Educadoras e educadores fazem mutirão no Plano Piloto
Jornalista: sindicato
Professoras e professores lotaram o estacionamento do colégio Elefante Branco na manhã desta segunda-feira, dia 9, em um grande mutirão de conscientização sobre a importância da nossa união e adesão à luta que é de toda a categoria. De lá, munidos de bandeiras e apitos, educadoras e educadores partiram em carreata para as escolas do Plano Piloto.
Nesse momento, militantes de todas as regionais se encontram em diferentes escolas das Asas Sul e Norte e do Cruzeiro defendendo a participação de todas e todos nesse movimento legítimo da categoria. A atividade faz parte do calendário de mobilização aprovado na assembleia geral do dia 3 de abril.
No período da tarde, às 15 horas, a comissão de negociação se reúne com os representantes do GDF, em mais uma tentativa de receber deles o cumprimento do acordo firmado com a categoria no ano passado. Vamos continuar firmes, pressionando o governo até que ele honre os compromissos assumidos conosco.
Vamos juntos avaliar o resultado dessa reunião, amanhã, terça-feira (10), na assembleia geral, a partir das 9h30, na Praça do Buriti. A participação de todas e todos é muito importante.
Professores(as) fazem ato de protesto na Praça do Buriti
Jornalista: sindicato
Mesmo o GDF desmarcando a reunião de negociação que ocorreria na quarta-feira(04), a categoria compareceu à Praça do Buriti, no começo da noite e realizou um ato de protesto mostrando mais uma vez toda capacidade de mobilização e luta em defesa da reestruturação do nosso plano de carreira. Durante o ato professores e professoras escreveram no meio da Praça: “Agnelo cumpra o acordo”, com velas e tochas. Centenas de pessoas que dirigiam-se para suas casas puderam ver os professores empunhando cartazes pedindo o fim do desrespeito e a retomada efetiva das negociações.
Neste momento é de extrema importância a participação de cada educador e educadora nas atividades de mobilização. Nossas vitórias serão proporcionais à nossa garra e vontade de luta. A população brasiliense não está disposta a pagar a conta do estádio e das novas secretarias com recursos que deveriam ser aplicados na Educação, Saúde e Segurança.
Professoras e professores reunidos em assembleia nesta terça-feira, dia 3, decidiram pela manutenção da greve até que o governo apresente uma proposta que atenda às reivindicações da categoria. O desrespeito, o constante ataque à categoria na mídia e, principalmente, a ausência de qualquer negociação efetiva com o GDF foram determinantes para a decisão tomada pela maioria absoluta dos presentes à assembleia.
Da Praça do Buriti, munida de bandeiras e vuvuzelas, a categoria seguiu em passeata até o Estádio Nacional de Brasília onde realizaram um ato de protesto: “para o Estádio quase um bilhão, por que nada para a educação”. Numa demonstração clara de que professoras e professores do ensino público do DF não aceitam pagar a conta dessa obra milionária, às custas do suor de seu trabalho.
A categoria também decidiu intensificar a mobilização nas regionais com bandeiraços, passeatas e visitas de conscientização. Uma vigília em frente ao Palácio do Buriti nesta quarta-feira, dia 4, a partir das 17 horas para acompanhar a reunião entre o governo e a Comissão de Negociações, intermediada pela CUT, também ficou acertada na assembleia.
Conforme aprovado, a categoria voltará a se reunir em assembleia geral na próxima terça-feira, dia 10, às 9h30, na Praça do Buriti.
Ato mostra que a luta continua: na terça, todas (os) à assembleia às 9h30, no Buriti
Jornalista: sindicato
A ensolarada manhã de domingo fez do Taguaparque o cenário perfeito para dar visibilidade ao movimento grevista da categoria. Educadoras e educadores, com seus familiares, coloriram o local com as cores da campanha e levaram à população esclarecimentos a respeito da nossa campanha salarial, refutando as mentiras do governo Agnelo e divulgando as verdades das (os) professoras (es).
