FETEMS repudia atitude do GDF de reajuste zero para todas categorias
Jornalista: sindicato
A Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEM) e seus 71 sindicatos afiliados, entidade representativa de 25 mil trabalhadores em educação de MS, é solidária e apoia a luta da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF) e dos sindicatos de base dos trabalhadores em educação do DF. Na quinta-feira (19) as entidades realizaram um ato unificado dos servidores públicos, na Praça do Buriti, contra o decreto nº 33.550, publicado pelo Governo do DF, que determina uma política de reajuste zero para todas as categorias.
É importante ressaltar a situação dos professores do ensino público do GDF, que estão em greve desde o dia 12 de março, sem previsão de término, e com certeza esta situação impulsiona as outras categorias a lutarem por seus direitos. Infelizmente enquanto os nossos gestores públicos não entenderem que educação, saúde, infraestrutura, lazer, cultura e todas as áreas do serviço público são essenciais para o desenvolvimento dos municípios, estados e país, ainda vamos ter que utilizar o nosso direito de greve e de tomar as ruas reivindicando por nossos direitos de valorização profissional e dignidade, por muitas vezes.
Esperamos que o governador Agnelo Queiroz entenda que para todos os brasilienses, ele foi eleito como uma esperança de afastar de vez a corrupção e a desvalorização profissional que havia sido estabelecida no Governo de José Roberto Arruda (DEM) e no governo de Joaquim Roriz (PMDB), portanto, como cidadãos que prezam por uma sociedade mais justa, humana e igualitária, não temos como não repudiar a postura de Agnelo. Que se preze o bom senso no Distrito Federal e em todos os estados brasileiros. Não dá mais para aceitar que as promessas pré-eleitorais fiquem nos palanques de campanha. Nós, servidores públicos, merecemos mais respeito, pois somos os verdadeiros agentes que impulsionam a máquina pública.
Reiteramos o nosso apoio aos companheiros de luta do DF e esperamos uma postura diferente do governador Agnelo: que dialogue, cumpra as suas promessas e retroceda em relação às decisões, como o reajuste salarial Zero.
Advogados do Sinpro já estão trabalhando na ação do Ministério Público
Jornalista: sindicato
Embora ainda não tenha sido oficialmente comunicado a respeito da ação do Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) que pede a ilegalidade da greve das(os) professoras(es) da rede pública de ensino, o departamento Jurídico do Sinpro já está trabalhando na referida ação. O objetivo é o de deixar tudo pronto para recorrer da liminar, caso ela seja concedida. A informação de que o MPDF havia ingressado a ação foi noticiada pela imprensa na noite de quinta-feira, dia 19.
De acordo com a diretora da Secretaria de Imprensa do Sinpro, Rosilene Correa, não há como considerar o movimento ilegal, pois a categoria cumpriu com todas as medidas exigidas por lei antes de iniciar a greve. Entre elas, está a comunicação à Secretaria de Educação sobre o movimento, com 72 horas de antecedência. “Além disso, existe um acordo assinado no ano passado com o governo que não foi cumprido”, afirma ela.
Para o diretor da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Washington Dourado, o MP está completamente enganado e agindo de forma equivocada. “A greve está acontecendo porque GDF descumpriu um documento assinado pelo próprio governo. Para ser justo, o MP deveria entrar com uma ação para obrigar o GDF a cumprir o acordo que assinou”, disse Washington.
Segundo o G1, site da Central Globo de Jornalismo, o MPDF entrou na terça-feira (17) com uma ação declaratória de ilegalidade contra a greve. Na ação ele alega que a educação é um direito fundamental “de extrema essencialidade” e que prevalece sobre o direito de greve dos docentes. O pedido de liminar está sob a análise do desembargador José Divino, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT).
13ª Semana em Defesa da Educação começa neste sábado (21)
Jornalista: sindicato
Neste sábado, dia 21 de abril, começa a 13ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, promovida pela CNTE, cujo tema é “A realidade muda com Piso, Carreira e 10% do PIB para Educação no PNE (Plano Nacional de Educação)”. A mobilização acontece em todo o país, quando os sindicatos filiados à Confederação irão promover atos públicos e discussões sobre essa temática.
O lançamento simbólico da semana será em Tiradentes (MG), com a realização de uma mesa de debate na Assembleia Legislativa, contando com a presença do presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão, e do cientista político Otávio Dulci. Na data também acontecerá ato público na cidade e será realizada assembleia dos educadores da rede de Minas Gerais.
