Lançamento da 3ª edição “Mestres Cobogós” revive Dulcina para público infanto-juvenil

Nesta quarta-feira (27/9), o Beirute de Entrequadra (EQ) 109 Sul será o palco de lançamento da obra “Dulcina de Moraes”, das escritoras Ana Maria Lopes e Marcia Zarur. O evento irá acontecer entre 17h e 22h. A obra é o terceiro volume da coleção “Mestres Cobogós” e se trata de uma biografia da atriz Dulcina de Moraes dedicada ao público infanto-juvenil. Com conteúdo didático-literário, a produção pode ser usada em sala de aula.

Nos últimos meses, o nome de Dulcina de Moraes voltou à cena brasileira. Várias manifestações em prol da permanência do teatro que leva seu nome no local para o qual foi concebido: o Teatro Dulcina de Moraes. Dentre as várias ações em prol da valorização do legado de Dulcina, o lançamento desse livro sobre a vida e a obra da atriz é mais uma forma de prestigiar e valorizar a arte brasileira e suas protagonistas.

O livro, cujo valor monetário é R$ 75,00, traz, de forma lúdica e poética, a vida e a obra de Dulcina, que nasceu aplaudida, revolucionou a carreira dos atores e das atrizes brasileiros(as) e trouxe do Rio de Janeiro para Brasília a Fundação Brasileira de Teatro. A coleção Mestres Cobogós, escrita por Ana Maria Lopes e Marcia Zarur, pretende dar visibilidade a personalidades que, como Dulcina, ajudaram a construir Brasília.

As escritoras mostram que a nossa arte, cultura e seus(as) elaboradores(as) são relegados(as) ao esquecimento, muitas vezes, propositadamente pelos poderes públicos. Elas destacam que não é incomum, ao andar pela capital do País, as pessoas não saberem quem são os autores que contribuíram para a riqueza e beleza artística, arquitetônica e urbana do centro de Brasília. O primeiro volume da coleção foi dedicado a Glenio Bianchetti e, o segundo, a Athos Bulcão. Agora, o terceiro livro é sobre essa pioneira das artes que escolheu Brasília para viver.

A obra, segundo as autoras, tem projeto gráfico esmerado de Beatriz Socha, com o qual as fotos de Dulcina ganham vida nas páginas vermelhas, como o batom que ela gostava de usar. Os livros da coleção possuem um encarte elaborado pela psicopedagoga Solange Cianni, também integrante do Coletivo Maria Cobogó. No material, há sugestões de como trabalhar o conteúdo do livro com os pequenos leitores em casa ou em sala de aula. Há também, em cada livro, material interativo para estimular a imaginação e a criatividade das crianças.

Participe! Vá a essa festa das artes e a esse ato em defesa de Dulcina de Moraes!

 

SERVIÇO:

Lançamento do livro Dulcina de Moraes, das escritoras Ana Maria Lopes e

Marcia Zarur – uma biografia infanto-juvenil da atriz

DATA: 27/09/23

HORÁRIO: das 17h30 às 22h

LOCAL: Beirute, 109 Sul

PREÇO: R$ 75,00 (setenta e cinco reais)

 

 

Campanha “Convoca Já” visita parlamentares da CLDF nesta terça (26)

Na tarde desta terça-feira, 26 de setembro, professores(as) e orientadores(as) educacionais aprovados(as) no concurso de 2022 estarão com a diretoria do Sinpro percorrendo os gabinetes da Câmara Legislativa (CLDF). A ação visa a solicitar o apoio dos e das parlamentares a duas pautas de fundamental importância para a educação pública do DF: a reivindicação por nomeações já e a derrubada de vetos de Ibaneis à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), encaminhada no primeiro semestre.

Ambos os pontos integram a carta que será entregue a deputados e deputadas distritais, pedindo compromisso com as pautas da educação. A convocação dos aprovados e aprovadas do último concurso público para vagas imediatas e cadastro reserva foi um dos itens do acordo de suspensão da greve, em maio deste ano. Essa é uma pauta prioritária para a categoria.

