Nota de pesar | Nilza Maria Martins

Com profundo pesar, a diretoria colegiada do Sinpro-DF informa o falecimento da professora Nilza Maria Martins, professora de atividades do CED 01 de Brasília. Ela faleceu neste domingo (6/7) aos 60 anos. 

Nilza, professora aposentada da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF), construiu uma trajetória profissional marcada pela dedicação e pelo compromisso social. Sua jornada educacional teve início na Regional de Ceilândia, onde desenvolveu suas primeiras experiências como educadora.

Como alfabetizadora dedicada, Nilza compreendeu desde cedo a importância fundamental de abrir as portas do conhecimento para aqueles que buscavam dar os primeiros passos no mundo das letras. Sua paixão pelo ensino da leitura e escrita transformou inúmeras vidas, oferecendo a seus alunos não apenas conhecimento, mas também esperança e dedicação.
Nos últimos anos de sua carreira docente, Nilza abraçou um desafio ainda maior: dedicar-se à Educação de Jovens e Adultos (EJA) no sistema prisional. Esta escolha demonstra sua coragem e seu profundo senso de justiça social, levando educação para aqueles que mais precisavam de uma segunda chance.

Trabalhar no ambiente prisional exige não apenas competência técnica, mas também sensibilidade humana, paciência e a capacidade de enxergar além das circunstâncias. Nilza soube transformar salas de aula em espaços de transformação e dignidade.

Nilza deixa um legado de persistência e fé em dias melhores para todos, todas e todes. Sua trajetória profissional é um testemunho vivo de que a educação é, verdadeiramente, um ato de amor e resistência.

Sua dedicação incansável, especialmente junto aos mais vulneráveis, demonstra que educar é muito mais do que transmitir conhecimento – é acreditar no potencial humano de transformação e crescimento, independentemente das circunstâncias.

Nilza representa o melhor da educação brasileira: uma professora que nunca desistiu de acreditar no poder transformador da educação e na capacidade de cada pessoa de escrever uma nova história.

O Sinpro expressa suas condolências à família e aos amigos da professora Nilza.

Professora Nilza, presente!

Nota de pesar | Elizinete Maria Chaves

Com profundo pesar, a diretoria colegiada do Sinpro-DF informa o falecimento da professora Elizinete Maria Chaves, aos 80 anos. Elizinete foi alfabetizadora e Bibliotecária Escola Classe 16 Rui Barbosa, no Setor “O” do Gama.

O velório e sepultamento serão na tarde deste domingo (6/7), a partir das 13h30, na capela 6 do Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul. O sepultamento será às 16h.

O Sinpro expressa suas condolências à família e aos amigos da professora Elizinete.

Professora Elizinete, presente!

Pesquisadora da UnB lança coletânea “Mulheres e Dinheiro” no dia 10/7

Na próxima quinta-feira, 10 de julho, às 18h, o restaurante Fausto e Manoel do Pontão do Lago Sul recebe o lançamento da coletânea “Mulheres e Dinheiro”. Organizado pela professora Carla Antloga (UnB) e as pesquisadoras Mariana Escrivão, Ariana Lana Carvalho, Janaína Bosa e Michella Chechinel Reis, a publicação explora desde as barreiras históricas até os desafios contemporâneos da relação das mulheres com o dinheiro. A professora aposentada da SEEDF Khrissley Guimarães Lopes é autora de um dos capítulos da coletânea.

O livro é uma obra que promete transformar a relação das mulheres com o universo financeiro. É composto de dois volumes: “Desvendando o que nos foi tirado” e “Desafios e possibilidades”. A coletânea nasce com o propósito de desmistificar, educar e, acima de tudo, promover a autonomia feminina.

 

Carla Antloga é a idealizadora e organizadora da coletânea “Mulheres e Dinheiro”. Psicóloga, com mestrado e doutorado em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações, e pós-doutorado focado na filosofia do trabalho e nos desafios contemporâneos do trabalho feminino, ela lidera o Grupo de Estudos e Pesquisas em Psicodinâmica do Trabalho Feminino.

“Esta obra nasceu de uma inquietação e de um desejo coletivo de mudança. Queremos que cada mulher, ao ler estas páginas, sinta-se vista, compreendida e, acima de tudo, poderosa para tomar as rédeas de sua vida financeira. Não é apenas um livro sobre finanças, é um manifesto pela liberdade e pela autonomia. Um convite para que juntas possamos reescrever nossa história econômica”, conta a professora e pesquisadora.