Importante frisar que a 13ª Semana acontece menos de um mês após a realização da vitoriosa greve nacional convocada pela CNTE em defesa da pauta de reivindicações da categoria. O eixo desse debate perpassa pelo respeito às leis educacionais e pelas metas e estratégias do projeto do PNE, no qual devem ser observados os princípios e objetivos da educação nacional previstos na Constituição e conclamados pela sociedade.
Conscientização – O Brasil é uma das maiores economias do mundo. Mas os indicadores sociais revelam anacronismos que, se não forem superados com mais celeridade e compromisso de todos os administradores públicos, tendem a dificultar o desenvolvimento inclusivo e sustentável do país, cedendo mais espaços à concentração da riqueza e às desigualdades sociais – realidades ainda marcantes na vida brasileira.
O projeto de Plano Nacional de Educação (PNE) e a Lei de Responsabilidade Educacional, em debate no Congresso Nacional, precisam apontar diretrizes para a concretude de políticas públicas que visem universalizar as matrículas e a garantir o aprendizado de qualidade com equidade.
A 13ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública trará esse debate à tona, nas escolas e demais espaços públicos. Entre os dias 21 e 27 de abril, a CNTE e seus filiados esperam ter esclarecido e sensibilizado milhares de pessoas que poderão se somar à luta pela educação pública de qualidade para todos e todas. Veja a programação abaixo, baixe o livreto de discussões da 13ª Semana clicando aqui e participe.
• 21/04 – Lançamento da Semana nas atividades comemorativas do Dia de Tiradentes.
• 22/04 – Panfletagem nas ruas, praças e praias sobre a campanha deste ano.
• 23/04 – Tema do dia para discussão nas escolas: Hora-aula atividade.
• 24/04 – Tema do dia para discussão nas escolas: Salário digno (PSPN).
• 25/04 – Audiências Públicas nas Câmaras Legislativas sobre o Piso e Carreira.
• 26/04 – Temas do dia para discussão nas escolas: desenvolvimento na Carreira, Meritocracia e contra as Terceirizações na Educação.
• 27/04 – Tema do dia para discussão nas escolas: Financiamento da Educação, a repercussão da falta de recursos na saúde do trabalhador em educação e as condições de trabalho. Com informações da CNTE
Atenção! Assembleia nesta quinta às 9h30 na Praça do Buriti
Jornalista: sindicato
Depois da reunião realizada na noite de ontem entre a comissão de negociação do Sinpro e o GDF, vamos todas e todos à assembleia na Praça do Buriti a partir das 9h30. Inicialmente, a reunião que estava marcada para às 10h foi transferida para às 18h. O governo alega que estava trabalhando para avançar na proposta a ser apresentada para a apreciação da categoria, mas o Sinpro lamenta a demora nessa definição após mais de 38 dias de greve. Diante do adiamento, tivemos que suspender as assembleias regionais que seriam realizadas ontem à tarde. Convocamos todos e todas a comparecerem à assembleia! Nossa união é a força da nossa luta!
Publicada lei que declara Paulo Freire patrono da educação brasileira
Jornalista: sindicato
O Diário Oficial da União publicou na segunda-feira (16) a lei que declara o educador Paulo Freire patrono da educação brasileira. O projeto de lei foi aprovado no início de março pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, em decisão terminativa, por unanimidade. Paulo Reglus Neves Freire (1921-1997) foi educador e filósofo. Considerado um dos principais pensadores da história da pedagogia mundial, influenciou o movimento chamado pedagogia crítica. Sua prática didática fundamentava-se na crença de que o estudante assimilaria o objeto de análise fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído.
Freire ganhou 41 títulos de doutor honoris causa de universidades como Harvard, Cambridge e Oxford. Foi preso em 1964, exilou-se depois no Chile e percorreu diversos países, sempre levando seu modelo de alfabetização, antes de retornar ao Brasil em 1979, após a publicação da Lei da Anistia. Com informações da Agência Brasil
Greve continuará até que o governo atenda às reivindicações da categoria
Jornalista: sindicato
Enquanto o governador do Distrito Federal não cumprir o acordo firmado com as professoras e professores do ensino público em 2011, a categoria não retornará ao trabalho. Essa foi a decisão da assembleia geral realizada na manhã desta terça-feira, dia 17, na Praça do Buriti. Nem mesmo o sol forte foi capaz de abalar a disposição de luta da categoria que lotou a Praça para discutir os rumos do movimento e pressionar o GDF a apresentar uma proposta que atenda às nossas reivindicações.