O ato é mais uma das atividades definidas pelo Comando Geral de Greve para lembrar à sociedade que estamos unidos e dispostos a lutar por nossos direitos. E nesta terça-feira, dia 3, temos um encontro marcado na Praça do Buriti, para, em assembleia geral, decidirmos os rumos do nosso movimento. A luta ainda não terminou companheiras (os)! Continuemos juntos, porque nossas conquistas terão o tamanho da nossa união!
Acordo pela educação é causa de sucesso da Finlândia, diz conselheira
Jornalista: sindicato
A celebração de um amplo acordo político nacional em favor da educação e a permanente valorização do papel do professor estão entre os principais motivos que levaram a Finlândia a obter um dos melhores sistemas de educação do mundo, disse nesta quarta-feira (28) a conselheira em Comércio e Educação Titta Maja, do Ministério das Relações Exteriores daquele país.
Em audiência pública promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado Federal, ela ressaltou a importância do entendimento político em benefício da educação, firmado na segunda metade do século 20 em Helsinqui, capital da Finlândia – localizada, como observou, a 10.933 quilômetros de Brasília.
– Na Finlândia temos partidos de esquerda, de centro e de direita. Depois da Segunda Guerra Mundial, todos decidiram que, por ser um país pequeno, a Finlândia tinha de investir no futuro de cada criança – ressaltou Titta Maja no início da audiência, convocada a partir de requerimento do presidente da comissão, senador Roberto Requião (PMDB-PR).
Na Finlândia, como observou, o ensino básico é gratuito e obrigatório desde 1921. E especialmente nas últimas quatro décadas, um país até então relativamente pobre tornou-se um dos “líderes em competitividade e níveis de bem-estar social”. A construção de uma sociedade baseada no conhecimento, a seu ver, pode ser considerada um fator preponderante para o crescimento finlandês. Prestígio social
Segundo Titta Maja, o professor é um profissional com “alto prestígio social” na Finlândia, que leva uma vida confortável, embora não luxuosa, com seu salário. Apenas 10% dos candidatos aos cursos de formação de professores são aceitos pelas universidades daquele país. E os professores dispõem, como informou, de grande independência em seu trabalho.
A Finlândia obteve o terceiro lugar nos últimos exames do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). E investe em educação o equivalente a 6% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o Brasil aplica 5,3% do PIB. O novo Plano Nacional de Educação, em discussão na Câmara dos Deputados, deverá elevar o investimento brasileiro para aproximadamente 7% nos próximos anos.
– Não é realmente dinheiro o segredo da Finlândia. O segredo é o papel-chave do professor, que sempre busca se aperfeiçoar – disse Titta Maja. Investimento
Durante o debate, a senadora Ana Amélia (PP-RS) ponderou que existe uma diferença entre investir 6% do PIB em um país de 5,3 milhões de habitantes e investir 5,3% do PIB em um país de 190 milhões de habitantes, onde o número de crianças fora da escola seria equivalente a toda a população da Finlândia.
Por sua vez, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) observou que investir de imediato 7% do PIB na educação, como se discute atualmente no Brasil, seria “jogar dinheiro fora”, uma vez que antes será necessário definir como esse dinheiro será investido. Ele elogiou ainda o fato de a convidada para a audiência ser conselheira em comércio e educação. Isso demonstra, a seu ver, a estreita ligação já percebida pela Finlândia entre a educação e a economia de um país.
– Na Finlândia, a empresa Nokia, que exportava papel, agora exporta celulares, graças à educação. No Brasil, ainda permanece a ideia de que a competitividade vem de reduzir custos de velhos produtos e não de inventar novos produtos – disse Cristovam. Fonte: Agência Senado
Mais uma vez a categoria demonstrou sua força e lotou a assembleia nesta terça-feira, 27. Por ampla maioria as professoras e professores deram uma resposta ao descaso do GDF e decidiram continuar o movimento grevista. Ao final da assembleia a categoria ocupou o eixo monumental e a frente do Palácio do Buriti por 20 minutos, gritando palavras de ordem como “professor na rua, Agnelo a culpa é sua”.