Prorrogadas as inscrições para o III Prêmio Paulo Freire de Educação

O Sinpro informa que as inscrições para o III Prêmio Paulo Freire de Educação (PPFE) estão prorrogadas até o dia 24 de agosto.  As inscrições estão disponíveis para profissionais de educação, professores(as), estudantes, familiares de estudantes, estudiosos(as), ativistas pelo direito à educação e comunidades escolares, em geral. As inscrições podem ser feitas pelo site do PPFE.

 

Inscreva-se aqui

 

 

A iniciativa é da Câmara Legislativa do Distrito Federal, por meio do deputado distrital Gabriel Magno (PT). Capitaneada pela Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Casa, a premiação seleciona projetos inovadores que contribuem para incrementar, enriquecer e solucionar desafios do campo educacional.

Entre os requisitos, os(as) candidatos(as) devem ter em sua trajetória ações que abordem o direito à educação, a gestão escolar democrática, o Plano Distrital de Educação e/ou projetos político-pedagógicos que impactem os territórios onde as instituições educativas se inserem.

 

Para participar da 3ª edição do Prêmio, os projetos precisam ser inscritos em uma das seguintes temáticas:

– Educação sobre história e cultura afro-brasileira, indígena e antirracista;

– Promoção da inclusão e diversidade na educação;

– Cultura de paz;

– Educação ambiental e patrimonial;

– Práxis transformadoras nas áreas do conhecimento e na formação continuada;

– Proteção da criança e do adolescente;

– Inclusão digital;

– Interação entre escola e comunidade

 

A CEC selecionará três finalistas de cada um dos eixos temáticos. No dia 25 de setembro, a Câmara realizará sessão solene para a entrega do Prêmio, com homenagens aos vencedores.

 

Serviço:

III Prêmio Paulo Freire de educação

🗓️ Inscrições: de 5 de maio a 5 de julho

📌 Saiba mais sobre o prêmio: www.cl.df.gov.br/premio-paulo-freire

📌 Inscreva-se aqui: bit.ly/4jAI4IQ

❔Dúvidas: envie e-mail para premiopaulofreire@cl.df.gov.br

 

Com informações da Agência CLDF

 

Educação em destaque | Diretor do Sinpro fala sobre greve da educação e avanços para o magistério

O episódio #123 do podcast Educação em Destaque traz uma entrevista com o diretor do Sinpro Cleber Soares. No programa, que vai ao ar nesta sexta (4/7), às 12h, o sindicalista vai falar sobre a greve da educação e os avanços conquistados pelo movimento e fará uma avaliação do processo eleitoral que elegeu a nova diretoria do Sindicato.

Apresentado por Francisco Domingues, o podcast Educação em Destaque é publicado semanalmente, com novos episódios todas as sextas-feiras, ao meio-dia. A produção é da Destaque 61 – Assessoria e Consultoria em Educação e Comunicação.

O programa é apoiado por: Sindicato dos professores do Distrito Federal (Sinpro-DF); Clínica Saberes Neuropsico; Sindicato Nacional dos Técnicos de Nível Superior da IFES (ATENS-SN); Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE); Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Proifes Federação); Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino no Distrito Federal (Sinproep-DF); Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee).

Assista aqui :

 

Caderno traz 400 propostas de emendas antirracistas ao PNE

Com a presença de inúmeras entidades representativas da sociedade civil, dentre elas o Sinpro, a Frente parlamentar antirracismo apresentou formalmente à Câmara Federal o Caderno PNE Antirracista, uma coletânea de mais de 400 propostas de educação antirracista a serem incluídas no Plano Nacional de Educação, que está em fase de elaboração. Representaram o Sinpro a diretora Ana Cristina Machado e João Macedo, membro da diretoria eleita para o próximo mandato.

Baixe o PDF aqui

O lançamento aconteceu na Câmara Federal, no dia 1º de julho, em seminário da Comissão da Amazônia e dos Povos Originários. O caderno foi entregue, ao final do evento, para o relator da comissão especial da Câmara que analisa o PNE, deputado Moses Rodrigues (União-CE).

Democratização do acesso ao ensino, o reconhecimento da história afro-indígena brasileira e a capacitação de educadores para enfrentar o racismo estrutural são os pontos principais das 400 sugestões de emendas listadas no caderno.

O ensino de história e cultura afrobrasileiras é lei no Brasil desde 2003. Mas poucos avanços foram feitos nesse sentido. Entidades da sociedade civil alertam já terem identificado cerca de 18 emendas ao PNE frontalmente contrárias à equidade no ensino e contra a lei de cotas.

A representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e do Movimento Negro Unificado (MNU), Ieda Leal, foi direta e enfática na defesa das propostas do caderno e da educação antirracista: “Escola antirracista tem que existir, porque racismo é crime”.

