Uma diferença no valor do 13º será paga até 20 de dezembro a professores(as) e orientadores(as) educacionais efetivos(as) que fazem aniversário entre janeiro e setembro. Essa diferença se deve ao reajuste pago a partir da folha 7 e à primeira etapa da incorporação da Gaped e da Gase, paga a partir da folha 10.
O valor que resulta dessa diferença será um pouco maior para aqueles e aquelas que fazem aniversário até junho. O Sinpro-DF orienta que todos fiquem atentos aos seus contracheques para verificar se esse valor foi pago.
No DF, MST oferece cestas de natal com produtos da reforma agrária
Jornalista: sindicato
De acordo com o Estatuto da Terra, “A reforma agrária é o conjunto de medidas que promovem a melhor distribuição da terra, mediante modificações no regime de sua posse e uso, a fim de atender aos princípios de justiça social e ao aumento de produtividade”. E é exatamente nesse campo em que atua o MST, lutando pela distribuição de terras e uma agricultura sustentável para a produção de alimentos.
O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra no Distrito Federal e Entorno (MST) está comercializando cestas de natal com alimentos da reforma agrária.
As Cestas de Natal 2023 do Armazém do Campo DF contam com alimentos produzidos por cooperativas da reforma agrária. Os kits estão disponíveis em dois tamanhos, com 7 itens e o maior com 9 itens, entre estes o boné do MST. Confira alguns produtos: café, cachaça, suco de uva, arroz agulhinha, bebida láctea, geleia de frutas e outros itens.
Pedidos
As cestas são comercializadas pelo Armazém do Campo DF e os pedidos podem ser realizados até o dia 10 de dezembro, por meio de contato direto com o Armazém do Campo DF.
As entregas acontecem a partir do dia 20 de dezembro. As cestas podem ser retiradas na loja do Armazém ou por meio de entrega.
Loja
Inaugurada em setembro de 2022, a loja do Armazém do Campo DF oferece uma variedade de produtos como, suco Monte Vêneto, cachaça artesanal Lula Livre, café Guaií e o arroz Terra Livre. Este último, é destaque nacional entre a produção do MST. O Armazém fica localizado na CLN 115, bloco B, loja 63, Asa Norte, Brasília.
Com repertório eclético, desde canções brasileiras, passando pelo jazz, blues e até músicas clássicas, durante 1 hora cerca de 90 alunos entre 11 e 18 anos da Escola Parque Anísio Teixeira, em Ceilândia, se apresentaram no auditório da escola no sábado (25). A atração faz parte da Semana da Música (idealizada pelos professores da escola e que faz parte do PPP da EPAT), que ocorre desde 2016 e conta também com apresentações de canto, teclado, violão e guitarra.
“Temos alunos que estão na oficina desde o início do ano e outros que entraram no segundo semestre. A apresentação é a culminância do semestre, o resultado pedagógico deste período de trabalho”, diz César Augusto de Souza Oliveira, professor e coordenador pedagógico da área de música da escola.
Em relação a quem se apresenta, o coordenador explica que “a intenção é incluir todos os alunos, mas existe uma seleção mais pontual realizada pelo professor no decorrer do semestre, de acordo com o desenvolvimento dos alunos”.
A recepção foi ótima. “O público ficou muito emocionado. Os alunos se sentem muito empolgados em subir no palco, é uma experiência marcante para eles. Os pais, amigos, pessoas queridas, todos ficam muito orgulhosos em ver aquele adolescente, que muitas vezes nem tem um violino, ou algum instrumento musical, se apresentar numa pequena orquestra”, afirma César.
As apresentações de violino são somente na escola. Porém, “as oficinas de canto já se apresentaram em igrejas e vão se apresentar na regional de ensino de Ceilândia e no hospital de Ceilândia no dia 15 de dezembro”, diz.
Sobre o progresso e desenvolvimento dos estudantes que participam de oficinas como esta, o educador afirma que “os alunos se desenvolvem na área em que estudam, música, teatro, dança, artes plásticas e esportes. Temos vários que já foram selecionados na Escola de Música de Brasília, na prova específica da UnB, tanto em música como em teatro. Temos alunos que já ganharam competições, festivais, inclusive, no último Festival Estudantil do Teatro Amador (FESTA). Além do desenvolvimento na área específica, observamos também que nossos alunos melhoram o rendimento escolar na escola regular que estudam, amadurecem emocionalmente, passam a ter mais responsabilidade e comprometimento”.
