Pesquisadores apontam riscos da reforma da educação paulista

Para educadores, além do perigo de aumento de reprovação, novas possibilidades de retenção, provas e lição de casa não necessariamente vão resolver o problema de aprendizado dos alunos; mudança de currículo pode afastar professor
Resgatar boas ideias e introduzir novidades. Essa foi uma das formas com que o prefeito Fernando Haddad (PT) resumiu o programa de reforma da educação municipal, anunciado este mês. Entretanto, mais do que resgatar e inovar, o plano terá de ser capaz de fazer funcionar medidas conhecidas e até existentes na rede, mas que encontraram dificuldades para se tornarem efetivas para a melhoria do aprendizado.
A linha geral do programa é aumentar a exigência para os alunos do ensino fundamental, acompanhando desempenho, oferecendo recuperação e, caso não haja jeito, reprovando quem não progrediu. A reforma aumenta de dois para cinco anos as chances de retenção – medida criticada pela maioria dos especialistas, que receiam aumento nos índices de reprovação, que só puniria quem tem mais dificuldades e que pode refletir em abandono da escola.
Nas estratégias para o acompanhamento surgem as boas ideias a resgatar, citadas por Haddad. Provas e boletins bimestrais e lição de casa obrigatória. Atualmente, a aplicação de provas e lição de casa ficam a critério de cada professor.
Para a pesquisadora em Educação Paula Louzano, doutora pela Universidade de Harvard, a maioria das ações propostas tem grande risco de não se consolidar porque não deve resolver o problema de aprendizado. “Pesquisas internacionais mostram que, geralmente, as melhores medidas para a educação são as mais complexas. Porque a educação é complexa. Ter prova bimestral, por exemplo, depende do tipo de avaliação, do que se faz com ela”, diz.
Paula afirma ainda duvidar da forma como a Secretaria de Educação vai acompanhar as iniciativas e completa: “A sensação ao se lançar uma reforma é a de que nada estava acontecendo antes na rede, o que não é verdade”.
A recuperação também será um desafio no novo plano. A implementação de reforço no contraturno na rede já esbarrou em problemas de estrutura e de falta de educadores.
Professora do Instituto Superior de Educação Vera Cruz, Maria José Nóbrega participou como consultora de um dos programas de reforço em leitura da rede nos últimos três anos. “Além da falta de professores, as escolas não tinham como acomodar os alunos, não havia sala nem transporte. A gente não conseguia fidelizar os alunos. A família não deixava ficar porque não tinha como voltar para casa”, diz ela, que atua como assessora em programas de formação do Ministério da Educação.
Ciclos. Maria José elogia a organização da proposta, mas aponta algumas lacunas. O ponto principal é na divisão dos ciclos – antes separados em dois, passaram a ser divididos em três: Alfabetização (1.º ao 3.º ano), Interdisciplinar (4.º ao 6.º ano) e Autoral (7.º ao 9.º ano).
“O único que a gente consegue ver o que será é o de alfabetização, porque os outros dois ciclos são uma caixa-preta”, diz. Ela aponta também o risco de abandono de currículos. “A educação tem de apostar a longo prazo. Ao desmontar uma proposta e colocar outra, isso passa para o professor que ele não precisa se aplicar com aquilo, porque logo vai mudar de novo.”
O professor de Artes Fabiano Chrisostomo, de 29 anos, afirma ver o projeto de reforma do ensino municipal com otimismo. “A possibilidade de retenção em mais anos vai aumentar o comprometimento do aluno e do professor com o aprendizado. Ajuda a entender melhor o papel da escola”, diz ele, que leciona em uma escola de São Mateus, zona leste de São Paulo.
A pesquisadora Vanda Ribeiro, do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação (Cenpec), ressalta que o processo de implementação é essencial. “Depende muito do arranjo dos processos de ensino, aprendizado, relação com currículo e planejamento. O tiro no pé será se a secretaria não tiver estratégia bem delineada de como vai evitar o aumento da reprovação”, diz. “Será necessário mexer no jeito de fazer e vai depender muito do diálogo com a rede.”
Segundo o secretário de Educação, Cesar Callegari, o trabalho para ouvir as propostas dos educadores está se intensificando. “Estamos olhando todas as contribuições, alertas e vários pontos serão retocados. Mas a secretaria tem convicção forte no que anunciamos”, diz.
Nossa primeira preocupação é que o MEC tome atitudes sem consultar os mais interessados, as entidades e os sindicatos dos docentes. Uma decisão assim depende de muita discussão. Até podemos avaliar a proposta, mas o mais urgente agora é aprofundar os debates sobre as diretrizes para a carreira e isso depende de uma decisão política.
O Estado de S.Paulo – 26/08/13
 

