Escola estadual de Juara (MT) leva o Prêmio Gestão Escolar 2013

Mais de nove mil escolas se inscreveram no prêmio.
Escola Luiza Nunes Bezerra recebeu o título ‘Referência Brasil’ e R$ 30 mil.
Foi entregue nesta quinta-feira (31), em Brasília, o Prêmio Gestão Escolar 2013. Projetos criativos e o empenho de professores, pais e alunos foram destaque na premiação.
Se não tem biblioteca, o carrinho de supermercado cheio de livros ajuda a incentivar a leitura entre os alunos de uma escola em Araras, São Paulo.
Outra escola, em Boa Vista, Roraima, firmou parcerias e oferece cursos profissionalizantes. Oportunidade que mudou a vida de muitos alunos.
Em Juara, Mato Grosso, o aperfeiçoamento constante dos professores e projetos criativos acabaram com a evasão escolar.
A escola em Jaçanã, Rio Grande do Norte, que sofria até com a falta d’água, buscou o apoio da comunidade para construir uma cisterna e uma quadra de esporte.
Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, a participação dos pais e aulas de reforço melhoraram o aprendizado dos alunos.
Essas foram as cinco escolas finalistas do Prêmio Gestão Escolar 2013.
O objetivo do prêmio é valorizar as práticas de gestão, iniciativas e projetos que melhorem a qualidade do ensino nas escolas públicas. É um prêmio para quem tem compromisso com a educação. O prêmio é uma iniciativa do Conselho Nacional de Secretários de Educação e conta com o apoio de 13 entidades parceiras.
“O importante é que ano a ano mais escolas elaboram seus projetos e participam do Prêmio de Gestão Escolar”, declara Maria Nilene Badeca da Costa, presidente do Consed.
Mais de nove mil escolas se inscreveram no prêmio; 27 foram selecionadas como destaque estadual e no Distrito Federal, e receberam R$ 6 mil cada uma. Cinco delas foram finalistas, como destaque nacional, e receberam, cada uma, R$ 10 mil.
“Seguramente a gente precisa de mais recursos para a educação, mas não basta só recursos. Precisa gestão. Precisa ter um profissional, um educador apaixonado pela sua escola, pelos seus alunos, disposto a escutar os pais”, afirma Aloizio Mercadante, ministro da Educação.
A campeã foi divulgada nesta quinta-feira (31). Na hora do anúncio, a solidariedade entre os diretores concorrentes. A vitória foi da escola estadual Luiza Nunes Bezerra, de Juara, Mato Grosso, que, com criatividade, acabou com a evasão escolar. A escola recebeu o prêmio ‘Referência Brasil’ e R$ 30 mil.
“Ele vai ser investido totalmente em projetos e de volta para os alunos. Vai ser tudo aplicado na escola para que os alunos desfrutem disso com a máxima qualidade para que melhore ainda mais os nossos índices”, declara Sibeli Lopes, diretora da escola.
Em Juara, alunos, professores e funcionários comemoraram a vitória.
O Prêmio Gestão Escolar é uma iniciativa do Conselho Nacional de Secretários de Educação, da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, da Unesco, do Ministério da Educação e da Fundação Roberto Marinho.
Fonte: G1