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5º Festival de Curtas do CEM02 de Brazlândia anuncia vencedores
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Centro de Ensino Médio 02 de Brazlândia realizou na última sexta-feira (24/11) a premiação do seu 5º Festival de Curtas. O evento tem como objetivo selecionar e premiar três produções fílmicas/artísticas produzidas por estudantes da escola.
“A ideia do festival é revelar, reconhecer e afirmar a produção artística e criativa dos estudantes por meio da linguagem audiovisual e literária, além de promover uma experiência interdisciplinar visando a construção e o compartilhamento de conhecimento”, explica Marcos Acléssio Carvalho Sousa, diretor da escola e professor de biologia.
“Além disso, as turmas se interessam por clássicos da Literatura e, com isso, aproveitam melhor o processo de leitura”, completa.
O evento de premiação dos curtas é uma noite de gala, com direito a presença de familiares. E no dia 24 de novembro, a escola aproveitou para celebrar seus 25 anos.
Vencedores 2023
Os vídeos produzidos pelas turmas tratavam de obras literárias escolhidas pela comissão. Foram inscritos 32 curtas. Desse total, foram selecionados 10 vídeos do turno matutino e 10 do turno vespertino, e desses 20, selecionados, tornaram-se finalistas 5 produções.
O material foi avaliado segundo critérios de criatividade (abordagem do tema, enredo e utilização da linguagem audiovisual), qualidade técnica das imagens e sons captados, qualidade artística das produções (seleção e ordenamento dos planos do filme; desempenho dos atores do filme na representação das cenas; ideia que reúne os elementos da narrativa do filme), qualidade da argumentação (saber articular e estabelecer relação entre o passado, o presente e futuro) e inovação.
Estes são os vencedores da premiação ocorrida no dia 24 de novembro:
Negritude é enaltecida em exposição fotográfica de estudantes do CED 08 do Gama
Jornalista: sindicato
Valorizar a estética afro-brasileira e fortalecer a autoestima dos(as) estudantes negros(as) foram dois dos propósitos da exposição fotográfica que ocorreu entre os dias 13 a 24 de novembro com a participação de 44 alunos(as) do ensino médio do CED 08 do Gama, na própria escola.
A mostra foi apenas o final de um trabalho desenvolvido por todo o ano, como conta o professor de arte e coordenador do projeto, Valdeci Moreira de Souza. “Neste ano o projeto durou o ano todo, pois não se trata apenas da exposição fotográfica, há um trabalho durante todo o ano letivo objetivando identificar práticas racistas e suas consequências em nossos estudantes. Identificar, alertar e principalmente combater práticas racistas não é um trabalho temporal de um mês motivado pelo mês da consciência negra. Práticas racistas ocorrem todo o ano e em diversos lugares e temos que fazer com que os estudantes entendam e percebam”.
O projeto ocorre pela segunda vez na escola e é fruto “de trabalho voluntário de profissionais de cada área, que doaram não só seus serviços (como no caso do produtor de moda que cedeu os panos africanos e os adereços), mas algumas coisas foram também emprestadas por amigos do Movimento Negro e Afro Religioso. A realização da exposição foi um resultado de um trabalho coletivo com gestão escolar e funcionários da escola, bem como amigos e amigas de fora que voluntariamente se propuseram a ajudar na realização. A maquiadora (Luana Letícia), um figurinista e produtor de moda (Luazi Luango) com suas roupas e adereços, a participação de uma professora de outra escola e RA (Vanessa Di Farias, de Sobradinho), bem como os dois fotógrafos (Wagner Di Farias e Ógan Luiz Alves)”, diz o professor.
A ideia da mostra surgiu para combater o racismo que pré-estabelece conceitos. ”A beleza brasileira está centrada no eurocentrismo e é preciso que nossos jovens negros e negras percebam o quanto são belos, que seu cabelo é lindo e não ruim por não ser liso, de acordo com a ditadura da beleza e a autoestima que o racismo tirou de nosso povo durante séculos, fazendo com que não poucas vezes o(a) negro(a) se sentisse culpado por ser negro(a)”, relata Valdeci.