Professores decidem manter greve e saem em passeata pelo Centro do Rio

Após assembleia realizada em frente à Prefeitura do Rio, profissionais de educação das escolas municipais decidiram continuar a greve, inciada no dia 8 de agosto. O anúncio foi postado no site do sindicato da categoria, no início da tarde desta sexta-feira (23). Uma passeata interditou várias vias e complicou o trânsito no Centro do Rio por cerca de duas horas. Por volta das 16h30, o grupo chegou à Cinelândia, onde 10 mil pessoas se reuniram, segundo à PM, e 20 mil, segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe). Uma comissão do Sepe se reuniu com o prefeito Eduardo Paes na sede da prefeitura por várias horas, até as 16h. A próxima assembleia do sindicato está marcada para segunda-feira (26), mas a data ainda é discutida pelo grupo.

De acordo com Susana Gutierrez, diretora do sindicato dos professores, uma comissão subiu por volta das 11h30 para tentar o acordo. Além do reajuste de 19%, os professores querem garantia de um terço da carga horária para atividades extracurriculares, que é garantida por lei, reforma nas unidades de creche, concurso público para professores e funcionários administrativos, entre outras reivindicações. O grupo também fez um minuto de silêncio pelas vítimas da Síria.
Por volta das 15h45, a audiência com o Prefeito terminou. De acordo com a assessoria de imprensa do Sepe-RJ, o prefeito concordou com o abono dos dias parados, com a proposta de plano de carreira unificado para professores e funcionários e propôs mais 8% no vencimento. Eduardo Paes e a Secretaria de Educação, juntos aos professores, devem discutir a reivindicação de valorização da formação e do tempo de serviço nas próximas assembleias e audiências. De acordo com a assessoria do sindicato, ficou decidido que o Sepe-RJ fará parte do grupo de trabalho que discute o plano de carreira dos professores.
A próxima assembleia da categoria está marcada para segunda-feira (26), às 10 horas, sem local definido. Também na segunda-feira (26), às 16h, acontece uma reunião do Grupo de Trabalho, para decisões a respeito do plano de carreira. O Sepe-RJ afirma que foi marcada uma reunião na Secretaria de Educação para discussão da pauta pedagógica, na terça-feira (25), às 10h30.
Na terça-feira (20), uma comissão de representantes dos professores se reuniu com o secretário municipal da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho. O encontro ocorreu durante mais uma manifestação que reuniu cerca de cinco mil pessoas em frente à sede da prefeitura, na Cidade Nova. Os representantes avançaram nas propostas, mas não houve consenso.
De acordo com a coordenadora do sindicato, Rosilene Almeida, o governo municipal ofereceu uma garantia dos planos de carreira com valorização por formação e por tempo de serviço caso a categoria desistisse do reajuste salarial de 19%. “Quando eles ofereceram o plano de carreira, eles colocaram a condição de que a greve acabasse. Ou é plano de carreira ou é ajuste salarial. E a gente falou que não aceita”, disse Rosilene.
Para Rosilene, a abertura do diálogo foi positiva mas o governo permanece afirmando que não há condições de oferecer aumento salarial. “O que ficou acertado foi a reabertura de negociação. A prefeitura tinha simplesmente fechado o diálogo com a categoria e hoje ele foi reaberto. Alguns pontos ainda podem ser acertados em próximas negociações, ainda não há nada de concreto. Apresentamos as pautas, eles vão fazer uma discussão e nos chamar para dar uma resposta”, completou.
De acordo com secretário municipal da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho, o Sepe não quis um acordo. “A reunião não foi boa não. A cada reunião que se tem com o Sepe, há novas pautas. O que nos faz perceber que é um movimento simplesmente sindical e não da categoria. Parece uma pauta de greve pela greve e não de discussão de algo concreto. Nós oferecemos dialogar, mas não avançamos. Deixamos claro que a pauta do reajuste não há hipótese de se discutir quando se dedica energia ao plano de cargos e salários”, disse.
A Casa Civil informou que a adesão de professores e funcionários ao  movimento de paralisação na terça-feira foi de 17,5%. De acordo com o Sepe, 80% das escolas ficaram fechadas. O sindicato informou ainda que o ato público reuniu professores, funcionários, alunos e pais.
Com informações do Globo.com