Além disso, a LOA (Lei Orçamentária Anual) chegou à CLDF com vetos aplicados por Ibaneis à LDO aprovada no primeiro semestre. Um desses vetos compromete decisivamente as convocações para 2024: “O governador prevê, na LOA, 630 nomeações para o ano que vem, o que configura um cenário desastroso para a educação no DF, diante das muitas carências e do número abusivo de profissionais em contrato temporário”, destaca a diretora do Sinpro Ana Bonina.

A ação desta terça na CLDF faz parte do calendário de mobilização aprovado na reunião do Sinpro com aprovados e aprovadas do último concurso. A campanha Convoca Já deve se intensificar e o Sinpro seguirá cobrando do governo o cumprimento de todos os pontos do acordo de suspensão da greve.

É importante que todos os aprovados e aprovadas venham à CLDF participar dessa ação! Será muito importante demonstrar a força da campanha!

Para ler na íntegra a carta que será entregue aos parlamentares, clique AQUI.

>>> Saiba mais: SINPRO REALIZA AÇÃO NAS REDES PELA NOMEAÇÃO IMEDIATA DE APROVADOS EM CONCURSO

>>> Saiba mais: “CONVOCA JÁ” VAI PARA OUTDOORS DAS PRINCIPAIS VIAS DO DF

MATÉRIA EM LIBRAS

Artigo | Educação e consciência negra: para além do 20 de novembro

Leia artigo da professora Mariana Almada sobre a importância de se fortalecer a consciência negra dentro das escolas todos os dias do ano.

 

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Educação e consciência negra: para além do 20 de novembro

* Por Mariana Almada

Uma consciência negra e educativa é possível todos os dias? Pensemos no diálogo saudável ao trazer às reflexões, por um lado, a educação e, por outro, o seu poder de abrir caminhos trilhados há — pelo menos — 18 anos da Lei nº 10.639/03. Se uma lei controla, impõe ou obriga, ela também legitima e conforta um determinado segmento social e, posteriormente, surge uma diretriz para orientar ou estabelecer ações sobre a referida norma.

Em 2004, foram publicadas as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Conforme o documento, é preciso “salientar que tais políticas têm como meta o direito de os negros se reconhecerem na cultura nacional, expressarem visões de mundo próprias, manifestarem com autonomia, individual e coletiva, seus pensamentos” (pg. 10). Frente a esse documento, o que temos a oferecer como profissionais da educação ao olhar para o sujeito que possui sua história, suas marcas e seu cotidiano, no que tange à consciência negra?

O fato é que a escola começa a ter consciência da lei e a agir. Componentes curriculares de história, geografia, artes trazem a questão e a África “passou” a ser mais conhecida. Para além do continente, era preciso um outro tipo de consciência, a negra. E como pensar a consciência negra no contexto escolar? Eis que surge um desafio: é preciso transcender os livros escritos e chegar até a alma, conforme Rubem Alves (2015): “Os livros escritos com sangue mexem com o corpo e a alma. Os outros mexem só com a cabeça”.

Então, vem mais um passo. Sair dos livros e ir para a vida. A arte, em sua linguagem específica, vem fazendo essa jornada por meio das músicas, teatros em forma de psicodramas e imagens. Em relação a estas últimas, Nelson Inocêncio enfatiza: “Sem minimizar a cultura escrita, a imagem orienta por uma intenção ou uma reflexão inicial” (2001). Surgem, frente à organização dos trabalhos escolares, as catarses, a coletividade, e com esses, as transferências, recalques, atos falhos e as necessidades das escutas pedagógicas sensíveis.

Como nos diz Franz Fanon (2008): “Em toda sociedade, em toda coletividade existe, deve existir um canal, uma porta de saída, pela qual as energias acumuladas, sob forma de agressividade, possam ser liberadas”. São essas forças de trabalho na escola, enquanto retomada de uma consciência negra, que vão abrir as possibilidades de os estudantes buscarem suas subjetividades, suas histórias e, consequentemente, uma escuta generosa e solidária. Ao mesmo tempo, qualificar as pessoas envolvidas com a educação para escutas qualificadas, não do lugar de psicólogos ou psicanalistas, mas do lugar delas mesmas, de modo a estarem sensíveis a isso, significa buscar qualidade de saúde mental para essas pessoas, por meio de políticas que vislumbrem um trabalho de qualidade.

