Escola britânica planeja multar pais de alunos atrasados
Jornalista: sindicato
Uma escola da Grã-Bretanha está discutindo a possibilidade de multar pais de alunos que chegam atrasados às aulas. A Emerson Valley School em Milton Keynes, no sudeste da Inglaterra, quer multar em 60 libras (cerca de R$ 234) os pais de crianças que perderam a hora do registro de entrada na escola dez vezes em um período de 12 semanas.
Se a multa não for paga dentro de 21 dias, ela passa a ser de 120 libras (cerca de R$ 468). A escola de ensino básico espera que a medida aumente a pontualidade. O Conselho Municipal de Milton Keynes informou que já existe uma política local de aplicação de multas para os pais de alunos atrasados. Mas, a decisão final de aplicar ou não essa política cabe às escolas.
“Nossos números mostram que, no último ano acadêmico, duas multas foram aplicadas em relação ao atraso recorrente de alunos. Na maioria dos casos, uma carta com um aviso (aos pais) mostrou ser o suficiente para lidar com a questão”, informou o Conselho Municipal em uma declaração. Críticas
O plano da escola Emerson Valley recebeu críticas de alguns pais de alunos que afirmaram que a escola deveria levar em conta as famílias que precisam levar outros filhos para outras escolas.
“É preciso haver (alguma medida de) impedimento (do atraso nas escolas), mas acho que isto coloca muita pressão nos pais e rompe o compromisso entre a escola e as famílias”, afirmou Georgina Hodgkinson, mãe de um estudante da cidade. “Se você, como nós, tem filhos em escolas diferentes, você tenta gerenciar a logística de um e de outro e sempre haverá problemas com isso”, acrescentou.
Em uma declaração, a escola afirmou que a ligação entre a frequência escolar e o desempenho do aluno é clara e que as estratégias adotadas para melhorar a frequência e a pontualidade foram bem-sucedidas. A escola também informou que nenhuma carta de alerta ou multa foram emitidas neste ano escolar.
A Emerson Valley School afirmou que está trabalhando em parceria com a escola de educação infantil Merebrook, que fica nas proximidades, e já tomou “medidas positivas”, incluindo abrir o parquinho mais cedo para garantir que os alunos possam chegar com mais pontualidade nas duas escolas. Também informou que está trabalhando com outras escolas locais para melhorar a frequência e pontualidade.
Pais devem preparar crianças para volta às aulas, dizem especialistas
Jornalista: sindicato
Nas próximas semanas, alunos de todo o país vão retomar a rotina de aulas. A adaptação às lições de casa, ao contato com os amigos e às provas, porém, não é sempre fácil. Por isso, os pais devem colocar os filhos mais cedo na cama, começar a falar sobre as expectativas para o ano letivo e se envolver com as atividades dos filhos.
O primeiro passo, diz Ângela Fátima Soligo, psicóloga e professora da Faculdade Educação da Unicamp, é mudar os horários das crianças uma semana antes da volta às aulas e colocá-las para dormir e acordar mais cedo.
Se este não é o primeiro ano de estudo, a psicóloga diz que não é preciso falar muito sobre o retorno às aulas. “Não precisa preparar a criança com muita antecedência. Se ela está de férias, deve curtir as férias. Nada de dar coisas para ler e estudar. A escola é o trabalho da criança, então ela precisa de férias para esquecer um pouco da escola”, diz.
Quando tudo for novidade, porém, a especialista recomenda que os pais levem a criança antes para conhecer a escola e comecem aos poucos a falar sobre o que ela vai encontrar naquele ambiente. Neste momento, vale envolver a criança na compra do uniforme e na preparação do material escolar.
Para Sueli Conte, psicopedagoga e diretora do Colégio Renovação, em São Paulo, nesses casos também é recomendável que os pais estejam presentes nas dependências da instituição até que o filho se sinta seguro. “Nos primeiros dias, é importante que a criança encontre o pai ou a mãe quando solicitar a presença deles”, diz. “Mesmo que o filho diga que o pai ou mãe pode ir embora, é importante ficar, pelo menos nestes dias de adaptação”.
