Escolas públicas terão prefência no policiamento ostensivo
Jornalista: sindicato
Proposta também prevê que órgãos de segurança pública tenham representantes das escolas, para prevenir a violência e a criminalidade
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (13) o Projeto de Lei 2735/11, que prevê preferência para as escolas públicas no policiamento ostensivo realizado pelos órgãos de segurança pública e pelas guardas municipais. A proposta também prevê que esses órgãos tenham representantes das escolas, para prevenir a violência e a criminalidade.
O relator da proposta, deputado Artur Bruno (PT-CE), apresentou texto de apoio ao substitutivo apresentado pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.
A proposta original, do deputado Dimas Fabiano (PP-MG), torna obrigatório o policiamento nas escolas públicas de ensino infantil, fundamental e médio, pelos órgãos de segurança pública ou pelas guardas municipais.
A Comissão de Segurança Pública aprovou parecer com a retirada do caráter obrigatório, por considerar que não é competência dos guardas municipais a realização de ações de polícia ostensiva ou a garantia da ordem pública.
O relator concordou com a retirada da obrigatoriedade. Ele argumentou que “os órgãos de segurança pública e as guardas municipais devem atuar não apenas no segmento educacional, mas em diversos outros setores”.
Tramitação A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Brasileiros querem ver educação de base sob os cuidados do governo federal
Jornalista: sindicato
Pesquisa realizada pelo DataSenado mostrou que 78,1% dos brasileiros apoiam a ideia de tornar a educação básica – envolvendo a educação infantil, o ensino fundamental e o médio – responsabilidade exclusiva do governo federal.
A proposta, defendida pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF), foi rejeitada por apenas 19,1% das pessoas ouvidas no Distrito Federal e nos 26 estados brasileiros entre 18 e 30 de setembro. Os 2,8% restantes não souberam ou não quiseram responder.
Em discurso no Plenário na terça-feira (12), Cristovam ressaltou que esse foi o caminho percorrido pela maioria das nações do mundo que conseguiram elevar a educação básica a padrões aceitáveis de qualidade. Pela mesma razão, o senador sugere que o governo transforme o Ministério da Educação em Ministério da Educação de Base, repassando todas as atribuições relacionadas com o ensino superior para o Ministério de Ciência e Tecnologia. Em defesa de projeto que apresentou nesse sentido, aprovado também ontem pela Comissão de Educação, Cristovam argumentou:
“Criança é coisa de prefeito. Para o governo federal, é peixe que é importante. Aí tem um ministério para cuidar dos peixes, mas nós não temos um ministério para cuidar das crianças. Nós temos, na área de economia, pelo menos uns dez ministérios diferentes. Para a educação, apenas um. Na maior parte dos países onde deu certo a educação de base, havia um ministro responsável por olhar, cuidar, influir na educação de base. Onde não teve isso, não deu certo. Por isso, a minha proposta”, disse.
A pesquisa do DataSenado, que ouviu 811 pessoas (com 16 anos ou mais) por meio de entrevistas telefônicas, colheu várias outras informações interessantes sobre as percepções da população em relação à questão educacional. Veja a seguir os seus principais resultados.
Federalização
A ideia de transferir para a União as atribuições relativas à educação de base obteve maior aceitação entre os entrevistados com renda mais baixa. Das pessoas com rendimentos de até dois salários mínimos, 80,4% mostraram-se favoráveis à proposta. O apoio foi de 52,9% entre os que disseram receber mais de dez salários mínimos.
Além de encampar a proposta de federalização do ensino básico, a maioria dos entrevistados é favorável à priorização dos investimentos no ensino fundamental. Para 65,2% dos brasileiros, é nele que deve ser aplicado mais dinheiro público.
Os entrevistados também demonstraram apoio à unificação nacional dos salários dos professores da educação básica (83%) e o estabelecimento de um processo seletivo nacional, com os mesmos critérios em todo o Brasil, para a contratar professores da educação básica (87,9%).
Qualidade da educação
Foi mal avaliada a qualidade da educação pública no país. Só 9% dos entrevistados a consideram “boa” ou “ótima”. Para 53,8%, ela é “ruim” ou “péssima”. Os 36,6% restantes a definiram como “regular”.
