lei 10.639/2003 e comemorando a semana da Consciência Negra, o CEF 801 do Recanto das Emas realizou a Dança dos Orixás, ação pedagógica sugerida por um grupo de estudantes da própria escola.

A dança ocorreu no dia 23/11 (para alunos do 9°ano) e no dia 24/11 (para alunos do 8ºano), seguido de uma roda de conversa nos dois dias. Ela está inserida no “Projeto Agô, a Minha Ancestralidade” que começou no ano passado e a culminância dele ocorre na semana da Consciência Negra.

“É um projeto para toda escola, que envolve todos alunos, para que eles entendam o que é a origem deles, do negro, para que eles comecem a identificar o racismo não apenas o explícito, mas o estrutural e o institucional também. O empoderamento deles é significativo”, diz Daniel Lemes, supervisor pedagógico da escola.

Dança dos Orixás consiste na apresentação de cada um deles: Ogum, Oxóssi, Oyá, Oxum, Xangô, Iemanjá, Nanã e Oxalá. “Os estudantes que participaram da dança diziam que as outras pessoas mostravam como é a religião delas para eles. Então eles queriam mostrar a religião deles para tirar esse preconceito que muitas vezes as pessoas têm por desconhecimento. A receptividade foi bacana”, relata o supervisor. 

Na roda de conversa, “foi feito um paralelo entre os orixás com as mitologias grega e romana e com as religiões nórdicas, falando de Thor, Odin, que muitas vezes estão lá no cinema e ninguém se sente ofendido quando assiste, mostrando quem são eles, e aqui simplesmente mostramos quem são os orixás igual ocorre nesses exemplos”, afirma Daniel.

As roupas e toda a produção foram feitas pelos alunos e pelo professor Ricardo Cesar Gomes da Silva, que é auxiliar pedagógico e coordenador do projeto, além de babalorixá.

Além da Dança dos Orixás, na culminância também ocorreu apresentação de maracatu no dia 22/11 e bate-papo para tirar dúvidas a respeito desta arte afro-brasileira.

Para ver as fotos do álbum do Facebook do Sinpro, clique aqui.

EC Vila do Boa realiza culminância de projeto antirracista no Dia da Consciência Negra

Há 6 anos, a Escola Classe de Vila do Boa, em São Sebastião, não deixa o Dia da Consciência Negra passar em branco. Desde que implantou uma educação antirracista, a escola atua com o intuito de conscientizar todas as crianças, sobretudo as negras, da importância de sua representatividade na escola, na cidade e no mundo e construir a cidadania plena, antirracista, no Distrito Federal.

Este ano, no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, a escola realizou a culminância desse projeto com cinco oficinas que ampliaram a temática da cultura afro-brasileira, dentre elas as Oficinas de Ritmos Africanos, Autorretrato, Boneca Africana, Jogos Africanos. Confira no vídeo.

“Há 6 anos estamos aqui, na EC de Vila do Boa, fazendo um trabalho buscando construir uma educação antirracista e trazendo representatividade para os e as estudantes e para as crianças da comunidade escolar, com estratégias que visam à inclusão a representatividade”, informa Stephanie Duarte, diretora da EC Vila do Boa.

A ideia é fazer com que os(as) estudantes negros(as) se vejam e se reconheçam no espaço escolar. As atividades antirracistas estão no currículo. No início deste ano, as atividades desse projeto começaram com o projeto Entrada Musical.

Por meio dele, a escola apresentou artistas negros e negras de grande sucesso e de grande impacto na Música Popular Brasileira (MPB). “As crianças tiveram a oportunidade de conhecer a biografia e a música desses e dessas artistas”, conta a diretora.

Ela disse que outra forma utilizada para estimular essa representatividade foi o projeto Contação de Histórias, com narrativas que trazem personagens negras e destacam a relação Brasil–África. “Percebemos que as crianças estão felizes e se sentem representadas no espaço escolar”, finaliza.

Rádio Peão | Projeto apoiado pela CUT-DF mescla cultura e política em programa semanal

* Matéria da CUT-DF

 

Um programa de rádio que fale sobre as lutas da classe trabalhadora do DF e do Brasil, mesclando entrevistas, música brasileira de qualidade e dicas culturais. Esse é o projeto Rádio Peão, encabeçado pela jornalista e cantora Alessandra Terribili e apoiado pela CUT-DF. A estreia acontece neste domingo (3), a partir das 11h30, na rádio Cultura FM (100.9).

Já no lançamento, o programa aborda o tema: “Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil”, com entrevista do presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, que aborda temas como precarização, trabalho por plataformas e consciência de classe.

“Nós acreditamos que a Rádio Peão será mais um instrumento de diálogo e aproximação com a classe trabalhadora. A cultura, a música e o próprio rádio são partes da nossa identidade e cotidiano. Estamos muito felizes e empolgados com esse novo projeto”, afirmou o Rodrigues.