Educação Integral – Financiamento e Infraestrutura

Financiamento e infraestrutura ainda são desafios difíceis de serem equacionados para assegurar uma educação integral de qualidade. A expansão das expectativas de desenvolvimento dos estudantes e do seu tempo de permanência na escola demanda novos investimentos, como o aumento da quantidade e da carga horária de educadores e funcionários e a garantia de estrutura para refeições, higiene e atividades educativas mais diversificadas.
A gestão pública no nível federal, estadual e municipal precisa pensar em caminhos para apoiar as escolas a efetivar as condições mínimas necessárias para a realização do programa.
Cabe à Gestão Pública Federal:
Financimento:
Fundeb: Rever o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica de acordo com as demandas das escolas que adotam modelos de educação integral, considerando, por exemplo, a necessidade de recursos para a montagem de refeitórios adequados.
Tribunal de Contas: Apoiar a formação do Tribunal de Contas no campo da educação integral, a fim de que proponha caminhos orçamentários que favoreçam a autonomia das escolas, com ações mais articuladas e procedimentos menos burocratizados.
Prestação de Contas: Fortalecer o diálogo com o Ministério Público, de forma a adequar os prazos de prestação de contas das escolas ao contexto de cada município e ao programa desenvolvido, bem como para apoiá-las e formá-las na gestão de recursos e na articulação com equipamentos e organizações comunitárias.
Incentivo: Desenvolver, em diálogo com a sociedade civil e o Legislativo, lei de incentivo fiscal voltada ao financiamento de ações de educação integral nas escolas e na comunidade.
Sistema Nacional: Investir na criação de um sistema nacional de educação, que facilite, entre outros pontos, o repasse e recebimento das verbas necessárias por estados e municípios.
Infraestrutura:
Marcos Legais: Criar, com o apoio do Legislativo, marcos legais que definam a infraestrutura mínima necessária para garantia da qualidade dos processos educativos realizados na escola e na comunidade.
Fonte: Blog Porvir

Projeto prevê limite de peso da mochila dos estudantes

Alunos só poderão levar material equivalente a 15% do peso corporal.
Excesso de peso nas costas pode gerar problemas de saúde para jovens.
Um projeto no Congresso tem chamado a atenção em Brasília. Os parlamentares querem limitar o peso da mochila dos estudantes.
As escolas terão que providenciar armários para que os alunos possam guardar livros, cadernos – sem ter que carregá-los todos os dias nas costas.
Pelo projeto, os alunos só vão poder levar nas mochilas o equivalente a 15% do peso corporal.
Livros, cadernos, agenda… É tanto material para levar para a escola que, aos oito anos, Ísis já reclama de dores por causa da mochila. “Eu senti uma dor nas costas e era muito pesado”, diz a menina.
O excesso de peso nas costas pode gerar problemas de saúde para jovens numa fase em que a coluna ainda está em formação.
“A gente vê isso na fase de adolescência, depois dos 14, 15 anos de idade, pessoas com problemas posturais graves”, afirma o ortopedista Julian Machado.
O Congresso quer limitar a quantidade de material escolar que os estudantes carregam. Um projeto de lei determina que o aluno não poderá levar carga superior a 15% do próprio peso em bolsas ou mochilas. E segundo a relatora, a escola vai ter que oferecer um espaço para o aluno guardar os livros.
“Ela deverá disponibilizar armários para que os alunos possam levar parte do seu material didático. Porque dessa forma ele não vai ter prejuízo no seu processo de ensino à aprendizagem”, explica a senadora Angela Portela (PT-RR), relatora do projeto.
Pela proposta, uma aluna como a Nicole, que tem 12 anos e pesa um pouquinho mais do que 42 kg, poderia levar na mochila uns 6 kg. Numa quinta feira, ela tem aula de ciências, português, matemática, gramática. Tudo na balança indica 7 kg. “Ah, eu levo a mochila de rodinhas mesmo”, diz Nicole.
O pai da Nicole, que é da Confederação Nacional das Associações de Pais e Alunos, também acha que é peso demais. Mas ele aponta falhas na proposta.
“Uma das fragilidades da lei é essa questão da aferição do peso do aluno e do conteúdo que está sendo levado. Quem é que vai fiscalizar isso? Quem é que vai ser punido? A escola?”, questiona Luis Cláudio Megiorin, coordenador da Confenap.
Mas o detalhe é que o objetivo não é punir. O projeto prevê campanhas educativas para que pais, alunos e escolas aprendam a calcular o peso adequado. No caso de alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, os pais deverão assinar um documento com essa informação.
Fonte: Bom Dia Brasil