Para o coordenador do projeto, o objetivo foi alcançado, pois “muitos estudantes se viram belos, entenderam que não precisam baixar a cabeça pra ninguém e que o fato de serem negros não os diminuem perante ninguém”.
Após de serem expostas, as fotos foram doadas para os(as) alunos(as) participantes do projeto.
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Musical Afro-Brasileiro da EC 05 do Cruzeiro comemora o Dia da Consciência Negra
Jornalista: Maria Carla
A Escola Classe 05 do Cruzeiro (EC 05 Cruzeiro) comemorou o Mês da Consciência Negra com literatura, música e dança. Diferentemente das atividades pedagógicas de anos anteriores, cuja a culminância ocorria no dia 20 de novembro, este ano, a escola apresentou o Musical Afro-Brasileiro com a participação de todas as turmas de 5º Ano, cerca de 47 estudantes.
A apresentação mostrou que é possível, do ponto de vista pedagógico, a escola aplicar a Lei nº 10.639/03, que obriga as escolas de Ensino Fundamental e Médio de todo o Brasil a ensinarem a história e a cultura afro-brasileira e a história africana, por meio de um musical.
Além disso, o trabalho foi uma resposta alegre e agregadora a um ataque racista que a escola sofreu este ano. No fim, a atividade deixou impressa a mensagem de que, apesar de ser estrutural, o racismo deve ser combatido com veemência e eliminado do dia a dia de todos(as), dentro e fora da escola.
Ataque racista
Entre setembro e outubro, durante a execução do projeto musical de percussão com turmas de 5º Ano, o qual era financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), a EC 05 do Cruzeiro sofreu vários ataques racistas. A ouvidoria recebeu telefonemas com reclamações de cunho preconceituoso e o grupo de percursionistas africanos sofreu várias agressões. A escola resistiu e manteve o projeto, que iria contar também com um trabalho também de percussão da Fundação Palmares.
Mas, os ataques foram cada vez mais fortes e a escola o suspendeu. A resposta a isso foi a realização do Musical Afro-Brasileiro, que, além da alegria e festividade, trabalhou a consciência negra com arte, musicalidade e literatura. Simone conta que o musical foi um sucesso e uma forma, também, de explicar aos estudantes do 5º Ano os motivos do encerramento abrupto do projeto de percussão.
“Ao ser chamada à escola, fiz questão de convidar a companheira de trabalho, Márcia Gilda, coordenadora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro. Lá conversamos a respeito da importância de se trabalhar o tema da Lei nº 10.639/03, para além de sua obrigatoriedade nacional. Colocamo-nos à disposição para qualquer tipo de orientação que pudesse levar a escola a permanecer firme em seus projetos, inclusive apontamos para que um projeto dessa grandiosidade histórica e pedagógica deve estar no PPP da unidade escolar porque, permanentemente, a Educação tem que ser antirracista. Foi uma alegria acompanhar a atividade final, o musical veio cheio de boas intencionalidades e @s estudantes estiveram muito envolvid@s. O que pudemos observar é que a resistência, o profissionalismo, a nossa cultura e a nossa História caminharam juntos”, afirma Regina Célia Pinheiro, diretora do Sinpro e integrante da Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres.
O “Musical Afro-Brasileiro” e a metodologia do projeto
Simone conta que, além de uma resposta antirracista aos ataques, o musical foi uma atividade pedagógica destinada a cumprir a Lei 10.630/03. As sete músicas utilizadas garantiram o ensino da história e da cultura afro-brasileiras e a história africana. “A gente contava para as crianças a história daquela música e fazia um paralelo do conteúdo poético e rítmico com a história de vida delas hoje”, conta.
Com isso, os(as) professores(as) que atuaram nesta edição da atividade escolar conseguiram pôr em prática as exigências da lei. “O que a gente tem hoje na nossa vida que veio da África? Essa era a indagação e o fio condutor do projeto. “Com essa questão, a gente trabalhou o conteúdo da lei, sempre com o olhar pedagógico e à luz da África”, explica Simone. Esse projeto cresceu. Simone produziu um conteúdo, apresentou ao FAC e conseguiu verba para sua realização em 2024.