Para a produtora e apresentadora do programa, Alessandra Terribili, a Rádio Peão vai oferecer um novo formato para propor reflexões sobre temas políticos através da música brasileira e seus personagens.

“Nossa intenção é juntar as diversas categorias de trabalhadoras e trabalhadores nessas reflexões, inclusive estamos abertos para sugestões de temas”, afirmou Alessandra.

Além do horário semanal fixo, também acontecerão reprises duas vezes por semana, com data e horário que serão divulgados posteriormente.

 

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Setor Oeste inaugura sala de coordenação com referências a lutas da categoria

O Centro de Ensino Médio Setor Oeste inaugurou neste mês de novembro sala de coordenação pedagógica que pode ser tida como referência para a rede pública de ensino do DF.

O espaço tem 100m2, ar condicionado, rede wi-fi, smart TV de 85 polegadas, sistema de som, mesa central com espaço para 35 professores e uma série de recursos que facilitam a coordenação pedagógica. Mas o destaque vai para as referências a lutas da categoria do magistério público, estampadas em uma das paredes do espaço.

“Esse é painel feito pelo Sinpro. Nele, foi feita uma montagem das assembleias realizadas pela categoria desde 1979 até 2023. A gente estará coordenando sempre diante das lembranças da luta da categoria, lembrando que as conquistas não são de graça”, diz o diretor do Setor Oeste, Jacy Braga, ex-diretor do Sinpro-DF.

Segundo ele, a inauguração do espaço traz consigo o objetivo dar qualidade à coordenação pedagógica. “Era uma preocupação nossa viabilizar aos professores o seu fazer pedagógico. Além disso, qualquer melhoria na infraestrutura de uma escola tem reflexo na qualidade do que é colocado em sala de aula. E a sala de coordenação é um espaço primordial: é ali que a gente conversa e propõe soluções aos problemas que enfrentamos no cotidiano da escola”, afirma Jacy Braga.

A diretora do Sinpro-DF Letícia Montandon participou da inauguração do espaço. Para ela, “em um contexto de total descaso do GDF com a educação, é emocionante ver que a categoria luta e encontra maneiras de valorizar os profissionais da educação e a própria educação pública”.

 

Letícia Montandon, diretora do Sinpro-DF

“Infelizmente, essa não é a realidade da maioria das escolas públicas do DF. O descaso do governo Ibaneis vem gerando problemas que vão desde salas superlotadas e escolas com estruturas precárias até a desvalorização de professores, professoras, orientadores e orientadoras educacionais. Essa sala de recursos mostra a nossa teimosia em ter uma educação de qualidade”, diz Letícia Montandon.

A verba para a construção da sala de recursos do Setor Oeste foi construída com recursos vindos de verba parlamentar do deputado distrital Chico Vigilante (PT-DF). “As pessoas às vezes têm noção errada do que é público. Acha que tem que ser feio, ruim. Se é público, é do povo; e tem que ser bom”, disse na inauguração do espaço.

As melhorias na infraestrutura do Setor Oeste continuam. Segundo o diretor da unidade escolar, o próximo investimento será aplicado na biblioteca da escola, que será entregue aos estudantes no início do ano letivo de 2024.
médio

Consciência Negra no CED Stella dos Cherubins

Nos dias 23 e 24 de novembro de 2023, os turnos vespertino e matutino do CED Stella dos Cherubins, em Planaltina, realizaram uma série de apresentações, na culminância do projeto do mês da consciência negra. O turno matutino teve orientações e coordenação dos professores Geraldo Ramiere, de História, e Stéfane Guimarães, de Sociologia. Os e as estudantes realizaram apresentações de poesia, música e dança (carimbó), exposição de trabalhos de pesquisa referentes ao tema e um belíssimo Desfile das Ancestralidades Negra e Indígena.

No CED Stella dos Cherubins, em Planaltina, a consciência negra é projeto com culminância no mês de novembro, mas o trabalho com os e as estudantes é feito durante todo o ano letivo: “Foram os próprios alunos que sugeriram as atividades a partir dos estudos realizados ao longo de todo o ano letivo. Coube a nós, professores e professoras, apenas coordenar as atividades”, conta Ramiere. “A temática da consciência negra foi trabalhada nesse sentido, com interdisciplinaridade, ao longo do ano letivo, por todos os professores”, explica.

Além das apresentações artísticas, os e as jovens apresentaram os trabalhos de história sobre o tema Cultura Negra e Indígena. Houve exposição de cartazes e murais sob esse tema.

Como forma de empoderamento, os e as jovens negros e descendentes de povos originários foram convidados a desfilar com produção de roupas, cabelos e pinturas de forma a caracterizar uma ideia de pertencimento. “Participaram desse desfile 30 estudantes”, explica o professor de História.

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