Sinpro declara apoio à preservação do teatro e do legado de Dulcina de Moraes
Jornalista: Alessandra Terribili
A diretoria do Sinpro vem, por meio desta nota, manifestar seu apoio à Fundação Brasileira de Teatro na tarefa de preservação dos bens culturais materiais e imateriais representados e resguardados pelo Teatro Dulcina de Moraes. Este colegiado vê com preocupação o leilão do prédio e a consequente possibilidade de descaracterização do uso do espaço, que é um patrimônio cultural do DF e do Brasil.
O prédio em questão abriga o Teatro Dulcina de Moraes, a sala Conchita de Moraes, uma galeria de arte, a Faculdade de Artes Dulcina de Moraes e a sede da Fundação Brasileira de Teatro. Ele é também local de guarda dos acervos fotográfico, textual e cênico da atriz Dulcina de Moraes, considerada Grande Dama do teatro nacional e prestes a ter seu nome inscrito nos livros dos heróis e heroínas do Brasil.
Em situação financeiramente difícil por conta de dívidas, o prédio pode ser leiloado por decisão judicial. Para evitar esse, que seria um trágico desfecho para todas essas instituições ali sediadas, mas também para o teatro e a cultura brasileiros como um todo, o Sinpro apoia a iniciativa de arrecadação de recursos junto ao público voluntário, a fim de quitar as dívidas e salvar esse patrimônio.
Para contribuir para a suspensão do leilão, doe qualquer quantia para a vaquinha solidária para preservação da memória do teatro brasileiro e legado de Dulcina de Moraes. Os dados estão abaixo:
👉🏽META 600 mil BRB Pessoa Jurídica: Wellington José L. de Abreu Agência: 0252 C/C: 252012824-5 CNPJ: 17.420.149/0001-22 PIX: 17420149000122
Estudantes da EC Sonhém de Cima protagonizam Projeto Folia do Livro Encantado
Jornalista: Maria Carla
FOTOS: Professor Sérgio Teixeira e Joelma Bomfim/Sinpro-DF
Uma novidade pedagógica agitou a vida dos(as) estudantes do 5º Ano da Escola Classe Sonhém de Cima, situada no Assentamento Contagem, na Fercal. A turma toda participou do Projeto Folia do Livro Encantado, idealizado pelo professor de Atividades Sérgio Luiz Teixeira, mestre em Educação do Campo e membro do Fórum Distrital de Educação do Campo e do Fórum Nacional de Educação do Campo. “É a primeira vez que realizamos este projeto”, informa o professor.
A proposta e o objetivo pedagógicos do projeto é levar os(as) estudantes a conhecer a cultura secular da Folia do Divino Espírito Santo e promover um espaço-tempo de leitura para as crianças que participam dessa manifestação cultural por meio de rodas de prosas e leituras, contação de histórias e registro dos desenhos e dos depoimentos dos(as) participantes.
“A interação das agências formativas e educativas camponesas com a Folia do Divino Espírito Santo e a EC Sonhém de Cima possibilita um partilhar de saberes, fazeres e valores humanos que contribuirão para o desenvolvimento intelectual e cultural dos(as) estudantes”, explica Sérgio Teixeira.
Projeto
Nos dias 6 e 7 de setembro, os(as) estudantes do 5º Ano participaram da Folia em Louvor ao Divino Espírito Santo, uma festa cultural realizada há mais de 30 anos na Fercal, que acontece sempre no mês de setembro. A Fercal aderiu à tradição realizada, secularmente, em Planaltina e em toda a região norte do Estado de Goiás. Atualmente, a tradição envolve várias cidades-satélites do Distrito Federal.
“A minha turma de 5º Ano participou apenas por dois dias: na quarta-feira de tarde para verem os preparativos; e na quinta-feira (7), com atividades realizadas com as crianças, filhos e filhas dos foliões, que, tradicionalmente, participam da festa. Observamos como eram feitos os preparativos e registrar todo processo de como são feitos os preparativos da folia, como seria o assentamento, o local da janta, como se organizam as cozinheiras etc.”, disse.
