Piso de docente terá reajuste menor em 2013

 
O reajuste do piso nacional do professor em 2013 deverá ficar abaixo de 10%, menos da metade dos 21% previstos no início deste ano.
O número, que está sendo finalizado pelos ministérios da Fazenda e da Educação, é usado para corrigir o salário dos docentes da rede pública que lecionam do ensino infantil ao médio (educação básica).
Diante do baixo crescimento da economia brasileira, técnicos do governo já admitem que a correção pode ser até inferior aos 7,86% registrados em 2010, o menor desde a definição do piso nacional, há quatro anos.
O problema neste ano é que, com a menor atividade econômica, a arrecadação da União ficou abaixo das projeções. Como a atualização anual do piso está atrelada a uma cesta de impostos que compõem o Fundeb (fundo para a educação básica), a estimativa do reajuste dos professores em 2013 despencou.
A queda foi comunicada informalmente a alguns secretários de Educação e reacendeu o debate sobre mudanças na fórmula do reajuste.
Hoje, nenhum professor de escola pública pode ganhar menos do que R$ 1.451 mensais para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais.
Com base na estimativa atual, o ganho no ano que vem deverá ficar abaixo de R$ 145. Perdem os professores, mas os prefeitos e principalmente os governadores devem ficar aliviados, já que haverá impacto menor nas contas públicas.
Os governadores defendem uma alteração na metodologia atual e sua substituição por um reajuste atrelado à inflação, para garantir uma fórmula mais previsível. No mês passado, seis governadores questionaram no Supremo Tribunal Federal a regra em vigor.
Já os trabalhadores da educação, preocupados com o baixo reajuste no próximo ano, querem assegurar um índice que reponha a inflação e assegure um ganho real, calculado a partir do Fundeb.
Segundo a CNTE (confederação dos professores), pagam o piso ao professor da educação básica ao menos 14 Estados, além do Distrito Federal -onde estão 50% do total de 1,78 milhão de funções docentes da rede pública (um mesmo professor pode ocupar mais de uma função).
Procurado, o MEC afirmou que a reestimativa de recursos do fundo só é definida no final do ano. “Portanto, qualquer avaliação sobre o volume de reajuste, ou de eventual mudança na fórmula, é precipitada”, afirma, em nota. Publicado no Jornal Folha de São Paulo.

1ª etapa do concurso de remanejamento externo sofre alterações

Professores/as que participam da 1ª etapa do Concurso de Remanejamento Externo 2012/2013 devem ficar atentos/as. Devido a mandado de segurança, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF) fez uma nova classificação definitiva. Para verificar se sua classificação foi alterada é preciso acessar o endereço: www.se.df.gov.br/remanejamento2012. A SEDF também republicou o cronograma de atendimento e as carências existentes no âmbito de cada Coordenação Regional de Ensino.
Clique aqui para ver o novo quadro com o cronograma e as carências.

Dilma abre exposição de Caravaggio no Palácio do Planalto

A exposição com seis telas do artista italiano Michelangelo  Merisi da Caravaggio foi inaugurada hoje (5) na capital federal, após passar por São Paulo e Belo Horizonte. A presidenta Dilma Rousseff abriu a exposição, localizada no Salão Leste do Palácio do Planalto, e destacou que um palácio de governo deve servir para além da tomada de decisões administrativas. O Sinpro foi convidado para a cerimônia de abertura e foi representado pela diretora Cláudia Bullos.
“Eu queria dizer que para mim é um momento especial porque nós estamos aqui numa obra moderna, original, que é o Palácio do Planalto e, ao mesmo tempo, estamos recebendo seis telas de um dos maiores pintores. É um encantamento poder permitir que milhares de brasilienses, que nasceram aqui ou que visitam esta cidade, tenham acesso à essas seis obras”, disse a presidenta em discurso.
A presidenta citou o grande interesse que a exposição despertou nas duas capitais brasileiras por onde passou, com filas de até duas horas de espera em São Paulo. Ela também relacionou o evento a um gesto de amizade entre Brasil e Itália. “Aproxima ainda mais o Brasil da Itália e aproxima de uma forma especial, que é aquela que só a arte consegue fazer entre os povos”, avaliou Dilma.
É a primeira vez que Brasília recebe obras de Caravaggio. Os quadros fazem parte de coleções particulares e de acervos de três importantes museus italianos – Galleria Borghese e Palazzo Barberini, em Roma, e Galleria degli Uffizi, em Florença.
Das seis telas, duas são expostas, pela primeira vez, fora da Itália: a Medusa Murtola (1597), que teve a autoria reconhecida em 2011, e San Giovanni Batista Che Nutre I`Agnello (1597). As outras telas são Ritratto di Cardinale (1600), San Francesco in Meditazione (1606), San Gennaro Decollato o Sant’ Agapito (1910) e San Girolamo Che Scrive (1606).
A visitação começa amanhã (6) até o dia 14 de outubro, sempre das 9h às 19h. ( com informações da Matéria de  Yara Aquino, Repórter da Agência Brasil.)

