Conferência Livre debaterá o PNE na Articulação do Sistema Nacional de Educação

A Faculdade de Educação da UnB realizará, no dia 15 de junho, a Conferência Livre – O PNE na Articulação do Sistema Nacional de Educação: participação popular, cooperação federativa e regime de colaboração. O evento, preparatório para a Conferência Nacional da Educação 2014 (Conae), acontecerá no período de 9h às 13h no Auditório Dois Candangos da UnB.
Clique aqui e confira a programação.

Sinpro manifesta apoio aos/às professores/as de Juazeiro do Norte e repudia ato do governo daquele município

O Sinpro-DF vem a público manifestar seu apoio às professoras e aos professores da rede municipal de Juazeiro do Norte, no Sul do Ceará, que decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (12) em protesto contra projeto de lei do Executivo, aprovado na Câmara Municipal, que reduz a remuneração da categoria.

A lei aprovada reduz em até 40% o salário da categoria, além de prever a retirada de direitos e aumento da carga horária. A gratificação por regência de classe, por exemplo, passa de 40% sobre o salário base de R$ 783,00 para 30% e o aumento salarial por tempo de carreira, recebido a cada três anos de serviço público, foi reduzido de 5% para 3%.
Segundo o Sindicato dos Servidores Municipais de Juazeiro do Norte (Sinsejun), 220 profissionais terão redução imediata de salário e outros 2.300 terão perdas graduais.
O Sinpro-DF repudia veementemente este ato político do prefeito de Juazeiro do Norte, consolidado pela Câmara Municipal daquela cidade, e reafirma sua defesa intransigente ao princípio da não redutibilidade de salários e direitos conquistados pelas trabalhadoras e trabalhadores deste País.

Vamos abraçar a campanha pela lei da Mídia Democrática

Vivemos em um país que o setor de radiodifusão é regulamentado por leis que já completaram meio século. Uma legislação ultrapassada que limita a participação da classe trabalhadora. Agora, temos em nossas mãos uma possibilidade real de mudar esse

cenário. E não podemos perder essa chance de dimensionar e diversificar o número de vozes que dominam a mídia brasileira, controlada por famílias que não representam os interesses dos brasileiros, tampouco os compreende.
Contrários à concentração dos veículos de comunicação nas mãos de empresários e políticos, nós, sindicalistas, precisamos nos unir por uma regulamentação que garanta os
direitos básicos previstos na Constituição, como liberdade de expressão. Há tempos, a CUT-DF tem levantado essa bandeira. Porém, não se trata de uma luta facial, pois do outro lado estão setores que lucram com esse sistema excludente.
No entanto, agora, com a campanha “Para expressar a liberdade”, que contou com a participação de diversas entidades sindicais para formular um Projeto de Lei de Iniciativa Popular para as Comunicações, temos a oportunidade de vencer, com o apoio dos trabalhadores, essa batalha que fortalecerá as lutas travadas em prol da valorização da classe trabalhadora, cuja realidade não é exibida no horário nobre da televisão.
Para viabilizarmos esse PL precisamos da adesão de 1,3 milhões de brasileiros, pois a Constituição de 1988 exige o apoio de 1% da população eleitoral brasileira para que um projeto dessa natureza chegue ao Congresso Nacional. O projeto é fruto dos debates da Conferência Nacional de Comunicação, realizada em 2009 com ativa participação da CUT.
Participando da coleta de assinaturas, estaremos participando da concretização de propostas fundamentais para a democratização da comunicação brasileira, tais como: a abertura de espaço para a produção regional e independente; os limites à concentração de verbas publicitárias; a transparência nos processos de distribuição de concessões; e a ampliação da participação da população na definição de políticas para o setor.
O Projeto de Lei de Iniciativa Popular para uma mídia democrática representa as reivindicações e princípios históricos do movimento CUTista que sempre lutou por uma
comunicação com mais pluralidade, diversidade e liberdade. Por isso, precisamos abraçar a campanha pela viabilização e concretização desse projeto com toda garra e determinação.
Divulgue essa campanha nos veículos de comunicação do seu sindicato, disponibilizando informações sobre o projeto e também o requerimento para coleta de assinaturas. É nossa missão dar a maior visibilidade possível a essa luta, que deve mobilizar todo o movimento sindical. A CUT conta com cada dirigente sindical, com cada militante, com cada trabalhador disposto a democratizar a comunicação brasileira para termos êxito nessa empreitada.
É hora, portanto, de tomarmos as ruas para inaugurarmos outro momento na história dos meios de comunicação brasileiros, a exemplo do que está ocorrendo na Argentina, Uruguai, México, Venezuela e Bolívia. Se você quer que uma mesma empresa não possa diferentes tipos de veículos de mídia; defende o fortalecimento dos meios de comunicação comunitários e do sistema público, além de mecanismos para combater a violação de direitos humanos na mídia, não deixe de participar. Essa luta é de toda a sociedade.  Acesse o site www.paraexpressaraliberdade.org.br assine a proposta e saiba também como organizar recolhimento de assinaturas em seu local de trabalho.
Com informações da CUT

