CAIC Anísio Teixeira realiza Feira Cultural

Os 540 alunos(as) e suas famílias estiveram durante toda a manhã de sábado (18) no CAIC Anísio Teixeira em Ceilândia para mais uma Feira Cultural. Evento anual, que ocorre desde 2020, no qual os estudantes expõem para a comunidade escolar os projetos realizados durante todo o ano.

“Idealizada e organizada pela gestão da escola em conjunto com os docentes, a Feira

 surgiu no intuito de valorizar e divulgar o protagonismo dos estudantes na construção dos conhecimentos que acontecem em sala de aula ao longo do ano. Ela é a culminância de todos os projetos da escola”, diz Eliana Romualdo Ponciano, vice-diretora.

As crianças apresentam seus trabalhos por meio de stands, murais, livros, maquetes e instalações que ficam expostas ao longo da escola. E simultaneamente apresentações de danças culturais no anfiteatro.

Cada segmento apresentou um projeto diferente: Educação Infantil – Projeto Identidade e Diversidade: Eu sou assim e você como é? (temática alinhada ao currículo da Ed. Infantil);

Ensino Especial – O mundo está em nossas mãos (reciclagem); 1° Anos – Passaporte literário; 2° Anos: Pequenos leitores, grandes escritores; 3° Anos: Diversidade e criatividade com o folclore brasileiro; 4° Anos: Brasília e o DF – Riquezas históricas e monumentais; 5° Anos: Regiões brasileiras.

“Foram expostas produções textuais de autoria dos estudantes, por meio de murais, livrinhos diversos confeccionados de forma artesanal, com autógrafos dos alunos, maletas literárias, maquete dos monumentos de Brasília, trabalhos artesanais, comidas típicas das regiões brasileiras, lapbooks manuais”, afirma Eliana.

Ela ressalta que “as crianças ficaram muito empolgadas e envolvidas em expor e apresentar à comunidade escolar seus trabalhos. Com muito orgulho, puxavam a mãozinha dos pais para mostrarem e explicarem  o que produziram. Muitos pais felizes, gravando as apresentações dos filhos. Muitos disseram que saíram de lá conhecendo alguns detalhes e histórias dos monumentos de Brasília, por exemplo, que desconheciam até aquele momento. Muitas crianças que produziram livrinhos, lendo suas histórias para os pais. Foi um momento muito rico de partilha entre os estudantes e familiares. Certamente construíram juntos memórias escolares afetivas que se eternizarão”.

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Projeto fotográfico do CEF 02 de Ceilândia expôs novo olhar sobre o ambiente escolar

A fotografia é arte? De vez em quando essa pergunta é ressuscitada e levanta a velha discussão dos primórdios da invenção da fotografia sobre se ela é arte ou não. Trata-se de um tema tão pulsante que sempre retorna à pauta de debates conceituais sobre artes. Quando a fotografia foi apresentada à Academia Francesa de Ciências, em 1839, o debate sobre se é arte ou não tomou o mundo da arte. A polêmica foi tão forte que o Vaticano, autoridade máxima do mundo ocidental na época, se reuniu para decidir se a recém-inventada fotografia era ou não uma forma de pecado.

A fotografia foi uma das invenções espetaculares do século 19 que veio para mudar conceitos. Por exemplo, ela, praticamente, retirou das artes aquele estigma de que a produção artística é uma atividade restrita a pessoas iluminadas e, seu o produto, um objeto caro para deleite apenas das elites do mundo. A fotografia nega essa mercantilização da inteligência e sensibilidade humanas. Ela popularizou a habilidade das pessoas de qualquer classe social produzirem conteúdos e formas, voltada para a materialização de um ideal de beleza, harmonia ou expressão de sua da subjetividade.

Tanto é que, enquanto as elites se debatiam sobre se é arte ou não, a fotografia se consolidou como arte, técnica e disciplina escolar, fazendo parte dos currículos do Ensino Fundamental ao Superior. Hoje, mais democratizada do nunca por causa do avanço e da popularização das novas tecnologias, ela é reconhecida como uma das sete artes digitais e está na mão, ao alcance de qualquer pessoa: está no celular. Esse novo argumento foi comprovado pela exposição “Ambiente escolar: um novo olhar”, do Centro de Ensino Fundamental 02 de Ceilândia (CEF 02 de Ceilândia).