Como a mesma pergunta foi feita em pesquisa realizada pelo DataSenado nos meses de junho e julho de 2011, foi possível comparar os resultados de agora com aqueles colhidos dois anos antes.
O confronto dos números indica que piorou significativamente a avaliação que os brasileiros fazem do ensino público. Os percentuais de ótimo e bom somados caíram pela metade, de 18% para 9%. Os de ruim e péssimo cresceram de 37% para 53,8%.
Maiores problemas
Os baixos salários foram apontados como o maior problema da educação pública para crianças em todas as cinco regiões geográficas do país, alcançando no total 31,7% das menções.
“Professores sem qualificação” e “estrutura física ruim” ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente.
Agência Senado
Comissão do Senado aprova limite de peso de mochilas de estudantes
Jornalista: sindicato
Com o objetivo de minimizar danos à saúde dos estudantes, a CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado aprovou nesta quarta-feira (13) projeto que limita o peso das mochilas dos alunos de ensino fundamental e médio. O projeto ainda precisa passar por outro turno de votação na comissão. Depois, segue para nova votação na Câmara porque os senadores fizeram mudanças no texto.
Pela proposta, os estudantes não poderão carregar mochilas mais pesadas do que 15% que o seu peso corporal.
Uma criança que tenha o peso de 25 quilos, por exemplo, não poderá carregar mais de 3,7 quilos na mochila. Já um jovem que pese 45 quilos, terá que transportar na mochila o peso máximo de 6,7 quilos.
O projeto determina que o peso do estudante deve ser informado pelos pais ou responsáveis à escola por escrito, no caso de alunos da educação infantil ou ensino fundamental, ou pelos próprios estudantes do ensino médio.
Pela proposta, as escolas ficam obrigadas a instalar armários para que os estudantes deixem diariamente parte de seu material escolar, reduzindo o peso das mochilas. O texto diz que os armários são “insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem”.
No caso das escolas públicas, o custo da instalação dos armários deve ser incluído no cálculo do custo mínimo por estudante previsto em lei.
O projeto também determina que o poder público promova ampla campanha educativa sobre o peso máximo permitido nas mochilas. A proposta, no entanto, não estabelece sanções para as escolas que desrespeitarem a regra.
Relatora do projeto, a senadora Ângela Portela (PT-RR) disse que o objetivo da limitação do peso é evitar problemas de saúde para estudantes que ainda estão com sua formação física incompleta –especialmente para crianças e jovens entre 10 e 16 anos.
“Basta ver a saída de uma escola pública ou particular para constatar o tamanho avantajado das mochilas que as crianças e os adolescentes são obrigados a transportar diariamente, com evidentes prejuízos à saúde de quem ainda tem constituições físicas em formação”, afirmou.
Autor do projeto, o deputado Sandes Júnior (PP-GO) disse que a Sociedade Brasileira de Ortopedia prevê que cerca de 60% a 70% dos problemas de coluna na fase adulta são causados pelo carregamento de peso excessivo e por esforços repetitivos na adolescência.
“Essa situação tem ensejado iniciativas em várias partes do mundo, como na Argentina, no estado norte-americano da Califórnia e também no Brasil, onde alguns municípios já aprovaram leis para limitar o peso do material escolar a ser transportado”, disse o deputado.
Folha
Na Câmara, movimentos sociais defendem democratização da mídia e fim dos oligopólios
Jornalista: sindicato
Movimento coleta assinaturas para projeto de novo marco regulatório para o setor de comunicação.
Participantes da audiência pública promovida na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (12), defenderam a democratização dos meios de comunicação como meio de acabar com a concentração em poucas empresas.
O debate foi promovido pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Educação e de Cultura, em conjunto com os movimentos sociais que coletam assinaturas para a apresentação do projeto de democratização da comunicação.
De acordo com a representante do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Sonia Correa, a proposta quer acabar com a concentração dos meios de comunicação nas mãos de poucos como hoje ocorre no País.