Mais da metade dos alunos de colégios particulares não sabe qual carreira seguir

Maioria diz que pais influenciam decisão; para psicólogos, dúvida reflete falta de maturidade e de autoconhecimento
No começo de 2013, Maria Vitória do Nascimento Barbosa, de 18 anos, pensou em prestar Medicina e Arquitetura. Chegou a fazer um curso para treinar para a prova de habilidades específicas de Arquitetura, mas acabou desistindo. Quando as inscrições da Universidade de São Paulo (USP) abriram, Maria estava decidida: queria fazer Letras e trabalhar como tradutora. Nos últimos meses, porém, acha que sua vontade é seguir a profissão da mãe e se formar em Direito.
A confusão que Maria Vitória está passando em um período tão próximo de terminar o colégio – ela está no 3º ano do Ensino Médio – é mais comum do que muitos podem pensar.
De acordo com pesquisa feita pela Teenager Assessoria Profissional com 3.718 estudantes de colégios particulares de São Paulo, mais da metade dos alunos do ensino médio está indecisa ou não tem ideia de qual carreira deseja seguir.
Os dados apontam que, dos entrevistados, 46,99% estavam indecisos e 12,16% não tinham ideia da profissão a ser seguida. Apesar dessa indecisão, 87,71% queriam fazem um curso universitário.
É o caso de Maria Vitória. Mas a adolescente está tranquila quanto a indecisão. Estudante do Colégio Etapa, ela diz que os pais sempre apoiaram que ela fizesse uma viagem e um ano de cursinho para pensar melhor na escolha profissional.
Greiciane Gonçalves, de 17 anos, está na mesma situação: vai reservar 2014 para pensar no futuro. Sua dúvida é entre Moda ou Publicidade.
“Eu gosto muito de moda. Além de já fazer trabalhos como modelo, também gostaria de ser estilista, tenho muita criatividade. Mas fico indecisa com publicidade. Tenho amigos que fazem e converso muito com eles, acho que é uma coisa que eu gostaria também”, diz.
Para o consultor em profissões da Teenager, Tadeu Patané, a escolha de Maria Vitória e de Greiciane vai depender do autoconhecimento.
“O aluno tem que pesquisar, conhecer o curso e, mais, saber o que faz o profissional. Os jovens ainda ficam muito confusos com o que o profissional faz, como é o dia-a-da da profissão”, diz.
Para perceber que Artes não era apenas um passatempo, Bruna Mayer, 17 anos, teve que passar por esse período de “autoconhecimento”. “Sempre desenhei e fiz cursos na área, mas só no ano passado comecei a pensar nisso como uma profissão. Eu gosto muito de Exatas e pensava que faria Matemática ou Engenharia”.
A decisão pelas Artes veio quando Bruna passou a pesquisar as possibilidades pela internet, fazer perguntas no colégio onde estuda e para antigos professores de desenho e pediu para conhecer o trabalho de amigos na área. “Hoje sei que é que quero fazer”.
A idade do jovem
Para Miguel Perosa, especialista em psicologia do adolescente e professor da PUC-SP, essa indecisão apontada pela pesquisa tem tudo a ver com a maturidade. “Sempre digo que faculdade deveria ser obrigatória depois dos 21 anos”, diz rindo.
Para ele, os jovens deveriam ter uma experiência profissional antes de ter que escolher uma carreira. “Ainda mais que estamos em uma época em que a identidade pessoal está cada vez mais difícil de exercer, em que as pessoas estão muito mais voltadas para a aceitação do grupo”, pondera.
Se o grupo social em que os estudantes vivem pode ser um fator de influência, a pressão dentro de casa e o medo de decepcionar os pais também aparece na pesquisa.Os dados da Teenager apontam que do total de entrevistados, mais de 50% afirmaram que os pais têm total ou muita influência na hora da escolha profissional. Menos de 10% disseram que os pais não interferem em nada.
Experimentação
Para trabalhar o lado profissional desde o início do Ensino Médio, o Colégio Santa Maria faz um projeto com os alunos para que eles comecem a pensar desde cedo na carreira. No 1º ano, ajudam o aluno a se conhecer e a perceber as áreas que tem mais afinidade; no 2º, eles passam a conhecer as profissões e carreiras; no 3º, devem se preocupar com a escolha da universidade.
“Já no segundo ano, a gente percebe alguns grupos entre os alunos. Alguns – mais maduros – começam a ter noção do que querem e há aqueles que ainda não se preocupam com esse universo e com vestibular. Mas, mesmo entre os que se preocupam, há quem tenha gostos totalmente diferentes, como música, engenharia ou direito”, explica Maria Soledad Más Gandini, orientadora da 2ª série do Ensino Médio do Santa Maria.
Para ajudar a sanar esta confusão, a escola promove o Projeto Semana na Empresa, que leva os estudantes a passar alguns dias vivenciando uma profissão. “O retorno que tenho tido é interessante. Às vezes o aluno tinha certeza do que queria e acaba voltando dizendo que não quer mais”, afirma Maria.
A orientadora ressalta que é importante que as escolas participem ativamente nesse aspecto da vida dos alunos. “Não dá pra separar a escola da decisão profissional do aluno. Por sinal, é uma pena que a gente só consiga mexer nesse assunto quando o estudante entra no Ensino Médio, porque cada vez se torna mais necessário fazer esse acompanhamento mais cedo. Esse projeto existe há 15 anos e no começo os alunos já tinham mais definição do que queriam. Hoje eles têm mais dúvidas, até porque o número de profissões aumentou”.
 
