CED 08 Incra celebra Consciência Negra com diversas apresentações
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Alunos(as) do CED Incra 08 apresentaram no último sábado (18/11) os trabalhos realizados em comemoração ao mês da consciência negra.
O evento contou com uma série de apresentações que exaltavam a cultura negra, como um poema sobre Iemanjá, representação das religiões de matriz africana, exposições sobre personalidades negras da música brasileira e sobre cientistas negros e varal com histórias de cordel, visões sobre o continente africano.
Os 50 anos do movimento hip hop também foram lembrados, e houve uma série de apresentações de dança, capoeira, oficinas de brincadeiras de origem africana e criação de bonecas de pano e muito mais.
“Os alunos e as alunas ficam muito entusiasmados(as) nos dias de evento, ainda mais quando é aberto à comunidade, como foi no último sábado. A ansiedade e empolgação era evidente”, conta a professora Macilea Bastos, do 8ºA, que fez o varal de cordel com a turma.
Confira no link abaixo o álbum com as fotos do evento
Livro de professor e estudantes da EC 206 de Santa Maria é lançado
Jornalista: sindicato
Tudo começou no ano passado, através do projeto da Consciência Negra do professor Jaconias Nunes da Silva, quando os alunos do 4º ano da EC 206 de Santa Maria foram visitar a cidade histórica de Luziânia, no Entorno. Então surgiu a ideia de escreverem um livro sobre tudo o que viram. A cidade goiana foi escolhida por conter diversas construções feitas no período escravista e que hoje são patrimônios históricos.
Quinze alunos (quatorze escrevendo e um estudante TEA com grande facilidade para desenhar, ficou por conta das ilustrações) e o professor Jaconias construíram o livro “O Historiador”, que foi lançado oficialmente apenas na quinta-feira, 16 de novembro de 2023 para cerca de 60 estudantes dos quarto e quinto anos da escola. “O projeto se desenvolve ao longo do ano, está previsto no nosso PPP. A culminância só aconteceu agora pois havíamos tido a promessa (por parte da Secretaria de Cultura de Luziânia) que ganharíamos a impressão do livro, fato esse que não aconteceu e ficamos aguardando. Então resolvemos custear a impressão na gráfica com nossos próprios recursos”, diz Elzeni Feitosa, supervisora pedagógica da escola, editora e revisora do livro.
A obra conta a experiência do estudante Gabriel, que “ao visitar a cidade de Luziânia ficou encantado com as evidências encontradas de um período longínquo. Porém, ao se dar conta de que tudo aquilo foi construído com o trabalho de um povo escravizado, sentiu-se triste. Mas entendeu que a preservação das memórias de um povo precisam ser preservadas e que a luta por respeito e valorização da cultura negra devem ser constantes”, afirma Elzeni.
“Foi um projeto que para nós teve grande importância, uma vez que pudemos proporcionar aos estudantes a oportunidade de serem protagonistas da aprendizagem. Queremos, com a continuidade desse projeto, desenvolver o gosto de nossos estudantes pela leitura e escrita, transformando-os em leitores críticos”, conta a supervisora. De acordo com ela, “os estudantes sentiram-se orgulhosos em participar do projeto e ver uma obra escrita por eles nascer em forma de livro. Ficaram empolgados e agradecidos”.
Jaconias, o idealizador do projeto e um dos autores do livro afirma que o sentimento é “de acreditar na educação pública de qualidade. Produzindo oportunidades através do processo de inclusão social com os alunos da Escola Classe 206”. O projeto é importante para “a valorização da cultura afro-brasileira e repudiando a cultura escravocrata vivida à época e o alinhamento de temas importantes como inclusão dos alunos autistas e negros na escola. Com espaço de fala, com vez e voz”, ressalta.
Para ver as fotos do álbum do Facebook do Sinpro clique aqui.
Entre os dias 22 e 29 de novembro, acontece a já tradicional Semana da Música no auditório da Escola Parque Anísio Teixeira (EPAT), de Ceilândia. O evento se realiza desde 2015, e é a atividade de culminância das oficinas de música oferecidas na escola.