“Conseguimos os recursos do FAC e, com isso, vamos realizar nosso projeto: eu e mais três professoras da EC 05. Como eu criei, na pandemia da covid-19, o canal no YouTube “Histórias de Griô”, demos o nome ao grupo de “Histórias de Griô”. A direção da EC 05 está mudando, mas a próxima já diretoria já está apoiando o projeto e uma das reivindicações que eu fiz no dia da exposição para a nova direção foi a de que o nosso projeto entrasse no Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola e a nova diretoria disse que irá fazer de tudo para que ele seja incorporado ao PPP”.
Literatura: “Tiarinha Vermelha e o povo mau”
A professora diz que a centralidade do musical foi a história da “Tiarinha Vermelha e o povo mau”. Trata-se da obra do escritor Marcos Reis, na qual ele, que está sempre nas atividades da consciência negra da EC05, faz uma releitura da história medival e eurocêntrica de “Chapeuzinho Vermelho e o lobo mau”.
“No conto de Reis, a Tiarinha ensina que o combate ao racismo só acontece com sabedoria, conhecimento e aprendizagem e mostra que é preciso aprender a história da África para se combater o racismo com propriedade. O texto está todo sedimentado na Lei 10.639/03 e mostra, principalmente às crianças pretas, como se empoderarem para saber responder por que elas têm cabelos crespos, a pele negra, de onde vieram, quem são seus ancestrais”, informa a professora.
Ela explica que a obra ensina à criança que, ao conhecer a história, ela conseguirá se defender do racismo e de qualquer tipo de preconceito. “A história também trabalha com as crianças não pretas e mostra a elas por que nós, pessoas negras, somos diferentes e quem, dentre outros, construiu o Brasil foram negros da África e povos indígenas sob o comando do povo português e que a gente tem de respeitar a diversidade”.
“Na história, o povo mau são as pessoas racistas, preconceituosas e, a personagem Tiarinha, faz o papel de Chapeuzinho Vermelho, que vai para a casa da avó para que a avó faça tranças nela para prepará-la para comemorar seu aniversário. No caminho, Tiarinha encontra com Chapeuzinho Vermelho, o lobo mau, a bruxa, o caçador e todas as personagens da história europeia, as quais passam a trilhar o caminho com Tiarinha. Contudo, nesse percurso existe o povo mau, que a questiona com indagações semelhantes às que, no conto europeu, o lobo faz à Chapeuzinho Vermelho, porém com as modificações de sentido para destacar o problema do racismo: ‘Por que essa pele tão negra? Por que esse cabelo tão crespo?’. Com suas respostas, Tiarinha ensina que só se combate o racismo com sabedoria”, explica a professora da Sala de Leitura.
O combate ao racismo na escola pública
Uma matéria deste ano publicada pelo G1 <https://g1.globo.com/educacao/noticia/2023/01/21/lei-que-obriga-ensino-de-historia-afro-brasileira-completa-20-anos-mas-esta-longe-de-ser-realidade-nas-escolas-dizem-especialistas.ghtml> diz que educadores e historiadores ouvidos pelo site destacam a importância de a Lei nº 10.639/03 ser debatida em sala de aula como forma de combater o racismo, valorizar a diversidade e reconhecer a contribuição e o papel fundamentais do povo negro na construção da nossa sociedade.
O Sinpro-DF, por sua vez, recebe denúncias de racismo dentro da rede pública e, com isso, enfrenta, diariamente, o desafio de combater o racismo. Para a diretoria do sindicado, esse combate é uma tarefa cotidiana que visa a modificar a realidade para criar, a partir da escola, um país mais justo. Não é à toa que, há muito tempo, a entidade instituiu uma Secretaria de Raça e Sexualidade e tem uma produção sistemática de materiais antirracistas para adequação nas atividades pedagógicas de professores.
