EAD: um oceano azul na educação

O Brasil ultrapassou a marca de um milhão de alunos matriculados em cursos de graduação na modalidade a distância. É o resultado de um crescimento que chama a atenção, pois em menos de uma década houve um salto de 59.611 estudantes (2004) para 1.113.850, de acordo com o Censo de Educação Superior 2012 divulgado pelo MEC.
 
Gráfico Matriculados
 
A Educação a Distância (EAD) é a escolha de 15,8% dos mais de sete milhões de alunos em cursos de Graduação. Se comparada ao crescimento no número de matrículas entre 2011 e 2012, a EAD teve um aumento de 12,2%, enquanto os cursos presenciais avançaram apenas 3,1%.
 
Apesar de o país ter 2.416 instituições de ensino superior, sendo 304 públicas e 2.112 particulares, apenas 5 universidades e centros universitários concentram mais de 40% do total de matriculados em cursos de graduação a distância. Trata-se de um fenômeno que pode ser explicado quando se percebe a imensa janela de oportunidade que o setor de Educação apresenta atualmente.
 
Saímos da Sociedade Industrial e entramos na Sociedade da Informação. Isso significa diferentes demandas do mercado de trabalho, relações sociais marcadas pela complexidade e mudanças na forma como as pessoas aprendem. Algumas escolas e universidades ainda estão estruturadas para o modelo anterior, com fortes traços culturais medievais, ênfase no saber enciclopédico e tratamento indiferenciado dos estudantes.
 
Quem primeiro acreditou na EAD acabou por se deparar com um novo mercado ao desenvolver uma inovação de valor baseada na flexibilidade de tempo, flexibilidade de espaço e na personalização das relações de ensino-aprendizagem que a tecnologia passou recentemente a permitir. Houve o alinhamento de uma nova experiência proporcionada ao estudante, com preços mais competitivos e ganhos de custo. É a base da estratégia do oceano azul, conceito largamente difundido no meio empresarial.
 
A novidade maior é que as práticas atuais de EAD são apenas uma pequena parte do que é possível e necessário inovar para realmente trazer as instituições educacionais para esse novo tempo. Vários outros oceanos azuis vão se abrir para os que tiverem visão, coragem e determinação para inovar.
 
Luciano Sathler é colunista do Canaltech, PhD em Administração pela FEA/USP e Diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância. 
Fonte: Canal Tech

Acuados, professores da rede pública se apavoram com onda de violência

Acuados e com medo dos próprios alunos. É assim que se encontram a grande parte dos professores da rede pública de ensino em Mato Grosso do Sul. De acordo com matéria publicada na edição de hoje (6) no jornalCorreio do Estado, temendo represália e até mesmo agressões por parte dos estudantes, o comportamento dos docentes é de se isentar quando se fala em violência. Para se ter uma ideia da extensão do problema, 76% de mil educadores e profissionais, da área entrevistados para um trabalho de doutorado, afirmam já terem presenciado atos de violência no ambiente escolar.
 
As agressões vão desde xingamentos e bullying até vias de fato, com violência física entre estudantes e contra professores e funcionários dos colégios. Nos casos extremos, há mortes, como no caso da estudante Luana Vieira Gregório, de 15 anos, e de um em Nova Andradina, em junho do ano passado, quando um jovem de 16 anos matou o diretor da escola em que estudava.
 
Para o doutor em educação Marcos Paz, a apreensão dos professores ocorre porque a violência já está banalizada e muitos adolescentes não se importam com a situação. “Hoje esses adolescentes filmam as brigas e riem. Já está banalizado e o professor não se envolve nesse enfrentamento porque pode ser cobrado depois”, comenta.
 
Vítima de uma dessas violências, o professor de Física Rafael da Silva Lima, 30 anos, levou três facadas de um estudante que em 2012 tinha 17 anos. O docente atuava na Escola Estadual José Barbosa Rodrigues, no Bairro Universitário, no período noturno.
 
Fonte: Correio do Estado/A reportagem é de Lucia Morel.

MEC divulga notas dos cursos superiores no Enade 2012

Cerca de 30% dos cursos ficaram com conceito insuficiente. Apenas 5,4% dos cursos obtiveram nota máxima.
 