Folha Bancária de SP censurada pela coligação tucana

A Folha Bancária, informativo do Sindicato dos Bancários de São Paulo,  foi censurada. Um policial militar e uma oficial de Justiça estiveram na sede do Sindicato na noite desta quinta-feira 4, além das regionais da entidade, com ordem de busca e apreensão da última edição da FB. A representação protocolada na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo (Bela Vista – Capital) na mesma quinta-feira, foi assinada pela juíza Carla Themis Lagrotta Germano, e previa inclusive ordem de arrombamento, “se necessário”.
A censura teve origem em pedido da coligação do candidato José Serra (Avança São Paulo – PSDB, PSD, DEM, PV e PR) que solicitou o recolhimento dos exemplares da Folha Bancária, além da retirada da versão online do site. O mandado afirma que a “matéria denigre a imagem” de Serra.
A edição, número 5.592. trazia na última página reportagem que analisava as propostas e trazia o histórico dos candidatos que lideram a pesquisa à prefeitura de São Paulo: Russomano, Serra e Haddad. Também declarava o apoio da maioria da direção executiva da entidade a Fernando Haddad (PT), o único a receber e se comprometer com a Agenda da Classe Trabalhadora.
O Sindicato fez uma edição especial da Folha Bancária trazendo a última página censurada.
“O Sindicato tem quase 90 anos de existência e sempre lutou pela democracia e pela liberdade de expressão. Desde o ano passado estamos fazendo o debate, com os bancários, do que afeta a qualidade de vida dos trabalhadores. Além da campanha salarial e por melhores condições de trabalho, somos um sindicato cidadão se preocupa com a cidade, o estado e o país em que os trabalhadores vivem. Sabemos da importância desse debate”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. “Os trabalhadores têm direito a analisar as propostas dos candidatos. Pode haver divergência, mas repudiamos a censura”, ressalta a dirigente, lembrando que a FB coloca em prática o bom jornalismo. “Não denegrimos a imagem de ninguém. Só não pudemos noticiar o plano de governo de um dos candidatos que não tem seu material divulgado nos sites oficiais da campanha.”
Dados – O jornal Folha Bancária circula desde 1939, o site do Sindicato está no ar desde 2005. É a primeira vez que sofrem censura.
O advogado do Sindicato, Luiz Eduardo Greenhalgh, estranha o desrespeito com que a liminar foi cumprida no Sindicato. “Entraram. Foram recepcionados por funcionários do Sindicato e invadiram as dependências. Comportamento estranho, que não é a conduta costumeira da Justiça eleitoral de São Paulo”, afirma. “Com relação ao mérito vamos contestar e tentar suspender a busca e apreensão.”
Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, está sendo usurpado o direito de informação dos trabalhadores. “Todos os veículos se expressam e respeitamos. Defendemos a liberdade de imprensa, o direito à livre manifestação e foi isso que colocamos em prática. É o nosso ponto de vista, podem concordar ou discordar, mas não censurar”, ressalta o dirigente.
Revista do Brasil – Esta é a terceira vez que Serra investe contra a liberdade de expressão dos trabalhadores, quando o assunto não lhe agrada. Em 2006 e 2010, duas edições da Revista do Brasil, uma que trazia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outra com a então candidata à presidência Dilma Rousseff, foram censuradas por solicitação da coligação tucana à época daquelas eleições. A Revista do Brasil é mantida por cerca de 60 sindicatos de diversas categorias profissionais. (Do site do Sindicato dos Bancários de SP)