Educação aprova acesso facilitado de professores ao ensino superior

A Comissão de Educação aprovou ontem (21) proposta (PL 6514/09) que facilita o acesso de professores do ensino básico da rede pública a cursos superiores de licenciatura.
 
Pelo texto do Senado, as instituições de ensino superior deverão criar processo seletivo diferenciado para os professores principalmente nas áreas de Pedagogia, Matemática, Física, Química, Biologia e Língua Portuguesa. O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96).
 
Para o relator, deputado Newton Lima (PT-SP), “parece evidente a relação do projeto com os esforços que a sociedade brasileira vem adotando para melhorar a qualidade da educação básica oferecida nas escolas públicas”.
 
Newton Lima enfatiza ainda que, entre as medidas para melhorar o ensino, investir na valorização dos professores é uma das mais urgentes e acertadas.
 
Pela proposta, terão direito ao benefício os profissionais concursados da rede pública nos três níveis (municipal, estadual e federal), com pelo menos três anos de experiência e sem diploma de graduação.
 
Tramitação
Em regime de prioridade, o projeto segue par análise conclusiva da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
 
Fonte: Agência Câmara

Laptops nas escolas pelo programa “Um Computador por Aluno” falhou

Quando a professora Marta Regina Resende pede para que as crianças do 3º ano peguem os laptops do programa Um Computador por Aluno no armário, a turma se anima. Em fase final de alfabetização, os estudantes vibram com a possibilidade de uma atividade diferente na sala de aula. Com os olhos brilhantes, eles explicam que aprendem muito com o computador.
Os professores e a direção da Escola Classe 1 do Guará, no Distrito Federal, lamentam que nem todos os alunos do colégio possam ter a mesma sensação das crianças da turma da professora Marta. A escola, selecionada para participar do projeto-piloto que começou em 2010, possui laptops suficientes, mas não tem infraestrutura para usá-los em todas as salas de aula.
Os obstáculos enfrentados pela escola para fazer com que o programa Um Computador por Aluno (UCA) dê certo se repetem em inúmeras outras pelo Brasil. Lá, a rede elétrica não suporta a demanda de energia, a internet não chega a todas as salas de aula (ou fica muito lenta) e muitos computadores já não funcionam.
A diretora de Formulação de Conteúdos Educacionais do Ministério MEC, Mônica Gardelli Franco, conta que a contrapartida exigida dos municípios pelo governo federal na fase piloto era garantir as condições mínimas para o funcionamento dos equipamentos. Mas há anos as escolas públicas brasileiras enfrentam dificuldades para colocar em prática outros projetos, como os laboratórios de informática de uso coletivo.
De acordo com dados do Censo Escolar 2012, 42,4% dos colégios urbanos (51.085) ainda não possuem laboratórios de informática. Na área rural, o índice sobe para 78% (57.887). O Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo), responsável por distribuir equipamentos para promover o uso de tecnologias no ambiente escolar, foi criado em 1997.
Tomadas improvisadas e choques
Na Escola Classe 1 do Guará, nenhum professor tem dúvidas de que a tecnologia contribui muito para o aprendizado das crianças. As professoras que cuidam do laboratório de informática do colégio, usado por cada uma das sete turmas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental uma vez por semana, são tratadas como celebridade pelos alunos.
Elas ajudam as professoras regentes das turmas a preparar atividades que contribua para a fixação do conteúdo trabalhado durante as aulas. Jogos educativos e pesquisas são as atividades mais comuns. “A tecnologia é um caminho sem volta. É ela que tira os muros da escola”, pondera Regina Célia Lopes de Castro, uma das coordenadoras do laboratório.
