Abertura da Conae Distrital destaca revisão da Lei da Gestão Democrática

A Conae Distrital (Conferência Nacional de Educação etapa distrital) começou na noite desta quinta-feira, 09, em formato remoto. A atividade reuniu as propostas apresentadas pelos participantes e abriu os trabalhos da conferência.

A mesa foi composta pelos diretores do Sinpro-DF Júlio Barros, que estava representando o Fórum Distrital de Educação (FDE); Mônica Caldeira; Vanilce Diniz; e Berenice Darc, que também é dirigente da CNTE.

Na abertura dos debates, Júlio Barros destacou a importante tarefa que tem a Conae Distrital de debater a nova Lei de Gestão Democrática. “Estamos com 8 anos de atraso para revisar a lei, o que era uma exigência do artigo 11 do PDE”, lembrou ele.

Berenice Darc enfatizou que a realização desta Conae é um momento histórico, e destacou a importância dos momentos de escuta: “Em nome do Sinpro e da CNTE, parabenizo o Fórum pelo debate amplo que vem sendo realizado! O movimento feito tem muito valor, como os debates nas regionais, a oportunidade aberta para o diálogo”, registrou.

A coordenadora da Secretaria de Mulheres do Sinpro, Mônica Caldeira, falou da necessidade de se incorporar o combate à violência de gênero e à desinformação aos princípios da gestão democrática. “O número enorme de mulheres que sofrem violência doméstica dificulta o exercício pleno da democracia. Para construir democracia, as pessoas precisam estar fortalecidas”, disse ela, afirmando que a maioria da categoria é composta por mulheres, e que as mulheres representam metade dos estudantes nas escolas.

Mônica também afirmou que a desinformação é um obstáculo para a democracia, lembrando que os ataques à liberdade de cátedra, provocados pela propagação de “fake news”, traz consigo o desrespeito ao trabalho dos profissionais da educação e um grande desafio para a escola: “Formamos indívíduos que estão sendo diariamente bombardeados por desinformação”, disse ela. “Falar de Gestão Democrática é falar de poder! O poder da escola não necessariamente está no cargo, o poder está na participação”, completou, enfatizando a importância de valorizar os servidores públicos na gestão democrática das escolas públicas.

Júlio Barros apresentou a minuta de projeto de lei da gestão democrática defendida pelo Sinpro e pelo FDE. Segundo ele, a minuta traz o entendimento de que toda política pública deve ser debatida em conferência distrital de educação: “Não é possível que o governo estabeleça, sem diálogo, um projeto como o da militarização, que se choca diretamente contra o PDE”, considerou.

Ele destacou algumas das propostas contempladas na minuta, como a criação do conselho de representantes dos conselhos escolares; uma revisão da composição do conselho distrital de educação; fortalecimento do conselho escolar; e eleição direta para coordenadores regionais de ensino.

A Conae Distrital continua nesta sexta-feira e sábado, presencialmente, na Eape (907 sul). Clique no botão abaixo para conferir a programação completa:

PROGRAMAÇÃO CONAE DISTRITAL

 

Assista à abertura da Conae Distrital na íntegra:

Acompanhe a transmissão ao vivo das atividades desta sexta:

Obras sobre os 60 anos do CEMAB são lançadas na escola

O auditório do CEMAB ficou cheio para a primeira sessão do documentário “CEMAB – Seis Décadas de História”, que estreou na noite de quarta-feira (08/11), na escola. No mesmo local também foi lançado “CEMAB 60 Anos”, livro que também retrata a história da instituição de ensino.

O livro é de autoria do historiador e ex-professor da escola, Bruno Rezende. O filme é dirigido pelo documentarista Diógenes Dias, que ficou surpreso com tanta gente prestigiando o lançamento. “O evento me surpreendeu pelo número de pessoas que compareceu, tudo transcorreu muito bem, o público gostou bastante. O feedback foi muito bom”, diz.

Antes da apresentação teve coffee break, alguns participantes da mesa e convidados fizeram considerações sobre o CEMAB e das obras que estavam sendo lançadas. Após a exibição, durante o coquetel, Bruno Rezende autografou os livros.