Ele conta também que conversaram com os(as) organizadores(as) da folia para registrar as tarefas de cada um. Por exemplo, bem emblemático da tradição é a presença do caixeiro, que toca a caixa para anunciar tudo o que tem na festa. Há também o guia da folia, que, este ano, foi o senhor Elvécio, que acolheu a equipe e permitiu a participação da escola. Há os(as) regentes, que organizam todo o processo desde a alimentação até o assentamento; os(as) pouseiros(as), que são as famílias que recebem os foliões durante uma noite; o alfere, que é o personagem que está pagando a promessa e tem a incumbência principal de carregar a Bandeira do Divino em todo o giro da folia”, explica o professor.
Tradição
Trata-se de uma festa católica que já integra a expressão cultural do povo brasileiro, cujo roteiro é formado pela celebração católica realizada num altar, as rezas e a apresentação da catira ou cateretê – uma dança do folclore brasileiro em que o ritmo musical é marcado pela batida dos pés e mãos dos(as) dançarinos(as). Com suas raízes em Goiás, norte de Minas e interior de São Paulo, a catira tem influências indígenas, africanas e europeias.
A catira é a última etapa da festa, no entanto, no dia da participação dos(as) estudantes da EC Sonhém de Cima, um grupo dançou para eles(as) e, além disso, cada estudante foi recebido(a) e agraciado(a) com o lenço e o broche – símbolos que dão a eles e elas a denominação de foliões(ãs). “Antes da pandemia essa mesma folia passou na escola, com outro alferes, mas a gente não registou”, informa.
Várias novidades cercaram a cena da Folia do Divino Espírito Santo este ano. Além da participação dos(as) estudantes, foi a primeira vez na história que uma mulher fez o papel de “alferes”. A primeira alfere da história da Folia do Divino foi Emily Pedrina e sua família, a pessoa que irá organizar a festa. A alfere é a personagem que paga a promessa.
Participação
“Eu a conheci antes da pandemia da covid-19 e nesse período já tinha interesse em acompanhar a folia de forma pedagógica e materializar esse contexto histórico. Como o primeiro pouso da folia deste ano ia acontecer na chácara ao lado da escola, no dia 6 de setembro, levei os estudantes para acompanhar o primeiro dia para que entendessem de todo o processo de preparação da festa”, conta Sérgio.
“Peguei esse gancho da folia e, no dia 7 de setembro, segundo dia, levamos alguns livros para as crianças que participam da folia. Pedimos também para que as crianças contassem e desenhassem mostrando o que foi a folia para eles. Os filhos e as filhas dos foliões contaram e desenharam o que é a folia para eles. Nesse caso, minha turma, de 5º Ano, acompanharam os trabalhos desde a organização até um dia da folia no pouso, que é uma chácara em que os foliões chegam à noite e ficam até o outro dia depois do almoço. Daí vão para outro pouso. Tudo isso para nossos estudantes entenderem como é feita a logística da festa”, informa.
Este ano, cerca de 300 foliões e foliãs, todos e todas a cavalo, participaram do evento. Sérgio diz que a Folia do Divino é um evento muito grande. “No sábado, por exemplo, havia mais de mil pessoas participando”. O professor conta que pretende repetir a atividade em outubro deste ano, na Folia de Nossa Senhora Aparecida. “No final, pretendemos fazer um livro escrito pelos(as) estudantes e também um documentário com o Sinpro-DF”, finaliza.
A direção da escola deu todo o apoio ao trabalho. Atualmente, a diretora da EC Sonhém de Cima é a professora Maria do Socorro Xavier Rodrigues Ritter; a vice-diretora é Maria Valdenice Souza; a coordenadora é Maria Zeneide do Nascimento Santana e o coordenador da Educação Integral é o professor Roberto Veríssimo. “Agradeço também a professora Ana Beatriz, pelo apoio; à alfere Emily; ao guia da folia, senhor Elvécio, que permitiu e acolheu nosso projeto; bem como o senhor Vanderlucio Alarcão, presidente associção do Grupo de Folia Cavaleiro do Divino”, finaliza
Ester precisa de sua ajuda para realizar uma cirurgia
Jornalista: Maria Carla
Portadora de cardiopatia e pneumopatia crônica em razão da estenose congênita das veias pulmonares, que favorece quadros de infecção pulmonar repetidos, Ester, de apenas 2 anos, precisa de fazer uma cirurgia para continuar viva. A família está com um pedido de ajuda na Internet para realizar a cirurgia da Ester. Basta depoisitar qualquer quantia no PIX 61 992194433 (celular) no nome de Rodrigo Costa dos Santos.