A data não é escolhida ao acaso: dia 22 de novembro é o dia do músico. Participam do evento estudantes matriculados nas oficinas de canto, teclado, violão, guitarra e violino. Neste semestre, o tema que norteia as apresentações é sonhos, dando ao evento o título: “Sonhar, a magia do tempo”.
O professor Gilson Cezzar, supervisor pedagógico da escola, conta que a Semana de Música acontece dentro do Festival de Artes da EPAT. “O festival inclui apresentações de teatro, artes visuais e dança, e acontece anualmente ao final do semestre letivo”, diz ele. O festival, que contempla todas as culminâncias, integra o plano político-pedagógico da escola.
O evento é aberto ao público, mas as vagas para assistir são limitadas. Confira abaixo a programação da Semana da Música da EPAT.
Coletivo da Chapada pede ajuda para o natal do vilarejo São Jorge
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Coletivo Natal da Chapada pede ajuda para a 27ª edição do Natal da Chapada. É uma ação voltada para as diversas famílias em situação de vulnerabilidade social, que moram na comunidade do vilarejo de São Jorge.
O coletivo Natal da Chapada leva apresentações artísticas para crianças e adultos, distribui lanches, roupas e brinquedos e faz o tradicional cortejo de natal, com um Papai Noel especial que só tem na Chapada. Neste ano, a festa foi antecipada para o dia 2/12.
Para isso, pede o máximo possível de ajuda. Além das doações de roupas e brinquedos, é possível fazer doações também em dinheiro, de forma a viabilizar os custos básicos da equipe de voluntários que conta com mais de 60 pessoas.
Veja o vídeo feito especialmente para o Sinpro:
Doações em dinheiro
Quem quiser contribuir em dinheiro, é possível efetuar depósito na conta do BRB Ag.: 148 Conta: 14805727-7
A chave Pix é o e-mail: nataldachapada@gmail.com
Doação de brinquedos e roupas
As doações de brinquedos e roupas são recebidas em três pontos:
Asa Norte/408 – Bar Vale da Lua
Sobradinho – Condomínio Recanto dos Nobres, Módulo B, casa 11
Fórum Distrital de Educação repudia ampliação do programa de militarização de escolas públicas no DF
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Fórum Distrital de Educação (FDE), órgão colegiado formado por representantes do Estado e por 20 (vinte) representantes de movimentos sociais de educação no DF, divulgou nesta segunda-feira (20) nota de repúdio veemente à ampliação do programa de militarização de escolas públicas da rede de ensino do DF, anunciada pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, no dia 14 de novembro de 2023.
Esta é a terceira nota de repúdio contra a ampliação do programa de militarização de Ibaneis.
A nota do Fórum Distrital de Educação afirma que o projeto de militarização das escolas públicas afronta uma série de dispositivos legais, desde a Constituição Federal até a lei Federal 147.644, passando pela lei de Gestão Democrática, a lei 4.751/2012.
O FDE argumenta ainda que o projeto de militarização é excludente, por não atender à Educação de Jovens e Adultos, tendo fechado várias turmas ao longo da implementação do programa, além de promover a exclusão racial de indígenas e africanos e de estudantes LGBTQIAPN +.
Na conclusão o Fórum Distrital de Educação alega que “a militarização de escolas públicas aponta para a constante disputa política e ideológica, ameaça à gestão democrática e insere-se em um projeto de gestão pública, pautada pela defesa da privatização, livre mercado, competitividade, parcerias público-privadas, descentralização, contratos de gestão, produtividade, terceirização.”
Diante desses aspectos, é inaceitável a ampliação do programa como mecanismo de garantir a segurança na escola e no seu contexto e reafirma-se a gestão democrática do sistema público de ensino como princípio inegociável.
Confira, a seguir, a íntegra do documento
AMPLIAÇÃO DO PROGRAMA CÍVICO-MILITAR EM ESCOLAS PÚBLICAS DO DISTRITO FEDERAL: AFRONTA À GESTÃO DEMOCRÁTICA
O Fórum Distrital de Educação (FDE), órgão colegiado formado por representantes do Estado e por 20 (vinte) representantes de movimentos sociais de educação no DF, entre outras entidades e/ou conselhos com atividades correlacionadas à educação, repudia veementemente a ampliação do programa de militarização de escolas públicas da rede de ensino do DF, anunciada pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, no dia 14 de novembro de 2023.