Exposição “Ambiente escolar: um novo olhar”

Essa breve história foi contada para mostrar como o CEF 02 de Ceilândia utilizou a fotografia e o celular para reforçar o viés democrático das artes e o uso das tecnologias como instrumento pedagógico. A escola superou a velha discussão filosófica secular sobre o que é arte e apresentou o ambiente escolar como local de inspiração artística e o aparelho celular como instrumento pedagógico. Mas não ficou presa aí. A escola foi mais longe e transformou o olhar dos(as) estudantes em expressão artística, ou seja, em arte.

O projeto é da professora de artes Érika Guedes que, no primeiro semestre, finalizou o conteúdo da sua disciplina com a mostra “Ambiente escolar: um novo olhar”. A exposição foi instalada na própria escola e na EAPE. As fotografias desse trabalho foram produzidas por mais de 150 estudantes de cinco turmas do 9º Ano, que se organizaram em grupos de até quatro pessoas para que cada grupo pudesse ter pelo menos um celular que possibilitasse a participação de todos e a revelação das fotos não ficasse muito cara.

Com o projeto “Ambiente escolar: um novo olhar”, Érika contemplou os ideias do Currículo em Movimento, da Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF), e ensinou a importância do ambiente escolar para todos(as). “Decidi fazê-lo este ano para que os estudantes pudessem utilizar o celular como meio pedagógico. Além disso, o projeto contempla o conteúdo do Currículo em Movimento, que trabalha da técnica da fotografia, abordando o tipo de imagem, o ângulo, as cores, a luminosidade dentre outras. Foi também uma forma de os estudantes respeitarem o ambiente e se sentirem pertencentes. Com o novo olhar sobre o ambiente escolar, os detalhes passaram a fazer parte dos momentos deles”, explica a professora.

A pedagogia do método

“Primeiramente, é importante destacar que o conteúdo “fotografia” está no currículo da disciplina artes. Depois, o projeto envolve fotografias tiradas de celulares. Durante as aulas de artes, os estudantes receberam orientações sobre os tipos de fotografias. Nos 15 minutos finais de cada aula de artes, eles foram liberados para fotografarem a escola. A partir dos objetos escolhidos, fui orientando quanto ao ângulo e à luminosidade. Eles tiveram total autonomia para se deslocarem no ambiente escolar e escolherem o que gostariam de fotografar”, explica.

A exposição fechou o conteúdo do primeiro semestre de artes e esteve disponível nos murais da escola até o início de novembro, quando foi retirada para dar espaço à culminância dos trabalhos referentes ao Mês da Consciência Negra. “O projeto ‘Ambiente escolar: um novo olhar’ mexeu com os conceitos acerca da escola entre os estudantes. No início, eles tiveram muita dificuldade em olhar a escola como ambiente com potencial artístico. Mas, depois, passaram a perceber os detalhes de objetos que eram apenas funcionais para o dia a dia”, conta.

Embora seja novo no CEF 02 de Ceilândia, esse projeto já foi feito pela professora Érika em outras escolas em que ela atuou. Além disso, trata-se de um projeto individual da disciplina artes e ainda não está previsto no Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola. “Talvez, em 2024, ele seja um dos tópicos para a Semana Pedagógica. Este ano, de forma indireta, toda a escola e as disciplinas estiveram envolvidas. Direção e professores apoiaram o projeto e foram bem flexíveis quanto aos estudantes andando nos corredores e pedindo permissão para entrarem e outras salas para fotografar”, finaliza.

Projeto Anjos Cênicos, do CED Stella Querubins, completa 20 anos

O CED Stella dos Querubins realiza nesta semana mais uma edição do projeto Anjos Cênicos. Desta vez, as apresentações teatrais das turmas do CED Stella ocorrem nos dias 21, 22 e 24 de novembro.