Ela alegou que a concessão de TV é um serviço público e deve servir aos interesses da população. Entre os pontos principais do projeto estão a proibição de que os espaços em TV sejam alugados, que os políticos sejam donos de emissoras e que uma mesma empresa ou pessoa seja dona de diferentes meios de comunicação. Também é proibida a censura prévia e a produção de conteúdos preconceituosos. Conscientização da sociedade – De acordo com a presidente da Frente Parlamentar da Comunicação e Liberdade de Expressão, deputado Luiza Erundina (PSB-SP), é preciso conscientizar a população de que esse é um ponto fundamental para aperfeiçoar a democracia no País.
A presidente da Comissão de Cultura, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), chamou a atenção para a quantidade de propostas que visam à democratização da comunicação e atribuiu o momento à conscientização da sociedade sobre sua importância para a vida do País.
A deputada lembrou que além dessa proposta da sociedade civil, que ainda não atingiu 1,3 milhão de assinaturas necessárias para a tramitação, a Câmara analisa o Marco Civil da Internet, a lei das biografias, a regionalização da comunicação e o projeto do direito de resposta. “É uma necessidade, uma exigência hoje da sociedade que esse modelo de negócio, esse modelo de concessão seja superado. Há 10 anos esse debate não aconteceria dessa forma, mas hoje acho que o nível de consciência da sociedade aumentou e essa é uma pauta que ganha respaldo, ganha espaço”, acrescentou Jandira Feghali.
A presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Cultura, deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), afirmou que todas as outras concessões públicas têm órgãos reguladores e que esse controle social é necessário. Ela acrescentou que países como Argentina, Estados Unidos e Reino Unido têm leis de controle.
No ano passado, dezenas de entidades ligadas a movimentos sociais criaram a campanha “Para Expressar a Liberdade – Uma nova lei para um novo tempo”. A campanha apoia um projeto lei de iniciativa popular que sugere um novo marco regulatório das comunicações.
Comissão da Câmara dos Deputados aprova exigência de diploma para jornalista
Jornalista: sindicato
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara dos Deputados aprovou, na tarde desta terça-feira (12), a admissibilidade da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 206/12, do Senado, que torna obrigatória a exigência de diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista.
O texto, por outro lado, dispensa o diploma para o colaborador – aquele que, sem relação de emprego, produz trabalho de natureza técnica, científica ou cultural, relacionado à sua especialização. Além disso, conforme a proposta, o diploma não é exigido para quem comprovar o efetivo exercício do ofício de jornalista antes da data da promulgação da futura emenda constitucional nem para o jornalista provisionado que já tenha obtido registro profissional. Liberdade
O relator na CCJ, deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), defendeu a admissibilidade do texto. Apesar de não ter de examinar o mérito da matéria, ele argumentou que a exigência do diploma não vislumbra ofensa às liberdades de pensamento, de expressão ou de comunicação, previstas na Constituição.
Em junho de 2009, o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou a necessidade de diploma para jornalistas. Tramitação
A PEC 206/12 será analisada agora por uma comissão especial. Se aprovada, seguirá para o Plenário, onde terá de votada em dois turnos.
Também tramita na Câmara a PEC 386/09, do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que restabelece a necessidade de curso superior específico para jornalista. Essa proposta foi aprovada por comissão especial em julho de 2010 e, desde então, aguarda inclusão na pauta do Plenário. Agência Câmara
Cem inovações digitais que levam a um mundo melhor
Jornalista: sindicato
De plataformas adaptativas e Moocs até ensino de programação para crianças e aplicativos de matemática. Lista inédita organizada por especialistas em tecnologia da BBC, do Financial Times e da Universidade de Oxford traz as 100 inovações digitais mais inspiradoras do mundo. São iniciativas capazes de democratizar o acesso a serviços de várias áreas, inclusive educação. Entre elas estão as já renomadas Khan Academy,Coursera, Scratch. Mas nessa lista de peso aparecem iniciativas que atuam no Brasil, como CDI (Comitê para a Democratização da Informática), Catraca Livre e Fora do Eixo.
Divulgada no último final de semana, em Londres, a lista é dividida em 8 grandes temas: inclusão social, acesso ao conhecimento, empoderamento cívico, meio ambiente e sustentabilidade, saúde, engajamento comunitário, educação e empoderamento econômico. Para chegar aos 100 nomes finais, os especialistas analisaram mais de 400 iniciativas pré-selecionadas.