O repúdio se assenta nos seguintes argumentos:
a) Do ponto de vista legal, há total incompatibilidade do Programa de militarização com a Lei de Gestão Democrática, Constituição Federal, Plano Nacional de educação, Plano Distrital de Educação.
b) O modelo de gestão escolar militarizado, pautado em aspectos disciplinares rigorosos, confrontam o disposto no art. 206 da CF de 1988, que aponta a liberdade de divulgar o pensamento e a gestão democrática como princípios basilares para o ensino. Professores afirmam que o ambiente é hostil, que são coagidos e que há intervenção e ingerência dos profissionais militares no trabalho pedagógico.
c) A gestão das escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal é normatizada pela Lei 4.751/2012, cuja finalidade é garantir a centralidade da escola no sistema e seu caráter público quanto ao financiamento, à gestão e à destinação, pautada em princípios que devem ser respeitados (participação, respeito à pluralidade e diversidade, autonomia das unidades escolares, transparência na gestão, garantia de qualidade social, democratização das relações na escola, valorização dos profissionais da educação).
d) O modelo de gestão escolar militarizado contraria, frontalmente, a recente Lei Federal n. 14.644 de 02 de agosto de 2023.
e) A Portaria Conjunta n.º 22, de outubro de 2020, especifica a gestão do Projeto Político-Pedagógico a cargo da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal e a gestão disciplinar a cargo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, indicando a esta a responsabilidade por coordenar atividades extracurriculares e disciplinares. Fragiliza-se, assim a integração do trabalho de todas as esferas escolares.
f) A ampliação do Programa ocorre em um contexto de ausência do Estado no cumprimento de acordos com a categoria docente, firmados em greve de 2023, como a contratação de professores concursados. Revela assim, a inabilidade do Governo em promover políticas públicas para a educação.
g) Enquanto isso, delega-se a profissionais da segurança que não têm formação específica e pedagógica para atuação junto aos estudantes. Acreditamos que o espaço de trabalho da força de segurança são as ruas, combatendo a violência que está na sociedade e arredores das escolas, junto ao Batalhão Escolar. Ainda mais quando existe um déficit de cerca de sete mil policiais no efetivo do DF.
h) É importante destacar que esse modelo de escolas militarizadas não atende à Educação de Jovens e Adultos, tendo fechado várias turmas ao longo da implementação do programa, além de promover a exclusão racial de indígenas e africanos, de estudantes LGBTQIAPN +.
i) A militarização de escolas públicas aponta para a constante disputa política e ideológica, ameaça à gestão democrática e insere-se em um projeto de gestão pública, pautada pela defesa da privatização, livre mercado, competitividade, parcerias público-privadas, descentralização, contratos de gestão, produtividade, terceirização.
Diante desses aspectos, é inaceitável a ampliação do programa como mecanismo de garantir a segurança na escola e no seu contexto e reafirma-se a gestão democrática do sistema público de ensino como princípio inegociável.
Peça premiada antirracista da EPAT se apresentou na FUP
Jornalista: sindicato
O Auditório Augusto Boal, do campus da UnB de Planaltina (FUP) recebeu na última segunda-feira (13) a premiada peça “Pequeno Manual Antirracista”, composta por 26 estudantes entre 15 e 18 anos da Escola Parque Anísio Teixeira, de Ceilândia. Apesar do nome da obra de Djamila Ribeiro, o livro é apenas uma referência e toda uma dramaturgia foi criada. Inclusive a construção da peça é coletiva, como explica Melissa Naves, coordenadora das artes na escola e produtora da montagem.
“A peça é um processo criativo que foi feito pela professora de teatro juntamente com os estudantes. A professora (Alana de Azevedo, que dirigiu toda a peça) faz um evento antes do festival chamado Vitrine e lá cada aluno traz uma cena de uma temática que queira falar e dentre essas cenas que eles trazem, a gente vai costurando e formando a dramaturgia. Portanto, eles compuseram essas cenas, também são autores da peça junto com a diretora”, diz.