Para tanto, é preciso criar uma identidade própria, onde mulheres e homens negros possam alcançar, como diria Stuart Hall, um “fortalecimento das identidades locais”, e a comunidade escolar é um excelente começo. Desta forma, Dias da Consciência Negra acontecerão, com tomadas de consciência de si, do outro ser humano e dos seus desafios. Cada pessoa se sentindo pertencente ao grupo e ao todo, em espaços de trocas e em seus lugares de falas e escutas.

Acabado o 20 de novembro, passaram-se as lives, os teatros, os cartazes, as pessoas da comunidade escolar voltam para aulas comuns. Onde estão os estudantes que participaram desses eventos? Saíram dos seus lugares de protagonismo e viraram novamente os meros espectadores ou vítimas do racismo? Vão-se os cartazes para o lixo, os teatros e as lives para os canais on-line… e você, criança, jovem, pessoa adulta negra que se envolveu no processo, onde está?

A pergunta do divã é: o que nós faremos com isso? A questão que fica é a seguinte: para a próxima sessão, se as pessoas voltaram aos seus comportamentos racistas e você ficou sem vez de fala e escuta. Qual a interpretação que você faz disso? Qual o sentimento de não pertencimento, de não reconhecimento, de não conexão? Bem-vindo, bem-vinda ao dia de amanhã, quando se encerraram as atividades alusivas ao 20 de novembro, mas não acabam aqui, há 365 dias pela frente para somar forças, porque o racismo não dá trégua.

E, para você, que leu e trouxe para si essa reflexão, deixo aqui, parafraseando Carl Jung: você pode sublimar suas ações e seus sentimentos, pode recalcá-los, esquecê-los ou torná-los simbólicos, mas frente às consciências necessárias para uma sociedade em equidade, seja apenas uma alma humana.

 

* Mariana Almada é professora da SEEDF, arte-educadora, fotógrafa e psicanalista.

Alunos da Sala de Recursos do Cesas fazem exposição de artes

O Centro de Educação de Jovens e Adultos Asa Sul (Cesas), escola de Jovens e Adultos no início da Asa Sul, produziu uma miniexposição com seus estudantes da Sala de Recursos. Segundo o diretor Reus Antunes de Oliveira, cerca de 230 alunos com necessidades especiais participaram do projeto, parceria entre Cesas e Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, de Funcionários do Banco do Brasil (Apabb).

Os trabalhos estão em exposição na própria escola, em celebração ao dia nacional de luta das pessoas com deficiência (21 de setembro). Uma das obras é um desenho feito pelo professor Carlos Henrique Rufino, da Apabb, que foi pintado por todos os alunos.

Há ainda vasos feitos em argila ou papel machê e uma série de pinturas inspiradas em obras de James Pollock.

Professor realizará protesto para que BRB libere documento que autoriza cirurgia

O professor Perci Coelho de Souza enfrenta uma dura batalha contra um câncer que já está em estágio avançado. Há quase um mês, ele se encontra na lista de espera por uma cirurgia eletiva, decisiva para seu tratamento. Porém, sua espera esbarra num processo burocrático do BRB.

O banco é responsável por liberar verbas para procedimentos cirúrgicos, mas ainda não anexou o documento necessário para a realização da operação. Pelo protocolo do Inas (Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores e Servidoras do DF), a carta precisa ser aprovada e assinada pelo banco para que a cirurgia seja agendada. Uma simples carta separa Perci do procedimento que pode ser decisivo para sua cura.

Perci foi informado pela ANS (Agência Nacional de Saúde) que essa instituição, que regula planos de saúde, não pode intervir em casos de plano de saúde governamental. Por isso, o professor convida aqueles e aquelas que puderem se unir à sua causa – e de outras pessoas que se encontrem na mesma situação – a manifestarem sua indignação ao lado dele em um protesto na frente do Edifício Sede do BRB, que fica no Centro Empresarial CNC – SAUN (Quadra 5, Lote C, 7º andar, Asa Norte).