A categoria voltará a se reunir em assembleia geral na próxima quinta-feira, dia 19, quando se espera já ter do governo uma nova proposta para ser analisada. Em reunião na tarde de ontem, dia 16, representantes da CUT nacional e da CUT-DF, de cerca de 30 sindicatos, da Arquidiocese de Brasília, entre outras entidades, decidiram solicitar uma audiência com o governador para discutir uma solução para a paralisação da categoria. O governador recebeu uma comissão desse grupo à noite, em Águas Claras, e ficou acertado que o GDF fará novas avaliações e estudos para buscar alternativas que possam nos ser apresentadas.
Da assembleia, as professoras e professores partiram para a ocupação do Eixo Monumental e fizeram o “cercamento simbólico” do Palácio do Buriti. Com bandeiras, apitos e vuvuzelas, os manifestantes ocuparam as seis pistas da via. A intenção é manter o cerco para forçar o governo a receber a Comissão de Negociação. A categoria também decidiu que permanecerá acampada na Praça do Buriti até o GDF apresentar uma proposta que atenda às nossas reivindicações.
Categoria mantém greve. Todas(os) à assembleia geral nesta terça, 17
Jornalista: sindicato
Professoras e professores decidiram, por ampla maioria, na manhã desta sexta-feira, dia 13, manter a greve da categoria e realizar nova assembleia no dia 17, terça-feira. A decisão foi tomada durante assembleia geral realizada no estacionamento do Teatro Nacional após rejeição sumária da proposta apresentada na noite de quinta-feira (12) pelo governo do Distrito Federal. Em 13 de abril de 2011, neste mesmo local, a categoria havia decidido aceitar o acordo proposto pelo GDF de reestruturar o Plano de Carreira em três etapas. Passado um ano e após 33 dias de greve, além de não cumprir o acordo, o governo ainda apresenta uma proposta que se distancia e muito da perspectiva de isonomia com as outras carreiras.
Indignação foi o sentimento comum demonstrado pela categoria nos pronunciamentos feitos durante a assembleia. Respondendo aos ataques do governador em entrevista no telejornal DFTV 2ª Edição, da Rede Globo, que foi ao ar na noite de terça-feira (10), professoras e professores classificaram a proposta do GDF de “imoral” e “indecente” (termos que Agnelo utilizou para “definir” a greve e as reivindicações da categoria).
Passeata – Da assembleia, as professoras e professores saíram em passeata (foto) pelo Eixo Monumental até a Praça do Buriti, onde a categoria permanecerá acampada.Com bandeiras, apitos e vuvuzelas, os manifestantes ocuparam as seis pistas da via. A intenção é manter o acampamento até que o governo apresente uma proposta que atenda às reivindicações da categoria.
Amanhã,14, a partir das 7 horas, as professoras e professores farão um ato na abertura da Bienal Internacional do Livro e da Leitura, na Esplanada dos Ministérios. A próxima assembleia será na terça-feira, dia 17, às 9h na Praça do Buriti.
As lições da revolução educacional finlandesa para o mundo
Jornalista: sindicato
A matéria é longa, mas vale a pena! Leia e veja como podemos mudar a educação no Brasil, buscando nossos caminhos, abandonando a visão neoliberal dominante e realmente priorizando a Educação! Chega de discursos e promessas vãs! O caminho não é simples, mas é possível!
Receita de sucesso do país é valorização do professor e do ambiente escolar
RIO – No ranking do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) 2009, aplicado em 65 países pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a Finlândia alcançou o 3º lugar. O país chama a atenção não só pelos bons resultados, mas por apresentar um modelo diferente dos outros líderes do ranking, China e Coreia do Sul. No lugar de toneladas de exercícios e de um ritmo frenético de estudo, na Finlândia, há pouco dever de casa, e a maior preocupação é com a qualidade dos professores e dos ambientes de aprendizado. Não há avaliações periódicas padronizadas de alunos e docentes, que não recebem remuneração por desempenho. E todo o sistema escolar é financiado pelo Estado.
Em seu livro, “Finnish lessons: what can the world learn from educational change in Finland?” (em uma tradução livre, Lições finlandesas: o que o mundo pode aprender com a mudança educacional na Finlândia?), Pasi Sahlberg, diretor de um centro de estudos vinculado ao Ministério da Educação do país, diz que o magistério é a carreira mais popular entre os jovens e que a transformação no Brasil deve começar pela igualdade de acesso a um ensino de qualidade.