O projeto Anjos Cênicos são apresentações teatrais de várias turmas com textos montados pelo professor Donne Pitalurgh, que realiza o projeto há 20 anos. O projeto interdisciplinar envolve vários professores de diversas matérias.

A proposta pedagógica desse projeto insere o teatro (e as artes cênicas de maneira geral) como mediador da interdisciplinaridade no cotidiano escolar do CED Stella Querubins desde 2003. “O projeto começa a ser elaborado ainda na semana pedagógica, quando os professores de várias disciplinas discutem comigo temas geradores, textos, imagens, músicas e ideias que são trabalhadas nas aulas regulares de Arte com o intuito de se criar um processo de encenação baseado no modelo da colagem cênica”, explica o idealizador do projeto, o professor de artes do CED Stella, Donne Pitalurgh.

O trabalho parte de poemas, músicas, dança, esquetes, teatro de sombras e outras linguagens para abordar temas sugeridos pelas disciplinas parceiras como Língua Portuguesa, História, Sociologia etc. Os últimos trabalhos também conseguiram estabelecer parceria com as aulas de matérias exatas, como Matemática e Química, e também com as aulas de Espanhol.

“O projeto Anjos Cênicos procura valorizar o diálogo entre as várias áreas de conhecimento e foca no protagonismo juvenil, pois busca aproveitar as habilidades que os estudantes trazem de sua vida cotidiana, como canto, dança, artes marciais, folia de Reis, hip hop, mas sempre associadas a algum conteúdo da grade curricular”, completa Donne.

O universo do teatro ajuda na autoestima dos e das adolescentes, que aprendem a falar em público com mais firmeza, e passam a se comunicar de forma mais clara e menos inibida.

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Professora aposentada é uma das premiadas do FAC Mulher

A professora aposentada da rede distrital Janilce Rodrigues é uma das 10 agraciadas com o prêmio FAC Mulher, concedido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec). Ela concorreu na modalidade acima de 60 anos.

O certame premiou, no total, 50 agentes culturais mulheres relevantes ou que tenham desenvolvido, no Distrito Federal, ações artísticas e culturais em benefício da sociedade, que comprovassem atuação direta ou indireta no enfrentamento, prevenção ou combate à violência contra mulheres por meio da cultura.

Janilce recebeu o prêmio por suas ações em trabalhos voluntários e comunitários. Com o apoio do Ministério Público de Sobradinho, ela organizou na cidade um programa de acolhimento para mulheres em situação de violência doméstica, intitulado “Conversando com meus botões”, que envolvia rodas de conversa e oficinas de costura para essas mulheres.

“Nesse programa nós fazíamos o acolhimento dessas mulheres, com roda de conversa ou jogos cênicos, a depender do planejamento. A seguir, oferecíamos agulha, linha e tecido para aprenderem bordado em tecido xadrez. Algumas mulheres não sabiam como mexer com linha e agulha, e nós as auxiliávamos nesse processo. Também levamos alguns tecidos para que elas trabalhassem livremente com o material. Algumas aprenderam o bordado e começaram a vender produtos de bordados e ensinar bordado para outras mulheres. Houve ainda, dentre as mulheres acolhidas, as que faziam apliques de crochê nos bordados, e também compartilharam essa técnica com o grupo.”

Janilce também criou e coordenou o Canto Coral Popular, com a regente Sara Landum: “Conversei com o presidente do Lyons clube, que disponibilizou o espaço do clube para os ensaios. Conseguimos reunir cerca de 15 pessoas e fizemos algumas apresentações do coral de MPB em Sobradinho. Apresentamos na praça e na feira de Sobradinho. O projeto durou cerca de um ano.”

A professora ainda é autora de três livros: os infantis A fada da caixa de costura, de 2015, e Manuela e as borboletas amarelas, de 2017, além de Teatro em Cadeado – uma experiência em cela de aula, de 2019 – este último com financiamento do FAC.

Em 2022, Janilce criou e fez a curadoria do projeto de artes visuais ” O novo sempre vem” – Celebração ao Centenário da Semana de Arte Moderna. A exposição na galeria de arte Van gogh, em Sobradinho, reuniu vários artistas do DF.