Câmara aprova criação do Dia Nacional da Matemática

O Plenário aprovou nesta quarta-feira (5) emenda do Senado ao Projeto de Lei 3482/04, da ex-deputada Professora Raquel Teixeira, que cria o Dia Nacional da Matemática, a ser comemorado em 6 de maio. A matéria será enviada à sanção presidencial.
A data marca o nascimento do matemático, educador e escritor brasileiro Malba Tahan (1895-1974). Seu livro mais famoso é O Homem que Calculava.
A emenda do Senado retira dos ministérios da Educação e da Cultura a atribuição remetida ao Poder Executivo de incentivar a promoção de atividades educativas e culturais alusivas à data.
Pseudônimo árabe
Malba Tahan é o pseudônimo de Júlio César de Mello e Souza, que nasceu em dia 6 de maio de 1895 na cidade de Queluz (SP).
Ele foi crítico do ensino exclusivamente expositivo e criou uma didática própria até hoje viva e respeitada.
Para lançar-se como escritor, Mello e Souza resolveu criar uma figura exótica e estrangeira e fazer-se passar como tradutor dos seus contos e livros. O nome Malba Tahan foi escolhido devido à sua paixão pela cultura árabe, cuja língua estudou e que tem tradição na matemática.
Fonte: Agência Câmara

A sustentabilidade na ordem do dia das escolas

Temas como sustentabilidade, preservação ambiental e cuidados com o meio-ambiente são estão cada vez mais presentes no dia a dia da sociedade. As escolas, sabendo disso, já trazem o assunto para o dentro das salas de aula, por meio de diferentes tipos de projetos. As instituições realizam atividades nesta linha ao longo de todo o ano mas, é no início de junho, mais especificamente no dia 5, o Dia Mundial do Meio Ambiente, é que os colégios aproveitaram a data para