Salário de professor no País está entre os piores do mundo

Levantamentos feitos por economistas, agências da ONU, Banco Mundial e Organização para a Cooperação e do Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que professores brasileiros em escolas de ensino fundamental têm um dos piores salários da categoria em todo o mundo, além de receberem renda abaixo do Produto Interno Bruto (PIB) per capita nacional. Em uma lista de 73 cidades, a pesquisa registrou apenas 17 com salários inferiores aos de São Paulo, entre elas Nairobi, Lima, Mumbai e Cairo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Em praticamente toda a Europa, Estados Unidos e Japão, os salários são pelo menos cinco vezes superiores ao de um professor brasileiro. Um estudo realizado em 2011 pelo banco UBS relatou que um professor do ensino fundamental em São Paulo ganha, em média, US$ 10,6 mil por ano – apenas 10% do salário de um professor nesta mesma fase na Suíça, onde o salário médio da categoria seria de US$ 104,6 mil por ano. Na Coreia do Sul, os salários médios de professores são 121% superiores à média nacional. O Fórum Econômico Mundial apontou a Coreia como uma das economias mais dinâmicas do mundo e atribuiu a valorização da educação como um dos fatores que transformaram uma sociedade rural em uma das mais inovadoras no século 21.
 

Confira as carências do remanejamento externo de 2012


A Secretaria de Educação divulgou o cronograma de atendimento para a 1ª Etapa do Remanejamento Externo.  O atendimento ocorrerá na EAPE nos dias 08, 09, 10 e 11 de outubro, nos horários e salas especificados no cronograma. Atenção: os/os professoras/es e orientadoras/es devem chegar 30 minutos antes do horário de atendimento, lembrando que no dia em ele/ela   necessitar comparecer a EAPE a direção da escola deve viabilizar sua liberação. Qualquer discordância com o quadro de carências deve ser informada o quanto antes à direção do SINPRO que visita a escola.
Todas as pessoas inscritas no procedimento têm direito a uma classificação, mas a existência de carência para a área pleiteada (escola) depende de diversos outros fatores, de forma que recomendamos que o professor observe a sua classificação e a existência da carência para a área inscrita.
Confira os cronogramas:
Cronograma – 1ª Etapa RE- Auditório – Atividades Regular
Cronograma – 1ª Etapa RE – Laboratório 19 – Atividades/DM, Atividades/DMU, Atividades/Autismo, Atividades/Estimulação Precoce, Atividades/DV, Atividades/DA/Língua de Sinais, Atividades/DA, Matemática/DV, Ciências Naturais/DA, Língua Portuguesa/DA, História/DA, Geografia/DA, Itinerância/DV, Itinerância/DA, Itinerância/AH, Educação Física/EE, Artes/EE, SEEAA/Pedagogo, SEEAA/Psicólogo, Sala de Recursos/Atividades, Sala de Recursos/Códigos e Linguagens, Sala de Recursos/Exatas, Sala de Recursos/Humanas, Especialista de Educação, Disciplinas dos Cursos Profissionalizantes, Música, LEM/Francês CIL, LEM/Espanhol CIL, LEM/Inglês CIL, LEM/Inglês, Física, Química e Educação Física.
Cronograma – 1ª Etapa RE – Sala 31 – Artes, Filosofia, Sociologia, LEM/Espanhol, História, Geografia, Língua Portuguesa, Biologia/Ciências Naturais, Matemática.
Veja abaixo as carências por CRE:

CRE

Carências

Brazlândia

Urbano

Rural

Ceilândia

Urbano

Gama

Urbano

Rural

Guará

Urbano

Núcleo Bandeirante

Urbano

Não existem carências

Paranoá

Urbano

Rural

Planaltina

Urbano

Rural

Plano Piloto / Cruzeiro

Urbano

Recanto das Emas

Urbano

Samambaia

Urbano

Santa Maria

Urbano

São Sebastião

Urbano

Rural

Sobradinho

Urbano

Rural

Taguatinga

Urbano

Rural

Centros de Educação Profissional

Urbano

GDF mostra descompromisso com a categoria

A proposta apresentada  pelo GDF na negociação desta quarta-feira, no entendimento da Comissão do Sinpro, expõe a falta de vontade política do governo local de cumprir os compromissos assumidos pelo governador em carta compromisso enviada à categoria e os acordos que apontavam para perspectiva de  isonomia salarial com outras carreiras de nível superior. Na essência ela se resume na incorporação total da Tidem em quatro parcelas anuais de 25% do seu valor,  a partir de setembro de 2013 , 2014, 2015 e 2016.
Segundo os números apresentados pelo governo, isso geraria um impacto de R$ 515 milhões ao final das quatro parcelas e um aumento de 15% na folha de pagamento da Educação. Ou seja, não é um impacto que inviabilizaria os investimentos do GDF de maneira nenhuma, por isso acreditamos que o que falta é realmente priorizar o investimento em Educação. E essa é uma decisão política.
Como se pode ver, essa proposta de maneira nenhuma atende à expectativa das professoras e professores de conquistar a isonomia salarial com outras carreiras de nível superior. Nem sequer aponta para aumento real de salário, pelo contrário, se considerarmos a inflação do período, teremos até mesmo perda do poder aquisitivo.
Ciente de que a proposta é absolutamente insuficiente, a Comissão do Sinpro colocou esse entendimento na mesa de negociação  e nova reunião foi marcada para a próxima segunda-feira, dia 8, às 15h.
Na avaliação da diretoria a saída para fazer frente a esse verdadeiro descaso será a mobilização. A categoria tem que reagir a essa proposta, lotando as assembleias regionais, onde detalharemos a proposta feita pelo GDF.  Mais uma vez alertamos: vamos nos preparar para a luta, pois só com muita união conseguiremos vencer a intransigência no processo negocial.
Clique aqui  para ver as tabelas apresentadas.