Todas as iniciativas podem ser conferidas pelo site socialtech.org.uk. As 100 são apresentadas já na página inicial, mas é possível conferir a divisão das iniciativas por categorias. Algumas delas estão em mais de uma. O Catraca Livre, por exemplo, aparece em três categorias: empoderamento cívico, engajamento comunitário e educação. O CDI, que é uma rede latino-americana voltada para a inclusão digital com forte atuação no Brasil, está tanto em inclusão digital quanto em educação. É possível obter mais detalhes sobre as iniciativas clicando nelas.
Entre as de educação, várias já passaram por aqui, como os já citados Khan Academy, Coursera e Scratch. Além deles, também marcam presença na lista a Knewton, considerada maior plataforma adaptativa do mundo, e aHistorypin, que tenta criar um mural gigante para contar a história da humanidade. Entre as novidades estão o Dr. Math, aplicativo para o aprendizado de matemática, e a Equal Opportunity Schools, iniciativa que faz parcerias com universidades para ajudar alunos de baixa renda a ter sucesso na carreira.
A outra brasileira mencionada na lista é a rede de coletivos Fora do Eixo, que atua na área de cultura. Junto dela estão ainda a irlandesa Brige 21, que ajuda as escolas a colocar as inovações tecnológicas em prática por meio de workshops e trabalhos voluntários, e a BookShare, que disponibiliza, para download gratuito, mais de 125 mil livros para pessoas com deficiência visual.
Em nota, o Financial Times disse que os principais critérios de escolha dessas tecnologias foram, além da inovação do software e o avanço da programação, também a capacidade que elas têm para ajudar na solução de grandes problemas sociais.
E é por conta disso que também fizeram parte da lista a plataforma de crowdfunding KickStarter, a Patients Like Me, espaço em que pessoas com doenças podem compartilhar suas experiências e dúvidas durante o tratamento, e a Mosaic, que conecta investidores e pessoas que buscam recursos para executar seus projetos na área de sustentabilidade.
Ministério da Educação poderá cuidar apenas do ensino básico
Jornalista: sindicato
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou, nesta terça-feira (12), projeto que transforma o Ministério da Educação em Ministério da Educação de Base, que deverá ficar encarregado da educação infantil até o ensino médio. Pelo texto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação passará a regular o ensino superior. A matéria segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), autor do PLS 518/2009, argumenta que a mudança é necessária, pois o governo federal tem dado mais importância ao ensino superior do que à educação básica, um erro grave, em sua opinião.
O relator na CE, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), reconhece o mérito da proposta, embora frise que a União vem atuando, nos últimos anos, de maneira crescente na educação básica, em razão até mesmo da pressão do Parlamento para que o Poder Executivo assuma mais responsabilidades para com os sistemas de ensino -atuação ainda tímida e insuficiente, na opinião do parlamentar.
Aloysio, entretanto, apontou vício de iniciativa do projeto, já que a criação de ministérios e órgãos da administração pública é competência exclusiva da Presidência da República, assim como a organização e o funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. Como a análise da constitucionalidade da proposta compete à CCJ, o relator apresentou parecer favorável para que a matéria prossiga na tramitação e seja reavaliada .
As senadoras Ana Rita (PT-ES) e Ângela Portela (PT-RR) e o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) apresentaram requerimento de realização de audiência pública para instruir a análise da matéria, mas o pedido não foi votado.
Manifestações
A comissão também aprovou requerimento para incluir participantes em audiência pública a ser realizada sobre “O papel do coletivo Fora do Eixo e da Mídia Ninja nos cenários cultural e jornalístico brasileiros”. Assim, serão convidados o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame; Elimar Nascimento, professor da Universidade de Brasília (UnB); Maria da Glória Marcondes Gohn, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Nina Cappello, do Movimento Passe Livre; e Leonardo Carrato, integrante do Mídia Ninja-DF. A audiência será realizada em conjunto com as Comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).
Segundo Cristovam, o Congresso Nacional precisa debater e entender o que está por trás do movimento que levou milhares de jovens a sair de suas casas para ir às ruas clamar por melhorias.