O protesto acontecerá neste domingo (24) a partir de 15h. Estão convidados todos e todas que puderem ir manifestar sua empatia com o professor, em defesa de que a justiça e o respeito à saúde se sobreponham à burocracia desumana do BRB.

Família Hip Hop realiza formação popular e antirracista em Santa Maria

O Coletivo Núcleo de Formação Popular Família Hip Hop realiza um seminário, neste sábado (23), das 14h às 16h, com painéis sobre o racismo religioso e experiências de promoção de educação antirracista nas cidades-satélites do Gama e Santa Maria.

O seminário será realizado na EQ 304/307 – Conjunto C – Lote 01 – Santa Maria – Espaço Moinho de Vento, atrás do CAIC.  Os(as) organizadores(as) informam que a atividade é voltada para a comunidade e também para professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal que desenvolvem projetos de promoção de educação antirracista. A iniciativa conta com o apoio do Sinpro-DF.

O Coletivo Família Hip Hop atua na Região Administrativa (RA) de Santa Maria há mais de 20 anos, buscando transformar o movimento hip hop em um meio de integração social, visando, por meio da educação popular, estimular o diálogo e a participação comunitária e, com isso, busca também possibilitar uma melhor leitura da realidade social, política e econômica da região, do País e do mundo.

“Santa Maria é um território de história e resistência negra e, para fortalecer esse movimento, convidamos a comunidade, professoras, professores, orientadores e orientadoras educacionais, bem como entidades de territórios tradicionais, de órgãos de defesa de direitos, a estar presentes para debater temas importantes para que possamos descolonizar nossa história e partilhar as ações de enfrentamento ao racismo. Juntas, juntos e juntes somos mais fortes!”, convida o coletivo.

 

Confira a programação

 

Coletivo Núcleo de Formação Popular Família Hip Hop

 

Sábado – 23 de setembro – Entrada gratuita

 

14h | Painel – Enfrentamento ao racismo religioso

 

15h | Painel – Experiências de Promoção de uma educação antirracista em Gama e Santa Maria

 

16h | Distribuição dos doces – Festa de Cosme e Damião

Professora da SEE-DF ganha concurso de ensaios acadêmicos da UnB

 

Aldenora Conceição de Macedo, professora da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF), e doutoranda em Educação na Universidade de Brasília (UnB), foi a ganhadora do II Concurso de Ensaios, promovido pela Editora da UnB, como parte de seu projeto cultural de 2023, sob o eixo temático “Pensadoras e autoras negras brasileiras: uma reescritura do Brasil”. A premiação fez parte das atividades de abertura da 1ª Festa do Livro da UnB, que começou dia 19 e terminou no dia 21 de setembro.

Aberto à comunidade em geral, a Festa do Livro tem o objetivo geral de promover a reflexão sobre o papel das intelectuais negras brasileiras na produção cultural da história do País. A divulgação do resultado do concurso aconteceu na terça-feira (19/9), durante a cerimônia de abertura da 1ª Festa do Livro da UnB. A professora Aldenora foi ganhadora na categoria de Pós-Graduação, mas o concurso contou com outras três: Graduação; Técnico-administrativo; e Docentes.

Os ensaios deveriam, obrigatoriamente, versar sobre o tema do concurso, dentre outras regras científicas para trabalhos acadêmicos, e foram avaliados por uma comissão constituída por docentes da UnB, principalmente mulheres negras. O ensaio escrito pela professora teve como título “Interpretar a realidade, reescrever a história e construir a utopia: um diálogo em ‘pretuguês’ com Lélia González e Carolina Maria de Jesus”.

 

Ela explica que buscou demonstrar, com o texto, “a importância que as interpretações feministas negras têm para uma compreensão mais fidedigna da realidade brasileira, e assim, realizou um diálogo entre as duas pensadoras para desvelar, por meio de suas semelhanças e diferenças, que gênero e raça, no contexto social de desigualdade estrutural brasileiro, são condicionantes sociais”. Diz ainda que “é possível concluir que as releituras e reescrituras realizadas por elas configuram-se subsídios concretos para uma compreensão realista e atemporal da conjuntura brasileira, sobretudo, politicamente, pois expõem caminhos possíveis à promoção de uma mudança radical, que poderia permitir a construção de um Brasil mais justo e equânime”.