O prêmio FAC Mulheres concedeu um total de R$ 800 mil reais em prêmios a mulheres e entidades geridas por mulheres. Metade dos prêmios foram destinados a mulheres negras. Havia também as categorias indígena, quilombola, mulheres com deficiência e mulheres acima de 60 anos – categoria em que Janilce concorreu.

Sinpro soma na caminhada pela vida das mulheres, dia 25

No Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, 25 de novembro, o Sinpro se soma a diversas organizações na Caminhada pela Vida de Todas as Mulheres e Meninas. A atividade será de 9h às 12h, no Taguaparque, em Taguatinga.

Além da caminhada, o evento também terá plantio de árvores, feirinha e serviços diversos. “Toda nossa categoria está convidada a participar. Vamos juntas e juntos defender a vida de todas as mulheres e meninas, nas ruas, nas escolas e em toda parte”, diz a diretora do Sinpro-DF Mônica Caldeira.

O dia 25 de novembro marca mundo afora o início da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. No Brasil, a campanha começa antes, no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, somando 21 dias de ativismo. Isso porque, aqui, é considerado essencial lembrar que as mulheres negras são as principais vítimas da violência de gênero.

Projeto Consciência Negra do CED 07 de Ceilândia homenageia Carolina Maria de Jesus

Executado há 4 anos, o Projeto Consciência Negra do CED 07 de Ceilândia em 2023 ocorreu nos dias 18 e 20 de novembro para 25 turmas (oitavo e nono anos e classes especiais). O tema deste ano foi “Carolina Maria de Jesus – Uma referência para a literatura brasileira”, que foi “trabalhado durante todo o mês de novembro. Em sala os professores, conselheiros de cada turma foram desenvolvendo temas no decorrer das suas aulas: poesia, literatura, tudo o que estavam ligados com o tema principal, a Carolina”, diz a professora Joana Darc do Carmo Alves Cruz, organizadora do evento.

No sábado (dia 18), o evento começou com a exposição dos trabalhos e encerrou com batalha de rimas e a escola de samba Capela Imperial, de Taguatinga. 

Já na segunda-feira, foram diversas oficinas: tranças e penteados; samba e pagode; jogos de tabuleiro; oficina de artes; mandalas; reflexão/dinâmicas; culinária; bonecas e just dance. Ao final, o desfile “A Beleza da Diversidade” com alunos do Ensino Fundamental e Ensino Especial.

“As transformações que nós observamos nos alunos é deixá-los à vontade para escolher em qual espaço ele quer estar na escola naquele momento, porque na sala de aula o professor explica o conteúdo, mas nós vamos estar revelando novos talentos da escola, onde a gente vê a questão da dança, da pintura, dos desenhos, das reflexões e vamos aproveitar e não ficar só nisso. Vamos fazer destes novos talentos, dar espaço e momentos, como intervalos culturais, para eles terem o momento deles mostrarem para os professores e para os próprios colegas do que são capazes”, afirma Joana.

No dia seguinte ao evento, foi realizada uma avaliação, “perguntando ao aluno o que ele achou do projeto. O resultado foi que acharam maravilhoso, que deveria se repetir, então isso nos motiva cada dia dentro da escola, com os alunos mostrando suas culturas, suas identidades, e nós valorizando cada um daqueles estudantes”,diz a professora.

A importância do projeto para a educadora é enorme. “Existe uma Lei, a número 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio nas escolas públicas e particulares. E o espaço privilegiado de construção e transmissão do saber e da cultura desse resgate é na escola. Nós precisamos estar trabalhando nisso, porque a educação é o principal agente transformador e o papel dela é estimular valores, hábitos, comportamentos que respeitem as diferenças. Dentro das escolas nós temos a diversidade e por isso que não existe espaço melhor para trabalhar essa cultura do que nas escolas”.

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Professor aposentado pede ajuda para custear cirurgia

Ruberval Glória Batista tem 67 anos, é professor aposentado desde 2014. Lecionou em algumas escolas do DF, principalmente no CEM 01 de Sobradinho (Ginásio) por 25 anos, nas disciplinas matemática (inicialmente) e depois química.