Segundo informações da família, a situação dessa criança condição foi adquirida ainda na formação e foi diagnosticada uma parte dessa condição ainda na gestação. Ao longo desses 2 anos foram muitas idas na emergência, acompanhamentos com pneumologista e com o cardiologista e o quadro dela vem se agravando.
Para se ter uma ideia da complexidade do caso dela, o médico levou 90 dias para definir a conduta cirúrgica. Foi dada entrada no plano de saúde para autorização do procedimento no dia 23/06/2023. O plano autorizou o procedimento com exatos 15 dias, no dia 07/07/2023. Porém, de lá para cá ainda não liberou todos os materiais, atrasando o procedimento. O quadro clínico da Ester vem se agravando e a urgência dessa cirurgia é imprescindível.
“A forma que encontramos para acelerar o processo foi dar entrada na justiça e diante disso precisamos da ajuda de vocês para arcar com as despesas com o advogado. Contamos com sua ajuda! Deus abençoe sua vida”, afirma o pai, Rodrigo Santos.
Coletivo LGBTQIA+ do Sinpro debate visibilidade e orgulho lésbico em reunião formativa
Jornalista: Alessandra Terribili
Dia 28 de agosto, a Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro realizou uma reunião ampliada do coletivo LGBTQIA+ com caráter formativo para celebrar os dias do Orgulho Lésbico e da Visibilidade Lésbica (respectivamente, dias 19 e 29 de agosto).
A mesa que apresentou os debates na reunião.
O encontro contou com a participação de Annete Lobato, professora aposentada da SEEDF e especialista em Educação e Direitos Humanos; Ana Artoni, formadora da Eape e especialista em estudos de Gênero e Diversidade Sexual; e Andressa Vieira, gestora.
Os trabalhos foram conduzidos pela diretora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro, Ana Cristina Machado, que lembrou da importância da gestão democrática nesse processo: “A escola é um território em disputa, e nós precisamos fortalecer as ferramentas que permitem nos apropriarmos desse espaço para produzir a educação que a gente sonha”, disse ela.
Falando em disputa de espaço, Élbia Pires, coordenadora da Secretaria de Saúde do Sinpro, anunciou que o próximo seminário de sua secretaria abordará a saúde mental das pessoas LGBTQIA+: “Só vamos conseguir furar a bolha para que sejamos de fato respeitadas se fizermos a disputa”, destacou ela.
Os principais temas abordados no encontro foram: maternagem lésbica; Currículo em Movimento; legislação; formação/informação para o empoderamento e luta das trabalhadoras lésbicas; experiências e vivências diárias no chão da escola; a luta por direitos e pela ocupação de espaços de poder.
A palestrante Andressa Vieira entre as diretoras do Sinpro Ana Cristina Machado e Élbia Pires.
As convidadas trouxeram para o debate a necessidade de se desnaturalizarem as opressões, e a luta para que todas possam viver este novo tempo sem medo. Elas também lembraram que a escola é um espaço privilegiado para questionamento e reflexão, e portanto, de combate à exclusão e à marginalização da população LGBTQIA+, em especial, as mulheres: “Como dizia Mandela, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo, e é pela educação que a gente vai mudar”, disse Márcia Gilda, coordenadora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro.
Para Ana Artoni, o mercado tenta se apropriar das reivindicações e ações dos movimentos para gerar seus próprios lucros. “Visibilidade importa, representatividade importa muito. Mas não descoladas de uma reflexão crítica”, apontou ela.
As palestrantes Ana Artoni e Annette Lobato.
Clique AQUIpara acessar o álbum completo no facebook.
Assista o vídeo abaixo e saiba mais como foi o encontro do coletivo LGBTQIA+.
Psicóloga defende educação sexual como proteção contra abuso, de forma lúdica
Jornalista: Letícia Sallorenzo
No livro recém-lançado “Educação Sexual Protetiva”, de Quézia Aguiar, a autora convida pais, educadores e profissionais da Saúde Mental para uma discussão importante sobre a necessidade de uma educação sexual protetiva. A ideia é fazer da educação sexual uma ferramenta para que crianças e adolescentes possam construir uma percepção saudável de sua sexualidade, compreendendo-a não apenas nos aspectos biológicos, mas também de forma mais ampliada, considerando o valor das relações humanas, o amor, o cuidado e o sentido de propósito.