Escola nova
No caso das crianças que vão mudar de escola, a recomendação é a mesma: leve o aluno antes para conhecer o local e converse sobre as vantagens do novo colégio. “É importante preparar a criança, pensar com ela as vantagens da nova escola, como conhecer novos amigos. Em geral, o mais difícil é a perda da escola antiga, então ajude a criança a conservar o contato com os amigos”, afirma Soligo.
Se a preparação não for suficiente e o aluno tiver problemas para se adaptar ao novo colégio, os pais devem primeiro conversar com a criança e depois entrar em contato com a escola para saber o que é possível fazer para tornar o processo menos traumático.
De volta à rotina
Já nos primeiros dias de retorno às aulas, pais e responsáveis devem estabelecer uma rotina de estudos juntos para o resto do ano letivo. “Nem todos os pais têm muito tempo, mas acho que eles podem reservar pelo menos uns 40 minutos para conversar sobre a escola, não para cobrar, mas para estar por perto enquanto a criança estuda”, diz a psicóloga.
Já para Sueli Conte, é importante também que os pais criem um vínculo com a professora, trocando informações sobre as particularidades do aluno.
No caso dos adolescentes, o acompanhamento é mais distante, mas os pais precisam perceber e cobrar se ele está ou não separando um tempo para estudar. “Às vezes os vestibulandos acabam exagerando, então os pais têm que mandar parar de estudar, dizer que também é preciso relaxar e entender o limite das suas possibilidades físicas”, afirma a especialista da Unicamp. Uol Educação
Secretários das cidades-sede da Copa aderem ao Mundial da Educação
Jornalista: sindicato
Encontro foi promovido pelo Instituto Inspirare, pelo Catraca Livre e pelo Todos Pela Educação
Secretários e representantes de secretarias de Educação de nove das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 se reuniram em São Paulo na última sexta-feira, dia 17, na ede do Todos Pela Educação, para aderir à iniciativa Mundial da Educação, projeto que pretende conscientizar os cidadãos brasileiros sobre a capacidade educativa dos espaços culturais e esportivos das cidades. O encontro foi promovido pelo Instituto Inspirare, pelo Catraca Livre e pelo Todos Pela Educação.
Na reunião, os gestores falaram sobre projetos relacionados à Copa que já estão sendo realizados em cada município e tomaram conhecimento de como colaborar com o Mundial da Educação. Estruturado em uma plataforma digital, o Mundial tem o objetivo de mapear e difundir informações sobre espaços e atividades de aprendizagem que estão dentro e fora das escolas das capitais que receberão os jogos da Copa. O mapeamento será colaborativo (qualquer cidadão poderá contribuir cadastrando sugestões no mapa do portal) e as atividades pedagógicas serão sugeridas com base no conteúdo do Centro de Referências em Educação Integral (clique aqui para saber mais).
Estiveram presentes no encontro: Cesar Callegari, secretário de Educação de São Paulo (SP); Claudia Costin, secretária de Educação do Rio de Janeiro (RJ); Cleci Maria Jurach, secretária de Educação de Porto Alegre (RS); Edna Rodrigues, coordenadora de ensino e apoio pedagógico de Salvador (BA); Justina Iva de Araújo, secretária de Educação de Natal (RN); Marcelo Aguiar, secretário de Educação Brasília (DF); Roberlayne Borges Roballo, secretária de Educação de Curitiba (PR); Rogério de Melo Morais, secretário executivo de gestão pedagógica de Recife (PE) e Sueli Maria Baliza Dias, de Belo Horizonte (MG). Para Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação, a Educação pública precisa ser vista como uma paixão nacional, assim como o futebol. “Temos de aproveitar esse grande momento que o Brasil vive de coalização em torno do Mundial para criar um pacto nacional pela nossa Educação”, disse.
Anna Penido, diretora-executiva do Instituto Inspirare, concorda. “Essa efervescência precisa gerar mais que estádios. Vamos apoiar escolas, comunidades e famílias e também os governos, para termos cada vez mais cidades mais abertas e criativas”, disse.