A turma da professora Marta é privilegiada: a sala é uma das poucas que permite que os alunos acessem a internet
Regina conta que a escola recebeu 448 máquinas do UCA em 2009, que ficaram, pelo menos, um ano guardadas em caixas dentro do espaço, porque os professores e servidores do colégio participaram de curso preparatório durante um ano. A crítica é que a capacitação não ensinou o principal: adaptar os conteúdos à ferramenta.
Em 2011, quando os laptops foram, de fato, para as salas de aula, a equipe da escola se assustou. Como a bateria dos computadores têm durabilidade curta, cerca de uma hora e meia, as crianças precisavam deixar os equipamentos ligados na tomada. Com as adaptações elétricas mal feitas, eles perceberam que não poderiam deixar todos os alunos da escola usarem os equipamentos ao mesmo tempo.
Em algumas salas, não é possível que nem todos os computadores sejam ligados na mesma hora por causa de riscos de curto -circuito e choques nas crianças. Situação que desanimou muitos docentes. Assim, hoje, algumas turmas utilizam os equipamentos toda semana, uma ou duas vezes. Outros não usam nunca. E ninguém os utiliza o tempo todo.
“Muitos professores deixaram de usar por causa disso. Quando o programa foi lançado, a promessa era de que um armário, já com tomadas, fosse enviado às escolas para guardar os equipamentos e carregá-los. Mas ele nunca chegou”, conta. Além disso, ela diz que a internet disponível é lenta e não atende a todos conectados ao mesmo tempo.
Banda larga nas escolas
A falta de conectividade é outro grande entrave para o UCA. Dados do MEC mostram que, até 2012, 64.454 escolas estavam conectadas pelo projeto que leva banda larga às escolas urbanas, criado em 2008. Mais 4.902 colégios têm outros tipos de conexão, o que totaliza 97,5% das escolas urbanas. Na área rural, só 13% afirmaram ter internet no Censo 2012.
Mesmo na área urbana, em muitas escolas a rede não suporta a conexão de muitos estudantes ao mesmo tempo. Por isso, o MEC estuda uma solução com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para distribuir o conteúdo nas salas de aulas sem sobrecarregar a internet.
Um grupo de pesquisadores da instituição está montando uma espécie de servidor em nuvem (que é um grande banco de dados virtual) onde os materiais poderiam ser baixados e armazenados em horários alternativos, para depois serem usados em horário normal pelos alunos, sem precisar da conexão à internet. O projeto deve ser concluído no ano que vem.
Receio do futuro
Regina lamenta que, em vez de avançar, o projeto esteja se perdendo. “Além dos problemas de infraestrutura da escola, os laptops ficam defasados logo e a assistência e manutenção não acontecem como deveriam”, diz Maria da Paz, outra coordenadora do laboratório.
Segundo o MEC, essa era uma responsabilidade dos Estados e dos municípios. Eliane Carneiro, coordenadora de Mídias Educacionais da Secretaria de Educação do DF, conta que, por conta dos problemas, o projeto não saiu do piloto na capital.
“Os computadores têm uma limitação tecnológica, que vai se impondo naturalmente. Além disso, para cada aluno ter um computador, o investimento seria gigantesco. E por todos os problemas não conseguimos o resultado que esperávamos”, afirma.
Mesmo com todas as dificuldades, professores e coordenadores de projetos de uso de tecnologias são unânimes em dizer que, quando o professor acredita na proposta e se esforça para fazê-lo acontecer, os problemas são minimizados e as experiências, mais exitosas.
A professora Regina contou que, há um tempo, uma das professoras criou um projeto em que as crianças levavam um boneco e o laptop para casa. Com o equipamento, elas tinham de fazer fotos e vídeos contando o que fizeram com o boneco no fim de semana. A proposta foi um sucesso
Fonte: UOL