Esta montagem foi apresentada originalmente ano passado (cerca de cinco atores prosseguem atualmente) no EPAT em Cena, que é a principal mostra de teatro de escola. Isso após uma audição que é feita entre os(as) alunos(as) da própria oficina de teatro e quatro meses de ensaios.
Sobre a mudança de postura nos adolescentes, Melissa é enfática. “A mudança de pensamento é nítida. A partir do momento em que o aluno entra na Escola Parque ele começa a ter uma postura diferente, então a gente tem uma possibilidade de abordagem maior sobre certos temas, porque nós não temos um currículo engessado como numa escola regular, reforçamos essa formação que faz parte dos parâmetros curriculares que a gente tem, os eixos transversais”.
Prêmio
A peça se inscreveu no FESTA (Festival Estudantil de Teatro Amador de Brasília), concorrendo com montagens de escolas públicas e particulares do DF. Ela foi indicada em sete categorias (melhor direção, melhor ator, melhor atriz coadjuvante, melhor ator coadjuvante, melhor trilha sonora, melhor concepção visual e melhor direção) e ainda venceu em duas: melhor dramaturgia original e na principal, melhor espetáculo.
A montagem, com cerca de 1h de duração, já recebeu vários convites para se apresentar em outros locais, dentre eles na UnB campus Ceilândia e no IFB de Taguatinga (provavelmente em fevereiro), mas ainda não confirmou as datas, pois é preciso alinhar com as agendas de outras oficinas da escola em que os próprios estudantes também participam.
O grupo de teatro da escola criou um perfil no Instagram para facilitar a divulgação: é o @grupoepateatro .
Para ver as fotos no álbum do Facebook do Sinpro, clique aqui.
Ibaneis insiste na política de superlotação de salas de aula
Jornalista: Alessandra Terribili
O ano de 2024 já bate à porta, e o Sinpro-DF manifesta sua profunda preocupação com a garantia das condições adequadas de trabalho bem como a qualidade do ensino na rede pública por parte do governador Ibaneis Rocha e da secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. Todas e todos lembramos bem que o início de 2023 foi marcado pela superlotação de salas de aula e por turmas sem professores; questões que, inclusive, permearam os debates e as reivindicações da greve da categoria.
O Sinpro-DF destaca a necessidade latente de se reduzir o número de estudantes por sala de aula. Houve um enorme retrocesso na estratégia de matrícula de 2022, quando o GDF decidiu, unilateralmente, ampliar em até 60% o número de estudantes por turma na rede pública de ensino.
A etapa mais atingida foi a educação infantil. Em 2021, a estratégia de matrícula permitia, no máximo, 15 crianças por turma nesta etapa. Em 2022, esse teto pulou para 24. Na educação básica, os limites foram ampliados para 42 estudantes por sala. Um verdadeiro absurdo.
Os atuais números praticados pela SEEDF contrariam o Plano Distrital de Educação, que prevê que o número de crianças por sala de aula devem seguir o disposto pela Conferência Nacional de Educação de 2010. A instância indica turmas com até 13 crianças de 3 anos e, no caso de estudantes de 4 e 5 anos, turmas com, no máximo 22 crianças. Isso significa até 84,6% menos que o estabelecido pelo GDF para crianças dessa faixa etária.
Não se faz educação de qualidade sem condições de trabalho, no mínimo, adequadas para professores e professoras. Turmas superlotadas causam prejuízos para o processo de aprendizagem dos estudantes e para a saúde física e psíquica dos profissionais em sala de aula. Por isso, o Sinpro-DF vem insistindo em rediscutir a estratégia de matrículas adotada por Ibaneis e Hélvia nos últimos dois anos, que, nitidamente, não foi bem-sucedida.
Como se essa realidade não bastasse, também são recorrentes os atrasos no repasse do PDAF (Programa de Descentralização Administrativa e Financeira), que é determinante para adaptação e ampliação de estrutura do ambiente escolar. Num contexto de salas lotadas, muitas ações que dependem do PDAF são necessárias.