Foram aprovadas todas as propostas do comando de greve (confira abaixo) para a continuidade da mobilização e luta. A participação de todas e todos nas atividades é fundamental para o sucesso da nossa greve. Participe!
CALENDÁRIO PARA A MOBILIZAÇÃO E LUTA
PROPOSTAS DO COMANDO DE GREVE
28 de março – quarta –feira: trabalho de conscientização nas escolas.
29 de março – quinta-feira – ato público na sede da Secretaria de Educação, na 607 norte. A partir das 10h.
30 de março – sexta-feira – Assembleias regionais às 9h. Confira locais em nosso site.
31 de março – sábado – atividades regionalizadas nas cidades. Informe-se no nosso site.
01 de abril – domingo – dia da verdade dos professores e da mentira de Agnelo. Ato público a partir das 10h no Taguaparque.
02 de abril – segunda – trabalho de conscientização nas escolas.
3 de abril – Assembleia geral no dia 3 de abril, terça-feira, às 9h30, na Praça do Buriti.
No link abaixo você pode acessar o documento assinado pelos secretários de Administração e Educação com a proposta aceita pela categoria no dia 13 de abril de 2011. Apenas para que você possa questionar se alguém repetir a mentira de que o acordo foi cumprido. Divulgue para seus contatos!
Para ver a proposta, clique aqui
Categoria decide, por ampla maioria, continuar em greve
Jornalista: sindicato
A greve continua por tempo indeterminado. Essa foi a resposta de cerca de 10 mil professoras e professores ao governo do Distrito Federal, durante a assembleia geral da categoria ocorrida na manhã desta terça-feira, dia 20, na Praça do Buriti. A falta de uma proposta concreta nas reuniões de negociação ocorridas até hoje, bem como as mentiras e os constantes ataques que o GDF têm feito à categoria, na mídia, foram determinantes para a decisão tomada pela ampla maioria. O resultado da votação foi comemorado com a agitação das bandeiras aos gritos de “o professor na rua, Agnelo a culpa é sua”.
A categoria também aprovou o calendário de mobilização sugerido pelo Comando Geral de Greve e a realização de uma nova assembleia geral na próxima terça-feira, dia 27, às 9h30, na Praça do Buriti. Durante a assembleia, a Comissão de Negociação do Sinpro, acompanhada da deputada federal Érika Kokay, do presidente da CUT-DF, José Eudes, e da deputada distrital suplente, Rejane Pitanga, foram à Câmara Legislativa do DF para conversar com os parlamentares. Eles foram solicitar aos deputados distritais a obstrução da pauta de votações até o GDF apresentar uma proposta que atenda às reivindicações da categoria.
Ao final da assembleia, professoras, professores e alunos saíram em passeata da Praça do Buriti em direção à Câmara Legislativa, para a realização de um Ato Público. O objetivo era o de pressionar os deputados a acatarem o pedido da categoria que a Comissão de Negociação do Sinpro estava apresentando a eles, naquele momento (ver matéria a esse respeito nesta página). Negociação do dia 19
Na reunião de segunda-feira, dia 19, entre a Comissão de Negociação do Sinpro-DF e o GDF, o governo insistiu em pautar a discussão nos pontos da estrutura do Plano de Carreira que não têm impacto financeiro. Ao final, conseguimos chegar a um acordo em relação a alguns pontos, dentre os quais dois se destacam. O primeiro deles é o de que o professor ao ser licenciado para estudos não terá prejuízo financeiro (hoje quem está nessa situação perde a gratificação de regência de classe).
O segundo ponto acordado é referente ao artigo 15 do atual Plano de Carreira, que está sendo questionado na Justiça. O GDF apresentou uma proposta de garantir a situação daqueles que ingressaram na Carreira com nível médio e hoje se encontram como Classe A ou B.
Continuam pendentes itens que têm impacto financeiro como, por exemplo, a estruturação da Carreira. Hoje temos 25 etapas e o nosso pleito é de reduzir esse número. Outro ponto também ainda não acordado é relativo ao percentual de titularidade (especialização, mestrado e doutorado). O secretário de Educação informou que continua discutindo nossas reivindicações com a área econômica do governo. Entretanto, não marcou outra reunião conosco.