“O caderno antiracista para o novo PNE mobiliza propostas significativas de uma educação para todas as pessoas, considerando seus marcadores sociais. É um documento necessário para o enfrentamento ao racismo na sociedade brasileira”, observou João Macedo.

Com Agência Câmara de Notícias

Confira a circular que regulamenta a marcação de abono e TRE no período de reposição

Foi publicada nessa terça (1º/7) a circular Nº 27/2025, que dispõe sobre a utilização de abono e TRE no período de reposição dos dias parados na greve da educação.

Como já havia sido divulgado pelo Sinpro, professores(as) e orientadores(as) educacionais poderão gozar os benefícios nesse período. No entanto, de acordo com a publicação da Secretaria de Educação (SEEDF), as solicitações deverão ser analisadas pela chefia imediata, com base na legislação vigente e em critérios administrativos pertinentes à organização dos trabalhos.

O objetivo é assegurar a organização do calendário escolar e o direito dos(as) educadores(as) ao usufruto regular dos abonos previstos dentro dos parâmetros legais e sem prejuízo às atividades escolares.

Leia a circular aqui.

DF Legal destrói horta comunitária e leva prejuízo à população de Samambaia

Horta comunitária na QR 127 de Samambaia antes da destruição do DF Legal. Foto: Divulgação

 

Na sexta-feira (27), o DF Legal destruiu um terreno público em Samambaia, no qual funcionava, há 30 anos, uma horta comunitária. O espaço, mantido pela população local, também abrigava programas de educação e saúde realizados por instituições, como a Universidade de Brasília (UnB) e o Sistema Único de Saúde (SUS), e por outras instituições que atuavam com ações de formação e distribuição gratuita de alimentos para combater a fome e garantir segurança alimentar.

Moradores da QR 127 e de outras quadras ficaram em choque com a ação. André Tavares, do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD-DF), afirmou que a operação foi motivada por denúncia anônima feita ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e que os prejuízos ainda estão sendo avaliados.

Tavares denuncia os danos emocionais e prejuízos financeiros, que incluem desde custos com preparo do solo e insumos até perdas na segurança alimentar e no bem-estar da população. A horta utilizava práticas agroecológicas sem agrotóxicos, o que exige investimentos caros em correção do solo, mudas, formação e mobilização comunitária.

Eguimar Rodrigues de Souza, professor de matemática no CED 619 de Samambaia e morador da região, confirmou que a horta beneficiava várias famílias. Após a destruição, o deputado distrital Gabriel Magno (PT) e organizações sociais visitaram o local. No sábado (28/6), moradores denunciaram o ocorrido durante a reunião do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), reforçando a indignação popular.

Ele explicou que, embora a horta existisse há décadas, ela foi formalizada como comunitária apenas em 2024. Após a destruição, cercas improvisadas foram removidas e parte do terreno foi recuada 5 metros da rua, para cumprir uma exigência da Administração Regional. O espaço também era um ponto de convivência com realizações de mutirões, oficinas e atividades culturais, como peças de teatro e formações em gastronomia.

Reação da comunidade
O professor Eguimar informa que, no domingo (29/6), uma reunião com o deputado distrital Gabriel Magno ajudou a definir novas estratégias. A comunidade deliberou iniciar diálogos com a Emater e a Administração Regional, além de organizar uma Festa Julina nos dias 19 e 20 de julho para denunciar o ocorrido e arrecadar recursos para o replantio. Também foi confirmada a participação na Conferência Distrital das Cidades, na qual defenderão propostas ligadas à agricultura urbana e à retomada dos Conselhos Locais de Planejamento.

Ele disse também que o grupo está estruturando uma rede de apoio com comunicados à imprensa e parlamentares, cobrando responsabilização pela ação do DF Legal. A atuação do órgão e de seus auditores será investigada, com apoio jurídico da AJUP, da UnB.

As crianças das escolas próximas usavam o espaço como ferramenta pedagógica, com ações de plantio integradas ao currículo escolar. Os moradores buscavam regularizar a área por meio do programa Adote uma Praça, mas foram surpreendidos pela intervenção do GDF.

A hora era ambiente terapêutico e de combate à fome. Foto: Divulgação

 

Prejuízos e reconstrução
André Tavares afirmou que o terreno da horta, localizado no Conjunto 4 da QR 127, é reconhecido como área pública de uso comum, conforme o GeoPortal. A comunidade está de luto pela perda. Na área, havia uma plantação de árvores nativas do cerrado: baru, ipês, angicos, jerivá, gabiroba, cuja derrubada constitui crime ambiental. Também derrubaram árvores frutíferas: mamão (papaia e formosa), maracujá (azedo e doce do cerrado), banana (6 variedades), manga, cajá-mirim, acerola, seriguela, ameixa, goiaba, pitanga, café, amora, limão, mexerica, morango.