Atualmente, Ruberval mora em Couto Magalhães (TO), está enfrentando graves problemas cardíacos e não tem plano de saúde. Após exames e uma cirurgia recentemente realizada, foi constatado que 99% da artéria direita está entupida, sendo necessária uma intervenção cirúrgica já agendada na clínica Interv Center Soluções Cardiovasculares, em Palmas (TO).

“A internação está marcada para o dia 29 de novembro (quarta-feira), com a cirurgia sendo realizada no dia seguinte, na quinta-feira (dia 30) e o valor estimado se tudo ocorrer dentro do previsto é de R$30 mil e eu não tenho essa quantia, é um custo muito alto”, afirma.

Ruberval lamenta que ainda não tenha recebido os precatórios do GDF. “Nós, aposentados temos preferência no recebimento, né? Esse dinheiro poderia me ajudar neste momento”, diz.

O aposentado ressalta que o valor estimado de R$30 mil é caso tudo ocorra dentro da normalidade. “Se tudo der certo, em quatro ou cinco dias eu tenho alta e estes são os custos, é para uma situação que eles chamam de preliminar. Agora, se durante o procedimento precisarem realizar algo inicialmente não previsto, o valor aumenta”. Doe, ajude!

Doações via pix:

CPF: 155.384.191-34

Ruberval Glória Batista

CEF 214 Sul celebra Dia da Consciência Negra

Cerca de 180 alunos dos oitavo e nono anos do turno matutino participaram dos eventos que celebraram o Dia da Consciência Negra no CEF 214 Sul. Na verdade, tudo o que ocorreu na segunda-feira, 21 de novembro, foi apenas a culminância de uma série de ações que a escola desenvolve por todo o ano, como explica Luciane Gomes, professora de história uma das organizadoras ao lado de Gilva Martins, professora de português.

“Durante o ano todas as questões relacionadas ao racismo/preconceito/baixa autoestima dos estudantes negros são tratadas pelas disciplinas, mas no mês de novembro são realizados os trabalhos práticos e as exposições/desfile”.

Foram realizadas as seguintes exposições: máscaras africanas (8°anos), fotos dos(as) alunos(as) sobre os símbolos adinkra (8° e 9° anos), quadros/fotos (classe especial), mural mulheres que marcaram a história, fotos com as pinturas tribais africanas (9° anos), desfile tribal fashion (9° anos) e varal de poesias (8° e 9° anos).

A professora diz o quão vital é este projeto para os(as) alunos(as). “Desde 2019 eu trabalho com a produção de fotos junto com a professora de português, e percebo que essa ação é muito importante para os alunos. Além da pesquisa sobre as pinturas tribais africanas, eles precisam escolher uma roupa, fazer a pintura, para em seguida realizar a foto. Muitos alunos não se reconhecem na foto realizada, pois não se consideram bonitos ou fotogênicos, e o elogio feito por outros alunos e pelos funcionários da escola ajuda a mudar essa percepção”. 

Luciane diz que “nesse ano realizamos pela primeira vez o desfile chamado ‘Tribal Fashion’, onde eles utilizaram roupas e pinturas tribais africanas como inspiração. Foi um momento muito importante no qual eles precisaram trabalhar em grupo para se arrumarem para o desfile. Quem ia desfilar foi arrumado(a) pelos integrantes do seu grupo e isso ajudou a fortalecer o trabalho em equipe e as relações de amizade. Foi um momento de união de toda escola, todos ficamos encantados com as produções feitas pelos próprios alunos”. As pinturas tribais foram realizadas pelos próprios estudantes, sob orientação das duas professoras.

Todos os trabalhos continuam expostos na escola até o fim deste mês de novembro.

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Evento antirracista no CILC Ceilândia celebra mês da consciência negra

No último dia 18 de novembro, o Centro Interescolar de Línguas de Ceilândia (CILC) de Ceilândia também fez seu evento de celebração do mês da consciência negra. O evento foi realizado na escola de línguas a partir de sugestão da professora Amanda de Paula Alves, ainda na semana de coordenação pedagógica.