trabalhar ainda mais esta temática.
As escolas de um modo geral trazem em seu currículo o tema ecologia, mas cada uma diferencia na maneira e qualidade de exposição do assunto. Em busca uma relação cada vez maior entre os estudantes e o meio ambiente, o Instituto São João Baptista (Isjob), no Méier, desenvolveu o projeto “Horta Suspensa”. Os alunos da instituição, entre oito e 10 anos,  plantam e criam suas próprias mudas, cada uma dentro de uma garrafa pet que é sustentada, na parede, por arames.
A proposta é promover a discussão e a reflexão sobre a preservação e o cuidado com o meio ambiente. No trabalho, são utilizados apenas materiais de custo reduzido. Foi um jeito simples de unir a reciclagem ao plantio de novas mudas. Tem manjericão, pimenta, pimentão, coentro, salsa, cebolinha e hortelã.
A horta fica no pátio do colégio e as crianças regam e cuidam de suas plantas. Segundo a professora Sandra Bezerra, idealizadora do projeto, a ideia da “Horta Suspensa” é que a criança desenvolva o cuidado com as plantas e perceba a importância da relação entre a natureza e o ser humano. Para ela, “realizando atividades que promovam essa reflexão, eles tendem a respeitar mais os seres vivos”.
Alterações climáticas, o destino do lixo produzido pela sociedade e as fontes renováveis e não renováveis foram temas discutidos no Colégio Saint John recentemente. Aulas expositivas sobre educação ambiental foram realizadas e é um hábito da escola falar sobre sustentabilidade em eventos para os alunos.
“Fizemos aulas para mostrar aos jovens um pouco das alterações climáticas. Trouxemos jornais e revistas para dentro de sala de aula, conversamos um pouco sobre fontes de energia alternativa, reciclagem, sustentabilidade de uma maneira geral. Isso foi feito com as turmas de 6º ano e os estudantes se mostraram interessados com o assunto”, diz o professor Vinicius Ramalho, do Colégio Saint John.
O Dia Mundial do Meio Ambiente também mexeu com a rotina da Amora Centro Educacional. A instituição de ensino preparou a sua Semana da Ecologia e realizou atividades especiais para a comemoração da data. A semana voltada para a sustentabilidade já faz parte do calendário escolar do
colégio.
O objetivo é inserir os alunos na discussão sobre o tema ecologia, oferecendo debates, palestras, passeios em pontos ecológicos da cidade. Este ano, os estudantes apreciarão uma sala ambientada de floresta, preparada especialmente pelas professoras, e poderão assistir à palestra “Conversa aberta sobre reciclagem”, ministrada pela blogueira Monique Futscher, que se dedica às causas do meio ambiente.
Ainda serão feitos passeios. Um será no Parque Carmem Miranda, no Flamengo, e outro no Jardim Botânico. Nesses locais, será realizado o “Piquenique Verde”, a fim de estimular o consumo de alimentos saudáveis e naturais e para que a turma amplie seus conhecimentos sobre a flora brasileira.
Mas não são apenas as escolas que buscam mostrar a importância da ecologia. A esfera pública também está se movimentando. No Rio de Janeiro, dois projetos governamentais que buscam trazer a educação ambiental para as escolas públicas do estado do Rio de Janeiro foram ampliados.
Atuando em 122 escolas estaduais há seis anos, os programas “Elos de Cidadania” e “Nas Ondas do Ambiente” ganharam mais amplitude a partir de maio. No dia 3 do último mês, os secretários estaduais de Ambiente, Carlos Minc, e de Educação, Wilson Risolia, assinaram um termo de cooperação que formaliza um convênio entre as secretarias e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Enquanto a Uerj fica responsável por formar os docentes que irão estabelecer o elo entre os alunos e o meio ambiente, à Secretaria Estadual de Ambiente caberá implantar e acompanhar a realização dos programas nos colégios. A Secretaria de Educação, por sua vez, mediará o contato entre a Secretaria de Ambiente e as unidades escolares, além de acompanhar o trabalho dos programas.
Fonte: Folha Dirigida

Presidente Nacional da CUT participa de assembleia popular que unificou as lutas da classe trabalhadora

Unificar as diversas lutas do movimento social e da classe trabalhadora dos setores público e privado do Distrito Federal e das cidades do entorno. Este foi o objetivo da Assembleia Geral da Classe Trabalhadora, realizada pela CUT-DF nesta quarta-feira (5), em Brasília. Cerca de 3 mil trabalhadores e trabalhadoras de mais de 80 sindicatos filiados a CUT-DF e representantes de movimentos sociais que lutam por moradia e reforma agrária, entre outros, aprovaram a Plataforma de Luta da Classe Trabalhadora da CUT Nacional, com adaptações às reivindicações e à realidade da região. Eles decidiram, inclusive, unificar as lutas, fortalecendo as ações e campanhas de todas as categorias que estão em greve em Brasília.

O presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas, elogiou a iniciativa dos dirigentes da CUT-DF. Segundo ele, ao discutir as bandeiras de luta do movimento sindical e do movimento social de Brasília e municípios do entorno e aprovar a plataforma da CUT Nacional, a CUT-DF organizou e deu um norte para as mobilizações e campanas futuras.  “A assembleia popular cumpriu um papel importantíssimo: unificou as diversas lutas por todos os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras do Distrito Federal e dos municípios vizinhos”, analisou Vagner, que concluiu:  “é a CUT nas ruas, cumprindo seu papel de organizar a luta da classe trabalhadora, dinamizar o movimento social, reivindicar e lutar por melhores condições de emprego e renda e também de moradia, saúde e lazer ”.
Mexeu com um, mexeu com todos!
Rodrigo Britto, presidente da CUT-DF, ressaltou a importância da união e da organização da classe trabalhadora para fortalecer a luta e garantir conquistas para os trabalhadores do campo e da cidade. “Um dos princípios da CUT é a solidariedade de classe. Essa é a principal arma que temos para enfrentar a exploração do capital. É isso que estamos colocando em prática ao unificar as lutas gerais. Mexeu com um, mexeu com todos!”, disse o dirigentes CUTista.
Com informações da CUT

Programa para tornar escolas sustentáveis vai investir R$ 100 milhões

No Dia Mundial do Meio Ambiente, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, apresentou na manhã desta quarta-feira, 5, o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) – Escola Sustentável. A proposta do programa é garantir recursos para que as escolas desenvolvam iniciativas voltadas para a sustentabilidade.

 O PDDE Escola Sustentável pré-selecionou 10 mil instituições de ensino de 310 municípios em estado de vulnerabilidade ambiental. Essas escolas têm prazo até o dia 30 próximo para formalizar a adesão on-line ao programa, que tem orçamento de R$ 100 milhões. Segundo Mercadante, a educação ambiental é fundamental para o futuro, pois os jovens devem ser conscientizados sobre a necessidade de cuidar e ter atitude de respeito ao meio ambiente. “Nossa prioridade é trabalhar na prevenção nessas cidades”, disse o ministro.
O programa destinará recursos para a inclusão da temática socioambiental no projeto político-pedagógico da escola; para o apoio à criação e o fortalecimento de comissões de meio ambiente e qualidade de vida (Com-vida) e para a adequação do espaço físico da escola de maneira a aprimorar a destinação de resíduos e obter eficiência energética, entre outras iniciativas.
Experiência — Coordenadora de defesa civil em Ilhota, município catarinense de 12,5 mil habitantes, Tatiana Reichert revelou, em depoimento sobre as consequências de desastres naturais, que em 2008 uma tempestade atingiu o Complexo do Baú, comunidade de quatro mil habitantes. Mais de 1,5 mil pessoas foram desalojadas e 37 morreram. Dentre os mortos, 14 eram familiares de Tatiana.
A tragédia que atingiu a cidade resultou na criação da primeira associação de atingidos por desastres naturais do Brasil. Por quatro anos, Tatiana ficou à frente da associação e participou do processo de recuperação e reconstrução do complexo, com ações de prevenção e conscientização dos moradores. Ela destaca que as perdas materiais não poderiam ser evitadas, mas se a população tivesse mais informações sobre riscos, vidas poderiam ter sido salvas. “Nós não temos a cultura da percepção de risco”, disse. “A área segura hoje pode ser a área afetada amanhã.”
As adesões ao PDDE Escola Sustentável devem ser feitas no Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec).
Com informações do MEC

Pesquisa mostra que investimento em educação reduz criminalidade

Uma pesquisa de doutorado feita na USP (Universidade de São Paulo) mostra que a cada investimento de 1% na educação, 0,1% do índice de criminalidade é reduzido. O estudo que comprova a potencialidade da escola como um fator para influenciar o comportamento dos alunos e reduzir a violência foi feito pela economista Kalinca Léia Becker em sua tese de doutorado no departamento da economia da Esalq (Escola Superior de Agricultutra Luiz de Queiroz), em Piracicaba. “O objetivo geral do trabalho foi analisar a relação entre a educação e a violência, observando se a educação e a escola podem contribuir para reduzir a violência e o crime”, comenta a pesquisadora, orientada pela professora Ana Lúcia Kassouf.