No DF, ao mesmo tempo em que rede pública contempla e adota projetos antirracistas em seus PPPs, com culminância no Mês da Consciência Negra, também reflete, em suas comunidades escolares, as características de uma sociedade marcada pelo preconceito, que resiste às ações e atuações de combate ao racismo. Na EC 05 do Cruzeiro, a professora Simone tem realizado um projeto antirracista para cumprir a Lei nº 10.639/03, e, sobretudo, para ir mais fundo no combate ao racismo, tentando, principalmente, ajudar a escola a formar crianças e adolescentes em cidadãos e cidadãs antirracistas.
“Não há dúvida alguma sobre a necessidade da continuidade de projetos pedagógicos como esse da EC 05 do Cruzeiro. Dialogam com a lei, com o Currículo e Diretrizes da Educação Pública do DF e cumprem importante função social”, finaliza a diretora do Sinpro.
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CEF 18 de Ceilândia convida para lançamento do livro “Tempos de luta: histórias do período regencial”
Jornalista: Maria Carla
O Centro de Ensino Fundamental nº 18 de Ceilândia (CEF 18 de Ceilândia) convida a todos(as) para o lançamento oficial do livro “Tempos de luta: histórias do período regencial (1831-1840)”, na quarta-feira (6/12), a partir das 17h, na própria escola, situada à QNP 10 – Área Especial, de Ceilândia. A obra no formato e-Book foi publicada em setembro deste ano. Confira a matéria sobre essa publicação https://sinpro25.sinprodf.org.br/livro-cef18/
“Contudo, agora, no dia 6 de dezembro, vamos fazer o lançamento oficial, com uma cerimônia na escola, reunindo nossos autores e autoras, seus familiares, professores e professoras, direção da escola e alguns convidados”, informa Fabiana Francisca Macena, professora de história e coordenadora da publicação.
No convite à comunidade escolar, a diretora Elaine Rodrigues de Amorim, os(as) estudantes das turmas de 9º Ano e a professora Fabiana Macena informam que têm a honra de convidar todos e todas para o lançamento oficial. A publicação foi produzida em 2022, quando os(as) estudantes cursavam o 8º Ano, mas, em razão do processo de produção da obra, ela será lançada agora, no fim do ano letivo de 2023, quando os(as) estudantes que a escreveram estão finalizando o 9º Ano.
“Devido a todo o processo de organização do livro, como diagramação e outras questões que envolvem a produção do livro, só conseguimos torná-lo possível agora, em 2023, quando esses e essas estudantes estão no 9º Ano. Mas o conteúdo é do 8º Ano. Este é o último ano deles na escola. Com isso, vamos fazer o lançamento da obra como fechamento do ciclo deles no CEF 18”, informa a professora Fabiana.
Disponível no formato e-Book no site https://paruna.com.br/ebooks/, o resumo da obra informa que “os(as) estudantes que se comprometeram com o processo de aprendizagem histórica e com a produção do conhecimento histórico escolar, tornando-se agentes deste processo, abriram espaços para a formação de si como sujeitos. Ao produzirem outras narrativas sobre os movimentos do período regencial (1831-1840), constroem outras explicações possíveis e destacam a participação de homens e mulheres pobres, escravizados, indígenas. Também inventam novas formas de ser/estar no mundo”.
Ensino de História e Cidadania
Fabiana explica que o livro é o desdobramento do projeto “Ensino de História e Cidadania: a construção das diferenças e a conquista de direitos”, desenvolvido no CEF 18 de Ceilândia, com o apoio da direção. “O objetivo é que as e os estudantes compreendam como, a partir do século XIX, quando a cidadania emerge no vocabulário político brasileiro, seus sentidos implicaram na definição daqueles que eram e os que não eram cidadãos, aqueles que eram ou não detentores de direitos”, afirma a professora.
Ela explica que “todavia, mesmo excluídos das definições de cidadão da época, mulheres, escravizadas/os, pessoas pobres, indígenas buscaram encontrar caminhos possíveis para alcançar aqueles direitos que lhes foram negados. E um dos momentos da história do Brasil em que podemos perceber a riqueza de projetos e as muitas lutas por essa inserção é o período regencial, que se estende de 1831 a 1840. Momento em que o trono brasileiro se encontra vazio, em razão da abdicação de D. Pedro I e a impossibilidade de D. Pedro II assumir, em razão de sua idade (5 anos)”.