Reduzir o número de estudantes por turma e encaminhar com urgência as nomeações do concurso de 2022 é fundamental para fortalecer a escola pública! A qualidade do ensino para investir no futuro das nossas crianças e adolescentes depende disso!
Convoca Já: Sinpro expõe dados que mostram necessidade urgente de nomeações
Jornalista: Alessandra Terribili
A situação da rede pública de ensino do DF está ficando insustentável por conta das escolhas políticas feitas pelo governador Ibaneis Rocha. Uma dessas escolhas, que já está evidente para toda a população, é a de preencher as vagas definitivas com profissionais temporários. As consequências para professores e orientadores educacionais, para a escola e para a população são desastrosas.
Temos profissionais sem estabilidade, sem vínculo com a comunidade e sem os mesmos direitos que os efetivos; temos salas de aula superlotadas e turmas sem professor; temos a precarização da carreira Magistério Público.
Por isso, a campanha Convoca Já! entra agora numa nova fase. O Sinpro vai expor os números que atestam o descaso do governo Ibaneis com a escola, com os profissionais da educação, com os estudantes e suas famílias. Os dados mostram que as nomeações não são só necessárias, são urgentes.
Essa ação vem se somar a diversas outras iniciativas que o Sinpro-DF tem tomado, ao lado da comissão dos aprovados e aprovadas no concurso de 2022. Outdoors foram espalhados por todo o DF, e sua permanência nos locais onde estão foi prorrogada. Novas inserções estão sendo elaboradas para a TV; e a campanha Convoca Já! também está nas escolas, nas redes sociais, e em ações junto aos parlamentares da Câmara Legislativa e ao Ministério Público.
O GDF vem sistematicamente descumprindo o acordo de suspensão da greve, que previa a convocação de todos os aprovados e aprovadas do último concurso, nas vagas imediatas e no cadastro reserva. Nenhuma nomeação foi feita até o momento.
Em reunião com o Sinpro, a Secretaria de Educação anunciou que convocará 756 profissionais em dezembro. Esse número é absolutamente insuficiente, uma vez que são 16.500 profissionais em contrato temporário atuando nas escolas, o que representa cerca de 70% dos docentes em sala de aula.
Além disso, 216 servidores aguardam a autorização para a ampliação de sua jornada – que também foi um compromisso firmado pelo governo no acordo de suspensão de greve. A ampliação de jornada desses profissionais contribuiria para amenizar, um pouco, o problema.
O Festival Estudantil de Teatro Amador (FESTA) foi realizado no último dia 23 de outubro no Teatro dos Bancários. Na ocasião, um grupo de estudantes do CEM 804 do Recanto das Emas apresentou o espetáculo O agora é tudo o que temos, para conscientizar as pessoas com relação ao racismo e à opressão a partir dos relatos em que os estudantes foram vítimas ou tiveram acesso a preconceitos em suas mais diversas formas: racial, de gêneros, como LGBTQIAPN+ e mulheres.
O Centro de Ensino Médio 804 do Recanto das Emas tem inovado quando o quesito é incentivar os(as) estudantes a conhecerem o mundo das artes, contextualizando suas vivências em nome da luta contra qualquer tipo de preconceito. E o trabalho tem colhido frutos positivos, já que o grupo Formigueiro de Teatro, formado por estudantes e ex-alunos(as) do CEM está entre as escolas públicas que participaram do 8° Festival Estudantil de Teatro Amador – FESTA. O Festival aconteceu no dia 23 de outubro, no Teatro dos Bancários.
Veja o vídeo:
No ano passado o grupo realizou o espetáculo Sabe por quê tu não deu bola?, a partir dos relatos em que os estudantes foram vítimas ou tiveram acesso. A temática central parte do racismo contra os diversos gêneros, como LGBTQIAPN+ e mulheres, além de retratar diversas formas em que colocam as pessoas pretas/negras em condição de subalternidade. Além de debater esta temática tão atual e necessária, o espetáculo traz um grande repertório musical dando visibilidade aos artistas pretos brasileiros. O método utilizado para a construção deste espetáculo foi o do teatrólogo Augusto Boal, a partir da técnica Cena Fórum do Teatro do Oprimido.