Conferência Livre na próxima quinta-feira (29)

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A Conferência Livre, está marcada a próxima quinta-feira (29). A Conferência vai discutir os eixos da II Conferência Nacional de Educação (CONAE). Até o momento mais de 585 pessoas já se inscreveram na Conferência, que em agosto elegerá os (as) delegados (as) para a etapa distrital agendada para os dias 26 e 27 de setembro. O Sinpro, que integra o Fórum Distrital de Educação (FDE) – instância que tem como uma das finalidades coordenar a realização da CONAE localmente -, convoca sua base a se envolver neste processo e pede para que cada escola envie pelo menos um representante.

É importante destacar que a partir da intervenção do Sinpro, que fez um debate com a SEDF, foi garantido aos (as) professores (as) interessados (as) em integrar a etapa da Conferência do dia 29 de agosto o direito de se afastar para participar.

Para participar da Conferência Distrital, que acontece em setembro, é obrigatório que o interessado participe da Conferência Livre. A CONAE acontece em Brasília, em fevereiro de 2014.
 
Ficha de inscrição
Documento Referencial
Confira a programação
 
Mapa de delegados:

  1. Educação Básica
  2. Educação Profissional
  3. Educação Superior

Senado aprova proibição de comida gordurosa e refrigerante em escola

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou por unanimidade nesta quarta-feira (21) projeto que proíbe a venda em escolas públicas e privadas de bebidas com baixo valor nutricional, como o refrigerante, e de alimentos com alto teor de gordura e sódio, como os salgados. O projeto foi aprovado em turno suplementar – segunda análise do texto em caso de alterações. Caso não haja recurso para que o projeto seja apreciado no plenário, a proposta segue para a Câmara dos Deputados.

O projeto, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), tem como objetivo reduzir os índices de obesidade infantil e se baseia em iniciativas já tomadas por estados e municípios. Pelo texto, as cantinas que venderem os produtos não recomendados devem ter o licenciamento vedado ou o alvará não renovado.
A proposta deixa pendente de regulamentação a definição das bebidas e alimentos que devem ser banidos. O projeto também altera o Estatuto da Criança e do Adolescente de modo a determinar que o Sistema Único de Saúde (SUS) desenvolva ações de educação nutricional, de promoção de alimentação saudável e de prevenção e controle de distúrbios nutricionais em crianças e adolescentes. “O presente projeto de lei propõe uma abordagem legislativa múltipla que conflui para uma única direção: levar as escolas a oferecerem produtos mais saudáveis e as crianças a recriarem seus hábitos alimentares e influenciarem positivamente os pais em casa”, diz Paulo Paim no texto de justificativa do projeto.
O texto determina o prazo de seis meses para que a lei entre em vigor, contados do prazo de sua publicação. A norma só pode ser publicada após a sanção presidencial, que ocorre depois de o projeto terminar de tramitar no Congresso Nacional.
O texto está em tramitação há seis anos no Senado, período em que foram sugeridas diversas emendas ao texto. Entre as sugestões rejeitadas pela relatora, senadora Angela Portela (PT-RR), estão as que excluem do cardápio das cantinas alimentos com carne e laticínios. Também foram retiradas emendas que incluíam a norma para escolas de educação de jovens e adultos.
Com informações da Agência Brasil

Diferença de salário médio de professor e engenheiro pode chegar a R$ 3.600

Levantamento do Todos Pela Educação com dados da Pnad revela abismos entre médias salariais
A diferença entre as médias salariais de um professor de Educação Básica e um engenheiro chega a 3.683,50 reais. Já entre um docente e um profissional da área de biológicas e da saúde, como um médico, a diferença é um pouco menor: 2.612,60 reais. Fazendo a comparação com os trabalhadores formados na área das ciências sociais e humanas, o valor cai um pouco mais, mas continuo expressivo: 2.011,50 reais.