O GLOBO: A Finlândia ocupa a 3 posição no ranking do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), entre 65 países avaliados pelo exame da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No entanto, nem sempre foi assim. Quando começou a transformação na educação finlandesa?
PASI SAHLBERG: A grande transformação do sistema educacional finlandês começou no início da década de 1970, quando foi criado o sistema de ensino obrigatório de nove anos. Todas as crianças do país passaram a estudar em escolas públicas parecidas e de acordo com o mesmo currículo nacional. O principal objetivo desse modelo era igualar a oportunidade de acesso a uma educação de qualidade e aumentar o nível educacional da população. Assim, a reforma educacional não foi guiada pelo sucesso escolar e, sim, pela democratização do acesso a escolas de qualidade. Esse movimento continuou nos anos 90, com a necessidade de uma população mais preparada para o mercado de trabalho.
O GLOBO: Quais foram as bases da revolução educacional finlandesa? Quais são seus pontos fortes?
SAHLBERG: O compromisso da sociedade finlandesa pela igualdade de acesso a uma educação de qualidade foi decisivo. A Finlândia com seus 5 milhões de habitantes não pode perder nenhum jovem. Todos precisam ter uma educação de qualidade. Os pontos fortes do sistema finlandês são o foco nas escolas, para que elas possam ajudar as crianças a ter sucesso; educação primária de alta qualidade, que dê uma base sólida para as etapas seguintes do aprendizado; e a formação de professores em universidades de ponta, que tornaram a profissão uma das mais populares entre os jovens finlandeses.
O GLOBO: No Brasil, muitas políticas públicas sofrem com a falta de continuidade. Isso acontece na Finlândia? O que fazer para garantir a continuidade?
SAHLBERG: A Finlândia manteve uma política pública estável desde a década de 70. Diferentes governos nunca tocaram nos princípios que nortearam a reforma, apenas fizeram um ajuste fino em alguns pontos. Essa ideia de uma escola pública de qualidade para todos os finlandeses foi um consenso nacional construído desde a Segunda Guerra Mundial. É o que no livro eu chamo de “sonho finlandês”.
O GLOBO: O mundo parece buscar uma fórmula mágica para a educação. Existe uma fórmula válida para todos?
SAHLBERG: Não, não existe nenhuma fórmula mágica nem um milagre secreto na educação finlandesa. O que fizemos melhor do que outros países foi entender qual é a essência do bom ensino e do bom aprendizado. As crianças devem ser vistas como indivíduos que têm diferentes necessidades e interesses na escola. Ensinar deve ser uma profissão inspiradora com um grande propósito de fazer a diferença na vida dos jovens. Infelizmente, esses princípios básicos deram lugar a políticas regidas pelo mercado em vários países. Essa lógica de testar estudantes e professores direcionou os currículos e aumentou o tédio em milhões de salas de aula. A fórmula para uma reforma da educação em muitos países é parar de fazer essas coisas sem sentido e entender o que é importante na educação.
O GLOBO: O que foi feito na Finlândia e que poderia ser reproduzido em outros países em desenvolvimento, como o Brasil?
SAHLBERG: A pergunta deve ser o que é possível aprender com a experiência finlandesa, não reproduzir. Primeiro, a experiência da Finlândia mostrou que é possível construir um modelo alternativo àquele que predomina nos Estados Unidos, na Inglaterra e em outros países. Mostramos aqui que reformas guiadas pelo mercado, com foco em competição e privatizações não são a melhor maneira de melhorar a qualidade e a equidade na educação. Segundo, é importante focar no bem-estar das crianças e no aprendizado da primeira infância. Só saudáveis e felizes elas aprenderão bem. Terceiro, a Finlândia mostrou que igualdade de oportunidades também produz um aumento na qualidade do aprendizado. É preciso que o Brasil combata essa desigualdade de acesso. Só um plano de longo prazo para a educação e compromisso político possibilitarão que os resultados sejam alcançados.
O GLOBO: Os professores ocupam um papel importante no sistema finlandês. Como prepará-los bem? Um salário atrativo é importante?
SAHLBERG: Professores são profissionais de alto nível, como médicos ou economistas. Eles precisam de uma sólida formação teórica e treinamento prático. Em todos os sistemas educacionais de sucesso, professores são formados em universidades de excelência e possuem mestrado. O salário dos professores deve estar no mesmo patamar de outras profissões com o mesmo nível de formação no mercado de trabalho. Também é importante que professores tenham um plano de carreira, com perspectivas de crescimento e desenvolvimento.