Fonte: Último Segundo

Especialistas debatem a educação na globalização

A sessão plenária do terceiro e último dia do World Innovation on Summit for Education (Wise) 2013, um dos maiores eventos de educação do mundo, realizado em Doha, no Catar, discutiu os obstáculos da educação em um mundo globalizado. O debate mostrou que o Brasil não enfrenta sozinho o desafio de, mais do que colocar as crianças na escola, oferecer um ensino de qualidade, que forme cidadãos para uma convivência global.
“O mundo está mudando e a a educação também precisa ser modificada, de forma a atender as novas demandas que vêm surgindo. Precisamos de um modelo mais flexível”, defendeu a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, que abriu a discussão.
Para Qian Tang, assistente de educação da direção-geral da Unesco, a sociedade continua preparando as pessoas apenas para o mercado de trabalho, mas uma educação de qualidade deve fazer muito mais do que isso. “Precisamos falar de valores, de caráter, da convivência com o outro, com o diferente. Não basta o que estamos oferecendo. Estamos tirando de nossos filhos um futuro melhor.”
Presidente do Centro de Políticas Públicas da Universidade Católica do Chile, Francisco Claro ressaltou que a mudança também deve passar pela formação dos professores. “Precisamos também formá-los com mais qualidade para que possamos aproveitar todas as possibilidades que o mundo nos oferece. Temos de criar um sistema que coloque a qualidade como ponto central do processo.”
 