O livro também contribui com ferramentas e possibilidades lúdicas para que as crianças possam desenvolver habilidades protetivas em relação ao abuso sexual. Uma das ferramentas lúdicas mais poderosas é a literatura infantil. Por isso, a autora oferece um caminho lúdico, didático e detalhado dos aspectos importantes que pais e educadores podem abordar de forma lúdica e não invasiva.
Sobre a autora:
Quezia Aguiar é formada em Pedagogia pela Universidade de Brasília e em Psicologia pelo IESB. É pós-graduada em Psicopedagogia e tem vasta experiência na educação de crianças e adolescentes e na orientação de pais e educadores. Atua no SEAA – Serviço Especializado de Apoio à Aprendizagem da SEEDF, como professora da SAA – Sala de Apoio à Aprendizagem, com atendimento grupal a crianças com Transtornos Funcionais. Também trabalha como psicoterapeuta de adolescentes e adultos.
Suas pesquisas têm como foco a infância e adolescência; O abuso sexual e a traumatização; A formação de vínculos familiares saudáveis; Educação Emocional.
O Dia Mundial da Alfabetização foi definido pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1967. Embora, os índices de alfabetização tenham melhorado no mundo desde então, é inadmissível a desigualdade que se expressa nesses dados: mulheres são menos alfabetizadas que homens; negros são menos alfabetizados que brancos; e, enquanto em alguns países a taxa de alfabetização é de mais de 95% da população, em outros, ela é inferior a 35%.
A PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua revelou que, em 2022, a taxa de analfabetismo no país recuou para 5,6%. Parece pouco, mas esse número significa que, em pleno 2023, o Brasil ainda tem quase 10 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler nem escrever. E aquela desigualdade que se verifica em âmbito mundial também está presente no Brasil: aqui, o analfabetismo também é maior entre as pessoas pretas ou pardas. São 7,4%, mais que o dobro da taxa encontrada entre as pessoas brancas, de 3,4%. Entre os idosos pretos ou pardos, esse índice chega a mais de 23%.
A desigualdade tem recorte também regional. Os estados do nordeste, historicamente menos favorecidos por investimentos privados nos próprios habitantes e recursos públicos. As maiores taxas de analfabetismo estão no Piauí, em Alagoas e na Paraíba; enquanto o DF, São Paulo e Rio figuram entre os estados com menores índices.
Portanto, para combater o analfabetismo, é preciso investir na população mais pobre, e considerar a dinâmica desigual que também atinge o acesso à educação. Por isso, a EJA – Educação de Jovens e Adultos – é de fundamental importância e deve ser fortalecida através da ampla divulgação das turmas e da facilitação do acesso e permanência dos e das estudantes nessa modalidade de ensino.
Neste Dia Mundial da Alfabetização, o Sinpro-DF tem certeza de que é possível erradicarmos o analfabetismo do Brasil, para que todos e todas tenham as mesmas condições de se educar, de se inserir no mercado de trabalho e de contribuir para a construção de um país melhor e mais justo.
A geografia brasileira perdeu uma de suas grandes referências. Dedicado às questões socioambientais, o geógrafo Carlos Walter Porto-Gonçalves construiu uma obra essencial para o pensamento geográfico brasileiro, tornando-se referência em escala nacional e internacional.
Para quem teve a felicidade de assistir seus cursos, fica o exemplo de dedicação ao trabalho do geógrafo que uniu com sabedoria e paixão os elementos da geografia física à complexidade da geografia humana. E foi como humanista que nos legou obras, tais como:
1. Paixão da Terra – ensaios críticos de Ecologia e Geografia;
2. Os (des)caminhos do meio ambiente;
3. Amazônia, Amazônias;
4. O desafio ambiental;
4. A nova (des)ordem mundial;
5. A globalização da natureza e a natureza da globalização;
6. Da geografia às geo-grafias: um mundo em busca de novas territorialidades.
Entre muitas honrarias recebidas, Carlos Walter ganhou o Prêmio Chico Mendes em Ciência e Tecnologia do Ministério do Meio Ambiente (CARBONO BRASIL, 2004); e em 2008, em Cuba, o Prêmio Casa de las Américas.
Formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi docente na UFF, Universidade Federal Fluminense, e ex-presidente da AGB – Associação de Geógrafos Brasileiros -, sua dedicação à educação nos deixa um exemplo de lutas que nos inspira para continuarmos seu trabalho dia a dia, no campo e na cidade, da floresta para o asfalto, da sala de aula ao parlamento, na perspectiva de construção de um mundo mais harmônico onde todos e todas possam ser felizes.
Carlos Walter, presente!
* Clerton Evaristo é professor de Geografia da SEEDF e ex-diretor do Sinpro-DF.
O novo grêmio do CEF 04 de Sobradinho tomou posse num evento no dia 1º de setembro, num evento no Ginásio de Esportes de Sobradinho. A posse da diretoria do grêmio foi antecedida da final do Campeonato Interclasse da escola.
“Essa já foi a primeira ação do grêmio: solicitou que a final do Campeonato Interclasse fosse disputada não na escola, mas no Ginásio de Esportes de Sobradinho”, conta a orientadora educacional da escola, professora Juliana Rabelo“
Juliana explicou que a direção da escola percebeu os alunos apáticos, alheios e querendo sair da escola. “Eles precisavam se tornar protagonistas da escola, se sentirem parte da escola, e precisávamos saber deles o que estava desagradando a eles no ambiente escolar. Daí sugerimos que os representantes das turmas se organizassem para a escola eleger um grêmio. E o processo eleitoral começou”.
Três chapas concorreram, e toda a escola foi mobilizada com a ação. O processo eleitoral se concluiu no dia 17 de agosto, e a chapa eleita tomou posse no evento após a final do Campeonato Interclasse. O mandato do grêmio vai até o final do ano letivo de 2024.
“Mesmo antes da posse do grêmio os alunos já nos apresentaram uma série de demandas. O comportamento mudou da água pro vinho, eles se sentem de fato parte da comunidade”, comemora a orientadora.
Para além do projeto político-pedagógico, a participação de estudantes via instrumentos de organização social como os grêmios estudantis, é importante para garantir, de forma efetiva, a Gestão Democrática para além dos limites da escola. As escolas devem não só garantir como também estimular a participação dos estudantes em organizações estudantis.
O CEE 01 de Taguatinga celebrou os 50 anos de existência com muita festa, bolo e apresentações no último sábado (1/9).
A festa contou com várias apresentações típicas da cultura brasileira, como o boi bumbá e roda de capoeira.
No corredor principal da escola, uma grande exposição com os trabalhos dos alunos, comemorando o aniversário da escola.
“O CEE 01 de Taguatinga faz 50 anos de trabalho pedagógico junto aos alunos PCDs com um atendimento especializado de professores aptos a atender às mais diversas deficiências. O êxito desse trabalho é reconhecido pelas famílias e por toda comunidade escolar. O aniversário da escola não só foi um sucesso de público como a interação entre a escola e as famílias foi o ponto alto da festa”, destacou o professor Alberto Ribeiro, dirigente do Sinpro.
O evento contou com a presença dos deputados Chico Vigilante e Reginaldo Veras.
Sinpro repudia decisão do GDF que reduz número de supervisores
Jornalista: Alessandra Terribili
Sem diálogo com a categoria, como tem sido a tônica da relação estabelecida pelo GDF, a Secretaria de Educação publicou no Diário Oficial de terça-feira, 5 de setembro, a portaria 906, alterando os critérios para a distribuição de supervisores(as) nas escolas do Distrito Federal. A decisão vincula o número de supervisores(as) – ou mesmo a existência deles(as) na escola ou não – ao número de turmas de cada unidade escolar.
A consequência da portaria é uma drástica redução no número de profissionais com essa função, o que impacta negativamente o trabalho das equipes gestoras e o próprio funcionamento da escola, tanto do ponto de vista organizativo quanto pedagógico. Segundo o novo modelo, muitos CILs (Centros Interescolares de Línguas), por exemplo, deixarão de contar com um supervisor – principalmente os das periferias.
As escolas devem comunicar a Coordenação Regional (CRE) as alterações sofridas no número de supervisores até dia 20 (15 dias após a publicação da portaria). Ou seja, o impacto fica amplificado porque as escolas sequer terão tempo hábil para se adaptar à nova realidade que as prejudica, e que foi imposta de um dia para outro.
O Sinpro repudia tal decisão, tomada de forma unilateral, e mais uma vez questiona a não disposição para o diálogo por parte do governo Ibaneis, bem como o descaso desse governo com a qualidade da educação pública.