O documentário por enquanto não voltará a ser exibido até a primeira semana de dezembro. “O filme vai ser inscrito no Festival de Brasília, então até o festival se concluir ele não pode ficar público em nenhum local, é uma regra do festival. Então a disponibilidade de exibição pública só para o ano que vem”, afirma Diógenes.

Já o livro, está à venda na própria escola e pode ser adquirido também com o próprio autor, pelo e-mail rezendesantiago@gmail.com ou Whatsapp (61) 98118-4873.

Conexão DNIT disponibiliza mais de 100 conteúdos para professores

Professores de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental I e de História dos Ensinos Fundamental I e II têm à disposição novos conteúdos para as aulas. O Programa Conexão DNIT disponibiliza, desde setembro, 20 novos planos de aula para professores (as) e exercícios para alunos (as), ampliando o catálogo de atividades.

As atividades de História trazem informações sobre prevenções de acidentes na escola e arredores, trânsito e poluição atmosférica, benefícios da caminhada, desenvolvimento social da criança/adolescente, ciclismo e o Código de Trânsito Brasileiro, posturas éticas no trânsito, dentre outras.

Língua Portuguesa (no Ensino Fundamental I), abordam assuntos como trânsito e combustíveis fósseis, tipos de vias, poluição sonora, dentre outros.

Todos os temas são constituídos por planos de aula estruturados com percurso pedagógico que contém articulação didática, objeto de conhecimento, competências geral e específica, habilidades, conceito e conteúdo de trânsito, os recursos necessários, além do tempo estimado para execução de cada atividade pelo(a) professor(a).

São mais de 100 planos de aula

Em 2023, este programa já disponibilizou mais de 100 planos de aulas contendo atividades para os alunos, nos ensinos Fundamental e Médio, nas disciplinas: Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Língua Inglesa, Matemática, Ciências, Geografia e História (todas essas no Fundamental). E no Médio, Ciências da Natureza e Suas Tecnologias, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, Linguagens e Suas Tecnologias, Matemática e Suas Tecnologias e Projeto de Vida. Tudo está disponível no site.

O Conexão DNIT apresenta o conteúdo de forma digital e totalmente gratuita. Foi desenvolvido em parceria com o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para o Trânsito do Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (NEPET/LabTrans/UFSC) para auxiliar os (as) professores (as) a abordar a temática trânsito que é um dos 15 temas contemporâneos transversais previstos pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Seminário renova pedagogia antirracista

O auditório da CRE do Recanto das Emas, realizou na terça-feira (07/11) o Seminário de Consciência Negra para professores(as), supervisores(as) e orientadores(as) educacionais das escolas públicas da cidade. O evento contou com os convidados: Cristiane Sobral (diretora de literatura negra e membra da academia de letras do DF), Adeir Ferreira (mestre em direitos humanos e membro do núcleo de estudos afro-brasileiros da UnB), Elna Dias Cardoso (PhD em sociologia, doutora em sociologia, mestre em antropologia social e Ricardo César (mestre em artes pela UnB, professor do CEF 801 do Recanto das Emas e babalorixá).

Márcia Gilda, diretora em Assuntos de Raça e Sexualidade do Sinpro, esteve presente, assim como o diretor Carlos Fernandez, da mesma secretaria. De acordo com Márcia, a atividade “buscou a formação com os professores dessa regional sobre o nosso caderno de práticas antirracistas, que foi lançado no ano passado no Dia da Consciência Negra, sendo escrito por três professores da rede de ensino”.

“O Sinpro tem uma secretaria que trata especificamente da pauta de combate ao racismo e pra nós é imprescindivel que as escolas desenvolvam propostas alicerçadas inclusive nos PPP das mesmas, com atividades voltadas para a educação antirracista, não pela pedagogia de projetos, mas que seja uma proposta que permeie esse PPP e seja desenvolvido durante todo o ano letivo”, diz a diretora.

Márcia conclui que “certamente nós acreditamos que a educação é a única ferramenta capaz de mudar a chave da sociedade, onde não haja mais espaço para o racismo e se desconstrua esse racismo estrutural colocado nela, inclusive da forma que o Brasil foi construído, como uma sociedade escravagista”.