Fonte: Estadão

Abertas inscrições para concurso de curtas sobre Lei Maria da Penha

Os interessados em participar do concurso, que neste ano será voltado aos estudantes do ensino médio, deverão produzir um vídeo, de um a cinco minutos, por meio de celular ou câmera digital.
Estão abertas as inscrições para a segunda edição do Concurso de Curta Documentário sobre a Lei Maria da Penha. Com o tema “Violência contra a mulher, o que você tem a ver com isso? Grave um vídeo. Compartilhe com o mundo!”.
A iniciativa tem o objetivo de chamar atenção, de uma forma criativa e inovadora, para o problema da violência de gênero e, ao mesmo tempo, conhecer as impressões da sociedade sobre a lei.
Os interessados em participar do concurso, que é promovido pelas Procuradorias da Mulher da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em conjunto com a Bancada Feminina e com o apoio do Banco Mundial, têm até 15 de dezembro para se inscrever.
Ensino médio
Nesta segunda edição, a iniciativa terá foco na educação e será especialmente voltada aos alunos do ensino médio, com idades entre 14 e 18 anos, de escolas públicas e particulares.
Para se inscrever, os estudantes deverão produzir um vídeo, de um a cinco minutos, por meio de celular ou câmera digital, e postá-lo no site de carregamento de arquivos do Youtube. As inscrições deverão vir acompanhadas do nome de um professor responsável.
O candidato deverá inserir o link do arquivo no campo correspondente da ficha de inscrição, disponibilizada online no portal do concurso. Cada estudante poderá inscrever apenas um vídeo e as obras deverão ser inéditas.
Educação
Na avaliação da procuradora da Mulher da Câmara, deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), é fundamental que essa discussão chegue às salas de aula. “Temos visto, muitas vezes, as escolas se transformarem em lugar de intolerância, de bullying, de violência, não apenas contra as mulheres, mas contra o que é considerado ‘fora do padrão’. Com essa iniciativa, esperamos ter a oportunidade de convidar os alunos a refletir sobre as formas de violência e ajudar a educar para o respeito às mulheres e à diversidade”, afirma.
A deputada Jô Morais (PCdoB-MG), que presidiu a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Nacional destinada a investigar a situação de violência contra a mulher no Brasil, observa que uma das propostas finais da CPMI foi exatamente a de incorporar o tema no currículo do ensino médio. “É no banco das escolas que se torna possível construir uma cultura de respeito e paz, sobretudo no âmbito doméstico. Daí a importância de que o concurso envolva alunas e alunos”, avalia.
Premiação
O concurso premiará seis alunos – um por região e outro por júri popular – e seis professores responsáveis pelos trabalhos, com um tablet para cada e a vinda a Brasília para participar da cerimônia de premiação, prevista para ocorrer no Dia Internacional da Mulher no Congresso Nacional, em 8 março de 2014.
Os trabalhos selecionados pela Comissão Julgadora serão exibidos nos veículos de comunicação da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, do Ministério da Educação e nas redes de comunicação dos parceiros, como o Banco Mundial, além de disponibilizados no portal www.curtamariadapenha.com.br.
Agência Câmara
 

Votação de relatório sobre direito de greve do servidor adiada para dia 7

Anteprojeto é considerado autoritário por secretário da CUT
Foi adiada para a próxima quinta-feira (7) a votação do relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) sobre a regulamentação do direito de greve do servidor público. Prevista para esta quinta-feira (31), a votação do anteprojeto na Comissão Mista de Consolidação de Leis e de Dispositivos Constitucionais foi cancelada por falta de quórum.
Após ser aprovada na comissão, a proposta será analisada pelos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado, mas o texto enfrenta resistência da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de outras centrais sindicais.
A proposta regulamenta o direito de greve dos servidores públicos estabelecido pela Constituição de 1988. Segundo o relator, esse direito “ainda encontra seu exercício mitigado em face de inexistência de norma que fixe seus termos e limites”. Hoje o Poder Judiciário tem tomado decisões em relação à extensão desse direito. Caso aprovada, a regulamentação será aplicada a todos os poderes e todas as esferas da Federação.
Pelo anteprojeto apresentado por Jucá, pelo menos 50% dos servidores públicos terão que continuar trabalhando em caso de greve do funcionalismo. Na área de segurança pública, como as polícias Civil e Federal, o movimento grevista vai ter que garantir que pelo menos 80% do efetivo continue em serviço.
No caso de serviços considerados essenciais, 60% dos servidores terão que trabalhar durante a greve. São considerados pelo texto como essenciais os serviços de assistência médico-hospitalar, o de abastecimento de água, o de captação e tratamento de lixo, a distribuição de energia, o transporte coletivo e os serviços de telecomunicações, por exemplo.
O texto de Romero Jucá proíbe ainda a greve de integrantes das Forças Armadas, de policiais militares e de bombeiros. “A proposta protege os direitos da sociedade, que paga o servidor público por meio dos impostos”, salientou.
Remuneração
Além de só permitir a paralisação parcial dos servidores públicos, o anteprojeto estabelece que um dos efeitos imediatos da greve será a suspensão do pagamento dos salários dos dias não trabalhados. De acordo com o texto, os servidores só receberão pagamento referente ao período da greve caso haja acordo que preveja a compensação dos dias não trabalhados.
O texto prevê ainda que os servidores só poderão entrar em greve depois de comunicarem à direção do órgão sobre a paralisação com, pelo menos, 15 dias de antecedência. No mesmo prazo, o movimento grevista terá que apresentar um plano de continuidade dos serviços públicos ou atividades estatais, e informar a população sobre a paralisação e sobre as reivindicações da categoria.
O anteprojeto ainda determina que a greve dos servidores só poderá ocorrer depois de assembleia geral que defina as reivindicações e que decida sobre a paralisação das atividades. As deliberações da assembleia e o indicativo de greve terão que ser apresentados ao Poder Público, que terá 30 dias para se manifestar – dizendo se acata as reivindicações, apresentando contraproposta, ou explicando por que não pode aceitar o que pedem os servidores. A proposta também proíbe o Poder Público de demitir ou impor outro tipo de penalidade ao servidor por sua participação na greve.
Críticas
O secretário-adjunto de Relações do Trabalhoda CUT, Pedro Armengol, considerou a proposta autoritária e afirmou que ela não foi debatida com as entidades representativas dos trabalhadores e dos servidores. Ele defende que o direito de greve seja tratado na mesma lei que regulamentará as negociações coletivas dos servidores públicos. “Querem restringir o direito dos trabalhadores se mobilizarem sem garantir uma efetiva negociação de sua pauta de reivindicações”, disse.
Agência Câmara
 