“Justamente pela riqueza de debates e projetos políticos defendidos nesse período, assim como pelas possibilidades abertas para a discussão do conceito de cidadania a partir de um aprofundamento de seu conhecimento, promovemos entre os estudantes dos 8º anos, no ano de 2022, o estímulo à pesquisa e à análise de diferentes registros e linguagens sobre estes movimentos políticos regenciais, as chamadas revoltas regências, como a Cabanagem, Balaiada, Farrapos, mas também aquelas menos discutidas, como Malês, Carrancas e Manoel Congo”, complementa.
A professora conta que o esforço possibilitou aos(às) estudantes conhecerem estes movimentos e suas motivações, mas também ir além: interpretar, compreender, estabelecer comparações e confrontos entre diferentes discursos sobre estas revoltas e que, na leitura do material didático e de outras produções sobre a temática, em uma perspectiva comparativa, os e as estudantes observaram as escolhas, os protagonistas, as omissões e os silêncios presentes na produção de conhecimento.
“A partir disso, foram capazes de construir suas próprias narrativas, em histórias em quadrinhos, cientes de que não seriam mais ou menos verdadeiras do que aquelas a que tiveram acesso, mas histórias possíveis, elaboradas a partir de suas escolhas e de registros acerca dos acontecimentos do período regencial, destacando, sobretudo, a presença de protagonistas até então esquecidos: mulheres, indígenas, pessoas negras libertas e escravizadas”, informa.
Primeira obra coletiva
Professora de História da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal desde 2017 e atuante no CEF 18 de Ceilândia desde 2019, Fabiana Francisca Macena é formada em História pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), além de mestre (2010) e doutora (2015) em História pela Universidade de Brasília (UnB). Ela realizou estágio pós-doutoral no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Mato Grosso (2016) na área de ensino de História.
Ela está sempre produzindo artigos científicos para livros e revistas com o tema do ensino de história. “Mas esta é a primeira obra coletiva, tendo estudantes como autores. E creio que este seja o principal diferencial do livro: evidenciar que há produção de conhecimento no espaço escolar e que os(as) estudantes são sujeitos nesse processo”, finaliza.
CEMEIT realiza Exposição Cultural Científica 2023 nesta terça (28)
Jornalista: Maria Carla
A mostra acontece nesta terça-feira (28) e dura apenas um dia. A Exposição Cultural Científica 2023, do Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (CEMEIT), é a culminância dos projetos acadêmicos desenvolvidos pelos(as) estudantes durante os dois últimos bimestres. A atividade começa às 8h30 e vai às 16h, com a apresentação de mais de 1.500 estudantes. Compareça e conheça o trabalho.
A exposição é um evento pedagógico que integra o Projeto Político-Pedagógico (PPP) do CEMEIT há mais de 10 anos. No início, a escola realizava dois projetos grandes, a Feira de Ciência e a Exposição Cultural. Mas, há 8 anos, decidiram reunir ambos em um único projeto e passou a ser Exposição Cultural Científica.
Cada ano há um tema central subdividido em vários subtemas. Cada turma de 1º, 2º e 3º Anos do Ensino Médio fica com um subtema. O evento envolve todas as turmas da escola desde o 1º até o 3º Ano e os(as) estudantes ficam envolvido nesse conteúdo durante os dois últimos bimestres do ano letivo.
Este ano, o tema central é o “Big Bang: um novo começo para adiar o fim”, o qual tem sete eixos temáticos principais, a saber: arte e cultura, avanços tecnológicos, desafios globais, educação e futuro, exploração espacial, saúde e bem-estar, sustentabilidade ambiental, os quais foram subdivididos em 40 subtemas. As turmas de 1º Ano ficaram responsáveis por 15 subtemas; as de 2º Anos, 14 subtemas; e as de 3º Ano, ficaram responsáveis por 11 subtemas. Clique aqui e confira os temas e subtemas da edição deste ano. (https://sinpro25.sinprodf.org.br/wp-content/uploads/2023/11/TEMAS-ECC-20231.pdf)
“São 40 temas que os e as estudantes têm de pensar, desde meio ambiente, cultura, educação, tecnologias, enfim, muitos temas relacionados ao tema central. O trabalho envolve todas as disciplinas porque é interdisciplinar e vale 5 pontos e 50% da nota dos e das estudantes para o quarto bimestre. Eles e elas têm de apresentar o trabalho escrito, que passa por uma banca avaliadora e, somente agora em novembro, vão para a exposição realizada na quadra da escola. É um processo que dura em torno de 6 meses”, informa o diretor e professor de filosofia, Gabriel Souza Rodrigues.