A Primavera Secundarista resiste por uma escola do tamanho dos nossos sonhos

(*) Por Beatriz Nobre

 

Nos anos de golpe e ascensão do fascismo no Brasil, as e os estudantes foram aqueles e aquelas que sempre estiveram na luta em defesa da democracia e de um país soberano para todos. Organizamos os grandes Tsunamis da educação, ocupamos escolas anunciando a tragédia que seria a implementação do Novo Ensino Médio e contra a PEC 241/2016, que limitava os investimentos na educação e ameaçava o futuro das Universidades e Institutos Federais, esse momento ficou marcado na história como a Primavera Secundarista.

Após seis anos, os frutos de um projeto elaborado sem qualquer diálogo com os diversos setores da educação são desastrosos para a juventude brasileira, acentuando a desigualdade e precarizando o ensino público.

A reforma do Ensino Médio, em seu contexto foi criada pelo interesse da elite econômica em ditar qual o tipo de educação deve ser ofertada no Brasil, fazendo com que o ensino seja cada vez mais sucateado e que se privatize a oferta educacional direta cada vez mais. Na realidade não adianta mudar todo o currículo educacional sem cumprir demandas que já existiam anteriormente: como a construção de laboratórios, salas de aulas, e a ampliação de escolas, especialmente as escolas técnicas e seus respectivos profissionais já que o NEM aumenta drasticamente a demanda por ensino técnico e profissional.

Temos uma grande evasão escolar em todo o Brasil que aumenta dia após dia, a pandemia da Covid-19 contribuiu para o aumento da evasão escolar, mas a implementação do NEM à intensificou mais ainda, a pesquisa do IBGE registrou pela primeira vez em números que das cinquenta milhões de pessoas com idades entre 14 e 29 anos, dez milhões, ou seja, 20% delas, não tinham terminado alguma das etapas da educação básica. No índice, a grande maioria é de pretos e pardos.

O principal motivo da evasão de mais da metade da população, é a necessidade de trabalhar para sustentar a casa, além do desinteresse no modelo de ensino ofertado, ao invés de manter os nossos estudantes nas salas de aula e ser algo que realmente contribui para sua formação, esse modelo está os expulsando das escolas, já que não condiz com as condições reais de vida da população brasileira.

É de extrema importância o debate de uma formação cidadã, que compreenda as relações do mundo do trabalho e o ingresso na Universidade, utilizando o potencial da nossa geração para o desenvolvimento do país, gerando perspectivas para a vida pessoal e profissional da juventude.

 

Por todo o país milhares de estudantes denunciam diariamente as desastrosas consequências do NEM, construímos uma campanha gigante que atingiu escolas desde a periferia, interior à capital reinvidicando a revogação do Novo Ensino Médio e pautando uma educação do tamanho dos nossos sonhos.

Tivemos diversas conquistas nesse período, tais como: a recomposição orçamentária das Universidades e Institutos Federais, revogação do Programa de Escolas Cívico-Militares (PECIM), recomposição da verba da merenda escolar, a importante aprovação do PL da lei de cotas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, a implementação do NEM foi suspensa e o Ministério da Educação realizou uma consulta pública para escutar estudantes de todo o Brasil sobre suas vivências desastrosas com esse novo modelo de ensino. Os resultados da consulta só consolidou o que denunciamos todos os dias: o Novo Ensino Médio precisa ser revogado urgentemente e é necessário a construção de uma nova lei que seja construída com os estudantes e profissionais de educação.

No dia 24/10 tivemos uma importantíssima vitória, o Presidente Lula enviou à Câmara dos Deputados o PL de reestruturação do Novo Ensino Médio, PL esse que é fruto da luta das e dos estudantes secundaristas e aborda os nossos principais pontos, tais como:

  • Recomposição da carga horária da Formação Geral Básica do EM para 2.400 horas para estudantes do ensino médio sem integração com o curso técnico
  • Volta de todas as disciplinas obrigatórias (isso significa a volta de materias imprevisíveis como Sociologia, História entre outras que forma cidadãos críticos) do ensino médio em toda a rede no prazo de 3 anos
  • Inclusão do Espanhol como 13° disciplina obrigatória
  • Permissão execpcional para que as redes de ensino ofertem a Formação Geral Básica em 2.100 horas, desde que articulada com um curso técnico de no mínimo, 800 horas
  • Fim dos itinerários formativos de carater neoliberal, chega de aulas de “brigadeiro caseiro”, “RPG” e semelhantes
  • Compreensão do Ensino Médio como uma etapa do nosso ciclo de formação e não o fim, tendo 600h de aprofundamento em quatro áreas de conhecimento para nossa formação cidadã e para acesso ao Ensino Superior
  • Exigência de que cada escola oferte, pelo menos, 2 dos 4 percursos
  • Construção de parâmetros nacionais para a organização da integração de estudos, definindo quais componentes curriculares deverão ser priorizados em cada um deles
  • Veda a oferta dos componentes curriculares da formação geral básica na modalidade de educação a distância
  • Revoga inclusão de profissionais não licenciados, com reconhecimento notório saber, na categoria de magistério. Serão definidas as situações nas quais esses profissionais poderão atuar, execpcionalmente, na docência do ensino médio

Sabemos que ainda há muito para avançar, é importante que esse PL seja articulado juntamente com políticas públicas que garantam que os nossos jovens não evadam das salas de aula. Sonhamos com um ensino médio que tenha como base a vida e realidade das e dos estudantes secundaristas, que seja um modelo construído estrategicamente para ampliar a formação em seu sentido mais amplo: crítica, cultural, social e cidadã.

Seguimos mobilizando estudantes dos quatro cantos do país para que esse PL seja aprovado sem alterações em seu texto na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

A reconstrução da educação e do Brasil perpassa pelas mãos das e dos  estudantes, a Primavera Secundarista resiste em cada estudante por uma escola do tamanho dos nossos sonhos

 

(*) Beatriz Nobre é diretora de Mulheres da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

 

Livro que esclarece o que é gênero é disponibilizado para download grátis

O pedagogo e comunicador social Alexandre Bortolini está disponibilizando gratuitamente para download seu livro “É Pra Falar de Gênero Sim!” neste link. A proposta da obra é responder a vários questionamentos de forma simples e didática, sobre “o que gênero significa”? “Se é ciência ou ideologia”?” Qual a utilidade deste conceito na educação? “Está proibido falar de gênero na escola e por que o receio de tantos em usar esta palavra”? O intuito é esclarecer diante de tanta desinformação, teorias da conspiração e fake news que circulam por aí.

No início da obra, o autor resgata os embates em torno da abordagem do tema na escola nos últimos anos. Em seguida, entra etimologia e na sequência, explica como a perspectiva de gênero é útil para compreender diferentes dinâmicas que atravessa sistemas de ensino e o cotidiano escolar.

Adiante, é feito um panorama do quadro geral e normativo da educação no país, que sustenta e recomenda uma abordagem de gênero. Ao final, o livro discute sobre a importância de falar de gênero na escola como uma ferramenta democrática.

Alexandre Bortolini é pedagogo e comunicador social. Mestre em Educação pela PUC-Rio. Doutor em Educação pela USP. Coordenou o projeto Diversidade Sexual na Escola e foi professor do Núcleo de Estudos em Políticas Públicas em Direitos Humanos da UFRJ. Trabalhou na equipe da Coordenação de Direitos Humanos do Ministério da Educação. É hoje editor-chefe da Revista Brasileira de Estudos da Homocultura. Atua há quase vinte anos com formação de professor@s em gênero e sexualidade.

Para fazer o download gratuito do livro, clique aqui.

Aula aberta sobre questão racial ocorre na FUP

Uma aula aberta com uma mesa redonda e a presença de professores(as) da educação básica, além de representantes do movimento negro que atuam a partir da perspectiva educativa, ocorre na segunda-feira (20/11), na Faculdade UnB Planaltina (FUP), no Auditório Cora Coralina, às 19 horas. Chamada “Questão racial, escola e currículo”, está aberta para o corpo docente, discente e a comunidade em geral.

A professora Thatianny Alves de Lima Silva, uma das organizadoras do evento, afirma que “outras atividades abertas à comunidade já existiram, desde 2018, com a criação do Coletivo de Professores e Professoras Negros e Negras da FUP”. De acordo com ela, “essa proposta (do coletivo, da disciplina e da aula aberta) surge da urgência em institucionalizar o debate racial durante a formação profissional de docentes, expandindo o debate com demais membros da comunidade”.