O texto de Aldenora e dos demais ganhadores ainda não estão disponíveis para leitura porque farão parte de uma coletânea de ensaios, a qual será publicizada em edição única e digital, de acesso aberto, e que ficará disponível no Portal de Livros Digitais da Universidade de Brasília. A previsão é a de que isso ocorra no início de 2024.

A professora Aldenora tem um histórico formativo, acadêmico e profissional de comprometimento com a perspectiva emancipatória da educação. É graduada em pedagogia e, além do doutoramento em curso, é mestra em Educação em Direitos Humanos e Cultura de Paz. Também é especialista em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça; e especialista em Gestão Escolar, ambas pela UnB; e é especialista em Direitos Humanos da Criança e Adolescente e especialista em Educação para a Diversidade, Cidadania e Direitos Humanos pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

 

Com diversos escritos, como artigos científicos e livros (coletânea e autoral) versando sempre sobre educação, diversidade e direitos humanos, em 2021, ela recebeu o prêmio “Igualdade de Gênero na Educação Básica”, pela ONG Ação Educativa, com seu projeto intitulado “Juntes: relações saudáveis na adolescência”. Fez parte da concepção e do comitê científico do “Projeto Cidade Cor”, atual “Taguatinga Plural: Educação Antirracista na Prática”, da CRE de Taguatinga, de 2021 até 2022, e é idealizadora do Projeto “É preciso ser antirracista”, em parceria com o Sinpro-DF, e autora do material com o mesmo nome, já divulgado em nossas redes, para apoio às práticas pedagógicas de enfrentamento e combate ao racismo na escola.

Acesse o Caderno “É preciso ser antirracista”

CEE 01 apresenta “A Boitatá” na EC 18 de Ceilândia e resgata PPP afetado pela pandemia

“Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma”. A frase do dramaturgo, diretor e ensaísta Augusto Boal, criador de um teatro genuinamente brasileiro e latino-americano e do teatro do oprimido, caracteriza perfeitamente a proposta interdisciplinar do Projeto Político-Pedagógico (PPP) do Centro de Ensino Especial 01 de Ceilândia (CEE 01) no campo das artes. Nesta semana, esse PPP foi aplicado na Escola Classe 18 de Ceilândia (EC 18 de Ceilândia) com a apresentação da peça teatral “A Boitatá”.

O espetáculo aconteceu na tarde de terça-feira (19/9) com a participação de toda a escola classe. Com esse PPP, a equipe do CEE 01 faz apresentações teatrais em outras escolas da rede e em espaços públicos, trabalhando vários assuntos cotidianos, como os temas do folclore, da preservação do meio ambiente e do próprio teatro como uma forma de inclusão e de incentivo para os(as) estudantes desenvolverem várias habilidades, como, por exemplo, a linguagem e a expressão corporal.

Os(as) estudantes que fazem parte do projeto são os(as) da Oficina Pedagógica. “Eles e elas saem da sua escola para apresentar a peça em outras”, explica a professora de teatro e coordenadora pedagógica do CEE 01 de Ceilândia, Patrícia Ramos de Freitas. “O espetáculo “A Boitatá” é uma das formas de o CEE 01 realizar esse atendimento interdisciplinar em artes. Construímos um PPP que nada mais é do que uma ação para trabalhar o teatro na escola a fim de que os nossos estudantes possam fazer a vivência, o compartilhamento, as experiências e a inclusão social”, complementa.

 

Angélica Gomes da Silva, diretora da Escola Classe 18 de Ceilândia que recebeu o projeto em sua escola

 

A professora conta que a apresentação na EC 18 de Ceilândia também faz parte de outro projeto que é o de resgatar esse PPP, severamente afetado pela pandemia da covid-19 entre os anos de 2020 e 2022. “Na pandemia, tivemos uma dificuldade com o fechamento de turmas desse projeto e ficamos somente com dois professores. Hoje, contamos com a ajuda do educador social e com a escola de forma geral para continuar fazendo esse trabalho de apresentar as peças nas escolas da rede e nos espaços públicos”, afirma.