Segundo ela, a ideia de mapear oportunidades educacionais nas cidades da Copa e, com base nisso, apoiar unidades de ensino e comunidades escolares a usar esses equipamentos (que podem ser praças, clubes, museus, centros culturais), pode ajudar a incrementar a Educação integral nessas capitais.
O jornalista Gilberto Dimenstein, coordenador do Catraca Livre, completa: “Não vamos reinventar a roda. A ideia é não gastar dinheiro: é fazer mais com o que já temos”, reforçou.
Além do mapeamento, as cidades deverão indicar “embaixadores” do Mundial, que poderão ser alunos, professores, gestores ou lideranças comunitárias.
“Esses embaixadores vão receber uma formação presencial sobre mobilização e serão responsáveis pela multiplicação das possibilidades de uso educacional dos espaços das cidades”, explicou Anna Penido. Todos Pela Educação
Em Goiás, dez escolas públicas serão administradas pela PM
Jornalista: sindicato
Segundo a nova doutrina, os estudantes terão que jurar a bandeira, usar obrigatoriamente o uniforme escolar e respeitar uma rígida hierarquia
Dez escolas estaduais de Goiás foram transformadas em colégios militares para o ano letivo de 2014. Com as novas escolas, o Estado terá ao todo 19 escolas administradas pela Polícia Militar. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirma que a medida foi tomada para diminuir a violência escolar.
Segundo a nova doutrina, os estudantes terão que jurar a bandeira, usar obrigatoriamente o uniforme escolar e respeitar uma rígida hierarquia.
A mudança ocorre a partir de uma parceria entre a SSP, responsável pela administração dos colégios, e a Secretaria de Educação, que vai coordenar a parte pedagógica.
Dez escolas estaduais de Goiás foram transformadas em colégios militares para o ano letivo de 2014. Com as novas escolas, o Estado terá ao todo 19 escolas administradas pela Polícia Militar. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirma que a medida foi tomada para diminuir a violência escolar.
Segundo a nova doutrina, os estudantes terão que jurar a bandeira, usar obrigatoriamente o uniforme escolar e respeitar uma rígida hierarquia.
A mudança ocorre a partir de uma parceria entre a SSP, responsável pela administração dos colégios, e a Secretaria de Educação, que vai coordenar a parte pedagógica. Valparaíso
O Ministério Público Estadual de Goiás vai entrar com uma ação contra o Estado após denúncias de pais de alunos sobre uma cobrança irregular na Escola Estadual Fernando Pessoa, em Valparaíso (a 152 quilômetros de Goiânia).
A escola é uma das dez estaduais de Goiás que foram transformadas em colégios militares para o ano letivo de 2014. Com as novas escolas, o Estado terá ao todo 19 escolas administradas por coronéis da reserva da Polícia Militar. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirma que a medida foi tomada para reduzir a violência escolar.
De acordo com a promotora Claudine Maria Cesar, o colégio que a partir deste ano passa a ser administrado pelo Polícia Militar está cobrando R$ 100 por matrícula, além do preço uniforme, que varia entre R$ 400 e R$ 500, segundo o MP.
“Não está sendo resguardado o direito ter suas vagas garantidas pelas escolas”, defende a promotora. O Ministério Público do Estado já havia enviado ao colégio uma recomendação formal para que não fosse cobrada a taxa e agora vai entrar com uma ação contra o Estado.
O superintendente da academia estadual, coronel da PM Raimundo Nonato, afirma que a contribuição é facultativa e que alunos que não possam pagar a taxa não perderão a vaga nos colégios.
Em reunião na semana passada entre a promotora responsável pela área da educação do Ministério Público, Simone Disconsi, e o comandante de Ensino da Polícia Militar, coronel Júlio César Motta, foi definido que não haveria mais cobrança dessas taxas em colégios militares do Estado. No entanto, até ontem (21) mães da escola de Valparaíso ainda relatavam a cobrança.