 

Livro gera polêmica sobre o que meninas e meninos podem fazer

Uma atividade para alunos do 5º ano do ensino fundamental causou repercussão nas redes sociais ao propor que as crianças diferenciassem preferências de homens e mulheres. A questão foi aplicada em uma escola particular de Natal e questionada pela tia de uma das alunas. Mestre em psicologia escolar, Soraya Souza compartilhou o exercício em sua página no Facebook afirmando que a atividade impõe padrões. O exercício está em um livro de ciências da Editora Positivo, que nega o favorecimento de estereótipos na atividade, mas confirma que o material será mudado para 2014.
A questão pede que os alunos observem os itens sugeridos e, com base neles, respondam quais os meninos e meninas têm mais afinidade. Nas opções estão ações como “usar brinco”, “lavar louça”, “cuspir no chão”, “usar biquini e sutiã”, “jogar futebol”, entre outras. Os alunos devem ligar os itens a duas opções: “meninos podem fazer” e “meninas podem fazer”.
Soraya Souza, que teve a postagem compartilhada por quase seis mil pessoas, explica que tomou conhecimento da atividade depois que a própria sobrinha, de 11 anos, procurou a mãe perguntando sobre a questão. “Minha irmã ficou indignada. A menina disse que não marcou sutiã para os meninos porque normalmente eles não têm mamas grandes. Ela entende com todas aquelas coisas poderiam ser feitas, mas queria saber porque o livro explicava daquela forma”, explica.
Para a mestre em psicologia escolar, a atividade é restritiva. “É feita uma comparação de gênero com base no sexo biológico. O que identifica uma pessoa como homem e mulher é ela quem vai dizer, e não o que ela pode ou não fazer. Vivemos em um país com índices elevados de violência contra a mulher e homossexual e onde mãe solteira é mal julgada pela sociedade. Está sendo reproduzido um estereótipo de gênero e isso é perigoso, pois é reportado na cabeça de quem já pensa assim”, critica.
Na resposta enviada a Soraya, além de negar a imposição de padrões, a Editora Positivo explica que “a atividade é parte de um contexto onde o objetivo é justamente promover o debate para combater relações autoritárias e questionar a rigidez dos padrões”. De acordo com a editora, o manual do professor, que acompanha todos os livros da coleção, contém orientações metodológicas para condução das atividades.
A mestre em psicologia escolar discorda da posição. “Os professores foram responsabilizados, quando na verdade o contexto envolve a instituição e a escolha do material. Isso não é feito pelo professor, que está abaixo nessa cadeia. Não é possível acreditar que o docente dará conta de toda a questão envolvida no exercício”, opina.
Quanto ao caso da sobrinha, Soraya explica que o assunto tem sido debatido junto à escola, porém a intenção da mãe é mudar o colégio da filha no ano que vem. “É preciso que as instituições tratem o tema de forma mais condinzente com a realidade. As mudanças na sociedade são sutis, demoradas, mas estão acontecendo”, conclui.
Nota da Editora Positivo
A Editora Positivo considera legítima a preocupação com o tema e a relevância da questão. Entretanto, esclarece que a finalidade do exercício apresentado não é impor padrões ou corroborar com estereótipos de gênero. A atividade é parte de um contexto onde o objetivo é justamente promover o debate para combater relações autoritárias e questionar a rigidez dos padrões.
O manual do professor, que acompanha todos os livros da coleção, contém orientações metodológicas (OMs) ao docente para conduzir essa atividade, com o objetivo de subsidiar a ação do professor e abrir a discussão a todas as possibilidades que possam surgir no decorrer da aula.