O GDF voltou a noticiar o corte de ponto. Trata-se de mais uma ameaça para tentar desmobilizar nossa categoria. Nossa resposta é intensificar ainda mais a mobilização. Vamos todas e todos participar do trabalho de convencimento nas regiões administrativas. Nossa força é nossa união!
O então candidato ao GDF Agnelo Queiróz elegeu-se com uma plataforma que prometia resgatar os serviços e os servidores públicos, relegados a segundo plano em gestões passadas.
Aliada à Saúde, a Educação era o grande destaque e foco das futuras ações de governo.
Ainda em abril de 2011, as professoras e professores da rede pública de ensino reuniram-se em assembléia e aceitaram a proposta apresentada pelo GDF sobre a pauta de reivindicações da campanha salarial 2011/2012.
O acordo previa, entre outros pontos, a instalação imediata de uma mesa de negociação para discussão e elaboração, até setembro de 2011, do projeto de lei sobre a reformulação do Plano de Carreira, para trilhar o caminho da isonomia salarial com outras carreiras de nível superior até 2014.
O governo também garantiu que apresentaria, até julho de 2011, a proposta do Plano de Saúde, a ser implantado em janeiro de 2012.
Mesmo com muita insistência e cobrança do Sinpro durante todo o ano de 2011, as negociações não avançaram e os prazos estipulados não foram cumpridos.
Por fim, reunida em assembléia no dia 17 de novembro, a categoria – demonstrando disposição para negociação e o diálogo – decidiu dar um prazo e iniciou contagem regressiva até o dia 8 de março de 2012, tempo mais que suficiente para que o GDF se posicionasse sobre os pontos da pauta de reivindicações.
O fato é que os professores e professoras estão em um momento crucial da campanha salarial e é fundamental que o conjunto dos trabalhadores tenha consciência de que, qualquer que seja o governo, as conquistas serão proporcionais ao tamanho da capacidade de mostrar união e disposição para a luta, firme e consciente de seu propósito.
A CUT-DF soma-se ao esforço das professoras e professores na luta por suas justas reivindicações e reafirma que está ao lado da categoria que teve como única saída o legítimo recurso da greve.
Todo apoio à luta das professoras e professores! José Eudes Oliveira Presidente da CUT-DF
No dia em que começou a mobilização nacional convocada pela CNTE em defesa do investimento de 10% do PIB na Educação e pelo Piso Nacional, milhares de professoras (es) do DF, em greve desde o último dia 12, participaram na manhã desta quarta-feira, 14, de ato público em frente à residência oficial do governador, em Águas Claras. Além de protestar contra o descaso do governo do DF em relação à Educação e pelo cumprimento dos compromissos assumidos com a categoria, o ato político-cultural também lembrou os 33 anos de luta do Sindicato. Estudantes de várias regionais e líderes do movimento estudantil levaram seu apoio à mobilização da categoria, participando ativamente da manifestação.
Apresentações musicais, de literatura de cordel e declamações de poesia se entremearam com informes sobre a greve em todas as regionais e discursos de apoio de dirigentes de várias entidades. A deputada federal Érika Kokay (PT-DF), mais uma vez, manifestou seu apoio à mobilização das professoras e professores. Segundo ela o Distrito Federal está pedindo uma educação diferente e por isso a luta dos professores por uma educação de qualidade “pulou o muro da escola” e está ganhando o apoio de toda a comunidade. A professora e ex-deputada Rejane Pitanga reforçou o discurso de Érika, ao afirmar que não haverá desenvolvimento no DF sem investir na educação.
A cada relato sobre a adesão crescente da categoria nas diversas regionais, estudantes, professoras e professores se manifestavam balançando bandeiras, e fazendo barulhos com seus apitos e vuvuzelas. Em meio às manifestações políticas, os participantes do ato público cantaram parabéns para o Sinpro-DF e puderam saborear um bolo que foi distribuído.
Amanhã, quinta-feira (15), o trabalho de convencimento continuará nas diversas regionais. Acompanhe outras notícias sobre a greve neste site.