O Ministério da Educação disponibilizou na tarde desta segunda-feira (7) os resultados dos cursos das instituições de ensino superior que participaram do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) em 2012 (veja no link ao lado). Segundo o MEC, cerca de 30% dos cursos ficaram abaixo da média considerada aceitável no Conceito Enade. Foram avaliados cursos na área de humanas.
Esse índice monitora a qualidade dos cursos de graduação e divide as instituições (universidades, faculdades e centros universitários) por totais contínuos que vão de 0 a 5 pontos, com divisão por casas decimais, e em faixas que vão de 1 a 5. Avaliações abaixo de três são consideradas insatisfatórias pelo MEC. Elas tiraram conceito 1 ou 2 como resultado final do Exame. Para estarem em um nível aceitável de prestação de serviços de educação, é preciso tirar de 3 a 5, a nota máxima.

Índices dos cursos avaliados do Enade

Conceito PÚBLICAS PRIVADAS TOTAL
Nota 5 17,0% 3,5% 5,4%
Nota 4 29,8% 17,3% 19%
Nota 3 33,7% 45,6% 43,9%
Nota 2 14,4% 29,4% 27,3%
Nota 1 3,6% 2,5% 2,7%
Sem   nota 1,6% 1,8% 1,8%
Cursos   avaliados: administração,   ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação so cial, design,   direito, psicologia, relações internacionais, secretariado executivo e   turismo, além dos cursos superiores tecnologia em gestão comercial, gestão de   recursos humanos, gestão financeira, logística, marketing e processos   gerenciais.
Fonte:   MEC/Inep