Fonte Uol Educação
Escolas poderão ser multadas por exigir material coletivo
Jornalista: sindicato
As escolas que exigirem material coletivo podem levar multa até R$ 6 milhões. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça e os Institutos de Defesa do Consumidor (Procon) estarão em alerta para cobranças abusivas neste início de ano. As multas aplicadas poderão variar entre R$ 400 e R$ 6 milhões, de acordo com o faturamento da instituição. De acordo com a Senacon, os pais que tiverem dúvida se o material é de uso coletivo ou individual deverão procurar a escola para esclarecimentos. Sobre o aumento das mensalidades, a escola também deverá apresentar uma planilha de custos e gastos que justifiquem o reajuste.
Essas determinações estão na Lei 12.886/2013. Os pais devem comprar aquilo que os filhos forem consumir pedagogicamente, seja individualmente, seja coletivamente, em sala de aula. Portanto, produtos como resmas de papel para cópia, material de higiene e limpeza, giz, pincel atômico, copos e grampeador não devem ser comprados. Esses materiais já deverão estar incluídos nas mensalidades. A exigência de determinada marca também é configurada como abuso.
A Senacon explica que em todo início de ano letivo os Procons fazem o acompanhamento de listas escolares e pesquisas de preços para fornecer aos consumidores. Órgãos locais conseguem verificar de forma mais próxima o que ocorre. O Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) faz a fiscalização. Dados de todas as empresas e reclamações dos consumidores vão para o sistema.
A orientação é que os consumidores que detectarem abusos por parte das instituições procurem o Procon mais próximo de sua localidade. No Brasil existem 293 Procons. No Distrito Federal, o órgão promove a Operação Passa-Régua, que fiscaliza os centros de ensino. No início do mês, nove das 13 escolas fiscalizadas foram autuadas. Agência Brasil
O Brasil só terá a ganhar com a aplicação dos princípios constitucionais que preveem a ampliação da liberdade de expressão e a democratização dos meios de comunicação
No fim de outubro, a rainha Elizabeth II, com respaldo dos principais partidos do governo e da oposição, assinou Carta Régia estabelecendo novos mecanismos de regulação para a imprensa na Grã-Bretanha. Foram fixadas penalidades duríssimas para os órgãos que invadirem a privacidade dos cidadãos, atropelarem as leis e usarem de má-fé no tratamento das notícias. O texto foi uma resposta à indignação da sociedade britânica diante dos desmandos de alguns jornais e revistas. O Grupo Murdoch chegou a grampear ilegalmente telefones de súditos de Sua Majestade.
Também em outubro, a Suprema Corte da Argentina considerou constitucionais quatro artigos da Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, aprovada em 2009. A decisão julgou improcedente recurso do poderoso grupo midiático El Clarín, que se recusava a abrir mão de parte das mais de 240 licenças de tevê aberta e por cabo em seu poder, como manda a nova lei. Os artigos em questão, segundo os juízes, longe de ferir a liberdade de imprensa, ajudarão a promover a desconcentração da mídia.
No início de 2013, a União Europeia divulgou o relatório “Uma mídia livre e pluralista para sustentar a democracia europeia”, elaborado por um Grupo de Alto Nível da instituição, em que alertava: “Pluralismo inclui todas as medidas que garantam o acesso dos cidadãos a uma variedade de fontes e vozes de informação, permitindo que eles formem opiniões sem a influência indevida de um poder dominante”.
Em meados do ano, o Congresso do Equador aprovou por longa maioria a Lei Orgânica de Comunicação, que, entre outras coisas, determinou que o espectro eletromagnético usado pela radiodifusão seja dividido de forma equilibrada, abrindo espaço para a expressão de organizações da sociedade civil. Pela nova lei, 34% das concessões de rádio e tevê devem ir para as comunidades, 33% para os meios privados e 33% para o setor público.
No momento, o debate ganha corpo no Uruguai, depois de o presidente Pepe Mujica enviar ao Parlamento projeto de lei que visa estimular a democratização dos meios. Tudo indica que será aprovado.
O fato é que praticamente todas as sociedades democráticas do mundo contam com mecanismos de regulação dos meios de comunicação, especialmente daqueles que, como o rádio e a televisão, são objeto de concessões do Estado. Em alguns países – é o caso dos Estados Unidos-, a regulação se dá principalmente pela via econômica, através da proibição da chamada propriedade cruzada. Ou seja, nenhum grupo empresarial pode ser dono de televisão, rádio e jornal na mesma cidade ou estado.