G1

Escolas mais caras em 2014

Escolas mais caras até 17%O índice é resultado de um levantamento feito pelo Correio, com a colaboração da Aspa-DF, e corresponde quase ao triplo da previsão da inflação de 2013. O sindicato das instituições particulares não fará estudo do valor médio de reajuste das mensalidades para 2014
O fim do ano letivo se aproxima e começa o período de matrículas nos colégios particulares do Distrito Federal. Como ocorre todos os anos, muitos pais se preocupam com o preço da mensalidade dos filhos. Desde que o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) decidiu investigar o aumento anual das escolas, as instituições de ensino do DF estão mais cautelosas ao divulgar os preços das mensalidades. Não há um percentual oficialmente definido, mas pesquisa feita ontem pelo Correio, com ajuda da Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do DF (Aspa-DF), encontrou reajustes de até 17% em escolas do Plano Piloto.
Ao contrário de anos anteriores, o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe-DF) — representante legal de metade das escolas de educação infantil, fundamental e média do DF — não fez nem pretende apurar entre as instituições o percentual médio de aumento. “Podemos conversar com uma ou outra escola, mas não existe nenhuma reunião marcada para as próximas duas semanas”, informou a presidente do sindicato, Fátima de Mello Franco. À reportagem, ela disse desconhecer o índice médio de correção, mesmo que informalmente.
Fátima defende que cada instituição tem autonomia para estabelecer os índices de acordo com o seu planejamento pedagógico e estratégico. “Cada uma tem uma planilha de custos que varia de acordo com sua realidade. É preciso ver o que a escola vai oferecer para o próximo ano, não cabe ao Sinepe fixar índices.” Segundo ela, em 30 de agosto, o sindicato deu um curso para orientar 45 gestores de colégios a elaborar a planilha de custos para, assim, definir os reajustes. “Esse é nosso papel”, afirmou.
Outro sindicato que representa as escolas, o Sindicato Interestadual das Mantenedoras de Ensino Particular, Creches e Cooperados da Região Integrada do Desenvolvimento do DF e Entorno (Sindmec), orientou as escolas a fixarem índices entre 12% e 14% . “Sabemos que os pais reclamam dos aumentos, mas precisamos levar em conta nossos custos. Estamos discutindo com os professores um reajuste salarial de 8,5%. Os funcionários administrativos também pediram 8,5%”, afirma o presidente do Sindmec, Anchieta Coimbra. “Somente de reajustes salariais teremos entre 17% e 20% de elevação dos custos. Mas as escolas nunca repassam isso de uma vez para os pais, sob pena de perder alunos para a rede pública”, explicou
Incerteza
Muitos pais ainda não sabem ao certo de quanto será o reajuste na mensalidade dos filhos. As matrículas para novos alunos começaram no início deste mês, mas os antigos têm prazo até dezembro para a renovação. A funcionária pública Priscila de Matos tem dois filhos, de 3 e 6 anos, em escola particular. Ela ainda não fez a matrícula deles para o ano que vem, mas soube, por outros pais, que a mensalidade será reajustada em 9% ou 10%, percentual alto na opinião dela. “Atualmente, eu e meu marido conseguimos conciliar o pagamento da escola com as demais contas da casa. Mas, quando não der mais, pensaremos em alternativas de colocar um dos dois em uma escola mais barata”, conta. “Sou classe média, optei pela escola em vez de ter uma funcionária — só tenho diarista. Nosso salário não aumenta, criar filho está muito caro, principalmente se quiser manter boa qualidade de educação”, reclama ela que, mesmo tendo dois filhos matriculados no mesmo estabelecimento, não tem nenhum desconto.
O presidente da Aspa, Luis Claudio Megiorin, afirma que a investigação do MP está incomodando as instituições, que estão mais “comedidas” na hora de estabelecer um índice de reajuste. Segundo ele, entre as 13 na mira dos promotores, o percentual variou entre 8% e 10%, percentual inferior ao de anos anteriores. Mas ontem ele encontrou dois casos preocupantes: o de uma escola que reajustou a mensalidade de acordo com a série, e os índices variam entre 0% e 13,59%, e o do colégio que estabeleceu 17% de aumento sem dar nenhuma explicação aos pais. “Pode até ser que tenha alguma explicação para esses índices, mas queremos entender. Não existe transparência das escolas”, afirma.
Mesmo o aumento de 10% está acima da inflação, que deve ficar entre 5,5% e 6% no DF no fim de 2013. O economista Newton Marques, chefe do Núcleo de Análise dos Índices de Preços da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), especialista em inflação, no entanto, ressalta que a alta dos preços não deve ser o único fator a ser considerado no reajuste dos colégios. “É preciso analisar também os custos com aluguel, energia, salário dos professores, exatamente o que aumentou e o peso de cada um dos itens na mensalidade”, ressalta. As escolas justificam que o preço da mensalidade leva em conta a proposta pedagógica, o aumento nos gastos com os recursos humanos e as melhorias tecnológicas e materiais.
 