O DF Legal eliminou o cultivo de plantas ⁠medicinais e aromáticas: capim-santo, hortelã, citronela, funcho, babosa, erva baleeira, cominho, orégano, arruda, mastruz, guiné, manjericão, erva-cidreira, maracujina, alecrim, babosa, capim-limão, guaco, aroeira pimenteira, alho erva-doce. E destruiu a ⁠horticultura: chuchu, mandioca, alface (quatro variedades), salsa, coentro, couve (3 variedades), pimentão, tomate, rúcula, batatas-doces: branca e roxa, acelga, beterraba, berinjela, abóboras (três variedades), espinafre, jiló, inhame. Além de ter devastado os produtos que seriam colhidos por agora: alface, rúcula, cebolinha, coentro, salsa, batata-doce, banana, mamão, hortelã, capim-santo, alface, couve.

Resultado, mais de 20 famílias, que seriam beneficiadas diretamente por essa produção, ficaram sem os alimentos. Tavares informa que, na reunião do PDOT, o MTD propôs a criação de um comitê para tratar de conflitos fundiários, exigindo que futuras remoções sejam precedidas de diálogo com os moradores.

Ele afirma ainda que a presença do deputado distrital Gabriel Magno foi vista como importante para a reorganização das ações. O grupo pretende regularizar a horta com o programa Adote uma Praça, mobilizar recursos por meio de eventos e reativar o espaço. A reconstrução envolve planejamento e avaliação jurídica da legalidade da destruição, com apoio da AJUP.

Danos morais, emocionais e psicológicos
Tanto Eguimar como Tavares enfatizam os impactos emocionais da destruição entre as equipes que atuam no local, mas, sobretudo, entre os(as) moradores(as) e as famílias beneficiadas pela horta comunitária. Além da perda do alimento, a comunidade está abalada com a mudança na paisagem. As máquinas do DF Legal deixaram suas marcas de devastação no local em que, antes, havia uma agrofloresta com pomar e espaço terapêutico. Moradores(as) relatam dificuldade em lidar com o luto e com a ausência do local de acolhimento e bem-estar.

Local pedagógico em que a educação ambiental era o foco. Foto: Divulgação

 

Destruição dos projetos AgPopSUS e ERA/UnB
A horta também era usada em ações de saúde pública e educação. Lá aconteciam formações do curso de Agente Popular de Educação em Saúde (AgPopSUS) e articulações com redes como o Projeto ERA (Extensão Rural e Agroecologia) da UnB. A destruição interrompeu essas atividades, desarticulando ações fundamentais para o território.

Também foi destruído o galinheiro, construído com recursos dos próprios moradores e do MTD. Apesar de ser improvisado com pallets, era funcional e representava anos de trabalho coletivo. A ação causou perdas materiais, educacionais e culturais, com o fim de atividades como apresentações teatrais, oficinas, festas juninas e quadrilhas.

Danos morais, sociais, emocionais e psicológicos
O terreno público era muito mais que uma horta: era espaço de convivência, formação, cultura e solidariedade. Ali ocorriam almoços e festas coletivas, distribuição de alimentos e absorventes, rodas de conversa e reuniões comunitárias. A horta era ponto de partida para a organização social, como a participação no G20 Social e a mobilização contra a instalação de uma termelétrica na região. “A horta simbolizava a autonomia de uma comunidade que sabe olhar para sua realidade e agir a partir dela”, finaliza Tavares.

28 de junho: Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+

A principal luta da população LGBTQIAPN+ em todos os tempos é pelo direito de existir. A violência de gênero resulta em outras formas de violência, como a física, psicológica, patrimonial, política, dentre outras. Este ano, no Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, comemorado em 28 de junho, o Sinpro reforça ainda mais a necessidade da reflexão sobre o direito humano à diversidade e a violação dos direitos humanos decorrente das desigualdades e discriminações de gênero.

“Este é um dia de muita reflexão e de muita luta pela garantia de direitos individuais e coletivos da população LGBTQIAPN+ — pelo direito de ser e de viver, pelo direito de existir, ter saúde, trabalho, família. O dia 28 de junho, para nós, é simbólico da nossa resistência em favor da nossa existência”, afirma Élbia Pires, diretora do Sinpro-DF.