Em outros países, como Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Espanha e Portugal, a regulação também estabelece princípios a ser observados nas programações de rádios e tevês, como equilíbrio, imparcialidade, respeito à privacidade e à honra dos cidadãos e garantia de espaço para a cultura nacional e as produções locais.
O Brasil, infelizmente, está na contramão dessa tendência mundial. Tem uma das mídias mais concentradas do planeta – e uma das legislações mais atrasadas também. O Código Brasileiro das Telecomunicações, que finge reger a radiodifusão, é de 1962. Ou seja, tem 51 anos de idade. É de uma época em que não havia tevê em cores, transmissões por satélite e redes nacionais de televisão. Não responde, é claro, às espetaculares transformações tecnológicas, econômicas, culturais e mercadológicas das últimas décadas.
Salta aos olhos a necessidade de avançar nessa área. No entanto, todas as tentativas de abertura de um debate público, aberto e transparente sobre o tema têm sido sistematicamente interditadas pelos oligopólios que dominam a comunicação social no Brasil, sob o argumento falacioso de que regulação é sinônimo de atentado à liberdade de imprensa. Dizem que regular é o mesmo que censurar.
Trata-se de uma afirmação sem qualquer base na realidade. Por acaso existe censura nos EUA, na Grã-Bretanha, na França, na Alemanha, na Itália, em Portugal, na Espanha, na Argentina ou no Equador? Claro que não. Mas todos esses países possuem leis reguladoras, ambientes regulatórios e agências reguladoras na área da comunicação social. Sabem disso perfeitamente os oligopólios da comunicação social, a começar por aqueles que construíram gigantescos impérios midiáticos à sombra da ditadura. Mesmo assim, satanizam o debate sobre o marco regulatório das comunicações eletrônicas. Têm suas razões. Mas o que lhes tira o sono no caso não são as fictícias ameaças à liberdade de imprensa, e sim a perspectiva real de conviver com a pluralidade, a competição e a multiplicação dos meios. Não querem perder privilégios e poder.
Felizmente, vivemos novos tempos, graças ao alargamento da democracia no País e ao surgimento de novas tecnologias, como a digitalização e a internet. Essas mudanças têm colocado em xeque o próprio modelo tradicional de jornalismo. Foi-se o tempo em que havia, de um lado, um pequeno núcleo ativo de produtores de informação e, de outro, uma massa passiva de consumidores de informação. Hoje, mal uma notícia chega à internet, ela é avaliada. Em três tempos, pode ser qualificada ou desqualificada, confirmada ou negada, aprofundada ou rejeitada por redes que reúnem centenas de milhares ou milhões de indivíduos. A Era do Aquário, em que os comandos das redações, julgando-se no Olimpo, tudo podiam, tem sido gradativamente minada e substituída pela Era da Rede, que diluiu as fronteiras entre produtores e consumidores de informação.
Por isso mesmo, a cada dia que passa é mais difícil bloquear o debate sobre a necessidade da democratização dos meios de comunicação. Se antes o tema estava restrito a especialistas, acadêmicos e organizações não governamentais, atualmente ela faz parte da agenda de boa parte da sociedade. Nos últimos anos, multiplicaram-se as vozes que defendem a elaboração de um novo marco regulatório das comunicações eletrônicas. Cresceu também o sentimento de que a existência de oligopólios tende a asfixiar a pluralidade e a qualidade da informação. Sintoma disso foram as palavras de ordem que, espontaneamente, tomaram conta das manifestações de junho, sinalizando forte mal-estar com a atuação dos principais meios de comunicação no Brasil.
Espera-se que o governo tome a iniciativa de propor um novo marco regulatório, a ser debatido pela sociedade – e aperfeiçoado e aprovado pelo Congresso. Lucraria o País se esse desafio fosse enfrentado num ambiente isento de manipulações e preconceitos. Quanto menos retórica e mais espírito público, melhor.