O conceito Enade é o principal indicador do Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC) que, segundo o MEC, será divulgado no final deste mês.
Entretanto, mesmo com o resultado, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, considera que o ensino no país está evoluindo se comparados aos resultados do Enade de 2009, quando foi feita a avaliação dos mesmos cursos avaliados em 2012.
Ao todo, participaram do Enade de 2012 um total de 7.228 cursos, pertencentes a 1.646 instituições de Educação Superior brasileiras. Os universitários fizeram a prova no dia 25 de novembro do ano passado para avaliar os cursos de bacharelado em administração, ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação so cial, design, direito, psicologia, relações internacionais, secretariado executivo e turismo, além dos cursos superiores tecnologia em gestão comercial, gestão de recursos humanos, gestão financeira, logística, marketing e processos gerenciais.
A prova teve 20,1% de abstenção em todo o país. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o exame teve a participação de 469.478 de estudantes concluintes de cursos superiores de graduação ou tecnológicos. Ao todo, 587.351 estudantes estavam habilitados e inscritos.
Para combater o boicote dos estudantes, a partir da edição do ano que vem, será necessário que todos eles permaneçam em sala por pelo menos uma hora após o início da prova. Somente a assinatura da presença não valerá mais como participação válida, anunciou o MEC nesta segunda.
Mercadante afirmou que o boicote está diminuindo e criticou alunos que apenas assinam a prova. “O boicote propriamente nós quase não temos. Antes nós tínhamos em torno de 20% dos estudantes das instituições aqui no caso não participavam do Enade. Hoje é muito residual essa situação, mas temos ainda alguns estudantes, porque se não fizerem o Enade não podem se formar, que simplesmente assinam a prova e prejudicam todos os outros que estão se esforçando para garantir uma boa nota para a sua instituição. Então, quem entrou e assinou, perdeu. Não vai se formar”.
Edição anterior
Na edição do Enade do ano passado, 5,4% de todos os cursos participantes tiraram nota 5 e 19% tiraram nota 4. A maior parte, equivalente a 43,9%, tirou nota 3. Abaixo da média, ficaram 27,3% com nota 2 e 2,7% com 1.
Na comparação dos resultados de 2012 com 2009, o número de cursos que ficaram abaixo da média aceitável aumentou. Ao todo, passaram de 24,2% para 30%. Há quatro anos atrás, 0,7% dos cursos tiraram nota 1 e 24,2% tiraram nota 2. Já a quantidade que tirou notas 3, 4 e 5 aumentou, porque passaram de 48,5% em 2009 para 68,3% em 2012.
Para o governo, o panorama geral é positivo, com uma evolução no Ensino Superior brasileiro. “Cresceu proporcionalmente mais 3, 4 e 5 do que o 1 e 2. É positivo, porque cresceu fundamentalmente 3, 4 e 5. […] Houve um crescimento em direção à qualidade”, disse Mercadante.
A porcentagem de cursos sem conceito foi a que teve maior queda. Diminuiu de 26,6% para 1,8%. Para o ministro, isso se deve à maior adesão dos alunos ao exame. “Nós tivemos um avanço muito importante na participação efetiva dos estudantes no Enade e com isso nós diminuímos substancialmente o que era sem conceito”, ponderou o ministro.
Públicas e privadas
Em relação aos cursos de instituições públicas, houve também uma melhora nas notas acima da média. Em 2012, um total de 33,7% tiraram nota 3, 29,8% tiraram nota 4 e 17% tiraram nota 5 contra 32,8%, 24,5% e 17% em 2009, respectivamente. Além disso, 3,6% dos cursos públicos tiraram nota 1 e 14,4% tiraram nota 2 no ano passado. Em 2009, esse percentual havia sido de 0,9% e 13,8%.
Nas instituições privadas, todos os percentuais aumentaram, já que houve uma queda nos cursos sem conceito, que passaram de 27,1% para 1,8%. Os que tiraram nota 1 foram de 0,7% para 2,5%. Os que tiveram 2, de 26,1% para 29,3%. Contemplados com a nota 3 passaram de 38,6% para 45,6% e, com nota 4, de 7,1% para 17,3%. Já com a nota máxima, o índice aumentou de 0,4% para 3,5%.
Segundo o MEC, as notas individuais de cada instituição que participou do Enade 2012 estarão disponíveis no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) a partir das 17h desta segunda.
O resultado final do Conceito Enade 2012 foi recebido pelas instituições de ensino superior a partir do dia 23 de setembro. O Enade é uma prova aplicada pelo governo federal para verificar o aprendizado de estudantes de graduação, ingressantes e formandos de acordo com o conteúdo programático de cada curso. Ainda, ele avalia a qualidade dos cursos e das instituições, sendo obrigatório para quem for selecionado e indispensável para a emissão do histórico escolar. A nota individual do aluno não é divulgada, mas apenas a geral do curso. Cada curso é avaliado a cada três anos. O Enade foi realizado pela primeira vez em 2004.
Enade 2013
As provas do Enade 2013 serão realizadas no dia 24 de novembro a partir das 13h (de Brasília). O Inep disponibilizará o Questionário do Estudante, de preenchimento obrigatório para os selecionados, no período de 22 de outubro a 24 de novembro.
Segundo o Inep, neste ano será avaliado o desempenho dos cursos que conferem o diploma de bacharel em agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social e zootecnia. O exame também avaliará os cursos de tecnólogo em agronegócio, gestão hospitalar, gestão ambiental e radiologia.
Do G1, em Brasília
 