A data foi instituída para incentivar e promover o respeito à diversidade. Com isso, além de celebrar as conquistas da população, ela também lembra que a luta pelo respeito às dissidências de identidades e de gênero, pelos direitos civis fundamentais e por políticas de combate à discriminação é permanente.

“O Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+ é uma data de reflexão sobre o direito humano à inclusão e ao respeito das dissidências de identidades e de gênero, estando diretamente ligada à promoção de uma educação inclusiva e cidadã que valorize a diversidade e combata todas as formas de preconceito”, destaca Ana Cristina Machado, diretora do Sinpro-DF.

Dados do Observatório de Mortes Violentas de LGBT+ no Brasil indicam que, em 2024, o Brasil continuou como o país com mais mortes violentas de pessoas LGBT+: 291 casos — sendo 273 homicídios e 18 suicídios, uma morte a cada 30 horas. O dado representa aumento de 8,83% em relação a 2023 e foi divulgado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), que realiza o levantamento há 45 anos.

Histórico

A origem do Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+ remonta a um episódio de repressão brutal contra pessoas homossexuais, transexuais, travestis e drag queens que frequentavam o bar Stonewall Inn, no bairro de Greenwich Village, em Nova York (EUA). O local era alvo frequente de batidas policiais que resultavam em agressões e prisões arbitrárias, até que, no dia 28 de junho de 1969, um episódio marcou um ponto de ruptura.

O confronto desencadeou uma série de manifestações que se estenderam por dias e ficaram conhecidas como a Revolta de Stonewall — símbolo da resistência e do início da luta organizada por direitos civis e igualdade para a população LGBTQIA+. O episódio também é lembrado como o Dia da Libertação da Rua Christopher e se tornou uma data histórica e emblemática para o movimento. O evento é celebrado anualmente em diversos países como o Dia do Orgulho LGBTQIAPN+.

Magistério em luta garante nomeações e afasta contingenciamento do GDF

Por conta da luta da categoria, as 3 mil nomeações previstas no acordo de fim de greve do magistério público estão garantidas e não sofrerão os efeitos do decreto de contingenciamento de receitas públicas, divulgado pelo governado Ibaneis Rocha (MDB) nessa quarta-feira (25). A homologação do acordo de fim de greve no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), também nessa quarta, confirma as nomeações previstas para ser realizadas até dezembro deste ano.

O Sinpro confirma, mais uma vez, que se a categoria não tivesse unida na luta e na greve, hoje estaria entre as carreiras do serviço público que tiveram nomeações suspensas pelo decreto. A manutenção das nomeações no orçamento é uma das vitórias diretas dos 24 dias de movimento paredista. Além disso, é resultado da mobilização constante, forte, firme e contínua de uma categoria experiente, que tem histórico de luta diária em defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade e contra a precarização do trabalho docente.

Importante destacar que o Decreto nº 47.386, publicado em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) nessa quarta, prevê o contingenciamento de R$ 1 bilhão em despesas públicas e afeta diversas áreas do serviço público, notadamente as nomeações de pessoas aprovadas em concurso público. Graças ao acordo judicial fruto da greve, as nomeações do magistério foram resguardadas. Essa vitória significa reestruturação e valorização da carreira porque irá trazer profissionais efetivos(as) para o quadro de servidores(as) do magistério público, que, atualmente, resiste fortemente à precarização, com 60% da categoria formada por profissionais do contrato temporário.

Vale destacar que as 3 mil nomeações até dezembro deste ano garantirão estabilidade e demais garantias que a carreira no serviço público proporciona a professores(as) efetivos(as), que, há anos, aguardam a nomeação e que, inclusive, se submetem à contratação temporária para sua subsistência. Com as nomeações, esses(as) profissionais irão reforçar a continuidade da luta pela reestruturação da carreira, que inicia agora com a dobra dos percentuais de titulação para especialistas, mestres e doutores. Contudo, para assegurarmos a reestruturação na sua totalidade, a nomeação de mais professores(as) e orientadores(as) educacionais é, sem dúvida, um reforço fundamental.

Dentre os avanços deste movimento paredista, destacamos o compromisso assumido no acordo de fim de greve de realização de novo concurso público em 2026. Esse pleito encontrou forte resistência do governo Ibaneis. O Sinpro destaca que os resultados desta greve são frutos da ação coletiva da categoria, que enfrentou a intransigência inicial do governo Ibaneis com apoio da comunidade escolar, parlamentares e da sociedade do DF, e, dia após dia, numa demonstração de unidade, experiência e maturidade, garantiu avanços. A categoria segue, de agora em diante, o calendário de mobilização para acompanhar o cumprimento do acordo e aprofundar os debates e as ações pela restruturação da carreira.

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