 
Fonte: Clipping da Educação

Saúde e Educação puxam IPCA-15 de agosto,diz IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de 0,16% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) de agosto é explicada em parte pela alta de itens de Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,20% para 0,45%) e de Educação (de 0,11% para 0,68%). Também contribuíram as menores quedas dos grupos Alimentação e Bebidas (de -0,18% em julho para -0,09% em agosto) e Transporte (de -0,55% para -0,30%).
No grupo Alimentos o destaque, segundo o IBGE, ficou com o leite longa vida (5,46%), que liderou o ranking dos principais impactos individuais do mês, com 0,06 ponto porcentual. Outros itens também se destacaram com resultados em alta, como: feijão preto (5,35%), cerveja consumida no domicílio (3,33%), cerveja consumida fora do domicílio (1,17%), lanche (de 0,96%) e refeição (0,36%).
Vários alimentos, porém, continuaram a apresentar resultados em queda. O destaque é o tomate (-22,96%), vilão da inflação há poucos meses. Também caíram cebola (-20,09%), feijão carioca (-6,03%), batata inglesa (-4,81%) e frutas (-1,99%).
Os ônibus urbanos continuaram a refletir as desonerações iniciadas em junho. Saíram de um recuo de 1,02% em julho para queda de 1,69% em agosto. Ônibus intermunicipais passaram de -0,91% para -0,70%, trens de -1,15% para -1,96% e metrô de -2,02% para -2,24% A gasolina, ao passar de -0,69% para 0,03%, e o etanol, que passou de -3,71% para -0,22%, fizeram com que o grupo Transporte (de -0,55% para -0,30%) apresentasse queda menor de um mês para o outro, de acordo com o IBGE.
“O grupo Educação, que passou de 0,11% para 0,68%, refletiu os resultados apurados na coleta feita no mês de agosto, a fim de obter a realidade do segundo semestre do ano letivo. Os cursos regulares variaram 0,56%, enquanto os cursos diversos (informática, idioma, etc.) apresentaram alta de 1,71%”, informou o IBGE.
Quanto à Saúde e Cuidados Pessoais, que acelerou de 0,20% em julho para 0,45% em agosto, a alta foi decorrente dos resultados de serviços médicos e dentários (1,12%) e de produtos de higiene pessoal (0,42%), ainda segundo o instituto. Os preços dos remédios, porém, continuam em queda (-0,21%).
 
Fonte: Clica Brasília

Governo supera meta e espera 6 milhões na jornada ampliada

Ao ultrapassar a meta de escolas públicas no programa federal Mais Educação – que era de 45 mil unidades em 2013, e chegou a 49.426 – a expectativa agora é de ter 6 milhões de estudantes do ensino fundamental e médio na jornada ampliada e na educação integral.
A adesão de 4,4 mil escolas além da expectativa e a possibilidade de ter 6 milhões de alunos, diz a diretora de currículos e educação integral do MEC, Jaqueline Moll, também trazem um desafio aos sistemas de ensino municipais e estaduais. O desafio é ampliar o acesso a 100% dos estudantes de cada uma das 49,4 mil escolas. Mas para chegar a isso, segundo Jaqueline Moll, é preciso que as redes acreditem na ampliação da jornada, na educação integral e invistam em recursos humanos e financeiros.
Para motivar secretários de educação, diretores de escolas e coordenadores pedagógicos, a diretora informa que fez um estudo comparativo das notas do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) obtidas pelas escolas que estão no programa desde 2008. Ela cruzou dados de 2009, que foi o segundo ano do programa Mais Educação, com os obtidos no Ideb em 2011, e verificou redução da evasão escolar e melhoria do aprendizado nas disciplinas de língua portuguesa e matemática. “Isso significa que as crianças veem mais sentido no aprendizado escolar e que as atividades propostas são significativas para elas”, diz.
Desde 2008, o programa Mais Educação cresceu no número de escolas e de estudantes. A meta do governo federal é chegar a 60 mil escolas com jornada ampliada e tempo integral em 2014. Na tabela a evolução dos dados.