O ideal é que o debate se dê em cima de um terreno comum, aceito, acatado e respeitado por todos os brasileiros: a Constituição da República Federativa do Brasil. Ela define os princípios democráticos que devem reger a comunicação social. O problema é que, 25 anos depois de sua promulgação, esses princípios ainda não foram transformados em lei. Não saíram do papel. Não foram e não são cumpridos. Continuam engavetados.
Para afastar os fantasmas e desanuviar o ambiente, talvez valha a pena fechar um acordo preliminar na sociedade: o marco regulatório não conterá nenhum dispositivo que fira a Constituição, mas contemplará todos os dispositivos sobre comunicação social inscritos na Carta Magna, sem relegar ao abandono nenhum deles. Ou seja, a Constituição não pode ser arranhada, tampouco pode ser desfigurada. Trata-se de cumpri-la. Na íntegra.
Os princípios que, segundo a Constituição, devem reger a comunicação social no Brasil são:
– liberdade de imprensa (art.220 da Constituição, parágrafos 1? e 2?);
– respeito ao sigilo da fonte (artigo 5?, inciso XIV);
– os meios de comunicação não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio (art.220, parágrafo 5?);
– complementaridade nas concessões na radiodifusão entre o sistema público, estatal e privado (art.223, caput);
– respeito à intimidade, à privacidade, à imagem, à honra dos cidadãos (art.5?, inciso X);
– direito de resposta proporcional ao agravo, além da indenização por dano material e moral à imagem (art.5?, inciso V);
– preferência na radiodifusão às finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas (art.221, inciso I);
– promoção e defesa da cultura nacional e das culturas regionais (art.221, incisos II e III);
– estímulo à produção independente (art.221, inciso II);
– defesa da família, da criança. Defesa da sociedade contra produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente (art.220, inciso I e II, e art.221, inciso IV);
– não ao racismo e à discriminação de um modo geral (art.5?, inciso XLII e art. 3?, inciso IV);
– proibição de concessões de TV a pessoas que gozem de imunidade parlamentar e foro especial, como parlamentares e juízes (art.54, inciso I).
O Brasil só terá a ganhar com a aplicação dos princípios constitucionais que preveem a ampliação da liberdade de expressão e a democratização dos meios de comunicação. Eles tendem a estimular o florescimento de um ambiente livre, fecundo e plural, no qual a sociedade tenha acesso a mais vozes, a amis opiniões, a mais informação, a mais debate qualificado, a mais entretenimento, a mais produções culturais – a mais democracia, enfim. Escrito por: Franklin Martins Fonte: Carta Capital
Internet já é segundo meio de informação mais consultado no país
Jornalista: sindicato
Jovens entre 16 e 25 anos tem preferência por TV aberta e Internet; jornais impressos tem 0%
A Internet já passou o rádio e se consolidou como o segundo meio mais consultado pelos brasileiros atrás de informação – perdendo apenas para a TV aberta. Essa é a conclusão da “Pesquisa Brasileira de Mídia 2013”, um amplo trabalho do Ibope Inteligência contratado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) para balizar sua estratégia de comunicação.
Houve entrevistas nos 27 estados nacionais, com um total de 18.312 entrevistados em 848 municípios, com uma margem de erro de um ponto. A ponderação dos entrevistados foi por sexo, grupos de idade, instrução e atividade.
Cada entrevistado poderia indicar até três meios de comunicação preferidos em uma lista que incluía TV aberta, Internet, rádio, jornal impresso, revista impressa.
O meio mais usado
A primeira questão foi sobre o meio de comunicação mais usado. Pela ordem de preferência:
1. TV aberta, com 78% de primeira opção, 13% de segunda e 2% de terceira.
2. Internet, com 12% de primeira opção, 17% de segunda e 9% de terceira.
3. Rádio, com 8% de primeira opção, 32% de segunda e 6% de terceira.
4. Jornal impresso, com 1% de primeira opção, 5% de segunda e 7% de terceira.
5. Revista impressa, com 1% de segunda opção e 2% de terceira opção.
Informação sobre o Brasil
A segunda questão foi sobre o meio de comunicação mais usado para se informar sobre o Brasil.