“Poucas coisas na história política do Brasil recente foram tão importantes quanto esses movimentos sociais” disse o senador.
Autoridade Olímpica
O relatório da Autoridade Pública Olímpica com as atividades e calendários de ações a cumprir para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 também foi lido. Segundo o relator, senador Osvaldo Sobrinho (PTB-MT), estão em dia as atividades preparatórias para os eventos.
Adiados
A votação do PLS 217/2004, do ex-senador Tião Viana (PT-AC), que institui o exame nacional de proficiência em Medicina como requisito para o exercício da profissão de médico no país foi adiada. A senadora Ana Rita (PT-ES) quer analisar a proposta à luz das regras do Programa Mais Médicos, para checar se não haverá incompatibilidades. O senador Cristovam Buarque pediu vista da matéria.
Pela ausência do relator, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), também não foi avaliado o substitutivo da Câmara dos Deputados ao projeto do ex-senador Eduardo Azeredo (PLS 188/2007) que estabelece as regras para o benefício da meia-entrada em eventos culturais e esportivos para estudantes, pessoas com deficiência, jovens carentes de 15 a 29 anos e a parcela da população com faixa etária acima de 60 anos (definida como idosa pela legislação).
Professores e alunos se tornam multiplicadores de práticas ambientais
Jornalista: sindicato
O Instituto Brasília Ambiental realiza nesta terça-feira o 10º Congresso Reeditor Ambiental, em parceria com as secretarias de Educação e de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do DF. O objetivo do evento é apresentar os trabalhos, com temas ambientais, realizados durante o ano por alunos e professores.
O congresso será das 8h30 às 17h, no auditório da Universidade de Brasília, no Campus de Planaltina.
Segundo o secretário de Meio Ambiente do DF, Eduardo Brandão, a ação permite transformar alunos e professores em cidadãos atuantes na preservação do meio ambiente.
“Por meio de um trabalho completo de pesquisa, o aluno aprende a identificar os problemas ambientais de sua região e desta forma apresenta soluções. Este aprendizado ultrapassa os muros da escola, e esta é a parte interessante do Curso Reeditor Ambiental”, destacou Brandão.
Já na décima edição, o Congresso reúne neste ano 16 projetos que serão mostrados por professores e alunos, como exemplo do trabalho de conscientização ambiental realizado. Entre eles: Você Tem Fome de Quê? – realizado pela Escola Classe 19 de Taguatinga Sul; Agroecologia com Princípios – pelo Centro de Ensino Médio 404 de Santa Maria; e Na trilha dos 7 Rs da Sustentabilidade – desenvolvido pela Escola Classe Catingueiro, em Sobradinho DF.
Entre os assuntos abordados pelos alunos para a elaboração dos trabalhos estão: fauna, flora, resíduos sólidos, recursos hídricos, plantio de árvores, reaproveitamento de água, produção agrícola e fitoterapias.
O curso que originou esses trabalhos teve duração de 180 horas/aula e qualificou, neste ano, cerca de 30 professores e 500 alunos, diretamente, alcançando mais de três mil pessoas em diversas regiões do DF.
EXEMPLO
Um bom caso de multiplicação é o trabalho feito pela Escola Classe da 305, na Asa Sul. O projeto sobre alimentação, que aborda hábitos de consumo, descarte de materiais e outros pontos, fez a escola inteira desenvolver uma horta comunitária.
“Neste caso, vemos que um professor conseguiu aplicar a técnica e conscientizar mais de 350 alunos matriculados, e esses, por sua vez, seus familiares. Isto prova que a conscientização trabalhada com crianças e jovens atinge todo um universo”, enfatizou Brandão.
Jornal de Brasília
Fonte: Agência Brasília
Professores do Pará em greve vão à Justiça contra corte de ponto
Jornalista: sindicato
Os professores da rede estadual do Pará, que estão em greve há 50 dias, terão o ponto cortado. Além do desconto, o Estado anunciou nesta segunda-feira (11) que 210 docentes temporários foram contratados para garantir a volta às aulas na rede.
O Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará) informou que vai recorrer do corte, referente a 15 dias. “Não há nenhuma decisão que considere a greve abusiva. Isso é uma tentativa de intimidar os trabalhadores e vamos tentar anular essa medida na Justiça”, afirma Agnaldo Ferreira, que responde pelo setor de comunicação do sindicato.
O governo afirma que a decisão foi tomada “em virtude da inflexibilidade do Sintepp durante as rodas de negociação”.
O Estado informa que 7.000 professores (28% do total) estão em greve, prejudicando 200 mil alunos. O sindicato diz que a greve atinge 50% dos municípios, sendo que em Belém 80% dos professores estão parados.
Segundo o Sintepp, os grevistas aguardam o estabelecimento de metas e a apresentação de um cronograma para o pagamento do piso da categoria retroativo a 2011. Eles também pedem o pagamento de um terço de horas complementares e a regulamentação do PCCR (Plano de Cargo, Carreira e Remuneração), com a inclusão de outros trabalhadores da educação.
O governo afirma que já assegurou avanços, como a unificação do PCCR, e que apresentou um cronograma de pagamento do piso nacional, “mediante análise do crescimento real da arrecadação”, em que a primeira parcela do retroativo será paga na folha de janeiro de 2014. O Estado considera que não há mais propostas a fazer, pois chegou ao seu limite orçamentário.
A categoria tem uma assembleia marcada para esta terça-feira (12), às 15h, para decidir se mantém ou não a greve.
Do Uol
Começa avaliação do Saeb para 7,6 milhões de alunos em todo País
Jornalista: sindicato
Começou nesta segunda-feira, 11, a aplicação das provas do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) para cerca de 7,6 milhões de estudantes do ensino fundamental e médio de todo o País. O exame ocorrerá até o dia 21.
Aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o Saeb é composto por três avaliações: a Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb), a Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc) – também conhecida como Prova Brasil – e a Avaliação Nacional de Alfabetização (Ana).
Os resultados dessas provas são usados para formulação, reformulação e monitoramento das políticas públicas de educação básica.
A Aneb, que é aplicada a cada dois anos, é composta por provas de leitura e matemática. Ela será aplicada para 246 mil estudantes do 5º e do 9º anos (4ª e 8ª séries) do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio das redes pública e particular.
A Prova Brasil, composta por exames de leitura e matemática, será feita por cerca de 4,7 milhões de estudantes. Participarão dessa prova escolas com pelo menos 20 estudantes matriculados em turmas do 5º e do 9º anos (4ª e 8ª séries) do ensino fundamental de escolas públicas das zonas urbana e rural. Ela é aplicada a cada dois anos e a última vez em que ocorreu foi em novembro de 2011, para 4,2 milhões de estudantes.
Já a Ana será aplicada pela primeira vez neste ano e terá periodicidade anual. Ela contará com provas de leitura, de escrita e de matemática. Serão avaliados em torno de 2,6 milhões de estudantes do 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas das zonas urbana e rural que estejam organizadas no regime de nove anos. O exame será aplicado, segundo o Ministério da Educação (MEC) em todas as turmas regulares e em uma amostra de turmas multisseriadas.
“Essas avaliações são extremamente importantes para que os sistemas de ensino acompanhem a qualidade do aprendizado dos estudantes e, quando necessário, realizem intervenções pedagógicas para aprimorar o processo de ensino-aprendizagem”, afirmou o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, em nota do MEC. Teste. Neste ano, será aplicada a prova de Ciências para uma amostra de 84,7 mil estudantes. Destes, 56,7 mil estão em turmas do 9º ano do ensino fundamental e farão o exame como parte da Prova Brasil. Outros 28 mil estão no 3º ano do ensino médio e realizarão a prova como parte da Aneb. A aplicação tem caráter experimental e tem como objetivo validar as matrizes de ciências no Saeb.
Na Aneb e na Prova Brasil, estudantes, professores, diretores de instituições e aplicadores vão responder questionários contextuais, que servirão como instrumentos de coleta de informações sobre aspectos da vida escolar, do nível socioeconômico e cultural dos alunos, formação profissional, práticas pedagógicas e formas de gestão, entre outros. Na Ana, os questionários contextuais serão respondidos apenas por professores e gestores.
Estadão
*Com informações do Ministério da Educação.