Na mesa redonda estão confirmadas as presenças de Edna Andrade, Kota Lembarecimbe, Kamvula Dudu e Pedro Henrique Campos, que enriquecerão o debate, em uma época tão importante, de acordo com a professora.

“Este é um momento importante para ouvir relatos distintos de quem atua dentro da escola, quem pesquisa ou ainda atua em outros campos educativos. Esses relatos terão como foco evidenciar maneiras de levar o debate racial para o cotidiano da escola.  Partindo do pressuposto que existe uma responsabilidade coletiva nos processos formativos, bem como no enfrentamento aos diferentes sistemas de opressão (aqui está também incluído o racismo), é de extrema relevância envolver não só professores(as) ou estudantes, como também as pessoas da comunidade em geral. Se acreditamos que é necessário viver em uma sociedade mais justa e equânime, isso inclui o enfrentamento ao racismo, tarefa de todas as pessoas”.

Aula aberta – “Questão racial, escola e currículo”

Dia 20/11, às 19 horas

Auditório Cora Coralina – Faculdade UnB Planaltina

Entrada franca

Abertura da Conae Distrital será nesta quinta em formato online; link para acesso já está disponível

Momento muito importante para a educação no Brasil e no Distrito Federal, a Conferência Nacional de Educação 2024 – Etapa Distrital (Conae Distrital) começa nesta quinta, dia 09, às 19h. A abertura será em formato online e o link para participação já está disponível: https://us02web.zoom.us/j/87499380074?pwd=NDVYaTJhVklzTTQvT29uZFBtd1lxUT09. Para acessar, utilize o login 874 9938 0074 e a senha 401698.

Nos dias 10 e 11 de novembro, o evento será presencial na Eape (907 Sul, Plano Piloto), a partir de 8h. A Conae Distrital precede a Conferência Nacional de Educação 2024, que será realizada em Brasília entre os dias 28 e 30 janeiro de 2024.

Desde abril, o segmento educacional em todo o país está mobilizado na construção da Conae 2024, cujo tema será “Plano Nacional de Educação 2024-2034: Política de Estado para garantia da educação como direito humano com justiça social e desenvolvimento socioambiental sustentável”.

As conferências nas cidades aconteceram dia 31 de outubro e escolheram os delegados e delegadas para a Conae Distrital, que, por sua vez, escolherá delegados e delegadas para a Conae 2024. Também aconteceram conferências livres e temáticas, por entidades, movimentos sociais, universidades, dentre outros, a partir de temas e articulações específicas.

Para o prof. Júlio Barros, coordenador do FDE e diretor do Sinpro-DF, “todas essas atividades constituem espaços de resistência e luta pela democracia em seu mais amplo sentido e pelos direitos sociais, o que inclui a luta pela educação pública e popular, gratuita, laica, inclusiva e de qualidade social, com gestão pública, desde a educação infantil até a pós-graduação”.

A centralidade da Conae 2024 é a defesa do Plano Nacional de Educação (PNE), da agenda de instituição do Sistema Nacional de Educação (SNE) e, no caso de Brasília, do Plano Distrital de Educação (PDE) e do Sistema Distrital de Educação (SDE), e da intransigente defesa do Estado democrático de direito e dos direitos sociais.

O objetivo de toda essa mobilização é aprofundar a discussão na sociedade civil (e em especial nos setores e segmentos da educação nacional) a defesa do Estado democrático de direito, da Constituição Federal de 1988 (em vigor), do PNE e de um projeto de Estado que garanta educação pública com a mais ampla abrangência, de gestão pública, gratuita, inclusiva, laica, democrática e de qualidade social para todos, todas e todes.

“Nesse sentido, é imprescindível a mais ampla participação na construção histórica e democrática do novo Plano Nacional de Educação, que vai nortear a educação pelo próximo decênio: 2024-2034. A Conae será a coluna vertebral do novo PNE, que, por sua vez, subsidiará a elaboração do nosso novo Plano Distrital de Educação. Participe! A causa é sua!”, convida o diretor do Sinpro Júlio Barros.