A única mudança relevante é no item rádio, o qual 6% apresentam como primeira opção de informação e 22% como segunda. A diferença de 32% para 22% como segunda opção provavelmente se deve aos que usam o rádio como entretenimento apenas.
No caso das revistas, o percentual dos que a usam para se informar cai para zero por cento como primeira e segunda opção; e para 1% como terceira opção.
Diferença por faixa etária
Na faixa de 16 a 25 anos, depois da TV aberta, há um franco predomínio da internet. 25% das pessoas consultadas a consideram como primeira opção de uso, contra 4% do rádio e zero por cento de jornais impressos e revistas.
Até a faixa de 55 anos, a Internet supera o rádio e até a faixa dos 65 anos supera os jornais impressos. É superada levemente pelos jornais impressos na faixa de mais de 65 anos – mas apenas 2% dos leitores dessa idade privilegiam os jornais.
Embora preponderante em todas as faixas de idade, é significativo o fato de que enquanto 85% do público com mais de 65 anos trata a televisão como primeira opção, para a faixa dos 16 aos 25 anos esse percentual cai para 70%.
Renda
No recorte por renda, a Internet cresce expressivamente nas faixas de maior renda.
Para a faixa até um salário mínimo, a primeira opção é a TV aberta, com 83%; a segunda é o rádio, com 10%; a terceira, a internet, com 5%; jornais e revistas impressos tem menos de 1%.
Quando se salta para o outro extremo, de renda superior a 5 SM, a TV cai para 65%, a internet sobe para 25%, o rádio cai para 6%, jornais impressos para 3% e revista impressa continua abaixo de 1%.
Na frequência de uso, a internet também supera o rádio. 65% dos que preferem a TV assistem todos os dias da semana, contra 19% do rádio, 25% da Internet, 5% dos que lêem jornal e 1% dos que lêem revista.
Na média de uso por dia, a Internet é campeão. A Internet é usada 3:48 horas por dia no final de semana, 3:44 horas durante a semana, contra 3:27 da TV no final de semana e 3:25 durante a semana. Jornal GGN
Dilma comemora verba para educação em cidades da Copa
Jornalista: sindicato
“No nosso governo, a prioridade à educação é real. Nunca se investiu tanto em educação porque acredito que este é o nosso passaporte para o futuro”, disse a presidente Dilma Rousseff em sua conta no Twitter.
Os repasses do MEC para as 12 cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo chegaram a R$ 49,4 bilhões em 2013. De acordo com próprio MEC, o valor investido nos estádios do evento somou R$ 8 bilhões.
Brazlândia terá ensino integral no ano letivo de 2014
Jornalista: sindicato
Neste ano letivo de 2014, as 15 escolas urbanas de Brazlândia terão ensino em tempo integral, no qual cerca de 13 mil alunos ficarão cerca de sete horas diárias na escola.
Neste tempo, os alunos participarão de atividades que envolvem ensino de português, matemática e ciências, além da prática de atividades extracurriculares, dentro e fora do colégio, como ensino de línguas e práticas esportivas.
Até 2013, duas escolas na zona urbana da cidade já tinham aderido a esta metodologia: o Centro de Atenção Integral à Criança (Caic) e o Centro de Educação Infantil nº2, além da escola Bucanhão, na área rural.
A decisão de adotar esta prática na cidade foi anunciada em outubro pelo secretário de Educação do DF.
(Com informações da Agência Brasília)
Diário Oficial publica nomeação de diretores e vice-diretores eleitos na Gestão Democrática
Jornalista: sindicato
Foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal do dia 2 de janeiro de 2014 a exoneração de todos os diretores e vice-diretores, e a nomeação de todos aqueles que foram eleitos na Gestão Democrática ocorrida no dia 27 de novembro de 2013. As escolas que por qualquer motivo não tenham escolhido seus diretores e vice-diretores terão as direções indicadas até a eleição complementar, que será realizada em meados de maio. A nomeação das direções indicados deve ocorrer até o final desta semana.
Para ver o decreto que dispõe sobre exoneração, clique aqui
Para ver o decreto que dispõe sobre a nomeação, clique aqui