A análise foi realizada por meio da construção de dois ensaios. No primeiro, foram coletadas evidências de que a atuação pública na área da educação poderia contribuir para reduzir o crime no médio e longo prazo. Nesta etapa, foi mensurado o impacto do gasto público em educação na redução da taxa de homicídios, utilizando dados dos Estados brasileiros, entre os anos de 2001 e 2009.
No segundo ensaio, que foi financiado pelo programa “Observatório da Educação”, fruto da junção entre o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) e a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), foram analisados alguns fatores do ambiente escolar e do seu entorno que poderiam contribuir para a manifestação do comportamento violento dos alunos, a partir de dados disponibilizados nas Provas Brasil de 2007 e 2009.
“O primeiro ensaio fornece uma análise ampla e agregada do impacto dos gastos com a educação na redução da taxa de homicídios, enquanto o segundo volta-se para dentro da escola, analisando como os vários fatores do ambiente escolar podem prevenir a manifestação do comportamento violento”, conta.  As análises constatam que a escola e a educação são fundamentais para a redução da criminalidade.
Desenvolver conhecimento – A pesquisa comprovou a influência da educação no comportamento dos alunos. Constatou-se no primeiro ensaio que quando ocorre o investimento de 1% na educação, 0,1% do índice de criminalidade é reduzido. Porém, para isso, é necessário que a escola funcione como um espaço para desenvolver conhecimento, pois, no segundo ensaio, foi observado que escolas com traços da violência, como depredação do patrimônio, tráfico de drogas, atuação de gangues, entre outros, podem influenciar a manifestação do comportamento agressivo nos alunos. “A possibilidade de algum aluno manifestar comportamento violento em escolas onde foram registrados crimes contra o patrimônio e contra a pessoa é, respectivamente, 1,46 e 1,22 vezes maior em comparação às escolas que não registraram estes crimes”, conclui Kalinca.
De acordo com os resultados obtidos, o contato com um meio onde prevalecem ações violentas influencia diretamente o comportamento do aluno dentro da escola. Sendo assim, as políticas públicas para reduzir o crime na vizinhança da escola podem contribuir significativamente para reduzir a agressividade dos alunos. “A escola pode, ainda, adotar medidas de segurança para proteger os alunos nas suas imediações”, reforça.
Uma das soluções sugeridas pela pesquisa é que, quando a instituição promove atividades extracurriculares, ocorre a redução em 0,96 % da possibilidade de algum aluno cometer um ato agressivo. “Este é um resultado interessante, pois muitos programas de redução da violência nas escolas incluem atividades de esporte, cultura e lazer como forma de socializar a convivência e, assim, reduzir a violência”, complementa.
Também foram observadas evidências de que o ambiente familiar e a participação dos pais nas reuniões da escola podem influenciar o comportamento do aluno.
Com informações do UOL
 