Tiago Borges Leal, professor de Artes da Secretaria de Educação do DF, comenta que o grupo Formigueiro de Teatro tem o objetivo de elevar e ampliar a cultura no cenário brasiliense. “Através do contato com a arte podemos proporcionar o acesso à cultura, ampliação de debates e formação crítica e social. Além disso, muitos estudantes estão no cenário artístico em busca de oportunidades e este grupo, que atua com diversas temáticas desde 2018 nas comunidades do Recanto das Emas e do Riacho Fundo 2, contribui muito para que outras pessoas vejam o trabalho desses artistas”, explica o professor, agradecendo o apoio das professoras Rosa Vasconcelos, Raíssa Costa, Juliana Soares e Fabiana Rodrigues.
Estudantes do CEF 03 de Sobradinho se apresentam em duas peças teatrais
Jornalista: sindicato
Instituído no ano passado, a Educação Integral no CEF 03 de Sobradinho conta com 100 alunos(as) dos anos finais do Ensino Fundamental. E eles precisam desenvolver e apresentar os projetos (o prazo varia). Na escola são desenvolvidas oficinas de agrofloresta/horta, capoeira, desenho, pintura, teatro, audiovisual, ioga, dança e tecnologia. E sim, teatro.
E o momento final deste processo (que neste caso, se desenvolveu por todo o ano) ocorreu na última segunda-feira (13), no Teatro de Sobradinho, que mesmo no início da tarde de um dia útil, recebeu um ótimo público para acompanhar as duas peças, dos alunos de sexto e sétimos anos, do Ensino Integral da escola: “O Mágico de Oz” e “Pinóquio no Sertão”.
Wagner Odara, professor de história e coordenador do projeto da Educação Integral, dá mais detalhes. “Aceitei a organização da coordenação da Integral com o propósito de desenvolver um projeto de escola de tempo integral dentro da produção de conteúdo para arte e cultura, que é uma das áreas que eu trabalho sempre. Dentro das oficinas, fica instituído que os alunos precisam desenvolver os seus projetos. Eles aprendem todas as manifestações artísticas, culturais, midiáticas e baseado nisso, eles vão produzir seus próprios projetos”, diz.
Segundo o professor, “o aluno fica seis meses numa oficina e aí ele apresenta o projeto. Ele fica na integral apenas praticando o projeto dele. Por exemplo, na pintura, os alunos vão fazer em fevereiro uma exposição coletiva em uma galeria daqui de Sobradinho chamada Van Gogh. No teatro acontece a mesma coisa. Ano passado apresentamos três peças. Neste ano, são essas duas peças e tem uma terceira, ‘Os Três Porquinhos’, que apresentamos em escolas de ensino especial daqui da cidade”.
Portanto, não há seleção de elenco. Se o(a) aluno(a) quiser, ele participa, mesmo sem ter experiência. “Ano passado tivemos algumas dificuldades como o aluno ‘travar’ no palco, com o nervosismo. Neste ano, nós tivemos um grupo que já atuou em 2022 e alguns estudantes foram calouros. Tivemos agora menos alunos nervosos, porque os veteranos apoiaram demais os novatos. E tivemos calouros que arrebentaram, com grandes atuações”, relata.
“O Mágico de Oz” durou 51 minutos e “Pinóquio do Sertão”, 37 minutos. Alguns atores de uma peça participaram da outra, como corpo de dança ou coral. “A plateia adorou, interagiu, participou. Os alunos também, as peças são como uma formatura para eles”, conta Wagner.
Portanto, elas não prosseguirão sendo apresentadas. Não exatamente iguais como foi em 2023, mas outras oficinas, outros projetos, outras peças com os mesmos e também outros estudantes vão ocorrer. E serão ensaiadas, apresentadas e aplaudidas. Como estas foram.
Para ver as fotos no álbum do Facebook do Sinpro clique aqui.