Ano

Nº de escolas

Nº de estudantes

2008

1.380

941.573

2009

5.006

1.181.807

2010

10.027

2.264.718

2011

14.995

2.864.928

2012

32.074

4.745.889

2013

49.426

6 milhões (expectativa)

A expectativa para este ano é de 6 milhões. As escolas aderiram, mas ainda estão inserindo alunos, conforme a diretoria de currículos e educação integral da Secretaria de Educação Básica do MEC.
Dois objetivos conduzem o programa Mais Educação: induzir a ampliação da jornada escolar e organizar o currículo na perspectiva da educação integral nos sistemas de ensino municipais e estaduais.
 
Fonte: Ascom MEC

Aluno do Ensino Fundamental Público tem média de 4,5 horas de aula por dia

Na Educação Infantil, tempo na escola chega a 5,8 horas; alta é puxada pelas creches

 
A média diária de horas-aula das escolas públicas rurais e urbanas de Ensino Fundamental do País é de 4,5 horas. Observando apenas as redes municipais, estaduais e federais, a média mais alta do Brasil é da região Sudeste, com 4,8 horas. A mais baixa fica com os Estados do Sul, que registraram 4,2 horas diárias de escola. Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e foram divulgados no mês passado no site do órgão (saiba mais aqui).
Observando as informações do Ensino Médio, esse total, para todo o País, é de 4,2 horas de aula por dia. Nessa etapa de ensino, as disparidades entre as redes pública e privada – esta com média de 5,3 horas – ficam mais evidentes porque é comum as escolas particulares oferecerem mais tempo na escola por conta da preparação dos alunos para o vestibular.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) exige que a carga horária mínima anual de uma escola seja de 800 horas, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar – o que dá uma média de 4 horas de aula por dia.
O Ministério da Educação (MEC) tem investido, nos últimos anos, na expansão da chamada Educação integral nas escolas públicas de todo o País, por meio do programa Mais Educação. Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou que a meta é atingir 60 mil escolas até 2014. Hoje, mais de 49,3 mil unidades em todo o país têm atividades do programa na jornada expandida.
Alguns especialistas alertam, no entanto, para o fato de que mais tempo na escola não significa necessariamente uma aprendizagem de maior qualidade. “Existem casos em que os alunos têm aula no horário normal e, no contraturno, fazem atividades desconectadas do projeto pedagógico da escola, que não incidem no processo de aprendizagem das crianças”, explica o professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) Ocimar Alavarse.
Educação Infantil
O tempo médio que as crianças menores, de 0 a 5 anos, passam dentro das unidades escolares públicas diariamente é de 5,8 horas. A alta na Educação Infantil é puxada principalmente pela creche, que atende a faixa de 0 a 3 anos, etapa em que esse número chega a 8,1 horas diárias. Já a Pré-Escola pública atinge um total de 4,7 horas.
Alunos por turma
Os dados do Inep também trazem informações sobre a quantidade média de alunos que as turmas de escolas públicas têm, contabilizando unidades estaduais, municipais e federais localizadas nas zonas rurais e urbanas.
Nas turmas de Educação Infantil, a média é de 18,8 crianças, sendo que a creche tem 17,4 e a pré-escola, 19,5. Observando O Brasil por regiões, a que apresenta as classes de creche mais concentradas é a Norte, com média de 20,2. Em contrapartida, a Região Sul tem o índice mais baixo, com 16,7.
Já nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a média brasileira de alunos por sala de escola pública é 22,8, sendo que a Região com o número mais alto é a Sudeste, com 24,3, e a Sul com o mais baixo: 20,8.
Nos anos finais, o País apresenta uma média superior à dos anos iniciais: de 28,2, tendo novamente os estados do Sudeste obtendo a mais alta, com 30,5, e os Estados do Sul com número menor, de 24,7.
Quanto ao Ensino Médio, a média é mais alta que todas as outras etapas da Educação Básica brasileira: 31,7 alunos por classe. No Nordeste, as classes são as mais cheias do País: média de 33,3 alunos em cada, enquanto no Sul esse número é de 27,1.
“Um elevado número de alunos por turma complica o trabalho pedagógico. Uma classe com 40 alunos, por exemplo, não dá”, afirma Maria Amabile Mansutti, coordenadora técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), lembrando que salas superlotadas dificultam a atividade dos professores e a aprendizagem dos alunos.
 
Fonte: Site Todos pela Educação

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