Fonte: Correio Braziliense

Secretaria Estadual de Educação de SP vai oferecer curso de 7 idiomas em 2014

Inscrição deve ser feita até início de dezembro; vagas são destinadas exclusivamente a alunos da rede estadual
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo está com inscrições abertas para os alunos da rede de ensino interessados em frequentar um dos 224 Centros de Estudos de Línguas (CELs) existentes no Estado. Os centros oferecem aulas de um ou mais idiomas como alemão, francês, inglês, japonês, mandarim, espanhol e italiano.
Para frequentar um desses cursos, os estudantes podem procurar o CEL mais próximo, verificar a grade disponível e fazer o cadastro para o próximo ano letivo.
Para que os CELs organizem a demanda, a orientação é que as inscrições sejam feitas até a primeira semana de dezembro. Cada centro é responsável por organizar as turmas. Os cursos são oferecidos antes ou depois das aulas regulares e fazem parte das ações da Secretaria para ampliar a permanência dos estudantes nas escolas.
Podem se inscrever para o próximo ano alunos da rede estadual de Ensino Fundamental e Ensino Médio e, para o cadastro, os interessados ou seus responsáveis devem comparecer às unidades que oferecem os cursos, portando cópia do RG e declaração de matrícula da escola de origem.
Os cursos são ministrados por professores diplomados. Após o término dos módulos semestrais ou anuais – de acordo com o idioma- o participante recebe o certificado de conclusão. São 58 unidades na capital e Região Metropolitana e 166 no interior.
 
Fonte: Último Segundo

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