Morre Eric Hobsbawm, mas seu legado permanece

Um dos maiores historiadores do século XX e respeitado marxista, Eric Hobsbawm faleceu nesta segunda-feira (01) em Londres, aos 95 anos, segundo um comunicado de sua família divulgado em jornais britânicos. O estudioso deixou um amplo legado de pesquisas e análises sobre a história do mundo moderno a partir do viés marxista.
O intelectual estava internado no hospital Royal Free e não resistiu a uma pneumonia. Sua filha, Julia Hobsbawm, informou que o historiador estava passando por um longo período de doenças, mas não deu outros detalhes sobre seu quadro de saúde.
“Ele fará falta não apenas para sua esposa há 50 anos, Marlene, e seus três filhos, sete netos e um bisneto, mas também por seus milhares de leitores e estudantes ao redor do mundo”, acrescentaram seus familiares em comunicado.
Responsável por obra de quatro volumes sobre a história contemporânea, Hobsbawm é considerado um dos principais historiadores dos séculos XIX e XX. Seus estudos abrangem de 1789, data da revolução francesa, a 1991 com a queda da União Soviética e enfatizam, sobretudo, as transformações políticas e sociais do mundo por meio de seus principais marcos históricos.
O imperialismo das potências sobre os continentes asiático e africano, a revolução russa e o estabelecimento dos regimes burgueses na Europa também foram objetos de estudo do marxista.
Para o historiador Niall Ferguson, os livros “A Era da Revolução” (1789 – 1848), a “Era do Capital” (1848 – 1875), “A Era dos Impérios” (1875 – 1914) e “A Era dos Extremos (1914 – 1991) são “o melhor ponto inicial para qualquer pessoa que deseje começar a estudar a história moderna”.
O trabalho de Hobsbawm, no entanto, não se limitou a essa série de estudos e a idade parece não ter impedido o historiador de continuar com suas pesquisas e análises. Tendo em vista recentes acontecimentos mundiais como os atentados terroristas do 11 de setembro e a guerra dos Estados Unidos “contra o terror”, Hobsbawm publicou “Globalização, Democracia e Terrorismo” em 2007, uma compilação de palestras e conferências.
Em 2011, aos 94 anos, o historiador fez sua ultima contribuição e análise aos estudos do pensamento e da história marxista com o livro “Como mudar o mundo”. Prefácios, artigos, conferências e ensaios reunidos na obra explicitam a preocupação central do historiador em refletir sobre as transformações e nesse caso, sobre uma teoria que alicerça a revolução.
Hobsbawm também se encontrou no ano passado com o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e opinou sobre a situação política brasileira. “Lula ajudou a mudar o equilíbrio do mundo ao trazer os países em desenvolvimento para o centro das coisas”, opinou o historiador.
O historiador, de origem judaica, nasceu no ano de 1917 em Alexandria, no Egito, mas cresceu em Viena, capital austríaca, e em Berlim, capital alemã. Junto de sua família, se mudou para Londres em 1933 quando Hitler chegou ao poder na Alemanha. Hobsbawm desenvolveu seus estudos no King’s College, na capital britânica, e em Cambridge. Em 1947, começou a lecionar na Universidade de Birbeck, onde, anos depois, acabou por se tornar o reitor.
O posicionamento político de Hobsbawm era público e muito conhecido, pois, em plena Guerra Fria, ele se afiliou ao Partido Comunista britânico. O historiador disse, anos depois, que “nunca tentou diminuir as coisas que aconteceram na Rússia”, informou o jornal britânico Guardian.
“Mas, acreditava que um novo mundo estava nascendo em meio a sangue, lagrimas e horror: revolução, guerra civil e fome. Por conta do colapso do Ocidente, nós tínhamos a ilusão de que mesmo que brutal, o sistema funcionaria melhor do que o ocidental. Era isso ou nada”, contou o historiador