5 de junho: Dia Mundial do Meio Ambiente

Hoje, 5 de junho, é comemorado o “Dia Mundial do Meio Ambiente”. A data foi estabelecida pela Assembleia Geral da ONU em 1972 para marcar a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano. Celebrado anualmente, desde então, o Dia Mundial do Meio Ambiente é considerado uma das principais ações das Nações Unidas para chamar a atenção sobre como afetamos a natureza e para aumentar a conscientização e a preservação ambiental.
Os principais objetivos das comemorações são: mostrar o lado humano das questões ambientais; capacitar as pessoas a se tornarem agentes ativos do desenvolvimento sustentável; promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos e das questões ambientais; e, advogar parcerias para garantir que todas as nações e povos desfrutem um futuro mais seguro e mais próspero.
Neste ano de 2013, a ONU chama a atenção para o desperdício de comida e o fato de milhões de pessoas, em todo o mundo, passarem fome. Segundo a organização, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos anualmente – o equivalente a um terço de toda a produção mundial – vai parar nas lixeiras dos consumidores, vendedores, agricultores e transportadores. Esse desperdício vale US$ 1 trilhão e seria suficiente para alimentar 870 milhões de pessoas que passam fome.
Além de ser uma ofensa para os que têm fome, o desperdício representa um custo enorme para o meio ambiente, em termos de energia, terra e água. Segundo o Pnuma, Programa da ONU para o Meio Ambiente, os alimentos descartados desperdiçam energia e combustível usado para o seu transporte. Além disso, a decomposição de comida elimina uma grande quantidade do gás metano.

CARTA DA PROFESSORA

Faz alguns anos, uma professora da rede pública de Santa Maria me enviou uma coleção de cartas de alunos a mim destinadas. Foi um dos mais comoventes presentes que esta crônica recebeu nesses tantos anos. Os meninos contavam suas vidas. A maioria deles tinha sido criada pela solidão. Mãe trabalhando, pai ausente, eles estavam sendo construídos pelo vazio. Grupos de irmãos criavam-se uns aos outros. Garotos que só viam a mãe nos fins de semana. Ou ela dormia no emprego de doméstica ou saía muito cedo para o trabalho e chegava muito tarde. A realidade, se mudou, foi muito pouco.
Recebi ontem, da mesma professora, uma carta, acompanhada de um exemplar de O retorno e terno, livro de crônicas de Rubem Alves. Transcrevo o manuscrito, por verdadeiro, belo, triste e renovador.
“Querida Conceição,
Sou a professora Joana, aquela das cartas dos meninos de Santa Maria. Pensei em ir à redação pessoalmente, mas sou tímida e logo imaginei um funcionário falando: ‘Vou ver se ela está, ela não pode atender, dá pra deixar recado?’ São coisas que vejo e acho chato em repartições, e em Bsb então… Mas acho que você me receberia com um belo sorriso e um gostoso ‘tudo bem???’.
A razão disso tudo é que me aposentei e gostaria muito de te agradecer pelo privilégio que tive de trabalhar por um bom tempo com meus alunos com suas crônicas. Confesso que era meu livro didático, pena que os jornais não chegam mais às escolas.
Apesar de tudo o que nós, professores, passamos, vale a pena apostar em nossas crianças.
Confesso que estou morrendo de medo da saudade que vou sentir de cada rostinho sapeca e olhares de pedido de socorro e atenção, e cabeças cheias de sonhos. Mas a vida é feita de ciclos, e agora, literalmente, passo a bola para outro colega, pois trabalho com educação física.
Fui ontem a uma palestra sobre aposentadoria e elas falaram muito de nos planejarmos e prepararmos. Dei boas gargalhadas sozinha, pois, no meu caso, aconteceu tudo errado. Imagine se tivesse feito planejamento. Descobri doença crônica rara, separei, tive depressão, mas como disse o grande Chico Xavier ‘isso também passa’. Agora, cada dia é um presente e vou aproveitá-lo da melhor forma possível. ‘Quero aprender para aprender denovo. Raspar tintas que me pintaram. Desencaixotar emoções, recuperar sentidos’ (Rubens Alves).
O livro é para você descansar a alma. Estou doando meus livros. É um costume antigo, às vezes gosto também de ‘esquecê-los’ em casa de amigos, hotéis, quem sabe daí surge um leitor?
Estarei aqui, em Paraty ou em Piri. Nova Iorque, o salário não dá.
P.S. Gostaria de gostar de Brasília como você gosta e escreve – não consigo.
Abraços,
Joana”
Fonte: Correio Braziliense do dia 5/06/13, Crônicas da Cidade, por Conceição Freitas

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