Viva a gestão democrática na rede pública do DF

Felizmente, após muita luta da categoria, a rede pública do Distrito Federal vive uma plena gestão democrática, onde os diretores das escolas são eleitos diretamente pela comunidade escolar desde 2011. Pesquisa da Folha de São Paulo revela que um de cada cinco diretores de escolas públicas do país obtém o cargo por indicação de políticos.
Segundo levantamento da Folha a partir de dados de um sistema de avaliação do Ministério da Educação. A proporção equivale a 21,8% do total: de 56.911 diretores das redes estaduais e municipais, 12.413 foram definidos por indicação política, prática condenada por especialistas em educação.
Os dados integram questionário respondido pelos próprios diretores no mais recente Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), de 2011.
A proporção é ainda maior se considerada só a rede municipal –na qual um terço assumiu por interferência de vereadores, deputados, prefeitos e partidos, por exemplo. O maior índice desse tipo de indicação foi registrado em Santa Catarina, com 62,8%. Já no Estado de São Paulo as indicações políticas se limitam a 5,2%, conforme as respostas dos diretores. E elas são concentradas nas escolas municipais do interior, já que há exigência de concurso para essa função nas estaduais há mais de uma década.
Rotina
O número de indicações políticas pelo país pode ser ainda maior, diz Ângelo Ricardo de Souza, da Universidade Federal do Paraná, já que outras indicações definidas pelos diretores como “técnicas” podem ter esse componente.
Os dados do Saeb mostram ainda que 46,9% dos diretores vêm de alguma forma de indicação –escolhidos pela prefeitura ou pelo Estado, incluindo tanto indicações políticas como técnica e outras. E apenas 43,6% chegam aos cargos por seleção ou por eleição. O restante é escolhido de outras formas.
A indicação política afeta a rotina das escolas, segundo associações de professores de seis Estados ouvidas pela reportagem. Os relatos citam escolas divididas por partidos, perseguições políticas, dificuldade para aprovar pedidos e falta de integração com a comunidade.
No Amapá, onde 45,7% dos diretores vêm de indicações políticas, a diretora Maria das Dores da Silva, 40, da escola estadual Castelo Branco, de Macapá, chegou a ser exonerada por discordar de políticos que tentavam interferir na gestão. “Um deles dizia: Essa escola é minha!”, relata Maria das Dores, que só voltou ao cargo após protestos de alunos e professores.
A Secretaria da Educação do Amapá reconhece que as indicações são feitas “pelo governador e por partidos aliados”, mas diz que pretende testar um projeto de eleição para diretores em 2014.
Em Santa Catarina, há desentendimentos entre diretores indicados e docentes que se estendem por anos, como no Instituto Estadual de Educação, de Florianópolis, a maior escola pública do Estado, com 5.000 alunos.
Indicado por políticos em 2007, Vendelin Burguezon foi alvo de protestos por semanas e até hoje enfrenta resistências. “Fui convidado, sim, mas não tenho partido político”, afirma o diretor.
O presidente da Associação de Pais e Professores do instituto, Elvis de Souza, diz que a chegada de Burguezon foi um “balde de água fria” porque contraria o ideal de eleição, mas afirma que o diretor “tem se esforçado”.
O governo Raimundo Colombo (PSD) diz que, a partir de 2015, selecionará candidatos em processo semelhante aos concursos públicos.
Sinpro com Folha de S.Paulo (07/10/13)
 

Governo investe R$ 1,1 bilhão na aquisição de livros didáticos

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vai investir R$ 1,127 bilhão na aquisição de livros didáticos impressos, versões acessíveis e objetos digitais de apoio ao ensino que serão utilizados na educação básica pública a partir do próximo ano letivo. No total, serão comprados 137,8 milhões de exemplares, de 25 editoras, para os ensinos fundamental e médio.
O valor médio de cada livro ficou em R$ 7,63. A negociação leva em conta as tiragens totais, as tiragens médias e o número de cadernos tipográficos de cada editora (cada conjunto de 16 páginas no miolo do livro), que tiveram preço médio de R$ 0,4255.
Foram adquiridas obras de todas as disciplinas para todos os alunos dos anos finais do ensino fundamental (sexto ao nono ano), num total de 75,6 milhões de exemplares, e mais 62,2 milhões de unidades de reposição e complementação para os anos iniciais do ensino fundamental e ensino médio. No total, o governo federal adquiriu 2.511 títulos para as duas etapas de ensino.
A partir da assinatura de contrato com o FNDE, as editoras começarão a produzir os livros que serão entregues nas escolas públicas de todo o país antes do começo do ano letivo de 2014. Cada exemplar deve ser aproveitado por três anos, sendo passado de um estudante a outro ao final de cada período letivo. A exceção fica para os livros consumíveis de alfabetização dos anos iniciais do ensino fundamental, mais filosofia e sociologia do ensino médio, e também língua estrangeira dos dois níveis, que não precisam ser devolvidos. 
 