Todas as turmas recebem os seus temas no terceiro bimestre e, a partir daí, produziram trabalhos escritos, escrevendo um pré-projeto. Esse pré-projeto é avaliado pelos(as) professores(as) que participam da banca avaliadora. A banca faz alterações devidas, com sugestões e correções. A exposição é a culminância do trabalho. Compareça!
Afrolindos | CEF 05 de Taguatinga e a valorização da cultura negra
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Os e as estudantes dos sétimos anos do CEF 05 de Taguatinga se tornaram modelos fotográficos, num ensaio que não só valorizou como contextualizou a cultura e as características afro na sociedade brasileira.
A ideia do ensaio fotográfico, batizado de Afrolindos, foi do professor Lelton Melo. O professor de geografia inseriu o projeto dentro do conteúdo do terceiro bimestre da matéria, em que trabalhou com as turmas se sétimo ano a formação do povo brasileiro: “Minha intenção com o ensaio foi construir um caminho onde o aluno identificasse a nossa herança africana através do belo, como uma forma também de desconstruir os padrões de beleza. Foi uma atividade bem leve”, conta.
O ensaio fotográfico foi feito com profissionais voluntários. O resultado ficou espetacular. Professor Lelton conclui: “foi uma ferramenta para valorizar a diversidade presente na escola e também de alguma maneira trabalhar a autoestima dos e das jovens. Muitos estavam inseguros com a aparência, coisa normal de adolescente.”
Além dos sétimos anos, também participaram do ensaio fotográfico três alunas do sexto ano e duasd o oitavo.
As fotos do projeto Afrolindos estão em exposição no CEF 05 de Taguatinga e também online, no link abaixo.
O trabalho do professor Lelton surpreendeu a todos na escola pela beleza e poesia.
“Os alunos se voluntariaram para um ensaio fotográfico profissional e no dia marcado, o fotógrafo foi à nossa escola para tirar as fotos. A exposição virtual permitiu que os familiares e outras pessoas tivessem acesso às fotos, além de curtirem e deixar comentários”, explica a professora Cristiane.
Projeto Ubuntu
O ensaio Afrolindos é um dos projetos que estão inseridos no guarda-chuva do grande projeto Ubuntu, que busca trabalhar com os estudantes o direito à diversidade. A palavra Ubuntu tem origem nos idiomas zulu e xhosa do sul do continente africano. Em tradução mais literal, significa “eu sou porque nós somos” – ou a humanidade para todos.
O trabalho da escola com o tema da consciência negra vem se fortalecendo desde 2021, quando o professor Lelton foi premiado no Projeto Taguatinga Plural, da Coordenação Regional de Taguatinga.
“Ano passado, demos um grande passo na consolidação desse trabalho. Coletivamente, demos corpo ao projeto próprio da nossa escola, batizado de Ubuntu: Eu sou porque nós somos. Foi um trabalho muito bonito, que envolveu professores de todas as disciplinas. Neste ano, seguimos na consolidação do Ubuntu e nosso objetivo era trabalhar a temática com ações ao longo do ano e não apenas um movimento do mês de novembro”, conta a professora Cristiane, coordenadora do projeto.
No início do ano alguns alunos visitaram o canteiro de baobás, com o professor André Lúcio Bento. Neste segundo semestre, os trabalhos realizados pelos professores de História, Geografia, Língua Portuguesa e Artes estão em exposição.
Tanto professor Lelton quanto professora Cristiane avaliam positivamente o resultado do Afrolindos: “o objetivo foi alcançado ao perceber o orgulho dos meninos os em verem suas fotos no mural da escola sendo elogiados por todas as pessoas”, foi o que ambos disseram à reportagem do Sinpro.