“Nos preparamos para este evento a partir de uma coordenação pedagógica coletiva, e organizamos inclusive uma palestra da EAPE sobre o tema”, conta Amanda.

O evento foi aberto à comunidade, e contou com rodas de conversas, oficinas e apresentações de dança e de música.

“Trabalhei com minhas turmas de 6º ano a série afrofuturista Kizazi Moto, da Disney, que conta a história da África, e discutimos questões de racismo no esporte, como os fatos ocorridos com o jogador de futebol Vinicius Junior, que joga no Valencia, time espanhol”, conta Amanda.

A professora também trabalhou em sala de aula a letra da música “que quede claro”, do grupo de hip hop cubano Orishas. A música, que foi tema de uma questão do Enem deste ano, retrata um caso de racismo ocorrido no metrô de Barcelona contra uma mulher negra equatoriana. “A partir dessa letra, fizemos um mural com rostos de personalidades negras aplicando a técnica pontilhada, muito usada pelo artista plástico dominicano (e negro) Cándido Bidó”, explica a professora, que trabalhou ainda, com sua turma, biografias de personalidades negras.

Antes da culminância do projeto, houve também um ensaio fotográfico, em outubro, denominado Cresp@s e Cachead@s, originalmente realizado no CEM 02 de Ceilândia e que foi levado para o CILC. O ensaio visa ao empoderamento da comunidade negra e da exaltação do cabelo crespo e cacheado.

Houve também oficina de charme, com o Periféricos no Topo, oficina de arte negra com a artista Lara Sales, Oficina de turbantes com a Professora Joana Darc e a professora Waneska Gomes, oficina de tranças com a professora Samara Melo.

O evento antirracista do dia 18 contou com a participação de vários ativistas (muitos ex-alunos da escola). Houve apresentações de batalha de rima, oficina de bonecas abayomi (técnica desenvolvida pela artesã Lena Martins na década de 1980, no Rio de Janeiro), oficina de maquiagem e bijuterias. Também teve oficina de Fit Hit, nova modalidade de dança/exercício em Brasília, cujo criador é o Professor Patrício Figueiredo.   A convidada a executar a oficina foi a professora e personal trainer Lene Launé.

Houve rodas de conversas com convidados realizadas em português, inglês, francês e espanhol. Como convidados para essas rodas de conversa, a jornalista da CNN Basília Rodrigues, o rapper X do grupo Câmbio Negro, a professora Daniela Pessoa, e os professores do IFB Francisco e Marcos, que fizeram rodas de conversa em inglês e em espanhol, respectivamente.

A roda de conversa em francês foi com o dono da empresa Afrikanus, René Mapouna, que comercializa moda africana. Ele é professor de francês e falou sobre o lado desconhecido do continente africano.

O evento se encerrou com um show de talentos dos próprios estudantes do CILC Ceilândia.

A professora Amanda conta que foi um grande desafio preparar um evento antirracista dentro de um Centro de Línguas:

“Ainda que a educação antirracista seja lei, vemos as instituições com muita dificuldade de trabalhar o tema, não só no mês da consciência negra, como também ao longo do ano. O debate está mais distante dos centros de línguas, por serem centros voltados ao ensino de línguas, mas acho que demos conta do desafio”, explica.

 

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Nota de pesar: Márcia Alves Ferreira

Com imenso pesar, o Sinpro-DF informa o falecimento da professora Márcia Alves Ferreira, aos 77 anos. O velório será nesta quarta-feira (22), a partir das 16h, na Capela 02, do Campo da Esperança da Asa Sul. O corpo da professora será cremado com a participação somente da família.

 

Márcia foi professora de Língua Portuguesa no CEM Setor Oeste, na Asa Sul. Ela lutou com bravura contra um câncer de pulmão. Sempre presente nas lutas da categoria e por uma sociedade mais justa, a professora é uma daquelas pessoas que, para sempre, fará falta nas atividades do nosso sindicato.

 

O Sinpro se solidariza com familiares, amigos(as) e colegas e reitera seu profundo respeito à professora, desejando que ela descanse em paz e a família encontre resiliência para seguir em frente. Professora Márcia, presente!

 

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