Assessoria de Comunicação Social do FNDE

Sinpro volta a repudiar truculência contra professores cariocas

Mais uma vez, nesta terça-feira (01), os professores estaduais e municipais da rede pública do Rio de Janeiro foram vítimas da truculência da Polícia Militar. O Sinpro-DF vem a público apresentar seu repúdio contra a violência e seu apoio e solidariedade à luta da categoria.
Em greve há mais de 50 dias, os professores cariocas estão acampados em frente à Câmara de Vereadores, pressionando contra a aprovação do Plano de Carreira do Executivo carioca. Novamente a Polícia Militar atacou os profissionais de Educação que faziam manifestação na Câmara com bombas de efeito moral, bombas de gás, gás de pimenta e cassetetes.
A diretoria do Sinpro-DF entende que qualquer medida que trate da carreira de profissionais de Educação precisa ser construída a partir de um processo de diálogo com a categoria e não de cima para baixo como fez a prefeitura do Rio de Janeiro.
O Sindicato dos Professores considera inadmissível que no momento atual, onde há um aparente consenso sobre a importância de ampliar os investimentos em educação, governantes tentem aprovar medidas que retirem o direito dos educadores.
Mato Grosso
A partir desta terça-feira (1) os professores do Mato Grosso irão acompanhar as sessões da Assembleia Legislativa. Entre quarta e quinta-feira os trabalhadores da educação realizam assembleias locais nos municípios como uma preparação para a assembleia geral que será realizada na sexta-feira (4), em Cuiabá.
A presença na Assembleia Legislativa tem o objetivo de pressionar os deputados para alterar a proposta de dobrar o poder da compra dos trabalhadores, caso o governo a encaminhe. Segundo a contraproposta protocolada junto ao Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) o conteúdo do documento somente reforça a proposta anterior. A contraproposta do governo foi protocolada dia 26 de setembro.
“O governo retornou a proposta anterior, disse que irá mandar para a Assembleia Legislativa  e como se trata de matéria financeira, a nossa expectativa é que os deputados revertam a proposta”, diz o secretário de Comunicação do Sintep/MT, Gilmar Soares.
No item valorização profissional os educadores exigem que a dobra do poder de compra seja realizada em uma prazo de 7 anos, a partir deste ano. No entanto, o governo defende a progressão em 10 anos, iniciando o reajuste gradual somente em 2014.
A agenda foi discutida pelos trabalhadores da educação durante o 15º Congresso Estadual do Sintep/MT. O evento foi realizado entre os dias 26 e 29 de setembro em Cuiabá e contou com cerca de 1,2 mil pessoas.
 

Mercadante minimiza queda da USP em ranking internacional

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, minimizou a queda da USP (Universidade de São Paulo) no ranking das melhores universidades do mundo da Times Higher Education. A universidade paulista caiu ao menos 68 posições e deixou o país sem representantes entre as 200 melhores instituições.
 
Segundo o ministro, o ranking dá importância ao número de cursos dados em língua inglesa e, assim, privilegia as universidades em países de língua anglo-saxã.
 
“Esse indicador está dando mais peso para esses cursos em língua inglesa e [a maioria] são universidades em países de língua inglesa”, disse Mercadante em coletiva sobre o cartão de confirmação de inscrição do Enem 2013 nesta quinta-feira.
 
Na noite de ontem, a USP já tinha afirmado que esse era um ponto importante para explicar seu resultado ruim. Além de ser uma universidade mais nova e maior do que parte importantes das instituições de ponta.
 
No ranking deste ano, a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) também caiu de posição e passou de 251º a 275º lugar (em 2012) para 301º a 350º lugar.
 
Fonte: Terra

Brasil é um dos países que menos respeita professor, diz estudo

O Brasil ficou em penúltimo lugar em um índice divulgado nesta quinta-feira (3) pela fundação internacional Varkey Gems que mostra, pela primeira vez, o status que os professores têm em seu país. Segundo o estudo, que fez uma pesquisa quantitativa com mil entrevistados por país analisado, o Brasil só fica atrás de Israel na pior valorização do professor.
O estudo analisou a questão em 21 países – escolhidos pela sua melhor participação no Terceiro Estudo Internacional de Matemática e Ciências e no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes – e apresenta resultados sobre o status do professor, a percepção de recompensa recebida pelo profissional e o controle e organização do setor de ensino.
De acordo com a pesquisa, China, Coreia do Sul, Turquia, Egito e Grécia respeitam mais seus professores do que todos os outros países europeus e anglo-saxões analisados. No Brasil, menos 20% dos entrevistados responderam que encorajariam seus filhos a serem professores. Já na Coreia do Sul, a porcentagem é superior a 40%.
Já em relação a confiança de que o professor é capacitado para dar uma boa educação aos alunos, o Brasil foi o que mais respondeu que sim, seguido da Finlândia.
Em relação à comparação de profissões, Estados Unidos, Brasil e Turquia pensam que ensinar lembra o ofício de um bibliotecário. Já na China, a profissão é mais comparada a de médico.
Sobre o salário, em 95% dos países analisados as pessoas acham que os professores deveriam ganhar mais do que o tanto que acreditam que eles recebem por mês.
 