Mostra Proem é realizada para a comunidade escolar
Jornalista: sindicato
A Mostra da EPC Proem, no Parque da Cidade, ocorreu na quarta-feira (22). É o momento de culminância quando são apresentados os trabalhos e projetos desenvolvidos na escola durante o ano. A programação contou com apresentações dos projetos de educação financeira (Lojinha Proem e Banco Proem), raízes culturais, bordado, música das regiões (anos iniciais), cana de açúcar e mandioca, prevenção da violência contra meninas e mulheres, Projeto Na Moral, expressão corporal, peça de teatro dos professores, apresentações musicais, dança, palestra sobre consciência negra, música em libras e apresentação de capoeira.
Luciane Silva Queiroz de Freitas, vice-diretora da escola, afirma que “nós apresentamos os projetos pedagógicos para a comunidade escolar. Tivemos o Banco Proem, para trabalhar os valores, o respeito, o zelo pelo patrimônio, as boas atitudes, que são recompensadas com cheques, que depois eles compram produtos na lojinha. O Projeto Na Moral (da SEDF em parceria com o MPDFT) em forma de game, em que temos que cumprir as missões propostas e fazer uma mostra de tudo o que foi desenvolvido”.
Ela também cita o projeto Reintegro, parceria do Senappen e o Ministério da Justiça, que visa “trabalhar os valores e a reintegração para a sociedade das pessoas marginalizadas. No final do ano eles tiveram um concurso de cartas e áudios. Todos os alunos da escola fizeram e nós expomos na Mostra. E quatro ganharam menção honrosa”.
A vice-diretora também ressalta a presença no evento “da Renata Parreira, falando da valorização da vida e de pertencimento do povo negro. E também das oficinas Entre Nós e Amores, na qual os estudantes produzem as atividades de bordados”.
Regina Célia, diretora do Sinpro em Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras, ressalta que “para o Sinpro é sempre muito importante, emocionante e alegre, participar das culminâncias dos trabalhos do Proem, tanto pela natureza especial da escola, quanto pela certeza do compromisso, envolvimento e profissionalismo d@s noss@s colegas professores(as) e orientadores(as) que lá atuam. Por isso, nos colocamos sempre à disposição dessas pessoas que fazem a educação acontecer com muita resistência diariamente. O Proem se supera a cada ano”.
Lojinha
Dentre os eventos da Mostra, estava a lojinha, que ocorre semestralmente. E teve êxito, como atesta o professor Rogerisson Caetano, idealizador da iniciativa. “A lojinha foi um sucesso. Conseguimos muitas doações de roupas, sapatos, produtos de higiene pessoal e chocolates. Recebemos dinheiro via pix para comprarmos produtos. O Instituto Riachuelo, em parceria com o MPDFT contribuiu com 80 peças de roupas. As duas bicicletas foram os produtos que mais deixaram os estudantes surpresos (virou o desejo de todos). A professora Iranildes da nossa escola contribuiu com umas das bicicletas. E a outra bicicleta foi uma doação da Suliane Rauber, parceria com Enactus UDF”.
O retorno do projeto foi ótimo para os(as) alunos(as). “As compras foram excelentes! Os estudantes estavam com um sorriso contagiante de felicidade. Muitos ficaram sem acreditar que eles podiam comprar o que quisessem na lojinha. Foi muito emocionante olhar para eles ali com os olhos brilhando de alegria e comprando os produtos. Alguns levaram irmãos e tiveram o prazer de presentear o irmãozinho. O melhor de tudo é que os estudantes têm a consciência que cada “proens” gasto na lojinha foi uma conquista diária durante todo o semestre, pois cada “proens” representa a realização de atividades, respeito ao próximo, frequência escolar, zelo pelo patrimônio, entre outras atitudes e ações”, diz o professor. Roupas, produtos de higiene pessoal e chocolates foram os produtos mais adquiridos.
Com a Mostra, professores(as), orientadores(as) e a direção da EPC Proem provam que com trabalho, ações e projetos é possível realizar uma educação de qualidade, libertadora e cidadã, mesmo para estudantes em situação de vulnerabilidade.
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