 

Acompanhe ao vivo a Conae Distrital:

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Diretora toma posse como membra benemérita da AIAB

Na manhã do último sábado (04/11), na EC 12 de Ceilândia, a diretora Alessandra Lemes foi convidada e foi empossada como membra benemérita da AIAB (Academia Inclusiva de Autores Brasilienses).

A posse ocorreu em um momento oportuno, o Chocolate Literário. Evento em que a escola convida escritores da literatura infantil brasiliense para que sejam homenageados pelos(as) alunos(as) com leituras, interpretações e releituras da vida e obras dos convidados. A segunda edição transcorria normalmente até que em um determinado momento os escritores presentes, (inclusive três que são membros da AIAB), chamaram a diretora, para ir à frente, onde estavam, ao lado deles..

“Eu pensei que eles fossem falar sobre eles, para a comunidade presente no evento. Foi uma surpresa gigantesca”, declarou Alessandra. Naquele momento, ela foi oficialmente convidada e já tomou posse na academia.

A AIAB é uma associação que representa os escritores de Brasília, que busca dar inclusão e estímulo às pessoas com deficiência, principalmente visual, na literatura.

Diretora da escola há 13 anos, Alessandra também é escritora (com obras poéticas), psicóloga, musicista e pedagoga, com 26 anos de atuação no magistério. Mas principalmente, uma lutadora pela inclusão. “No nosso PPP nossa missão é toda voltada para a educação inclusiva, para que os alunos estejam felizes nesse ambiente, que seja alfabetizador, que traga alegria para eles”, conta a diretora”.

Além do Chocolate Literário, um dos maiores projetos de inclusão da escola é a Festa Junina da Família. “Nós estamos em um ambiente em que há muitas creches e abrigos. Então nós não podemos fazer uma festa para o dia das mães e/ou dos pais, porque muitas das nossas crianças não tem pai e/ou mãe, então a festa da família engloba e é destinada para todos, os cuidadores, ou só quem tem a avó, o avô ou o tio”, diz Alessandra.

Brasília PIS é lançado na UnB Ceilândia

Com o intuito de produzir conhecimento em Práticas Integrativas em Saúde (PIS) e fortalecer a UnB como uma universidade que promove o bem-estar e a saúde,  na segunda-feira (6) foi lançado o projeto de extensão Brasília PIS, no campus Ceilândia.

Ele é uma parceria entre a UnB, a Secretaria de Saúde do DF e a Câmara dos Deputados e será sediado no campus Ceilândia. O PIS visa várias singularidades, tendo em perspectiva as dimensões da inovação, do cuidado e da vivência. O estudo demanda uma série de experiências e contribuições teóricas. A FCE-UnB possui vários cursos de graduação na área da saúde com linhas de pesquisa e disciplinas relacionadas com práticas integrativas e promoção à saúde.

Já o Observatório de Prática Integrativa Brasília PIS foi criado como quem fará a produção e difusão de pesquisas, formações e informações sobre as práticas integrativas em saúde, sendo estruturado pelo Brasília PIS por cinco eixos: mapeamento, capacitação, atendimento, pesquisa e apresentação de resultados (eventos e publicações).

Rodrigo Teixeira, diretor do Sinpro em Assuntos de Saúde do Trabalhador, esteve presente ao lado da também diretora do Sindicato, Fátima de Almeida. “Participamos, eu e a Fátima, do evento de lançamento do Observatório do PIS – Prática Integrativa de Saúde, promovida pela UnB, campus Ceilândia. É uma atividade muito valiosa de saúde e que nós podemos fazer parcerias para beneficiar nossa categoria. A Secretaria de Saúde do Sinpro, da qual faço parte, tem buscado alternativas em que possa ajudar nossa gente”, afirma.

O diretor também ressaltou, que “na ocasião,  a ex-diretora do Sinpro, professora Eliceuda França, durante sua fala, me apresentou oficialmente como membro do Conselho da FCE-UnB, representando o MOPUC (Movimento Pró-Universidade Pública em Ceilândia), que há quase duas décadas faz a luta pela UnB em Ceilândia.  Para mim é motivo de muito orgulho, ser dirigente do Sinpro e do MOPUC, numa representação dentro da UnB, fortalecendo laços com a educação e a comunidade”.

O evento também contou com a participação artística (voz e violão) de Jairo Mendonça, ex-diretor do Sinpro.

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