Fonte: G1

Unesco: 8,4 mi de professores serão necessários no mundo até 2030

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) estima que até 2030 serão necessários 8,4 milhões de professores para assegurar as necessidades educacionais de todas as crianças do ensino primário e secundário.
 
Dados divulgados para marcar o Dia Mundial dos Professores, que se comemora no sábado (5), mostram que o aumento da população e o consequente crescimento da procura escolar torna necessária a existência de mais 1,6 milhão de professores primários até 2015 e de 3,3 milhões até 2030.
 
O estudo mostra ainda que para assegurar o ensino secundário a todas as crianças, são necessários mais 3,5 milhões de professores até 2015 e 5,1 milhões nos 15 anos seguintes.
 
Considerando que todas as regiões do mundo são afetadas pela falta de professores, o estudo destaca que a situação “mais preocupante” é registrada na África Subsaariana, onde se localiza um terço dos países que têm falta de profissionais. A Unesco prevê que para atender à procura nessa região, será necessário formar mais 2,1 milhões de professores.
 
Os países árabes, onde nos próximos 15 anos haverá 9,5 milhões de novos alunos na escola primária, ficam em segundo lugar no ranking de carência de professores e requerem 500 mil novos profissionais para tornar a educação primária universal. No interior dessas regiões há fortes disparidades.
 
Segundo as Nações Unidas, se a atual tendência for mantida, países como a Etiópia, os Camarões, a Namíbia, o Lesoto, a Mauritânia ou o Iêmen conseguirão dar resposta às necessidades educativas de todas as crianças em idade escolar primária até 2015.
 
Devido ao aumento do número de alunos, estima-se que em países como a Costa do Marfim, Eritreia, o Malaui ou a Nigéria a necessidade de docentes seja maior em 2030. Segundo o estudo, apesar de os professores do ensino secundário continuarem a aumentar em todo o mundo, também são necessários professores com conhecimentos específicos sobre cada matéria.
 
A África Subsaariana representa 46% das carências desses professores em todo o mundo, acrescenta a Unesco, que espera que a política de contratação iniciada em vários países há uma década comece a dar frutos.
 
“Se a tendência se confirmar, 42% dos 148 países com carências deverão superar a falta de professores até 2015. Em 2030, serão 80% [dos países]”, conclui a Unesco, que discutirá o assunto amanhã (4), em sessão especial na sua sede em Paris.
 

Agência Brasil

Senador lamenta falta de investimento na educação e aumento do analfabetismo

O senador Osvaldo Sobrinho (PTB-MT) chamou a atenção para o crescimento do número de analfabetos no Brasil, que saltou de 12,9 milhões para 13,2 milhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a primeira vez que a quantidade de brasileiros com 15 ou mais anos de idade que não sabem ler e escrever subiu nos últimos 15 anos, informou o parlamentar.
Em pronunciamento nesta quinta-feira (3), o parlamentar destacou a opinião do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri, para quem a preocupação com a interrupção na queda do número de analfabetos no Brasil, detectada no ano passado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, é exagerada. Para o presidente do Ipea, o resultado da Pnad pode estar relacionado com a maior expectativa de vida da população brasileira. Ou seja, o analfabeto, hoje, vive mais, alterando a estatística.
O senador lamentou a falta de investimentos na educação, resultando na falta de valorização do profissional da educação, assim como na falta de dignidade e respeito no ambiente escolar. Osvaldo Sobrinho lembrou que os professores estão em greve em grande parte do Brasil e pediu aos governantes, nos três níveis de poder, que “olhem com carinho e respeito aqueles que fazem a educação”.
Agencia Senado

Acessar o conteúdo