O GLOBO: No Brasil, poucos jovens são atraídos pelo magistério. A carreira atrai muitos jovens na Finlândia?
SAHLBERG: O magistério é uma das profissões mais populares entre os jovens finlandeses. Todo ano, cerca de um a cada cinco alunos que terminam o ensino médio tem a carreira como primeira opção. Há dez vezes mais candidatos para programas de formação de docentes para educação infantil do que vagas nas universidades. A Finlândia tem o privilégio de poder controlar a qualidade dos professores na entrada e depois garantir que só os melhores e mais comprometidos serão aceitos nessa profissão nobre.
O GLOBO: A inclusão das novas tecnologias nas salas de aula vem sendo muito debatida. Como você vê esse processo? Como isso é feito na Finlândia?
SAHLBERG: Tecnologia é parte das nossas vidas e é usada nas escolas finlandesas. Professores na Finlândia usam tecnologia para ensinar de maneiras muito diferentes. Alguns, a utilizam muito e outros raramente. Aqui a tecnologia é uma ferramenta, mas o foco continua sendo na pedagogia entre pessoas, sem tecnologia. A tecnologia não deve guiar o desenvolvimento educacional e, sim, ser uma ferramenta como várias outras.
O GLOBO: Retomando o título do seu livro, quais são, afinal, as principais lições do sistema de educação finlandês?
SAHLBERG: A mais importante das lições é que há uma alternativa para se chegar ao sucesso prometido por reformas guiadas pelo mercado. A Finlândia é o antídoto a este movimento que impõe provas padronizadas, privatização de escolas públicas e remunera os professores com base em avaliações de desempenho que se tornou típico de diversos sistemas educacionais pelo mundo.
Matéria publicada originalmente no Jornal O Globo do dia 27 de fevereiro de 2012.
Governo promete apresentar proposta até sexta-feira, 13
Jornalista: sindicato
Depois de quase duas horas de reunião entre representantes do Sinpro com o GDF, na manhã desta quarta-feira (11), o governo se comprometeu a apresentar uma proposta à categoria até a próxima assembleia geral, marcada para as 9h30 desta sexta-feira (13), no Teatro Nacional. “O governo apresentou alguns dados financeiros e pediu um tempo para um debate interno a respeito das reivindicações. O compromisso assumido pelo GDF é que até sexta haja uma proposta”, afirmou a diretora Rosilene Correa.
Participaram da reunião o secretário adjunto de Administração Pública, Jacy Braga, a secretária adjunta de Educação, Maria Luiza do Valle, a secretária adjunta de Planejamento, Wanderly Ferreira, além dos secretários de Educação, Denilson Bento da Costa e o de Administração Pública, Wilmar Lacerda.
Os manifestantes que estão na Praça do Buriti desde as primeiras horas desta quarta (11) em vigília permanecerão até que seja resolvido o impasse. Se não houver acordo entre as partes, a categoria promete acampar em frente ao Buriti por tempo indeterminado para pressionar o governo a acatar as reivindicações. É importante lembrar que foi devido à mobilização da categoria nas assembleias, atividades de convencimento e em permanecer acampada que pressionou o governo a abrir diálogo com o Sinpro e se comprometer em apresentar uma proposta após um mês de greve. Por isto é importante que todos permaneçam unidos porque o sucesso de nossa greve depende do empenho de cada professor e professora. A nossa luta tem o tamanho da nossa mobilização!
Estudantes do CEM 12 de Ceilândia em apoio a greve dos professores
Jornalista: sindicato
Na manhã desta segunda-feira(9), pessoas da comunidade escolar e do comando de greve dos(as) professores(as) de Ceilândia, se reuniram para tratar da greve dos professores da rede pública de ensino do DF, que já está perto de completar 30 dias. O descaso do governador Agnelo com a Educação, tem feito com que a comunidade clame urgência para a solução desse impasse e pede a retomada da normalidade das aulas. Estudantes e pais apelam ao governador pelo cumprimento do acordo feito com a categoria, o mais rápido possível.
Os presentes se mostraram preocupados, mesmo reconhecendo que o direito de greve é legítimo. Eles querem a garantia de retorno das atividades escolares, principalmente os estudantes do terceiro ano, que se preparam para o vestibular. Sabem os estudantes, que os professores e professoras em greve há 29 dias, lutam não só pela questão salarial, mas pela valorização da escola pública e se colocam como parceiros nesta luta.