Abaixo assinado contra agrotóxicos

Desde 2008 o Brasil assumiu o posto de maior mercado de agrotóxicos  do mundo. Em 2009, nada menos do que 1 milhão  de toneladas de veneno foram jogados no campo brasileiro, o que representa cerca de 5,2 quilos de  agrotóxicos por pessoa no país. E o pior: o Brasil permite a utilização de uma série de substâncias e agrotóxicos que foram banidos de  vários países, justamente pelos males que provocam. Por isso movimentos sociais e sindicais que integram a Campanha Mundial contra o uso de Agrotóxicos estão divulgando o abaixo assinado solicitando da presidenta Dilma Roussef proíba a comercialização de agrótoxicos proibidos em outros países.
Nós podemos colaborar com essa campanha: faça cópia do abaixo assinado clicando aqui e recolha assinaturas em sua escola! Vamos fazer a nossa parte por um mundo mais sustentável!

Ministério da Educação estuda propostas para alterar o currículo do ensino médio

Para tentar adaptar o currículo das escolas às necessidades dos alunos, o Ministério da Educação estuda um novo modelo de ensino, em que as atuais 13 disciplinas serão distribuídas em apenas 4 grandes áreas: ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática. Para a diretora de currículos e educação integral do Ministério da Educação, Jaqueline Moll, a mudança no ensino médio deve ajudar o processo de aprendizagem. “Hoje nós temos um exercício muito grande de memorização dos estudantes, isso acaba tendo poucos resultados na capacidade de resolver problemas, de construir conhecimentos. O esforço é de ressignificar o currículo, fazendo com que o saber aprendido na escola tenha sentido na vida deles. Ajude a compreender o mundo em que estão inseridos. Ajude a se autocompreender no mundo”. “O currículo deve ser reflexivo e crítico, tem que fazer sentido para a vida cotidiana dos alunos”, acrescenta o diretor do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro/DF), Rodrigo Rodrigues.

Na Câmara, uma comissão especial estuda os novos modelos de ensino médio possíveis para o País. O objetivo é propor um projeto de lei sobre o assunto.
Habilidades – Outra proposta sugerida por especialistas é a diferenciação do currículo escolar de acordo com as habilidades e preferências dos estudantes, nos moldes do que ocorre em outros países, como a França. Na prática, os alunos poderiam escolher disciplinas específicas em que focariam seus estudos, sempre tendo em vista seus interesses pessoais e a profissão que pretendem seguir. A intenção não é retirar conteúdos, explica Remi Castioni, professor da faculdade de Educação da Universidade de Brasília. “A formação terá que abranger todos os componentes curriculares, inclusive matemática, física, química e biologia, mas em algumas [disciplinas] haverá ênfase maior.” “Alunos que têm interesse em humanidades, em literatura, em história, por exemplo, não vão deixar de fazer uma ou outra disciplina de matemática. Eles, no entanto, vão fazer muito mais cursos de história, de literatura, de história do pensamento. Não é uma exclusão, é uma ênfase em certas áreas”, explica o especialista em Educação e doutor em economia Claudio de Moura Castro.
“Nós precisamos tornar o ensino médio atrativo para os jovens, buscar conteúdos disciplinares que possam se organizar em torno de projetos [pessoais]”, resume Castioni.
Evasão – As propostas são muitas, mas o único consenso é que o currículo atual não atende às necessidades dos estudantes nem do País, que perde a cada dia com os altos índices de evasão escolar no ensino médio. Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas mostra que 40% dos jovens de 15 a 17 anos que não estão na escola hoje saíram das salas de aula porque simplesmente não têm interesse em continuar os estudos. “Em muitos lugares há alunos sem ensino médio e vagas sobrando. Isso porque a escola não diz nada para o aluno, não representa possibilidade de mudança de vida ou de continuidade na escolarização”, critica a deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), integrante da comissão especial que estuda mudanças no ensino médio.
O coordenador da Frente Parlamentar da Educação, deputado Alex Canziani (PTB-PR), também alerta para a necessidade de mudanças. “Nós temos que discutir qual ensino médio queremos para o Brasil, que oportunidades queremos que nossos jovens tenham, porque infelizmente o modelo que adotamos hoje não tem sido exitoso”.
Com informações da Câmara dos Deputados

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