Ela destaca a importância do teatro na vida acadêmica e social, bem como na formação para a cidadania. “O trabalho com a arte incentiva as potencialidades latentes de cada pessoa, pois possibilita o desenvolvimento de sua imaginação, criatividade e habilidades. Por meio da arte, a Pessoa com Deficiência (PCD) pode se expressar, socializando seu interior e demonstrando sua singularidade. No teatro, existe uma troca entre ator e espectador. Segundo Boal [dramaturgo, diretor e ensaísta brasileiro Augusto Boal, criador do Teatro do Oprimido], todo mundo é ator e espectador, todo mundo é teatro. Existe uma transformação nas relações. Uma troca de olhar, uma forma de se colocar no lugar do outro”, finaliza. Em Boal, a classe trabalhadora se apropria dos meios de produção artísticos e as fronteiras entre ator e espectador se diluem.

 

Acesse o Facebook do Sinpro-DF para ver o álbum de fotografias da apresentação na EC 18 de Ceilândia.

Feijoada solidária em Sobradinho para tratamento de professora

No próximo dia 24 de setembro, o restaurante Fogão Brasil, em Sobradinho, oferece uma feijoada solidária em prol da professora Marluce da Silva Franklin. Ela foi diagnosticada com câncer na medula. Marluce precisa de um transplante e de três remédios, dos quais um não é oferecido pelo SUS – é importado, e custa R$ 14 mil.

Para ajudá-la, seu amigo Delnilo Nogueira, também professor aposentado, abriu as portas de seu restaurante.

Quem quiser participar da Feijoada Solidária, a partir das 11h do próximo domingo, pode comprar os ingressos antecipados ou na hora, ao valor de R$ 25,00 pelos  telefones (61) 99557-0207 e (61) 98309-5761 (WhatsApp).

O Restaurante Fogão Brasil fica na área comercial do condomínio Vivendas Beija Flor, em Sobradinho, na altura do KM 5 da DF-150 (clique aqui para ver no mapa).

Evento na Escola Técnica do Guará celebra o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência

Dia 13 de setembro aconteceu, na Escola Técnica do Guará, evento alusivo ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência – Direitos Humanos, Deficiência e Participação Social. O evento ocorre todos os anos, com o objetivo de discutir ações e temáticas referentes ao Dia de Luta da Pessoa com Deficiência.

Além de palestras e oficinas, a programação teve seis rodas de conversa sobre direitos específicos das pessoas com deficiência, nas áreas da educação; trabalho, esporte e lazer; igualdade de gênero; tecnologias na educação inclusiva; o brincar e a criança com TEA. A abertura teve a apresentação de uma cantora com diagnóstico de TEA; e contou também com falas de representantes da Defensoria Pública e do Conselho dos Direitos da Pessoa com Deficiência no DF (Coddede/DF). “Este ano demos um destaque maior para o Currículo em Movimento, com temas pertinentes a toda a educação básica”, destacou a professora Viviany Lucas, coordenadora intermediária da educação especial do Guará.

O evento aconteceu nos turnos matutino e vespertino com a mesma programação. Participaram dele mais de 300 pessoas, entre gestores, professores regentes, psicólogos, pedagogos, profissionais das salas de recursos, pais, universitários e estudantes das escolas do Guará.

O intervalo teve um Momento Cultural, com apresentação de artistas com deficiência; exposição de trabalhos dos estudantes da Sala de Recursos Específica de Altas Habilidades do Guará e de pinturas de uma artista plástica com deficiência intelectual.

A organização do encontro foi dos professores Marco Aurélio Baima, Viviany Lucas, Iviane Porto, Luciana Deraldine e Agnaldo Silva; numa realização da Regional do Guará com parceria da ONG: MOVIM – Movimento para a Inclusão. 

 

Veja o álbum completo no facebook, clicando AQUI.

Saiba mais no vídeo abaixo:

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